Dissertação - Lucas Novais.pdf

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                    UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS
FACULDADE DE MEDICINA
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS MÉDICAS

Lucas Novais Bomfim

ACHADOS TOMOGRÁFICOS DO TÓRAX EM DOENTES COM
COVID-19 E ASSOCIAÇÃO COM OS ESTÁGIOS EVOLUTIVOS
TEMPORAIS

Maceió
2021

LUCAS NOVAIS BOMFIM

ACHADOS TOMOGRÁFICOS DO TÓRAX EM DOENTES COM COVID-19 E
ASSOCIAÇÃO COM OS ESTÁGIOS EVOLUTIVOS TEMPORAIS

Dissertação apresentada ao Programa de Pósgraduação em Ciências Médicas da
Universidade Federal de Alagoas - UFAL
como parte das exigências para a obtenção do
título de Mestre em Ciências Médicas.
Área de Concentração: Estudos clínicos e
laboratoriais em Ciências Médicas
Orientadora: Profa. Dra. Michelle Jacintha
Cavalcante Oliveira

Maceió
2021

Folha de Aprovação

Lucas Novais Bomfim

ACHADOS TOMOGRÁFICOS DO TÓRAX EM DOENTES COM COVID-19 E
ASSOCIAÇÃO COM OS ESTÁGIOS EVOLUTIVOS TEMPORAIS
Dissertação submetida ao corpo docente do
Programa de Pós-Graduação em Ciências
Médicas da Universidade Federal de Alagoas
e aprovada em 22.09.2021.

________________________________________________
Michelle Jacintha Cavalcante Oliveira
Universidade Federal de Alagoas / Faculdade de Medicina
Orientadora

Banca Examinadora:

_______________________________________________
Geraldo Bezerra da Silva Júnior
Universidade de Fortaleza
Examinador externo

________________________________________________
Samir Buanain Kassar
Universidade Federal de Alagoas / Faculdade de Medicina
Examinador interno

________________________________________________
Célia Maria Silva Pedrosa
Universidade Federal de Alagoas / Faculdade de Medicina
Examinador interno

Catalogação na Fonte
Universidade Federal de Alagoas
Biblioteca Central
Divisão de Tratamento Técnico
Bibliotecário: Marcelino de Carvalho Freitas Neto – CRB-4 – 1767
B695a

Bomfim, Lucas Novais.
Achados tomográficos do tórax em doentes com COVID-19 e associação
com os estágios evolutivos temporais / Lucas Novais Bomfim. – 2021.
53 f. : il.
Orientadora: Michelle Jacintha Cavalcante Oliveira.
Dissertação (Mestrado em Ciências Médicas) – Universidade Federal de
Alagoas. Faculdade de Medicina. Programa de Pós-Graduação em Ciências
Médicas. Maceió.
Inclui produtos educacionais.
Bibliografia: f. 45-47.
Apêndices: f. 48-49.
Anexos: f. 50-53.
1. Coronavírus. 2. COVID-19. 3. Tomografia computadorizada do tórax. 4.
Pandemia. I. Título.
CDU: 61:578.834

Dedico essa dissertação à minha família, em
especial aos meus pais, Aparecida e Otacílio
Bomfim, e à minha querida esposa, Lívia
Bomfim. O amor de vocês me deu a força
necessária para chegar até aqui.

AGRADECIMENTOS

A Deus, pela dádiva da saúde e da vida para conseguir alcançar os meus objetivos.
À minha esposa, que compartilha comigo todos os momentos e que comemora minhas
vitórias e me consola nas minhas derrotas.
À minha família: mãe, pai, irmãos, sobrinhas, sogro(a), cunhados(as), tios(as) e
primos(as), pelo apoio diário para o meu crescimento pessoal e profissional.
À minha orientadora Profa. Dra. Michelle, por sua dedicação incansável e por
acreditar nesse projeto, nesse orientando e por toda a paciência e sensibilidade demonstrada
durante esse processo.
À Universidade Federal de Alagoas e ao Programa de Pós-graduação em Ciências
Médicas, por oferecer possibilidade de enriquecimento curricular para os seus docentes e
discentes.
À Unimed Maceió, em especial ao Hospital Unimed Maceió, por apoiar e incentivar
esse projeto bem como fornecer estrutura física e tecnológica para produção científica.
A todos que fazem parte da Angioneuro e Rivelare, por todo apoio nesse processo.
Aos discentes da Universidade Federal de Alagoas, que participaram ativamente nesse
projeto, em especial a Carine e Will.
Aos meus amigos, por compartilharem momentos, em especial a Luana Barros, por me
representar nas atividades profissionais nas minhas ausências.

RESUMO

A infecção pelo novo coronavírus (Covid-19) foi considerada uma pandemia e vem trazendo
grandes avanços nas pesquisas mundialmente. O diagnóstico preciso é realizado pelo RTPCR, porém a tomografia computadorizada (TC) do tórax vem auxiliando no diagnóstico
precoce de alterações pulmonares e colabora na avaliação da gravidade do paciente. Os
estudos são necessários para entender a fisiopatologia da doença e oferecer o melhor
tratamento para os pacientes acometidos. O objetivo principal desse estudo foi descrever os
achados encontrados nas TC em pacientes confirmados pela infecção da Covid-19 e
correlacionar com os estágios evolutivos da doença. Trata-se de um estudo analítico
observacional do tipo coorte histórico, realizado em um hospital privado na cidade de
Maceió/AL, Brasil, com pacientes ambulatoriais provenientes da urgência/emergência e
internados. A amostra final foi de 390 pacientes com RT-PCR positivo para Covid-19 com
exames laboratoriais e TC disponíveis. Os sintomas iniciais mais frequentes foram: tosse seca
(66,9%), febre (59%), dispneia (45,6%) e cefaleia (45,1%), e as comorbidades mais
encontradas foram: hipertensão arterial sistêmica (66,5%), diabetes mellitus (34,9%),
obesidade (32,1%), cardiopatia (18,1%) e asma (9,3%). Foram encontradas 86 (22%)
tomografias normais, sendo essas mais frequentes nos períodos iniciais da doença, onde 34%
dos pacientes com menos de 3 dias do início dos sintomas apresentaram TC normais,
demonstrando a importância da realização do exame no período adequado. Dentre os exames
alterados, a opacidade com atenuação em vidro fosco foi a alteração mais encontrada (99%).
Houve associação significativa entre maior idade, comorbidades, acometimento pulmonar
presente, opacidades com atenuação em vidro fosco, pavimentação em mosaico e percentual
de acometimento pulmonar com óbito. Na análise evolutiva temporal da doença, houve
associação significativa com dados laboratoriais (PCR e plaquetas), vidro fosco e
pavimentação em mosaico com o estágio evolutivo em relação aos dias do início dos
sintomas. A Covid-19 é uma patologia nova e ainda pouco conhecida, o que reforça a
necessidade de estudos aprofundados e detalhados sobre a sua evolução temporal bem como
sua correlação clínico, laboratorial e imaginológica, visando oferecer ao paciente um
atendimento multiprofissional de qualidade, aumentando as chances de recuperação.

Palavras-chave: Coronavírus. Covid-19. Tomografia computadorizada do tórax. Pandemia.

ABSTRACT

Covid-19 infection was considered a pandemic and has brought great advances in research
worldwide. Accurate diagnosis is performed by RT-PCR, but computed tomography (CT) of
the chest has helped in the early diagnosis of pulmonary alterations and collaborates in the
assessment of the patient's severity. Studies are needed to understand the pathophysiology of
the disease and offer the best treatment for affected patients. The main objective of this study
was to correlate the main clinical, laboratory and CT imaging changes in patients confirmed
by SARS-COV-2 infection. Observational analytical study of the historical cohort type
carried out in a private hospital in the city of Maceió, Alagoas, Brazil. The final sample
consisted of 390 patients with positive RT-PCR for Covid-19 with laboratory tests and CT
available. The most frequent initial symptoms were cough (66,9%), fever (59%), dyspnea
(45,6%) and headache (45,1%), and the most common comorbidities were systemic arterial
hypertension (66, 5%), diabetes mellitus (34,9%), obesity (32,1%), heart disease (18,1%) and
asthma (9,3%). Were found 22% normal CT scans, being more frequent in the initial periods
of the disease, with 34% of CT scans being normal until the 3rd day of the onset of
symptoms, demonstrating the importance of performing the exam in the appropriate period.
Of the altered exams, opacity with ground-glass attenuation was the most found (99%). There
was a significant association between older age, comorbidities, positive tomographic findings,
opacities with ground-glass attenuation, mosaic paving and percentage of pulmonary
involvement with death. In the temporal evolutionary analysis of the disease, there was a
significant association with laboratory data (CRP and platelets), ground glass and mosaic
paving with the evolutionary stage in relation to the days of symptom onset. Covid-19 is a
relatively new and still little-known pathology, which reinforces the need for in-depth and
detailed studies on its temporal evolution, as well as its clinical, laboratory and imaging
correlation, aiming to offer the patient a quality multidisciplinary care, increasing the chances
of recovery.

Keywords: Coronavirus. Covid-19. Computed tomography of the chest. Pandemic.

