1- Ana Cecília Silvestre da Silva - RELAÇÃO ENTRE OS ESTILOS DE APRENDIZAGEM DOS DISCENTES E DOCENTES DO CURSO DE GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM

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                    UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS
FACULDADE DE MEDICINA
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ENSINO NA SAÚDE

ANA CECÍLIA SILVESTRE DA SILVA

RELAÇÃO ENTRE OS ESTILOS DE APRENDIZAGEM DOS DISCENTES E
DOCENTES DO CURSO DE GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM

MACEIÓ-AL
2017

ANA CECÍLIA SILVESTRE DA SILVA

RELAÇÃO ENTRE OS ESTILOS DE APRENDIZAGEM DOS DISCENTES E
DOCENTES DO CURSO DE GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM
Trabalho Acadêmico de Mestrado apresentado
ao Programa de Pós-Graduação em Ensino na
Saúde da Faculdade de Medicina – FAMED da
Universidade Federal de Alagoas – UFAL como
requisito parcial para obtenção do título de
Mestre em Ensino na Saúde.
Orientadora: Profa. Dra. Maria Alice Araújo
Oliveira
Coorientador: Prof. Dr. Antônio Carlos Silva
Costa

MACEIÓ-AL
2017

Catalogação na fonte
Universidade Federal de Alagoas
Biblioteca Central
Divisão de Tratamento Técnico
Bibliotecário Responsável: Valter dos Santos Andrade
S586r

Silva, Ana Cecília Silvestre da.
Relação entre os estilos de aprendizagem dos discentes e docentes do curso de
graduação em Enfermagem / Ana Cecília Silvestre da Silva. – 2017.
109 f. : il.
Orientadora: Lucy Vieira da Silva Lima.
Dissertação (Mestrado Profissional em Ensino na Saúde) – Universidade
Federal de Alagoas. Faculdade de Medicina. Programa de Pós-Graduação em
Ensino na Saúde. Maceió, 2015.
Inclui bibliografias.
Apêndices: f. 70-102.
Anexos: f. 103-109.
1. Aprendizagem. 2. Enfermagem – Estudo e ensino. 3. Estudantes de
enfermagem. 4. Professores de enfermagem. 5. Enfermagem. 6. Enfermeiro –
Formação. I. Título.
CDU: 61:378.147

Nem todo aprendizado precisa de leitura,
Mas toda leitura gera um aprendizado
Flávia Savoia

AGRADECIMENTOS

A Deus que pela sua presença que me protege, guia e ilumina, sustentando-me nos
momentos mais difíceis;
À minha mãe, Cícera e ao meu pai, Aloísio, pelo amor incondicional e por todo o apoio
dado até hoje que me permitiu trilhar o caminho da educação;
Ao meu esposo, Carlos, que de forma especial me deu força e coragem, pelo amor,
paciência e compreensão permanecendo ao meu lado em todos os momentos.
Aos meus filhos, João e Pedro, pela minha ausência, mesmo as vezes estando
presente;
A todos os meus familiares por estarem presentes nos momentos de alegria, tristeza
e superação de dificuldades;
A todos os amigos e amigas que há tempos compartilham meus sonhos, por terem
dedicado um pouco do seu tempo e atenção, pela escuta, incentivo e carinho de
sempre;
À Universidade Federal de Alagoas, particularmente, ao Programa de Mestrado
Profissional Ensino na Saúde e seu corpo docente, por me proporcionar um
crescimento pessoal e profissional e pela oportunidade de desenvolver este trabalho;
À minha orientadora, Professora Drª Maria Alice e ao meu coorientador Professor Dr.
Antônio Carlos e aos membros das bancas avaliadoras, pelo suporte e paciência pelo
meu pouco tempo disponível, pelas suas correções e incentivos.
Aos professores e estudantes do curso de enfermagem do Centro Universitário
Cesmac que participaram dessa pesquisa pela disponibilidade e respeito com que
encararam o estudo;
Aos amigos do Centro Universitário Cesmac, que me auxiliaram na realização da
pesquisa, em especial aos Professores Ana Lydia, Pedro Lemos e Hermann e a
enfermeira Dávila;
E a todos que direta ou indiretamente fazem parte da minha formação pessoal e
profissional.

“Eu acredito que o melhor processo de
aprendizagem, em qualquer atividade,
é olhar para o trabalho do outro.”
Wole Soyinka

RESUMO
Cada indivíduo apresenta características orgânico-psicológicas e cognitivas únicas,
responsáveis por determinarem diferentes estilos de aprendizagem. O estudo
propiciou analisar a relação entre os estilos de aprendizagem dos discentes e
docentes de enfermagem. Apresenta abordagem quantitativa, exploratório, de corte
transversal e foi realizado no curso de graduação em enfermagem de uma Instituição
de Ensino Superior privada de Maceió. Foi aplicado o Inventário do Estilo de
Aprendizagem de David Kolb, para 164(100%) acadêmicos de enfermagem, sendo:
47 (100%) do 3° período, 36(100%) do 7°período, 51(100%) do 8° período e 30(100%)
do 9° período. Foi aplicado o mesmo instrumento para 5(100%) docentes que são
enfermeiros e ministram aulas nas disciplinas de metodologia da pesquisa. Os
resultados revelam que o sexo feminino é predominante com 90,75% dos discentes e
80% dos docentes do curso, padrão predominante dos cursos de enfermagem no
país. A idade média dos alunos se encontra entre 20-24 anos, 55,5% se definiam
brancos, 75% solteiros, 84% ingressaram por processo seletivo e 42% participavam
de atividades de pesquisa/extensão. Todos os docentes eram mestres e possuíam
capacitação pedagógica recente. A população de todos os períodos apresentou como
estilos de aprendizagem predominante o estilo assimilador com 30,4%, seguido pelo
padrão divergente com 25%. O Teste Exato de Fisher intra período obteve resultado
p<0,01 para cada período, confirmando destaques de todos os estilos. O Teste Quiquadrado entre os períodos confirmou destaque o estilo divergente. O estilo de
aprendizagem assimilador (expositor) correspondeu a 60% dos docentes e 20% eram
convergentes (tutor) e acomodador (inovador) respectivamente. Com relação ao
esforço metodológico docente para atingir todos os alunos e períodos, os professores
que apresentaram menor esforço foram na sequência os Docentes 2, 3, 1, 4 e 5.
Conclusão: A partir deste estudo, que é o início de um trabalho mais amplo foi possível
a identificação do estilo de aprendizagem assimilador/ expositor como predominante
para discente e docente no curso de enfermagem a relação entre esses estilos afins
favorecem o processo ensino-aprendizagem e a diversidade de estilos promovem os
desafios metodológicos que devem levar o aprimoramento na forma de aprender. O
alcance metodológico docente apresentou um professor acomodador com um menor
esforço para todas as turmas. Apesar dos discentes e docentes assimiladores serem
e terem a maior representatividade no curso. Corrobora com a hipótese que existe
uma relação entre discentes e docentes que pode ser favorecida pelos estilos de
aprendizagem e com a adequação de metodologias de ensino.

Descritores: Aprendizagem. Ensino. Estudantes. Professor. Enfermagem.

ABSTRACT

Each individual has unique organic-psychological and cognitive characteristics,
responsible for determining different learning styles. The study aimed to analyze the
relationship of learning styles of nursing students and teachers. It presents a
quantitative, exploratory, cross-sectional approach and was carried out in the
undergraduate nursing course of a Private Higher Education Institution of Maceió. The
David Kolb Learning Style Inventory was applied to 164(100%) nursing students,
being: 47(100%) from the 3rd period, 36(100%) from the 7th period, 51(100%) from
the 8th period and 30(100%) from the 9th period. The same instrument was applied
to 5(100%) teachers who are nurses and teach classes in the disciplines of research
methodology. The results show that the female sex is predominant with 90.75% of the
students and 80% of the professors of the course, predominant pattern of the nursing
courses in the country. The average age of the students was between 20-24 years old,
55.5% were white, 75% were single, 84% were enrolled in the selection process, and
42% participated in research / extension activities. All teachers were masters and had
recent pedagogical training. The population of all periods presented as predominant
learning styles the assimilating style with 30.4%, followed by the diverging pattern with
25%. Fisher's exact intra-period test had a p <0.01 result for each period, confirming
highlights of all styles. The Chi-square test between the periods confirmed the
diverging style. The assimilating learning style (exhibitor) corresponded to 60% of the
teachers and 20% were converging (tutor) and accommodating (innovative)
respectively. Regarding the teaching effort to reach all periods, the teachers who
presented the least effort were in the sequence Teachers 2, 3, 1, 4 and 5. Conclusion:
From this study, which is the beginning of a broader work, it was possible to identify
the assimilating / expositor learning style as predominant for students and teachers in
the nursing course the relation between these related styles favor the teaching-learning
process and the diversity of styles promote the methodological challenges that should
lead to improvement in the way of learning.. The teacher methodological reach
presented a teacher accommodating with less effort for all classes. Although the
students and teachers assimilating are and have the most representativeness in the
course. It corroborates with the hypothesis that there is a relationship between
students and teachers that can be favored by the learning styles and with the adequacy
of teaching methodologies.
Descriptors: Learning. Teaching. Students. Teacher. Nursing.

RESUMEN
Cada persona tiene características orgánicas-psicológica y cognitiva única,
responsable de la determinación de los diferentes estilos de aprendizaje. El estudio
permitió analizar la relación de los estilos de los estudiantes y profesores de
enfermería aprendizaje. Se presenta el enfoque cuantitativo, exploratório, transversal
y se llevó a cabo en el curso de graduación en enfermería de una institución de
educación superior privada de Maceió. Inventario de David Kolb estilo de aprendizaje,
se aplicó 164 estudiantes de enfermería, de la siguiente manera: 47 de la tercera
periodo, 36 del séptimo periodo, 51 del 8 de período y 30 de la 9ª período. Se aplica
el mismo instrumento para 5 profesores que son enfermeras y dan clases en la
metodología de disciplinas de investigación. Los resultados muestran que la hembra
es dominante, con 90,75% de los estudiantes y el 80% de los profesores del curso, el
patrón predominante de los cursos de enfermería en el país. La edad media de los
estudiantes es de entre 20-24 años, el 55,5% eran blancos definido, solo el 75%, el
84% entró en un proceso de selección y el 42% participó en actividades de extensión
/ investigación. Todos los maestros eran maestros y tenía formación pedagógica
reciente. La población de todos los períodos presentados, debido a los estilos de
aprendizaje predominantes de estilo de asimilación con 30.4%, seguido por el patrón
divergente con un 25%. La prueba exacta de Fisher obtuvo el intraoperatorio resultado
p <0,01 para cada periodo, confirmando lo más destacado de todos los estilos. La
prueba de chi-cuadrado entre los períodos confirmados resaltar el estilo divergente.
El estilo de aprendizaje de asimilación (expositor) correspondió al 60% de los
profesores y el 20% fueron convergiendo (tutor) y servicial (innovador),
respectivamente. Con respecto a la enseñanza de esfuerzo para llegar a todos los
períodos, los maestros que tenían menos esfuerzo estaban siguiendo los profesores
2, 3, 1, 4 y 5. Conclusión: A partir de este estudio, que es el comienzo de un trabajo
más extenso para identificar el estilo de aprendizaje de asimilación / expositor tan
frecuente para los estudiantes y profesores en el curso de enfermería y la relación
entre estos estilos relacionados favorecen el proceso de enseñanza-aprendizaje y la
diversidad de estilos promueven los desafíos metodológicos que deben conducir a la
mejora en la forma de aprender. La metodología de enseñanza presenta una gama
acomodar profesor con menos esfuerzo para todas las clases. A pesar de los
estudiantes y profesores son asimilador y tienen la mayor representación en el curso.
Corrobora la hipótesis de que existe una relación entre los estudiantes y profesores
que pueden ser favorecidos por los estilos y la adecuación de las metodologías de
enseñanza aprendizaje.
Palabras clave: Aprendizaje. Enseñanza. Estudiantes. Profesorado. Enfermaría.

LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS

CA

Conceituação Abstrata

DCN

Diretrizes Curriculares Nacionais

EA

Experimentação Abstrata

EC

Experiência Concreta

EdA

Estilo de Aprendizagem

IEA

Inventário de Estilo de Aprendizagem

IES

Instituição de Ensino Superior

LSI

Learning Style Inventory

OR

Observação Reflexiva

TCLE

Termo de Consentimento Livre e Esclarecido

LISTA DE FIGURAS

Figura 1. Página de abertura do Cesmac on-line

42

Figura 2. Página de abertura do Centro Universitário Cesmac

43

Figura 3. Página de abertura do Portal Universitário do Cesmac on-line

43

Figura 4. Página de acesso ao Inventário de Estilo de Aprendizagem (IEA) de Kolb no
Portal Universitário do Cesmac on-line
44
Figura 5. IEA de Kolb (parte 1) no Cesmac on-line

45

Figura 6. IEA de Kolb (parte 2) no Cesmac on-line

45

Figura 7. Resultado do IEA no Cesmac on-line

47

Figura 8. Ciclo de Aprendizagem de Kolb

90

Figura 9. Diagrama do Círculo de Aprendizagem Experimental com demarcação das Etapas
e Estilo de Aprendizagem
90

LISTA DE GRÁFICOS

Gráfico 1. Média do Estilo de Aprendizagem dos discentes do 3° período de enfermagem e o
Estilo de Ensino/Aprendizagem dos docentes (Esforço Metodológico)

30

Gráfico 2. Média do EdA dos discentes do 7° período de enfermagem e o Estilo de
Ensino/Aprendizagem dos docentes (Esforço Metodológico)

32

Gráfico 3. Média do EdA dos discentes do 8° período de enfermagem e o Estilo de
Ensino/Aprendizagem dos docentes (Esforço Metodológico)

33

Gráfico 4. Média do EdA dos discentes do 9° período de enfermagem e o Estilo de
Ensino/Aprendizagem dos docentes (Esforço Metodológico)

35

Gráfico 5. Dispersão dos EdA dos discentes do 3° período de enfermagem

69

Gráfico 6. Dispersão dos EdAdos discentes do 7° período de enfermagem

70

Gráfico 7. Dispersão dos EdA dos discentes do 8° período de enfermagem

71

Gráfico 8. Dispersão dos EdA dos discentes do 9° período de enfermagem

72

LISTA DE QUADROS

Quadro 1. Cálculo das variáveis EC,OR,CA e EA

23

Quadro 2. EdA, características, estilo de ensino e metodologias de ensino-aprendizagem 91

LISTA DE TABELAS

Tabela 1. Distribuição dos estilos de aprendizagem dos discentes de graduação de
enfermagem do 3°,7°,8° e 9° períodos

25

Tabela 2. Estilo de Aprendizagem e ensino dos docentes de metodologia da pesquisa do
curso de graduação em enfermagem

28

Tabela 3. Distribuição por sexo dos discentes de enfermagem do 3°, 7° ,8° e 9° períodos 65
Tabela 4. Distribuição por idade dos discentes de enfermagem do 3°, 7° ,8° e 9° períodos 65
Tabela 5. Distribuição por estado civil dos discentes de enf. do 3°, 7° ,8° e 9° períodos

65

Tabela 6. Distribuição por raça dos discentes de enfermagem do 3°, 7° ,8° e 9° períodos 66
Tabela 7. Distribuição por ano de ingresso dos discentes de enf. do 3°- 9° períodos

66

Tabela 8. Perfil sócio-demográfico dos docentes de enfermagem (parte 1)

67

Tabela 9. Perfil sócio-demográfico dos docentes de enfermagem (parte 2)

