Dissertação Tenildo.pdf
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UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS
FACULDADE DE MEDICINA
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS MÉDICAS
Tenildo Lopes
FADIGA E CAPACIDADE FUNCIONAL EM PACIENTES COM LÚPUS
ERITEMATOSO SISTÊMICO, PREVALÊNCIA E FATORES ASSOCIADOS
Maceió
2023
TENILDO LOPES
FADIGA E CAPACIDADE FUNCIONAL EM PACIENTES COM LÚPUS
ERITEMATOSO SISTÊMICO, PREVALÊNCIA E FATORES ASSOCIADOS
Tenildo Lopes
Exame de Qualificação (Mestrado) apresentado ao
Programa de Pós-graduação em Ciências Médicas
da Universidade Federal de Alagoas-UFAL, como
parte das exigências para a obtenção do título de
Mestre em Ciências Médicas.
Área de Concentração: Doenças autoimunes
Orientador: Prof. Dr. Thiago Sotero Fragoso
Maceió
2023
Folha de Aprovação
Tenildo Lopes
Fadiga e capacidade funcional em pacientes
com LES prevalência e fatores associados.
Dissertação submetida ao corpo docente do
Programa de Pós-Graduação em Ciências
Médicas da Universidade Federal de Alagoas e
aprovada em (08/04/2023).
________________________________________________
Prof. Dr. Thiago Sotero Fragoso
Pós-Graduação em Ciências Médicas da Universidade Federal de Alagoas
Orientador
Banca Examinadora:
_______________________________________________
Prof. Dr. Valfrido Leão de Melo Neto
Pós-Graduação em Ciências Médicas da Universidade Federal de Alagoas
Examinador interno
________________________________________________
Prof. Dr. Flávio Teles de Farias Filho
Pós-Graduação em Ciências Médicas da Universidade Federal de Alagoas
Examinador interno
________________________________________________
Profª. Drª. Maria do Socorro Menezes Dantas
Instituto de Educação física (IEFE) da Universidade Federal de Alagoas
Examinadora externa
RESUMO
INTRODUÇÃO: Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) é uma doença autoimune, que acomete
vários órgãos e que está associada à fadiga. Além disso, o portador desse agravo sofre prejuízos
nas atividades de vida diária com comprometimento da capacidade funcional, baixo nível de
força muscular e instabilidade postural. Ademais, com a evolução da doença, observa-se um
aumento no risco de queda e também a incidência de baixo condicionamento físico.
OBJETIVOS: Verificar a prevalência da fadiga, averiguar condições relacionadas à baixa
capacidade funcional de pacientes com LES e a associação das mesmas com fatores clínicos e
sociodemográficos. METODOLOGIA: Estudo de corte transversal, realizado em pacientes
com diagnóstico de LES do Hospital Universitário Professor Alberto Antunes da Universidade
Federal de Alagoas. Utilizou-se os questionários sociodemográfico, escala de severidade de
fadiga, SLEDAI, SLICC e para a capacidade funcional (CF) foram aplicados os testes de
preensão manual, equilíbrio estático e sentar e levantar da cadeira 5 vezes (SLC5x). Foram
efetuados os processos de tabulação, de análises descritivas e inferenciais e os testes de
associação entre Capacidade funcional e exercício físico com atividade da doença, situação
ocupacional, IMC e atividade física e as demais variáveis RESULTADOS; A amostra foi
composta por 101 mulheres com média de idade de 38,5 ±12,0, com 9,2 ±6,6 anos de
diagnóstico da doença, IMC 25,7 ±4,9 e 7,9±3,8 anos de estudos, sendo 77,2% sedentárias e
prevalência de incapacidade funcional de 92,1%. Houve associação da CF com os testes de
SLC5x, preensão manual direita e preensão manual esquerda. Em relação à fadiga, a
prevalência foi de 66,3%; o score médio de fadiga foi de 37,2 ±16,9. Em relação ao EF teve
associação com a atividade da doença, SLC5X e fadiga. Na regressão logística as não
praticantes de EF tiveram 3 vezes mais chances de ter a presença de fadiga e 5 vezes mais
chances de ter uma baixa capacidade funcional. CONCLUSÃO: A pratica de exercício físico
demonstrou ter uma influência importante para a boa capacidade funcional nas atividades de
vida diária e na redução da fadiga, além de corroborar com a literatura na necessidade da
prescrição adequada de atividade física para pacientes com LES, a fim de minimizar a perda da
capacidade funcional.
Palavras-chave: Lúpus eritematoso sistêmico, Fadiga, capacidade funcional e terapia
medicamentosa
ABSTRACT
INTRODUCTION: Systemic Lupus Erythematosus (SLE) is an autoimmune disease that
affects several organs and is associated with fatigue. Moreover, the carrier of this disease suffers
losses in the activities of daily living with compromised functional capacity, low muscle
strength, and postural instability. Moreover, with the evolution of the disease, an increased risk
of falling is observed, as well as the incidence of poor physical fitness. OBJECTIVES: To verify
the prevalence of fatigue, to investigate conditions related to low functional capacity in patients
with SLE and their association with clinical and sociodemographic factors. METHODOLOGY:
Cross-sectional study, carried out in patients diagnosed with SLE at the Hospital Universitário
Professor Alberto Antunes of the Universidade Federal de Alagoas. We used sociodemographic
questionnaires, fatigue severity scale, SLEDAI, SLICC and for functional capacity (FC) we
applied the handgrip, static balance and sit and stand 5 times (SLC5x) tests. The processes of
tabulation, descriptive and inferential analyses, and association tests between functional
capacity and physical exercise with disease activity, occupational situation, BMI and physical
activity and the other variables were carried out. RESULTS; The sample was composed of 101
women with a mean age of 38.5 ±12.0, with 9.2 ±6.6 years of disease diagnosis, BMI 25.7 ±4.9
and 7.9 ± 3.8 years of education, 77.2% sedentary and prevalence of functional disability of
92.1%. There was an association of FC with the SLC5x, right handgrip and left handgrip tests.
Regarding fatigue, the prevalence was 66.3%; the mean fatigue score was 37.2 ±16.9. EF was
associated with disease activity, SLC5X and fatigue. In logistic regression, non practitioners of
PE were 3 times more likely to have the presence of fatigue and 5 times more likely to have a
low functional capacity. CONCLUSION: The practice of physical exercise has been shown to
have an important influence on good functional capacity in activities of daily living, and
corroborates the literature on the need for an adequate prescription of physical activity for
patients with SLE, in order to minimize the loss of functional capacity.
Keywords: Systemic lupus erythematosus, Fatigue, functional capacity, drug therapy
SUMÁRIO
1 INTRODUÇÃO ..................................................................................................................... 7
2 JUSTIFICATIVA ................................................................................................................ 10
3 OBJETIVOS ........................................................................................................................ 10
3.1 Objetivo geral ................................................................................................................ 10
3.2 Objetivos específicos ..................................................................................................... 10
4 REVISÃO DE LITERATURA ........................................................................................... 11
4.1. Lúpus Eritematoso Sistêmico ..................................................................................... 11
4.2. Fadiga ........................................................................................................................... 12
4.3. Testes de capacidade funcional .................................................................................. 16
4.3.2. Teste de Sentar e levantar da cadeira 5 vezes (TSL5x) .......................................... 19
4.3.3. Teste de equilíbrio estático ..................................................................................... 21
5 METODOLOGIA................................................................................................................ 25
5.1 Tipo de estudo e definição da amostra ....................................................................... 25
5.2. Tamanho da amostra................................................................................................... 25
5.3. Coleta de dados clínicos e epidemiológicos ............................................................... 25
5.4. Avaliação antropométrica ........................................................................................... 25
5.5. Avaliação da atividade da doença .............................................................................. 26
5.6. Avaliação do dano orgânico do LES .......................................................................... 26
5.7. Severidade da Fadiga .................................................................................................. 26
5.8. Avaliação da capacidade funcional ............................................................................ 27
5.8.1. Medida de Força de Preensão Manual (GripStrength) (FESS, 1983) ................... 27
5.8.2. Teste de Sentar e levantar da cadeira 5 vezes (TSL5x) .......................................... 28
5.8.3. Equilíbrio Estático .................................................................................................. 29
5.9. Atividade Física ........................................................................................................... 29
5.10. Análise estatística ....................................................................................................... 29
6 PRODUTO ........................................................................................................................... 31
7 CONSIDERAÇÕES FINAIS ................................................... Erro! Indicador não definido.
8 LIMITAÇÕES E PERSPECTIVAS .............................................................................. ....44
REFERÊNCIAS ................................................................................................................. 4545
ANEXO I – Critérios de classificação de lupus eritematoso sistêmico do American
College of Reumathology revisados em 1997 ........................................................................ 59
ANEXO II - SLEDAI-2K Modificado .................................................................................. 61
ANEXO III – SLICC .............................................................................................................. 63
ANEXO IV – ESCALA DE SEVERIDADE DE FADIGA ................................................. 64
APÊNDICE 1 – Termo de Consentimento Livre e Esclarecido ......................................... 65
APÊNDICE 2 – Questionário semiestruturado ................................................................... 68
7
1 INTRODUÇÃO
Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) é uma doença inflamatória crônica do tecido
conjuntivo, de etiologia multifatorial, que se caracteriza por acometer diversos órgãos e
sistemas e por apresentar importantes distúrbios imunológicos, com a presença de
autoanticorpos dirigidos, sobretudo contra antígenos nucleares, alguns dos quais participam de
lesão tissular imunologicamente mediada. Embora possa ocorrer em ambos os sexos e em
qualquer faixa etária, tem maior incidência em mulheres, com pico de incidência em torno de
30 anos (DANCHENKO; SATIA; ANTHONY, 2006).
Em termos epidemiológicos, sabe-se que o LES tem mais incidência em mulheres do
que em homens, podendo ocorrer em todas as raças e, particularmente, em mulheres jovens
(JARUKITSOPA et al., 2015). Cabe destacar que o LES é uma doença que acomete vários
sistemas, entre eles o sistema esquelético e o sistema muscular, o que pode levar à redução do
nível de massa muscular, provocando a sarcopenia. Os pacientes com doenças autoimunes
sistêmicas, como lúpus eritematoso sistêmico (LES) e artrite reumatoide (AR), são
especialmente predispostos a desenvolver sarcopenia, à luz do estado pró-inflamatório,
decorrente da diminuição do uso muscular, devido à inatividade e à dor (JOHNSON; JUSTIN
MILNER; MAKOWSKI, 2012). Em geral, os agravos reumatológicos autoimunes sistêmicos
são caracterizados pela presença de inflamação crônica, levando a sintomas como: destruição
dos tecidos, dor, fadiga, incapacidade funcional e redução da expectativa de vida (JULIÀ;
ALONSO; MARSAL, 2014).
Dentre os agravos a fadiga é um dos sintomas mais comuns e incapacitantes
experienciados pelos doentes com LES, afetando mais de 80% dos doentes (KRUPP et al.,
1990). Nesse sentido, muitos mecanismos biológicos, fisiológicos e psicossociais têm sido
implicados na patogênese da fadiga, tais como alterações no sistema nervoso central,
inflamação, dor e ansiedade. Se a inflamação fosse o único fator que contribuísse para fadiga,
seria de se esperar uma forte correlação entre fadiga, citocinas pró-inflamatórios e atividade da
doença (DAVIES; DURES; NG, 2021a). Entretanto, como demonstrado nos estudos de
HACKETT et al. (2012); e de TARN et al. (2019), esse sintoma não se associou diretamente à
doença ativa.
Costuma-se chamar de fadiga o resultado das mudanças temporárias em um organismo,
decorrentes de sua exaustão por esforço ou por repetição, tendendo esse estado a inibir a
atividade desse organismo e a interferir na presteza de suas performances ou na redução de sua
8
eficiência (BERRIOS, 1990). Nesse sentido, considerando as análises realizadas acerca da
presença de fadiga, comumente encontrada nos pacientes de LES, se torna necessário investigar
quais prejuízos funcionais podem ocorrer no âmbito do desempenho das atividades de vida
diária (AVDs) do paciente com LES.
Em relação aos prejuízos funcionais a inatividade física é um dos fatores de risco
modificáveis mais prevalentes para o desenvolvimento de doenças em todo o mundo, além de
ser o quarto principal fator de risco relacionado à mortalidade global, e é responsável por cerca
de 13,4 milhões de anos de vida, ajustados por incapacidade em todo o mundo (DING DING
et al., 2016). Nesse sentido, a independência funcional do indivíduo com LES para a execução
de suas atividades de vida diária (AVD) depende das condições de integridade das estruturas
articulares, sendo que o maior impacto da condição física sobre a qualidade de vida ocorre
quando a doença acomete o sistema músculo esquelético, no caso da doença articular
(CAVICCHIA et al., 2013).
Com isso, o trabalho a ser realizado para evitar tais desfechos clínicos consiste em
viabilizar ações de promoção da saúde, com enfoque na independência funcional. Nesse
sentido, os exercícios físicos (EF) como modalidade de treinamento podem melhorar a força
dos membros inferiores, o equilíbrio e, particularmente, são importantes nas populações com
doenças reumáticas (BALSAMO; SANTOS-NETO, 2011; KATZ et al., 2017).