LISTA DE ILUSTRAÇÕES
Figura 1 – Fluxograma da amostra dos participantes selecionados.......................................... 20
Figura 2 – Achados tomográficos relacionados à infecção pela Covid-19 .............................. 28
Tabela 1 – Características demográficas da amostra, sintomas iniciais e comorbidades
separados por fases evolutivas................................................................................ 27
Tabela 2 – Características dos achados tomográficos e desfecho clínico ................................ 29
Tabela 3 – Associação entre achados tomográficos e estágios evolutivos ............................... 32
Tabela 4 – Comorbidades e correlação com o desfecho clínico............................................... 33
Tabela 5 – Achados encontrados nas tomografias de pacientes positivos para
Covid-19 e correlação com o desfecho clínico ....................................................... 34
Tabela 6 – Associação entre percentual de acometimento pulmonar e óbito ........................... 34

LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS

CEP/UFAL
CIVD
Covid-19
DM
DP
ECA
HAS
LDH
MS
OMS
PCR
RT-PCR
SARS-CoV-2
SDRA
SBAC
TC
UTI
VM

Comité de ética e pesquisa da Universidade Federal de
Alagoas
Coagulação intravascular disseminada
Coronavírus 19
Diabetes mellitus
Desvio Padrão
Enzima Conversora de Angiotensina
Hipertensão arterial sistêmica
Desidrogenase lática
Ministério da Saúde do Brasil
Organização Mundial de Saúde
Proteína C reativa
Reação de transcriptase reversa seguida de reação em
cadeia da polimerase
Síndrome Respiratória Aguda Severa causada pelo
Coronavírus 19 (Covid-19)
Síndrome do Desconforto Respiratório Agudo
Sociedade Brasileira de Análises Clínicas
Tomografia computadorizada
Unidade de terapia intensiva
Ventilação mecânica

SUMÁRIO
1 INTRODUÇÃO ................................................................................................................... 12
1.1 OBJETIVOS ....................................................................................................................... 13
1.1.1 Objetivo geral................................................................................................................. 13
1.1.2 Objetivos específicos ...................................................................................................... 13
2 REVISÃO DE LITERATURA ........................................................................................... 14
2.1 EPIDEMIOLOGIA DA COVID-19 ................................................................................... 14
2.1.1 Características clínicas .................................................................................................. 14
2.1.2 Diagnóstico ..................................................................................................................... 15
2.1.3 Tomografia computadorizada (TC) ............................................................................. 16
2.1.4 Estágios evolutivos x tomografia de tórax ................................................................... 18
3 METODOLOGIA................................................................................................................ 19
3.1 TIPO DE ESTUDO ............................................................................................................ 19
3.2 LOCAL DA COLETA DE DADOS .................................................................................. 19
3.3 AMOSTRA ......................................................................................................................... 19
3.3.1 Critérios de inclusão ...................................................................................................... 20
3.3.2 Critérios de exclusão ..................................................................................................... 20
3.4 COLETA DOS DADOS ..................................................................................................... 21
3.5 ANÁLISE TOMOGRÁFICA ............................................................................................. 21
3.6 ANÁLISE DOS DADOS ................................................................................................... 22
4 PRODUTOS ......................................................................................................................... 23
4.1 ACHADOS TOMOGRÁFICOS DO TÓRAX EM DOENTES COMA COVID-19 E
ASSOCIAÇÃO COM OS ESTÁGIOS EVOLUTIVOS TEMPORAIS - SUBMETIDO AO
THE BRAZILIAN JOURNAL OF INFECTIUS DISEASES. ................................................ 23
5 CONCLUSÕES .................................................................................................................... 42
6 LIMITAÇÕES E PERSPECTIVAS .................................................................................. 43
7 REFERÊNCIAS................................................................................................................... 44
APÊNDICES ........................................................................................................................... 48
ANEXOS.................................................................................................................................. 50

12

1 INTRODUÇÃO

As pandemias são situações em que uma doença infecciosa ameaça simultaneamente
muitas pessoas pelo mundo, impondo, pelo tempo em que duram, novas regras e hábitos
sociais para a população mundial e mobilizações de diversas naturezas para suas contenções
(TRENTINI et al, 2020). Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), o surto
da Covid-19 iniciou-se na China em dezembro de 2019. Com a disseminação da doença para
diversos países e continentes, a OMS elevou-a em fevereiro de 2020 do patamar de surto para
pandemia, sendo confirmados mais de 219 milhões de casos no mundo até setembro de 2021
(WHO, 2021). No Brasil, o primeiro caso da doença foi notificado em 25 de fevereiro de 2020
e o número de acometidos pelo vírus tem crescido, desde então, gradativamente (BRASIL,
2021).
A pandemia do Coronavírus 19 (Covid-19) vem trazendo grandes avanços nas
pesquisas na área médica mundialmente, com uma crescente busca por métodos diagnósticos
mais adequados, tratamentos eficazes e métodos preventivos, como a vacinação, por exemplo.
O diagnóstico preciso da infecção pela Covid-19 é realizado pelo exame laboratorial
conhecido como RCT-PCR, que analisa a presença do vírus nas cavidades nasal e oral
(BRASIL, 2021). A tomografia computadorizada do tórax vem auxiliando no diagnóstico
precoce de alterações pulmonares decorrentes da Covid-19 e colabora com a equipe
multiprofissional na avaliação da gravidade do paciente, favorecendo uma condução mais
adequada para cada situação.
A Covid-19 apresenta-se com espectro clínico variável, desde quadros assintomáticos
até formas com acometimento multissistêmico, que podem ser mais graves, sendo
caracterizadas por inflamações desencadeadas pelo organismo na tentativa de defesa contra o
vírus.
A ação do novo coronavírus (Covid-19) nos pulmões de pacientes que desenvolvem
pneumonia viral é grave. A velocidade de propagação dos danos, com lesões multifocais e por
vezes extensas, é um dado relevante.
Os exames de imagem impressionam e são importantes para ajudar a detectar e
acompanhar a evolução dos quadros clínicos, necessidade de ventilação mecânica nos casos
mais graves e a resposta aos tratamentos. Por isso, é extremamente importante a correlação
clínico-radiológica para tentar entender a fisiopatologia da doença bem como o seu
comportamento no comprometimento pulmonar.

13

1.1 OBJETIVOS

1.1.1 Objetivo geral
•

Analisar os achados encontrados nas tomografias de tórax de pacientes
confirmados com Covid-19 por meio do RT-PCR e correlacionar com os estágios
evolutivos da doença.

1.1.2 Objetivos específicos
•

Analisar os principais sintomas iniciais e comorbidades dos pacientes confirmados
pela infecção da Covid-19.

•

Correlacionar os dados laboratoriais com os estágios evolutivos da doença.

•

Identificar o desfecho clínico dos pacientes e correlacionar com os achados
tomográficos.

14

2 REVISÃO DE LITERATURA

2.1 EPIDEMIOLOGIA DA COVID-19

No final de 2019, um novo tipo de coronavírus (Covid-19) foi detectado pela primeira
vez em Wuhan, na China, responsável pela Covid-19, uma doença de implicações
respiratórias severas com alta capacidade de transmissão entre humanos (BRASIL, 2021).
Observou-se que esse novo vírus SARS-CoV-2 possuía algumas partes idênticas aos
de outras duas cepas de coronavírus (Coronavírus da Síndrome Respiratória Aguda
Grave/SARS-CoV e da Síndrome Respiratória do Oriente Médio Coronavírus/MERS-CoV).
O coronavírus é membro da família coronaviridae e subfamília coronavirinae, que consiste
em

quatro

gêneros:

alphacoronavirus,

betacoronavirus,

gammacoronavirus

e

deltacoronavirus8. O SARS-CoV-2 pertence ao gênero betacoronavirus (CHAKRABORTY
et al, 2020).
Com a disseminação da doença para diversos países e continentes, a OMS elevou-a em
fevereiro de 2020 do patamar de surto para pandemia, sendo confirmados mais de 163
milhões de casos no mundo até maio de 2021 (WHO, 2021). No Brasil, os números não são
otimistas e a doença conta com mais de 15,7 milhões de casos confirmados e mais de 437 mil
mortes até maio do presente ano (BRASIL, 2021).

2.1.1 Características clínicas

Clinicamente, os sintomas variam desde infecções assintomáticas a quadros graves.
Segundo o Ministério da Saúde (MS), o tempo entre a exposição à Covid-19 e o momento em
que os sintomas aparecem é geralmente de cinco a seis dias, mas pode variar de 1 a 14 dias.
No início do quadro infeccioso, há invasão viral mediante os receptores da Enzima
Conversora de Angiotensina (ECA) (abundantes nos capilares pulmonares) e replicação.
Nessa fase, as manifestações sistêmicas e respiratórias são leves e decorrentes da ação direta
do próprio vírus, caracterizando 80% dos casos, os quais evoluem benignamente. Os 20%
restantes podem necessitar de assistência hospitalar ao evoluir para uma fase intermediária, na
qual há uma resposta imune que conduz a uma inflamação pulmonar e pneumonia viral, ou
ainda para uma fase tardia com resposta inflamatória sistêmica acentuada e grave

15

comprometimento pulmonar, sendo a Síndrome do Desconforto Respiratório Agudo (SDRA)
a principal complicação (GORDO et al, 2020)
Os sintomas iniciais mais comuns da Covid-19 são febre, dispneia e tosse seca. Alguns
pacientes podem apresentar dores, congestão nasal, cefaleia, conjuntivite, odinofagia, diarreia,
ageusia, anosmia e erupção cutânea, porém esses são inespecíficos, começando de forma leve
e gradual (BRASIL, 2021).