67

SUMÁRIO

1 APRESENTAÇÃO

17

2 ARTIGO

19

2.1 INTRODUÇÃO

20

2.2 METODOLOGIA

22

2.3 RESULTADOS E DISCUSSÃO

26

2.3.1 Estilos de aprendizagem de Kolb discente e docente

26

2.3.2 Alcance metodológico

31

2. 4 CONSIDERAÇÕES FINAIS

39

REFERÊNCIAS

39

3 PRODUTO DE INTERVENÇÃO

42

3.1 APRESENTAÇÃO

42

3.2 JUSTIFICATIVA

43

3.3 OBJETIVOS

44

3.4 EXECUÇÃO

44

3.5 AVALIAÇÃO DO PRODUTO DE INTERVENÇÃO

52

3.6 RESULTADOS ESPERADOS

52

3.7 CONSIDERAÇÕES FINAIS

53

REFERÊNCIAS

54

4 CONCLUSÃO GERAL

55

REFERÊNCIAS

56

APÊNDICES

57

ANEXOS

93

17

1 APRESENTAÇÃO

O presente estudo representa a trajetória de aprendizagem no Mestrado
Profissional em Ensino na Saúde da Faculdade de Medicina da Universidade Federal
de Alagoas, durante a realização da pesquisa intitulada: Relação entre os estilos de
aprendizagem dos discentes e docentes do curso de graduação em enfermagem.
O tema foi escolhido devido a vivência como docente e a inquietude sobre qual seria
a melhor forma para aprender e ensinar, levando em consideração que todos os
envolvidos neste processo, possuem um método próprio para transmitir e captar o
conhecimento.
O estudo resultou em artigos científicos que serão publicados e um produto de
intervenção visando colocar em prática as reflexões provenientes da pesquisa. A
motivação para sua realização transcorreu das dificuldades discentes em aprender
metodologia da pesquisa e de qual seriam as metodologias mais adequada para
abordar estes conteúdos de forma a favorecer o aprendizado.
A

pesquisa

foi

46737215.3.0000.0039.

aprovada
Apresentou

pelo

Comitê

abordagem

de

Ética

com

quantitativa,

CAAE

n°

experimental,

transversal e foi realizada no curso de graduação em enfermagem de uma instituição
privada, do Estado de Alagoas. Buscou-se estruturar o referencial teórico, objetivos
e pergunta norteadora de forma a auxiliar a compreensão metodológica.
Foi realizado uma sensibilização com discentes e docentes a respeito dos
objetivos da pesquisa, da relevância desta para as práticas pedagógicas e dos seus
possíveis impactos na qualidade do curso. Foram selecionados 164 estudantes de
enfermagem e 5 professores de metodologia da pesquisa, os docentes da pesquisa
foram identificados pela letra “D” seguida do número de 1 a 5, preservando o
anonimato. Não houve recusa dos discentes e docentes em participar da pesquisa e
nem eliminação de participantes por falha no preenchimento dos instrumentos.
A coleta de dados realizou-se em outubro de 2015, com os discentes e
docentes que se encontravam em atividade acadêmica e aceitaram participar da
pesquisa após apresentação do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE)
e, ressaltado a confiabilidade e sigilo dos dados.

18

Para o desenvolvimento do estudo, utilizou-se como instrumentos, um
questionário semiestruturado do perfil sócio-demográfico e o Inventário de Estilo de
Aprendizagem de Kolb. Os Testes Qui-quadrado e Exato de Fischer foram utilizados
para análise e a interpretação.
O perfil adotado pelo curso é de que o aluno seja sujeito do seu próprio
aprendizado, preparados para as demandas do mercado de trabalho e aptos a
continuar aprendendo. A graduação de enfermagem possui um corpo docente de 38
professores e 447 alunos. Nesse contexto, se faz necessário compreender a relação
entre os estilos de aprendizagem discente e docente e como eles podem favorecer na
formação em enfermagem. Este artigo tem como finalidade de incrementar e impactar
a qualidade do curso estudado.
As reflexões acrescidas da pesquisa influenciaram a construção do Produto de
Intervenção denominado, Inventário de Estilo de Aprendizagem de Kolb On-line, com
o apoio e objetivo de envolver gestores, núcleos de pedagógicos e de avaliação,
coordenadores de cursos, docentes e discentes na busca de melhorias para a
construção dos cursos de graduação.
A ampliação do Produto de Intervenção para todos os discentes dos cursos de
graduação deve ocorrer de forma gradativa e com avaliações anuais. Sugestiono
ainda, a ampliação do IEA para os docentes, profissionais que atuem com o processo
educacional e cursos de pós-graduação.
O percurso de aprendizagem durante o Mestrado Profissional em Ensino na
Saúde teve grande valia profissional pois, pude compreender e reestruturar o meu
olhar sobre o discente e as metodologias de ensino frente as individualidades
propostas pelos estilos de aprendizagem.
Conhecer os estilos de aprendizagem não trará as soluções dos problemas de
ensino-aprendizagem mas, é o início de um processo no melhoramento do curso de
enfermagem. Por fim, agradeço à família, as experiências compartilhadas com os
alunos, professores, colegas do mestrado e em especial as contribuições da minha
orientadora, coorientador e banca de avaliação.

19

2 ARTIGO
RELAÇÃO ENTRE OS ESTILOS DE APRENDIZAGEM DOS DISCENTES E
DOCENTES DO CURSO DE GRADUAÇÂO EM ENFERMAGEM
RELATIONSHIP BETWEEN STUDENTS OF LEARNING OF TEACHERS AND
TEACHERS OF THE GRADUATION COURSE IN NURSING
RELACIÓN ENTRE LOS ESTILOS DE APRENDIZAJE DE ESTUDIANTES Y
PROFESORES DE LICENCIADO CURSO DE ENFERMERÍA
RESUMO: Objetivo: Analisar a relação entre os estilos de aprendizagem (EdA) dos
discentes e docentes de enfermagem. Métodos: Estudo quantitativo, exploratório e
transversal, realizado na graduação em enfermagem. Foi aplicado o Inventário de EdA
de Kolb, para 164 acadêmicos e 5 docentes. Resultados: Predominância discente
assimilador 50(30,4%). O Teste Exato de Fisher intra período obteve p<0,01 para cada
período e Qui-quadrado entre períodos confirmou destaque do estilo divergente
(p=0,039). Docentes apresentaram maioria assimilador/expositor 3(60%) e 1(20%)
convergente/tutor e acomodador/inovador respectivamente. O menor esforço
metodológico docente para atingir alunos/períodos apresentou-se na seguinte ordem
(D2, D3, D1, D4 e D5). Conclusão: Os alunos e professores têm predominância
assimiladora e possui um professor acomodador com maior alcance metodológico.
Descritores: Aprendizagem, Ensino, Estudantes, Professor, Enfermagem.
ABSTRACT: Objective: To analyze the relationship between learning styles (LS)
students and nursing teachers. Methods: A quantitative, exploratory and cross sectional study carried out at the undergraduate nursing course. Kolb's Inventory of
Learning Styles (ILS) was applied to 164 academics and 5 teachers. Results:
Assimilating student prevalence (30.4%). Fisher's exact intra-period test obtained p
<0.01 for each period and chi-square between periods confirmed prominence of the
diverging style (p = 0.039). Teachers presented assimilating/ expository majority (60%)
and 20% converging/ tutor and accommodating / innovator respectively. The teachers'
methodological effort to reach all the students / periods was presented in the sequence
Teachers 2, 3, 1, 4 and 5. Conclusion: Students and teachers have an assimilating
predominance and have a accommodating teacher with more methodological reach.
Descriptors: Learning, Teaching, Students, Teacher, Nursing.
RESUMEN: Objetivo: Analizar la relación entre los estilos de aprendizaje (EdA) Los
estudiantes y profesores de enfermería. Métodos: Un estudio cuantitativo, exploratorio
y transversal realizado en la graduación de enfermería. se aplicó Inventario EdA Kolb,
164 académicos y 5 profesores. Resultados: La prevalencia de asimilación de
estudiantes (30,4%). La prueba exacta obtenida durante la operación de Fisher p
<0,01 para cada período y el chi-cuadrado entre los períodos confirmados destacó el
estilo divergente (p = 0,039). Los maestros mostraron más asimilacionista / expositor
(60%) y el 20% convergente / tutor y servicial / innovadora, respectivamente. El
esfuerzo metodológico de enseñanza para llegar a todos los alumnos / períodos se
presentó después de la Profesores 2, 3, 1, 4 y 5. Conclusión: Los estudiantes y
profesores tienen predominantemente asimilacionista y tiene un profesor de acomodar
con mayor alcance metodológico.
Palabras clave: Aprendizaje, Enseñanza, Estudiantes, Profesorado, Enfermaría.

20

2.1 INTRODUÇÃO
O homem é um ser integrado ao meio natural e cultural, capaz de aprender a
partir de sua experiência; mais precisamente, da reflexão consciente sobre a mesma.
Uma pessoa adquire conhecimentos motivada por seus próprios propósitos. Atrai-se
por obter o que lhe faz sentido (Felder e Brent, 2010).
A aprendizagem experiencial é definida como o processo pelo qual o
conhecimento é criado através da transformação da experiência, onde o
conhecimento resulta da combinação de se obter e transformar a experiência
(Kolb,1984).
Estudos nos campos da psicologia da personalidade e do processamento da
informação vem procurando compreender as relações entre professor-aluno e a
importância das diferenças individuais na aprendizagem (Messick,1984).
Segundo Felder e Brent (2010) as diversas teorias sobre as formas de aprender
e estilo de aprendizagem possuem como principal finalidade a construção de novas
ferramentas que possibilitem ao educador lidar com características individuais de cada
estudante. Definindo os estilos de aprendizagem como um conjunto de preferências
na forma de receber e processar informações.
O uso de instrumentos para avaliação de estilos de aprendizagem não se limita
ao meio educacional. São também utilizados no âmbito organizacional, onde o
desenvolvimento das competências necessárias ao trabalho inicia-se, no aprendizado
da profissão, cujo os métodos de ensino devem ter como enfoque a diversidade do
grupo pesquisado (Kolb, 1999a).
Messick (1984) relata que a identificação dos estilos de aprendizagem possui
um grande valor educacional, visto que pode influenciar no modo como os professores
ensinam e como os alunos aprendem, favorecendo o processo ensino-aprendizagem.
Pellon (2013) expõe que a existência de vários estilos de aprendizagem em um
grupo propõe ao docente um desafio metodológico que é proporcionar ao discente um
maior aproveitamento, na medida em que se pode identificar as características mais
destacadas de cada população no que se refere a aquisição de conhecimento.

21

A definição de Estilo de Aprendizagem(EdA) de Kolb (1984) culminam em um
conjugado de características cognitivas, afetivas e psicológicas que são utilizadas
como identificadores de percepção, interação e resposta de um estudante a um dado
ambiente educacional.
Com base nas dimensões de aprendizagem os estilos são definidos como:
Divergente que possui como preferência as habilidades ligadas a experiências já
observadas e processam o conhecimento através da reflexão das observações feitas;
Assimilador que associam observações feitas de situações com conhecimentos que
já adquiriram. São muito teóricos, necessitam de conceitos teóricos para embasar as
observações feitas; Convergentes que integram a teoria e a prática. Utilizam tanto a
teoria como o senso comum. Gostam de resolver problemas práticos. Utilizam as
hipóteses para definir solução de problemas. Buscarem soluções ótimas para
problemas práticos e Acomodador (Adaptáveis) são muito interessados em fazer
coisas, levar planos à frente, fazer experiências, viver o novo. Não tem medo de riscos.
Normalmente resolvem problemas na forma de tentativa e erro.
Segundo sua teoria, a aprendizagem é um processo cuja consequência é o
desenvolvimento do indivíduo. Na visão proposta por Kolb (1984), a aprendizagem é
a ação pelo qual o conhecimento é construído por meio da transformação da vivência.
Avaliando estas necessidades, surge a seguinte questão: Como se apresenta
a relação entre os estilos de aprendizagem dos discentes e docentes no curso de
graduação em enfermagem?
Assim, construiu-se as seguintes hipóteses: há uma correlação positiva entre
o estilo de aprendizagem discente e docente no curso de graduação de enfermagem
e que os estilos de aprendizagem dos discentes são proporcionalmente semelhantes
nos diversos períodos de graduação de enfermagem.
A questão dos estilos de aprendizagem tem sido objeto de um número crescente
de investigações buscando melhorar o desempenho em processos de ensinoaprendizagem (Kolb, 1984; Felder e Soloman, 1999).
Uma combinação inadequada entre os estilos de aprendizagem dos estudantes
e o estilo de ensinar do professor pode tornar os estudantes entediados e desatentos,
com resultados deficientes em avaliações, desanimados com o curso ou chegando

22

mesmo a abandoná-lo supondo estarem na profissão errada. Teoricamente, os estilos
de aprendizagem podem ser utilizados pelo docente e Instituição do Ensino Superior
(IES) para prever tipos de estratégias ou métodos de instruções mais efetivos a
determinado aluno ou grupo de estudantes.
Esta pesquisa possui como objetivo analisar a relação entre os estilos de
aprendizagem dos discentes e docentes no curso de graduação em enfermagem.
Diante desta problemática, o estudo mostrou-se pertinente, pois possibilitará a
utilização dos EdA, a fim de possibilitar um processo ensino-aprendizagem baseando
nestas preferências.

2.2 METODOLOGIA
O estudo caracteriza-se como exploratório, de corte transversal e do ponto de
vista de abordagem do problema é classificado como quantitativo. Realizada no curso
de enfermagem de uma Instituição de Ensino Superior privada, do estado de Alagoas.
Teve caráter censitário, composta por alunos e por professores que lecionavam nas
disciplinas de metodologia da pesquisa na graduação de enfermagem.
A população foi constituída por 47(100%) discentes do terceiro, 36(100%) do
sétimo, 51(100%) do oitavo e 30(100%) do nono período, totalizando uma população
de 164(100%) estudantes que se encontravam em sala no dia da aplicação do
questionário.
Os alunos do 3° período foram selecionados pois, se encontravam numa fase
inicial do curso, mas já tinham vivenciado o primeiro ano da graduação e os discentes
do 7°, 8° e 9° períodos pois, encontravam-se na fase final da formação profissional.
Todos os períodos eram pertencentes a mesma matriz curricular.
O universo docente foi composto por 5(100%) professores de metodologia da
pesquisa, pois esta disciplina foi a que apresentou um perfil mais transversal no
currículo do curso, possibilitando ao professor ter contato com alunos de diversos
períodos e de diferentes graus de maturidade acadêmica. Não houve recusa dos
discentes e docentes em participar da pesquisa e nem eliminação de participantes por
falha no preenchimento dos instrumentos.

23

Antes da aplicação do questionário sócio-demográfico e de estilo de
aprendizagem, foi realizado uma explicação verbal aos participantes sobre os
objetivos e relevância da pesquisa. Cada participante teve tempo particular para
responder as perguntas e retirar dúvidas com o pesquisador que estava na sala
durante todo o período de aplicação dos instrumentos. Os questionários foram
revisados durante a entrega para minimizar erros de preenchimento e descarte do
participante.
Para realização da avaliação do estilo de aprendizagem foi utilizado o
Inventário de Estilos de Aprendizagem (IEA) Versão 3, desenvolvido por Kolb (1984),
que após várias revisões originou o IEA de 1999, versão traduzida e adaptada para
português. Utilizou-se como base para a utilização do instrumento, o manual de
especificações técnicas Versão 3. Após autorização para uso do IEA pelo Haygroup.
O instrumento de pesquisa utilizado foi um questionário de auto-relato,
composto por doze sentenças, contendo quatro finais para cada uma delas. O
respondente foi solicitado a completar os quatro finais possíveis, sendo necessário
ordená-las em sentido crescente, do grau 1 até o grau 4. Utilizando os espaços
disponíveis, ordenando com o número 4 o final da sentença que descreve melhor o
seu modo de aprendizado. Em seguida, preencheu com o 1 para o final de sentença
que menos parece descrever a maneira como ocorreu seu aprendizado. Para os
outros dois finais 3 e 2 deve ordenar a conclusão de maior e menor afinidade para o
modo de aprender, respectivamente. Não podendo haver empates no preenchimento
de cada sentença.
Os quatro prováveis finais de cada uma das sentenças do IEA, são dispostos
em colunas, de forma que em cada coluna posicionam-se as palavras-chaves (sentir,
observar, pensar e fazer) que representam cada um dos modos de aprendizagem
(Kolb, 1984).
Na primeira coluna, encontram-se dispostos os finais de frase que indicam a
Experiência Concreta (EC) representada pela palavra Sentir, na segunda coluna a
Observação Reflexiva (OR) representada pela palavra Observar, na terceira coluna a
Conceituação Abstrata (CA), definida pela palavra Pensar e na quarta coluna a
Experimentação Ativa (EA), representada pela palavra Fazer.