Diante de tais considerações, é preciso mencionar que a Capacidade Funcional é
definida como a capacidade de executar atividades que permitem que o indivíduo cuide de si
mesmo e possa viver de forma independente. Para que isso ocorra, então, é necessário um
cuidado na manutenção durante o curso da doença. Com isso, a capacidade funcional, que está
intimamente ligada com as atividades de vida diárias (AVDs), é considerada um parâmetro
legitimo (ROSA et al., 2003). Isso porque tais atividades são utilizadas para avaliar e para
classificar a funcionalidade nos testes de capacidade funcional, nos testes de equilíbrio
(CAROMANO, 1998), na força de preensão manual (FESS, 1983) e no teste de sentar e levantar
da cadeira 5 vezes, que avalia a força de membros inferiores (MCCARTHY et al., 2004).
Por conseguinte, o presente estudo visa contribuir com a literatura científica, visto que
atualmente há poucos estudos no Brasil e estudos internacionais que tratam sobre o prejuízo da
presença de fadiga na capacidade funcional do paciente com LES. Dessa forma, o presente
estudo visa demonstrar a importância da pratica da atividade física no âmbito da redução da
fadiga e na manutenção da capacidade funcional, além de tratar da utilização de testes
9
funcionais como métodos válidos para o controle e para o acompanhamento da funcionalidade
do paciente com LES.
10
2 JUSTIFICATIVA
O LES traz diversos problemas a saúde do portador, dentre eles um que ocasiona grandes
prejuízos à vida funcional, que é a presença da fadiga. Consequentemente, a fadiga atuante na
rotina diária da portadora do LES faz com que a mesma evite realizar a prática de exercício
físico, participar de atividades sociais, tenha dificuldades para trabalhar, para cuidar dos filhos
e no relacionamento conjugal. Além disso, esses indivíduos sofrem com baixa capacidade
funcional que pode ter relação de causa/efeito direta com a fadiga.
Desse modo, considera-se, nesta pesquisa, que a caracterização da fadiga e da capacidade
funcional dos indivíduos com LES acompanhados no ambulatório do HUPAA/UFAL e o
conhecimento dos fatores associados a essas variáveis permitirão o delineamento de estratégias
para melhorar a qualidade de vida desses pacientes.
3 OBJETIVOS
3.1 Objetivo geral
Verificar a prevalência da fadiga e baixa capacidade funcional de pacientes com LES
e a associação das mesmas com fatores clínicos e sociodemográficos.
3.2 Objetivos específicos
● Determinar a prevalência da fadiga e baixa capacidade funcional nos pacientes com
LES;
● Verificar a prevalência de comorbidades nos pacientes com LES;
● Determinar a associação entre fadiga e baixa capacidade funcional dos pacientes;
● Determinar a associação da fadiga e capacidade funcional com comorbidades e
variáveis sociodemográficas;
● Analisar a associação da atividade da doença e dano orgânico com a capacidade
funcional e a fadiga de pacientes com LES;
● Verificar a associação da pratica de atividade física com a fadiga e a capacidade
funcional.
11
4 REVISÃO DE LITERATURA
4.1. Lúpus Eritematoso Sistêmico
Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) é uma doença inflamatória crônica do tecido
conjuntivo, de etiologia multifatorial, que se caracteriza por acometer diversos órgãos e
sistemas e por apresentar importantes distúrbios imunológicos, com a presença de
autoanticorpos dirigidos, sobretudo contra antígenos nucleares, alguns dos quais participam de
lesão tissular imunologicamente mediada. Embora possa ocorrer em ambos os sexos e em
qualquer faixa etária, tem maior incidência em mulheres, com pico de incidência em torno de
30 anos (DANCHENKO; SATIA; ANTHONY, 2006).
Alguns autores consideram o
quantitativo de incidência com valores diferentes, ainda que próximos, como nos estudos de
Carvalho (2001), (9:1) e (3:1), quando a doença inicia antes da puberdade ou nos indivíduos
com mais idade, como no estudo de Danchenko, Satia e Anthony (2006), sendo que foi de
(10:1) e (9:1) no estudo de Jarukitsopa et al. (2015).
LES também é uma doença heterogénea e multissistêmica, com muitos fenótipos clínicos,
incluindo lúpus induzido por drogas, lúpus neonatais, síndrome do anticorpo antifosfolípido
secundário e lúpus cutâneo isolado (LEC). A classificação de Gilliam divide as lesões em lúpus
específico, cutâneo agudo, lúpus cutâneo subagudo e variantes crônicas, como lúpus discoide
(LDLE) e lesões cutâneas não específicas como, por exemplo, vasculite urticária (GILLIAM;
SONTHEIMER, 1981).
É preciso mencionar, ainda, que os avanços no tratamento do LES foram feitos nas
últimas décadas levando a um aumento na sobrevida dos pacientes em todo o mundo. No
entanto, o lúpus atualmente está associado a um aumento de 2,4 vezes na mortalidade,
considerando todas as causas dele adjacentes. Consequentemente, os pacientes com LES têm
um risco maior de doença cardiovascular (DCV) em relação à população em geral, devido a
uma complexa interação entre os fatores de risco cardiovascular tradicionais e as condições
específicas do LES, sendo que este ainda representa a principal causa de mortalidade prematura
em pacientes com LES (BORCHERS et al., 2004).
A fadiga é a queixa mais comum dos pacientes com LES, sendo relatada por 80 a 100%
dos pacientes. Trata-se do resultado de uma etiologia multifatorial que leva a uma forte redução
da qualidade de vida relacionada à saúde (QVRS) e à produtividade do trabalho (BASTA et al.,
2018; ELEFANTE et al., 2020). Diante disso, a relação entre diversos fatores psicossociais –
principalmente dor, distúrbios do humor e do sono, e comorbidades, como fibromialgia, anemia
12
e deficiência de vitamina D – está bem estabelecida e pode explicar porque a fadiga é detectável,
mesmo em pacientes em remissão ou com baixa atividade da doença (BASTA et al., 2020).
Por causa das grandes dificuldades encontradas nos problemas causados pela LES,
principalmente no âmbito da capacidade funcional, da qualidade de vida e da atividade
neuromuscular com a perda força e vitalidade geral, pacientes com LES relatam níveis elevados
de dificuldades cognitivas, depressão, dor e fadiga. Além disso, mais de 80% dos doentes com
LES experimentam cansaço e até 90% dos doentes com LES sentem dor num ponto durante o
curso da doença.
As perturbações psicológicas também são comuns em doentes com LES (KRUPP et al.,
1990). Vários estudos, como os de Petri et al. (1994) e Tench (2003), concluíram que a
depressão é altamente prevalecente no LES, variando entre 17-75%, o que é superior aos índices
na população em geral. Some-se a isso o fato de que um estudo de Bachen, Chesney e Criswell
(2009) concluiu que em até 65% do LES caucasiano, os pacientes tinham perturbações de
humor ou ansiedade.
Entre os problemas que afetam diretamente as atividades de vida diária, o estilo de vida
sedentário pode, por sua vez, afetar negativamente a capacidade física, a capacidade funcional
e a qualidade de vida, resultando em um círculo vicioso, onde os pacientes com lúpus se tornam
mais inativos fisicamente e apresentam piores desfechos clínicos (GUALANO et al., 2010). A
doença em si (ou seja, sua inflamação sistêmica) e seu tratamento farmacológico (ou seja, uso
prolongado de corticoides) podem contribuir para uma infinidade de manifestações clínicas (p.
ex., distúrbios musculoesqueléticos, disfunção física e fadiga), o que pode, por fim, predispor
o paciente a um estilo de vida sedentário (HERSH; VON SCHEVEN; YELIN, 2011). É preciso
reiterar, ainda, que os indivíduos com LES têm capacidade de exercício (TENCH et al., 2002)
assim como força (RAMSEY-GOLDMAN et al., 2000) e qualidade de vida reduzidos mas, em
contrapartida, têm, também, níveis elevados de fadiga (ZONANA-NACACH et al., 2000).
13
4.2. Fadiga
A fadiga é um sintoma altamente subjetiva, porém, é necessária uma padronização com
métodos validados. Nesse sentido, muitos questionários foram desenvolvidos para medir a
fadiga usando diferentes abordagens e cada questionário contendo pontos prós/contras
(HEWLETT; DURES; ALMEIDA, 2011).
Com isso, na literatura científica, o uso de
resultados validados pelos pacientes também permite um acompanhamento individual da
intensidade da fadiga e dos sintomas ao longo do tempo, o que pode ajudar a destacar o
benefício de uma intervenção terapêutica no nível do paciente (MERTZ et al., 2020). Desses
questionários validados os mais utilizados para o paciente com LES são Fatigue Severity Scale
(FSS), short-FSS, Multi-dimensional Fatigue Inventory (MFI), FACIT-Fatigue e o FatigueVAS. A descrição dos questionários mais utilizados encontra-se no quadro 1.
Quadro 1: Principais escalas de fadiga utilizadas em pacientes com LES.
Relatos dos pacientes com fadiga
Escala de Gravidade da Fadiga
(FSS)
Inventário de Fadiga
Multidimensional (MFI)
Descrição
Escala de 9 itens cobrindo os aspectos gerais da
fadiga
Originalmente desenvolvida para pessoas com
esclerose múltipla e LES
Escala de 20 itens dividida em cinco domínios:
fadiga geral, fadiga física, fadiga mental,
motivação reduzida e atividade reduzida
O limite para fadiga significativa depende da idade
e do sexo
Escala visual analógica para avaliar A escala é composta por 18 itens relacionados à
a gravidade da fadiga (VAS-F)
experiência subjetiva de fadiga, usando subescalas
de fadiga e energia
Avaliação Funcional da Terapia de Questionário autorreferido de 13 itens avaliando
Doença Crônica-Fadiga (FACIT- aspectos da fadiga física e mental e seus efeitos na
Fadiga)
função e na vida diária
Adaptado de MERTZ, P. et al., (2020)
KRUPP e colaboradores (1989) demonstraram que a fadiga pode estar associada à
redução da qualidade de vida, avaliada pela Escala de Severidade de Fadiga (FSS). Vale
destacar que um valor acima de 4 nessa escala sugere que a fadiga percebida afeta
negativamente a aptidão cardiovascular, a capacidade de realizar as atividades físicas do
cotidiano e aspectos relacionados ao convívio social. Contudo, valores abaixo de 4 na escala
FSS não estão relacionados com a diminuição das atividades físicas da vida diária (KEYSER
14
et al., 2003). Geralmente, as pessoas relatam a fadiga em relação ao impacto considerável que
ela pode ter em todos os aspectos de sua vida diária (PRIMDAHL et al., 2019). No LES, a
fadiga é relatada por 67% a 90% dos pacientes e é classificada como grave em até um terço dos
pacientes que usam instrumentos de fadiga validados (ARNAUD et al., 2019a; BAKER; POPE,
2008) No estudo de Graça Pereira e Duarte (2010), que utilizou a escala de severidade de fadiga
no portador de LES, verificou-se que os doentes com maior atividade lúpica apresentaram
valores mais elevados de fadiga, de morbilidade psicológica e pior qualidade de vida.
As características mais marcantes da fadiga estão associadas às doenças crônicas e
incluem a percepção da fadiga como não tendo uma "explicação" óbvia, uma falta de melhoria
com repouso, a variabilidade na severidade, a imprevisibilidade e o fato de a fadiga ser profunda
ou avassaladora (HACKETT et al., 2012), sendo que também pode estar relacionada a danos
nos órgãos e a outros fatores, como como ansiedade ou depressão (ARNAUD et al., 2019; DA
COSTA et al., 2006; MOLDOVAN et al., 2013). Pode-se mencionar, ainda, que a fadiga é um
estado bio-psico-fisiológico que reflete a estratégia geral de gerenciamento de recursos
(energia) do corpo. Esses recursos incluem a energia necessária para atividades físicas e outras
funções corporais, cognição e emoções, fornecendo-se, então, uma explicação para a natureza
multifacetada da fadiga (DAVIES; DURES; NG, 2021).
Costuma-se chamar de fadiga o resultado das mudanças temporárias em um organismo,
decorrentes de sua exaustão por esforço ou por repetição, tendendo esse estado a inibir a
atividade desse organismo e a interferir na presteza de suas performances ou na redução de sua
eficiência (BERRIOS, 1990; CASON, 1935). Nesse sentido, autores como Basu et al. (2014);
Druce e Basu (2019) demonstraram que a fadiga também é um importante preditor,
independentemente de perda de emprego e incapacidade, em pacientes com artrite reumatoide,
espondilite anquilosante, LES e vasculite. Os indivíduos portadores de LES podem apresentar
diversas limitações, devido ao acometimento articular e essas limitações geram dor, fadiga e
diminuição da amplitude de movimento (ALVARENGA FILHO, 2010).