2.1.2 Diagnóstico

Devido à alta capacidade de transmissibilidade do vírus e seu consequente impacto nos
sistemas de saúde, é fundamental a utilização de ferramentas diagnósticas tanto para a
identificação inicial dos casos bem como para o acompanhamento da evolução clínica
daqueles que progridem insatisfatoriamente. O diagnóstico pode ser clínico, mediante
investigação de sinais e sintomas, porém estes podem variar de acordo com a faixa etária do
paciente e são muitas vezes inespecíficos. Nesse cenário, destaca-se a importância dos testes
laboratoriais, notadamente o RT-PCR em tempo real, capaz de detectar geralmente até o
oitavo dia do início dos sintomas o material genético viral em amostras de secreções
nasofaríngeas do doente. Ademais, existem testes de detecção de anticorpos IgG e IgM contra
o vírus que possibilitam a presunção de infecção passada ou em curso, respectivamente
(BRASIL, 2021).
Adicionalmente, é possível lançar mão de exames laboratoriais durante o transcorrer
do processo patológico com intuito de acompanhar a progressão da doença e estimar a
possibilidade de complicações. Segundo a Sociedade Brasileira de Análises Clínicas (SBAC,
2021), as alterações laboratoriais mais frequentes são linfocitopenia, aumento da PCR,
aumento de desidrogenase lática (LDH), aumento de D-dímero, bem como alguns dados
hematológicos que podem servir como acompanhamento e progressão da doença, como
leucocitose, neutrofilia, trombocitopenia e piora da linfocitopenia. Ainda segundo a SBAC, os
testes de coagulação são muito importantes e devem ser analisados como possíveis preditores
da gravidade da doença, além de reforçarem a possibilidade da Coagulação Intravascular
Disseminada (CIVD) como uma das complicações mais graves na infecção pela Covid-19.
Apesar disso, são necessários mais estudos para reconhecer quais possíveis alterações
laboratoriais causadas pela Covid-19 podem auxiliar como método diagnóstico e até mesmo
prognóstico da doença.

16

Vários estudos relataram que parâmetros bioquímicos, como a proteína C reativa
(PCR), procalcitonina (PCT), lactato desidrogenase (LDH) e ferritina estão associados à
gravidade e ao prognóstico de Covid-19, bem como o aumento nos marcadores de inflamação
e nos reagentes de fase aguda estão relacionados à tempestade de citocinas que causa a
maioria das lesões parenquimatosas em órgãos vitais (GHANI, 2020)

2.1.3 Tomografia computadorizada (TC)

Os exames radiológicos têm papel crucial no diagnóstico das pneumonias, inclusive
nas virais como a Covid-19. No entanto, as alterações do exame de imagem são bastante
inespecíficas e semelhantes às provocadas por outras infecções virais, como a influenza
(FARIAS et al, 2020). A radiografia simples do tórax apesar de sua praticidade e baixo custo,
mostra-se pouco sensível às alterações, já a tomografia computadorizada (TC), ainda que
pouco específica, é bastante sensível e capaz de identificar precocemente os achados mais
comuns (BAO et al, 2020).
No início da pandemia da Covid-19, os testes diagnósticos laboratoriais do tipo RTPCR eram escassos, caros e bastante disputados comercialmente, sendo de difícil acesso em
todo mundo, inclusive no Brasil. Por esse motivo, a tomografia computadorizada (TC) de
tórax sempre foi a protagonista desse processo, e várias sociedades radiológicas foram
eficientes na divulgação de consensos sobre o uso de métodos de imagem para o diagnóstico
de Covid-19 (MONTEIRO et al, 2021). A tomografia é um exame de imagem considerado
como sendo não invasivo, disponível, com custo relativamente baixo, de rápida realização e
avaliação.
Os achados mais comuns da Covid-19 na TC relatados na literatura são:
a) opacidades em vidro fosco;
b) consolidação;
c) pavimentação em mosaico;
d) opacidades reticulares;
e) sinal do halo invertido;
f) e espessamento pleural (CHATE et al, 2020).
Menos comumente, podem ser encontrados também:
a) derrame pleural e pericárdico;

17

b) linfonodomegalias;
c) dilatações vasculares;
d) nódulos pulmonares;
e) e alterações de vias aéreas (CHATE et al, 2020).

Opacidades em vidro fosco são as alterações mais comuns (57% a 98%) e precoces
identificadas, em geral apresentam distribuição preferencial bilateral e simétrica com
predomínio em regiões basais posteriores. Correspondem a um aumento da densidade relativa
do parênquima devido ao preenchimento parcial dos espaços aéreos. Nela permanecem
visíveis os contornos dos vasos e vias aéreas (SILVA et al, 2010).
As consolidações ocorrem em várias patologias pulmonares e representam o
preenchimento completo alveolar por diversos tipos de substâncias, como sangue, transudato,
exsudato, células tumorais, entre outras. Na Covid-19 podem estar presentes em até 64% dos
casos e, geralmente, surgem em fases mais avançadas de organização do processo
inflamatório, associadas às demais anormalidades (SILVA et al, 2010; MEIRELLES, 2020).
Pavimentação em mosaico pode estar presente, notadamente, na fase de pico da
doença. São caracterizadas por sobreposição de opacidades em vidro fosco e espessamento
dos septos intra e interlobulares, com delimitação bem definida de áreas comprometidas e de
parênquima normal. O sinal do halo invertido é mais raro (até 4%), aparecendo em fases
tardias do processo de organização. Pode ser definido como uma área de opacificação em
vidro fosco, circundada por consolidação (MEIRELLES, 2020).
As opacidades reticulares denotam um padrão intersticial e se apresentam com aspecto
de linha ou rede devido ao espessamento dos septos inter e intralobulares. Podem ser
encontradas em até 48% dos doentes, usualmente em fases mais avançadas e em indivíduos
mais idosos. Por fim, nódulos também podem ser visualizados e caracterizam-se por
atenuação de aspecto arredondado, com a possibilidade de envolvimento adjacente em vidro
fosco (FARIAS et al, 2020).
Segundo Chate et al (2020), muitos artigos relatam achados de alteração na tomografia
em pacientes com Covid-19 mesmo em pacientes com RT-PCR negativo, despertando o
interesse da TC no cenário clínico atual. Assim, apesar de todos os registros já encontrados na
literatura, percebe-se que a doença causada pela Covid-19 ainda se encontra com
manifestações muitas vezes inespecíficas e semelhantes a outros tipos de doenças, por isso a
importância de constantes estudos sobre o aparecimento de alterações clínico-laboratoriais,

18

principalmente, alterações de imagem na TC para orientar de maneira mais direta os
profissionais de saúde, especialmente por ser uma doença de caráter de urgência.

2.1.4 Estágios evolutivos x tomografia de tórax

A literatura separa a evolução temporal da infecção pela Covid-19 em estágios, onde
as alterações tomográficas podem variar. Em alguns artigos, ocorre a separação em estágio
inicial precoce que ocorre até o 3º/4º dia do início dos sintomas; estágio de progressão que
ocorre entre o 4º/5º e o 7º/8º dia do início dos sintomas; estágio de consolidação que ocorre
entre o 8º/9º; e o 13°/14º dias do aparecimento das manifestações clínicas; e o estágio de
dissipação que ocorre em cerca de 2 a 3 semanas do início da sintomatologia do paciente (LI
et al, 2020; BERNHEIM et al, 2020; PAN et al 2019).
Outros artigos demonstram um período em que ocorre um aumento significativo das
alterações pulmonares, sendo denominado de estágio de pico, que ocorre entre o 6º e o 11º dia
do início dos sintomas (WANG et al, 2020).

19

3 METODOLOGIA

3.1 TIPO DE ESTUDO

Trata-se de um estudo analítico observacional do tipo coorte histórico, aprovado pelo
CEP/UFAL (CAAE: 40033520.2.0000.5013) seguindo as Resoluções nº 466/2016 e 510/2016
do Conselho Nacional de Saúde, com isenção da assinatura do Termo de Consentimento Livre
e Esclarecido.

3.2 LOCAL DA COLETA DE DADOS
Hospital privado terciário de médio porte no munícipio de Maceió – AL (Brasil) –
Hospital Unimed Maceió, com aproximadamente 70 leitos. É considerado um dos 4 maiores
hospitais privados do estado.

3.3 AMOSTRA

Segundo o boletim epidemiológico do Estado de Alagoas, registrou-se um total de
104.818 casos confirmados do novo coronavírus até dezembro de 2020. Com base do número
de casos do Estado de Alagoas (104.818), foi calculado o N estimado em 383 pacientes,
através de fórmulas específicas (disponível em https://comentto.com/calculadora-amostral/),
para conseguir uma análise estatística significante, com uma margem de erro de 5% e
confiabilidade de 95%. A amostragem foi do tipo não probabilística por conveniência.
O Hospital Unimed Maceió possui um cadastro com 3456 pacientes confirmados para
a infecção com Covid-19 por meio do RT-PCR nos meses de março a dezembro de 2020.
Todos esses pacientes realizaram o exame de RT-PCR no próprio hospital e neles estão
incluídos pacientes ambulatoriais provenientes da urgência/emergência e internados. Desses,
apenas 1568 possuem exames de tomografia no banco de imagens. Desses 1568, foram
selecionados 430 pacientes de forma randômica e respeitando a proporcionalidade mensal de
casos, porém, 40 foram excluídos pela idade (06), por dados laboratoriais incompletos (32) e
por não terem disponíveis exames de imagem (tomografia) (02), totalizando um número de
390 pacientes analisados, conforme a figura 1.

20

Figura 1 – Fluxograma da amostra dos participantes selecionados

Fonte: Elaborada pelo autor, 2021.

3.3.1 Critérios de inclusão

Foram incluídos todos os pacientes confirmados para a Covid-19 pelo exame de RTPCR positivo que foram atendidos no Hospital Unimed nos meses de março a dezembro de
2020.