24

Para definir o estilo de aprendizagem predominante, os resultados dos quatro
modos de aprendizagem foram contados e revisados, certificando-se que o somatório
total das quatro colunas seja de 120 pontos. Doze sentenças com 4 finais possíveis,
numeradas de 1 a 4 (Quadro 1).
Quadro 1. Cálculo para obtenção dos modos de aprendizagem (EC, OR, CA, EA).
1A +

2C + 3D + 4A +

5A + 6C + 7B + 8D + 9B + 10B+

11A+

12B=

EC

1D + 2A +

3C + 4C + 5B + 6A + 7A + 8C + 9A + 10A+

11B+

12C= OR

1B +

3B +

3A +

4D + 5C + 6D + 7C + 8B + 9D + 10D+ 11C+ 12A=

1C+

2D+

3B+

4B+

CA

5D + 6B + 7D + 8A + 9C + 10C+ 11D+ 12D= EA

Fonte: Kolb, 1999.

Após realização do somatório, o total de pontos das quatro colunas para cada
modo de aprendizagem e os valores foram dispostos no diagrama de Estilo de
Aprendizagem onde, maior área do quadrilátero, comparando-se as quatro áreas
formadas, definirá o modo de aprendizagem predominante.
Os quatro Modos de Aprendizagem, combinados dois a dois e subtraídos
determinam os quatro Estilos de Aprendizagem propostos por Kolb. O Inventário se
apoia nos quatro modos de aprendizagem, que fazem parte do Ciclo de Aprendizagem
de quatro etapas.
Em seguida, foram subtraídos os modos de aprendizagem CA - EC indicando
o resultado do aprender preferencial, por meio de raciocínio e como resultado dos
sentimentos. A abstenção de um número positivo sugere que o resultado é mais
abstrato (relacionando-se mais a conceituação abstrata) e um resultado negativo
indica uma dimensão mais concreta (experiência ativa). Ao subtrair os modos de
aprendizagem EA-OR e obtiver um resultado positivo, significa que os resultados são
mais relacionados à ação e no caso negativo a reflexão.
Foram registrados os dois números obtidos das subtrações CA-EC e EA-OR,
nas duas linhas de uma grade específica ou diagrama de confirmação dos estilos de
aprendizagem propostos por Kolb, identificando o Estilo de Aprendizagem
predominante para o discente e docentes.

25

O Estilo de Aprendizagem do quadrante superior direito (Divergente), no
quadrante inferior direito (Assimilador), no quadrante inferior esquerdo (Convergente)
e no superior esquerdo (Acomodador), constituindo o ciclo de aprendizagem.
O formulário de coleta de dados sócio-demográficos não necessitou de
identificação do participante (Apêndice A e B), e constou de itens para os discentes
como: idade, sexo, estado civil e forma de ingresso na universidade; e para os
docentes: idade, sexo, titulação, tempo de docência. Entre outras informações
pertinentes para representação dos participantes. Os dados dos perfis foram plotados
no Excel® sendo dispostos em gráficos e tabelas.
Os resultados obtidos foram tabulados e analisados no software estatístico
Statistic Package for Social Science – SPSS 17.0. Os dados obtidos foram
comparados com os valores normativos definidos pelo manual de especificações
técnicas do inventário de estilos de aprendizagem versão 3 (Kolb, 1999b) para se
analisar o quanto os dados coletados estão em acordo com o padrão do instrumento.
Para avaliar o grau de confiabilidade dos dados, aplicou-se os testes Exato de
Fisher e Qui-quadrado (X²) com finalidade de identificar a consistência interna dos
dados obtidos. Avaliando os parâmetros intra período e inter períodos para aferir a
existência de uma diferença entre os períodos.
O esforço metodológico docente foi calculado a partir da distância entre o Estilo
de Ensino/Aprendizagem do professor, a média do Estilo de Aprendizagem do período
avaliado e o eixo zero do gráfico. Esta distância foi mensurada em percentual e de
forma circunferenciada. O esforço metodológico docente define a abscissa
metodológica para que o professor atinja seu objetivo máximo que é a aprendizagem
significativa de todos os seus alunos.
Após

aprovação

pelo

Comitê

de

Ética

em

Pesquisa,

com

n°

46737215.3.0000.0039, a coleta de dados foi realizada em outubro de 2015, com os
discentes e docentes que se encontravam em atividade acadêmica e aceitaram
participar da pesquisa e assinar o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido
(TCLE) e, ressaltado a confiabilidade e sigilo dos dados.

26

2.3 RESULTADOS E DISCUSSÃO

2.3.1 ESTILOS DE APRENDIZAGEM DE KOLB DOS DISCENTES E DOCENTES

Os dados sobre os estilos de aprendizagem dos discentes participantes da
pesquisa estão representados na tabela 1.

Tabela 1: Distribuição dos Estilo de Aprendizagem dos discentes do 3° ,7°,8° e 9° períodos
do curso de enfermagem

n

%

n

PERÍODOS
7°P
%

Convergente

6

12,7

7

19,3

8

15,6

0

0,0

21

12,7

Assimilador

14

30,0

11

30,4

15

29,4

10

33,33

50

30,4

Divergente

11

23,5

5

14,0

15

29,4

10

33,33

41

25,0

Acomodador

14

30,0

6

16,7

8

15,6

7

23,4

35

21,3

Acomodador/
Convergente

1

1,9

0

0,0

0

0,0

1

3,33

2

1,24

Divergente/
Assimilador

0

0,0

3

8,4

2

4,0

1

3,33

6

3,75

Acomodador/
Divergente

0

0,0

1

2,8

1

2,0

1

3,33

3

1,87

Misto

0

0,0

2

5,6

1

2,0

0

0,0

3

1,87

Total

47

100,0

36

100,0

51

100.0

30

100,0

164

100,0

3°P
Estilo de
aprendizagem

n

8°P
%

n

9°P
%

n

Total
%

Fonte: Dados da Pesquisa.

O estilo de aprendizagem assimilador é o que se apresenta com maior número
de indivíduos em todos os períodos com percentual variando entre 29,4% e 33,33%,
e obteve média de 30,4% dos discentes de enfermagem. Apesar da maioria dos
alunos ser assimiladora, eles apresentam uma dispersão heterogênea dentro de um
mesmo EdA. Essa característica pode distinguir os padrões de aprendizagem dentro
de cada estilo.
Corroborando Cerqueira (2000), em seu estudo com estudantes brasileiros
encontrou predominância do estilo assimilador para diversas áreas de conhecimento
e que, à medida que o curso progride, estes indivíduos vão adquirindo características
de outros estilos.

27

Os assimiladores executam a experiência partindo da Conceituação Abstrata
(CA) e transformam-na através da Observação Reflexiva (OR). São indivíduos que
priorizam a teoria, incorporando a experiência de aprendizagem num arcabouço de
ideias mais amplo, preferem aulas expositivas e tendem a demonstrar interesse em
carreiras que envolvam a ciência e a informação, características, em geral, esperadas
para profissionais da saúde (Kolb, 1999a).
Os divergentes obtiveram distribuição entre 14% e 33,33%, compreendendo
um padrão heterogêneo de distribuição, e uma média de 25% dos discentes. Partem
da Experiência Concreta (EC) e continuam o processo através da Observação
Reflexiva (OR). Segundo Kolb (1999) o divergente tende por “afastar-se das soluções
convencionais, e optar por possibilidades alternativas”, tendendo a preferir
discussões, brainstorming (tempestade de ideias), e trabalhos em grupo. Comumente,
relacionam-se a carreiras voltadas ao entretenimento, a serviços ou a arte (Kolb,
1999a).
Em contrapartida, os divergentes são mais receptivos a carreiras relacionadas
a serviços, ou a entretenimento, que são características relevantes em processo
administrativo (gestão de enfermagem), principalmente por suas características que
envolvem maior disposição participativa, habilidade imaginativa, observação de
situações sob diversos pontos de vista e trabalhos em grupo (Kolb, 1999a).
Os acomodadores correspondem a 15,6% e 30%, com média de 21,3% no
curso. Partem da Experiência Concreta (EC), e a transforma por meio da
Experimentação Ativa (EA), optando por atividades intuitivas, como trabalhos em
grupo ou em campo. É provável que sua tendência seja atuar com base em seus
sentimentos em vez de analisar logicamente a situação (Highfield,1988). Pode-se
afirmar que, talvez esse seja o estilo de aprendizagem de maior preferência entre
empreendedores, pois são indivíduos que tendem a características de liderança,
assumir riscos, iniciar projetos e ser prático.
Os convergentes exibem distribuição variando entre 12,7% e 19,3%, compondo
uma média de 12,7% das turmas pesquisadas. Este EdA não teve representantes no
nono período. Inicia sua experiência pela Conceituação Abstrata (CA), e por meio de
conceitos transformam-na pela Experimentação Ativa (EA), ou seja, preferem a

28

aplicação prática de teorias, inclinando-se a lidar com atividades técnicas ou práticas,
como experimentar simulações, role-plays ou tarefas de laboratório (Kolb, 1999a).
Os Estilos de Aprendizagem duplos foram representados pelos padrões:
Acomodaddor/Convergente,

Divergente/Assimilador

e

Acomodador/Divergente

possuem uma menor representatividade, com média de 6,82% dos estudantes de
enfermagem. Os Mistos são representados pelos alunos que possuem seu perfil no
eixo zero do gráfico e possuem características dos 4 estilos de aprendizagem,
caracterizado a minoria dos discentes do curso (1,87%).
Os resultados intra período obtidos com o Teste Exato de Fisher p<0,01 para
cada período analisado confirmam a existência de destaques de estilos de
aprendizagem particulares para cada turma pesquisada na graduação de
enfermagem. A análise estatística entre os períodos obteve como resultado do Teste
Qui-quadrado para os estilos de aprendizagem: convergente p=0,47; assimilador
p=0,97; divergente p=0,039 e acomodador p=0,12.
Foi utilizado o Teste Exato de Fisher para os estilos: acomodador/convergente
p=0,65; divergente/assimilador p=0,14; acomodador/divergente p=0,88 e estilo misto
p=0,15. Confirmando a existência de destaque apenas para estilo de aprendizagem
divergente entre as turmas pesquisadas na graduação de enfermagem.
Canaleja Perez (2005) em seu estudo indicou que os estilos de aprendizagem
dos estudantes de enfermagem não sofreu mudanças significativas em diferentes
fases de sua formacão.
Os estilos de aprendizagem ressaltam a necessidade de integrar o indivíduo
com o ambiente de aprendizagem, que compreende: as matérias a serem aprendidas,
a organização dessas matérias, a forma de ensinar, os materiais que darão suporte
ao ensino e o local onde a atividade será desenvolvida (Souza et al., 2013).
Os estilos de aprendizagem e ensino dos docentes do curso de enfermagem
está representado na tabela 2.

29

Tabela 2: Estilo de Aprendizagem /Ensino dos docentes
Docentes

Estilo de aprendizagem
dos docentes

Estilo de
ensino
dos docentes

Docente 1, 4 e 5
Docente 2
Docente 3

Assimilador
Acomodador
Convergente

Expositor
Inovador
Tutor

Total
n
%

3
1
1

60,0
20,0
20,0

Fonte: Dados da Pesquisa.

Semelhante aos alunos, os docentes assimiladores são a maioria,
correspondendo

3(60%)

dos

professores,

seguido

pelos

acomodadores

e

convergentes representam 1(20%) dos docentes respectivamente e não foi
identificado o estilo divergente entre os pesquisados. A inexistência de divergentes
pode ser decorrente do tamanho pequeno da amostra e não deve produzir prejuízos
no processo ensino-aprendizagem dos alunos pois, as metodologias devem ser
adaptadas para este fim.
O estilo de maior concentração entre os professores de enfermagem foi o
expositor, que possui características de assimilador. Como expositores, os
professores, comumente, preferem utilizar-se de métodos de ensino mais tradicionais,
como aulas expositivas. Ainda, os expositores costumam ser mais rígidos em relação
à passagem de conhecimento (Harb et al., 1995; Valente, Abib & Kusnik, 2007).
Corroborando Manrique (2008) apresenta resultado semelhante em seu
estudo, onde docentes universitários de diversas áreas de conhecimento apresentam
estilo de aprendizagem Reflexivo (Assimilador) em 73% dos professores avaliados.
Segundo Rakoczy (1995) assimiladores possuem grande capacidade de criar
modelos teóricos, gerada pelo raciocínio indutivo. Pessoas com o estilo de
aprendizagem convergente, costumam resolver problemas e tomar decisões
encontrando soluções práticas para ideias e teorias. Os acomodadores tendem a
confiar mais na intuição que na lógica. Os divergentes são pessoas hábeis para
observar situações concretas sob várias e diferentes perspectivas, processando-as
por meio da observação reflexiva.

30

O EdA assimilador dos docentes 1, 4 e 5 é o que apresenta maior
compatibilidade com a maioria dos discentes de todos os períodos do curso de
enfermagem compreendendo 30,4% do total de alunos das turmas analisadas. O
docente 2 com estilo acomodador e 3 convergente apresentam menor afinidade com
apenas 12,7% dos discentes e uma menor afinidade de estilo com o 9° período de
enfermagem, sendo o docente com maior distanciamento de estilo para lecionar nas
turmas
Segundo

Valente,

Abib

e

Kusnik,

(2007)

acomodadores

possuem

características de líderes, sendo altamente ativos e criativos, tem-se o estilo de ensino
inovador e agente de estímulos, que vai encorajar os alunos à autodescoberta. Como
professor, o Inovador, é um agente de estímulos, que vai encorajar os alunos à
autodescoberta.
Os Tutores possuem as características de Convergente, e visam à
produtividade dos alunos, e costumam combinar aulas em sala, com aulas em
laboratórios e atividades extraclasse (Harb et al., 1995; Valente, Abib & Kusnik, 2007).
Professores de estilo de aprendizagem divergente, possuem características de
criatividade e inovação, são bastante compreensivos, e em face disso, possuem o
estilo de ensino motivador, agindo em prol do desenvolvimento do aluno, motivandoos à aprendizagem (Kolb, 1999).
O estilo divergente não foi encontrado entre os docentes, porém 25% dos
alunos pesquisados apresentam o estilo divergente como padrão. O fato de não haver
professores com o mesmo estilo de aprendizagem do aluno, pode ou não representar
prejuízo real aos discentes, desde que, as metodologias utilizadas favoreçam a
apreensão do conhecimento.
Um conjugado objetivo entre os estilos de ensino docente e o EdA discente
deve habitualmente estimular e desafiar de maneira harmônica este binômio na
transmissão e apreensão do conhecimento dentro e fora da sala de aula
(Linares,1999).

