20- Willian Fernandes Luna - Avaliação da Tutoria em um Currículo Médico: O Discurso de Estudantes de Medicina

Arquivo
WILLIAN FERNANDES LUNA.pdf
Documento PDF (17.3MB)
                    habitat

“estória”a
“entidade”sui
generis

Ê

Ê

Ê

Ó

Ó

Í

Ê

Ê

ÇÃ

ProblemBased Learning

,

“aprender

aprender”.

et al

Mentoring

“em campo”.

“Educação
Liberdade”.

" invente o caminho e vai mais fundo"

“esquece; memoriza; decora; não associa; dar aula; desenrolar de
algum jeito; decoreba; receber tudo pronto; tipo aula”.

“aprendizagem; estímulo; prática; aprofundar; capacidade criativa e até lúdica;
aprende mais e mais fácil; a gente crie; deixar mais livre; invente o caminho e

vai mais fundo; amplia mais; sedimentar o conhecimento; desafio; debater;
despertar; surpreender”.

"Ah...a Tutoria eu deixo para última hora... será que sou só eu? Daí quando a
gente conversa assim a gente vê que muita gente deixa."
"Sempre acontece de a gente dizer: eu vi isso na Tutoria. Nunca acontece de
a gente dizer: eu vi isso na aula de [...]."

"relacionado às matérias; atrelada aos assuntos; conciliar a Tutoria com os
outros módulos; ligado ao aprendizado da sala de aula".

"(a Tutoria) ela sozinha eu acho que não funcionaria bem; só o PBL não seria
tão proveitoso; não tem que ser só PBL e não tem que ser só aula"

"vão ser só saudades porque não vai ter mais tutoria depois do terceiro
período; sofrendo com isso; a gente está se despedindo"

"depois a Tutoria já fica mais fácil, porque a gente tem mais casos clínicos
nas aulas; tem muita gente que fica cansado de Tutoria no terceiro período".

"isso acontecia mais no primeiro período; disseram que era novo; dificuldade
de iniciante; nunca tinha ouvido falar; acho importante ver a evolução; os
pensamentos são diferentes em cada período".

" por que a pedra está em tal canto?"

"responsabilidade do aprendizado no aluno; tivemos uma experiência de se
cobrar mais; mas é preciso saber se o aluno está preparado e tem essa
responsabilidade de construir o seu conhecimento".

"não tem a resposta pronta; aprender a filtrar; o raciocínio flui de uma vez, no
caminho certo".

"fazer hipóteses; certa expectativa; o que será que vai acontecer?;
curiosidade; caminho não tão determinado".

"indagar; raciocinar; opinar; contrapor; arriscar; investigar; perguntar; levantar
uma hipótese; articular as ideias; desenrolar as ideias"
"por que aquela pedra está em tal canto?"

"sintetizar e enxugar num texto mais curto; saber buscar informações e
procurar artigos em fontes seguras de estudo; pegar o livro certo; um tapa
para você aprender como é que você devia aprender; tomar cuidado com a
medicina de orelhada".

"pesquisar antes para não dizer bobagem; o livro sabe e eu não sei".

" daí tudo flui muito rapidinho e a gente vai longe"

"fica mais real; torna-se mais interessante; já viveu aquilo; pra aprofundar
mais; leva para uma pessoa; nem sempre acontece de você ter a presença
daquele problema no seu dia a dia, mas quando acontece...e é algo que não
dá para controlar, daí tudo flui muito rapidinho e a gente vai longe".

"você se sente mais útil; já sou um pouquinho médica; fico um pouco tenso se
acontece algo parecido com o que eu vi na Tutoria; deixa a Tutoria mais viva".

"antecipa situações que a gente vai viver daqui a alguns anos; no futuro a
gente vai vivenciar; vai cuidar de vidas; quando a gente for médico; quando
chegar na realidade".

"enxergar vários fatores que envolvem a doença: a família, os fatores
psicológicos; se encaixam na realidade do paciente; a oportunidade de
enxergar os sentimentos das pessoas e criar uma sensibilidade".

"pensamentos ficavam travados quando envolviam temas sociais ou
relacionados ao SUS; agora quando eram temas mais médicos, de coisas
que a gente viu na sala, fluía super rápido".

"um vai ser pediatra, outro vai ser geriatra, ou vai ser gastro (...)".

"sem necessariamente buscar um especialista; como os médicos gerais do
SUS".

" eu mesmo nunca me senti empacado porque alguém sabia menos."

"o grupo começa a conversar; o grupo vai pensando, todo mundo junto".
"vai aprendendo um pouquinho com cada um; cada um traz uma coisa
nova; ouvir de um por um; construindo junto; em roda; pensar junto; pensar
junto; junto é melhor; constrói o conhecimento com ajuda dos outros; cada um
do grupo contribui com mais alguma coisa nunca vai saber de tudo sobre o
corpo humano sozinho; passar o conhecimento para os outros; ninguém tinha
medo de arriscar não (no meu grupo)".

"o resolver o negócio sozinho; não querer ouvir; vomitar o conteúdo".

" ouvir; concordar; enxergar coisas e pontos diferentes; deixar o outro falar;
dividir a experiência que cada um tem; debater".

"pessoas diferentes, pensando em grupos diferentes; tem coisas parecidas e
diferentes; saber a opinião dos outros".

"Ou então porque um não sabia e o outro sabia; no início que prejudicava
quando tinha um enfermeiro no grupo; prejudicava quem sabia menos, que
era o restante do grupo e agora prejudica os outros que sabem mais; se sente
bloqueado no grupo porque tem duas pessoas que dominam a Tutoria; agora
nesse ponto de já ser formado, eu particularmente não gosto muito".
"Eu mesmo nunca me senti empacado porque alguém sabia menos; se ela dá
espaço certo para quem precisa mais; tem que problematizar, [...] daí a gente
consegue aproveitar o que os outros sabem".

"grupo que sempre faz as mesmas perguntas; o grupo ficava meio que sem
saber o que fazer

não respeitar o espaço do outro; quer passar por cima; obstáculo de falar em
público; dificuldade de se colocar no grupo; saber lidar com o grupo; ficava
completamente nervosa

"aprendemos a compartilhar com o outro, a ouvir, a esperar; a trabalhar em
equipe; intervir; criar oportunidade; saber respeitar; ter jogo de cintura; dar
espaço; ouvir e falar o que a gente acha; liberdade de falar; dar espaço".

"não é um aprendizado só, individual; o que o grupo e cada um puder
acrescentar".

" aprende melhor quando enxerga primeiro o errado"

" o primeiro sentimento é de frustração! Por ter errado; ficava chutando; nem
sei nada; aprende melhor quando enxerga primeiro o errado".

"Ai meu Deus, eu tenho que falar alguma coisa!; não fluir; medo de falar
besteira; insegurança muito grande; você trava; angustiada; cheio de dúvidas;
acaba se acostumando".

"e aí o começo do primeiro período foi muito ruim, mas aí chegou no segundo
eu fui perdendo (a timidez); ficava todo mundo tenso assim nas duas
primeiras semanas; tive dificuldade no início".

"como se fosse um grupo de amigos, de pessoas mais próximas; empatia;
troca com as pessoas; os outros me ajudavam nos meus problemas; o tutor
sabia o que eu estava passando; eu me sentia mais à vontade".

"Fico ansiosa porque nem sempre dá tempo de estudar tudo da Tutoria; eu
acho que eu devia estudar mais para a Tutoria, mas fico preocupado com as
notas e com o que vai ser cobrado na prova; a gente sabe que tem muita
gente que não estuda direito e fica angustiado; eu sofria porque tinha que dar
conta de duas coisas ... no fim eu dava um jeito".

" o tutor é um professor melhorado" .

"fundamental"

"o tutor é fundamental; mais engajado; que estimula a gente a pensar e criar
vários questionamentos; estimula bastante a gente a pensar; dá aquela
segurança; como se dissesse: vai está coerente".

"não estimulava tanto; amarrava muito; não falava nada".

"não deve dar as respostas; não é apenas para confundir; deixava a gente
livre; pedia para ser criativo; não que ela desse as respostas; estimular e
fazer o aluno raciocinar".

"e o que ele (estudante) sabe ele acaba achando que é besteira; a gente já
pensa que a tutora já fica pensando...ah, esse rapaz é muito burro, olha o que
ele está pensando!"

"o tutor não sabe de tudo; a gente levava conhecimento para a tutora".

"o professor não aceita o que está no livro, só o que ele disse na sala de
aula".
"o tutor é um professor melhorado. Tem o papel de passar segurança para
quem tem as ferramentas na mão, mas que não está sabendo usar".

" daí você se liga e percebe que tem que mudar"

"Mas eu acho que talvez o portfólio realmente ajude para você aprender
a fazer a pesquisa; mas eu tinha dificuldade não de escrever, mas na questão
de formular o portfólio; eu não entendo direito como ele avalia".

Eu acho que é muito relativa a questão da avaliação porque se tem
alguém que fala pouco, não quer dizer que ela não saiba; aquelas avaliações
que tem ao final de cada bloco (...) isso é muito importante; tanto da nota
como da avaliação oral, falando da participação".

"o que a gente quer é tirar dez; eu acho que às vezes a nota é injusta; porque
é bom quando alguém diz que você deixou a desejar e fazer essa devolutiva
em partes é muito bom".

et al

et al

et al

–

.

v.

et al

.

v.

–

et al

et al

–

.

v.

–

et al

Linha

Partici
pantes

01-06

P

07-89

Todos

90-93

P

Categorias

RELAÇÕES
COM O
CURRÍCULO

AUTONOMIA DO
ESTUDANTE

APROXIMAÇÕES
ENTRE TEORIA E
PRÁTICA

APRENDIZADO
EM E COM O
GRUPO

SENTIMENTOS E
AFETOSNO
PROCESSO DA
TUTORIA

SOBRE A
PARTICIPAÇÃO
DO TUTOR

Outros
questionamentos
gerais na condução da
Roda / Citações sobre
ocorrências e reações
durante a Roda de
Conversa
Quero que vocês se
sintam bem à vontade
para falarem o que
você quiserem. Nós
vamos deixar dois
gravadores, um e cada
canto da nossa roda,
para que a conversa
possa ser gravada e
possa ficar registrada.
Agora eu queria que a
gente começasse a se
apresentar.
Cada um se apresentou
para o grupo. Descrição
completa
na
transcrição integral.
Vamos começar então.
Eu não terei perguntas
pré-estabelecidas para
vocês. Bom, vamos
iniciar nossa conversa.
A ideia é que seja o
mais natural possível.
Então a gente vai
conversar sobre como
a
Tutoria
está
relacionada com o que
vocês aprendem, no
curso de medicina, na
faculdade. Como é que
é isso para vocês?

Linha

95-101

Partici
pantes

E3

E3

E3 / E5

Categorias

RELAÇÕES
COM O
CURRÍCULO

O que acontece é
que nas matérias
em geral a gente
tem
uma
determinação
sobre o que é para
ser estudado.
E, na Tutoria, a
gente
tem
a
possibilidade de
desenvolver
a
nossa capacidade
criativa e até
lúdica.
Isso faz com que a
gente crie, que a
gente invente o
caminho e vá
muito mais a
fundo do que
apenas o caso.
Muitas vezes a
gente sai do caso
e amplia mais.
Outras vezes tem
pessoas que se
limitam ao caso.
Então
envolve
muito disso, da
capacidade
criativa.

AUTONOMIA DO
ESTUDANTE

APROXIMAÇÕES
ENTRE TEORIA E
PRÁTICA

APRENDIZADO
EM E COM O
GRUPO

Porque a gente tem a
oportunidade de seguir
o nosso caminho, não
tão determinado, mas a
partir
das
nossas
indagações
e
curiosidades.
(E5) Complementando
o E3, eu acho que uma
coisa importante que
a
gente
vê,
conversando
com
outros grupos, é que
os objetivos de cada
grupo são diferentes
uns dos outros.Porque
são
pessoas
diferentes, pensando
em grupos diferentes.
Então, a evolução do
caso, as indagações,
as dúvidas, e as
curiosidades variam
de acordo com os
grupos. Isso eu acho
bastante interessante
na Tutoria porque
mesmo que o caso
seja o mesmo, as
pessoas conseguem
enxergar coisas e
pontos diferentes no
mesmo caso

SENTIMENTOS E
AFETOSNO
PROCESSO DA
TUTORIA

SOBRE A
PARTICIPAÇÃO
DO TUTOR

Outros
questionamentos
gerais na condução da
Roda / Citações sobre
ocorrências e reações
durante a Roda de
Conversa

Linha

Partici
pantes

Categorias

RELAÇÕES
COM O
CURRÍCULO

102107

E5

.

108115

E1

Eu acho que a
Tutoria deve sim
estar atrelada aos
assuntos que são
vistos em sala nas
outras
aulas,
porque
facilita
muito.
Daí
o
negócio
flui
rapidinho.

Diferente
de
quando a gente
está
decorando
algo.
116118

E4

AUTONOMIA DO
ESTUDANTE

APROXIMAÇÕES
ENTRE TEORIA E
PRÁTICA

APRENDIZADO
EM E COM O
GRUPO

Eu acho que estimula
muito
o
raciocínio
diagnóstico.
O grupo começa a
conversar,
vai
discutindo
outros
assuntos e facilita
muito o raciocínio.

Eu acho que é muito
interessante, a gente
aprende bastante. É
muito legal ter que
descobrir, todo mundo
ter que investigar o que
é. Raciocinando.
Principalmente quando
a participação do grupo
e do tutor estimula esse
raciocínio ...o assunto
fica mais sedimentado.
Como
o
grupo
também é menor, eu
acho que facilita as
pessoas ficarem mais
a vontade para se
colocar e falar o que
achou daquele caso, o
que notou, o que
encontrou, o que
pesquisou. Eu acho
que isso é bem
interessante por ser
reduzida a quantidade
de pessoas.

SENTIMENTOS E
AFETOSNO
PROCESSO DA
TUTORIA

SOBRE A
PARTICIPAÇÃO
DO TUTOR

Outros
questionamentos
gerais na condução da
Roda / Citações sobre
ocorrências e reações
durante a Roda de
Conversa

Linha

116123

Partici
pantes

Categorias

RELAÇÕES
COM O
CURRÍCULO

E2

AUTONOMIA DO
ESTUDANTE

APROXIMAÇÕES
ENTRE TEORIA E
PRÁTICA

Eu acho que a Tutoria
meio
que
antecipa
situações que a gente vai
viver daqui a alguns anos,
né? Como vamos, no
futuro, discutir casos com
os colegas, para que possa
haver isso. É sempre bom
um olhar, ver aquilo que
você não viu
Mas agora na
faculdade
é
principalmente
para você fechar,
sempre
relacionado
ao
assunto que a
gente está vendo.
Por isso é tão
importante
quando
é
relacionado
às
matérias que a
gente
está
pagando.
A gente vê uma
doença ou assunto
em
sala,
vê
algumas
características,
memoriza
e
decora para uma
prova,
mas
quando
você
chega na Tutoria,
você vê a mesma
coisa e às vezes
não associa. Como
se chegasse na
vida real e

Para saber que você está
estudando para fazer
aquilo de verdade. E te dá
mais
responsabilidade
para a vida real, mesmo
que você esteja só em sala
de aula, com alguns
colegas.