3.3.2 Critérios de exclusão

Foram excluídos os pacientes com menos de 18 anos, os que não possuíam exames de
imagem (TC) e os com ausência de dados clínicos registrados em prontuário médico ou
registro de exames laboratoriais incompletos.

21

3.4 COLETA DOS DADOS

O Hospital Unimed Maceió possui um sistema de prontuário eletrônico chamado de
Smart, desenvolvido pela Pixeon®, onde são arquivadas todas as informações clínicas dos
pacientes atendidos na unidade de emergência bem como as informações laboratoriais e de
imagem, sendo acessado por meio remoto através do software SmartWeb V.20.5. Na coleta de
dados, fez-se uso desse prontuário médico eletrônico, sendo extraídas as seguintes
informações:
a) sexo do paciente (masculino ou feminino);
b) data de nascimento e consequente idade em anos;
c) data do início dos sintomas;
d) sintomas relatados pelos pacientes acometidos com Covid-19 (tosse seca,
febre, dispneia, cefaleia, mialgia, odinofagia, astenia, anosmia, ageusia, coriza,
diarreia, dor torácica, tontura, dor abdominal, tosse produtiva, conjuntivite e
erupção cutânea);
e) comorbidades dos pacientes (diabetes mellitus, obesidade, asma, doença
pulmonar obstrutiva crônica, cardiopatia, doença autoimune);
f) análise tomográfica que será descriminada no item seguinte;
g) exames laboratoriais (RT-PCR, hemograma, plaquetas, PCR, ferritina,
creatinina);
h) desfecho (sobrevivência ou óbito).

3.5 ANÁLISE TOMOGRÁFICA

As tomografias foram avaliadas por um radiologista com mais de 5 anos de
experiência em análise pulmonar, que em concordância com os laudos emitidos pela equipe
de radiologistas plantonistas do hospital, analisaram as seguintes características:
a) Acometimento pulmonar (presente ou ausente), sendo o ausente considerado
exame normal e o presente quando havia uma ou mais alterações tomográficas
relacionadas à infecção pela Covid-19 (opacidade em vidro fosco, consolidação,
pavimentação em mosaico, nódulo com sinal do halo, opacidade com sinal do halo
invertido, opacidades reticulares e fibroatelectásicas);

22

b) Foi descrito qual o achado pulmonar encontrado (opacidade em vidro fosco,
consolidação, pavimentação em mosaico, nódulo com sinal do halo, opacidade
com sinal do halo invertido, opacidades reticulares e fibroatelectásicas), com suas
características descritas na revisão bibliográfica;
c) Também se observou a presença de outras alterações torácicas, como, por
exemplo, alterações pleurais (espessamento pleural focal e derrame pleural);
d) Durante a evolução da doença, subdividimos em estágios baseados na literatura
atual, em: estágio 1 ou fase inicial (até o 3º dia do início dos sintomas), estágio 2
ou fase de progressão (entre o 4º e 7º dia do início dos sintomas), estágio 3 ou fase
de pico inflamatório (entre o 8º e o 11º dia do início dos sintomas) e, finalizando,
o estágio 4 ou fase de regressão (após o 12º dia do início dos sintomas);
e) Para finalizar, em todos os exames fez-se a classificação, através de análise visual,
do percentual de comprometimento pulmonar em: inferior a 25%, entre 25 e 50%,
entre 50 e 75% e acima de 75%.

3.6 ANÁLISE DOS DADOS

Os dados obtidos nos prontuários foram digitados em planilha construída no programa
Microsoft Excel 365. A associação entre dados categóricos foi avaliada através do teste QuiQuadrado e do teste exato de Fisher. O tamanho do efeito foi determinado pelo odds ratio
(OR), no caso das tabelas de contingência com dimensão 2x2, e pelo V de Cramer, quando
tais tabelas possuem dimensões maiores. Em casos específicos, aplicou-se, ainda, o teste de
tendência de Cochran-Armitage.
O tamanho do efeito dos testes foi interpretado de acordo com a classificação proposta
por Goss-Sampson (2020). Todas as análises aqui relatadas foram realizadas com auxílio dos
softwares JASP (JASP Team, 2020) e do ambiente software R (R Core Team, 2021).

23

4 PRODUTOS

4.1 ACHADOS TOMOGRÁFICOS DO TÓRAX EM DOENTES COM COVID-19 E
ASSOCIAÇÃO COM OS ESTÁGIOS EVOLUTIVOS TEMPORAIS - SUBMETIDO
AO THE BRAZILIAN JOURNAL OF INFECTIUS DISEASES.

4.1.1 Resumo
Introdução: A Covid-19 foi considerada uma pandemia e vem trazendo, mundialmente,
grandes avanços nas pesquisas. O diagnóstico é realizado pelo RT-PCR, porém a tomografia
computadorizada (TC) do tórax vem auxiliando no diagnóstico precoce de alterações
pulmonares e colabora na avaliação da gravidade do paciente. Os estudos são necessários para
entender a fisiopatologia da doença e oferecer o melhor tratamento para os pacientes.
Objetivo: Descrever os achados encontrados nas TC em pacientes confirmados pela infecção
da Covid-19 e correlacionar com os estágios evolutivos da doença. Métodos: Estudo analítico
observacional do tipo coorte histórico realizado em um hospital privado na cidade de
Maceió/AL, Brasil, com pacientes ambulatoriais, da urgência e internados. A amostra final foi
de 390 pacientes com RT-PCR positivo para Covid-19 com exames laboratoriais e TC de
tórax disponíveis. Resultados: Os sintomas iniciais mais frequentes foram: tosse, febre,
dispneia e cefaleia; e as comorbidades mais encontradas foram hipertensão arterial sistêmica,
diabetes mellitus e obesidade. Foram encontradas 22% de tomografias sem alterações, sendo
mais frequente nos períodos iniciais da doença, onde se observou 34% de TC normais em
pacientes com até 3 dias do início dos sintomas, demonstrando a importância da realização do
exame no período adequado. Dos exames alterados, a opacidade em vidro fosco foi a mais
encontrada. Houve associação significativa entre idade, comorbidades, acometimento
pulmonar, vidro fosco, pavimentação em mosaico e percentual de acometimento com óbito.
Na análise evolutiva temporal da doença, houve associação significativa com dados
laboratoriais (PCR e plaquetas), vidro fosco e pavimentação em mosaico com o estágio
evolutivo em relação aos dias do início dos sintomas. A Covid-19 é uma patologia nova e são
necessários estudos aprofundados e detalhados sobre a sua evolução temporal bem como sua
correlação clínica, laboratorial e imaginológica, visando oferecer ao paciente um atendimento
multiprofissional de qualidade, aumentando as chances de recuperação.

Palavras-chave: Coronavírus, Covid-19, Tomografia computadorizada do tórax.

24

4.1.2 Introdução

No final de 2019 um novo tipo de Coronavírus (Covid-19) foi detectado pela primeira
vez em Wuhan, na China, responsável pela Covid-19, uma doença de implicações
respiratórias severas com alta capacidade de transmissão entre humanos¹. Com a
disseminação da doença para diversos países e continentes, a Organização Mundial de Saúde
(OMS) elevou-a em fevereiro de 2020 do patamar de surto para pandemia, sendo confirmados
mais de 219 milhões de casos no mundo até setembro de 20212. No Brasil, os números não
são otimistas e a doença conta com mais de 21 milhões de casos confirmados e mais de 587
mil mortes até setembro do presente ano1.
A pandemia da Covid-19 vem trazendo grandes avanços nas pesquisas na área médica
mundialmente, com uma crescente busca por métodos diagnósticos mais adequados,
tratamentos eficazes e métodos preventivos, como a vacinação, por exemplo.
O diagnóstico preciso da infecção pela Covid-19 é realizado pelo exame laboratorial
conhecido como RT-PCR, que analisa a presença do vírus nas cavidades nasal e oral 1.
Os exames radiológicos têm papel crucial no diagnóstico das pneumonias, inclusive
nas virais como a Covid-19. No entanto, as alterações do exame de imagem são bastante
inespecíficas e semelhantes às provocadas por outras infecções virais, como a influenza 3. A
radiografia simples do tórax apesar de sua praticidade e baixo custo, mostra-se pouco sensível
às alterações. Já a tomografia computadorizada (TC), ainda que pouco específica, é bastante
sensível e capaz de identificar precocemente os achados mais comuns 4.
Os achados mais encontrados da Covid-19 na TC de tórax, relatados na literatura, são:
opacidades em vidro fosco, consolidação, pavimentação em mosaico, opacidades reticulares,
nódulo com sinal do halo, sinal do halo invertido e espessamento pleural. Menos comumente
encontram-se também derrame pleural e pericárdico, linfonodomegalias, dilatações
vasculares, nódulos pulmonares e alterações de vias aéreas5.
A evolução temporal dessa infecção aparentemente ocorre em estágios, por onde as
alterações tomográficas podem variar. Em alguns artigos, sucede a separação em estágio
inicial precoce, que ocorre até o 3º/4º dia do início dos sintomas, seguido por estágio de
progressão (entre o 4º/5º e o 7º/8º dia), estágio de consolidação (entre o 8º/9º a 13°/14º dia) e,
finalizando, o estágio de dissipação, que ocorre em cerca de 2 a 3 semanas do início da
sintomatologia do paciente6;7;8.

25

Outros artigos demonstram um período em que ocorre um aumento significativo das
alterações pulmonares, sendo denominado de estágio de pico, que ocorre entre o 6º e o 11º dia
do início das manifestações clínicas9.