No sentido da incapacidade e da perda de emprego, poucos estudos relatam essa situação
no portador do LES. Os estudos de Clarke et al. (1993) e de Panopalis et al. (2007),
demonstraram que a sociedade sofre com impacto econômico da incapacidade no trabalho em
pacientes com LES devido às perdas de produção e custos. As características de trabalho, que
estão associadas à incapacidade de trabalhar, se devem ao aumento das demandas físicas e ao
aumento da demanda psicossocial no trabalho, e também foi relatado que, na maioria das vezes,
ocorre, ao portador de LES, a cessação total do trabalho, ao invés da redução na carga horária
15
de trabalho (PANOPALIS et al., 2007; YELIN et al., 2007). Atualmente, a maioria dos estudos
que fornecem dados sobre LES, emprego e incapacidade no trabalho é limitada por uma
pequena amostra, devido à fraca capacidade de generalização ou simplesmente devido ao fato
de tais estudos incluírem dados de emprego como informações demográficas e não como uma
variável a ser examinado (BAKER; POPE, 2008).
Modelo de mecanismo da fadiga (DAVIES et al., 2021): A fadiga é impulsionada por
fatores fisiológicos, psicológicos, comportamentais, socioculturais e fatores temporais. Os
fatores são dinâmicos e variam entre os indivíduos. A inflamação, a condição patológica central
nas doenças reumáticas inflamatórias, são provavelmente os principais iniciadores de fadiga
através de várias interconexões mecanismos biológicos, fisiológicos e psicológicos. À medida
que a condição inflamatória subjacente se torna respostas crônicas e desadaptativas podem se
desenvolver perpetuar a fadiga. Durante esta fase crônica da doença, inflamação sistêmica pode
ter um efeito muito menor ou mesmo nenhum papel na manutenção da fadiga. No entanto, é
provável que um surto de doença aguda perturbaria o equilíbrio, com a inflamação sistêmica
novamente contribuindo à fadiga. Além disso, fatores genéticos também podem influenciar as
respostas biológicas, fisiológicas e psicológicas aos estressores, que, por sua vez, podem afetar
a patogênese da fadiga.
Preditores comuns de fadiga em doenças crônicas (JHAMB et al., 2008; e NORHEIM et
al., (2011): Dor; Depressão; Distúrbios do sono; Redução das atividades físicas; Disfunção
autonômica; Respostas hipotalâmico-hipófise-adrenal alteradas.
Citocinas (Howard et al.,2016; UMARE et al 2014): as concentrações de citocinas próinflamatórias são tipicamente elevadas em pacientes com reumatismo inflamatório doenças em
comparação com indivíduos saudáveis e aquelas com doença reumática não-inflamatória
superior, as concentrações circulantes dessas citocinas não estão necessariamente associadas a
pior fadiga.
O sistema nervoso central (SNC) (SHARPE et al.2002): Várias características de fadiga
apontam para o envolvimento potencial do sistema nervoso central (SNC), para sintomas tais
como deficiência cognitiva e falta de motivação são comuns entre pacientes com doenças
reumáticas inflamatórias experimentando a fadiga. Além disso, o SNC pode contribuir para a
fadiga muscular durante o exercício, reduzindo a acionamento neural para os músculos, e
contribuir para a fadiga muscular durante o exercício, reduzindo o acionamento neural para os
músculos (TAYLOR et al., 2016).
16
Distúrbios do sono (THOMAS et al., 2010): Os distúrbios do sono afetam 40-75% dos
pacientes com doenças reumáticas e estão frequentemente associados à fadiga. A relação entre
fadiga e o sono não está totalmente definido, mas é provavelmente uma relação bidirecional,
com sono deficiente levando à fadiga e a fadiga diurna resultando em distúrbios do sono
(MEERLO et al., 2008; LEWIS et al., 2019).
Distúrbios metabólicos (REINISCH E HINZ., 2006; HAUSLADEN et al., 1996); O
estresse oxidativo estão associados à fadiga e refere-se a um desequilíbrio de pró-oxidantes e
antioxidantes 112, enquanto nitrosante é caracterizada pela superprodução de óxido nítrico.
Dor (OMDAL et al., 2019); A dor ocorre como uma complexa interação entre
sensibilização periférica e central, influências biológicas (como as citocinas pró-inflamatórias)
e a percepção psicológica da dor. A dor músculo-esquelética é frequentemente uma
característica marcante de muitas doenças reumáticas inflamatórias e é um importante preditor
de fatigue (LENDREM et al., 2015; AZIZODDIN et al., 2019)
Fatores psicossociais (BOWER, 2007; TREHARNE et al., 2008); seja na vida adulta ou
precoce, o acesso ao apoio psicossocial, o status de relacionamento, a renda e os níveis
educacionais estão associados à fadiga nas doenças crônicas, além disso, estratégias e atitudes
para lidar com as doenças foram ligados à fadiga.
4.3. Testes de capacidade funcional
A expectativa de vida está aumentando e o envelhecimento populacional está ocorrendo
em todos os países do mundo, principalmente nos países em desenvolvimento (IBGE, 2000).
Nesse sentido, se faz necessário cuidar para que o processo de envelhecimento ocorra da melhor
forma possível. Vale destacar que o processo de envelhecimento varia bastante entre as pessoas
e é influenciado tanto pelo estilo de vida quanto por fatores genéticos (NIEMAN, 1999). Em
acompanhamento desse processo de envelhecimento, Keyser et al. (2003) e Stockton et al.,
(2012) demonstraram, em seus estudos, que populações adultas com LES parecem ter redução
na capacidade física (ou seja, condicionamento aeróbio, força muscular e capacidade
funcional), além de maior fadiga e incapacidade física quando comparados com controles
saudáveis.
Para a manutenção desse processo de envelhecimento, é importante avaliar a
funcionalidade ou a capacidade funcional que pode ser mensurada através questionários como
o Indice de Katz Duarte et al., (2008), a Escala de Lawton – Avaliação das atividades
17
instrumentais de vida diária (AIVD). (BRASIL, 2006), e de Morse fall scale, (URBANETTO
et al., 2013). Habitualmente, esses questionários são utilizados para avaliar a funcionalidade
global da população idosa, de pessoas com problemas mioarticulares e/ou pessoas com baixa
mobilidade. Da mesma forma, a capacidade funcional pode ser avaliada através de testes
funcionais, como Preensão Manual (RAUCH et al., 2002), sentar e levantar da cadeira 5 vezes
(WHITNEY et al., 2005), Timed-up-and-go test (TUGT) (RICHARDSON, 1991), entre outros
testes que avaliam a capacidade funcional.
A Capacidade Funcional está intimamente ligada às Atividades de Vida Diárias (AVDs)
e é considerado um parâmetro aceito e legitimo para os profissionais da área de saúde,
principalmente no que se refere à prevenção de doenças e à melhora na qualidade de vida
(ROSA et al., 2003). Diante disso, cabe mencionar que a Capacidade Funcional é definida como
a capacidade do idoso para executar atividades que lhe permitem cuidar de si próprio e viver
independentemente em seu meio. A capacidade funcional é medida por meio de instrumentos
que avaliam a capacidade do paciente para executar as Atividades da Vida Diária (AVD) e
Atividades Instrumentais da vida Diária (AIVD) (COSTA; PORTO; SOARES, 2001).
Entre os problemas que afetam diretamente as atividades de vida diária, o estilo de vida
sedentário pode, por sua vez, afetar negativamente a capacidade física, a capacidade funcional
e a qualidade de vida, resultando em um círculo vicioso no qual os pacientes com lúpus se
tornam mais inativos fisicamente e apresentam piores desfechos clínicos (GUALANO et al.,
2010). Garton e Isenberg (1997) afirmam que o LES é mais frequentemente associado a certas
manifestações musculoesqueléticas, como mialgia e miosite, que podem colocar os indivíduos
com LES em risco particular de incapacidade muscular.
Vale destacar que a independência do indivíduo com LES para execução de suas
atividades de vida diária depende das condições e integridade das estruturas articulares e o
maior impacto da condição física sobre a qualidade de vida ocorre quando a doença acomete o
sistema músculo esquelético, no caso doença articular (CAVICCHIA et al., 2013). Para
verificar a capacidade funcional dos pacientes com LES, no presente estudo foram utilizados
três testes de capacidade funcional, o teste de força de preensão manual, o teste de sentar e
levantar da cadeira 5 vezes e o teste de equilíbrio estático. Cada teste funcional, a partir de sua
classificação, através do ponto de corte individual, pode indicar uma incapacidade funcional no
equilíbrio, na força de membros inferiores e na força de preensão manual.
18
4.3.1. Força de preensão manual
A mensuração da força de preensão manual, por meio do dinamômetro, consiste em um
procedimento simples (RAUCH et al., 2002), objetivo, prático e de fácil utilização.
Recomendado pela Sociedade Americana de Terapeutas de Mão (SATM) (FESS, 1983) e pela
Sociedade Americana para a Cirurgia da Mão (SACM), o dinamômetro JAMAR tem sido
considerado o instrumento mais aceito para avaliação da força de preensão manual
(STEPHENS; PRATT; MICHLOVITZ, 1996). Nesse contexto, é importante reiterar que os
indivíduos portadores de LES podem apresentar diversas limitações, devido ao acometimento
articular, sendo que essas limitações geram dor, fadiga e diminuição da amplitude de
movimento (ALVARENGA FILHO, H, 2010).
O teste de força de preensão manual é validado em indivíduos com LES (STOCKTON et
al., 2011), e a força desses pacientes encontra-se geralmente diminuída em relação a indivíduos
saudáveis (BALSAMO et al., 2013; STOCKTON et al., 2012a), como observado pelos baixos
valores de força de preensão palmar. As pacientes em pré-menopausa com baixa atividade da
doença apresentam menor força muscular dinâmica (membros superiores e inferiores), quando
comparadas com o grupo controle saudável (TENCH et al., 2002). No estudo de Rizk et al.
(2012), concluiu-se que a menor força muscular dinâmica foi associada à fadiga, ao baixo
desempenho funcional e à má qualidade de vida (função emocional) em pacientes com LES.
Em um estudo transversal efetuado em São Paulo, em âmbito hospitalar, comparou-se 19
pacientes com lúpus eritematoso sistêmico de início juvenil (LESJ) (entre 9 e 18 anos) e 15
controles saudáveis, sendo que o resultado demonstrou que os pacientes com LESJ tinham a
menor força de preensão manual (PINTO et al., 2016).
Alguns estudos, como os de Cruz-Jentoft et al. (2010) e de Xue et al., (2011),
demonstraram que o teste de força de preensão manual tem sido considerado um clínico
marcador de mobilidade e de força muscular do membro inferior, além de terem observado que,
mesmo com baixa fadiga e baixos escores de atividade da doença, pacientes com LES
demonstraram força de preensão manual com valores entre 17 e 20 kg, em um contexto em que
tais valores são considerados um marcador de sarcopenia para essa população.
Outro estudo de LES (STOCKTON et al., 2011) teve o objetivo de avaliar a
confiabilidade teste-reteste e determinar o grau de erro de medida de testes de força muscular
isométrica e função de membros superiores e inferiores em mulheres com LES. Além disso, a
pesquisa mencionada demostrou que a elevação da força de preensão manual em 5 kg está
19
associada à redução significativa no risco de morte (SASAKI et al., 2007). A força de preensão
manual fornece a quantificação da força muscular, e é mais sensível a mudanças na força
muscular do que testes musculares manuais realizados sem medição instrumentada
(BOHANNON, 2001). Desse modo, o teste de preensão manual também é validado para outras
populações, como adultos jovens, idosos saudáveis, malignidades hematológicas, osteoartrite,
e doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) (DAVIES; DURES; NG, 2021; KELLN et al.,
2008; KNOLS et al., 2009; O’SHEA; TAYLOR; PARATZ, 2007; PUA et al., 2008;
SCHAUBERT; BOHANNON, 2005).
É preciso, ainda, mencionar que há poucos estudos relacionados à força muscular e à
força de preensão manual no paciente com LES. Isso porque foram encontrados 12 artigos
internacionais relacionados ao tema força de preensão manual em pacientes com LES, e os
artigos tratam do exercício físico, sendo que nenhum relaciona com a capacidade funcional as
atividades de vida diária, elevando, portanto, a importância dos dados do presente estudo.
4.3.2. Teste de Sentar e levantar da cadeira 5 vezes (TSL5x)
Apesar da atividade de levantar e sentar representar um movimento funcional complexo
explicado por fatores sensório-motores, psicológicos e de equilíbrio, pesquisadores observaram
que a força dos membros inferiores também é um importante preditor do desempenho funcional
dessa atividade (MCCARTHY et al., 2004). O teste de sentar e levantar da cadeira 5 vezes
(TSL5x), por exemplo, mede o tempo consumido para levantar-se cinco vezes, o mais
rapidamente possível, a partir de uma posição sentada.
Além disso, o movimento de sentar e levantar (SL) é considerado pré-requisito
fundamental para a mobilidade e para a independência funcional, uma vez que esse movimento
faz parte de diversas Atividades da Vida Diária (AVD) (POLLOCK et al., 2014). Whitney et
al. (2005) declarou que podem ocorrer importantes limitações funcionais quando está
comprometida a capacidade de levantar-se a partir da posição sentada. Então, o teste de sentar
e levantar da cadeira 5 vezes tem valores normativos validados e com confiabilidade por vários
estudos realizados para pacientes com osteoartrite, acidente vascular cerebral, doença de
Parkinson e dor lombar, assim como em pessoas mais velhas hospitalizadas, (DUNCAN;
LEDDY; EARHART, 2011; FISHER et al., 2009; LIN; DAVEY; COCHRANE, 2001; MONG;
TEO; NG, 2010; NG, 2010; NOVY; SIMMONDS; LEE, 2002; PUA et al., 2008).