APRENDIZADO
EM E COM O
GRUPO

SENTIMENTOS E
AFETOSNO
PROCESSO DA
TUTORIA

SOBRE A
PARTICIPAÇÃO
DO TUTOR

Outros
questionamentos
gerais na condução da
Roda / Citações sobre
ocorrências e reações
durante a Roda de
Conversa

Linha

Partici
pantes

Categorias

RELAÇÕES
COM O
CURRÍCULO

AUTONOMIA DO
ESTUDANTE

APROXIMAÇÕES
ENTRE TEORIA E
PRÁTICA

APRENDIZADO
EM E COM O
GRUPO

SENTIMENTOS E
AFETOSNO
PROCESSO DA
TUTORIA

SOBRE A
PARTICIPAÇÃO
DO TUTOR

esquecesse a sua
decoreba de sala.
Aí te força a ...tipo
... despertar para
isso.
124131

E9

Não sei se são em todas
as Tutorias, mas usando
como exemplo a minha,
que foi a única que eu
tive até agora. A gente
começa, lê a situação.
Falo que eu nem sei
nada. Aí ninguém sabe
nada. Tenta esclarecer
alguns
termos
desconhecidos. Alguns
tem que ficar meio
chutando.
E vai enxugando naquilo
que a gente ainda não
sabe. Porque tem coisa
que a gente já sabe, mas
tem dúvidas.
A olhar, vê que não
sabe, ou pensar que não
sabe, aí quando paro e
penso em conjunto, vê
que a gente sabe de
alguma coisa. Eu acho
isso bem interessante.

140141

E10

Não sei se de todo
mundo foi, mas no
nosso caso os
últimos três casos
foram
entrelaçados. Foi
uma história, de
uma pessoa em
comum ...

Mas daí, tipo, vai
pensando,
todo
mundo junto. Formula
questões, às vezes
mais de dez, e
algumas a gente vai
conseguindo
responder
quando
está
trabalhando
junto. Às vezes até a
metade.

Mas em grupo o
conhecimento
aumenta. Aí termina a
gente sabendo coisas
que a gente pensava
que não sabia.
A gente já até falou
sobre isso um dia no
grupo.

A
minha
tutora
estimula bastante a
gente pensar

Outros
questionamentos
gerais na condução da
Roda / Citações sobre
ocorrências e reações
durante a Roda de
Conversa

Linha

Partici
pantes

Categorias

RELAÇÕES
COM O
CURRÍCULO

AUTONOMIA DO
ESTUDANTE

APROXIMAÇÕES
ENTRE TEORIA E
PRÁTICA

APRENDIZADO
EM E COM O
GRUPO

SENTIMENTOS E
AFETOSNO
PROCESSO DA
TUTORIA

SOBRE A
PARTICIPAÇÃO
DO TUTOR

Outros
questionamentos
gerais na condução da
Roda / Citações sobre
ocorrências e reações
durante a Roda de
Conversa

Risos de vários do
grupo
Pelo visto não foi
só para a gente
isso. Mas é que
disseram que era
novo...
Risos de vários do
grupo

148

E8

149

E10/ E
6

Eu achei muito
interessante
e
gerava uma certa
expectativa. O que
será
que
vai
acontecer?
A
gente até sugeriu
para o tutor que
isso acontecesse
mais vezes. Talvez
até com uma
família. Poderiam
entrelaçar mais os
problemas.
Foi
muito
interessante.
Parecia
uma
novela!
E todo mundo na
sala já ficava. O
que será que vai
acontecer?

Eu acho que a Tutoria
coloca
muito
a
responsabilidade
do
aprendizado no aluno.
Acho que ela tira um
pouco
a
responsabilidade
do
tutor, do professor, de
ensinar, de aprender e
coloca
a
responsabilidade
no
aluno

Linha

150160

161175

Partici
pantes

E6

E7

Categorias

RELAÇÕES
COM O
CURRÍCULO

Isso é importante
ligado
ao
aprendizado que
se tem nas aulas
da
sala,
dos
assuntos, porque
faz você pesquisar
em outras fontes.
Mas eu acho que
ela sozinha, sem o
auxílio das aulas,
como é o que
acontece aqui na
faculdade, eu acho
que ela talvez não
funcionaria bem,
não para todo
mundo, mas para
muita gente.
Até o ponto que
eu acho que tem
muita gente que
não vai buscar
uma
fonte
confiável. Dá para
só colocar no
google, ver o que
aparece,
levar
para a Tutoria e já
resolve o estudo.

AUTONOMIA DO
ESTUDANTE

Então eu acho que a
responsabilidade
que
colocam em cima do
aluno
para
o
aprendizado
é
importante,
mas é
preciso saber se o aluno
está preparado e tem
essa responsabilidade de
construir
o
seu
conhecimento.
Eu vejo muito essa
autonomia
também,
como o E6 falou, porque
fica com a gente a
responsabilidade
de
buscar e saber se aquela
informação que você
tinha era realmente o
que
você
estava
pensando

APROXIMAÇÕES
ENTRE TEORIA E
PRÁTICA

APRENDIZADO
EM E COM O
GRUPO

SENTIMENTOS E
AFETOSNO
PROCESSO DA
TUTORIA

SOBRE A
PARTICIPAÇÃO
DO TUTOR

Outros
questionamentos
gerais na condução da
Roda / Citações sobre
ocorrências e reações
durante a Roda de
Conversa

Linha

Partici
pantes

Categorias

RELAÇÕES
COM O
CURRÍCULO

Mas uma coisa
que
eu
acho
importante
também
é
a
criatividade.
Porque do nada
você fica com
medo de falar
uma besteira, e
daí o tutor fala:
"Pode ir falando".
E aí a gente vai
falando,
vai
falando, e aí a
gente vai vendo
que
aquela
besteira que a
gente
estava
pensando, que a
gente
tinha
suspeitado, fazia
algum sentido.
Tomar
cuidado
com a medicina de
"orelhada", aquilo
que você escuta
que é bom, ou não
é, falado por
outras
pessoas,
mas nunca foi ler a
evidência. Isso não
pode acontecer.
Você tem que
sempre
estar
embasado. Tem
que
estar
respaldado até em
defesa própria.

AUTONOMIA DO
ESTUDANTE

APROXIMAÇÕES
ENTRE TEORIA E
PRÁTICA

APRENDIZADO
EM E COM O
GRUPO

Então...
mas
para
confirmar isso a gente tem
que usar fontes confiáveis,
até porque aprender isso
nessa fase do curso é uma
forma muito didática de
entender
isso,
que
futuramente a gente
precisa dessas fontes
confiáveis porque a gente
vai cuidar de vidas, né?

Então eu acho que a
Tutoria
é
uma
oportunidade de poder
estimular
a
gente
aprender a trabalhar com
o que no futuro a gente vai
vivenciar.

Como falaram. A
gente vai aprendendo
um pouquinho com
cada um ...assim ... e
no fim a gente tem
uma síntese.

SENTIMENTOS E
AFETOSNO
PROCESSO DA
TUTORIA

SOBRE A
PARTICIPAÇÃO
DO TUTOR

Outros
questionamentos
gerais na condução da
Roda / Citações sobre
ocorrências e reações
durante a Roda de
Conversa

Linha

176190

Partici
pantes

Categorias

RELAÇÕES
COM O
CURRÍCULO

E2

AUTONOMIA DO
ESTUDANTE

Um ponto que eu
também
acho
importante é o da
responsabilidade
do
aluno, logo no início.

E passei depois
disso, um ano, que
foi o segundo e
terceiro período,
adorando Tutoria.
Por mim eu estou
super triste que
vai acabar. Porque
tipo assim, eu vi o
que eu
tinha
errado
no
primeiro período e
vi o que eu tinha
que melhorar no
segundo período

APROXIMAÇÕES
ENTRE TEORIA E
PRÁTICA

APRENDIZADO
EM E COM O
GRUPO

SENTIMENTOS E
AFETOSNO
PROCESSO DA
TUTORIA

Bom, no meu caso, eu
tive o primeiro contato.
Tive dificuldade no
início. Então tem que
ver
se
o
aluno
consegue lidar com
aquilo, se ele está ou
não está preparado
para aquilo. Mas eu
acho que ele aprende a
lidar.
Pelo
menos
aconteceu isso comigo.
Falo por mim que na
primeira Tutoria eu era
um desastre! Eu não
acompanhava bem. Eu
me sentia bem atrás
dos outros alunos. E
não funcionava para
mim. Eu fui pegar o
espírito da Tutoria mais
no final.

Foi para mim meio que
um tapa para você
aprender como é que
você devia aprender,
estudar, questionar.

E, acho que o mais
importante, é ter que ter
responsabilidade sobre

Para mim foi um pouco
assim. Acho que foi até
bem mais tranquilo.

SOBRE A
PARTICIPAÇÃO
DO TUTOR

Outros
questionamentos
gerais na condução da
Roda / Citações sobre
ocorrências e reações
durante a Roda de
Conversa

Linha

191215

Partici
pantes

Categorias

RELAÇÕES
COM O
CURRÍCULO

E6

Eu acho que você
está preparado e
eu também estou.
Acho que a gente
vai
aprendendo
com o tempo.
Hoje mesmo a
gente já sabe os
significado
das
palavras,
dos
termos
desconhecidos.
O aluno
está
acostumado
a
receber
tudo
pronto. Ele está
acostumado
a
assistir uma aula e
acabou, sem ter
que estudar em
casa. Ou então,
chega em casa e
vai estudar aquele
capítulo que o
professor mandou
estudar. Ou

AUTONOMIA DO
ESTUDANTE

APROXIMAÇÕES
ENTRE TEORIA E
PRÁTICA

APRENDIZADO
EM E COM O
GRUPO

SENTIMENTOS E
AFETOSNO
PROCESSO DA
TUTORIA

SOBRE A
PARTICIPAÇÃO
DO TUTOR

as suas coisas. Então eu
acho que mesmo que
você se sinta inseguro,
meio
perdido
no
primeiro contato, acho
que com o tempo, passa
a ser mais organizado
com as coisas. Não só
na Tutoria, mas como
pensar, como elaborar,
como ter dúvidas.
Mas acho que nem todo
aluno está preparado
para isso.
Mas não é todo aluno
que está preparado para
ele buscar por si só. Isso
não é uma coisa da
faculdade. É uma coisa
da formação dele.

Tem vezes até que é
melhor estudar pela
transcrição da aula,
porque nem sempre o
professor aceita o que
está no livro. Ele quer o
que ele falou na aula. A
gente sabe que tem
professor na faculdade
que não aceita o que
está no livro. Tem que
ser o que ele disse
mesmo.

Outros
questionamentos
gerais na condução da
Roda / Citações sobre
ocorrências e reações
durante a Roda de
Conversa

Linha

Partici
pantes

Categorias

RELAÇÕES
COM O
CURRÍCULO

AUTONOMIA DO
ESTUDANTE

mesmo que não
tenha a indicação
do professor, mas
tem exatamente o
capítulo daquele
assunto que foi
dado na aula. Um
exemplo: tem uma
aula de BCM
(Biologia Celular e
Molecular), ele vai
lá, pega o livro
desse
assunto,
encontra o que o
professor deu na
aula.

Por isso, quando a
Tutoria
está
relacionada
as
aulas
da
faculdade,
possibilita
aos
estudantes
que
não tem essa
responsabilidade
aprender bem. E
se fosse só tutoria,
só PBL, eu acho
que não teria este
mesmo estímulo.
Isso para parte
dos alunos.

E o que a gente quer é
tirar dez na prova. Então
eu acho que é esse o
problema. Nem todo
aluno está preparado
para
ter
essa
responsabilidade de usar
uma boa fonte.
Talvez você teria. Não
sei
se a maioria
conseguiria acompanhar
e aprender bem se fosse
só Tutoria.

APROXIMAÇÕES
ENTRE TEORIA E
PRÁTICA

APRENDIZADO
EM E COM O
GRUPO

SENTIMENTOS E
AFETOSNO
PROCESSO DA
TUTORIA

SOBRE A
PARTICIPAÇÃO
DO TUTOR

Outros
questionamentos
gerais na condução da
Roda / Citações sobre
ocorrências e reações
durante a Roda de
Conversa

Linha

Partici
pantes

E6

E2

217230

E7

Categorias

RELAÇÕES
COM O
CURRÍCULO

AUTONOMIA DO
ESTUDANTE

Você vendo assim
o histórico, você
vai ver que o PBL
foi
implantado
acho que em
Marília e depois
na UEL, eu acho, e
você
vê
que
depois caiu o
rendimento delas,
no escore que faz
todas
as
faculdades.
Então, é isso que
eu acho, não
falando que essas
faculdades
não
são boas, mas que
muito
aluno
aprende
pouco
com o PBL.
Isso quando é só
PBL,
né?
Simplesmente o
PBL.
Eu acho é que aí é
que
entra
a
questão
de
relacionar com os
assuntos que a
gente teve
porque às vezes
você até viu algo
na aula, mas você
não gosta da aula
daquele professor.
Ou você nem está
com cabeça para
assistir aula. Ou
você não está com

Isso foi associado ao
aluno, mas também a
capacidade do aluno ter
responsabilidade para
estudar e buscar seu
aprendizado.

APROXIMAÇÕES
ENTRE TEORIA E
PRÁTICA

Até porque é um estímulo
maior para a gente levar
para a prática,

Ou às vezes é até uma
doença que tem na sua
família. Que é o que
acontece
muito
nas
tutorias.
Geralmente
alguém já fala: minha mãe
tem, meu irmão tem.

APRENDIZADO
EM E COM O
GRUPO

SENTIMENTOS E
AFETOSNO
PROCESSO DA
TUTORIA

SOBRE A
PARTICIPAÇÃO
DO TUTOR

Outros
questionamentos
gerais na condução da
Roda / Citações sobre
ocorrências e reações
durante a Roda de
Conversa

Linha

Partici
pantes

Categorias

RELAÇÕES
COM O
CURRÍCULO

cabeça só para ler
aquilo
Então
quando
chega na tutoria,
correlacionando
tudo,
inclusive
com o assunto que
a gente estudou

231233

E10

Mas quando eu
debati na Tutoria,
a gente despertou
mais interesse e
curiosidade.
Mas eu também
acho válido o que
E6
falou
na
questão de ser só
PBL, porque eu
acho que são
métodos que se
complementam,
eu
tenho
a
impressão de que
nenhum dos dois é
bom sozinho. Eu
acho então que
um
complementando
o outro é muito
bom.
É uma forma tão
criativa que acaba
fixando, de um
jeito ou de outro.
E você fixa.
E você fixa!

AUTONOMIA DO
ESTUDANTE

APROXIMAÇÕES
ENTRE TEORIA E
PRÁTICA

APRENDIZADO
EM E COM O
GRUPO

SENTIMENTOS E
AFETOSNO
PROCESSO DA
TUTORIA

SOBRE A
PARTICIPAÇÃO
DO TUTOR

Outros
questionamentos
gerais na condução da
Roda / Citações sobre
ocorrências e reações
durante a Roda de
Conversa

a gente vai busca pra
aprofundar mais aquele
assunto, como "aquela
pedra na vesícula" que
minha mãe tinha e quando
eu vi na aula, eu nem
liguei, porque era só uma
doença.
Cada um traz uma
coisa nova que a
gente só na aula nem
vê.

Alguns
concordam
afirmação.

outros
com a

Linha

Partici
pantes

Categorias

RELAÇÕES
COM O
CURRÍCULO

234

E7/ E3

Geralmente você
sempre fala: Eu vi
isso na Tutoria.
Nunca acontece
de a gente dizer:
eu vi isso na aula
de ...