4.1.3 Material e métodos

Trata-se de estudo analítico observacional do tipo coorte histórico com coleta de dados
realizada em um hospital privado terciário de médio porte no munícipio de Maceió/AL
(Brasil), aprovado pelo CEP/UFAL (CAAE: 40033520.2.0000.5013), seguindo as Resoluções
nº 466/2016 e 510/2016 do Conselho Nacional de Saúde, com isenção da assinatura do Termo
de Consentimento Livre e Esclarecido.
Calculou-se o N estimado em 383 pacientes, através de fórmulas específicas, com uma
margem de erro de 5% e confiabilidade de 95%. A amostragem foi do tipo não probabilística
por conveniência.
Esse hospital possui um cadastro com 3456 pacientes confirmados para a infecção
com Covid-19 por meio do RT-PCR nos meses de março a dezembro de 2020, incluindo
pacientes ambulatoriais provenientes da urgência/emergência e internados. Desses, apenas
1568 possuíam exames de tomografia no banco de imagens. Desses 1568, foram selecionados
430 pacientes de forma randômica e respeitando a proporcionalidade mensal de casos, porém,
40 foram excluídos pela idade (06), por dados laboratoriais incompletos (32) e por não terem
disponíveis exames de imagem (tomografia) (02), totalizando um número de 390 participantes
com dados analisados.
Os critérios de inclusão foram todos os pacientes confirmados para a Covid-19 pelo
exame de RT-PCR positivo, cadastrados nesse hospital, nos meses de março a dezembro de
2020. Foram excluídos os pacientes com menos de 18 anos, os que não possuíam exames de
imagem (TC), os com ausência de dados clínicos registrados em prontuário médico ou
registro de exames laboratoriais incompletos.
Os dados foram obtidos através de um sistema de prontuário eletrônico chamado de
Smart, desenvolvido pela Pixeon®, onde são arquivadas todas as informações clínicas dos
pacientes atendidos na unidade de emergência bem como as informações laboratoriais e de
imagem, sendo acessado por meio remoto através do software SmartWeb V.20.5. Na coleta de
dados, utilizou-se desse prontuário médico eletrônico para acessar informações clínicas e
epidemiológicas, bem como o desfecho (sobrevivência ou óbito).

26

As tomografias foram avaliadas por um radiologista com mais de 5 anos de
experiência em análise pulmonar, que em concordância com os laudos emitidos pela equipe
de radiologistas plantonistas do hospital, analisaram as seguintes características:
Acometimento pulmonar (presente ou ausente), sendo o ausente considerado exame normal e
o presente quando apresentava uma ou mais alterações tomográficas relacionadas à infecção
pela Covid-19 (opacidade em vidro fosco, consolidação, pavimentação em mosaico, nódulo
com sinal do halo, opacidade com sinal do halo invertido, opacidades reticulares e
fibroatelectásicas) e descrever os achados encontrados. Também se observou a presença de
outras alterações torácicas, como, por exemplo, alterações pleurais (espessamento pleural
focal e derrame pleural). Durante a evolução da doença, subdividimos em estágios baseados
na literatura atual, em: estágio 1 ou fase inicial (até o 3º dia do início dos sintomas), estágio 2
ou fase de progressão (entre o 4º e 7º dia), estágio 3 ou fase de pico inflamatório (entre o 8º e
o 11º) e, finalizando, o estágio 4 ou fase de regressão (após o 12º dia). Em todos os exames
foi feita a classificação, através de análise visual, do percentual de comprometimento
pulmonar em: inferior a 25%, entre 25 e 50%, entre 50 e 75% e acima de 75%.
Os dados obtidos nos prontuários foram digitados em planilha construída no programa
Microsoft Excel 365. A associação entre dados categóricos foi avaliada através do teste QuiQuadrado e do teste exato de Fisher. O tamanho do efeito foi determinado pelo odds ratio
(OR), no caso das tabelas de contingência com dimensão 2x2, e pelo V de Cramer, quando
tais tabelas possuem dimensões maiores. Em casos específicos, aplicou-se, ainda, o teste de
tendência de Cochran-Armitage.
O tamanho do efeito dos testes foi interpretado de acordo com a classificação proposta
por (GOSS-SAMPSON, 2020). Todas as análises aqui relatadas foram realizadas com auxílio
dos softwares JASP (JASP Team, 2020) e do ambiente software R (R Core Team, 2021).

4.1.4 Resultados

Dos 390 participantes analisados, 196 (50,26%) eram do sexo feminino e 194
(49,74%) do sexo masculino. A idade média da amostra estudada foi de 49,8±17,0. Os
sintomas iniciais mais frequentes foram: tosse seca (66,92%), febre (58,97%) e dispneia
(45,64%). Dentre os participantes, 55,82% tinham uma ou mais comorbidades, sendo as mais
frequentes: hipertensão arterial sistêmica (HAS), diabetes mellitus (DM), obesidade,
cardiopatia e asma.

27

Ao subdividir a amostra nas fases evolutivas, encontraram-se os seguintes dados
relatados na Tabela 1.

Tabela 1 – Características demográficas da amostra, sintomas iniciais e comorbidades
separados por fases evolutivas

n (%)
Idade, média (D.P)
Óbitos
Sobreviventes
Gênero, n(%)
Feminino
Masculino
Sintomas iniciais, n(%)
Tosse Seca
Febre
Dispneia
Cefaleia
Mialgia
Odinofagia
Astenia
Anosmia
Augesia
Coriza
Diarreia
Dor torácica
Tontura
Dor abdominal
Tosse produtiva
Conjutivite
Erupção cutânea
Sem comorbidades, n(%)
Com comorbidades, n(%)
Hipertensão arterial
Diabetes Mellitus
Obesidade
Cardiopatia
Asma
Imunosupressão
DPOC

Fase 1

Fase 2

Fase 3

Fase 4

110 (28,20)
51,94 (19,35)
71,78 (10,15)
50,17 (19,00)

177 (45,38)
48,96 (16,10)
70,71 (12,68)
47,09 (14,98)

74 (18,97)
48,62 (15,65)
64,50 (10,61)
48,18 (15,59)

29 (74,36)
50,62 (16,43)
74,00 (*)
49,79 (16,09)

57 (51,82)
53 (48,18)

90 (50,85)
87 (49,15)

35 (47,30)
39 (52,70)

14 (48,28)
15 (51,72)

65 (59,09)
65 (59,09)
45 (40,91)
46 (41,82)
34 (30,91)
43 (39,09)
34 (30,91)
23 (20,91)
22 (20,00)
27 (24,55)
15 (13,64)
17 (15,45)
2 (1,82)
6 (5,45)
3 (2,73)
2 (1,82)
1 (0,91)
51 (46,36)
59 (53,64)
43 (39,09)
22 (20,00)
11 (10,00)
13 (11,82)
5 (4,55)
2 (1,82)
2 (1,82)

121 (68,36)
101 (57,06)
74 (41,81)
82 (46,33)
67 (37,85)
61 (34,46)
58 (32,77)
57 (32,20)
50 (28,25)
45 (25,42)
43 (24,29)
24 (13,56)
13 (7,34)
5 (2,82)
3 (1,69)
1 (0,56)
2 (1,13)
91 (51,51)
86 (48,59)
61 (34,46)
31 (17,51)
28 (15,82)
21 (11,86)
8 (4,52)
3 (1,69)
2 (1,13)

54 (72,97)
44 (59,46)
43 (58,11)
34 (45,95)
30 (40,54)
23 (31,08)
23 (31,08)
25 (33,78)
27 (36,49)
13 (17,57)
16 (21,62)
6 (8,11)
3 (4,05)
3 (4,05)
2 (2,70)
3 (4,05)
0 (0,00)
31 (41,89)
43 (58,11)
30 (40,54)
15 (80,27)
25 (33,78)
5 (6,76)
5 (6,76)
5 (6,76)
3 (4,05)

21 (72,51)
20 (68,97)
16 (55,17)
14 (48,28)
11 (37,93)
9 (31,03)
8 (27,59)
8 (27,59)
7 (24,14)
7 (24,14)
8 (27,59)
6 (20,69)
1 (3,45)
1 (3,45)
0 (0,00)
0 (0,00)
1 (3,45)
11 (37,93)
18 (62,07)
9 (31,03)
7 (24,14)
5 (17,24)
0 (0,00)
2 (6,90)
2 (6,90)
0 (0,00)

Notas.
D.P.: desvio padrão.
* Desvio padrão não pôde ser calculado pois a categoria continha apenas um elemento.

Fonte: Elaborada pelo autor.

Ao analisar as tomografias, 86 (22,05%) não apresentaram alterações e 304 (77,95%)
apresentaram um ou mais achados tomográficos descritos e relacionados com a infecção pela
Covid-19 (tabela 2).

28

Os achados tomográficos encontrados foram: opacidade com atenuação em vidro
fosco, pavimentação em mosaico, consolidação, opacidades lineares e fibroatelectásicas, além
de nódulo com sinal do halo e o sinal de halo invertido (Figura 1).
Figura 2 – Achados tomográficos relacionados à infecção pela Covid-19

A

B

C

D

E

F

A: opacidades com atenuação em vidro fosco; B: pavimentação em mosaico; C:
consolidações; D: opacidades lineares; E: sinal do halo; F: sinal do halo invertido.
Fonte: Imagens tomográficas do banco de imagem dessa pesquisa, 2021.