31

2.3.2 ALCANCE METODOLÓGICO

A dispersão dos estilos de aprendizagem do 3º período possibilita várias
possibilidades de arranjos de professores, pois 3 (60%) dos professores tem EdA
assimilador e 1(20%) acomodador, caracterizando 4 (80%) docentes e abrangendo
29 (61,9%) da turma. Essa associação entre professores e alunos com estilos afins
pode favorecer o rendimento da turma.
Estudos no campo da psicologia, da percepção e do processamento da
informação procuram explicar como ocorre e o porquê das diferenças individuais de
aprendizagem e como este processo interfere na relação professor-aluno e a
importância das características no processo de aprendizagem (Cerqueira, 2000).
As menores tendências se concentram no EdA convergente com 7(15%) e
divergente com 11(23,5%). Estilos que são menos favorecidos pelos professores, pois
não existe docentes divergente e apenas 1(20%) possui estilo convergente.
A pouca diversidade de professores com estas características pode promover
maiores desafios no processo de aquisição do conhecimento para 18(38,5%) dos
alunos. Para este grupo, os arranjos docentes deve ser bem organizado de forma a
proporcionar metodologias que estimulem o aprendizado.
O alcance metodológico docente para o alcance da turma foi obtido através da
análise da distância entre o estilo de ensino/aprendizagem do professor até a média
de estilo de aprendizagem do período avaliado e a média do estilo de aprendizagem
da turma e a distância gráfica entre o docente e o eixo zero do gráfico. Dessa forma,
observou-se o grau de esforço docente para atingir o objetivo máximo, que é
aprendizagem significativa de todos os seus alunos.
O gráfico 1 representa o esforço metodológico necessário para que os
docentes de metodologia da pesquisa atinjam todos os discentes do 3° período do
curso de enfermagem.

32

Gráfico 1: Média do Estilo de Aprendizagem dos discentes do 3° período de enfermagem e
o Estilo de Ensino/Aprendizagem dos docentes de metodologia da pesquisa (Esforço
Metodológico)
30

EC

20

Acomodador

D2
-30

Divergente

10
0

EA

-20

-10

0

10

-10

D3

Convergente

-20

20

OR 30

D4

D1

Assimilador

D5

-30

CA

Ciclo médio de Aprendizagem de Kolb (3o Período)

Estilo de Ensino

Fonte: Dados da Pesquisa.

O docente 2 (acomodador) e o docente 1 (assimilador) possuem um estilo de
ensino/aprendizagem mais afim com a maioria dos discentes da turma (61,9%). Sendo
estes, com melhores características para lecionar para este grupo.
Com relação ao esforço docente para atingir toda a turma os professores que
apresentarão menor esforço são o D2 e D3, sendo seguidos pelos docentes D1, D4 e
D5 que necessitaram de um maior esforço metodológico para atingir de forma plena
os discentes do 3° período.
A dispersão dos estilos de aprendizagem do 7° período há uma maior
representação de alunos de estilo assimilador com 16 (47,2%) e divergentes com
11(30,4%). Nesta turma, há várias possibilidades organizacionais de professores de
metodologia da pesquisa com estilo assimilador, pois 3 (60%) dos professores possui
este EdA. Para os alunos de estilo divergente, haverá necessidade de adequação
docente ao grupo.
Os estilos com menores tendências se concentram no EdA convergente com
9(25%) e acomodador com 9 (25%) alunos. Estes são favorecidos pela presença de
1(20%) professor convergente e 1(20%) acomodador.

33

Os professores com estas características correspondem a 2(40%) e se bem
distribuídos no decorrer da disciplina, podem trazer benefícios no processo de
aquisição do conhecimento para 18(50%) dos alunos.
O gráfico 2 representa o esforço metodológico necessário para que os
docentes de metodologia da pesquisa atinjam todos os discentes do 7° período do
curso de enfermagem.
Gráfico 2: Média do Estilo de Aprendizagem dos discentes do 7° período de enfermagem e
o Estilo de Ensino/Aprendizagem dos docentes de metodologia da pesquisa (Esforço
Metodológico).

30
20

Acomodador

D2
EA

-30

EC
Divergente

10
0

-20

-10

0
-10

D3
Convergente

10

D1

-20
-30

20

D4

Assimilador

OR30
D5

CA

Ciclo médio de Aprendizagem de Kolb (7o Período)

Estilo de ensino (Professores)

Fonte: Dados da Pesquisa.

O docente 1 (assimilador) possui o estilo de aprendizagem mais compatível
com o dos discentes da sala. O mesmo apresenta os melhores atributos para ensinar
para a maioria dos discentes desta classe.
Com relação ao esforço metodológico docente para atingir toda a turma os
professores que apresentarão menor esforço são o D2 e D3, sendo seguidos pelos
docentes D1, D4 e D5 que necessitaram de um maior esforço para atingir de forma
global os discentes do 7° período.
A dispersão dos estilos de aprendizagem do 8° período há uma concentração
maior de indivíduos no quadrante divergente com 19 (37,4%) e assimilador com 18
(35,3%) dos discentes.

34

Nesta turma, há várias probabilidades de disposições dos professores de
metodologia da pesquisa de EdA Assimilador, pois 3 (60%) apresentam predicativos
necessários para alcançar estes indivíduos.
Não há professores de estilo divergente que é o de predominância na sala. A
associação entre professores e alunos com estilos afins pode favorecer o rendimento
da turma, é o que ocorre para o estilo assimilador. Os alunos divergentes e seus
professores devem buscar estratégias para garantir a aprendizagem.
As menores tendências se concentram no EdA convergente com 9(17,9%) e
acomodador com 10(19,6%), totalizando 19(37,5%) da turma. Estes dois estilos são
beneficiados pela diversidade dos professores, pois 1(20%) tem estilo acomodador e
1(20%) convergente, compreendendo 40% dos docentes. Para este grupo, os arranjos
docentes deve ser bem organizado e trazer metodologias que estimulem o
aprendizado.
O gráfico 3 representa o esforço metodológico necessário para que os docentes
de metodologia da pesquisa atinjam todos os discentes do 8° período do curso de
enfermagem.
Gráfico 3: Média do Estilo de Aprendizagem dos discentes do 8° período de enfermagem e
o Estilo de Ensino/Aprendizagem dos docentes de metodologia da pesquisa (alcance
metodológico)
30
20

Acomodador

D2

EA

-30

EC
Divergente

10
0

-20

-10

0
-10

D3

10

D1

-20
-30

D5

CA

Ciclo médio de Aprendizagem de Kolb (8o Período)

Fonte: Dados da Pesquisa.

D4

Assimilador

Convergente

OR30

20

Estilo de ensino (Professores)

35

O docente 1 (assimilador) possui o estilo de aprendizagem mais compatível
com 35,3%o dos discentes da sala. O mesmo apresenta as melhores propriedades
para formar o grupo.
Com relação ao esforço docente para atingir toda a turma os professores que
apresentarão menor esforço são o D2 e D1, sendo seguidos pelos docentes D3, D4 e
D5 que necessitaram de um maior esforço metodológico para atingir de forma integral
todos os discentes do 8° período.
O padrão de dispersão bem heterogêneo dos estilos de aprendizagem do 9°
período há uma concentração semelhante de indivíduos no quadrante divergente com
12 (40%) alunos, assimilador com 11(36,6%) e acomodador 9(30%).
Nesta turma, há várias possibilidades de arranjos com os professores de
metodologia da pesquisa, pois 3 (60%) dos professores tem EdA assimilador e 1(20%)
acomodador, caracterizando 4 (80%) docentes e abrangendo 29 (61,9%) da turma.
Essa associação entre professores e alunos com estilos afins pode favorecer
o rendimento da turma. Porém, não há professores de estilo divergente e desta forma,
o grupo de professores e alunos deverão se utilizar de táticas para viabilizar o ensinoaprendizagem.
As menores disposições estão nos EdA duplos e mistos com 4(8,0%) dos
indivíduos que, se apresentam entre divergente/assimilador 2(4,0%), 1(2,0%)
acomodador/divergente e mistos respectivamente. O fato de apresentar estes estilos
não os tornam menos importante dentro do processo de ensinagem e desafia os
docentes na busca de diferentes estratégias para alcançá-lo.

O gráfico 4 representa o esforço metodológico necessário para que os docentes
de metodologia da pesquisa atinjam todos os discentes do 9° período do curso de
enfermagem.

Gráfico 4: Média do Estilo de Aprendizagem dos discentes do 9° período de enfermagem e
o Estilo de Ensino/Aprendizagem dos docentes de metodologia da pesquisa (Esforço
Metodológico)

36

30

EC
20

Acomodador

Divergente

D2
EA

-30

10

OR

0
-20

-10

0
-10

D3

Convergente

10

D1

-20

20

30

D4

Assimilador

D5

CA

-30

Ciclo médio de Aprendizagem de Kolb (9o Período)

Estilo ensino (Professor)

Fonte: Dados da Pesquisa.

O docente 1(D1)- assimilador possui o estilo de aprendizagem mais compatível
com 36,6% da turma. Sendo o que apresenta as melhores qualidades para ensinar o
grupo. Com relação ao esforço docente para atingir toda a turma os professores que
apresentarão menor esforço são o D2 e D3, sendo seguidos pelos docentes D1, D4 e
D5 que necessitaram de um maior esforço metodológico para atingir de uma forma
mais completa todos os discentes do 9° período.
Com relação ao esforço metodológico a média dos estilos de aprendizagem dos
alunos do terceiro período encontra-se entre os eixos (-5; -0,06), do sétimo (-4; -0,81)
e do oitavo (-1; -0,03) caracterizando a turma com um estilo Convergente. A média de
EdA do nono situa-se entre (-7; 1,83) assinalado caráter Acomodador.
O docente 2(D2) apresenta-se entre os eixos (6;-8) com distância angular de
12% do eixo 0 e o docente 1(D1) apresenta-se entre os eixos (9;-7) com distância
angular de 15% do eixo 0. Estes possuem um estilo de ensino/aprendizagem mais
afim com a maioria dos discentes da turma (61,9%) podendo apresentar melhores
características para lecionar para este grupo.

37

O docente 3(D3) apresenta-se entre os eixos (-11;-11) com distância angular
de 23% do eixo 0, o docente 4(D4) apresenta-se entre os eixos (22;-9) e o docente 5
(D5) encontra-se entre os eixos (22;-12) com distância de 31% e 33% do eixo 0.
Com relação ao esforço metodológico docente para atingir todos os períodos e
alunos, os professores que apresentaram melhor adaptação foram na sequência os
Docentes 2, 3, 1, 4 e 5.
A partir dos resultados obtidos com esta pesquisa mostra que o estilo de
aprendizagem de estudantes de enfermagem é caracterizado por uma tendência para
mais Assimiladora durante sua formação. Estes resultados são similares aos obtidos
por Highfield (1988), Rakoczy (1995), Cavanagh, Hogan e Ramgopal (1995) e Linares
(1999), chamando a atenção que, apesar de serem estudos em contextos tão
diferentes, obtiveram resultados semelhantes (Souza et al., 2013).
Pesquisas relatadas por Cavelluci (2006) revelam que a apresentação dos
estilos de aprendizagem aos professores e alunos tem contribuído para o
estabelecimento de um ambiente mais agradável e favorável nas salas de aula.
Os métodos de ensino devem ser determinados através de uma orientação à
realização de objetivos específicos. Criam-se modelos sistemáticos de ações, passos
e procedimentos, que dependem da concepção metodológica para o tipo de
informação ou habilidade que será passada para o aluno (Chirelli, 2002).
Segundo Valente, Abib e Kusnik (2007) o educador pode somar no
desempenho de suas aulas, ao utilizar os estilos de aprendizagem dos alunos como
base, desenvolvendo atividades em sala de aula que sejam adequadas aos estilos em
concentração, de modo a ter uma aprendizagem eficaz.
Para Canalejas Perez (2005) o estilo aprendizagem/ensino utilizado pelos
professores pode estar canalizando preferências dos estudantes em um sentido. A
utilização de algumas metodologias podem acarretar em melhor desempenho de
alunos com preferência por estes método/estilos durante toda a sua formação,
enquanto os alunos com um perfil discordante poderá ter mais dificuldade e, portanto,
precisam de maior apoio por parte dos professores.

38

Segundo Masseto (2012) o aluno deve participar de forma ativa do processo
de aprendizagem. Para isso, há uma necessidade de se propor uma melhor forma de
ensino, desenvolvendo atividades, e não técnicas específicas de ensino. Isso se
constitui em criar uma cadeia de propostas focadas nas capacidades cognitivas do
aprendente.
Silva e Galembeck (2012), assinala que a teoria de Kolb para estilos de
aprendizagem possui um melhor aproveitamento na formação de profissionais,
especialmente no ensino superior. Corrobora com essa teoria estudos em psicologia
por Pimentel (2007), em ciências contábeis por Valente, Abib e Kusnik (2007) e
medicina Pellon (2013).
Espera-se que a adequação dos estilos de aprendizagem de professores e
suas turmas possam promover um amoldamento nas metodologias de ensino e uma
formação profissional de melhor qualidade. Mudanças na estratégia de manutenção
da zona de conforto dos alunos para um mosaico de estratégias que enfatizem os
estilos dominantes, sem esquecer da necessidade dos desafios e o perfil do mercado
de trabalho (Acharya, 2002).
A discussão sobre ensino-aprendizagem deve envolver alunos, professores e
instituições de ensino em um processo que vise a promoção de políticas que
favoreçam a qualificação profissional e desenvolvimento humano. Desta forma, o IEA
pode ser utilizado como um instrumento para se objetivar, discutir e experimentar
novas alternativas para promover a eficiência e eficácia desse processo.
É evidente que os dados do estudo não permitem afirmar que os estudantes
mudam ou permanecem com o mesmo estilo de aprendizagem ao longo da sua
formação, determinando um perfil específico do curso. Porém, beneficia o apreender
dos alunos e o fazer pedagógico dos professores.
Para maiores evidências científicas seria necessário realizar um estudo
longitudinal com discentes e docentes de todos os períodos da graduação de
enfermagem e expandir o escopo de estudo para outros centros que possuam
orientações metodológicas diferentes, a fim de examinar se existe uma relação entre
o estilo de ensino e estilo de aprendizagem.

39

2.4 CONSIDERAÇÕES FINAIS
A partir deste estudo, que é o início de um trabalho mais amplo foi possível a
identificação do estilo de aprendizagem assimilador/ expositor como predominante
para discente e docente no curso de enfermagem.
O alcance metodológico docente apresentou um professor acomodador com
um menor esforço para todas as turmas. Apesar dos discentes e docentes
assimiladores serem e terem a maior representatividade no curso.
Corrobora com a hipótese que existe uma relação entre discentes e docentes
que pode ser favorecida pelos estilos de aprendizagem e com a adequação de
metodologias de ensino.
Espera-se que com a utilização dos EdA o ensino possua uma maior
centralização no aluno, pois cada indivíduo tem uma maneira singular de se apropriar
do conhecimento e o professor poderá utilizar métodos adequados para alcança-lo. A
medida que os professores propõem atividades que vão de encontro ao estilo
preferencial de suas turmas e métodos que desafiem seus estilos, promovem as
dimensões preferenciais e fortalece as menos desenvolvidas.
Se faz necessário capacitações pedagógicas com enfoque nos estilos de
aprendizagem e metodologias de ensino para que a instituição de ensino, docentes e
discentes se beneficiem com este processo.

REFERÊNCIAS

ACHARYA, C. Students’ learning styles and their implications for teachers. CDTL
Brief - Centre for Development of Teaching and Learning, 5(6), 1-3. 2002.
CANALEJAS PEREZ, M.C. et al . Estilos de aprendizaje en los estudiantes de
enfermería. Educ. méd., , v. 8, n. 2, p. 33-40, jun. 2005 . Disponible en
<http://scielo.isciii.es/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S157518132005002200006&lng=es&nrm=iso>.

40

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<http://www.iar.unicamp.br/disciplinas/am540_2003/lia/estilos_de_
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CERQUEIRA, T. C. S. Estilos de aprendizagem em universitários.2000. Tese
(Doutorado em Educação).Universidade Estadual de Campinas, Campinas, 2000.
CHIRELLI, M.Q. O processo de formação do enfermeiro crítico-reflexivo na
visão dos estudantes do curso de enfermagem da FAMEMA. 2002. Ribeirão
Preto; 2002. Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo.
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impact and implications for faculty development. Journal of Engineering
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development. New Jersey: Prentice-Hall; 1984.
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Hay/McBer, 1999b.
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MASETTO, M.T. Competência Pedagógica do Professor Universitário. 2ª ed.
Ver. São Paulo: Summes, 2012.
MESSICK, S. The nature of cognitive style: problems and promise in education
practice. Educacional Psychologist. v.19, n.2, p.59-74,1984.