236247

E3

A medida que os
obstáculos vão se
confrontando com
esta visão, com a
nossa inteligência,
com
a
nossa
capacidade
cognitiva, a gente
sente
a
necessidade
de
pesquisar
mais,
que é o que E6
estava
comentando.Por
que
a
gente
pesquisa
mais
depois? Porque a
gente percebe que
a gente não sabe
todas as coisas
que
a
gente
acreditava quando
passou. E aí tem a
questão
da
humildade.

AUTONOMIA DO
ESTUDANTE

APROXIMAÇÕES
ENTRE TEORIA E
PRÁTICA

APRENDIZADO
EM E COM O
GRUPO

SENTIMENTOS E
AFETOSNO
PROCESSO DA
TUTORIA

(E3) Gente, o que
acontece, quando a
gente
passa
em
medicina a gente tem
uma certa fantasia de
que a gente conhece a
medicina. A gente está
tão animado que a
gente passou que aí a
gente pensa que a
gente sabe.
A gente aprende que
temos limitações como
alunos e que ser médico
é um desafio maior do
que a gente pensava

E acrescentou a E4 a
questão da equipe.. À
medida que o tempo
vai passando nós
aprendemos
a
compartilhar com o
outro; a ouvir, a
esperar. Isso que a
gente desenvolve... a
trabalhar em equipe.

SOBRE A
PARTICIPAÇÃO
DO TUTOR

Outros
questionamentos
gerais na condução da
Roda / Citações sobre
ocorrências e reações
durante a Roda de
Conversa

Linha

248255

Partici
pantes

E3 / E4

Categorias

RELAÇÕES
COM O
CURRÍCULO

Então todo esse
crescimento
e
evolução vai aos
poucos e eu acho
que a Tutoria
propicia
um
ambiente
para
que a gente tenha
essa humildade.

AUTONOMIA DO
ESTUDANTE

APROXIMAÇÕES
ENTRE TEORIA E
PRÁTICA

APRENDIZADO
EM E COM O
GRUPO

SENTIMENTOS E
AFETOSNO
PROCESSO DA
TUTORIA

SOBRE A
PARTICIPAÇÃO
DO TUTOR

E eu acho que para
quem está no começo
ainda
é
muito
importante
a
participação do Tutor.

Porque eu posso dizer
que para mim, no
primeiro período, não
sabia nem o que era
Tutoria. Eu sentia que
minha
tutora não
estava muito envolvida,
que faltava, que eu
abria caso com um,
fechava com outro.
Então eu via que era
um negócio que não
estava direito. Quando
chegou no segundo
período, eu já pensei:
Meu Deus, agora eu
acho que eu vou saber
o que é Tutoria.Foi
quando eu vi um tutor
mais engajado, que
estimula a gente a
pensar e criar vários
questionamentos.
Então eu acho que está
muito atrelado em ter
um tutor que está
realmente envolvido,
querendo fazer aquilo.

Outros
questionamentos
gerais na condução da
Roda / Citações sobre
ocorrências e reações
durante a Roda de
Conversa

Linha

256274

Partici
pantes

Categorias

RELAÇÕES
COM O
CURRÍCULO

AUTONOMIA DO
ESTUDANTE

APROXIMAÇÕES
ENTRE TEORIA E
PRÁTICA

E5

APRENDIZADO
EM E COM O
GRUPO

SENTIMENTOS E
AFETOSNO
PROCESSO DA
TUTORIA

SOBRE A
PARTICIPAÇÃO
DO TUTOR

Era exatamente isso
que eu ia dizer. Que a
importância do tutor é
fundamental. Eu acho
que ...eu pelo menos
tive a sorte, de ter
tutores
que
me
cobravam
bastante
nesses três períodos, e
acho que por isso que a
Tutoria me enriqueceu
tanto assim. Mas eu vi
vários
relatos
de
pessoas que não se
sentiam
tão
empolgados com a
Tutoria porque o tutor
não estimulava tanto e
eu acho que realmente
tem que ter essa
cobrança, sabe?
Assim, tem alunos que
eu vejo que se não tiver
com uma fonte segura
para ir para a Tutoria,
ele não se sente seguro,
ele não vai seguro para
discutir o caso porque
ele já ficou com aquilo
na cabeça e tem que
levar
coisas
que
comprovem realmente.
Que seja site seguro,
fontes de livros, de
artigo, mas que seja de
bibliografia segura
Acho que a partir da
Tutoria
eu
consegui
enxergar vários fatores
que envolvem a doença: a

Então a participação do
tutor eu acho que é
fundamental.
De
verdade mesmo! Ele

Outros
questionamentos
gerais na condução da
Roda / Citações sobre
ocorrências e reações
durante a Roda de
Conversa

Linha

Partici
pantes

Categorias

RELAÇÕES
COM O
CURRÍCULO

AUTONOMIA DO
ESTUDANTE

APROXIMAÇÕES
ENTRE TEORIA E
PRÁTICA

família,
os
fatores
psicológicos ...e todo esse
contexto ... eu acho que a
Tutoria disponibiliza .. ela
não coloca só a doença em
si, só os sintomas e sinais e
diga qual é a doença. Ela
não é só isso. Tem toda a
parte
de convivência
familiar, toda a parte
psicológica. A gente tenta
também resolver os casos
olhando o lado do SUS, e
eu
acho
importante
quando os casos envolvem
a
realidade
do
Brasil,quando envolve o
SUS e quando a gente tem
que ir atrás de exames que
se encaixam na realidade
do paciente. Também tem
isso.
275292

E1

Para mim eu acho
que a Tutoria é um
aprofundamento.
E acho importante
que seja atrelado
aos
outros
assuntos por isso.
Acho que não tem
que ser só PBL e
não tem que ser
só aula. Por que o
quê
que
acontece? A gente
assiste uma aula e
acaba tendo um
conhecimento
básico do assunto.

APRENDIZADO
EM E COM O
GRUPO

SENTIMENTOS E
AFETOSNO
PROCESSO DA
TUTORIA

SOBRE A
PARTICIPAÇÃO
DO TUTOR

consegue conduzir e
dependendo do tutor
ele consegue estimular
que a gente enxergue a
situação do início ao
fim.

E quanto a questão do
tutor eu acho que é
fundamental, porque
eu já vi muita gente
dizer muita coisa, e
dizem que no PBL , ou
que na Tutoria quem
faz é o aluno. O
professor
fica
lá
olhando e o aluno tem
que fazer sozinho. Mas
eu não vejo assim.
Inclusive agora, com
minha tutora atual, foi
muito melhor essa
minha tutoria, porque
ela estimulava

Outros
questionamentos
gerais na condução da
Roda / Citações sobre
ocorrências e reações
durante a Roda de
Conversa

Linha

Partici
pantes

Categorias

RELAÇÕES
COM O
CURRÍCULO

AUTONOMIA DO
ESTUDANTE

Aí na Tutoria é
que
a
gente
começa
a
aprofundar
o
assunto. E aí fica
muito mais fácil de
a
gente
aprofundar,
porque a gente já
sabe o básico.
Então
é
um
aprofundamento
do conhecimento,
extremamente
importante. Mas
eu acho que só o
PBL, sem essa
base prévia, eu
acho que não seria
tão
proveitoso,
como eu acho que
é hoje. Só que eu
acho que talvez o
curso pudesse ter
mais
aspectos
próximos,
parecidos com o
PBL, no restante
do ensino, não só
na Tutoria. Mas
também não só
PBL, nem só aula.

APROXIMAÇÕES
ENTRE TEORIA E
PRÁTICA

APRENDIZADO
EM E COM O
GRUPO

SENTIMENTOS E
AFETOSNO
PROCESSO DA
TUTORIA

SOBRE A
PARTICIPAÇÃO
DO TUTOR

Outros
questionamentos
gerais na condução da
Roda / Citações sobre
ocorrências e reações
durante a Roda de
Conversa

bastante. Não é que o
professor tem que ficar
calado e deixar só os
alunos falarem, mas
tem que estimular. Não
tem é que dar a sposta

Às vezes até o tutor dá
uma dicazinha, faz a
gente raciocinar e a
gente segue o raciocínio
...o raciocínio flui de
uma vez

E às vezes a gente
estava lá emperrado, só
faltava uma dica, um
estímulo,
e
nem
sempre é pra confundir
também não ... tem
gente que fala que o

Risos no grupo

Linha

Partici
pantes

Categorias

RELAÇÕES
COM O
CURRÍCULO

AUTONOMIA DO
ESTUDANTE

APROXIMAÇÕES
ENTRE TEORIA E
PRÁTICA

APRENDIZADO
EM E COM O
GRUPO

SENTIMENTOS E
AFETOSNO
PROCESSO DA
TUTORIA

tutor está lá só para
confundir e te levar
para outro lado ...
Então eu acho que o
tutor
deve
sim
participar. Não deve
dar as respostas, nem
nada disso. Mas ajuda
bastante quando ele
estimula o raciocínio do
aluno. Se não fica uma
coisa muito perdida e
não funciona também.
Então a participação do
tutor é fundamental.

Às vezes é só dar uma
dicazinha
que
o
pensamento flui na
hora. Ajuda bastante
mesmo.

298300

E10

301305

E8

SOBRE A
PARTICIPAÇÃO
DO TUTOR

Principalmente
no
primeiro período, né?
Que a gente é muito
novo, não conhece.

Então tudo que o tutor
estimulava, fluía muito
melhor. Ficava muito
mais
produtiva
a
Tutoria quando ele
ajudava um pouquinho.
No começo, eu fiquei
duas semanas com uma
tutora, mas ela não
falava nada.

Outros
questionamentos
gerais na condução da
Roda / Citações sobre
ocorrências e reações
durante a Roda de
Conversa

RELAÇÕESDA TUTORIA COM O CURRÍCULO
RELAÇÕES ENTRE A SALA DE AULA E A TUTORIA: A sala de aula associada a termos como “Esquece, memoriza, decora, não associa, desenrolar de algum jeito, receber tudo pronto, ”. A tutoria associada a termos como:
“aprendizagem, estímulo, prática, aprofundar, capacidade criativa e até lúdica, aprende mais e mais fácil, a gente crie, deixar mais livre, invente o caminho e vai mais fundo, amplia mais, sedimentar o conhecimento,,
desafio, debater, despertar, surpreender”. Talvez ai a riqueza de um currículo híbrido... os repertórios surgem a partir desta relação entre sala e tutoria. São espaços diferentes, mas não precisam ser opostos, tampouco
complementares. As relações entre sala e tutoria produzem múltiplos sentidos. Deixar para a última hora o estudo da Tutoria é citado, pois a prioridade são as aulas. "Eu vi isso na Tutoria. Nunca acontece de a gente
dizer: eu vi isso na aula de ... "Há uma citação de que o aluno aprende pouco com o PBL.
a gente chega na faculdade a gente muitas vezes esquece ... mesmo se já viu na aula, na Tutoria antes.
A gente vê uma doença ou assunto em sala, vê algumas características, memoriza e decora para uma prova, mas quando você chega na Tutoria, você vê a mesma coisa e às vezes não associa. Como se chegasse na vida
real e esquecesse a sua decoreba de sala. Aí te força a ...tipo ... despertar para isso.
Acho que tem que passar por isso mesmo ...eu mesmo achei que não conseguiria passar, mas foi muito importante para mim.
Agora me veio uma questão que eu acho que é interessante compartilhar com vocês. É que eu tive Tutoria também na minha graduação ...até o quarto período. E eu participava muito.
A gente fica muito próximo desse processo de vocês ...aprenderem e a gente também aprender
Ah ...a Tutoria eu deixo para última hora ... será que sou só eu? Daí quando a gente conversa assim a gente vê que muita gente deixa.
Aí eu sempre tento desenrolar de algum jeito. Eu tento estudar os dois e acaba dando certo. Mesmo que não fosse do jeito que eu queria.
Até porque é um estímulo maior para a gente levar para a prática, porque às vezes você até viu algo na aula, mas você não gosta da aula daquele professor. Ou você nem está com cabeça para assistir aula. Ou você não
está com cabeça só para ler aquilo
E aí fica muito mais fácil de a gente aprofundar, porque a gente já sabe o básico. Então é um aprofundamento do conhecimento, extremamente importante
e a gente aprende isso na Tutoria.
Diferente de quando a gente está decorando algo.
E é ótimo, porque um dia você precisa olhar, estudar de novo, é muito melhor. Aí você consegue integrar mais. E ver tudo que você viu naquele dia com aquele mapa mental. Pelo menos eu sou assim.
E eu, no meu caso, desde o cursinho eu fazia mapas mentais. Que eu acho que é você amarrar tudo que você acha de importante numa folha só.
E foi bom ver o pessoal que está mais na frente e ver como a experiência da Tutoria é boa.
E passei depois disso, um ano, que foi o segundo e terceiro período, adorando Tutoria. Por mim eu estou super triste que vai acabar. Porque tipo assim, eu vi o que eu tinha errado no primeiro período e vi o que eu
tinha que melhorar no segundo período.
É uma coisa que você precisa ter tido a oportunidade de colocar as suas cartas na mesa. Para você poder escolher as que você quer usar. Para você saber o que é realmente mais importante.
É uma forma tão criativa que acaba fixando, de um jeito ou de outro. E você fixa.
E você acaba aprendendo mais e mais fácil.
E, na Tutoria, a gente tem a possibilidade de desenvolver a nossa capacidade criativa e até lúdica.
Ele começava a falar de algo que precisava, daí ele ia longe. Ele passava por um objetivo, por dois, por três ...e ele lá no quadro, falando de tudo isso ... risos
Ele dava tipo aula mesmo ...
Então, é isso que eu acho, não falando que essas faculdades não são boas, mas que muito aluno aprende pouco com o PBL.
Então, quem acha que ficou algo a falar, que possa se colocar agora. A gente vai ter outra oportunidade quando a gente se reunir no semestre que vem, mas quem está pensando em algo hoje e quer dividir com os
outros, esse é o momento.
Eu acho que deixar mais livre é melhor para cada um conseguir se adequar as suas características.
Eu acho que você está preparado e eu também estou. Acho que a gente vai aprendendo com o tempo. Hoje mesmo a gente já sabe os significado das palavras, dos termos desconhecidos.
Eu confesso que eu fiquei morrendo de vontade de falar bastante ...risos.
Eu quero comentar um caso que aconteceu comigo na Tutoria, porque tinha um menino que sempre queria dar aula.