Dos achados encontrados, aproximadamente 99% tinham opacidade com atenuação
em vidro fosco em alguma parte do parênquima pulmonar; 48% tinham opacidades com
atenuação em vidro fosco, associado a espessamento septal, formando o aspecto descrito
como pavimentação em mosaico; 38% possuíam consolidação no parênquima pulmonar e em
24,67% foram evidenciadas opacidades lineares e fibroatelectásicas. Outros achados descritos
na literatura como o nódulo com sinal do halo e o sinal de halo invertido foram encontrados
em menos participantes, estimados em 13,49% e 1,31% respectivamente (Tabela 2).
Ao correlacionar os achados tomográficos positivos com o número de dias do início
dos sintomas, evidenciou-se que 34,23% dos participantes que fizeram a tomografia no
estágio 1 (fase inicial) apresentaram uma tomografia sem alterações. Essa porcentagem de
exames negativos foi menor em participantes no estágio 2 (fase de progressão), estimado em
16,95%; um pouco maior no estágio 3 (fase de pico), com 18,06% e 16,67% no estágio 4
(fase de regressão).
Nos exames de tomografia, um número maior de participantes apresentou exame
tomográfico com acometimento considerado leve, inferior a 25% de acometimento pulmonar,

29

pela análise visual (57,89%). Aqueles com acometimento entre 25 e 50% representaram
26,32% da amostra. O acometimento entre 50 e 75% foi encontrado em 12,17% dos
participantes e 3,62% tinham um comprometimento pulmonar considerado acentuado, com
mais de 75% do parênquima pulmonar acometido, conforme a Tabela 2.
Tabela 2 – Características dos achados tomográficos e desfecho clínico

Ausência de achados na TC
Achados positivos na tomografia
Opacidades em vidro fosco
Pavimentação em mosaico
Consolidações
Opacidades lineares/fibroatelectásicas
Nódulo com sinal do halo
Sinal do halo invertido
0 a 3 dias do início dos sintomas
Achados positivos
Achados negativos
4 a 7 dias do início dos sintomas
Achados positivos
Achados negativos
8 a 11 dias do início dos sintomas
Achados positivos
Achados negativos
> 12 dias do início dos sintomas
Achados positivos
Achados negativos
Percentual de acometimento pulmonar
Até 25% de acometimento
Entre 25% e 50% de acometimento
Entre 50% e 75% de acometimento
Acima de 75% de acometimento
Ausência de alterações pleurais na TC
Achados pleurais positivos na TC
Espessamentos pleurais focais
Derrame pleural
Desfecho clínico
Sem necessidade de internação
Internação hospitalar em UTI
Internação com ventilação mecânica

Valor
n (%)
86 (22,05%)
304 (77,95%)
301 (99,01%)
146 (48,02%)
118 (38,82%)
75 (24,67%)
41 (13,49%)
4 (1,31%)
111 (28,46%)
73 (65,77%)
38 (34,23%)
177 (52,82%)
147 (83,05%)
30 (16,95%)
72 (11,54%)
59 (81,94%)
13 (18,06%)
30 (7,18%)
25 (83,33%)
5 (16,67%)
176 (57,89%)
80 (26,32%)
37 (12,17%)
11 (3,62%)
234 (60,00%)
156 (40,00%)
139 (89,10%)
17 (10,89%)
249 (63,85%)
60 (15,38%)
47 (12,05%)

Fonte: Elaborada pelo autor.

Achados pleurais não são muito descritos na literatura atual, porém em 40% da
amostra havia alguma alteração. Desses, 89,10% foram espessamentos pleurais focais,
associados ou não a opacidades parenquimatosas, o que corresponde a 33,34% dos 390
participantes analisados. Derrame pleural foi encontrado em 4,36% de toda a amostra avaliada
(Tabela 2).

30

Em relação à necessidade de internamento hospitalar, 15,38% foram internados em
Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e em 12,05% foi necessário a utilização de ventilação
mecânica (VM).
Ao realizar a correlação entre os principais dados laboratoriais com as fases evolutivas
da doença, houve uma associação (p=0,003) entre a dosagem do PCR no estágio 1 em
correlação com o estágio 3 com média de 24,34mg/L e 47,23mg/L, respectivamente. Também
houve uma associação da contagem média de plaquetas entre os estágios 1 com os estágios 3
(p=0,001) e 4 (p=0,003), além de associação entre o estágio 2 com os estágios 3 (p=<0,001) e
4 (p=0,003), com contagem média de 201.018/mm³ (estágio 1), 199.715/mm³ (estágio 2),
239.861/mm³ (estágio 3) e 249.100/mm³ (estágio 4). Leucócitos, linfócitos absolutos e
ferritina não tiveram associação significativa com os estágios evolutivos temporais.
Houve uma associação dos achados tomográficos com os estágios evolutivos
temporais da doença. Os resultados do teste apontam associação considerada moderada entre
acometimento pulmonar, vidro fosco e pavimentação pulmonar e as fases evolutivas, com pvalor de 0,003; 0,003 e <0,001 respectivamente.
Os resultados do teste sugeriram que não há associação significativa entre
consolidação e os estágios evolutivos (p-valor = 0,051) e entre nódulo com sinal do halo e as
fases evolutivas (p-valor = 0,066).
Na comparação individual entre os estágios evolutivos e os achados tomográficos de
acometimento pulmonar, vidro fosco e pavimentação em mosaico, evidenciadenciou-se que:
Acometimento pulmonar: o estágio 2 apresentou frequência significativamente maior
(80,05%) em relação ao estágio 1 (65,45%), com p-valor < 0,001 e odds ratio = 2,586 (LI:
1,48; LS: 4,51), classificado como pequeno. Isso significa que os indivíduos no estágio 2
estão 2,586 mais propensos a apresentar acometimento pulmonar que os indivíduos no estágio
1. Os resultados também sugerem maior frequência de acometimento pulmonar no estágio 3,
quando comparada ao estágio 1 (p-valor = 0,021; odds ratio 2,262; LI: 1,12, LS: 4,56;
classificado como pequeno). As comparações restantes não sugerem diferença significativa.
Vidro fosco: o estágio 2 apresentou frequência significativamente maior (82,49%) em
relação ao estágio 1 (65,55%), com p-valor < 0,001 e odds ratio = 2,587 (LI: 1,49; LS: 4,49),
classificado como pequeno. Isso significa que os indivíduos no estágio 2 estão 2,587 mais
propensos a apresentar vidro fosco que os indivíduos no estágio 1. Os resultados também
sugerem maior frequência de vidro fosco no estágio 3, quando comparada ao estágio 1 (p-

31

valor = 0,015; odds ratio 2,354; LI: 1,17, LS: 4,74; classificado como pequeno). As
comparações restantes não sugerem diferença significativa.
Pavimentação em mosaico: o estágio 3 apresentou uma maior frequência de
pavimentação em mosaico quando comparada ao estágio 1 (p-valor < 0,001; odds ratio 3,819;
LI: 2,03, LS: 7,18; classificado como moderado). Os resultados também sugerem maior
frequência de pavimentação em mosaico no estágio 2 (36,72%) em relação a estágio 1
(24,55%), com p-valor < 0,032 e odds ratio = 1,784 (LI: 1,05; LS: 3,03), classificado como
pequeno. Isso significa que os indivíduos no estágio 2 estão 1,784 mais propensos a
apresentar pavimentação em mosaico que os indivíduos no estágio 1. A frequência de
pavimentação em mosaico aumenta, também, no estágio 3, com frequência relativa 55,41%
comparada à 36,72% no estágio 2, com p-valor = 0,006 e odds ratio = 2,141 (LI: 1,23; LS:
3,71), classificado como pequeno.
A grande maioria dos participantes, 364 (93,33%) apresentaram melhora clínica, com
desfecho favorável e sendo considerados sobreviventes e 26 (6,67%) foram a óbito em
decorrência da Covid-19 ou de suas complicações.
Dos óbitos avaliados, 16 (61,54%) foram do sexo feminino. A idade média foi de 70,7
± 11,2 anos, sendo 24 (92,31%) com pelo menos uma comorbidade e as mais frequentes
foram HAS (83,3%), DM (37,5%), cardiopatia (29,17%), obesidade (20,83%) e DPOC
(8,33%). Apenas 1 participante que evoluiu para óbito não teve alterações na tomografia de
tórax, sendo que esse exame foi realizado no 1º dia de sintoma, em fase precoce da doença.
Os demais apresentavam alterações pulmonares, sendo 32% com percentual de acometimento
do parênquima pulmonar superior a 75%.
Na análise estatística entre o sexo e o desfecho clínico, não houve associação
significativa (p=0,234). Houve associação entre a ausência de DM, HAS e DPOC com
sobrevivência (p<0,05) (tabela 4). O teste de Mann-Whittney mostrou que a idade
(U=1281,000; p<0,001) teve efeito sobre o desfecho dos participantes.