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PELLON, M.; NOME, S.; ARAN, A. Relação entre estilos de aprendizagem e
rendimento acadêmico dos estudantes do quinto ano de medicina. Rev.
bras.oftalmol., Rio de Janeiro , v. 72, n. 3, p. 181-184, jun. 2013 . Disponível em
<http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_
arttext&pid=S0034-72802013000300008&lng=pt&nrm=iso>.
PIMENTEL, A. A teoria da aprendizagem experiencial como alicerce de estudos
sobre desenvolvimento profissional. Estudos de Psicologia, 12(2), 159-168.2007.
RAKOCZY, M. S. Learning styles of nursing students: a 3-year cohort longitudinal
study. Journal of Professional Nursing. 11 (3):170-174. 1995. Disponível em:
http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S8755722395801162.
SILVA, M.E.F.; GALEMBECK, E. Existe influência da idade, do gênero e do tipo de
instituição onde se leciona/estuda no estilo de aprendizagem dos usuários da
biblioteca digital de ciências (www.bdc.ib.unicamp.br)?. Revista de Estilos de
Aprendizagem, nº10, Vol 10,outubro de 2012.
SOUZA, G.H.S. et al. Estilos de aprendizagem dos alunos versus métodos de ensino
dos professores do curso de administração. RACE, Chapecó, Ed. Especial Anpad, p.
9-44, 2013.
VALENTE, N. T. Z., ABIB, D. B. KUSNIK, L. F. Análise dos estilos de aprendizagem
dos alunos e professores do curso de graduação em ciências contábeis de uma
universidade pública do estado do Paraná com a aplicação do inventário de David
Kolb. Contab. Vista & Ver, 18(1), p. 51-74.2007.

42

3 PRODUTO DE INTERVENÇÃO

3.1 APRESENTAÇÃO

INVENTÁRIO DE ESTILOS DE APRENDIZAGEM ON-LINE

As Instituições de Ensino Superior devem possuir seu quadro docente
constituído por profissionais reconhecidos em suas áreas de conhecimento por sua
qualificação e atuação destacada em campo específico.
O Mestrado Profissional tem como objetivo contribuir com a qualificação
profissional e agregar um nível maior de competitividade e produtividade as empresas,
sejam elas públicas ou privadas.
O trabalho final do mestrado profissional deve ser sempre vinculado a
problemas reais da área de atuação do profissional-aluno e de acordo com a natureza
da área e a finalidade do curso, podendo ser apresentado em diversos formatos.
Entende-se assim que se acrescenta qualidade, seja à produção de bens e serviços,
seja ao esforço de nossa sociedade para reduzir a injustiça social e acabar com a
miséria.
O Produto de Intervenção tem por finalidade incrementar e impactar a qualidade
do processo ensino-aprendizagem, conhecendo o Estilo de Aprendizagem das turmas
ingressas na graduação do Centro Universitário Cesmac.
A pesquisa intitulada “RELAÇÃO ENTRE OS ESTILOS DE APRENDIZAGEM
DOS

DISCENTES

E

DOCENTES

DO

CURSO

DE

GRADUAÇÃO

EM

ENFERMAGEM” realizada com os discentes e docentes do curso de graduação em
enfermagem de uma instituição privada do estado de Alagoas proporcionou o seguinte
produto:
A Inserção do Inventário de Estilo de Aprendizagem (IEA) de David A. Kolb
On-line, para que seja respondido por todos os discentes ingressantes do Centro.

43

O Centro Universitário Cesmac possui 43 anos de fundação, e atua nas áreas
de ensino superior e pós-graduação, participando do sistema federal de
educação superior, buscando a adequação ao padrão de qualidade do Ministério de
Educação - MEC.
As ações contam com o planejamento estratégico do Plano de Desenvolvimento
Institucional, tendo no processo da autoavaliação a possibilidade de cada vez mais
aprimorar as ações para atingir a melhoria do processo educacional.
Conhecer o estilo de aprendizagem das turmas ingressas nos cursos de
graduação do Centro Universitário Cesmac e favorecer o processo de adequação
metodológica do professor as necessidades de sua turma e abre possibilidades que
visam garantir o melhor rendimento acadêmico.
O enredamento no processo de mudar, sobretudo, quanto à necessidade de
modificar as estratégias de ensino-aprendizagem, para que o discente ingresso seja
o futuro egresso desejado, aquele capaz de atuar e ser agente transformador da
sociedade, tendo competências, habilidades e atitudes propostas pelas Diretrizes
Curriculares Nacionais.

3.2 JUSTIFICATIVA

A proposta do produto foi gerada, mediante a análise de artigos sobre Estilo de
Aprendizagem por Instituições de Ensino Superior e reuniões com a Comissão Própria
de Autoavaliação do Cesmac.
As IES ainda apresentam dificuldades para acompanhar as mudanças que
estão ocorrendo no mundo, e para que as mesmas, possam cumprir esta missão na
formação, transformação e avaliação será necessário rever as estruturas burocráticas,
o perfil discente e o comprometimento docente em reinventar o processo do
conhecimento (Chirelli,2002).
A institucionalização do IEA de Kolb (KOLB, 1999), em versão online no
Cesmac on-line foi pensado para proporcionar uma análise rápida e precisa dos

44

Estilos de Aprendizagem dos discentes e geração de melhorias no processo ensinoaprendizagem (Silva e Galembeck, 2012).

3.3 OBJETIVO

Inserir uma versão on-line do Inventário de Estilo de Aprendizagem de Kolb, no
Cesmac On-line, para os alunos ingressantes da graduação.

3.4 EXECUÇÃO
INVENTÁRIO DE ESTILO DE APRENDIZAGEM DE KOLB (IEA ) ON-LINE
A construção do IEA on-line onde, o estudante ao entrar no Cesmac On-line
através do sit http://www.cesmac.edu.br (Figura 1), irá clicar na opção, Centro
Universitário Cesmac http://www.cesmac.edu.br/inicio (Figura 2).

Figura 2: Página de abertura do Cesmac On-line.

Fonte: http://www.cesmac.edu.br

Figura 2: Página de abertura do Centro Universitário Cesmac.

45

Fonte: http://www.cesmac.edu.br/inicio

Ao acessar com seu login e senha o Portal Universitário Acedêmico no sit,
http://sistemas.cesmac.edu.br/academico/online (Figura 3), o discente receberá na
seção de “Avisos” da página, uma carta informativa/instrutiva sobre o Inventário de
Estilo de Aprendizagem de Kolb (IEA), convidando o a responder o questionário.

Figura 3: Página do Cesmac On-line.

Fonte: http://sistemas.cesmac.edu.br/academico/online

46

Para responder o IEA o aluno após acessar o Portal Universitário do Cesmac
On-line utilizando seu login e senha, deverá abrir a barra de ferramenta acadêmico e
clicar no ícone questionário (Figura 4).
Figura 4: Página de acesso ao IEA no Portal Universitário do Cesmac
On-line.

Fonte: http://sistemas.cesmac.edu.br/academico/online

Para realização da avaliação do estilo de aprendizagem foi utilizado o
Inventário de Estilos de Aprendizagem Versão 3, desenvolvido por Kolb (1984), que
após várias revisões originou o IEA de 1999, versão traduzida e adaptada para
português. Utilizou-se como base para a utilização do instrumento, o manual de
especificações técnicas Versão 3 (Figura 5).
O questionário é composto por doze sentenças, contendo quatro finais para
cada uma delas. O respondente é solicitado a completar os quatro finais possíveis,
sendo necessário ordená-las em sentido crescente, do grau 1 até o grau 4. Utilizando
os espaços disponíveis, ordenando com o número 4 o final da sentença que descreve
melhor o seu modo de aprendizado.

47

Figura 5: Inventário de Estilo de Aprendizagem (parte 1) no Cesmac On-line.

Fonte: http://sistemas.cesmac.edu.br/academico/online

Em seguida, preencheu com o 1 para o final de sentença que menos parece
descrever a maneira que ocorreu seu aprendizado. Para os outros dois finais 3 e 2
deve ordenar a conclusão de maior e menor afinidade para o modo de aprender,
respectivamente. Não podendo haver empates no preenchimento de cada sentença.
E clicar no botão gravar para enviar seu IEA (Figura 6).
Figura 6: Inventário de Estilo de Aprendizagem (parte 2) no Cesmac On-line.

Fonte: http://sistemas.cesmac.edu.br/academico/online

48

Os quatro prováveis finais de cada uma das sentenças do IEA, são dispostos
em colunas, de forma que em cada coluna posicionam-se as palavras-chaves (sentir,
observar, pensar e fazer) que representam cada um dos modos de aprendizagem
propostos por Kolb (KOLB, 1999).
Na primeira coluna encontra-se dispostos os finais de frase que indicam a
Experiência Concreta (EC) representada pela palavra Sentir, na segunda coluna a
Observação Reflexiva (OR) representada pela palavra Observar, na terceira coluna a
Conceituação Abstrata (CA), definida pela palavra Pensar e na quarta coluna a
Experimentação Ativa (EA), representada pela palavra Fazer.
Para definir o estilo de aprendizagem predominante, os resultados dos quatro
modos de aprendizagem foram contados e revisados, certificando-se que o somatório
total das quatro colunas seja de 120 pontos. Doze sentenças com 4 finais possíveis,
numeradas de 1 a 4.
Após realização do somatório, o total de pontos das quatro colunas para cada
modo de aprendizagem os valores foram dispostos no diagrama de Estilo de
Aprendizagem onde, maior área do quadrilátero, comparando-se as quatro áreas
formadas, definirá o modo de aprendizagem predominante.
Os quatro Modos de Aprendizagem, combinados dois a dois, determinaram os
quatro Estilos de Aprendizagem propostos por Kolb. O Inventário, mediu o esforço do
discente e se apoia nos quatro modos de aprendizagem, que fazem parte de um Ciclo
de Aprendizagem de quatro etapas.
Em seguida foi subtraído os modos de aprendizagem CA - EC indicando o
resultado do aprender preferencial, por meio de raciocínio e como resultado dos
sentimentos. A abstenção de um número positivo sugere que o resultado é mais
abstrato (relacionando-se mais a conceituação abstrata) e um resultado negativo
indica uma dimensão mais concreta (experiência ativa). Ao subtrair os modos de
aprendizagem EA-OR e obtiver um resultado positivo, significa que os resultados são
mais relacionados à ação e no caso negativo a reflexão.
Foi registrado os dois números obtidos das subtrações CA-EC e EA-OR, nas
duas linhas de uma grade específica ou diagrama de confirmação dos estilos de

49

aprendizagem propostos por Kolb, identificando o Estilo de Aprendizagem dominante,
que pode ser definido como: Divergente, Assimilador, Convergente e Acomodador.
Os discentes receberam como resposta aos resultados do IEA, textos contendo
informações sobre seu EdA de domínio e sugestões de metodologias de
aprendizagem que lhes favoreça (Figura 7).

Figura 7: Resultado do Inventário de Estilo de Aprendizagem no Cesmac
On-line.

Fonte: : http://sistemas.cesmac.edu.br/academico/online

Textos contendo informações sobre os estilos de aprendizagem que serão
enviados aos discentes sobre seu estilo de aprendizagem (Kolb, 1984):
Acomodador - Seu maior potencial é fazer coisas, realizar planos e envolver-se em
novas experiências, portanto, seu ponto forte é a execução, a experimentação. Integra
a experiência com sua aplicação e faz mediata aplicação da nova experiência.
Altamente ativo e criativo. Tende a aceitar mais os riscos das decisões se adaptam
facilmente a novas situações. Aprende por ensaio e erro, é independente e líder
natural. Sua questão favorita é o “E Se?”. Apresenta dificuldades de aprender a partir
de situações que envolvem um papel passivo. Desse modo: desenhe, faça esquemas,

50

escreva, faça mapas mentais. É o tipo de aprendizagem que necessita colocar a mão
na massa.
Divergente -

Possui habilidades imaginativas como ponto forte, é criativo e

apresenta grande habilidade de integrar a experiência com os seus valores pessoais.
É criativo, tem facilidade de propor alternativas e reconhecer problemas. Apresenta
habilidades para ver situações concretas de diferentes perspectivas e de organizar
muitas relações de um modo sistematicamente significativo. Gosta de saber o valor
do que irá aprender. Sua questão favorita é o “Por quê?” Aprende melhor a partir de
atividades em que possam ficar recuados, ouvindo, observando.
Convergente -Suas maiores capacidades residem na solução de problemas, na
tomada de decisão e aplicação prática das ideias. É melhor com tarefas técnicas e
resolução de problemas que com eventos sociais e interpessoais. Seu conhecimento
é organizado de tal modo que, através do raciocínio hipotético-dedutivo consegue
manter o foco em problemas específicos. "o Como?", é sua questão favorita. Essas
pessoas aprendem melhor fazendo associação teoria e prática.
Assimilador - Integra a experiência com o conhecimento existente, ou seja, integra
observações distintas reunindo-as em explanações integradas; utiliza a dedução para
resolver problemas; trabalha bem com detalhes e dados; É mais voltado pela lógica
de uma ideia do que pelo valor prático; Sua questão favorita é "O que ?" . Mais voltado
para ideias e conceitos abstratos. Aprende melhor quando pode reavaliar as coisas
como: um conceito, um modelo ou uma teoria. Pessoas com esse estilo preferem
leituras, palestras, exploram modelos analíticos e pensam coisas através disso.
A execução do produto foi iniciada no primeiro semestre de 2015 com o
processo de incorporação on-line do Inventário de Estilo de Aprendizagem como
instrumento dentro do Cesmac on-line, como ferramenta de auxílio para se conhecer
o Estilo de Aprendizagem dos discentes.

Planejamento/reuniões
Reunião com a Pró-Reitoria Acadêmica Adjunta de Graduação, Comissão
Própria de Autoavaliação e Núcleo de Apoio Psicopedagógico para apresentação,

51

sensibilização e solicitar colaboração para realização do Produto de Intervenção
“Inventário de Estilo de Aprendizagem on-line”, IEA de David A. Kolb, para
avaliação do Estilo de Aprendizagem dos discentes da graduação do Centro
Universitário Cesmac.
Reunião com a Comissão Própria de Autoavaliação e o Centro de Tecnologia
da Informação para a construção on-line do Inventário de Estilo de Aprendizagem para
o Cesmac on-line.
Encontros para discussão foram realizados com a Comissão Própria de
Autoavaliação e o Núcleo de Apoio Psicopedagógico, para a construção dos textos
sobre os EdA que serão enviados aos discentes e o auxiliará na busca de melhores
estratégias para seu aprendizado.
Criação do IEA on-line
O grupo técnico do Centro de Tecnologia da Informação foi o responsável pela
construção do IEA on-line, dentro do site Cesmac on-line. O IEA foi criado utilizando
a linguagem de programação, JAVA JSF 2.2 e o banco de dados, SQL Server.
Aplicação
A inserção do IEA no Portal Universitário se encontra em estágio final de
construção e ajustes para que se alcance as demandas objetivadas do produto. Será
realizado um piloto da versão on-line em outubro de 2016, nos cursos de: Arquitetura,
Engenharia Civil, Engenharia Elétrica, Engenharia de Produção, Sistema de
Informações, Pedagogia e Biologia Licenciatura.
A aplicação do IEA on-line de forma sistemática ocorrerá no início do segundo
semestre de 2017.2 para todos os alunos ingressantes da graduação de Centro
Universitário Cesmac, com posterior ampliação para os demais períodos da
graduação.
Os resultados do IEA serão compilados por graduação e período específico e
posteriormente disponibilizado aos docentes para uma melhor adequação do seu
estilo de ensino ao Estilo de Aprendizagem da turma. Desta forma, os discentes serão
favorecidos e desafiados com estratégias que estimulem o processo ensino-

52

aprendizagem. Caso o professor tenha necessidade de conhecer o IEA de um aluno
específico, isso acontecerá por intermédio do Núcleo de Apoio Psicopedagógico.