Fiquei com vontade de falar do meu entendimento da Tutoria.
Geralmente você sempre fala: Eu vi isso na Tutoria. Nunca acontece de a gente dizer: eu vi isso na aula de ...
Isso faz com que a gente crie, que a gente invente o caminho e vá muito mais a fundo do que apenas o caso. Muitas vezes a gente sai do caso e amplia mais. Outras vezes tem pessoas que se limitam ao caso. Então
envolve muito disso, da capacidade criativa.
Já na síntese não, você coloca o que é essencial e fica mais fácil de você lembrar. Se alguém te pergunta algo depois você geralmente lembra bem. No portfólio você já não lembra direito, porque tem muita coisa
escrita, eu acho que essa parte do conhecimento ...de aprofundar, de sedimentar o conhecimento com a síntese é bastante interessante.
Mas aí foi assim, eu não conseguia fazer isso rápido. Passava a semana todinha estudando e só deixava algumas coisas (Tutoria) para a última hora. E acho até que isso acontece com todo mundo.
mas para estudar a gente tem que saber o que é mais importante para estudar a doença. Então talvez esse seja o maior desafio da Tutoria.
Mas quando eu debati na Tutoria, a gente despertou mais interesse e curiosidade.
mas realmente quando acontece você acha interessante.
Mas uma coisa que eu acho importante também é a criatividade.
Mas uma pessoa que tenha mais segurança ...é como quando você está estudando para uma prova e que vai ser do assunto todo ... aí você chega na véspera, bate aquela ansiedade e você vai pensando que isso eu não
sei, isso também não ... e pronto, você se perdeu por você mesmo.
Não sei se de todo mundo foi, mas no nosso caso os últimos três casos foram entrelaçados. Foi uma história, de uma pessoa em comum ...
O aluno está acostumado a receber tudo pronto. Ele está acostumado a assistir uma aula e acabou, sem ter que estudar em casa. Ou então, chega em casa e vai estudar aquele capítulo que o professor mandou
estudar. Ou mesmo que não tenha a indicação do professor, mas tem exatamente o capítulo daquele assunto que foi dado na aula. Um exemplo: tem uma aula de BCM (Biologia Celular e Molecular), ele vai lá, pega o
livro desse assunto, encontra o que o professor deu na aula.
Pensa porque isso aconteceu e qual a relação com o que você já sabe... e já fica explicando que vai ter esse sintoma e aquele, de depois, quando você vai pesquisar, você percebe que muitas vezes sabia só o básico
mesmo.
Puxando um pouco para outro lado, eu acho que entra nessa história de sempre tentar buscar o específico ...por exemplo, está com dor-de-cabeça ... tem que procurar um neurologista; está com uma dor no estômago
... tem que ir no gastro; não é sempre assim.
Tem horas que tem que dar prioridade a alguma coisa e eu sempre fico meio dividido ...pesquiso mais a Tutoria ou estudo mais para a prova? Como eu sou um pouco perfeccionista, eu não gosto de me doar pela
metade, então eu fico querendo me cobrar mais, querendo fazer as duas coisas perfeitas. E acaba que eu me cobro muito e eu acho que essa também é uma das dificuldades.
Você ainda está com aquele assunto bem ...fresquinho na cabeça e acho importante porque você consegue captar o principal,
Para mim foi importante para encerrar um ciclo. A Tutoria foi algo que me surpreendeu ...
E o que a gente quer é tirar dez na prova.
O que acontece é que nas matérias em geral a gente tem uma determinação sobre o que é para ser estudado.
INTEGRAÇÃO DA TUTORIA COM O RESTANTE DO CURRÍCULO: Trazem aspectos da cronologia curricular: sugerem que quando a Tutoria é mais potente (o negócio flui rapidinho) quando está relacionada com os
assuntos das outros módulos: Usam as expressões como relacionado às matérias; atrelada aos assuntos; ligado ao aprendizado da sala de aula;
Demonstram pensar que o PBL em todo o currículo poderia não funcionar bem: ela sozinha eu acho que não funcionaria bem; só o PBL não seria tão proveitoso - e defendem um currículo híbrido: não tem que ser só
PBL e não tem que ser só aula;
Alguns estudantes citam com pesar o fim da tutoria após o terceiro período: vão ser só saudades porque não vai ter mais tutoria depois do terceiro período; sofrendo com isso; a gente está se despedindo
Eu acho que a Tutoria deve sim estar atrelada aos assuntos que são vistos em sala nas outras aulas, porque facilita muito. Por exemplo, um caso que a gente teve neste semestre, de colelitíase, nós tivemos a aula antes
sobre o assunto. Daí o negócio flui rapidinho.
Mas agora na faculdade é principalmente para você fechar, sempre relacionado ao assunto que a gente está vendo. Por isso é tão importante quando é relacionado às matérias que a gente está pagando.
Isso é importante ligado ao aprendizado que se tem nas aulas da sala, dos assuntos, porque faz você pesquisar em outras fontes.
Mas eu acho que ela sozinha, sem o auxílio das aulas, como é o que acontece aqui na faculdade, eu acho que ela talvez não funcionaria bem, não para todo mundo, mas para muita gente.
Eu acho que por isso, quando a Tutoria está relacionada as aulas da faculdade, às aulas mais comuns, tudo associado, possibilita aos estudantes que não tem essa responsabilidade aprender bem.
Acho que se você chegar na faculdade e se fosse só tutoria, só PBL, eu acho que não teria este mesmo estímulo. Isso para parte dos alunos.
Você vendo assim o histórico, você vai ver que o PBL foi implantado acho que em Marília e depois na UEL, eu acho, e você vê que depois caiu o rendimento delas, no escore que faz todas as faculdades.
Isso quando é só PBL, né? Simplesmente o PBL.
Eu acho é que aí é que entra a questão de relacionar com os assuntos que a gente teve
Então quando chega na tutoria, correlacionando tudo, inclusive com o assunto que a gente estudou

Mas eu também acho válido o que E4 falou na questão de ser só PBL, porque eu acho que são métodos que se complementam, eu tenho a impressão de que nenhum dos dois é bom sozinho. Nada é bom sem ajuda de
outros métodos. Eu acho então que um complementando o outro é muito bom. O PBL complementando.
Para mim eu acho que a Tutoria é um aprofundamento. E acho importante que seja atrelado aos outros assuntos por isso. Acho que não tem que ser só PBL e não tem que ser só aula. Por que o quê que acontece? A
gente assiste uma aula e acaba tendo um conhecimento básico do assunto. Aí na Tutoria é que a gente começa a aprofundar o assunto.
Mas eu acho que só o PBL, sem essa base prévia, eu acho que não seria tão proveitoso, como eu acho que é hoje
Só que eu acho que talvez o curso pudesse ter mais aspectos próximos, parecidos com o PBL, no restante do ensino, não só na Tutoria. Mas também não só PBL, nem só aula.
Eu acho que entre P2 e P3 vai ser traquilíssimo, porque já é mais parecido com a realidade que a gente vive, então vai ser mais ou menos como nessa etapa. E vão ser só saudades, porque não vai ter mais tutoria
depois do terceiro período.
A gente é que está sofrendo com isso (fim da Tutoria). Vocês ainda tem um semestre.
quando você não tem nenhuma aula prévia, e aí é que entra a importância de estar ligado ao que você vê em sala de aula.
Teve uma Tutoria agora há pouco, que foi sobre úlcera gástrica, e estava falando lá que ele tinha ... não, na verdade foi a de cálculo biliar .. como é mesmo que diz ... falava que estava com fezes claras, e a gente já tinha
visto em sala que isso poderia ser obstrução, ou lesão hepática, ou algo do gênero, então aí a gente já sabia suspeitar, já sabia por onde começar.
Então por isso que eu acho que essa ligação entre o que você vê na sala e o que você vai ter na Tutoria é importante... que você veja antes alguma coisa sobre o assunto que você vai ter na tutoria
Em relação a isso que ele (Mau) falou, tudo que envolve aquilo que você já viu em sala para gente já flui muito melhor,
E eu acho que até o conhecimento prévio, que parece que não, mas diminui o medo de errar, porque até o conhecimento com a aula prévia estimula mais ainda.
A gente até sugeriu para o tutor que isso acontecesse mais vezes. Talvez até com uma família. Poderiam entrelaçar mais os problemas. Foi muito interessante. Parecia uma novela!
Eu então acho essas ferramentas de fundamental importância.
E a última dificuldade que eu pensei foi a de conciliar ...conciliar a Tutoria com os outros módulos.
que não vai ter tutoria no quarto período, a gente está se despedindo mesmo.

COMPARAÇÕES ENTRE OS PERÍODOS DIFERENTES DO CURSO: Falam das diferenças entre o aluno iniciante e o que está nos próximos períodos: geralmente o iniciante é associado a dificuldade ou ao desconhecimento:
isso acontecia mais no P1; disseram que era novo; dificuldade de iniciante; nunca tinha ouvido falar; acho importante ver a evolução; os pensamentos são diferentes em cada período.
Inclusive no P1 isso acontecia mais.
Comigo, no começo, eu gostava muito da proposta ...
Pelo visto não foi só para a gente isso. Mas é que disseram que era novo...
A minha dificuldade foi o portfólio, porque na verdade no início a gente não sabe e tem uma dificuldade de iniciante mesmo.
E eu acho que essa etapa acontece mais no primeiro período,
Risos no grupo ... Alguns dizem ...eu não me identifiquei com embriologia ... com embriologia não ... mais risos
Eu tive isso tanto no meu primeiro período, como agora no meu terceiro, e, para mim, ficou marcado, tipo, é uma coisa que eu quero poder fazer um dia.
Eu acho que foi no segundo período. E muita gente do meu grupo não sabia nem o que era, nunca tinha ouvido falar.
Acho importante ver a evolução, comparando o primeiro, segundo e terceiro período.
Daí a partir do segundo período eu fui me habituando muito à metodologia.
Enfim, é muito bacana porque os pensamentos são diferentes em cada período.

AUTONOMIA DO ESTUDANTE
APRENDIZADO CENTRADO NO ESTUDANTE: Aparece muito que a responsabilidade do estudante sobre o seu aprendizado colabora na sua busca e, apesar de certa insegurança, isso favorece a construção do seu
aprendizado. Também é citada certa preocupação em saber se o estudante está preparado para ter essa responsabilidade.
Eu acho que a Tutoria coloca muito a responsabilidade do aprendizado no aluno
Então eu acho que a responsabilidade que colocam em cima do aluno para o aprendizado é importante, mas é preciso saber se o aluno está preparado e tem essa responsabilidade de construir o seu conhecimento.
Eu vejo muito essa autonomia também, como o Maurílio falou, porque fica com a gente a responsabilidade de buscar e saber se aquela informação que você tinha era realmente o que você estava pensando
Um ponto que eu também acho importante é o da responsabilidade do aluno, logo no início.
Falo por mim que na primeira Tutoria eu era um desastre! Eu não acompanhava bem. Eu me sentia bem atrás dos outros alunos. E não funcionava para mim. Eu fui pegar o espírito da Tutoria mais no final.
E, acho que o mais importante, é ter que ter responsabilidade sobre as suas coisas. Então eu acho que mesmo que você se sinta inseguro, meio perdido no primeiro contato, acho que com o tempo, a avaliação do
tutor, te faz ter mais responsabilidade e ser mais organizado com as coisas.
Para mim foi um pouco assim. Acho que foi até bem mais tranquilo. Mas acho que nem todo aluno está preparado para isso.
Então eu acho que é esse o problema. Nem todo aluno está preparado para ter essa responsabilidade de usar uma boa fonte.
Talvez você teria. Não sei se a maioria conseguiria acompanhar e aprender bem se fosse só Tutoria.
Isso foi associado ao aluno, mas também a capacidade do aluno ter responsabilidade para estudar e buscar seu aprendizado.
A gente viu Vanessa, Carla e Kelly falando de uma praticidade, de uma experiência bem prática. E no início a gente viu Matheus, Fellipe e até eu mesmo tivemos uma experiência de se cobrar mais, de ter que escrever
mais no portfólio.
M: Eu acho que a importância do erro é mais no sentido de a gente se cobrar. Pelo menos comigo isso acontece. Quando eu erro ...e vejo lá que está errado.
Aí você se cobra mais, estuda mais a fundo para nunca mais errar aquilo. Pra mim funciona assim. E a partir dali começa a analisar melhor os assunto e aí está a importância de errar.
Mas um exemplo, a primeira tutoria neste semestre foi de pelagra ...daí a gente foi para um hospital, em outra atividade da faculdade, acho que foi da semiologia. Era para treinar anamnese. Começou a fazer a
história do paciente e quando chegou no interrogatório sintomatológico aí um olhava assim para o outro e era igual ao caso da Tutoria da gente ... a gente tinha visto há pouco e se a gente tivesse pulado alguma
besteirinha ali, a gente podia ter passado despercebido
Eu queria ajudar de alguma forma. Aí a pessoa se cobra ainda mais.

RACIOCÍNIO E PROBLEMATIZAÇÃO: Nesse conjunto, aparecem muitos termos (entre eles vários verbos) relacionados ao aprendizado por descoberta e a forma problematizadora de pensar, como indagar, raciocinar,
opinar, contrapor, arriscar, investigar, perguntar, levantar uma hipótese, articular as ideias, desenrolar as ideias. "Por que aquela pedra está em tal canto?" Também aparece uma compreensão do aprender de forma
construtiva e não de transmissão: não tem a resposta pronta, aprender a filtrar, o raciocínio flui de uma vez, no caminho certo. Sugere também o aprender a partir das necessidades pode gerar uma expectativa que
estimula a busca, como em: fazer hipóteses, certa expectativa, O que será que vai acontecer?, curiosidade, caminho não tão determinado, nosso caminho.
Porque a gente tem a oportunidade de seguir o nosso caminho, não tão determinado, mas a partir das nossas indagações e curiosidades.
Eu acho que estimula muito o raciocínio diagnóstico.
Eu acho que é muito interessante, a gente aprende bastante. É muito legal ter que descobrir, todo mundo ter que investigar o que é.Raciocinando.
Eu achei muito interessante e gerava uma certa expectativa. O que será que vai acontecer?
E todo mundo na sala já ficava. O que será que vai acontecer?
Mas não é todo aluno que está preparado para ele buscar por si só. Isso não é uma coisa da faculdade. É uma coisa da formação dele.
Às vezes até o tutor dá uma dicazinha, faz a gente raciocinar e a gente segue o raciocínio ...o raciocínio flui de uma vez
E a questão de deixar o aluno livre, do grupo ser menor, de você poder ir jogando uma tempestade de ideias, eu mesma nunca tinha feito isso ... de fazer tempestade de ideias.
Quem se cobrar muito vai aprendendo a ser mais prático. E quem é muito prático, vai aprendendo a ser mais específico, para suprir detalhes que talvez tenha esquecido