32

Tabela 3 – Associação entre achados tomográficos e estágios evolutivos
Achado tomográfico
ACOMETIMENTO
PULMONAR

Estágios evolutivos

g.l. p-valor

TE

3

0,003

0,191

3

0,003

0,189

7,776

3

0,051

–

146
(37,44%)
244
83 (75,46%) 112 (63,28%) 33 (44,59%) 16 (55,17%)
18,721
(62,56%)
110
177
74
29
390
(100,00%) (100,00%) (100,00%) (100,00%) (100,00%)

3

< 0,001

0,219

3

0,066

–

1

2

3

Total
4

Sim

72 (65,46%) 147 (83,05%) 60 (81,08%) 25 (86,21%)

Não

38 (34,54%) 30 (16,95%) 14 (18,92%)

Total

110
(100,00%)

177
(100,00%)

74
(100,00%)

1

2

3

VIDRO FOSCO

4

71 (64,54%) 146 (82,49%) 60 (81,01%) 24 (82,76%)

Não

39 (35,46%) 31 (17,51%) 14 (18,92%)

Total

110
(100,00%)

177
(100,00%)

74
(100,00%)

1

2

3

Sim
Não
Total
PAVIMENTAÇÃO
EM MOSAICO
Sim
Não
Total
NÓDULO COM
SINAL DO HALO
Sim
Não
Total

304
(77,95%)

4
86 (22,05%) 14,244
(13,79%)
29
390
(100,00%) (100,00%)

Sim

CONSOLIDAÇAO

X²

301
(77,18%)

5
89 (22,82%) 13,951
(17,24%)
29
390
(100,00%) (100,00%)
4

118
(30,26%)
272
87 (79,09%) 121 (68,36%) 47 (63,51%) 17 (20,23%)
(69,74%)
110
177
74
29
390
(100,00%) (100,00%) (100,00%) (100,00%) (100,00%)
23 (20,91%) 56 (53,54%) 27 (36,49%) 12 (41,38%)

1

2

3

4

27 (25,54%) 65 (36,72%) 41 (55,41%) 13 (44,86%)

1

2

3

4

0
41 (10,51%)
(0,00%)
29
349
96 (87,27%) 154 (87,01%) 70 (94,60%)
7,191
(100,00%) (89,49%)
110
177
74
29
390
(100,00%) (100,00%) (100,00%) (100,00%) (100,00%)
14 (12,73%) 23 (12,99%)

4
(5,40%)

Notas. TE: tamanho do efeito de acordo com o V de Cramer; g.l.: graus de liberdade; P-valor significativo < 0,05.

Fonte: Elaborada pelo autor.

33

Tabela 4 – Comorbidades e correlação com o desfecho clínico
DM
Sim
Não
HAS
Sim
Não
Obesidade
Sim
Não
Asma
Sim
Não
DPOC
Sim
Não

Sobrevivência

Óbito

P Valor

65
299

10
16

0,010*

124
240

19
7

< 0,001*

64
300

5
21

0,831

20
344

0
26

0,220

5
359

2
24

0,019*

Notas. P-valor significativo < 0,05.

Fonte: Elaborada pelo autor.

Houve associação significativa dos óbitos com a presença de acometimento pulmonar
tomográfico, opacidades com atenuação em vidro fosco e pavimentação em mosaico, sendo
observado que os participantes que evoluíram ao óbito tiveram 7,6 vezes mais chance de ter
acometimento pulmonar na tomografia do tórax do que os sobreviventes, assim como 7,9
vezes mais chance de ter opacidades com atenuação em vidro fosco e 6,2 vezes mais chance
de ter pavimentação em mosaico (tabela 5).
Houve associação significativa dos óbitos em relação ao percentual de acometimento
pulmonar quando comparados aos participantes com mais de 75% de acometimento com
aqueles com percentual menor, bem como, quando comparado o grupo com acometimento
entre 50-75%, com os participantes com tomografias normais (Tabela 6).

34

Tabela 5 – Achados encontrados nas tomografias de pacientes positivos para Covid-19 e
correlação com o desfecho clínico
Sobrevivência

Óbito

279
85

25
1

276
88

25
1

106
258

12
14

126
238

20
6

41
323

0
26

4
360

0
26

69
295

6
20

Acometimento pulmonar
Sim
Não
Vidro Fosco
Sim
Não
Consolidação
Sim
Não
Pavimentação em mosaico
Sim
Não
Nódulo com sinal do halo
Sim
Não
Sinal do halo invertido
Sim
Não
Alterações fibro-atelectásicas
Sim
Não

P Valor
0,020*

Odds Ratio
7,616

0,017*

7,9716

0,068

<0,001*

6,296

0,070

0,591

0,606

Notas.
OR (IC 95%): Odds ratio (Intervalo de confiança de 95%); g.l.: P-valor significativo < 0.05.

Fonte: Elaborada pelo autor.

Tabela 6 – Associação entre percentual de acometimento pulmonar e óbito

Acometimento pulmonar x Óbito
TC normal
< 25%
Entre 25-50%
Entre 50-75%

<25%
P valor

Entre 25-50%
P valor

Entre 50-75%
P valor

Acima de 75%
P valor

1,000
-

0,433
1,000
-

0,032*
0,121
1,000
-

<0,001*
<0,001*
<0,001*
<0,001*

Notas. P-valor significativo < 0,05.

Fonte: Elaborada pelo autor.

4.1.5 Discussão

O presente estudo traz informações importantes sobre a Covid-19 e sua correlação
com o principal exame de imagem da avaliação pulmonar, a TC de tórax, principalmente
quando associado à evolução temporal dessa doença e sua subdivisão em estágios, ainda
pouco abordados na literatura.
A Covid-19 é uma doença que não possui uma diferença significativa na prevalência
entre os gêneros. Os sintomas iniciais mais frequentes relatados nessa amostra foram: tosse

35

seca, febre, dispneia e cefaleia. Os artigos publicados na literatura mostram uma variação nas
incidências dos principais sintomas clínicos iniciais, porém tosse e febre são os mais
relatados10;11. Alguns sintomas como anosmia e ageusia foram relatados inicialmente com
uma baixa prevalência, ocorrendo em cerca de 5% dos pacientes12, porém em um outro artigo,
demonstra dados muito superiores, com aproximadamente 85% de disfunção olfatória e 88%
de disfunção gustativa, incluindo anosmia e ageusia 13. Nesse estudo, a incidência da anosmia
e ageusia foi de 29% e 27%, respectivamente.
Houve uma prevalência discretamente maior de pacientes com comorbidades nessa
amostra (55%) em relação aos pacientes sem comorbidades, sendo as mais frequentes: HAS,
DM, obesidade, cardiopatia e asma. A incidência das comorbidades também sofre variação
nos estudos sobre a Covid-19, pois pode ser diferente em relação à região estudada e as idades
dos participantes do estudo. Por exemplo, estudos realizados em Wuhan na China
demonstraram uma incidência de comorbidades entre 32% e 48%14;15. Nesse caso, a diferença
da incidência de comorbidade em pacientes acometidos pela Covid-19 entre esses países não
podem ser justificadas pelas incidências das comorbidades na população geral, pois no Brasil,
segundo o Ministério da Saúde, a incidência de DM e HAS é de 7,4% e 24,5%,
respectivamente1 e na China a incidência é 11% de DM e 28% de HAS na população
geral16;17, devendo-se levar em consideração outros fatores, como idade dos participantes e o
subdiagnóstico das comorbidades.
Encontrou-se tomografia sem alterações em 22,0% dos participantes desse estudo e em
aproximadamente 78% encontrou-se alguma alteração pulmonar. A porcentagem de exames
de TC de tórax normal em pacientes com Covid-19 também tem sido bastante discutida na
literatura e há dados ainda com uma ampla variabilidade. Por exemplo, em um estudo com
1091 pacientes com RT-PCR positivo para Covid-19, cerca de 5% dos participantes
apresentaram uma tomografia inicial sem alterações18. Já em outro artigo, com menos
pacientes, essa taxa de TC normal em pacientes confirmados com Covid-19 foi de 56%7.
Importante enfatizar que essa variação de exames tomográficos negativos pode ocorrer
principalmente relacionada ao período evolutivo que esse exame foi realizado, bem como,
deve-se levar em consideração a possibilidade de estudos com as variantes da Covid-19 em
relação ao status pós-vacinação.
Outro dado importante é que esses achados tomográficos da Covid-19 são semelhantes
a outras infecções virais, sendo que poucos artigos na literatura internacional descrevem a
incidência dessas alterações pulmonares nas TC de tórax, visto que não é utilizado com

36

frequência para o diagnóstico e nem auxílio na conduta terapêutica, sendo solicitada apenas
em situações de agravamento da patologia.
Os achados tomográficos encontrados nesse estudo foram semelhantes aos descritos na
literatura em pacientes com Covid-19, sendo opacidades com atenuação em vidro fosco a
mais frequente (99,0%), seguida de pavimentação em mosaico e consolidações. Na literatura,
a opacidade com atenuação em vidro fosco foi evidenciada entre 91 e 98% dos pacientes com
Covid-1911;19. Pavimentação em mosaico e consolidações foram encontrados em 48% e 38%
respectivamente, tendo uma incidência variável na literatura atual, provavelmente também
relacionada ao estágio evolutivo da amostra estudada.
Outros achados menos comuns, mas descritos na literatura, como nódulo com sinal do
halo e o sinal de halo invertido também foram encontrados nessa amostra com 13% e 1%,
respectivamente. Na literatura existem alguns relatos de casos sobre esses achados e, apenas
alguns deles, mostram a incidência, como por exemplo, de 17% de nódulo com sinal do halo e
4% sinal do halo invertido, em um artigo com 51 participantes20.
Achados pleurais não são amplamente descritos na literatura atual, porém nesse estudo
encontrou-se

uma

frequência

semelhante

ao

relatado

em

outros

estudos,

com

aproximadamente 33% de espessamento pleural e 4% de derrame pleural 19.
Essa variação de alterações na TC de tórax é decorrente do estágio evolutivo, onde
22% da amostra apresentou TC de tórax sem alterações, porém quando separados em estágios
evolutivos, o grupo considerado com estágio inicial teve um número maior de exames
tomográfico negativos (34%), inferindo que no início dos sintomas pode ainda não haver
comprometimento pulmonar evidente nos exames de imagem e essa porcentagem de exames
negativos foi menor em pacientes com mais de 4 dias do início dos sintomas (fase 2, 3 e 4),
sendo corroborado pela associação significativa da presença de acometimento pulmonar com
a evolução temporal entre os participantes nos estágios 1 em comparação com os participantes
nos estágios 2 e 4. Esse dado é importante, pois a probabilidade de encontrar alterações
pulmonares é maior em pacientes a partir do 4º dia do início das manifestações clínicas,
podendo indicar o melhor momento para a realização desse exame.
Também houve associação das opacidades em vidro fosco com a evolução temporal
quando comparados os participantes dos estágios 2 e 3, com os participantes do estágio 1.
Esse fato reforça a dinâmica evolutiva da Covid-19 descrita acima com uma probabilidade
maior de serem observados achados positivos na TC de tórax após o 4º dia do início das