20
O teste de sentar e levantar da cadeira 5 vezes avalia a medida para força dos membros
inferiores, controle do equilíbrio, risco de quedas e capacidade para exercícios. Melo et al.
(2019) determinou o tempo mínimo de 13 segundos para homens e mulheres adultos com média
de idade de 41 anos. No estudo de Buatois et al. (2008), que utilizou o mesmo teste, mas para
a população idosa, mostrou-se que o limiar de 15 segundos para o teste sentar e levantar da
cadeira tem sido útil para a detecção de idosos com maior risco de quedas recorrentes,
independente dos outros principais fatores de risco para cair. Some-se a isso o fato de que o
tempo mais lento do teste sentar e levantar da cadeira 5 vezes observado em idosos caidores
recorrentes pode refletir distúrbios do equilíbrio postural ou fraqueza muscular de membros
inferiores nesses indivíduos (SCHENKMAN et al., 1996; WHITNEY et al., 2005).
Nesse sentido, para Andrews et al. (2015), a força muscular dos membros inferiores –
mas não a massa muscular – está associada à incapacidade física autorreferida e pode ser
explicada por vários mecanismos potenciais. Primeiro, a força muscular pode estar mais
intimamente relacionada do que a massa muscular às atividades físicas relativamente
complexas e de ordem superior medidas pelas avaliações de Funcionamento Físico. No estudo
de Stockton et al. (2012), as mulheres com LES foram mais fracas e demonstraram redução da
função física e níveis de fadiga mais elevados, quando foram comparadas com o grupo controle
saudável. Com isso, um pequeno estudo piloto investigou o treinamento de força em LES,
realizado por Ramsey-Goldman et al. (2000), demonstrou que uma melhora de 30% na extensão
do joelho força foi alcançada com uma resistência leve programa em participantes com leve a
moderada LES.
O Teste de sentar e levantar da cadeira existe algumas formas de análise em relação ao
tempo de execução, para avaliar a força muscular de membros inferiores. Entre os testes, temse: o teste de sentar e levantar da cadeira 5 vezes (BUATOIS et al., 2008; JONES; RIKLI;
BEAM, 1999), o teste de sentar e levantar da cadeira por 30 segundos (SIGNORILE, 2010), e
de sentar e levantar da cadeira por 1 minuto (CROOK et al., 2017).
O teste de levantar da cadeira 5 vezes e o de levantar da cadeira em 30 segundos podem
ter capacidade potencial para prever mau prognóstico, sendo, com isso, preditores de alta
mortalidade (COTE et al., 2008; TORRES et al., 2011). Foi relatado, ainda, que o STST de 1
minuto está fortemente associado à moralidade de longo prazo (CROOK et al., 2017). Assim,
o teste de levantar da cadeira por 30 segundos tem se mostrado uma medida válida e confiável
21
de força proximal de membros inferiores em idosos e pacientes com miosite idiopática
(AGARWAL; KIELY, 2006; JONES; RIKLI; BEAM, 1999).
Ademais, a redução da força muscular está associada à diminuição da função física em
várias populações de estudo, incluindo idosos e indivíduos com osteoartrite (BOUCHARD;
HÉROUX; JANSSEN, 2011). No estudo de Andrews et al. (2015), observou-se que, entre
mulheres com LES, a baixa força muscular está fortemente associada à redução da função física
autorrelatada, mesmo quando se controlam as diferenças na massa muscular e outras
covariáveis, além do fato de que as mulheres mais fracas são as que correm maiores riscos de
declínios futuros e, quando comparadas com mulheres na oitava década de vida, as pacientes
com LES apresentaram uma força reduzida.
4.3.3. Teste de equilíbrio estático
A Falta de artigos científicos para tratar do equilíbrio do paciente com LES demonstra a
necessidade de mais estudos relacionados à perda de equilíbrio com a evolução da doença, a
alteração da marcha, o uso excessivo de medicamentos e os testes de equilíbrio estáticos e
dinâmicos.
Com o aumento da idade cronológica, o corpo humano passa por um período de
transformações que geram declínio de algumas capacidades físicas, tais como a diminuição da
flexibilidade, de agilidade, de coordenação, de mobilidade articular e, principalmente, de
equilíbrio (MANN et al., 2008; MATSUDO; MATSUDO, 1992). Dessa forma, o
envelhecimento está associado ao declínio do equilíbrio. Especificamente, à medida que a
complexidade da tarefa aumenta por meio da atenuação do feedback sensorial, as deficiências
de equilíbrio podem ser detectadas em idades mais jovens. Nesse interim, pode-se mencionar
que, em relação a mulheres jovens, as mulheres idosas apresentam um aumento significativo
na velocidade de oscilação e de redução na sexta década de vida, (CHOY; BRAUER; NITZ,
2003). Nesse sentido, surge a preocupação em propor a manutenção do equilíbrio do paciente
com LES, devido ao curso da doença, que promove redução física e limitações funcionais que
prejudicam as atividades de vida diária.
É preciso mencionar que o equilíbrio é necessário para que um indivíduo mantenha a
postura, responda a movimentos voluntários e reaja a perturbações externas. Para manter o
equilíbrio, portanto, o centro de massa de um indivíduo deve permanecer dentro da base de
suporte variável. Esse “limite de estabilidade” depende da biomecânica do indivíduo, dos
22
requisitos da tarefa e do tipo de superfície em que o indivíduo está. Estudos em animais sugerem
que a postura é controlada por mecanismos supraespinhais (VISWANATHAN; SUDARSKY,
2012).
Além disso, o equilíbrio é uma tarefa complexa, que envolve informações sensoriais
advindas dos sistemas vestibular, visual e somato sensorial, de fatores biomecânicos, psíquicos
via produção adequada de força muscular, os quais, juntos, têm a função de selecionar a resposta
motora mais adequada para manter e/ou recuperar o controle postural diante de uma perturbação
externa (DUARTE; MOCHIZUKI, 2001). Desse modo, o equilíbrio estático é a manutenção de
uma postura com mínima oscilação, e ele pode ser verificado por meio do centro de pressão
(COP), o qual é resultante das forças aplicadas no apoio, como resposta neuromuscular ao
movimento do centro de massa (MOCHIZUKI L, 2003).
Conforme mencionado anteriormente, o lúpus eritematoso sistêmico (LES) é uma doença
multissistêmica que apresenta uma ampla gama de manifestações. Por conseguinte, o equilíbrio,
pode ser afetado no LES e isso pode causar instabilidade postural e risco de queda. Uma queda,
então, pode ser definida como “um evento inesperado, no qual os participantes param no chão,
no piso ou em outro nível inferior”, de acordo com as diretrizes de consenso (LAMB et al.,
2005). Some-se a isso o fato de que as doenças reumáticas foram consideradas o segundo fator
de risco independente mais forte para lesões graves relacionadas a quedas em mulheres idosas
e, apesar de sua razoável frequência e muitas vezes de graves consequências em pacientes com
doenças reumáticas, as quedas ainda são subestimadas e pouco pesquisadas na população com
doenças reumáticas (BERGLAND, 2004).
A definição do risco de queda e seus fatores relacionados às doenças reumáticas podem
contribuir para sua prevenção e para o manejo dos pacientes, considerando-se principalmente
que – no âmbito da avaliação do risco de queda e seus fatores relacionados em pacientes com
LES por meio de técnica computadorizada objetiva – foi demonstrado que o risco de queda foi
maior em pacientes com LES do que em pessoas saudáveis, independentemente das
características do paciente (ALKAN MELIKOĞLU, 2017).
No estudo de Jones et al. (2009), avaliou-se a estabilidade postural em pacientes com
fibromialgia, sendo que fatores como o aumento da instabilidade postural, o aumento da
frequência de quedas e o pior desempenho postural em relação aos controles foram relacionados
à qualidade do sono nas últimas 24 horas e ao nível de fadiga. Em relação a dificuldade de
equilíbrios nas doenças reumáticas, alguns estudos como os de Bennett et al. (2007) e Katz e
Ferbert (2007) apresentaram, em suas pesquisas com pacientes com Fibromialgia, o relato dos
23
pacientes com fibromialgia, referindo-se ao fato de que os problemas de equilíbrio são um dos
10 sintomas mais incapacitantes.
Entre as 4 posições do teste de equilíbrio estático, em que há uma subdivisão por 4
posições separadas por nível de dificuldade, no presente estudo, como demonstrado na figura
abaixo, em relação às posições dos pés, conforme adaptado de Teste de Romberg (HORAK
FB; SHUPERT CL, 1994), cada teste remete a um propósito na instabilidade postural e em
relação ao risco de queda.
Figura 1 – Posição dos pés
Fonte: Adaptado de Teste de Romberg (HORAK FB; SHUPERT CL, 1994)
O teste de equilíbrio estático na posição semi tandem é uma medida de estabilidade lateral
e tem sido utilizado para identificar idosos com risco de quedas (TIEDEMANN; LORD;
SHERRINGTON, 2010). Além disso, o teste também é realizado porque o desempenho ruim
está associado a um risco aumentado de cair em pessoas mais velhas, sendo que este também
fornece uma medida de estabilidade lateral, fator crucial para manter o equilíbrio e a prevenção
de quedas laterais (LORD et al., 1999; MAKI; NEWBERNE, 1992).
O Teste Tandem desafia a estabilidade médio-lateral e avalia o equilíbrio dinâmico numa
base de apoio estreita, sendo que a força dos músculos adutores do quadril também influencia
na realização de testes em uma base de apoio estreita (PORTO et al., 2019a). Nesse sentido, a
incapacidade de realizar a marcha tandem pode sugerir um comprometimento do controle da
oscilação corporal no sentido médio-lateral devido à falha da musculatura abdutora-adutora, o
que aumenta o risco de quedas (VIEIRA et al., 2021).
Entre os testes executados, o que tem o mais alto nível é o Monopedal, que, além disso,
é um bom preditor de quedas (HURVITZ et al., 2000). O método em questão avalia o
desempenho do indivíduo instruído a permanecer na posição unipodal em cada perna com os
olhos abertos ou fechados. No presente estudo, o sujeito foi avaliado com os olhos abertos por
24
10 segundos. Vale destacar que a permanência na posição por mais de 30 segundos tem baixo
risco de queda, enquanto que um tempo menor de 5 segundos equivale a um alto risco de quedas
(HURVITZ et al., 2000; SPRINGER et al., 2007). Desse modo, conclui-se que testes de
equilíbrio e de força muscular podem ser usados para avaliar e para monitorar a saúde do
indivíduo ao longo do tempo, a fim de prever a multimorbidade, a dependência nas atividades
básicas da vida diária (AVDs) e a mortalidade precoce (JUSTICE et al., 2016; STUDENSKI et
al., 2003).
25
5 METODOLOGIA
5.1 Tipo de estudo e definição da amostra
Trata-se de um estudo de corte transversal-analítico, havendo sido incluídos pacientes
com idade igual ou maior que 18 anos de idade, com diagnóstico confirmado de Lúpus
Eritematoso Sistêmico (LES), obtido através dos critérios classificatórios do Colégio
Americano de Reumatologia (anexo A) (ACR, 1997), sendo necessários, no mínimo, quatro
dos onze critérios definidos. Os pacientes foram acompanhados no ambulatório de LES do
Hospital Universitário Professor Alberto Antunes – Universidade Federal de Alagoas (UFAL),
na cidade de Maceió/AL, tendo sido triados após consulta ambulatorial de rotina, no período de
05 de agosto de 2022 e 15 de dezembro de 2022.
As participantes foram convidadas a participar e foram informadas quanto aos objetivos
e procedimentos da pesquisa, sendo esclarecidas em relação a suas dúvidas. Além disso, foram
excluídas da amostra gestantes, pessoas com baixa capacidade funcional que não conseguiram
realizar os testes de capacidade funcional e pessoas com alterações cognitivas já diagnosticadas.
5.2. Tamanho da amostra
Foi utilizado o método de amostragem não probabilística por conveniência e foram
incluídos todos os pacientes que concordaram em participar do estudo entre 05 de agosto de
2022 e 15 de dezembro de 2022.
5.3. Coleta de dados clínicos e epidemiológicos
A partir de entrevistas e da revisão de prontuários foram obtidas as informações sobre:
idade, sexo; presença de comorbidades (hipertensão arterial sistêmica, diabetes mellitus) e uso
de medicamentos (glicocorticoide, antidiabéticos, anti-hipertensivos, imunobiológicos,
hidroxicloroquina, metotrexato, azatioprina, micofenolato e belimumabe). Também foi
elaborado um questionário estruturado (apêndice B) para inclusão de todos os dados obtidos.