3.5 AVALIAÇÃO

É imprescindível a avaliação do produto de intervenção para que haja as
adequações necessárias após, observação de pontos que são considerados
relevantes e reaver as situações indesejadas.
O produto será avaliado semestralmente de forma quantitativa pela adesão dos
discentes respondentes do questionário por curso e período. E anualmente de forma
qualitativa com o objetivo de rever as propostas de melhoraria na utilização do
instrumento propostas por discente e docente das diversas áreas, em processo de
entrevista, com finalidade de melhorias no processo ensino-aprendizagem.

3.6 RESULTADOS ESPERADOS

Ampla utilização dos resultados do IEA pelos discentes e docentes, com
finalidade de melhorias no processo ensino-aprendizagem. Proporcionando os alunos
o autoconhecimento sobre a melhor forma de apreender e aos professores as
possibilidades de gerenciar as metodologias de ensino em cada turma.
O planejamento no ensino é amplo e necessário: interface saúde-educação,
campos

abrangentes,

complexos

e

interdisciplinares,

necessidade

de

profissionalização do docente na área, evitando-se a fragmentação, ausência ou
repetição de conteúdo. Articulação entre objetivos, conteúdos, procedimentos e
formas de avaliação, equilíbrio entre os conteúdos, as habilidades e atitudes na
formação dos futuros profissionais, além da diversidade do processo de
aprendizagem, seja no campo das motivações ou opções político-educativas
(Masetto, 2012).

53

Implementação da educação permanente dos docentes, a curto, médio e longo
prazo, visando o fortalecimento das estratégias metodológicas de ensinoaprendizagem mais adequado aos Estilos de Aprendizagem, para uma formação em
conformidade com as competências gerais das Diretrizes Curriculares Nacional.

3.7 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Em conformidade com a investigação, o produto de intervenção tem o propósito
de colaborar com as necessidades dos envolvidos com o ensino-aprendizagem, tendo
a intenção de promover melhor interação metodológica entre aos discentes e
docentes e essencialmente, a elevação da qualidade das graduações, uma vez que a
aplicação do Inventário de Estilo de Aprendizagem acontecerá semestralmente e de
forma gradual para todos os cursos.
No processo de ensino-aprendizagem é fundamental que o docente repense
sua prática pedagógica, no sentido de buscar caminhos, que possibilitam ao discente
a responsabilidade pela própria aprendizagem, tendo a disposição de aprender a
aprender, para que seja um profissional competente, crítico, capaz de transformar a
realidade social.
Numa expectativa de prosseguimento do produto de intervenção, outras áreas
poderão ser exploradas como: os discentes em diferentes períodos do curso de
graduação, docentes e os cursos de pós-graduação Lato Sensu e Stricto Sensu que
gerarão discussões, com relação a inovação na aplicabilidade do IEA e no
melhoramento do processo ensino-aprendizagem.
A continuidade do trabalho pretende relacionar o estilo de aprendizagem dos
alunos, com o perfil do curso, passando logicamente pelo estilo de ensino dos
professores e disciplinas, com a necessidade e anseio das IES.

54

REFERÊNCIAS

CHIRELLI, MQ. O processo de formação do enfermeiro crítico-reflexivo na
visão dos estudantes do curso de enfermagem da FAMEMA. 2002. Ribeirão
Preto; 2002. Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo.
KOLB, D.A. Experimental learning: experience as the source of learning and
development. New Jersey: Prentice-Hall; 1984.

KOLB, A.; KOLB, D. A. Bibliogrqaphy of research on experimental learning
theory and learning style inventory. Cleveland OH; Departament of organizational
Behavior, Weatherhead Schoolof Management, Case Western Reserve University,
1999.
MASETTO, M.T. Competência Pedagógica do Professor Universitário. 2ª ed.
Ver. São Paulo: Summes, 2012.
SILVA, M.E.F.; GALEMBECK, E. Existe influência da idade, do gênero e do tipo de
instituição onde se leciona/estuda no estilo de aprendizagem dos usuários da
biblioteca digital de ciências (www.bdc.ib.unicamp.br)?. Revista de Estilos de
Aprendizagem, nº10, Vol 10,outubro de 2012.

55

4 CONSIDERAÇÕES GERAIS

Em consonância com a investigação, o produto de intervenção pretende ter seu
propósito alcançado:

•

Colabora com os anseios dos atores envolvidos, tendo a intenção de promover
melhoria no autoconhecimento sobre o estilo de aprendizagem discente e
docente. E assim, promover melhorias no processo pedagógico dos conteúdos
ensinados e na aprendizagem.

•

Auxilia os docentes em uma escolha aprimorada da metodologia a ser utilizada
em cada aula e turma, com finalidade de promover a qualidade do curso de
enfermagem e dos demais cursos de graduação.

•

Propõem uma utilização anual da avaliação dos estilos de aprendizagem para
acompanhamento dos alunos durante a graduação.

•

Sugere a utilização do IEA para professores e outros profissionais que atuem
diretamente com ensino-aprendizagem.

56

REFERÊNCIAS

ACHARYA, C. Students’ learning styles and their implications for teachers. CDTL
Brief - Centre for Development of Teaching and Learning, 5(6), 1-3. 2002.
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CHIRELLI, MQ. O processo de formação do enfermeiro crítico-reflexivo na
visão dos estudantes do curso de enfermagem da FAMEMA. 2002. Ribeirão
Preto; 2002. Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo.
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57

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MASETTO, M.T. Competência Pedagógica do Professor Universitário. 2ª ed.
Ver. São Paulo: Summes, 2012.
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arttext&pid=S0034-72802013000300008&lng=pt&nrm=iso>.
PIMENTEL, A. A teoria da aprendizagem experiencial como alicerce de estudos
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instituição onde se leciona/estuda no estilo de aprendizagem dos usuários da
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Aprendizagem, nº10, Vol 10,outubro de 2012.
SOUZA, G.H.S. et al. Estilos de aprendizagem dos alunos versus métodos de ensino
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dos alunos e professores do curso de graduação em ciências contábeis de uma
universidade pública do estado do Paraná com a aplicação do inventário de David
Kolb. Contab. Vista & Ver, 18(1), p. 51-74.2007.

58

APÊNDICE A – FORMULÁRIO DO PERFIL SÓCIO-DEMOGRÁFICO
DISCENTE

59

FORMULÁRIO DO PERFIL SÓCIO-DEMOGRÁFICO DISCENTE

1. Sexo:
( ) Masculino
( ) Feminino
2.

Idade:__ ___anos

3. Estado civil:
( ) Solteiro
( ) Casado
( ) Divorciado
( ) União estável
( ) Viúvo
4. Raça
( ) Branca
( ) Parda
( ) Negra
( ) Indígena
5. Período que está cursando?
( ) 3° período
( ) 7° período
( ) 8° período
( ) 9° período

6. Ano de ingresso no curso de enfermagem?
( ) 2010
( ) 2011
( ) 2012
( ) 2013
( ) Outro:________

7. Como ingressou?
( ) Processo seletivo
( ) Transferido de outra universidade
( ) Portador de diploma
( ) Por equivalência de outro curso
( ) Outro:________

8. Você participa (participou) de algum programa de iniciação científica e/ou extensão?
( ) Sim

60

( ) Não
9. Possui outra graduação e/ou pós-graduação?
( ) Sim, Qual (is)? ______________________________________
( )Não
10. Possui vínculo empregatício?
( ) Sim. Qual?,_________________________________________
( ) Não
11. Possui financiamento estudantil?
( ) Sim
( ) Não

61

APÊNDICE B - FORMULÁRIO DO PERFIL SÓCIO-DEMOGRÁFICO
DOCENTE

62

FORMULÁRIO DO PERFIL SÓCIO-DEMOGRÁFICO DOCENTE

1. Sexo:
( ) Masculino
( ) Feminino
2. Idade:______anos
3. Estado civil:
( ) Solteiro
( ) Casado
( ) Divorciado
( ) União estável
( ) Viúvo

4. Raça
( ) Branca
( ) Parda
( ) Negra
( ) Indígena
5. Graduação: _____________________________________________
6. Titulação:
( ) Especialista
( ) Mestre
( ) Doutor
( ) Pós-Doutorado
7. Tempo de docência no ensino superior: _______anos
8. Tempo de docência na disciplina de metodologia da pesquisa: ______anos
9. Possui outro vínculo empregatício.
( ) Sim. Qual?___________________Regime trabalhista?______________
( ) Não

63

APÊNDICE C - INVENTÁRIO SOBRE ESTILO DE APRENDIZAGEM DE
DAVID KOLB (IEA)

64

INVENTÁRIO SOBRE ESTILO DE APRENDIZAGEM DE
DAVID KOLB (IEA)

O levantamento de Estilo de aprendizagem descreve a maneira como você aprende e
o como você lida com as ideias e situações de cada dia em sua vida.
Abaixo existem 12 sentenças com quatro finais cada uma delas. Complete os finais
para as sentenças de acordo com o quanto você acha que cada uma desses finais coincide
com o modo como você faz quando está aprendendo algo. Tente lembrar de algumas
situações nas quais você teve de aprender algo novo.
Então utilizando os espaços disponíveis ordene com o “4” o final da sentença que
descreve melhor como você aprende. Em seguida, posicione o “1” para o final de sentença
que parece menos descrever a maneira como você aprende.
Para os outros dois finais de frase ordene “3’ e “2” para as conclusões de maior e de
menor valor para o modo como você aprendeu, respectivamente. Certifique-se que ordenou
todos os finais para cada sentença.
Por favor, não provoque nenhum empate para finais diferentes da mesma sentença.
Observe o exemplo de uma sentença como os diferentes propostos ordenados na
primeira linha do questionário.

Quando eu
aprendo:

4 Eu gosto de
lidar
com
meus
sentimentos.

2 Eu gosto de
observar
e
escutar.

3 Eu gosto de
pensar sobre
ideias.

1 Eu gosto de
estar
fazendo
coisas.

1 Quando eu
aprendo:

Eu gosto de
lidar
com
meus
sentimentos.

Eu gosto de
observar
e
escutar.

Eu gosto de
pensar sobre
ideias.

Eu gosto de
pensar
sobre
ideias.

2
Eu
aprendo
melhor
quando:

Eu levo em
conta meus
pensamentos
e
sentimentos.

Eu escuto e
observo
cuidadosame
nte.

Eu faço uso do
raciocínio
lógico.

Eu trabalho duro
para cumprir as
tarefas.3

3
Quando
estou
aprendendo:

Eu
tenho
sentimento e
reações
fortes.

Eu sou quieto
e reservado.

Eu sou levado
a ponderar as
coisas

Eu
sou
responsável
com as coisas.

65

4
Eu
aprendo
através do:

Sentir.

Observar.

Pensar.

Fazer.

5 Quando eu
aprendo:

Eu
estou
aberto
a
novas
experiências

Eu levo em
conta todos
os ângulos
dos
assuntos.

Eu gosto de
analisar
as
coisas
e
decompô-las
em
suas
partes.

Eu gosto de
experimentar as
coisas.

6
Quando
estou
aprendendo:

Eu sou uma
pessoa
intuitiva.

Eu sou uma
pessoa
observadora.

Eu sou uma
pessoa lógica.

Eu sou uma
pessoa ativa.

7
Eu
aprendo
melhor
de
(a):

Relações
pessoais.

Observações
.

Teorias
racionais.

Uma
oportunidade de
experimentar e
praticar.

8 Quando eu
aprendo:

Eu sinto-me
pessoalment
e envolvido
com
as
coisas.

Eu
penso
antes de agir.

Eu gosto de
ideias
e
teorias.

Eu gosto de ver
os resultados do
meu trabalho.

9
Eu
aprendo
melhor
quando:

Eu levo em
conta meus
sentimentos.

Eu levo em
conta minhas
observações.

Eu levo em
conta minhas
ideias.

Eu
posso
experimentar as
coisas por mim
mesmo.

1

Quando
estou
aprende
ndo:

Eu sou uma
pessoa
aberta
a
sugestões,
ideias
e
críticas.

Eu sou uma
pessoa
reservada.

Eu sou uma
pessoa
racional.

Eu sou uma
pessoa
responsável.

2

Quando
eu
aprendo:
Eu
aprendo
melhor
quando:

Eu
me
envolvo.

Eu gosto de
observar.

Eu avalio as
coisas.

Eu gosto de ser
ativo.

Eu
sou
receptivo e
mente
aberta.

Eu
sou
cuidadoso.

Eu analiso as
ideias.

Eu sou prático.

3

O ciclo do CE________
apredizado

RO________

AC_________

AE_________

66

APÊNDICE D – TABELAS DO PERFIL SÓCIO-DEMOGRÁFICO
DISCENTE E DOCENTE

67

APÊNDICE D – TABELAS DE PERFIL SÓCIO-DEMOGRÁFICO
DISCENTE E DOCENTE

Tabela 3. Distribuição por sexo dos discentes de enfermagem do 3°, 7° ,8° e 9° períodos (P)

SEXO

n

%

n

PERÍODOS
7°P
%

Masculino

7

14,9

2

5,6

5

9,8

1

3,3

Feminino

40

85,1

34

94,4

46

90,2

29

96,7

Total

47

100,0

36

100,0

51

100.0

30

100,0

3°P

n

8° P
%

n

9°P
%

Total
n

%

15

9,25

149

90,75

164

100,0

Fonte: Dados da pesquisa.

Tabela 4. Distribuição por idade dos discentes de enfermagem do 3°, 7°, 8° e 9° períodos
(P)
IDADE
(Anos)

n

PERÍODOS
7° P
%

n

%

n

9°P
%

n

29,8
44,7
21,3
4,3
0,0
0,0

0
31
4
1
0
0

0,0
86,1
11,1
2,8
0,0
0,0

0
43
7
1
0
0

0,0
84,3
13,7
2,0
0,0
0,0

0
20
9
1
0
0

0,0
66,7
30,0
3,3
0,0
0,0

14
115
30
5
0
0

8,65
70,0
18,2
3,15
0,0
0,0

100,0

36

100,0

51

100,0

30

100,0

164

100,0

n

3°P
%

<20
20-24
25-29
30-34
35-39
40-45

14
21
10
2
0
0

Total

47

8° P

Total
%

Fonte: Dados da pesquisa.

Tabela 5. Distribuição do estado civil dos discentes de enfermagem do 3°, 7°, 8° e 9°
períodos (P).

n

PERÍODOS
7°P
%

n

%

n

%

ESTADO
CIVIL

n

3°P
%

Solteiro
Casado

38
9

80,9
19,1

27
6

75,0
16,7

40
9

78,4
17,6

18
10

60,0
33,3

123
34

75,0
20,7

União
Estável
Divorciado

0

0,0

3

8,3

2

3,9

1

3,3

6

3,7

0

0,0

0

0,0

0

0,0

1

3,3

1

0,6

Total

47

100,0

36

100,0

51

100.0

30

100,0

164

100,0

Fonte: Dados da pesquisa.

8°P

9°P

Total
n
%

68

Tabela 6. Distribuição raça dos discentes de enfermagem do 3°, 7°, 8° e 9° períodos (P).
PERÍODOS
3°P

7° P

RAÇA

n

%

n

%

n

8° P
%

n

9°P
%

Branca
Parda
Preta
Indígena
Amarela

26
16
5
0
0

55,7
34,0
10,3
0,0
0.0

22
11
3
0
0

61,2
30,5
8,3
0,0
0,0

30
19
2
0
0

59,0
37,0
4,0
0,0
0,0

17
11
2
0
0

Total

47

100,0

36

100,0

51

100.0

30

Total
n

%

57,0
37,0
6,0
0,0
0,0

95
57
12
0
0

57,6
34,1
7,3
0,0
0,0

100,0

164

100,0

Fonte: Dados da pesquisa.