37

manifestações clínicas, bem como a não associação com o estágio 4, após o 12º dia do início
dos sintomas, pode estar relacionada com a melhora tomográfica dos casos leves.
Com relação à pavimentação em mosaico, houve associação dos participantes do
estágio 3 em relação aos pacientes do estágio 1 e 2 (até o 7º do início dos sintomas). Esse
achado pode estar associado com a fase de pico inflamatório, como descrito na literatura,
onde a pavimentação em mosaico é mais comum entre 5º e o 13º dia do início dos sintomas 8
e, eventualmente, esse dado poderá ser útil em pacientes onde a data do início dos sintomas
seja duvidosa, ou, até mesmo, para pacientes assintomáticos e oligosintomáticos.
Na análise estatística dos óbitos, não houve associação significativa entre gênero,
porém houve associação em idades mais avançadas. Houve também associação significativa
entre a ausência de DM, HAS e DPOC com sobrevivência (p<0,05). Pacientes com DM
tendem a ter infecções devido à capacidade prejudicada das células fagocitárias. Já os
hipertensos utilizam medicações que podem aumentar a expressão do receptor ACE-2,
levando a um aumento da suscetibilidade à infecção. Além disso, os pacientes com DPOC e
infectados pela Covid-19 podem desenvolver quadro de hipoxemia21. Na literatura foram
encontradas associações significativas entre idade mais avançada, hipertensão, doenças
cardiovasculares, diabetes, doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) e câncer, com um
maior risco de mortalidade15;22.
Houve associação de óbito com acometimento pulmonar presente, opacidades com
atenuação em vidro fosco e pavimentação em mosaico, assim como, com um maior percentual
de acometimento pulmonar. Trabalhos recentes demonstram que houve associação
significativa de consolidações e percentual de acometimento pulmonar com óbito, porém
nesses estudos não foi descrito o aspecto de pavimentação em mosaico23;24.
Houve associação da dosagem do PCR e das plaquetas em correlação com a evolução
temporal da doença. O aumento do PCR no estágio 3 demonstra a fase de pico inflamatório e
o aumento das plaquetas nos estágios 3 e 4 em comparação com os estágios iniciais (1 e 2), o
que pode evidenciar uma resposta clínica habitual da maioria dos pacientes com Covid-19,
porém a literatura destaca que a redução das dosagens de plaquetas no decorrer do curso
evolutivo da doença pode predizer casos graves e um desfecho desfavorável25.
Como limitações desse estudo, destacamos o fato da amostra ser de apenas um
hospital, não incluindo pacientes do sistema público de saúde (SUS), utilização de dados
exclusivamente descritos no prontuário médico e o fato da pandemia sofrer influência da
sazonalidade, sendo esse estudo referente ao período de 2020.

38

Esse estudo descreve os achados tomográficos e demonstra que eles sofrem variações
decorrentes do período evolutivo (estágio) da doença, bem como destaca-se que
aproximadamente um terço dos pacientes antes do 3º dia do início dos sintomas apresentavam
TC de tórax sem alterações parenquimatosas. Na análise evolutiva temporal da doença, houve
associação significativa com dados laboratoriais (PCR e plaquetas), vidro fosco e
pavimentação em mosaico com o estágio evolutivo da doença.
Foram descritos os dados epidemiológicos da Covid-19 em uma cidade do nordeste do
Brasil, sendo semelhante ao descrito na literatura internacional. Os participantes que foram a
óbito tiveram uma idade mais avançada, acometimento pulmonar presente, presença de
opacidades com atenuação em vidro fosco e pavimentação em mosaico, além de um maior
percentual de acometimento pulmonar em relação aos sobreviventes. A ausência de
comorbidades como a DM, HAS e DPOC teve uma associação com sobrevivência.
A Covid-19 é uma patologia nova e ainda pouco conhecida, o que reforça a
necessidade de estudos aprofundados e detalhados sobre a sua evolução temporal, bem como
sua correlação clínica, laboratorial e imaginológica, visando oferecer ao paciente um
atendimento multiprofissional de qualidade, aumentando as chances de recuperação.

39

4.1.6 Referências

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<https://www.gov.br/saude/pt-br>. Acesso em: 18 maio 2021.
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<https://www.who.int/docs/default-source/coronaviruse/mental-healthconsiderations.pdf>. Acesso em: 28 jul. 2021.
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respiratórios com a Covid-19. Radiol Bras. v. 53, n. 4, p. 255-261, 2020. Disponível em:
<https://www.scielo.br/j/rb/a/jLpgj8wNYkTC3WvCwcB43Wr/?format=pdf&lang=pt>.
Acesso em: 03 abr. 2021.
4. BAO, Cuiping et al. Coronavirus Disease 2019 (Covid-19) CT Findings: A Systematic
Review and Meta-analysis. Journal of the American College of Radiology. v. 17, n. 6,
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em: 03 maio 2021.
5. CHATE, Rodrigo. C. et al. Apresentação tomográfica da infecção pulmonar na Covid-19:
experiência brasileira inicial. Jornal Brasileiro Pneumologia. v. 46, n. 2, 2020.
Disponível em: <https://www.jornaldepneumologia.com.br/details/3339/enUS/apresentacao-tomografica-da-infeccao-pulmonar-na-covid-19--experiencia-brasileirainicial;>. Acesso em: 02 maio 2021.
6. LI, Mingzhi et al. Coronavirus Disease (Covid-19): Spectrum of CT Findings and
Temporal Progression of the Disease. Academic radiology vol. 27,5. 2020. Disponível
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Acesso em: 12 abr. 2021.
7. BERNHEIM, Adam et al. Chest CT Findings in Coronavirus Disease-19 (Covid-19):
Relationship to Duration of Infection. Radiology vol. 295,3 2020. Disponível em:
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42

5 CONCLUSÕES

A maioria das tomografias de tórax apresentaram achados no parênquima pulmonar,
sendo a opacidade com atenuação em vidro fosco a mais frequente, seguida por pavimentação
em mosaico e consolidações. Foram evidenciadas as variações nos achados tomográficos em
relação ao estágio evolutivo da doença, destacando que, aproximadamente, um terço dos
pacientes antes do 3º dia do início dos sintomas apresentaram TC de tórax sem alterações
parenquimatosas. Além disso, opacidades com atenuação em vidro fosco e pavimentação em
mosaico também foram associadas ao período evolutivo.
Na correlação laboratorial com a evolução temporal, evidenciou-se que PCR e
plaquetas sofrem alteração significativa no decorrer dos dias de doença, onde o PCR aumenta
nos participantes na fase de pico inflamatório e as plaquetas também aumentam após o 7º dia
do início da sintomatologia.
Os participantes que foram a óbito tiveram uma idade mais avançada, acometimento
pulmonar presente, presença de opacidades com atenuação em vidro fosco e pavimentação em
mosaico, além de um maior percentual de acometimento pulmonar em relação aos
sobreviventes. A ausência de comorbidades como a DM, HAS e DPOC teve uma associação
com sobrevivência.
A Covid-19 é uma patologia nova e ainda pouco conhecida, o que reforça a
necessidade de estudos aprofundados e detalhados sobre a sua evolução temporal bem como
sua correlação clínica, laboratorial e imaginológica, visando oferecer ao paciente um
atendimento multiprofissional de qualidade, aumentando as chances de recuperação.

43

6 LIMITAÇÕES E PERSPECTIVAS

6.1 LIMITAÇÕES

Como limitações desse estudo destacamos:
a) Amostra de apenas um hospital do estado de Alagoas;
b) O hospital sede do estudo possuí atendimento exclusivo para pacientes com
convênio, que pode representar uma amostra com nível socioeconômico e cultural
superior ao da população geral do estado de Alagoas, portanto não sendo incluídos
pacientes usuários do sistema único de saúde (SUS).
c) O estudo utilizou dados exclusivamente descritos no prontuário médico, onde
algumas informações podem ter sido omitidas.
d) Não foi possível realizar testes laboratoriais para verificar a presença de outras
doenças inflamatórias/infecciosas que podem ser concomitantes com a Covid-19,
podendo interferir nos aspectos imaginológicos e laboratoriais.
e) A pandemia sofre influência da sazonalidade, sendo esse estudo referente ao
período de 2020 e não sendo avaliados os meses subsequentes.

6.2 PERSPECTIVAS FUTURAS

a) Cada dia mais informações são colhidas sobre a Covid-19 com intuito de entender
melhor a sua evolução e trazer para os pacientes uma melhor assistência em saúde.
b) Esse estudo poderá ser adicionado aos demais estudos publicados na literatura
atual, podendo ajudar na comparação com as demais ondas (2021/2022) e
variantes da Covid-19, bem como auxiliar no entendimento do curso evolutivo
dessa doença, com consequente melhoria do plano terapêutico para os pacientes
infectados.

44

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48

APÊNDICE A – Termo de Consentimento Livre e Esclarecido

49

50

ANEXO A – Parecer do Comitê de Ética e Pesquisa

51

52

ANEXO B – Regras de publicação da The Brazilian Journal of Infectious Diseases

53