E aí eu queria só problematizar mesmo, eu sinto que como tutora, no fechamento, os alunos participam muito mais, por terem estudado em várias fontes.
O que o livro diz é o que está certo, então quando eu chegar no encerramento eu já sei muito mais. Então, como tutora, o que eu sinto é que os alunos ficam muito mais travados, não sei se por medo de falarem
uma besteira, ou às vezes falta criatividade... algo que eu ouvi bastante hoje aqui.
É o que eu estava falando mesmo. Na abertura a gente realmente fica mais travado.
mas um caminho para o raciocínio,
Mas na abertura, para estimular os objetivos,
Porque quando você chega na Tutoria e já é algo que você viu alguma coisa, você já sabe que você pode opinar, você sabe que você não está falando besteira.
Para levantar uma hipótese tendo como base algo que você já tinha tido. Você tinha alguma segurança. Porque fica bem difícil você chegar para uma abertura, sem saber nada
porque ele não tem a resposta pronta.
porque já teve uma Tutoria que a gente teve uma pergunta - foi até a última - porque a gente conseguiu fluir e responder tudo, conseguiu explicar tudo na sala,
Por quando você seguindo um raciocínio e a tutora fazia este gesto, já me estimulava a continuar porque eu devia estar no caminho certo. Então você acaba forçando mais, relacionando com mais alguma coisa, indo
mais além ...e o outro já vem e diz que pode ser isso, ou aquilo, então eu acho que essa questão de ..
porque como eu disse, no fechamento é mais levar o que a gente estudou mesmo ...
Agora, a partir do momento que contrapõem, que você viu o outro lado, e que o outro lado é que era o certo, acho que isso fica mais sedimentado. Então isso que eu acho que é importante arriscar na abertura,
entendeu? Porque você errando e você enxergando depois o lado certo no encerramento aquilo ajuda a sedimentar melhor.
Alguma palavra aí no texto que você consiga relacionar com algum assunto? Tentar sempre tirar algo do texto, alguma vírgula, ou alguma outra coisa importante. A gente sempre tentava esmiuçar muito.
Porque você já tem algum conhecimento e aí você quer avançar mais, ir mais fundo ...e aí começa falar que é isso, "porque a pedra está em tal canto" ... aí você vai além da aula, começa a criar suposições, relações.
quando a gente chega na abertura, é realmente isso que Carol falou, que é a insegurança. Mesmo que você saiba ...ou que você suponha, mas a insegurança predomina. Porque eu prefiro ficar na minha, do que falar
muito e acabar me perdendo nas minhas próprias palavras.
Quer dizer que a suspeita é de refluxo e ele não passou. E aí você começa a se interessar e pensar: Por que será que ele não passou esse exame? Talvez porque esse exame não seja no início.
Porque a gente começa fazendo por perguntas ...então a gente começa fazendo o portfólio respondendo pergunta por pergunta. Eu eu vejo isso com a menina que mora comigo que é do P1
E adorei a síntese e quero fazer para o resto da vida!
Porque de falar, de indagar, de fazer hipótese, eu nunca tive desses problemas. Acho que as vezes eu falo até demais.
você começa a perceber onde é melhor para colher cada tipo de informação. E isso é muito difícil. Além do que às vezes um artigo diz uma coisa, o outro diz outra coisa, e daí a gente vai percebendo que tem muitas
respostas mesmo, então a gente tem que aprender a filtrar.
Quando alguém vai redigir aquela questão a gente tem que ler e parece às vezes, alguma coisa, como uma úlcera, mas o paciente tinha dor nas costas ...e aí a gente já pergunta: mas o que é que tem a ver úlcera com
dor nas costas? Aí a pessoa que redige também pensa numa relação.
Exatamente! Isso ajuda às vezes a desenrolar uma ideia.
E, por já terem mais experiência, elas sabem mais dos termos desconhecidos, mesmo não sabendo a fundo. Mas isso facilita para elas discutirem no grupo e isso atrapalha um pouco.
Porque se não ele já lia e ficava falando tudo o que era ...e isso atrapalhava o grupo a pensar.
Eu acho que a gente vai viver muito isso na prática.
o pensamento vai se desenrolando e sendo aprofundando ... você até descobre alguma coisa.
eu já tinha esse hábito de estudar discutindo questões. Só que eu tinha dificuldade de ...eu tinha o medo, que vocês falaram ... de insegurança de levar para o grupo o que eu tinha estudado.
Eu era meio que "a estrela" no primeiro período. Eu levava um monte de coisas. Lembro que tinha uma vez que a gente tinha que discutir as fibras musculares, actina e miosina, e eu montei uma cartolina com várias
informações ...risos ... lembro também que a gente teve uma fratura de colo de fêmur, daí eu levei também um monte de coisas... fiz uma vez em massinha o colo do fêmur. Eu era a ...no primeiro período eu dava um
show
Eu achava difícil articular as ideias.
Aí na história tem uma fita vermelha ...daí vem o questionamento: o que é que tem a ver a fita? A mulher não sentiu dor no infarto ...o que é que tem a ver? Aí às vezes no final a gente percebe que realmente não
tinha muito a ver com a questão, porque a gente tem que pegar as características principais daquela situação ...daquela doença
Não só na Tutoria, mas como pensar, como elaborar, como ter dúvidas. Ajuda em muita coisa... dá o norte para muita coisa.

MELHORIA DAS HABILIDADES E COMPETÊNCIAS: aqui, você pode destacar as competências e habilidades que vão compor o repertório: falar; pensamento fluir; objetividade (texto mais curto); saber buscar
informações (procurar artigos, fontes seguras de estudo, pegar o livro, pesquisar antes, fonte confiável, artigos de revisão; livro certo, artigo certo, ); humildade; limitações; entender por que errei fica pensando
(por que será que eu falei aquilo ... não tinha nada a ver); disposto a errar; um tapa para você aprender como é que você devia aprender, estudar, questionar. Aprender equilíbrio, poder debater, poder enxugar e
sintetizar. O livro sabe e eu não sei; Explicar de outra forma;
Às vezes a única coisa que uma pessoa saberia para falar ...vem o formado e fala ... já aconteceu comigo ... eu só sabia aquilo daquela situação ... risos
Às vezes é só dar uma dicazinha que o pensamento flui na hora. Ajuda bastante mesmo.
Daí eu fui aprendendo a ser mais ...a ter um texto mais curto e conseguir dizer todas as ideias nele. Eu fui desenvolvendo essa habilidade ao longo do tempo e ...eu ainda sou boa para escrever tudo ... risos
Acho que no primeiro período tem muito isso de a gente querer procurar artigos,
Agora algumas coisas que me chamaram bastante atenção foram algumas coisas que alguns falaram, lembro de Caio, Carla, é com relação às fontes seguras de estudo, né?
aí depois eu fui começando a perceber que também precisava pegar livro, porque lá as coisas estavam mais organizadas, mais didáticos, e associando aos artigos. Então hoje eu estudo pelos dois caminhos, tem coisas
que eu acho melhor pegar no livro, tem coisas que eu prefiro nos artigos ...
Às vezes a pessoa fica meio sem querer compartilhar muito porque ainda tem muita dúvida ...daí prefere pesquisar antes.
Até o ponto que eu acho que tem muita gente que não vai buscar uma fonte confiável. Dá para só colocar no google, ver o que aparece, levar para a Tutoria e já resolve o estudo.
Depois isso tudo foi melhorando, fui aprendendo que existem os artigos de revisão, aí foi melhorando e tal e a partir do segundo período mesmo que eu comecei a pesquisar bem mais tranquilo as diferentes
informações... pegando o livro certo, o artigo certo, daí isso tudo junto fica uma pesquisa bem melhor... e não fica tão embolado, como ficava antes.
A medida que os obstáculos vão se confrontando com esta visão, com a nossa inteligência, com a nossa capacidade cognitiva, a gente sente a necessidade de pesquisar mais, que é o que Maurílio estava
comentando.Por que a gente pesquisa mais depois? Porque a gente percebe que a gente não sabe todas as coisas que a gente acreditava quando passou. E aí tem a questão da humildade. A gente aprende que temos
limitações como alunos e que ser médico é um desafio maior do que a gente pensava
Acho que dá para falar algo mais ou menos assim: Será que você não consegue explicar de outra forma?
e acho que isso melhoraria muito o fluxo de pensamento que você sente quando é seu primeiro contato com o assunto.
e agora já estou falando muito, conseguindo dar minhas idéias, minhas opiniões, e agora eu vejo que foi muito válido.
E daí já vou tentar entender porque eu errei, porque eu falei errado. Aí o "cabra" vai, pesquisa mais e às vezes fica até bravo com você mesmo ...fica pensando: por que será que eu falei aquilo ... não tinha nada a
ver.
E aí a gente vai fazendo, vai se questionando e aprendendo. Isso é uma coisa muito boa! Então eu acho que as ferramentas que ela usa, principalmente a síntese, eu acho muito importante.
Agora, uma coisa que ajuda muito quando você está disposto a errar, quando você tem segurança de poder errar.
E os livros todos que tem na biblioteca, vocês não usam?" E eu fui me dando conta que eles tinham muito a me oferecer, que estavam disponíveis, mas que a gente tinha que pesquisar antes ... não adiantava chegar
na última hora e querer ir para a biblioteca na noite anterior ... Nos livros a gente tem muita informação boa e tem muito artigo que nem tem tanta qualidade assim.
Foi para mim meio que um tapa para você aprender como é que você devia aprender, estudar, questionar.
E vai enxugando naquilo que a gente ainda não sabe. Porque tem coisa que a gente já sabe, mas tem dúvidas.
Eu acho que são etapas do conhecimento. Eu acho que é do mesmo jeito de quando a gente é criança tem que ter primeiro aquela noção geral. Então tem o primeiro passo, que no nosso caso seria o portfólio. Então é
uma forma de expressar tudo que você viu, mesmo que você fuja um pouco. Porque você precisa até passar por isso para você saber o que é realmente importante e começar a enxugar, que é o que acontece no
segundo período.
Então eu acho que essa é uma dificuldade, a de associar as características mais importantes, mas muitas vezes as características que aparecem na situação nem sempre são as mais frequentes, ou as principais,
Então o portfólio me deu a base para pesquisar mais assim, porque eu queria colocar sempre mais.
Então todo esse crescimento e evolução vai aos poucos e eu acho que a Tutoria propicia um ambiente para que a gente tenha essa humildade.
Então, o que acontece. A gente vai vendo que a gente vai equilibrando.
Falava para a gente pensar sobre algum ponto, sobre algo que a gente já sabia.
Para mim o principal foi aprender a fazer pesquisa já no primeiro período. Todo mundo falava: ah, tem que ler artigo científico e tal, mas eu não entendia o que era isso. Aí eu começa a pesquisar os negócios e às
vezes tem coisas bem simples na Tutoria, às vezes só o significado de um termo ou outro .. e aí é difícil você colocar um sintoma e tal e achar um artigo sobre aquilo.
Só que eu acho que às vezes isso é um pouco da idéia do aluno de pensar que o livro sabe e eu não sei.
Tomar cuidado com a medicina de "orelhada", aquilo que você escuta que é bom, ou não é, falado por outras pessoas, mas nunca foi ler a evidência. Isso não pode acontecer. Você tem que sempre estar embasado.
Tem que estar respaldado até em defesa própria.

APROXIMAÇÕESENTRE TEORIA E PRÁTICA
APROXIMAÇÃO COM O FUTURO AMBIENTE DE TRABALHO: Falam que a Tutoria faz aproximação com as atividades futuras como médicos: antecipa situações que a gente vai viver daqui a alguns anos; no futuro a
gente vai vivenciar; vai cuidar de vidas; quando a gente for médico; quando chegar na realidade;
Eu acho que a Tutoria meio que antecipa situações que a gente vai viver daqui a alguns anos, né? Como vamos, no futuro, discutir casos com os colegas, para que possa haver isso. É sempre bom um olhar, ver
aquilo que você não viu
Para saber que você está estudando para fazer aquilo de verdade. E te dá mais responsabilidade para a vida real, mesmo que você esteja só em sala de aula, com alguns colegas.
Então... mas para confirmar isso a gente tem que usar fontes confiáveis, até porque aprender isso nessa fase do curso é uma forma muito didática de entender isso, que futuramente a gente precisa essas fontes
confiáveis porque a gente vai cuidar de vidas, né?
Então eu acho que a Tutoria é uma oportunidade de poder estimular a gente aprender a trabalhar com o que no futuro a gente vai vivenciar.
Cada um é fundamental, importante para o profissional que vai atuar no futuro. E a personalidade vai interferir, como no caso do esquema que a Kelly falou.
Mas acontece, mesmo que a gente não veja no nosso dia-a-dia. E é a realidade que a gente vai enfrentar no futuro. Pode até ter casos meio absurdos, mas que normais, são bem comuns no dia-a-dia do médico.
Vai lhe deixar preparado para o futuro, né?
E caramba, imagina você não ter visto nada disso na faculdade e depois quando chegar lá na realidade não saber como agir. Você já nem vai ficar tão assustado, porque já ouviu falar, já viu uma história desse tipo.
E acho que isso vale mesmo para o futuro, quando a gente for médico,
Talvez tenha muito médico que não faz isso, que não consegue compartilhar, acha que sabe tudo, que acha que é superior, então acho importante a gente desenvolver isso.
Acho que está bem associado esse fato de a gente ter esse primeiro contato com o portfólio e no segundo e terceiro com as sínteses, que é o que a gente vai fazer mais na frente como profissional.
RELAÇÃO COM VIVÊNCIAS PESSOAIS: Neste conjunto, os estudantes trazem relações do aprendizado teórico com as vivências pessoais. Citam bastante problemas de saúde vivenciados pelos familiares e trazem
termos que parecem aproximar mais das pessoas reais: fica mais real, torna-se mais interessante, já viveu aquilo, pra aprofundar mais, leva para uma pessoa. Outro ponto interessante, é que o conhecimento da
Tutoria parece já ser utilizado por eles em atividades cotidianas: você se sente mais útil; já sou um pouquinho médica; fico um pouco tenso se acontece algo parecido com o que eu vi na Tutoria, leva para uma
pessoa; deixa a Tutoria mais viva
Ou às vezes é até uma doença que tem na sua família. Que é o que acontece muito nas tutorias. Geralmente alguém já fala: minha mãe tem, meu irmão tem.
a gente vai busca pra aprofundar mais aquele assunto, como "aquela pedra na vesícula" que minha mãe tinha e quando eu vi na aula, eu nem liguei, porque era só uma doença.
Eu acho também importante lembrar que tem algumas coisas que a gente vive assim na tutoria e ...tem casos que a gente vê, estuda na Tutoria e a gente acha que não sabe nada e aí alguém começa contar alguma
coisa que aconteceu na família e eu lembro de um caso que foi de diverticulite que teve.
E eu tinha ouvido essa palavra com um tio meu, que ele teve uma crise de diverticulite, e eu começava na Tutoria a falar coisas que eu achava que ele tinha me dito. Sabe? Eu falei que fazia um buraco não sei a
onde, e extravasa tudo ...aí inflama a cavidade todinha ...
Então às vezes a gente acha que não sabe, mas já viveu aquilo. Isso é muito válido!
Torna-se mais interessante também quando alguém conta que na família teve algo parecido. Aí o outro já fica mais ligado e fala de algo que viu em algum outro lugar, na família dele também. Eu tive um tio, minha
mãe, minha irmã ...
E fica mais real, né? Parece que lhe tira dali da sala, daquele ambiente que você está cercado de professores, de colegas,
e te coloca lá sozinho, mais próximo de como vai ser. E leva para uma pessoa ...por exemplo, ela está aqui ...
É tipo assim, quando a gente traz para as experiências que a gente tem, no dia-a-dia, porque fulano teve, ou a vizinha, ou a irmã da empregada ...tanto faz ... você acaba trazendo para o seu dia de verdade
A gente fica até um pouco tenso se acontece algo parecido com o que eu vi na Tutoria. Como um dia que eu estava no restaurante e uma pessoa do lado estava com suspeita de estar tendo um AVC. E eu já tinha
estudado isso na Tutoria ...
Porque a pessoa se sente mais útil, né? Você vê uma coisa na Tutoria e ...aí acontece isso e você. Caramba, o omeprazol tem que tomar meia hora antes do café da manhã ...risos
E eu tenho que tomar os 30 dias mesmo que passe, porque está recuperando lá a mucosa e você acaba sentindo mais onde você quer chegar no final do curso ... já sou um pouquinho médica. Estou chegando lá,
digamos assim. E você consegue orientar algumas coisas como tomar o remédio ...olhe, pare de beber ... faça a cirurgia que é importante ... Então eu acho que você se sente mais últil.
Nem sempre acontece de você ter a presença da doença, mas quando acontece ...
Por exemplo, eu ...teve uma tutoria sobre refluxo e eu estava com refluxo. E eu fui me identificando com o problema e fui pensando, será que eu tenho refluxo? Eu estou sentindo isso mesmo ...