Tabela 7. Distribuição dos discentes de enfermagem do 3°, 7°, 8° e 9° períodos (P) por ano
de ingresso.
PERÍODOS
3°P
%

N

8°P
%

n

%

Total
n %

0,0

0

0,0

3

10,0

3

1,86

0

0,0

5

9,8

18

60,0

23

14,0

0,0

34

94,4

46

90,2

9

30,0

89

54,1

7

14,9

2

5,6

0

0,0

0

0,0

9

5,6

2014

38

80,9

0

0,0

0

0,0

0

0,0

38

23,2

2015

2

4,2

0

0,0

0

0,0

0

0,0

2

1,24

Total

47

100,0

36

100,0

51

100.0

30

100,0

164 100,0

ANO DE
INGRESSO

n

2010

0

0,0

0

2011

0

0,0

2012

0

2013

n

Fonte: Dados da pesquisa.

7°P
%

9°P

69

Tabela 8. Perfil sócio-demográfico dos docentes de enfermagem (1).
PERFIL
IDENTIFICAÇÃO

Raça

Estado Civil

Idade
(anos)

Graduação

Titulação

Parda
Branca
Branca
Branca
Parda

Casado
Casado
Casado
Casado
Casado

43
57
48
24
29

Enfermagem
Enfermagem
Enfermagem
Enfermagem
Enfermagem

Mestre
Mestre
Mestre
Mestre
Mestre

Sexo

Docente 1
Masculino
Docente 2
Feminino
Docente 3
Feminino
Docente 4
Feminino
Docente 5
Feminino
Fonte: Dados da Pesquisa.

Tabela 9. Perfil sócio-demográfico dos docentes do curso de enfermagem (2).
PERFIL

IDENTIFICAÇÃO

Tempo de
Formação
e
Docência
(anos)

Tempo de
Docência/carga
horaria
na IES
(anos)

Tempo de
Docência
de
Metodologia
da Pesquisa
(anos)

DOCENTE 1

15/15

10/36

5

Sim/Assistência CLT/Estatutário

Sim

DOCENTE 2

37/13

13/30

5

Sim/Docência

CLT/Estatutário

Sim

DOCENTE 3

25/13

13/20

3

Sim/Docência

CLT/Estatutário

Sim

DOCENTE 4

2/2

2/30

1

Sim/Docência

CLT/CLT

Sim

DOCENTE 5

7/4

4/30

1

Sim/Docência

CLT/Estatutário

Sim

Fonte: Dados da Pesquisa.

Outro Vínculo
Empregatício/
Área de Atuação

Regime
Empregatício da IES
e do Outro Vínculo

Capacitação
Pedagógica
no Último
ano

70

APÊNDICE E – GRÁFICOS DE DISPERSÃO DOS EdA DISCENTES

71

APÊNDICE E – GRÁFICOS DE DISPERSÃO DOS EdA DISCENTES
DO 3°, 7°, 8° E 9° PERÍODOS

Gráfico 5: Dispersão dos Estilo de Aprendizagem dos discentes do 3° período de
enfermagem

30

EC
20

Acomodador

Divergente
10

EA

-30

0
-20

-10

0

10

-10

-20

Convergente

Assimilador

-30
Ciclo de Aprendizagem de Kolb (3o Período)

Fonte: Dados da Pesquisa.

20

OR30

72

Gráfico 6: Dispersão dos Estilo de Aprendizagem dos discentes do 7° período de
enfermagem
30

EC
20

Acomodador

Divergente
10

EA
-30

OR

0
-20

-10

0

10

-10

Convergente

-20

Assimilador

CA
-30
Ciclo de Aprendizagem de Kolb (7o Período)

Fonte: Dados da Pesquisa.

20

30

73

Gráfico 7: Dispersão dos Estilo de Aprendizagem dos discentes do 8° período de
enfermagem

EC

30

Acomodador

Divergente
20

EA

OR

10

0
-30

-20

-10

0

10

Assimilador

Convergente

-10

CA
-20

Ciclo de Aprendizagem
de Kolb (8o Período)
-30

Fonte: Dados da Pesquisa.

20

30

74

Gráfico 8: Dispersão dos Estilo de Aprendizagem dos discentes do 9° período de
enfermagem

30

EC
20

Acomodador

Divergente
10

EA
-30

0
-20

-10

0

10

-10

Convergente

-20

Assimilador

CA
-30
Ciclo de Aprendizagem de Kolb (9o Período)

Fonte: Dados da Pesquisa.

20

OR

30

75

APÊNDICE F - DECLARAÇÃO DE INFRAESTRUTURA E
INSTALAÇÕES PARA O DESENVOLVIMENTO DA PESQUISA E SUAS
CONSEQUÊNCIAS

76

DECLARAÇÃO DE INFRAESTRUTURA E INSTALAÇÕES PARA O
DESENVOLVIMENTO DA PESQUISA E SUAS CONSEQUÊNCIAS

Protocolo de pesquisa:

RELAÇÃO DOS ESTILO DE APRENDIZAGEM DOS DISCENTES E DOCENTES DO
CURSO DE GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM

Pesquisadora responsável: Ana Cecília Silvestre da Silva.

Para a realização da pesquisa serão necessárias as instalações e equipamentos listados
abaixo, que podem ser encontrados no(a) própria instituição de ensino superior onde será
realizada a pesquisa (QUESTIONÁRIO DISCENTE E IEA), em local combinado e concordado
entre a pesquisadora e os participantes e na residência e de propriedade da pesquisadora.
•

Sala reservada;

•

Cadeira;

•

Mesa;

•

Computador.

Em caso de danos resultantes da participação do sujeito na pesquisa serão utilizados os
serviços da pesquisadora para esclarecimentos de dúvidas, ressarcimento de gastos ou
indenização por danos, assim como, o suporte do Comitê de Ética em Pesquisa o qual o
projeto foi submetido, conforme descrito no Termo de Consentimento Livre e Esclarecido –
TCLE em anexo.

Atenciosamente,

____________________________________________
Ana Cecília Silvestre da Silva

77

APÊNDICE G - DECLARAÇÃO SOBRE A PUBLICAÇÃO DOS
RESULTADOS DO ESTUDO

78

DECLARAÇÃO SOBRE A PUBLICAÇÃO DOS RESULTADOS DO ESTUDO

Protocolo de pesquisa: RELAÇÃO DOS ESTILO DE APRENDIZAGEM DOS
DISCENTES E DOCENTES DO CURSO DE GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM

Pesquisador responsável: Ana Cecília Silvestre da Silva.

Os dados do estudo em questão serão considerados propriedade conjunta das partes
envolvidas, não devendo ser comunicados a terceiros por uma das partes sem prévia
autorização da outra parte interessada. No entanto, torna-se expresso, o comprometimento
em tornar público os resultados da pesquisa, sejam eles favoráveis ou não.

Atenciosamente,

____________________________________________
Ana Cecília Silvestre da Silva

79

APÊNDICE H - DECLARAÇÃO SOBRE A DESTINAÇÃO DOS
MATERIAIS E/OU DADOS COLETADOS

80

DECLARAÇÃO SOBRE A DESTINAÇÃO DOS MATERIAIS E/OU DADOS
COLETADOS

Protocolo de pesquisa: RELAÇÃO DOS ESTILO DE APRENDIZAGEM DOS DISCENTES E

DOCENTES DO CURSO DE GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM

Pesquisador responsável: Ana Cecília Silvestre da Silva.
Os dados obtidos e/ou material biológico coletado no estudo mencionado serão
utilizados somente para as finalidades descritas no protocolo. Após ter sido analisado o
material biológico será:
( ) Destruído/descartado;
( ) Devolvido ao paciente;
(X) Disponibilizado no laboratório relacionado à coleta de dados para possíveis avaliações
ou reavaliações de qualquer propósito descrito no protocolo e destruído logo após ser reanalisado ou ao final do estudo;
 Armazenado em uma instituição depositária para uso futuro.

Atenciosamente,

____________________________________________
Ana Cecília Silvestre da Silva

81

APÊNDICE I - TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E
ESCLARECIDO (TCLE) - DISCENTE

82

TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO (TCLE) - DISCENTE
(Em 2 vias, firmado por cada participante voluntário (a) da pesquisa e pelo responsável)

“O respeito devido à dignidade humana exige que toda pesquisa se processe após o
consentimento livre e esclarecido dos sujeitos, indivíduos ou grupos que por si e/ou por
seus representantes legais manifestem a sua anuência à participação na pesquisa”

Eu,.........................................................................................................................,
Discente
em
..................................................................................................., tendo sido convidado (a) a participar como voluntário (a) do
estudo: RELAÇÃO

ENTRE OS ESTILO DE APRENDIZAGEM DOS DISCENTES E
DOCENTES DO CURSO DE GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM
que será realizada em Maceió-Alagoas, recebi da Sr(a) Ana Cecília Silvestre da Silva,
Enfermeira e Professora, responsável por sua execução, as seguintes informações que me
fizeram entender sem dificuldades e sem dúvidas os seguintes aspectos:

1) Que o estudo se destina a Analisar o estilo de aprendizagem dos discentes e docentes de
enfermagem de uma universidade privada do nordeste brasileiro. Os objetivos específicos da
pesquisa são: Descrever o estilo de aprendizagem predominante dos discentes e docentes
do curso de enfermagem e Relacionar o estilo de aprendizagem discentes e docentes do
curso de enfermagem e a sua relação com o processo ensino-aprendizagem.

2) Que a importância deste estudo é auxiliar na tomada de decisões para possíveis

adequações no processo ensino-aprendizagem.
3) Que os resultados que se desejam alcançar são: proporcionar uma reestruturação
metodológica no processo ensino-aprendizagem das disciplinas de metodologia da pesquisa,
baseando-se no estilo de aprendizagem dos discentes e nos problemas encontrados após
análise dos indicadores levantados na pesquisa;
4) Que este estudo começará em Outubro de 2015 e terminará em Abril de 2016;
5) Que eu participarei do estudo em única etapa, que acontecerá da seguinte maneira:
Aplicação, pela pesquisadora,. A do Inventário de Estilo de Aprendizagem de Kolb. Aplicação
do questionário será realizada em sala de aula, em data e hora definidos e informados
previamente.
6) Que os possíveis riscos à minha saúde física e mental e as medidas que a pesquisadora
adotará para minimizá-los são: o de quebra do sigilo de minha identidade e da
confidencialidade de minhas informações coletas, para minimizar estes riscos a pesquisadora
não irá utilizar o meu nome e sim um código que me identifique no questionário, mantendo
assim o anonimato. Somente terá acesso ao material coletado, a pesquisadora, que mantém
o compromisso do sigilo conforme descrito neste TCLE.

83

Sendo eu, discente da IES em estudo poderei sentir receio ou medo que de alguma
forma, ao colocar alguma insatisfação ou critica a IES ou docentes, venha a sofrer algum tipo
de represália, para minimizar este risco a pesquisadora garante meu total anonimato,
conforme descrito neste TCLE.
Para minimizar o risco de constrangimento por eu não saber responder a alguma
pergunta do questionário, será descrito no questionário e verbalizado para mim que eu tenho
a opção de não responder a alguma pergunta que não queira.
Poderá haver o risco de incomodo em eu ter que dispor de tempo para participação na
pesquisa, para minimizar este risco, serei informado em sala de aula com uma semana de
antecedência sobre a realização da pesquisa.
7) Que poderei contar com a assistência para esclarecer eventuais dúvidas sobre as
perguntas contidas no questionário, em qualquer momento da pesquisa, sendo responsável
por ela a pesquisadora Ana Cecília Silvestre da Silva;
8) Que os benefícios que deverei esperar com a minha participação são: uma palestra
informando os resultados gerais da pesquisa e do estilo de aprendizagem específico da sua
turma e um mini curso sobre melhorias no processo de aprendizagem discente que visa suprir
as carências percebidas e os problemas encontrados.
A entrega do relatório final para a IES terá a finalidade de revisão, atualização do
Projeto Político Pedagógico (PPC) e do currículo baseando-se nos pontos críticos
encontrados na pesquisa e assim contribuir com a formação dos futuros enfermeiros
generalistas que serão inseridos no Estado de Alagoas;
9) Que, sempre que desejar, serão fornecidos esclarecimentos sobre cada uma das etapas
do estudo;
10) Que, a qualquer momento, eu poderei recusar a continuar participando do estudo e,
também, que eu poderei retirar este meu consentimento, sem que isso me traga qualquer
penalidade ou prejuízo;
11) Que as informações conseguidas através de minha participação não permitirão a
identificação da minha pessoa, exceto aos responsáveis pelo estudo, e que a divulgação das
mencionadas informações só será feita entre os profissionais estudiosos do assunto;
12) Que eu deverei ser ressarcido(a) por qualquer despesa que venha a ter com a minha
participação nesse estudo e, também, indenizado (a) por todos os danos que venha a sofrer
pela mesma razão, sendo que, para estas despesas foi-me garantida a existência de recursos.
Finalmente, tendo eu compreendido perfeitamente tudo o que me foi informado sobre a minha
participação no mencionado estudo e, estando consciente dos meus direitos, das minhas
responsabilidades, dos riscos e dos benefícios que a minha participação implica, concordo
em dela participar e, para tanto eu DOU O MEU CONSENTIMENTO SEM QUE PARA ISSO
EU TENHA SIDO FORÇADO OU OBRIGADO.

Endereço do (a) participante voluntário (a):

84

Domicílio: (rua, conjunto).........................................................................................Bloco: .........
Nº: ............., complemento: .........................................................................Bairro: ......................
Cidade: ..................................................CEP.:......................................Telefone: ..........................
Ponto de referência: .......................................................................................................................

Nome e Endereço do Pesquisador Responsável:

Nome: Ana Cecília Silvestre da Silva
Instituição: Centro Universitário Cesmac
Endereço: Rua Cônego Machado, 918, Farol, CEP: 57021-060. Telefone: 8887-5516/9926-9868.
Correio eletrônico: ceci_ssa@hotmail.com.br

ATENÇÃO: Para informar ocorrências irregulares ou danosas, dirija-se ao Comitê de Ética em
Pesquisa e Ensino do Centro Universitário Cesmac (COEPE-CESMAC): Rua Cônego Machado,
918.
Farol,
CEP.:
57021-060.
Telefone:
3215-5062.
Correio
eletrônico:
coepe.cesmac@cesmac.edu.br

Maceió, _________ de ______________________ de _________

___________________________________

________________________________

Assinatura ou impressão datiloscópica

Assinatura do responsável pelo Estudo

Do (a) voluntário (a) ou responsável legal

(rubricar as demais folhas)

(rubricar as demais folhas)

85

APÊNDICE J - TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E
ESCLARECIDO (TCLE) DOCENTE

86

TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO (TCLE) - DOCENTE
(Em 2 vias, firmado por cada participante voluntário (a) da pesquisa e pelo responsável)

“O respeito devido à dignidade humana exige que toda pesquisa se processe após o
consentimento livre e esclarecido dos sujeitos, indivíduos ou grupos que por si e/ou por
seus representantes legais manifestem a sua anuência à participação na pesquisa”

Eu,........................................................................................................................., tendo sido convidado (a) a participar como

RELAÇÃO ENTRE OS ESTILO DE APRENDIZAGEM DOS
DISCENTES E DOCENTES DO CURSO DE GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM
voluntário (a) do estudo:

, que será realizada em Maceió-Alagoas, recebi da Sr(a) Ana Cecília Silvestre da Silva,
Enfermeira e Professora, responsável por sua execução, as seguintes informações que me
fizeram entender sem dificuldades e sem dúvidas os seguintes aspectos:

1) Que o estudo se destina a Analisar o estilo de aprendizagem dos discentes e docentes de
enfermagem.de uma universidade privada do nordeste brasileiro. Os objetivos específicos da
pesquisa são: Descrever o estilo de aprendizagem predominante dos discentes e docentes
do curso de enfermagem e Relacionar o estilo de aprendizagem discentes e docentes do
curso de enfermagem e a sua relação com o processo ensino-aprendizagem.