5.4. Avaliação antropométrica
O peso e a altura foram aferidos através de estadiômetro na Balança Médica Digital Até
200kg - W200/100, Welmy, Balança Digital Com Antropômetro W200 A 100g Welmy
200kg, com Antropômetro em alumínio anodizado e litografado com medida de: até 2 mm com
26
fração de 0,5 cm. O peso foi expresso em quilogramas e a altura em centímetros. O cálculo do
Índice de Massa Corporal foi realizado de acordo com fórmula: IMC = peso (kg) / (altura 2(m2).
5.5. Avaliação da atividade da doença
Foi utilizado o score Systemic Lupus Erythematosus Disease Activity (SLEDAI- 2K)
modificado (anexo B) (DAFNA D. GLADMAN; DOMINIQUE IBAÑEZ; MURRAY B.
UROWITZ, 2002). Cabe situar, nesse sentido, que o Systemic Lupus Erythematosus Disease
Activity Index (SLEDAI) é um instrumento composto por vinte e quatro itens, dos quais
dezesseis são parâmetros clínicos e oito são parâmetros laboratoriais que avaliam a atividade
da doença. A somatória resulta em um escore que oscila entre 0 e 101. Quanto mais elevado é
o escore total, maior é o grau de atividade da doença. Por conseguinte, na referida escala há
cinco graus de atividade da doença: inativa (0 pontos); leve (1 a 5 pontos); moderada (entre 6 e
10 pontos); intensa (entre 11 e 19 pontos); muito intensa (igual ou superior a 20 pontos)
(BOMBARDIER et al., 1992; COOK et al., 2000; REGINA; NEDER, 2015).
5.6. Avaliação do dano orgânico do LES
O dano orgânico foi analisado através do score Systemic Lupus Internacional
Collaborating Clinics/American College of Rheumatology-Damage Index (SLICC/ACR-DI)
(GLADMAN et al., 1996), (ANEXO C). Esse instrumento mensura os danos permanentes
secundários tanto em relação à própria doença quanto em relação ao seu tratamento
(GLADMAN et al., 1996). A avaliação de doze órgãos/sistemas ocorre por meio de escores:
ocular (0-2), neuropsiquiátrico (0-6), renal (0-3), pulmonar (0-5), cardiovascular (0-6), vascular
periférico (0-5), gastrointestinal (0-6), musculoesquelético (0-7), cutâneo (0-3), endócrino
(diabetes melito) (0-1), gonadal (0-1) e malignidades (0-2) (RAHMAN et al., 1999). Assim, a
pontuação total varia de zero a quarenta e sete. Quanto mais elevado é o escore total, maior é o
dano orgânico definitivo.
5.7. Severidade da Fadiga
Foi utilizada a Escala de Severidade de Fadiga (FSS) (TOLEDO, 2011), que se trata de
um questionário com nove afirmações, em que o paciente escolhe um número de um a sete que
melhor descreva o grau de concordância com cada afirmação. O número um significa que
discorda completamente, o número sete que concorda integralmente, sendo o número quatro
27
indicativos de que o paciente não concorda nem discorda da afirmativa (KRUPP, 1989), no
âmbito da versão de investigação de (GRAÇA PEREIRA; DUARTE, 2010). Trata-se de uma
escala utilizada para medir a percepção do nível da fadiga em diversas situações do cotidiano
(funcionamento físico, exercício, trabalho, família ou vida social). Consequentemente, o
número total de pontos poderá variar de nove a 63, sendo estabelecido que valores iguais ou
maiores do que 28 são indicativos da presença de fadiga (ALVARENGA FILHO, 2010). Além
disso, pode ser mencionado que a presente escala foi validada para uso no Brasil (GRAÇA
PEREIRA; DUARTE, 2010).
5.8. Avaliação da capacidade funcional
Os testes para verificar o desempenho funcional foram aqueles referentes ao ato de
preensão manual, de sentar e de levantar da cadeira 5 vezes (TSLC5X) e o de equilíbrio estático.
Foram considerados não aptos aqueles que não atingiram o ponto de corte mínimo em, pelo
menos, um dos testes de desempenho funcional.
5.8.1. Medida de Força de Preensão Manual (GripStrength) (FESS, 1983)
A força muscular foi avaliada por meio do teste de força de preensão manual. O teste de
força de preensão palmar foi avaliado por meio de um dinamômetro Modelo JAMAR, possui
uma leitura de escala dupla que exibe força de preensão de 0-90 kg (0-200 lb), e com ajuste do
tamanho da Mão/Falanges para 7 Posições Diferentes. Os participantes foram encorajados pelo
avaliador a realizar o esforço máximo durante alguns segundos, alternando entre as duas mãos.
Nesse sentido, os participantes realizaram o teste duas vezes com intervalo de um minuto entre
as duas tentativas de cada mão, o melhor valor foi escolhido para a análise. Assim, a posição
de pegada do dinamômetro foi ajustada ao tamanho da mão do indivíduo
Foram considerados os valores de referência do estudo de Moura (2008), acerca da
mensuração da força de preensão manual de mulheres jovens, para mão direita foram utilizados
20kg como parâmetro e, para mão esquerda,18kg. O referido estudo não avaliou homens para
a utilização de valores de referência. Os equipamentos utilizados foram Dinamômetro
JAMAR e Cadeira.
Também foi utilizado como referência o protocolo recomendado pela American Association
of Hand Therapists (RICHARDS; OLSON; PALMITER-THOMAS, 1996), obedecendo os
seguintes passos:
I.
O avaliado iniciou o teste sentado em uma cadeira.
28
II.
O primeiro braço a ser medido foi o que o avaliado considerou ser o mais forte;
III.
Empunhando o dinamômetro, o avaliado manteve o cotovelo flexionado a 90 graus;
nesta posição, ao comando de “começar”, o avaliado pressionou, com a maior força e
velocidade possíveis, as duas alças do dinamômetro;
IV.
O avaliado “apertou”, com a máxima força possível, a alça do dinamômetro.
V.
Após cada apreensão, o avaliado teve um descanso de um minuto para que fosse aferida
uma nova apreensão.
VI.
O avaliado repetiu o teste duas vezes, com o braço dominante, para, então, medir o braço
contralateral;
VII.
Foi preciso não esquecer de, a cada tentativa, voltar o ponteiro do dinamômetro para o
“zero”.
VIII.
As duas medidas foram anotadas na ficha.
IX.
O teste foi acompanhado por um avaliador experiente
5.8.2. Teste de Sentar e levantar da cadeira 5 vezes (TSL5x)
O teste avalia a medida para força dos membros inferiores, controle do equilíbrio, risco
de quedas e capacidade para exercícios (MELO et al., 2019). Foram classificados na categoria
de boa capacidade funcional aqueles que obtiveram o tempo mínimo de 13 segundos
(WHITNEY et al; 2005).
Protocolo do teste e Equipamento utilizado (MCCARTHY et al., 2004):
I.
Cadeira ou banco sem apoio para os braços;
II.
Um cronômetro digital;
III.
Descrição da tarefa: O avaliado, com os braços cruzados à frente do tórax, deve levantar
e sentar em uma cadeira, cinco vezes consecutivas.
Procedimentos:
IV.
Em uma cadeira encostada a uma parede, o avaliado inicia o teste sentado, com os
braços cruzados e com as nádegas posicionadas no centro da mesma;
V.
Os pés do avaliado devem estar apoiados, paralelamente, no solo;
VI.
O avaliado realiza um ou dois movimentos à guisa de aquecimento e de reconhecimento;
VII.
Estando pronto para o teste, ao comando de “começar”, o avaliado levanta e senta na
cadeira ou banco, cinco vezes consecutivas;
29
VIII.
A medida do teste foi acessada a partir do tempo gasto para realizar a tarefa. Se o
avaliado sentar na cadeira após a quinta “levantada”, o cronômetro deve ser encerrado
quando ele começar a se sentar.
5.8.3. Equilíbrio Estático
O Teste de equilíbrio estático foi realizado a partir do protocolo desenvolvido por Caromano
e colaboradores (1998).
I - Equipamento utilizado: Um cronômetro.
II - Descrição da tarefa: O sujeito foi avaliado em quatro posições progressivamente mais
difíceis: “side by side” (um pé ao lado do outro); “semi tanden” (calcanhar do pé da frente
colado na lateral interna do pé de trás); “tandem” (a extremidade do calcanhar do pé da frente
tocando a ponta dos dedos do pé de trás); ficar em pé com apoio mono-pedal (um pé, depois
o outro). O teste iniciou-se com o avaliado em pé; O avaliador serviu como apoio para o
avaliado que, ao comando de “já”, deveria retirar o apoio e manter-se na primeira posição
durante 10 segundos. O mesmo procedimento foi repetido nas três posições. Assim, o sujeito
que não conseguisse manter uma das posições por 10 segundos não repetiria o teste em outras
posições.
5.9. Atividade Física
Com relação à prática de exercício físico regular das pacientes com LES, foram adotados
os critérios da organização Mundial da Saúde (OMS), que considera fisicamente ativo um
adulto que faça, pelo menos, 150 minutos de atividade física de intensidade moderada, ou, pelo
menos, 75 minutos de atividade física de intensidade vigorosa durante a semana, ou uma
combinação equivalente de atividades de intensidade moderada e vigorosa (WHO, 2018).
5.10. Análise estatística
A tabulação, análises descritivas e inferenciais foram realizadas no software
JAMOVI, v.2.2.5. Os dados são apresentados como frequências absolutas e relativas. Para
avaliar a associação entre o nível de fadiga e da capacidade funcional com as variáveis atividade
da doença, situação ocupacional, índice de massa corporal e atividade física, foi utilizado o teste
de Qui-quadrado ou exato de Fisher, respeitando os pressupostos de cada teste, onde eram
encontradas frequências absolutas maiores que 5, era utilizado o teste de Qui-quadrado e nas
30
situações que havia pelo menos uma frequência menor ou igual a 5, utilizou-se o teste exato de
Fisher. Ambos os testes avaliam a associação existente entre variáveis e são considerados testes
não paramétricos, pois não dependem de parâmetros populacionais (média e variância). Foi
considerado estatisticamente significativo quando foi encontrado valores de p<0,05 para um
intervalo de confiança de 95%.
31
6 PRODUTO
Artigo submetido ao Cadernos de Saúde Pública- Escola Nacional de Saúde Pública Sergio
Arouca, Fundação Oswaldo Cruz.
Capacidade funcional e o exercício físico no Lúpus Eritematoso Sistêmico:
Um estudo de corte transversal
Tenildo Lopes1, Larissa da Silva Pinto2, Ícaro Raphael Souza dos Santos3, Vanessa Miranda
Pereira Fausto4 e Thiago Sotero Fragoso5
Autor correspondente: Tenildo Lopes
E-mail: tenildol@gmail.com
Resumo:
OBJETIVO: Verificar a associação da Capacidade funcional com o exercício físico no Lúpus
eritematoso sistêmico (LES). METODOLOGIA: Estudo de corte transversal, realizado em
pacientes com diagnóstico de LES, do Hospital Universitário Professor Alberto Antunes, da
Universidade Federal de Alagoas. Utilizou-se questionários sociodemográficos, escala de
severidade de fadiga, SLEDAI, SLICC e, para a capacidade funcional (CF), foram aplicados os
testes de preensão manual, de equilíbrio estático e o exercício de sentar e levantar da cadeira 5
vezes (SLC5x). Também foram efetuados os processos de tabulação, de análises descritivas e
inferenciais e os testes de associação entre CF e exercício físico (EF) com as demais variáveis
no software JAMOVI, v.2.2.5. RESULTADOS: A amostra foi composta por101 mulheres
com média de idade de 38,5 ±12,0, com 9,2 ±6,6 anos de diagnóstico da doença, IMC 25,7 ±4,9
e 7,9±3,8 anos de estudos, sendo 77,2% sedentárias e prevalência de incapacidade funcional de
92,1%. Houve associação da CF com os testes de SLC5x, preensão manual direita e preensão
manual esquerda. Em relação à fadiga, a prevalência foi de 66,3% e o score médio de fadiga
foi de 37,2 ±16,9. Em relação ao EF, obteve-se uma associação com a atividade da doença,
SLC5X e fadiga. Na regressão logística, as não praticantes de EF tiveram 3 vezes mais chances
de ter a presença de fadiga e 5 vezes mais chances de ter uma baixa capacidade funcional.
1
Mestrando em Ciências Médicas pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Alagoas,
Brasil.https://orcid.org/0000-0002-7895-2330
2
Mestre em Ciências Médicas pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Alagoas
https://orcid.org/0000-0001-5871-5269
3
Mestrando em Ciências Médicas pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Alagoas
https://orcid.org/0000-0001-9913-2684
4
Mestranda em Ciências Médicas pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Alagoas
https://orcid.org/0000-0003-2441-2264
5
Doutor; Divisão de Reumatologia; Faculdade de Medicina; Universidade Federal de Alagoas,
Brasil.https://orcid.org/0000-0002-0192-0760
32
CONCLUSÃO: A pratica de exercício físico demonstra ter uma influência positiva e
importante no âmbito da capacidade funcional nas atividades de vida diária, além de corroborar
com a literatura quanto a necessidade da prescrição adequada de atividade física para pacientes
com LES, a fim de minimizar a perda da capacidade funcional.
Palavras chaves: Lúpus eritematoso sistêmico; fadiga; capacidade funcional; Exercício físico.