Então fica muito mais ...sei lá ... mais viva a tutoria quando acontece isso. Apesar de não ter como se controlar essas coisas. Quando a gente estudou infarto, teve um tio meu que teve infarto e foi no mesmo local
do que teve na tutoria e minha mãe ficava falando que quando ele teve tinha acontecido não sei onde ... Aí eu nunca tinha tentado entender direito. Mas depois da Tutoria, comecei a perguntar mais, a ir atrás,
tentar entender melhor o que tinha acontecido. Aprofunda mais, isso é bem interessante.
De todas as situações que a gente elaborou - lembrando que são todas situações reais vivenciadas pelos tutores, só que mais elaboradas para ficar mais interessante para vocês - e ele continuou: eu já não aguento
mais fazer uma situação de tutoria e depois acontecer algo parecido comigo, já foram três vezes!
e é algo que não dá para controlar, se você vai ou não se deparar com aquela doença logo

ABORDAGEM BIOPSICOSSOCIAL: Algumas vezes foi citada a valorização das visões mais holísticas do processo saúde doença / para além do modelo biomédico: enxergar vários fatores que envolvem a doença: a
família, os fatores psicológicos; olhando o lado do SUS; se encaixam na realidade do paciente; a oportunidade de enxergar os sentimentos das pessoas e criar uma sensibilidade; processo de humanizar; cada caso é
um caso;
Mas também trazem que os aspectos não biomédicos são mais difíceis de serem desenvolvidos: pensamentos ficavam travados quando envolviam temas sociais ou relacionados ao SUS;
Também é citada a formação mais especializada, reforçando que durante o curso o estudante já foca em uma especialidade: um vai ser pediatra, outro vai ser geriatra, ou vai ser gastro ...
E a formação mais generalista: sem necessariamente buscar um especialista; médicos gerais do SUS;
Acho que a Tutoria também disponibiliza isso. Acho que a partir da Tutoria eu consegui enxergar vários fatores que envolvem a doença: a família, os fatores psicológicos ...e todo esse contexto
... eu acho que a Tutoria disponibiliza .. ela não coloca só a doença em si, só os sintomas e sinais e diga qual é a doença. Ela não é só isso. Tem toda a parte de convivência familiar, toda a parte psicológica. A gente
tenta também resolver os casos olhando o lado do SUS,
e eu acho importante quando os casos envolvem a realidade do Brasil,quando envolve o SUSe quando a gente tem que ir atrás de exames que se encaixam na realidade do paciente. Também tem isso.
E outra coisa que eu acho marcante na Tutoria é questão de quando a gente lê e que fala da cultura do povo ...uma história que a mulher usava uma fita vermelha na perna ... em outra que a mulher estava com
medo de estar grávida ... a outra pessoa está preocupada porque não se cuidou. Quando fala isso, a gente tem a oportunidade de enxergar os sentimentos das pessoas e criar uma sensibilidade em relação a
Tutoria que eu acho que é importante no processo de humanizar
em compensação teve outras em que os pensamentos ficaram travados, principalmente quando envolviam tema sociais, ou temas mais relacionados ao SUS. Eu mesma não sei nada, não tenho nenhuma base.
A gente está começando agora com o módulo de Atenção à Saúde, então a gente começa a ter experiências, mas quando envolvia temas assim, ficar super travado. Agora quando eram temas mais médicos, de
coisas que a gente viu na sala, fluía super rápido.
Porque quando a gente está lá na faculdade fica uma coisa muita restrita, às vezes. A gente esquece do mundo ... esquece que o mundo está cheio daquilo ali e você às vezes não nota
E é aquela questão social do papel da Tutoria. Porque aqui, graças a Deus, todo mundo é privilegiado. Não temos muitas dificuldades que tem no mundo. Por exemplo, tinha casos em que a menina não sabia se
estava com vermes ou estava grávida. E a gente pensa: Meu Deus, como assim?
Porque ninguém daqui vive isso. Acho que a gente nem sonha que isso acontece.
Gente, o que acontece, quando a gente passa em medicina a gente tem uma certa fantasia de que a gente conhece a medicina. A gente está tão animado que a gente passou que aí a gente pensa que a gente sabe.
mas são as daquela pessoa que passou por aquela situação. Então cada caso é um caso
Além disso, quando se fala da cultura do povo, a gente se torna um pouquinho mais humano. A gente pode ter uma percepção de como as pessoas vêem as coisas, como sentem, como pensam, acaba sendo
muito legal isso
Eu acho que hoje em dia é essa a idéia do SUS, mesmo, de ser multiprofissional, vários médicos, enfermeiros, odontólogos, psicólogos, tentando resolver um caso e eu acho que na Tutoria a gente discute junto e
aprende muito a ouvir a opinião de outras pessoas.
um vai ser pediatra, outro vai ser geriatra, ou vai ser gastro ... então cada um já tem mais aptidão para algum assunto.
A medicina dá condições de a gente resolver sem necessariamente buscar um especialista ...eu acho que é isso que acontece com médicos gerais do SUS. E dá para a gente resolver muitos dos problemas das
pessoas.

APRENDIZADO EM E COM O GRUPO
CONSTRUÇÃO COLETIVA DO APRENDIZADO: Falam do grupo como unidade: o grupo começa a conversar; o grupo vai pensando, todo mundo junto; Outro aspecto interessante é a forma colaborativa de se
trabalhar com objetivo comum: vai aprendendo um pouquinho com cada um; cada um traz uma coisa nova; ouvir de um por um; construindo junto; em roda; pensar junto; pensar junto; junto é melhor;
constrói o conhecimento com ajuda dos outros; cada um do grupo contribui com mais alguma coisa
nunca vai saber de tudo sobre o corpo humano sozinho; passar o conhecimento para os outros; ninguém tinha medo de arriscar não (no meu grupo); quando fala besteira e quebra a cara, o conhecimento
fica bem mais sedimentado. Exploraria a questão do aprender na relação com o outro, qualquer que seja este outro. Ou seja, esta figura, não necessariamente, é o professor... Trazem críticas aos estudantes
que querem dar aulas para os outros, numa postura de transmissão de informação, desvalorizam o resolver o negócio sozinho, não querer ouvir, vomitar o conteúdo; Trazem que associado ao aprendizado
está o ouvir, concordar, enxergar coisas e pontos diferentes, deixar o outro falar, dividir a experiência que cada um tem; debater
O grupo começa a conversar, vai discutindo outros assuntos e facilita muito o raciocínio.
Mas daí, tipo, vai pensando, todo mundo junto. Formula questões, às vezes mais de dez, e algumas a gente vai conseguindo responder quando está trabalhando junto. Às vezes até a metade.
Mas em grupo o conhecimento aumenta. Aí termina a gente sabendo coisas que a gente pensava que não sabia.
A gente já até falou sobre isso um dia no grupo.
Como falaram. A gente vai aprendendo um pouquinho com cada um ...assim ... e no fim a gente tem uma síntese.
Cada um traz uma coisa nova que a gente só na aula nem vê.
o essencial de cada coisa, do que cada um falou. E aí cada um acrescenta alguma coisa a sua síntese e ninguém vai para o fechamento do caso já sabendo tudo, e acha que fechou sozinho. Mas você sempre
vai ouvir o que outra pessoa disse, vai juntando com o seu, coisas que até mesmo você nem sabia.
O que o grupo precisa saber para fechar aquele caso.
daí o grupo começava a falar e não era a resposta.
Daí um ia falando, outro puxando um pouco mais, daí vai ficando mais claro, todo mundo vai pensando junto e isso tudo ia fluindo.
De ir colocando no quadro tudo que vem à sua mente e depois daquilo ver o que o grupo quer saber.
Principalmente quando a participação do grupo e do tutor estimula esse raciocínio ...o assunto fica mais sedimentado.
É para estar em roda, junto com todo mundo, construindo junto. Não sei, é tenso isso.
Só que isso, só se o grupo estiver fazendo junto, né? Alguém vai para o quadro para escrever pelo grupo, pensar junto ...
algo que ilustre o que o grupo está discutindo. Isso é legal, mas tem que ser com o grupo todo.
Lembro uma vez que a gente estava discutindo o trajeto de artéria e veia e o tutor pediu para desenhar no quadro e todo mundo foi construindo junto. Isso foi muito legal. A gente aprendeu muito porque
todo mundo foi falando
Outro ponto que eu queria chamar a atenção assim e que Fellipe falou, mas acho que naquela hora a gente não deu muita atenção, é o fato de na Tutoria a gente trabalhar como uma equipe. Como se fosse
uma equipe de vários tipos de médicos, pensando em um caso.
Você constrói mesmo o conhecimento com a ajuda dos outros
Mas junto é melhor.
Então isso é muito interessante, porque você está lá, conversando com o outro, discutindo, daí você diz um negócio e cada um do grupo contribui com mais alguma coisa
A gente nunca vai saber de tudo sobre o corpo humano sozinho, porque a gente vai se especializar em uma coisa. Isso a gente aprende agora. Cada um tem uma aptidão para uma disciplina, é bem diferente.
É bem diferente de a pessoa querer passar todo o conhecimento para os outros. Para mostrar que sabe.
Acho que a abertura flui mais. E ...com certeza, eu acho que a gente vai levar isso de que o livro tem mais coisas seguras a nos mostrar, mas eu aprendi isso, assim, que na abertura, pelo menos nos meus
grupos, ninguém tinha medo de arriscar não. E quando a gente fala uma besteira e depois quebra a cara, o conhecimento fica bem mais sedimentado.
É importante intervir porque não é para estar lá em pé, ensinando os outros.
Eu acho que se pode fazer isso ...é legal ir para o quadro.
Eu acho que você pode falar pelo menos assim: Ah, eu vi no mesmo lugar que você. Concordar. Pra não ficar repetindo tudo de novo. Ah, eu também acho isso ou entendi isso. Vi um mesmo artigo ... São
formas de participar também, mesmo que outro já tenha falado

Eu gostei bastante. Gostei bastante de ouvir, porque como eu estou no primeiro período, gostei muito de ouvir as experiências do pessoal. Tem coisas que agora eu vou até reparar mais
Isso eu acho bastante interessante na Tutoria porque mesmo que o caso seja o mesmo, as pessoas conseguem enxergar coisas e pontos diferentes no mesmo caso.
Isso, pode ser como um relator, mas pode ser também como no encerramento, quando alguém estudou algo e quer fazer um gráfico ... um desenho ...
Eu pegava um artigo que tinha muita coisa e quando chegava na hora de compartimentar, de usar mesmo as informações que eu tinha encontrado, eu não conseguia fazer isso.
Com muita dificuldade para ser mais objetivo e conseguir compartimentar melhor as coisas, fazendo mais sentido o que eu estudo.
já ajudou o grupo que não sabia nada naquele momento. Pelo menos o local onde acontecia eu já consegui ajudar em algumas coisas.
Por que geralmente a gente quer resolver o negócio sozinho ...quero falar isso, mas não quero ouvir o que o outro acha.
porque eu acho que muita gente que está lá na hora da Tutoria e percebe que falou pouco e começa a achar que tem que falar tudo que estudou.
Porque todo mundo pesquisou muita coisa parecida.
principalmente no fechamento da situação, porque tem gente que vem querendo vomitar todo o conteúdo que estudou em casa e não deixa os outros falarem. Parece que quer dizer tudo, tudo que
pesquisou e não para. Acaba se tornando um chato.
Tem gente que já na primeira pergunta já quer falar tudo que estudou. Já está lá no diagnóstico já! Já chegou lá no plano de cuidados, que normalmente é a última questão.
Tinha momento na Tutoria, como em um objetivo ou outro, que eu falava bastante, mas daí no outro eu deixava outra pessoa falar e aí no final eu pensava o que é que eu ia falar.
Ver a experiencia que cada um tem, no seu momento.
já estudou para discutir. Já fez sua pesquisa em casa e já tem tudo ali para poder debater.

DIVERSIDADE NO GRUPO: Trazem que dentro do grupo há heterogeneidade e que isso potencializa o aprendizado: pessoas diferentes, pensando em grupos diferentes; tem coisas parecidas e diferentes;
saber a opinião dos outros
Complementando o Arnaldo, eu acho que uma coisa importante que a gente vê, conversando com outros grupos, é que os objetivos de cada grupo são diferentes uns dos outros.Porque são pessoas
diferentes, pensando em grupos diferentes. Então, a evolução do caso, as indagações, as dúvidas, e as curiosidades variam de acordo com os grupos.
E passar para o grupo experiências que você teve.
de pessoas que sabem igual ou mais que você, com saberes diferentes
Tentar ouvir várias opiniões para poder achar uma solução para um caso. Por que nem sempre o que um diz é o certo ou errado, ou é aquela única coisa que vai solucionar o problema. Eu acho que todo
mundo tem algo a acrescentar
Um é mais objetivo e outro é mais subjetivo, sendo que tudo isso acrescenta ao grupo e agrega muito para o nosso futuro.
E também tem aquela coisa que num grupo cada um sabe um pouco mais de algum assunto, porque até tem gente que já sabe um pouco que especialidade vai fazer
Eu gostei de saber a opinião dos outros e inclusive saber como que os do primeiro período estão pensando ...saber o que vocês acham.
Então eu gostei da conversa porque eu acabo me sentindo mais "normal", assim ... quando vejo que tem coisas parecidas e coisas diferentes

POTENCIALIDADES E DIFICULDADESDO TRABALHO EM GRUPO: Citam a questão do trabalho em pequeno grupo: interessante por ser reduzida a quantidade de pessoas;
As dificuldades em se trabalhar no grupo são apontadas, sendo algumas coletivas (grupo que sempre faz as mesmas perguntas; o grupo ficava meio que sem saber o que fazer) e outras individuais (não
respeitar o espaço do outro; quer passar por cima; obstáculo de falar em público; dificuldade de se colocar no grupo; saber lidar com o grupo; ficava completamente nervosa;)
Aparecem também expressões que denotam desenvolvimento de habilidades para o trabalho em grupo, como: aprendemos a compartilhar com o outro, a ouvir, a esperar; a trabalhar em equipe; intervir,
empatia, criar oportunidade; saber respeitar; ter jogo de cintura; dar espaço; ouvir e falar o que a gente acha; aprender a esperar; liberdade de falar; dar espaço; troca com as pessoas;
Ele chegava a se levantar, pegava o pincel e ia para o quadro. E eu acho que o grupo ficava meio sem saber o que fazer. Eu queria saber o que fazer com isso.
Como o grupo também é menor, eu acho que facilita as pessoas ficarem mais a vontade para se colocar e falar o que achou daquele caso, o que notou, o que encontrou, o que pesquisou. Eu acho que isso é
bem interessante por ser reduzida a quantidade de pessoas.
Isso acontece porque o grupo é menor.
Então, quanto mais o grupo trazer isso para experiências reais, mais a gente aprende. É muito válido.
porque eu sou uma pessoa que tem um pouco de dificuldade de falar em público. E eu me preocupava muito com isso e já pensava que para mim ia ser horrível.