2) Que a importância deste estudo é auxiliar na tomada de decisões para possíveis

adequações no processo ensino-aprendizagem.
3) Que os resultados que se desejam alcançar são: proporcionar uma reestruturação
metodológica no processo ensino-aprendizagem das disciplinas do curso de enfermagem,
baseando-se no estilo de aprendizagem dos discentes e docentes e nos problemas
encontrados após análise dos indicadores levantados na pesquisa;
4) Que este estudo começará em Outubro de 2015 e terminará em Abril 2016;
5) Que eu participarei do estudo em única etapa, que acontecerá da seguinte maneira:
Aplicação pela pesquisadora, do Inventário de Estilo de Aprendizagem de Kolb, que será
realizada em sala reservada, em data e hora definidos.
6) Que os possíveis riscos à minha saúde física e mental e as medidas que a pesquisadora
adotará para minimizá-los são: o de quebra do sigilo de minha identidade e da
confidencialidade de minhas informações coletas, para minimizar estes riscos a pesquisadora
não irá utilizar o meu nome e sim um código que me identifique nos instrumentos. Somente
terão acesso ao material coletado, a pesquisadora, onde me comprometem com o sigilo da

87

pesquisa e a confidencialidade dos meus dados e da minha identidade, mediante declaração
de confidencialidade assinada por todos que não forem a pesquisadora e o compromisso
firmado pela pesquisadora neste TCLE.
Eu enquanto docente (a) poderei sentir receio ou medo que de alguma forma, ao
colocar alguma insatisfação ou critica a IES, venha a sofrer algum tipo de represália, para
minimizar este risco a pesquisadora principal garante meu total anonimato em todos os
instrumentos e técnicas utilizadas.
Poderá haver o risco de incomodo em eu ter que dispor de tempo para participação na
pesquisa, para minimizar este risco, a minha participação será agendado quanto ao dia, hora
e local de melhor conveniência para a entrevista individual, incluindo a mim.
7) Que poderei contar com a assistência para esclarecer eventuais dúvidas sobre as
perguntas que me serão feitas, em qualquer momento da pesquisa, sendo responsável por
ela a pesquisadora Ana Cecília Silvestre da Silva;
8) Que os benefícios que deverei esperar com a minha participação são uma palestra, sobre
metodologias inovadoras no processo ensino-aprendizagem, onde sou convidado (a)
especial, realizada pela pesquisadora através de um especialista da área, em auditório
alugado ou sedido exclusivamente para este fim.

O relatório final da pesquisa será entregue aos setores da IES do qual sou docente,
sendo, respectivamente, as Coordenações, os Núcleos Docentes Estruturantes – NDE e o
Colegiado do cursos de enfermagem. A entrega do relatório final para a IES terá a finalidade
propor melhorias no processo ensino-aprendizagem e de revisão/atualização do Projeto
Político Pedagógico (PPC) e do currículo baseando-se nos pontos críticos encontrados na
pesquisa e assim contribuir com a formação dos futuros enfermeiros generalistas que serão
inseridos no Estado de Alagoas.
O relatório entregue a IES conterá:
9) Que, sempre que desejar, serão fornecidos esclarecimentos sobre cada uma das etapas
do estudo;
10) Que, a qualquer momento, eu poderei recusar a continuar participando do estudo e,
também, que eu poderei retirar este meu consentimento, sem que isso me traga qualquer
penalidade ou prejuízo;
11) Que as informações conseguidas através de minha participação não permitirão a
identificação da minha pessoa, exceto aos responsáveis pelo estudo, e que a divulgação das
mencionadas informações só será feita entre os profissionais estudiosos do assunto;
12) Que eu deverei ser ressarcido (a) por qualquer despesa que venha a ter com a minha
participação nesse estudo e, também, indenizado (a) por todos os danos que venha a sofrer
pela mesma razão, sendo que, para estas despesas foi-me garantida a existência de recursos.
Finalmente, tendo eu compreendido perfeitamente tudo o que me foi informado sobre a minha
participação no mencionado estudo e, estando consciente dos meus direitos, das minhas
responsabilidades, dos riscos e dos benefícios que a minha participação implica, concordo

88

em dela participar e, para tanto eu DOU O MEU CONSENTIMENTO SEM QUE PARA ISSO
EU TENHA SIDO FORÇADO OU OBRIGADO.
Endereço do (a) participante voluntário (a):

Domicílio: (rua, conjunto).........................................................................................Bloco: .........
Nº: ............., complemento: .........................................................................Bairro: ......................
Cidade: ..................................................CEP.:......................................Telefone: ..........................
Ponto de referência: .......................................................................................................................

Nome e Endereço do Pesquisador Responsável:

Nome: Ana Cecília Silvestre da Silva
Instituição: Centro Universitário Cesmac
Endereço: Rua Cônego Machado, 918, Farol, CEP: 57021-060. Telefone: 8838-3880/ 9926-9868.
Correio eletrônico: ceci_ssa@hotmail.com.

ATENÇÃO: Para informar ocorrências irregulares ou danosas, dirija-se ao Comitê de Ética em
Pesquisa e Ensino do Centro Universitário Cesmac (COEPE-CESMAC): Rua Cônego Machado,
918.
Farol,
CEP.:
57021-060.
Telefone:
3215-5062.
Correio
eletrônico:
coepe.cesmac@cesmac.edu.br.

Maceió, _________ de ______________________ de _________

___________________________________

________________________________

Assinatura ou impressão datiloscópica

Assinatura do responsável pelo Estudo

Do (a) voluntário (a) ou responsável legal

(rubricar as demais folhas)

89

APÊNDICE K– DECLARAÇÃO DE ISENÇÃO DE CONFLITO DE
INTERESSES

90

DECLARAÇÃO DE ISENÇÃO DE CONFLITO DE INTERESSE
TÍTULO: RELAÇÃO ENTRE OS ESTILO DE APRENDIZAGEM DOS DISCENTES E
DOCENTES DO CURSO DE GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM

Eu, Ana Cecília Silvestre da Silva, investigadora principal e responsável pelo presente
projeto de pesquisa a ser realizado na cidade de Maceió, Estado de Alagoas, Brasil, e
conduzido com docentes da disciplina de metodologia da pesquisa e discentes dos cursos de
enfermagem, fisioterapia, nutrição e odontologia da Instituição de Ensino Superior (IES)
Centro Universidade Cesmac, declaro e garanto não ter nenhum conflito de interesse que
possa influenciar o resultado da pesquisa, tais como:

•

Pelo fato de ser ex-professora dos discentes e colega da mesma IES que os docentes
participantes da pesquisa, isso possa influenciar de modo autoritário ou impositivo para
que os indivíduos aceitem a participar da pesquisa, ou seja, atuar por coação e uso de
poder para recrutar os sujeitos da pesquisa. Comprometo-me que os indivíduos
participarão por livre e espontânea vontade, e para os que não quiserem participar,
lhes será garantindo que não sofrerão nenhuma consequência ou perseguição. As
respostas e participação de todos serão respeitadas e utilizadas na íntegra, sem,
contudo, quebrar o sigilo de suas identidades e das informações prestadas.

•

È garantido que não há interesses financeiros ou de privilégios pessoais com a
realização da pesquisa, onde o único interesse é com a construção de conhecimento
e a possibilidade de que o estudo agregue mais qualidade a prática docente e a
formação do discentes de saúde advindo da IES.

Maceió, 14 de Julho de 2015.

____________________________________________
Ana Cecília Silvestre da Silva
Pesquisadora Principal

91

APÊNDICE L– CICLO DE APRENDIZAGEM DE KOLB E QUADRO
DOS ESTILO DE APRENDIZAGEM, CARACTERÍSTICAS, ESTILO DE
ENSINO E METODOLOGIAS DE ENSINO-APRENDIZAGEM.

92

Figura 8. Ciclo de Aprendizagem de Kolb.

•

Experiência
Concreta (EC)

Acomodador

Divergente

• Observação
Reflexiva(OR)

• Experimentaçã
o Ativa (EA)
Convergente

Assimilador

• Conceituação
Abstrata (CA)
Fonte: Kolb,(1984).
Figura 9. Diagrama do Círculo de Aprendizagem Experimental com demarcação das Etapas
e Estilo de Aprendizagem e percentual ciclico.

Fonte: Kolb,(2005).

93

Quadro 2: Estilo de aprendizagem, características, estilo de ensino e metodologias
de ensino-aprendizagem.
EdA e
Características dos
Estilo de Ensino
Metodologias de
Pergunta

EdA

Ensino-Aprendizagem

- Integram experiências

- Discussões em grupo;

com

- Projetos em grupo;

Característica

seus

próprios

valores e sentimentos;
-

Preferem

ouvir

- Simulações;
e

- Estudo de Casos;

Divergente

partilhar ideias;

Motivador

POR QUE?

- Criativos e inovadores,

- Viagem em campo;

tem

para

- Conferências;

alternativas,

- Experiências.

facilidade

propor

- Artigos de jornais;

reconhecer problemas e
compreender

as

pessoas;
- Gostam de saber o
valor do que vão
aprender.
- Integram experiências

-

com conhecimentos já

flipchart;

existentes;

data show,

-

- Estudos dirigidos;

Conceitualizadores,

Material

de

retroprojetor,

Assimilador

utilizam a dedução para Expositor

-

O QUE?

resolver os problemas;

discussão

- Trabalham bem com

grupo/resolução;

muitos detalhes e dados,

- Vídeo e TV;

dando-lhes

-

uma

Problemas

complementar;

-

-

novas

assimilar

ideias

pensamentos;

e

para
em

Pesquisa

organização lógica;
Procuram

apoio:

Leitura

acompanhamento
livro/ texto.

e
de

94

-

Integram

teoria

e

- Exercícios em grupo;

prática;

- Laboratório/ Estudos

- Utilizam a abstração e o

de caso;

senso

comum

na

- Testes de laboratório;

Convergente

aplicação

prática

das Tutor

-

COMO?

ideias e teorias;

Seminários;

- Gostam de resolver

- Apresentar problemas

problemas práticos e tem

pesquisados.

Realidade

virtual/

bom desempenho nos
testes convencionais;
- Procuram as melhores
soluções

para

os

problemas práticos,
- Combinam a dedução e
a intuição para solução
dos problemas.
- Integram experiências

-

com

problemas abertos;

seus

próprios

valores e sentimentos;
-

Preferem

ouvir

Discussão

de

- Jogos/ Simulações;
e

- Visitas técnicas;

Acomodador

partilhar ideias, aprender Inovador

- Grupo para soluções

E SE?

pelas

problemas/projetos;

experiências

concretas e observação
reflexiva;
- Criativos e inovadores,
tem

facilidade

propor

para

alternativas,

reconhecer problemas e
compreender

as

pessoas;
-

Gostam de saber o

valor

do

que

vão

aprender.
Fonte: Embasado em Kolb (1986), Kolb e Kolb (1999).

- Pesquisar problemas.

95

ANEXO A – PARECER DO COMITÊ DE ÉTICA E PESQUISA

96

ANEXO A - PARECER CONSUBSTANCIADO DO CEP

DADOS DO PROJETO DE PESQUISA
Título da Pesquisa: Relação entre os Estilos de Aprendizagem dos discente e docentes do curso de
graduação em enfermagem.
Pesquisador:
Ana Cecília Silvestre da Silva
Área Temática:
Versão: 1
CAAE: 46737215.3.0000.0039
Instituição Proponente:
Faculdade de Medicina da UFAL
Patrocinador Principal: Financiamento Próprio
DADOS DO PARECER
Número do Parecer:
1.001.175
Data da Relatoria:
05/03/2015

Considerações sobre os Termos de apresentação obrigatória:
Foram avaliados: projeto; folha de rosto; critérios para suspender ou encerrar a pesquisa;
declaração de
infraestrutura e instalação para desenvolver a pesquisa; questionário; declaração de publicação dos
dados
coletados (não está assinado)e TCLE (não está assinado nem rubricado).
Recomendações:
Conclusões ou Pendências e Lista de Inadequações:
Protocolo atende as recomendações éticas da Resolução 466/12.
Situação do Parecer:
Aprovado
Necessita Apreciação da CONEP:
Não
Considerações Finais a critério do CEP: Endereço: Campus A . C Simões Cidade Universitária
Bairro: Tabuleiro dos Martins CEP: 57.072-900

UF: AL Município: MACEIO

97

ANEXO B – AUTORIZAÇÃO DO INTITUTO KOLB (HAY GROUP)
PARA UTILIZAÇÃO DO IEA

98

ANEXO B - AUTORIZAÇÃO DO INTITUTO KOLB PARA UTILIZAÇÃO DO IEA

RE: LSI Research request
cecilia silva
13/07/2015
Documentos
Para: Joe McDonald, cecilia silva

Outlook.com Exibição Ativa
1 anexo (287,4 KB)

carta lsi.doc
Dear Joe,
Sorry confusion did ... little misinterpretation.
I am sending a summary of my research for using the LSI 3.1 (version).
grateful,
Ana Cecilia Silvestre
From: ceci_ssa@hotmail.com
To: joe.mcdonald@haygroup.com; ceci_ssa@hotmail.com
Subject: RE: LSI Research request
Date: Fri, 10 Jul 2015 19:48:50 +0300
Dear Joe,
My academic research on learning style does not have funding (masters scholarship). Other
professionals linked to the Federal University of Alagoas have used LSI 3.1 in their research

99

without the payment of the amounts.
I wonder if there is a possibility of release for using it in my research (with a sample of
approximately 240 students) and an intervention product for the university at no cost.
Grateful,
Ana Cecilia Silvestre

From: Joe.McDonald@haygroup.com
To: ceci_ssa@hotmail.com
Subject: LSI Research request
Date: Thu, 9 Jul 2015 20:22:42 +0000
Dear Ana,
Thank you for your interest in using the Learning Style Inventory in your research study.
Please fill out the attached LSI application and conditional use agreement and send them back
to me via email, along with a copy of your CV. Once I have these three documents, I will
forward your completed application to our research committee for approval. If approved, you
will have access to the Kolb LSI 3.1 paper-based version free of charge or you can opt to use
the LSI 3.1 or LSI 4.0 online for a minimal fee (LSI 3.1 - $3 per participant or LSI 4.0 - $5
per participant).
Please let me know if you have any questions.
Kind regards,
Joe

100

ANEXO C – SUBMISSÃO DOS ARTIGOS

101

ANEXO C – SUBMISSÃO DOS ARTIGOS

ESTILOS DE APRENDIZAGEM DOS ESTUDANTES DE GRADUAÇÃO EM
ENFERMAGEM
Texto & Contexto Enfermagem - ID do manuscrito TCE-2017-0014 tceufsc@gmail.com
(tceufsc@gmail.com) 12/04/2017
Para: ceci_ssa@hotmail.com Cc: ceci_ssa@hotmail.com
12-Mar-2014 Prezado Prof. Silvestre: Seu manuscrito intitulado " estilos de aprendizagem
dos estudantes de graduação em enfermagem" foi submetido online e está sendo levado a
avaliação na revista Texto & Contexto Enfermagem. ID de seu manuscrito TCE-2017-0014.
Por favor, mencione a identificação do manuscrito acima em todas as futuras correspondências
ou ao entrar em contato com a revista. Se houver qualquer alteração em seu endereço ou
endereço de e-mail, acesse o site da ScholarOne em Unable to Display Letter Tag (##
SITE_URL##) e altere suas informações de usuário. Você também pode visualizar o status de
seu manuscrito a qualquer momento, entrando no site http://mc04.manuscriptcentral.com/tcescielo.

Obrigado pela submissão do manuscrito na Texto & Contexto Enfermagem.

Atenciosamente,

Texto & Contexto Enfermagem
Pós-Graduação em Enfermagem
Centro de Ciências da Saúde
Universidade Federal de Santa Catarina
Trindade - Florianópolis
Santa Catarina - Brasil - CEP 88040-970
Fones: 55(48)3721-4915 ou 3721-9043
textoecontexto@ccs.ufsc.br
http://www.textoecontexto.ufsc.br
http://www.scielo.br/tce