Abstract:
OBJECTIVE: To verify the association of functional capacity and physical exercise in systemic
lupus erythematosus (SLE). METHODOLOGY: Cross-sectional study, carried out in patients
diagnosed with SLE at the Hospital Universitario Professor Alberto Antunes of the Universiade
Federal de Alagoas. We used the sociodemographic questionnaires, fatigue severity scale,
SLEDAI, SLICC and for functional capacity (FC) we applied the handgrip, static balance and
sit and stand 5 times (SLC5x) tests. The tabulation, descriptive and inferential analyses, and
association tests between FC and physical exercise (PE) with the other variables were
performed using the software JAMOVI , v.2.2.5. RESULTS: 101 women with mean age 38.5
±12.0, with 9.2 ±6.6 years of disease diagnosis, BMI 25.7 ±4.9 and 7.9 ± 3.8 years of education,
77.2% sedentary and prevalence of functional disability of 92.1%. There was an association of
FC with the SLC5x, right handgrip and left handgrip tests. Regarding fatigue, the prevalence
was 66.3%; the mean fatigue score was 37.2 ±16.9. EF was associated with disease activity,
SLC5X and fatigue. In logistic regression, non practitioners of PE were 3 times more likely to
have the presence of fatigue and 5 times more likely to have a low functional capacity.
CONCLUSION: The practice of physical exercise has been shown to have an important
influence on good functional capacity in activities of daily living, and corroborates the literature
on the need for an adequate prescription of physical activity for patients with SLE, in order to
minimize the loss of functional capacity.
Keywords: Systemic lupus erythematosus; Fatigue; Functional capacity; Physical exercise.
33
INTRODUÇÃO
A inatividade física é um dos fatores de risco modificáveis mais prevalentes para o
desenvolvimento de doenças em todo o mundo, além de ser o quarto principal fator de risco
relacionado à mortalidade global, e é responsável por cerca de 13,4 milhões de anos de vida,
ajustados por incapacidade em todo o mundo1. Nesse sentido, a independência funcional do
indivíduo com Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) para a execução de suas atividades de vida
diária (AVD) depende das condições de integridade das estruturas articulares.
O maior impacto da condição física sobre a qualidade de vida ocorre quando a doença
acomete o sistema musculoesquelético2, além de ser frequentemente associado a determinadas
manifestações musculoesqueléticas, como mialgia e miosite, que podem colocar os indivíduos
com LES em condição de risco particular em relação à incapacidade muscular2. Nesse sentido,
tem se verificado que a população adulta com LES parece ter redução na capacidade física, ou
seja, baixo condicionamento aeróbio, muscular e capacidade funcional, além de maior fadiga e
incapacidade física, quando comparados com pessoas saudáveis3, 4.
Contudo, os exercícios físicos (EF), como modalidade de treinamento, podem melhorar
a força dos membros inferiores, auxiliar no equilíbrio e, particularmente, são importantes nas
populações com doenças reumáticas5. Da mesma forma, o exercício físico pode ser empregado
na prevenção e no tratamento da fadiga em pacientes com LES6. Além disso, os tratamentos
desenvolvidos para controlar a depressão e para melhorar a aptidão aeróbica devem ser
considerados no tratamento geral da fadiga e da incapacidade no LES7.
Em relação do exercício com a capacidade funcional, pode ser notado que há uma
relação positiva, onde o desempenho do exercício físico leva a melhorias significativas no
âmbito da aptidão física e na redução da fadiga8. Essa redução na capacidade física da
população adulta com LES traz um grande prejuízo funcional no que diz respeito ao
condicionamento aeróbio, à força muscular e à capacidade funcional, maior fadiga e
incapacidade física. Com isso, nota-se que há poucos estudos avaliando a capacidade funcional
de pacientes com LES e, sobretudo, a sua relação com a atividade física. Portanto, o presente
trabalho teve o objetivo determinar a capacidade funcional dos pacientes com LES e verificar
a sua associação com o exercício físico.
34
MATERIAIS E MÉTODOS
Tipo de estudo e definição da amostra
Trata-se de um estudo prospectivo e de corte transversal. Na amostra, foram incluídos
pacientes com idade ≥18 anos de idade, com diagnóstico confirmado de LES, obtido através
dos critérios classificatórios do Colégio Americano de Reumatologia9. As pacientes foram
acompanhadas no ambulatório de Reumatologia do Hospital Universitário Professor Alberto
Antunes – Universidade Federal de Alagoas (UFAL), na cidade de Maceió/AL, tendo sido
triadas após uma consulta ambulatorial de rotina, no período de 05 de agosto de 2022 e 22 de
dezembro de 2022. Foram excluídas da amostra gestantes, pessoas com baixa capacidade
funcional, que não conseguiram realizar os testes de capacidade funcional, e pessoas com
alterações cognitivas já diagnosticadas. Some-se a isso o fato de que foi utilizado o método de
amostragem não probabilística por conveniência.
Considerações éticas
Este estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa local e obedeceu à
Declaração de Helsink. O consentimento informado por escrito foi obtido de cada participante.
Coleta de dados
A coleta de dados foi realizada por meio de entrevistas realizadas via questionário
sociodemográfico - idade, sexo, situação ocupacional, anos de escolaridade, estado civil,
presença de comorbidades – e, para verificar a composição corporal, foi utilizado o cálculo do
Índice de Massa Corporal (IMC) de acordo com fórmula IMC = peso (kg) / (altura 2(m 2), e o
uso de medicamentos (glicocorticoide, antidiabéticos, anti-hipertensivos, imunobiológicos,
hidroxicloroquina, metotrexato, azatioprina, micofenolato e belimumabe). Para a verificação
da presença de fadiga, foi utilizada a Escala de Severidade de Fadiga10.
Para a Avaliação da atividade da doença, foi utilizado o score Systemic Lupus
Erythematosus Disease Activity (SLEDAI- 2K)11. Desse modo, o dano orgânico foi analisado
por meio do score Systemic Lupus Internacional Collaborating Clinics/American College of
Rheumatology-Damage Index (SLICC/ACR-DI)12, e foi realizada uma dupla checagem na
conferência dos questionários. Diante disso, inicialmente os questionários foram aplicados pelo
residente médico e checados com a reumatologista responsável pelo ambulatório de
reumatologista.
35
Em relação à prática de exercício físico regular das pacientes, foram adotados os
critérios da organização Mundial da Saúde (OMS)13. Para a verificação da capacidade
funcional, foram utilizados os testes de preensão manual (TPM)14, 15 com duas repetições de
intervalos de 1 minuto entre si e um ponto de corte de 18kg na mão esquerda e 20kg na mão
direita, em meio ao exercício de sentar e levantar da cadeira 5 vezes (SLC5x)16, 17 com 1 única
tentativa, com tempo de corte de até 13 segundos, sendo o teste de equilíbrio estático118 com 4
posições (side by side, semi-tandem, tandem e monopedal) 10 segundos em cada posição. As
participantes foram consideradas aptas quando atingiram os pontos de corte dos 3 testes
aplicados, caso reprovassem em 1 dos testes foi considerada inapta.
Análise estatística
Os dados obtidos após a entrevista e a aplicação dos testes de capacidade funcional
foram digitados em planilha no programa Microsoft Excel 2010. Os resultados foram
expressados em tabelas através de médias e desvio padrão (média ±DP), no caso de variáveis
quantitativas com distribuição normal e de mediana seguida de intervalo interquartil (primeiro
e terceiro quartis) nas variáveis com distribuição não normal.
Já as variáveis qualitativas foram expressas por meio de percentagem. Assim, foram
realizadas análises univariada e multivariada dos dados por meio do software Jamovi versão
2.2.5.0. O teste de Shapiro-Wilk foi utilizado a fim de avaliar a normalidade da distribuição das
variáveis numéricas. Na condição de normalidade dos dados, a comparação entre duas médias
foi feita pelo teste t-Student. No caso de não-normalidade dos dados, foi aplicado o teste de
Mann-Whitney.
As correlações foram realizadas utilizando o coeficiente de correlação de Pearson para
variáveis com distribuição normal e Spearman para casos de não normalidade. Valores de
p<0,05 foram considerados estatisticamente significantes. Além disso, os testes Qui-quadrado
ou exato de Fisher (esse usado quando houvesse alguma célula com menos de 5 valores
esperados) foram realizados para associar as variáveis nominais. Ademais, modelos de
regressão logística foram realizados para determinar os fatores preditivos associados à
capacidade funcional ou exercício físico no LES.
RESULTADOS
A amostra foi composta por 101 mulheres com idade média de 38,5 ±12,0, com 9,2 ±6,6
anos de diagnóstico da doença e 7,9 ±3,8 anos de estudos. As características sociodemográficas,
36
os aspectos clínicos, os dados de fadiga, a capacidade funcional e a atividade física estão
descritas na tabela 1.
Tabela 1: Características sociodemográficas e clínicas das pacientes com lúpus eritematoso
sistêmico do Hospital Universitário Professor Alberto Antunes da Universidade Federal de
Alagoas (N=101).
Sociodemográficas
Estado civil
Casado
Solteiro
Viúvo
Situação ocupacional
Ativo com renda
Inativo
Município
Capital
Interior
Clínicas
Pratica de atividade física
Sim
IMC
Peso normal
Sobrepeso
Obesidade
Atividade da doença
Dano orgânico
Anos de diagnóstico da doença
0-5 anos
6-10 anos
> 10 anos
Fadiga
Sim
Hipertensão
Sim
Diabetes Mellitus
Sim
Medicamentos
Hidroxicloroquina
Glicocorticoide
Azatioprina
Antidiabético
Antihipertensivo
n
(%)
50
42
9
49,5
41,6
8,9
37
64
36,6
63,4
54
47
53,5
46,5
23
22,8
47
36
18
20
37
46,5
35,6
17,9
19,8
36,6
32
40
29
31,7
39,6
28,7
67
66,3
50
n
10
49,5
(%)
9,9
89
25
38
10
50
88,1
24,8
37,6
9,9
49,5
A prevalência de incapacidade funcional por reprovar nos três testes funcionais foi de
92 (92,1%). Cabe destacar, nesse sentido, que a associação entre a capacidade funcional com
as demais variáveis está descrita na tabela 2 e a associação entre a pratica de atividade física
com a parte clínica e sociodemográficas estão descritas na tabela 3.
37
Tabela 2. Associação entre variáveis sociodemográficas, clínicas e os testes de capacidade
funcional das pacientes com lúpus eritematoso sistêmico do Hospital Universitário Professor
Alberto Antunes da Universidade Federal de Alagoas (N=101).
Variáveis clínicas
Capacidade funcional
Sim
Não
n=9
n=92
P value
Procedência, n (%) !
Capital
5 (55,6)
49 (53,3)
1,0
Situação ocupacional !
Ativo com renda, n (%)
4 (44,4)
33 (35,9)
0,721
Anos de estudo mediana (IQR) ##
8,0 (5,0, 10,0)
8,0 (4,0,11,0)
0,760
Anos de doença, mediana (IQR) ##
7,0 (5,0, 9,0)
8,0 (5,0, 13,3)
0,310
Tabagismo, n (%) !!
0 (0,0)
5 (5,4)
1,0
Etilismo, n (%) !!
0 (0,0)
1 (1,1)
1,0
HAS, n (%) !
6 (66,7)
44 (47,8)
0,316
DMII, n (%) !!
2 (22,2)
8 (8,7)
0,218
SLEDAI ##
0 (0,0, 2,0)
0,0 (0,0, 4,0)
0,765
SLICC ##
0,0 (0,0, 1,0)
0,0 (0,0, 1,0)
0,646
IMC, média (DP) &
24,7 (1,37)
25,9 (0,52)
0,487
SLC5X, apto, n (%) !!
4 (44,4)
4 (4,3)
0,002*
PMD, apto, n (%) !!
4 (44,4)
0 (0,0)
< 0,001*
PME, apto, n (%) !!
5 (55,6)
0 (0,0)
< 0,001*
Equilíbrio, n (%) !
8 (88,9)
50 (54,3)
0,074
*p<0,05 Legenda: SLC5X= Sentar e levantar da cadeira 5 vezes, PMD=Preensão manual direita e PME=Preensão manual
esquerda. ##= Mann-wihitney, &= Test T student, !=Qui-quadrado, !!=Fisher
Tabela 3. Associação entre variáveis sociodemográficas, clínicas e de capacidade funcional à
prática de exercícios físicos das pacientes com lúpus eritematoso sistêmico do Hospital
Universitário Professor Alberto Antunes da Universidade Federal de Alagoas (N=101).
Variáveis clínicas
Pratica de exercício físico
Sim
Não
n=23
n=78
P value
Procedência, n (%) !
Capital
12 (52,2)
42 (53,8)
0,8888
Situação ocupacional !
Ativo com renda, n (%)
9 (39,1)
28 (35,9)
0,777
Anos de estudo mediana (IQR) ##
8,0 (4,0, 10,0)
8,0 (5,0, 12,0)
0,434
Anos de doença, mediana (IQR) ##
8,0 (5,5, 13,0)
8,0 (4,0, 12,0)
0,487
Tabagismo, n (%) !!
0 (0,0)
5 (6,4)
0,213
Etilismo, n (%)!!