Aí eu ficava pensando em como ia ser no grupo, que eu ia ter que falar o que eu acho, tendo o tutor lá, e achei que ia ser bem chato mesmo.
Outra grande dificuldade é saber lidar com o grupo, por ser um grupo pequeno você acaba que criando meio que uma intimidade, assim, e é difícil conviver às vezes. Tem grupo que tem gente que gosta de
impor muito, daí a gente treina a função do coordenador, do relator, e eu tinha essa dificuldade em algumas tutorias que tinha que ter paciência para poder aguentar determinadas opiniões e outras coisas.
E, às vezes, tem gente que não consegue respeitar o momento do outro falar e
mas para mim foi uma dificuldade mesmo de me colocar no grupo, mas que felizmente eu consegui ultrapassar
Hoje eu vejo que é um obstáculo que passa, que você vai ter que ultrapassar.
Daí um começa a falar e outro quer passar por cima, para poder falar, e fica às vezes com medo de ficar com uma nota ruim e fica com medo de ter falado pouco. Daí fica querendo falar mais e mais.
Até porque cada um tem que ter seu espaço para falar, né? E a nota, por ser personalizada, num grupo pequeno, tem que enxergar essa diversidade entre os alunos, porque pode acontecer de ter alguém
como J, que não gosta de falar, mas aí também tem eu no grupo, que falo muito, daí não pode ter essa história de eu merecer mais nota porque eu falo muito. Muitas vezes eu posso até ganhar uma nota
menor por não estar respeitando esse espaço do outro estudante. Que é a questão do aprendizado do trabalho em grupo. Então eu acho super importante ser um grupo menor
Tem essa história também, de ter grupo que sempre faz as mesmas perguntas.
E eu sempre tive essa oportunidade com os meus grupos e eu acho que a gente fazia as aberturas com tempo, bem calmos. A gente sempre tentava ouvir de um por um ...por exemplo, com relação ao fígado
... sim, mas o que você sabe com relação ao fígado?
E acrescentou a Janine a questão da equipe.. À medida que o tempo vai passando nós aprendemos a compartilhar com o outro; a ouvir, a esperar. Isso que a gente desenvolve... a trabalhar em equipe.
Isso é bem melhor quando você trabalha com pessoas que você gosta, que já são um grupo, uma equipe.
Mas o grupo nesse caso também é muito importante, porque o saber respeitar é muito importante. É muito variável, mas às vezes você tem mais empatia ...tem gente que já consegue perceber que está
falando muito e tenta dar espaço ... dar oportunidade para os outros. Eu acho que na Tutoria a gente tem que se colocar muito no lugar do outro para perceber que alguém está com dificuldade de se
colocar e daí a gente cria a oportunidade mesmo, para que ele não fique tão fora da discussão. Eu aprendi que você tem que ter muito jogo de cintura dentro de um grupo pequeno ...no grupo grande
também, mas ainda mais no pequeno, porque você acaba conhecendo bem as pessoas.
Quero dar espaço para quem ainda tem coisas importantes para falar e ainda não conseguiu se colocar no grupo.
Eu acho que isso pode acontecer dependendo da personalidade da pessoa. Eu acho que cabe ao coordenador intervir aí e ver se ele para de dar aula. Cabe ao estudante coordenador.
Isso não é só no seu grupo. Todo mundo passa por isso!
daí muitas vezes vai precisar da ajuda de um colega, de outro profissional, de um enfermeiro, de uma equipe. Vai ser bom compartilhar com outro. Você tem que conseguir escutar e tirar proveito daquilo
...naquela situação.
Aí eu acrescentava algum detalhezinho naquele assunto, algo que estava faltando, só para contribuir, mas tem vezes que as pessoas já falaram o que você pesquisou e não tem como evitar isso.
e quando chegava na hora eu não conseguia colocar todas as ideias. Eu não conseguia dizer o principal e ficava completamente nervosa. E enquanto outro colega que tinha estudado no dia, falava, dava um
show, uma aula sobre o assunto.
Mas não deixava os outros falarem. E eu tive uma das notas mais baixas ...
porque vocês foram conversando tão naturalmente, conduzindo mesmo o grupo. Isso também é um pouco da habilidade que vocês também vão desenvolvendo na Tutoria também. De falar no grupo, de se
respeitarem, de ouvir o outro. Acho que foi super agradável.
Aí na conversa a gente vê a pouca experiência dos novatos, mas que acrescenta muita coisa também.
Eu gostei de ver que as coisas acontecem com todo mundo.
Estavam sendo boas as discussões. O meu grupo estava muito bom neste semestre! Eu tinha muita liberdade de falar, de fazer colocações. Todo mundo dava muito espaço e não falava mais do que
ninguém. Era muito tranquilo.
Foi bom poder ouvir e falar o que a gente acha e ver se é igual aos outros.
Então quando a gente vem aqui e troca com pessoas de vários períodos, a gente também já entende um pouco do que está se passando, e vê que a gente está sim, no mesmo caminho.
E saber explicar o seu ponto de vista ...porque tem muita coisa diferente.
Me senti mesmo entre amigos e me senti muito bem, mesmo não conhecendo o grupo antes.
São diferenças, né? Você vai se acostumando.
Mas o tutor diz que tem gente que não sabe e aí acho que quem está errado não somos nós, mas quem não sabe
E aí, eu sinto muito, porque se tem pessoas que não sabem, quem está errada é ela porque o restante do grupo já está em um nível que já deve saber
o nível de conhecimento já está mais avançado e se não estiver homogêneo dificulta não para quem está sabendo menos, mas para quem está sabendo mais.
Porque no início que prejudicava quando tinha um enfermeiro no grupo, prejudicava quem sabia menos, que era o restante do grupo e agora prejudica os outros que sabem mais. E hoje prejudica quem
sabe mais porque tem que voltar porque a pessoa que não conseguiu acompanhar e não são muitas ... é uma ou duas pessoas

quando a gente avança e vai vendo outras coisas, tem muita coisa que muda.
Porque geralmente nos outros períodos tem pouca gente com experiência, mas sempre alguém tem alguém na família que teve algo parecido. E aí o caminho era esse
Agora já é diferente, porque você lê algo e já consegue fazer o raciocínio ... você já tem uma noção do exame físico. Já é mais rápido o pensamento clínico. Porque se fosse no início você tinha perguntas mais
simples para depois poder chegar no que é mais difícil. Agora isso já melhorou. Daí a gente aprofunda mais, porque fez esse raciocínio antes.
Eu acho que isso vai depender da dinâmica do grupo. Tem coisas que um viu melhor, estudou melhor .. tem coisas que outro nunca estudou
Sempre vai ter isso. Você sempre vai saber alguma coisa e não vai saber outra.
Eu mesmo nunca me senti empacado porque alguém sabia menos. Ou então porque um não sabia e o outro sabia. Eu acho que nunca senti isso na minha Tutoria.
Depende muito da sintonia que você tem, da relação que você tem com os seus colegas. De como o tutor conduz aquilo ali também. Se ela dá espaço certo para quem precisa mais.
Com relação a isso, da homogeneidade e tal, não tem ninguém que fala mais ou fala menos, todo mundo é mais homogêneo. Mas com relação a outros grupos, tem gente que se sente bloqueado no grupo
porque tem duas pessoas que dominam a Tutoria e fica aquele clima super chato porque eles não tem nem respeito ... reclamam ... dizem: "Ai, que merda que você está falando isso", daí ele disse que a
Tutoria dele neste semestre está horrível. Parece que tudo que no semestre passado cresceu, neste ele regrediu.
Diz que eles conversam e a tutora fala que tem que melhorar e tal, mas depois acontece tudo de novo. A tutora fala de uma forma geral, mas parece que a pessoa não se toca. Como se não fosse para ela. Isso
é super chato.
Por que uma coisa é ser heterogêneo entre um formado e a turma como um todo. Outra coisas é ser heterogêneo entre a turma, que teoricamente estudou a mesma coisa, e um, ou dois.
nesse ponto de já ser formado, eu particularmente não gosto muito. Porque o nível sobe um pouco mais do que era para ser, mas o grupo ainda não está preparado e a gente acaba fazendo o diagnóstico
não baseado na semiologia, mas na experiência de quem já é formado.
E se não sabe, acaba gerando mais dúvidas e isso também é bom. Daí tem que discutir ... tem que problematizar, como falam os tutores. Daí a gente consegue aproveitar o que os outros sabem também.
acho que se a pessoa sabe e souber explicar o porquê, de maneira correta, e o tutor acompanhando, eu acho que é bem válido, porque é um trabalho em grupo. Não é um aprendizado só. Não é um estudo
individual e cada um faz o seu e entrega. O que o grupo e cada um puder acrescentar, vai do tutor incentivar para ver melhor, pesquisar melhor. Daí acho que é bem válido.
É aí que tem que entrar a nossa participação, de questionar e tentar ver por que a pessoa está pensando desse jeito. Perguntar mesmo porque eliminou esse ou aquele diagnóstico. Questionar porque pensou
esse hipótese.
Agora se tem alguém que dá a resposta certa, é como se a gente não precisasse mais estudar para eliminar alguma coisa, daí a gente aprende menos.
Ou até aparece um termo que a gente nem sabe o que é. Aí o já formado explica isso, aquilo e já dá as respostas todas, antes de a gente começar a pensar. Eu acho ruim isso, porque a gente ainda está
começando e chega alguém que sabe muito mais e acaba levando o grupo junto.
Então é diferente quando você vai pesquisar já sabendo a resposta ... porque precisa entender aquilo, mas você já sabe o diagnóstico. As vezes acontece de estudar só para cumprir tabela, mas o melhor é
quando a gente fica motivado e com vontade de saber direito o que é aquilo.

SENTIMENTOSE AFETOSNO PROCESSO DA TUTORIA
PRIMEIROS CONTATOS Outro conjunto de sentidos interessante: o jogo entre saber e não saber; falar e não falar (Ai meu Deus, eu tenho que falar alguma coisa!); identificações com
autores/ professores; ansiedades; inseguranças; dificuldades; perdas; não fluir; primeiro período foi ruim. Este conjunto traz relações com os sentimentos, afetos e tudo o mais gerado a partir dele.
Sentimentos associados: medo de falar besteira, insegurança muito grande, "você trava", angustiada, cheio de dúvidas, frustração. Acaba se acostumando; ficava chutando; nem sei nada; Alguns
estudantes trazem a questão de que tem a sensação de que o livro sabe e eles não sabem; Medo de falar besteira; Trazem a importância do erro no processo de aprender ... "aprende melhor
quando enxerga primeiro o errado"; Erro intelectual;
A olhar, vê que não sabe, ou pensar que não sabe, aí quando paro e penso em conjunto, vê que a gente sabe de alguma coisa. Eu acho isso bem interessante.
Até se você falar pouco pode ir bem. Se o tutor não deixar isso claro, tem umas pessoas que ficam ansiosas por isso.
Bom, no meu caso, eu tive o primeiro contato. Tive dificuldade no início. Então tem que ver se o aluno consegue lidar com aquilo, se ele está ou não está preparado para aquilo. Mas eu acho que ele
aprende a lidar. Pelo menos aconteceu isso comigo.
Como é para vocês quando vocês erram? Vocês falaram que vocês erram algumas coisas na abertura. Contem como é isso. Se vocês percebem quando estão estudando ...como é?
E aí o começo do primeiro período foi muito ruim, mas aí chegou no segundo eu fui perdendo ... na verdade estou perdendo ainda, não estou cem por cento
Além disso, tem a questão de você se identificar com um autor. Ah ...eu gostei muito do Moore de anatomia ... e é por isso que logo no começo do curso, todo mundo se identifica com alguma matéria
... ah, eu quero se anatomista. Ah, eu quero ser histologista, por causa da histologia ...vamos dizer assim, embriologia ...
Aí ficava todo mundo tenso assim nas duas primeiras semanas. No primeiro período ainda, né? Todo mundo tenso! Ai Meu Deus, eu tenho que falar alguma coisa! ... risos ... E não tinha muito assunto.
Não fluía mesmo.
Aquela insegurança de que eu li um bocado de coisas ...lia todos os dias algo para a tutoria - enquanto tinha gente da minha sala que só estudava na véspera E eu ficava já meio angustiada, achando que eu nunca ia conseguir falar daquele jeito. Foi o que mais eu pensei enquanto vocês falavam.
E eu tive muita dificuldade porque no P1 todo mundo escrevia muito, muita coisa e eu já tenho naturalmente a vontade de só ver o que me interessa. Eu não gosto muito de fugir. Eu sou muito
direcionada, então eu tinha dificuldade no P1 de não escrever muito e achava que ia ter a dificuldade no P2 de ter que escrever pouco ...
e acabam querendo transmitir mais conhecimento e acho que isso me prejudicou de alguma forma.
Então, mas como é que é na hora de estudar perceber que estava errado?
Eu acho que ajuda muito no dispositivo de errar, porque você está tentando seguir o que um autor já fala sobre outra coisa.
Eu acho que isso é uma insegurança muito grande. Eu acho que talvez eu até ficasse calado, sabe, pensando:
Eu acho que nesse primeiro momento que você trava na abertura, como ele (M) falou
Eu acho que no momento que você percebe que está errado, que você leva para o fechamento, nossa ...facilita ... não, não é que facilita, mas ... eu acho que fica mais sedimentado o certo, quando
você enxerga o errado primeiro. Por que você pensou errado primeiro, aí quando você vê o lado certo, eu acho muito mais fácil você sedimentar isso do que se ...do que quando você acerta logo de
primeira e quando passa um tempo você acaba esquecendo aquilo, porque já estava certa sua opinião.
Eu acho que quando a pessoa faz isso é porque ela não está sabendo de muita coisa não! E aí a pessoa precisa dizer algo e já se levanta para tomar conta da situação e falar o pouco que sabe, meio
sem a participação dos outros.
Mas o que eu quero dizer é que se você se identificar com o autor, já faz você conseguir seguir uma linha de raciocínio, pelo menos teoricamente. E aí você pensa: eu errei teoricamente, um erro
intelectual ...
Porque do nada você fica com medo de falar uma besteira, e daí o tutor fala: "Pode ir falando". E aí a gente vai falando, vai falando, e aí a gente vai vendo que aquela besteira que a gente estava
pensando, que a gente tinha suspeitado, fazia algum sentido.
Mas você acaba se acostumando e vendo que são realmente etapas de aprendizagem importantes, mas essa dificuldade existe principalmente entre o P1 e P2.
Minha dificuldade no primeiro período era de ...tipo assim ... nós temos objetivos a cumprir e quando eu chegava para pesquisar eu não sabia dividir e fazer a pesquisa mais específica
Tinha gente que fazia o estudo para a Tutoria em uma ou duas horas, já eu passava o dia todo e não conseguia relacionar cada estudo com cada questão, e falar isso é daqui, aquilo é dali.
Eu ficava com a idéia de um todo, sendo que eu não conseguia delimitar a parte mais específica. E eu passei assim, por essa fase todo cheio de dúvidas.
Muda a visão ...porque a gente vai tendo mais experiência.
Não era bem assim, mas como, por exemplo, nesse caso eu já consegui identificar o local onde acontecia a diverticulite. Então, mesmo falando o mecanismo errado, mas falando a localização certa,

Não sei se são em todas as Tutorias, mas usando como exemplo a minha, que foi a única que eu tive até agora. A gente começa, lê a situação. Falo que eu nem sei nada. Aí ninguém sabe nada. Tenta
esclarecer alguns termos desconhecidos. Alguns tem que ficar meio chutando.
No começo é muito difícil sintetizar tudo e colocar naquele espaço, mas depois a gente pega o jeito e aprende o que é o mais importante mesmo e faz a gente colocar o que a gente vê que vale, que é
importante naquela situação. Acho que é importante mesmo aprender a filtrar.
No fechamento, é bom para ver as dúvidas e tal, mas, como você mesmo disse o aluno já tem o embasamento,
Nossa, nessa etapa ...na abertura acho que todo estudante tem esse ... essa sensação de que o livro sabe e eu não sei nada, porque a gente realmente tem essa insegurança de que a gente ainda não
entende, a gente ainda vai ser alguém. A gente está estudante, está caminhando,
O primeiro sentimento é de frustração! Por ter errado ...
Pelo menos para mim, antes de eu entrar na faculdade eu sempre ouvia os meus amigos, os alunos contando sobre a Tutoria e eu já ficava preocupada em como ia ser,
Porque eu posso dizer que para mim, no primeiro período, não sabia nem o que era Tutoria. Eu sentia que minha tutora não estava muito envolvida, que faltava, que eu abria caso com um, fechava
com outro. Então eu via que era um negócio que não estava direito. Quando chegou no segundo período, eu já pensei: Meu Deus, agora eu acho que eu vou saber o que é Tutoria.
Elas acabam querendo passar todo o conhecimento delas e acho que ficam pensando que quem falar mais vai ter mais nota
Porque fica aquela coisa que ela precisa de uma nota boa porque ela enfrentou aquela dificuldade dela, de falar no grupo. Ela superou aquele obstáculo e ela falou algo simples, mas entrou na
discussão.
precisava falar muito, mas ainda aquela coisa bem dispersa,
Principalmente no primeiro período, né? Que a gente é muito novo, não conhece.
como se fosse um grupo de amigos, de pessoas mais próximas;
os outros me ajudavam nos meus problemas; o tutor sabia o que eu estava passando
Fico ansiosa porque nem sempre dá tempo de estudar tudo da Tutoria;
eu acho que eu devia estudar mais para a Tutoria, mas fico preocupado com as notas e o que vai ser cobrado na prova
a gente sabe que tem muita gente que não estuda direito e fica angustiado
eu sofria porque tinha que dar conta de duas coisas ... no fim eu dava um jeito".