0 (0)
1 (1,3)
0,585
HAS, n (%)!
10 (43,5)
40 (51,3)
0,511
DMII, n (%) !!
4 (17,4)
6 (7,7)
0,171
Doença em atividade, n (%) !
0,0 (0,0, 0,5)
1 (0,0, 4,0)
0,010*
Dano orgânico, n (%) !
0,0 (0,0, 0,0)
0,0 (0,0, 0,1)
0,410
IMC, média (DP) &
24,4 (3,8)
26,2 (5,1)
0,121
Equilíbrio, apto, n (%) !
16 (69,6)
42 (53,8)
0,180
SLC5X, apto, n (%) !!
5 (21,7)
3 (3,8)
0,005*
PMD, apto, n (%)!!
1 (4,3)
3 (3,8)
0,914
PME, apto, n (%)!!
0 (0)
5 (6,4)
0,213
Fadiga n (%)!
10 (43,5)
57 (73,1)
0,008*
*p<0,05 Legenda: SLC5X= Sentar e levantar da cadeira 5 vezes, PMD=Preensão manual direita e PME=Preensão manual
esquerda. ##= Mann-wihitney, &= Test T student, !=Qui-quadrado, !!=Fisher
Ao analisar os pontos de corte dos testes de capacidade funcional, foi verificado que 58
(57,4%) concluiu 1 dos 3 testes, 10 (9,9%) conseguiu concluir 2 dos 3 testes e 9 (9,7%) das
participantes concluíram os 3 testes aplicados.
Em relação à capacidade funcional, 43 (42,6%) foram consideradas inaptas no teste de
equilíbrio estático; 93 (92,1%) foram considerados inaptos no teste de sentar e levantar da
38
cadeira 5 vezes, com 17,5 ±9,5 segundos; 97 (96%) foram consideradas inaptas no teste de
preensão manual direita (PMD), com 9,5±6 kg e 96 (95%) foram consideradas inaptas na
preensão manual esquerda (PME), com 8,7 ±5,5. A regressão logística entre a pratica de
atividade física, o teste de sentar e o ato de levantar da cadeira 5 vezes e a fadiga estão descritas
na tabela 4.
Tabela 4: Modelo de regressão logística de fatores associados à prática de exercício físico(PEF)
das pacientes com lúpus eritematoso sistêmico do Hospital Universitário Professor Alberto
Antunes da Universidade Federal de Alagoas (N=101).
Modelo Coeficiência – PEF
Preditor
Fadiga
SLC5X
*p<0,05
Estimativa
SE
Z
p
Odds ratio
1.12
1.70
0.509
0.806
2.20
2.11
0.028*
0.035*
3.0724
5.4807
95% intervalo de
confiança
Baixo
Superior
1.13
1.13
8.336
26.577
DISCUSSÃO
Embora venha sendo estudado, nos últimos anos, em relação a outras doenças crônicas,
não encontramos estudos publicados que avaliaram a associação entre capacidade funcional e
o exercício físico em pacientes com LES. O diferencial desse trabalho reside no fato de que se
trata de situações e dificuldades que são causadas pela doença nas atividades de vida diária,
conforme demonstrado pela reprovação nos testes de capacidade funcional, uma vez que o
estudo teve alta prevalência de incapacidade, com 92,1%. Na literatura, existem referências dos
benefícios da pratica de exercício físico em diversos seguimentos, como composição corporal19,
fadiga, depressão20 e osteoporose21, entre outros, mas não é relatado como se dá a
funcionalidade dos pacientes com LES e quais são os prejuízos da falta de exercício físico para
a capacidade funcional.
Em relação à prevalência de incapacidade funcional, como visto, neste estudo foi
verificado que, no âmbito das doenças reumáticas, se trata de um problema recorrente. Também
foi encontrado, nos estudos de Eriksson, Neovius, Ernestam, Lindblad e Simard 22 e de
Eriksson, Johansson, Askling e Neovius23, que mais de 50% dos pacientes com artrite
reumatoide têm idade superior a 65 anos, e seus custos com saúde aumentam 3 a 4 vezes em
relação à população em geral. 24-
Guevara-Pacheco,
Feican-Alvarado,
Delgado-Pauta,
Lliguisaca-Segarra e Pelaez-Ballestas 24. analisaram pacientes com dor musculoesquelética e
que tinham doenças reumáticas, verificou-se que a incapacidade funcional foi de 73,1% e que
a incapacidade está associada à osteoartrite de mão e joelho, dor nas costas, fibromialgia e
artrite reumatoide. Tal constatação é reforçada por Hunter e Bierma25, e mostrou que a
39
osteoartrite é uma das principais causas de incapacidade e fonte de custos sociais em adultos
mais velhos.
A atividade física tem se mostrado segura no que diz respeito à maioria das doenças
autoimunes, incluindo LES26, mas não é o que tem sido notado em relação
à prevalência de atividade física, o que pode ser reforçado na revisão sistemática de Blaess et
al27, que analisou um total de 40 artigos com 2.291 pacientes com LES, via esquadrinhamento
de artigos de 1989-2022 sobre o benefício da atividade física. O estudo em questão verificou
uma prevalência entre 11%-29,8%. segundo Keyser et al28 e demonstrou que, nas mulheres com
LES, a capacidade aeróbica foi diminuída para níveis que eram insuficientes para se envolver
em atividades da vida diária, além de ser fortemente correlacionada com a percepção de fadiga
severa e limitadora de atividade. Da mesma forma, o estudo Tench et al7 comparou noventa e
três pacientes com LES e 41 controles sedentários, sendo que este verificou que os pacientes
com LES eram menos aptos, com capacidade de exercício reduzida, força muscular reduzida,
mais fadiga e maior incapacidade em comparação com controles sedentários. Esses dados não
demonstram a prevalência da falta de exercício físico no paciente com LES, mas clareiam a
condição física e as dificuldades no que diz respeito às atividades de vida diária.
Em relação à pratica de exercício físico, os dados sugerem que há uma associação das
participantes que não praticavam exercício físico regular com a atividade da doença, e entre o
teste SLC5x e a fadiga. Os resultados demonstram que as não praticantes de exercício físico
regular apresentaram maior taxa de atividade da doença, e as participantes que praticavam
exercício físico regular tiveram um nível de força melhor e menor presença de fadiga. Tais
dados são reforçados por estudos29,30,31 que demonstraram que o aumento nos níveis de
atividade física, por meio de programas de exercícios, provou ser eficaz em reduzir os sintomas
relacionados às doenças mencionadas e na melhora da capacidade física em várias populações
de pacientes reumatológicos. A atividade física também melhora a redução da fadiga em
pacientes com LES e, quando há mais tempo gasto em atividade física moderada ou intensa, tal
instância também está associada a menores níveis de fadiga32,33.
Na regressão logística dos fatores associados a pratica de exercício físico, foi verificado
que as não praticantes de atividade física tiveram 3 veze mais chances de ter a presença de
fadiga do que aqueles que praticavam exercício físico OR=3.07. Os dados corroboraram com
o estudo de Tench34, que avaliou 23 pacientes com LES e fadiga e que se submeteram a um
exercício aeróbico domiciliar de oito semanas em um programa de ciclismo, reduzindo
significativamente seu nível de fadiga, em um contexto no qual os participantes relataram ter
40
mais energia e melhor sensação de bem-estar no final do programa. Outros estudos encontraram
a mesma relação positiva entre os níveis de fadiga e de exercício35, 36.
Da mesma forma, utilizando a regressão logística, as participantes da pesquisa que não
praticavam exercício físico tiveram 5 vezes mais chances de ter baixa capacidade funcional do
que aquelas que praticam uma atividade física regular OR=5.48. No mesmo sentido, no estudo
de Robb-Nicholson et al36, que avaliou noventa e três pacientes com LES e 41 controles
sedentários durante um teste de caminhada em esteira, verificou-se que pacientes com LES
estavam menos aptos, com capacidade de exercício reduzida, força muscular reduzida, mais
fadiga e maior incapacidade em comparação com controles sedentários. Esses dados também
são reforçados no estudo de Gualano et al37, que mostra que o estilo de vida sedentário pode
afetar negativamente a capacidade física, a capacidade funcional e a qualidade de vida,
resultando em um círculo vicioso, no qual os pacientes se tornam mais inativos fisicamente e
apresentam piores desfechos clínicos.
Este estudo teve como limitações a falta de um grupo controle saudável no estudo e as
reduções realizadas nas repetições nos testes de capacidade funcional devido ao baixo
condicionamento físico apresentado pelas participantes com LES. Com isso, sugerimos mais
estudos que avaliem a capacidade funcional do paciente com LES e a prevalência de atividade
física.
CONCLUSÃO
A prática de exercício físico demonstra ter uma influência importante para a boa
capacidade funcional no âmbito das atividades de vida diária. Nosso estudo corrobora com a
literatura na necessidade da prescrição adequada de atividade física para todos os pacientes com
LES, a fim de minimizar a perda da capacidade funcional, além de concluir que há uma
associação entre a capacidade funcional e o exercício físico no LES. Considerando as limitações
deste estudo, sugerimos que sejam realizadas outras pesquisas, com o objetivo de ratificar a
associação da prática de exercício físico com a capacidade funcional no LES.
41
Referências
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7 CONSIDERAÇÕES FINAIS
➢ Foi verificado uma alta prevalência de mulheres com fadiga de acordo com a escala de
severidade de fadiga e uma alta prevalência de incapacidade funcional de acordo com os
testes utilizados;
➢ Foi verificado uma prevalência de 50% da amostra com hipertensão arterial nas
participantes, porém não houve associação significativa das comorbidades com a fadiga,
com a capacidade funcional ou com as variáveis sociodemográficas;
➢ Foi verificado que houve associação significativa entre as mulheres consideradas inaptas e
a presença de fadiga entre as participantes da pesquisa.
➢ Não houve associação da atividade da doença e dano orgânico com a capacidade funcional
e a fadiga das pacientes com LES, porém, foi verificado uma associação significativa entre
o dano orgânico e as não praticantes de exercício físico;
➢ Foi verificado que a partir dos testes funcionais e da escala de severidades de fadiga os
dados sugerem existir uma associação entre a baixa capacidade funcional e a presença de
fadiga entre as participantes.
8 LIMITAÇÕES E PERSPECTIVAS
Uma das limitações da pesquisa na coleta de dados foi a redução/adaptação das repetições
na execução dos testes funcionais, no que diz respeito ao teste de preensão manual que, devido
à baixa capacidade funcional e – principalmente – por conta da dor nas mãos, foram realizadas
duas execuções em cada uma das mãos, por segurança do paciente. Da mesma forma, no que
diz respeito ao teste de sentar e levantar da cadeira cinco vezes, foi realizada apenas uma única
repetição, devido as dores nos joelhos sentidas pelas pacientes e pelo nível de fadiga alto
durante a realização do teste. Vale destacar que a presente pesquisa ocorreu durante a pandemia
da COVID-19, tendo este evento podendo ter impacto na saúde mental, física e no aumento da
sensação de fadiga dos participantes.
45
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59
ANEXO I – Critérios de classificação de lupus eritematoso sistêmico do
American College of Reumathology revisados em 1997
CRITÉRIO
Eritema malar
Lesão discóide
Fotossensibilidade
Úlceras orais/ nasais
Artrite
Serosite
Comprometimento renal
Alterações neurológicas
Alterações hematológicas
Alterações imunológicas
Anticorpos antinucleares
DEFINIÇÃO
Lesão eritematosa fixa em região
malar, plana ou em relevo
Lesão eritematosa, infiltrada, com
escamas queratóticas aderidas e tampões
foliculares, que evolui com cicatriz atrófica
e discromia
Exantema cutâneo como reação não
usual à exposição à luz solar, de acordo
com a história do paciente ou observado
pelo médico
Úlceras orais ou nasofaríngeas,
usualmente indolores observadas pelo
médico
Não erosiva, envolvendo duas ou
mais
articulaçoes
periféricas,
caracterizadas por dor e edema ou derrame
articular
Pleurite (caracterizada por história
convincente de dor pleurítica, atrito
auscultado pelo médico ou evidência de
derrame
pleural),
ou
pericardite
(documentado por eletrocardiograma,
atrito ou evidência de derrame pericárdico)
Proteinúria persistente (>0,5g/dia ou
3+) ou cilindrúria anormal
Convulsão (na ausência de outra
causa) ou psicose (na ausência de outra
causa)
Anemia hemolítica ou leucopenia
(menor que 4000/mm3 em duas ou mais
ocasiões) ou linfopenia (menor que
1500/mm3 em duas ou mais ocasiões) ou
plaquetopenia (menor que 100.000/mm3 na
ausência de outra causa)
Anticorpo anti-DNA nativo ou antiSm
ou
presença
de
anticorpo
antifosfolípide com base em:
níveis anormais de IgG ou IgM
anticardiolipina;
teste positivo para anticoagulante
lúpico;
teste falso-positivo para sífilis, por
no mínimo, seis meses
Título anormal de anticorpo
antinuclear
por
imunofluorescência
60
indireta ou método equivalente, em
qualquer época, e na ausência de drogas
conhecidas por estarem associadas à
síndrome do lupus induzido por drogas
61
ANEXO II - SLEDAI-2K Modificado
SLEDAI-2K Modificado
P
DESCRI
DEFINIÇÃO
ESO ÇÃO
8
Convulsã
Início recente. Excluindo causas metabólicas, infecciosas ou
o
por drogas.
8
Psicose
Habilidade alterada de realizar atividades normais devido à
grave distúrbio na percepção da realidade. Inclui alucinações,
incoerência, perda significativa de associações, conteúdo
inadequado do pensamento, pensamento ilógico,
comportamento bizarro, desorganizado ou catatônico. Exclui
uremia e drogas.
8
S.
Função mental alterada com prejuízo da orientação, memória
cerebral
ou outra função intelectual, com início e flutuações súbitas. Inclui
orgânica
alteração do nível de consciência com diminuição da capacidade de
concentração e incapacidade de sustentar atenção no meio-ambiente
associado a 2 dos seguintes: distúrbios persecutórios, discurso
incoerente, insônia ou sonolência diurna, atividade psicomotora
aumentada ou diminuída. Excluir causas infecciosas,
metabólicas ou drogas.
8
Distúrbio
Alterações retinianas do LES. Inclui corpos citóides,
visual
hemorragia retiniana,
exsudato seroso ou hemorragia na coróide, neurite ótica.
Excluir hipertensão, infecção e drogas.
8
Alteraçã
Início de neuropatia sensorial ou motora
o de par
craniano
8
Cefaléia
Cefaléia intensa e persistente podendo ser tipo enxaqueca,
lúpica
mas tem que ser resistente ao uso de narcóticos.
8
AVC
AVC novo. Exclui aterosclerose.
8
Vasculite
Ulceração, gangrena, nódulos em dedos, infartos
periungueais, hemorragias
pontuais, biópsia ou arteriografia comprovando vasculite.
4
Artrite
Mais de 2 articulações com dor e flogose.
4
Miosite
Fraqueza/ dor muscular proximal associado a aumento de
CK-T/ aldolase ou ENMG ou biópsia muscular.
4
Cilindrúr
Granular hemático ou celular de hemácias
ia
4
Hematúri
> 5 hemácias/ cp. Excluir infecção, nefrolitíase ou outra
a
causa.
4
Piúria
> 5 leucócitos/ cp. Excluir infecção.
4
Proteinúr
> 0.5 mg/ 24 hs (independente de início recente ou
ia
recorrência).
2
Nova
Erupção cutânea nova ou recorrente com sinais de
erupção
inflamação.
cutânea
2
Alopécia
Início recente ou recorrência de queda de cabelo anormal
62
2
Úlcera
mucosa
2
Pleurite
difusa ou localizada.
Início recente ou recorrência de úlceras orais ou nasais.
Dor torácica pleurítica com atrito ou derrame pleural ou
espessamento pleural.
2
Pericardi
Dor pericárdica com mais um dos seguintes: derrame, atrito
te
ou ECG, ou ECO.
1
Febre
> 38º C. Excluir infecção.
1
Tromboc
< 100.000 plaquetas/ mm3
itopenia
1
Leucope
< 3.000 leucócitos/ mm3. Excluir drogas.
nia
Escore Total: / 101
63
ANEXO III – SLICC
64
ANEXO IV – ESCALA DE SEVERIDADE DE FADIGA
65
APÊNDICE 1 – Termo de Consentimento Livre e Esclarecido
TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO (T.C.L.E)
TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO
(T.C.L.E.)
O(a) Sr.(sra.) está sendo convidado(a) a participar como voluntário(a) do estudo
“CAPACIDADE FUNCIONAL DO PACIENTE COM LÚPUS ERITEMATOSO
SISTEMICO E A SUA ASSOCIAÇÃO COM A FADIGA, PARÂMETROS CLÍNICOS
E TERAPIA MEDICAMENTOSA”, que será realizado no Ambulatório de Reumatologia do
Hospital Universitário Professor Alberto Antunes/HUPAA. Receberá dos pesquisadores
Tenildo Lopes, Vanessa Miranda Pereira Fausto, Ícaro Raphael Souza dos Santos e Thiago
Fragoso Sotero, as seguintes informações:
1. A pesquisa se destina a estudar a fadiga e os biomarcadores de Metabolômicas nos
testes de capacidade funcional em um grupo de pacientes com lúpus eritematoso sistêmico no
ambulatório de Reumatologia do Hospital Professor Alberto Antunes.
2. A importância deste estudo é a de conhecer melhor a presença de fadiga e dos
metabolitos presentes na aplicação dos testes funcionais em pacientes com Lúpus Eritematoso
Sistêmico atendidos neste serviço. Esta pesquisa é importante para que se possam estabelecer
programas de tratamento e assistência mais adequados à nossa realidade.
3.Os resultados que se desejam alcançar são os seguintes: avaliar a capacidade funcional,
verificar a presença de fadiga, verificar quais metabolitos se relacionam com a capacidade
funcional. A partir desses dados, desenvolver medidas de tratamento e prevenção. Com isso,
objetivamos reduzir os baixos índices de funcionalidade presente dentre os portadores de Lúpus
eritematoso sistêmico.
4. A coleta de dados começará em 05 de Agosto de 2022 e terminará em 30 de Março de
2023.
5. O estudo será feito da seguinte maneira: Durante a consulta de rotina com seu médico
reumatologista, serão coletadas informações sobre a sua doença e tratamento, serão realizados
exame físico, exame radiológico e coleta de sangue – semelhantes daqueles que você faria como
parte da avaliação de rotina com o seu médico. A diferença é que:
- Na coleta de sangue, avaliaremos substâncias chamadas de metabólitos que serão
utilizados como exames para avaliar a doença;
- Serão avaliados de peso e altura através de balança e estadiometro.
6. A sua participação será nas seguintes etapas: consulta médica com reumatologista com
realização de exame físico, realização de exames de sangue, medida de peso e altura.
7. A sua participação neste estudo é totalmente voluntária e a sua recusa em participar
não influenciará de nenhuma forma o relacionamento com a equipe médica que lhe assiste.
66
8. Os incômodos e possíveis riscos à sua saúde física e/ou mental são: demora no
atendimento (na sala de espera); dor no local de retirar sangue (numa veia da mão ou do
braço), além de poder apresentar um leve cansaço na execução dos testes funcionais.
9. A pesquisa trará benefícios para os avaliados em verificar o nível de funcionalidade
dos pacientes e poder demonstrar para o avaliado e o que ele precisa fazer para melhorar a sua
capacidade funcional podendo assim ter uma melhora na qualidade de vida com a detecção das
dificuldades encontradas durante a execução da pesquisa.
10.Você poderá contar com a seguinte assistência: se você precisar de algum
tratamento, ou encaminhamento devido novos achados em sua avaliação médica, ou por se
sentir prejudicado por causa da pesquisa, você será encaminhado (a) para ambulatórios
específicos do Hospital Universitário Professor Alberto Antunes, de acordo com o fluxo de
marcação do mesmo.
11.Você será informado(a) do resultado final do projeto e sempre que desejar, serão
fornecidos esclarecimentos sobre cada uma das etapas do estudo.
12.A qualquer momento, você poderá recusar a continuar participando do estudo e,
também, que poderá retirar seu consentimento, sem que isso lhe traga qualquer penalidade ou
prejuízo.
13.As informações conseguidas através da sua participação não permitirão a
identificação da sua pessoa, exceto para a equipe de pesquisa, e que a divulgação das
mencionadas informações só será feita entre os profissionais estudiosos do assunto após a sua
autorização. Os dados apresentados publicamente serão sempre analisados no conjunto de
todos os pacientes, sem identificação de nenhum dos participantes do estudo.
14.O estudo não acarretará nenhuma despesa para você.
15. Você será indenizado(a) por qualquer dano que venha a sofrer com a sua participação
na pesquisa (nexo causal)., desde que seja relacionado a prejuízos advindos dos procedimentos
que serão realizados.
16. Você receberá uma via do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido assinado por
todos.
Endereço d(os,as) responsáve(l,is) pela pesquisa (OBRIGATÓRIO):
Instituição: Hospital Universitário Professor Alberto Antunes – UFAL
Endereço: Avenida Lourival Melo Mota, s/n, Cidade Universitária
Cidade/CEP: Maceió – AL CEP 57072900 Telefone: (82) 3202-3800
Ponto de referência: Ao lado da universidade Federal de Alagoas - UFAL
67
O Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) é um colegiado interdisciplinar e independente,
que deve existir nas instituições que realizam pesquisas envolvendo seres humanos no
Brasil, foi criado para defender os interesses dos sujeitos em sua integridade e dignidade e
para contribuir no desenvolvimento da pesquisa dentro dos padrões éticos (Resolução nº
466, de 12 de dezembro de 2012). O CEP é responsável pela avaliação e acompanhamento
dos aspectos éticos de todas as pesquisas envolvendo seres humanos. Este papel está bem
estabelecido nas diversas diretrizes éticas internacionais (Declaração de Helsinque,
Diretrizes Internacionais para as Pesquisas Biomédicas envolvendo Seres Humanos –
CIOMS) e Brasileiras (Resolução CNS 196/96, Resolução CNS 466/12 e complementares),
diretrizes estas que ressaltam a necessidade de revisão ética e científica das pesquisas
envolvendo seres humanos, visando a salvaguardar a dignidade, os direitos, a segurança e o
bem-estar do sujeito da pesquisa. Além disso, o CEP contribui para a qualidade das
pesquisas e para a discussão do papel da pesquisa no desenvolvimento social da
comunidade. Contribui ainda para a valorização do pesquisador que recebe o
reconhecimento de que sua proposta é eticamente adequada. Desta maneira e de acordo com
a Resolução CNS 466/12, “pesquisas envolvendo seres humanos devem ser submetidas à
apreciação do Sistema CEP/CONEP, que, ao analisar e decidir, se torna corresponsável por
garantir a proteção dos participantes."
ATENÇÃO: O Comitê de Ética da UFAL analisou e aprovou este projeto de pesquisa. Para
obter mais informações a respeito deste projeto de pesquisa, informar ocorrências
irregulares ou danosas durante a sua participação no estudo, dirija se ao: Comitê de Ética
em Pesquisa da Universidade Federal de Alagoas- Prédio do Centro de Interesse
Comunitário (CIC), Térreo, Campus A. C. Simões, Cidade Universitária. Telefone: 32141041 Horário de Atendimento: das 8:00 as 12:00hs. E-mail:comitedeeticaufal@gmail.com.
Finalmente, tendo eu compreendido perfeitamente tudo o que me foi informado sobre a
minha participação no mencionado estudo e, estando consciente dos meus direitos, das minhas
responsabilidades, dos riscos e dos benefícios que a minha participação implica, concordo em
participar da pesquisa e, para tanto eu DOU O MEU CONSENTIMENTO SEM QUE PARA
ISSO EU TENHA SIDO FORÇADO(A) OU OBRIGADO(A).
Maceió, ________ de ______________________ de __________.
_________________________________________
Assinatura ou impressão datiloscópica do(a) voluntário(a)
(rubricar as demais folhas)
_________________________________________
Assinatura do responsável pelo Estudo
(rubricar as demais folhas)
68
APÊNDICE 2 – Questionário semiestruturado
1. IDENTIFICAÇÃO:
Nome(iniciais):
Data de nascimento: _____/____/__________ Idade: ___________________
Sexo: ( ) Masculino ( ) Feminino
Cor: ( ) Branco ( ) Preto ( ) Pardo ( ) Amarelo
Estado civil: ( ) solteiro ( ) casado/ união estável ( ) viúvo ( ) divorciado (
) outros
Escolaridade em anos de estudo:__________________
Situação ocupacional: ( ) ativo com renda ( ) inativo com renda (aposentadoria/
pensão) ( ) ativo sem renda ( ) inativo/ desempregado ( ) dona de casa/ estudante
Grau de Instrução: ________________________________________________
Profissão:_______________________________________________________
Naturalidade: _______________________ Procedência__________________
2. DADOS CLÍNICOS
Doença (diagnóstico) : ( ) artrite reumatoide
( ) lúpus eritematoso sistêmico
Data do diagnóstico da doença:____/___/_____
Hipertensão arterial sistêmica ( ) sim ( ) não
Diabetes mellitus ( ) sim ( ) não
Tabagismo: ( ) sim ( ) não
Etilismo: ( ) sim ( ) não
Medicamentos em uso:
Glicocorticoide ( ) sim ( ) não Dose __________
69
Hidroxicloroquina ( ) sim ( ) não
Imunobiológico ( ) sim ( ) não
Metotrexato ( ) sim ( ) não
Azatioprina ( ) sim ( ) não
Micofenolato de mofetil ( ) sim ( ) não
Colicalciferol ( ) sim ( ) não
Alendronato ( ) sim ( ) não
Antihipertensivos ( ) sim ( ) não
Antidiabéticos ( ) sim ( ) não
3. EXAME FÍSICO e AVALIAÇÃO ANTROPROMÉTRICA
Número de articulações dolorosas:_____________________
Número de articulações edemaciadas_________________
Medida de pressão arterial_____________________
Altura___________________________cm
Peso___________________________Kg
IMC____________________________Kg/m²