SOBRE A PARTICIPAÇÃO DO TUTOR NASSESSÕESDE TUTORIA
RELAÇÃO DO TUTOR COM O APRENDIZADO DO ESTUDANTE: para os estudantes, ha grande relação entre o aproveitamento da Tutoria e o tutor (utilizam várias vezes a palavra fundamental). Há dois perfis de
tutores: aqueles mais envolvidos com o método (fundamental, mais engajado, que estimula a gente a pensar e criar vários questionamentos, estimula bastante a gente a pensar; dá aquela segurança; como se
dissesse: "vai está coerente") e outros que colaboram menos para o aprendizado do aluno (o tutor não estimulava tanto; amarrava muito; ela não falava nada;
Demonstram relacionar o papel do tutor a ser facilitador do processo: não deve dar as respostas; não é apenas para confundir; deixava a gente livre; pedia para ser criativo; não que ela desse as respostas;
estimular e fazer o aluno raciocinar;
Os estudantes preferem os tutores que participam e estimulam o raciocínio do grupo; algumas vezes associam o bom rendimento do grupo devido a boa condução do tutor;
Apesar de o tutor ser visto como alguém que está aprendendo, ainda permanece uma postura de medo do estudante em demonstrar suas fragilidades: E o que ele sabe ele acaba achando que é besteira. A gente
já pensa que a tutora já fica pensando ...ah, esse rapaz é muito burro, olha o que ele está pensando! ...
A minha tutora estimula bastante a gente pensar
Acho que ela tira um pouco a responsabilidade do tutor, do professor, de ensinar, de aprender e coloca a responsabilidade no aluno
E eu acho que para quem está no começo ainda é muito importante a participação do Tutor.
Foi quando eu vi um tutor mais engajado, que estimula a gente a pensar e criar vários questionamentos. Então eu acho que está muito atrelado em ter um tutor que está realmente envolvido, querendo fazer
aquilo.
Era exatamente isso que eu ia dizer. Que a importância do tutor é fundamental. Eu acho que ...eu pelo menos tive a sorte, de ter tutores que me cobravam bastante nesses três períodos, e acho que por isso que
a Tutoria me enriqueceu tanto assim. Mas eu vi vários relatos de pessoas que não se sentiam tão empolgados com a Tutoria porque o tutor não estimulava tanto e eu acho que realmente tem que ter essa
cobrança, sabe? Se o tutor não cobra, você não se sente tão estimulado a pesquisar, a levar fontes seguras.
Então a participação do tutor eu acho que é fundamental. De verdade mesmo! Ele consegue conduzir e dependendo do tutor ele consegue estimular que a gente enxergue a situação do início ao fim.
E quanto a questão do tutor eu acho que é fundamental, porque eu já vi muita gente dizer muita coisa, e dizem que no PBL , ou que na Tutoria quem faz é o aluno. O professor fica lá olhando e o aluno tem que
fazer sozinho. Mas eu não vejo assim. Inclusive agora, com minha tutora atual, foi muito melhor essa minha tutoria, porque ela estimulava bastante. Não é que o professor tem que ficar calado e deixar só os
alunos falarem, mas tem que estimular. Não tem é que dar a resposta
E às vezes a gente estava lá emperrado, só faltava uma dica, um estímulo, e nem sempre é pra confundir também não ... tem gente que fala que o tutor está lá só para confundir e te levar para outro lado ...
Então eu acho que o tutor deve sim participar. Não deve dar as respostas, nem nada disso. Mas ajuda bastante quando ele estimula o raciocínio do aluno. Se não fica uma coisa muito perdida e não funciona
também. Então a participação do tutor é fundamental.
Então tudo que o tutor estimulava, fluía muito melhor. Ficava muito mais produtiva a Tutoria quando ele ajudava um pouquinho.
No começo, eu fiquei duas semanas com uma tutora, mas ela não falava nada.
Aí depois trocou e a gente ia super feliz, animado, adorando a Tutoria. Não que ela dava nenhuma resposta, mas ela estimulava e a gente se desenvolvia muito bem.
Assim como o tutor eu vejo como uma ferramenta essencial para o funcionamento da metodologia.
Eu acho que os tutores deveriam ir encaminhando logo no P1 para se acostumar com a síntese, né? Porque alguns tutores falavam: no mínimo, seis páginas.
Eu mesmo no meu primeiro período a minha tutoria era ótima. Eu também tive sorte como Caio porque minhas tutorias foram ótimas.
Falam de ser mais cobrado, de ter que escrever mais talvez por ser o começo, como a Kelly falou.
O meu tutor deixava a gente livre. Ele pedia para a gente ser criativo
acho que se você conseguir desenvolver bem, com uma boa função do tutor no primeiro período, no segundo e terceiro fica bem mais fácil.
Então eu acho que aí é que entra a participação do tutor. No segundo período, com a minha tutora, estava tudo travado lá, ninguém estava sabendo ... mas aí às vezes ela fala só alguma coisa, uma palavra, como
uma dica, não que ela dissesse a chave,
E que quanto mais fontes seguras você tem para estudar, quanto mais o tutor estimula que vocês pesquisem em fontes mais confiáveis, a segurança na hora do aluno participar fica melhor.
Não era a resposta, mas ela dava uma dica só.
Na abertura, para mim, é muito mais fundamental a participação do tutor ...na abertura. É preciso que ele estimule.
eu acho fundamental que o tutor interfira para que não fique, principalmente se não tiver ocorrido uma aula do tema, ou alguma coisa sobre o assunto, muito sem saber como discutir. Fica meio perdido.

e aí vai a responsabilidade para o tutor, que tem que estimular e fazer o aluno raciocinar, suspeitar,
eu vou lembrar muito deste gesto da minha tutora ... era como se dissesse "vai, está coerente".
e eu acho que esse direcionamento que o tutor dá e muito importante, tanto com uma palavra, como até uma expressão ou um estalar de dedos (faz o estalar).
enfim, a ligação do conhecimento em sala com a Tutoria e do estímulo do tutor, na hora da abertura
Você fica sabendo depois, né? Por que geralmente o tutor não diz.
Eu acho que vocês falaram muito da importância do tutor. Para mim tem sido fundamental esse papel, porque tem que ser alguém que ...
Mas se você tem alguém, que no momento que você está sem chão, que você se perdeu, aí vem o tutor e dá aquela segurança, um norte, te direciona, valoriza alguma parte e fala para você seguir por algum
caminho ... isso e aquilo
... aí o tutor pergunta: O que você acha? Aí a gente meio que esquece.
É interessante ouvir vocês falarem disso, e quero compartilhar com vocês que isso acontece com a gente também, tutor. Eu estava essa semana em uma das reunião de tutores, não me lembro agora se Carol
estava nessa, e um tutor falou assim: E a gente pensou junto que talvez isso já acontecesse, mas agora foi prestado mais atenção por causa do envolvimento com a Tutoria.
Eu acho que a grande dificuldade do portfólio é se o tutor amarrar muito.
Mas realmente tem tutores que exigem que querem pergunta e resposta, ou então o contrário, sempre texto corrido.
até que no segundo período a gente teve uma tutora que perguntou: "Por que é que vocês querem informação só dos artigos?
E a tutora nos incentivou a também pesquisar nos livros. E eu acho que isso me ajudou muito.
Em relação a isso que você está dizendo eu acho importante que o tutor frise que a nota vai vir, mesmo que você não tenha falado horrores,
Então eu acho que é importante que o tutor deixe claro que o que importa é a qualidade do que você fala e não quem fala mais.
para o tutor poder personalizar. E tem tutores que reconhecem isso!
Eu acho que o tutor tem que ver isso. É muito importante que o tutor fique atento a essas características.
Eu vejo que o tutor às vezes comenta com algum aluno algo como: você fica sempre quieto, mas quando fala, fala questões importantes, que acrescentam, que ajudam o grupo. Isso faz diferença.
Você não precisa ficar repetindo, porque daí o tutor já sabe que você fez, que entendeu.
Se o coordenador não conseguir, acho que precisa do tutor intervir.
Coitado, de repente ele não estudou e precisa falar isso para impressionar o tutor .. risos
Nesse meu último grupo aconteceu um pouco disso e o tutor falava pro formado que ele não precisa solucionar tudo na abertura não ...pedia para deixar um pouco para a discussão.
E aí o tutor falava que o grupo tinha chegado até certo ponto e agora o restante tinha que chegar estudando.
E a tutora foi excelente também. Aí juntou tudo e para mim foi o melhor semestre que teve e agora,
E por isso que não precisa repetir, né?
E o que ele sabe ele acaba achando que é besteira. A gente já pensa que a tutora já fica pensando ...ah, esse rapaz é muito burro, olha o que ele está pensando! ... risos ...
COMPARAÇÃO ENTRE TUTOR E O PROFESSOR NA SALA DE AULA: Fazem comparações sobre o papel do docente na sala de aula como professor e na condução da tutoria. O tutor parece estar mais aberto para
aprender (não sabe de tudo; a gente levava conhecimento para a tutora), enquanto o professor da sala de aula tem as respostas certas (o professor não aceita o que está no livro, só o que ele disse na sala de
aula)
O tutor é um professor melhorado. Tem o papel de passar segurança para quem tem as ferramentas na mão, não que não está sabendo usar.
Tem vezes até que é melhor estudar pela transcrição da aula, porque nem sempre o professor aceita o que está no livro. Ele quer o que ele falou na aula. A gente sabe que tem professor na faculdade que não
aceita o que está no livro. Tem que ser o que ele disse mesmo.
Às vezes até o tutor não sabia. Teve uma vez que minha tutora não sabia um assunto e foi muito legal, porque a gente se sente até mais confortável, porque se a tutora, que é professora, é médica, também não
sabe de tudo, a gente também pode não saber.
às vezes a gente leva também conhecimento para a tutora, porque ela não sabe de tudo - então eu acho que essas duas questões são muito fortes.
Eu acho que até na Tutoria, quando a gente se identifica com o tutor, com a tutora ...sempre tem uma defesa de que o meu tutor é o melhor, é o mais inteligente, e daí você vai se identificando, vai se apoiando
ali, naquele autor e você vai tendo mais coragem de colocar a cara a tapa. De uma maneira melhor.
É um professor melhorado, o tutor, porque você tem aquilo diretamente com você e não para uma sala inteira, onde não dá para ver o que cada um precisa.
Passar a segurança para alguém que tem as ferramentas na mão, mas que não está sabendo usar ...só isso! Para mim isso é fundamental.
A gente está neste mesmo processo. Não é só um grupo de estudantes, mas o tutor também está nesse processo.

PROCESSOSAVALIATIVOS
PORTFÓLIO E SÍNTESE: Trazem as dificuldades na elaboração do portfólio; a evolução na construção ao longo do semestre; comparam portfólio e síntese; alguns não gostam do portfólio; outros acham que
foi importante para aprender a estudar mais e a integrar; alguns falam que não poder ser muito "fechado", mas tem que ser mais livre;
Eu acho que é assim mesmo. Não é a quantidade das falas que dá a nota.
último portfólio, que tinha as três histórias, teve gente que fez em excesso. Que já estava na vigésima página. E eu: caramba! As três histórias eram muito integradas, e realmente tinham muitos objetivos,
mas eu já pensei: vou fazer uma página para cada porftólio! E a outra falando que já estava na vigésima página. Eu ainda lá na segunda ... E por isso eu acho que não tem necessidade de tudo isso.
Mas eu tinha dificuldade não de escrever, mas na questão de formular o portfólio, porque tinha aquele padrão e tinha que ser daquele jeito e no início eu não entendia como era aquele jeito. Mas depois de
fazer tudo por tópicos e depois virou um texto de cinquenta páginas e depois virou um texto de quatro e depois ficou a síntese, que é bem melhor!
Eu concordo assim com E7, mas eu não sei se a síntese seria tão boa se a gente não tivesse passado pelo portfólio. Assim, eu realmente tenho essa dúvida. Por que eu fico às vezes achando que a síntese é
melhor, mas o portfólio me deu a segurança de que como você tem mais tempo para pesquisar em casa, você olha muitas fontes e então você quer aprofundar mais ainda, mais ainda..
Então todos os meus portfólios foram em forma de mapa mental.
Ela sempre diz: como é que eu vou conseguir fazer uma síntese assim, num texto corrido ...eu não vou conseguir. Então você tem esse problema inicial, de ter essa dificuldade do portfólio ...e achei que teria
com a síntese, mas não tive.
E eu não conseguia fazer nem três porque eu também gosto de resumir muito. E eu conseguia no máximo quatro folhas ...quatro páginas ... e pedir seis, é demais, eu não conseguiria. Eu acho que eu vou
gostar da síntese do P2, porque eu já queria resumir, só que ficava difícil.
Uma coisa que eu acho interessante são as ferramentas que a Tutoria usa. Como a síntese que eu acho que no primeiro período seria inviável. Principalmente tendo que fazer em casa. E eu escutava que no
P2 tinha que fazer na sala. Eu eu: ai Meu Deus! Vou odiar mais ainda...
E é importante que seja apenas aquela folhinha só para escrever, porque tem gente da sala que reclama muito, diz que é pouco espaço, mas é importante que seja pouco mesmo porque é ali que você vai
conseguir colocar sua ideia naquele espaço, porque se não vai virar um portfólio, você vai colocando tudo e nem sempre deixa o que é mais importante sobre o caso ...vai acabar fugindo um pouco. Então eu
acho que tem que ser aquilo mesmo ...e eu já vi várias pessoas pedindo mais espaço, folhas, e eu acho que não deve ser maior não.
Mas enfim, essa ferramenta de passar para o papel o que você conseguiu sintetizar ...e é até o nome certo, sabe, síntese da Tutoria. E aí eu acabo achando mais interessante como é no P2 do que como é no
P1. Eu não gosto muito da forma como era no P1, porque você entrega de tempos em tempos, daí acumula com prova, com outras coisas, e tem que fazer tudo em casa. Já no P2 fazer a síntese na sala é
muito melhor.
E quando chegou na síntese foi difícil porque eu escrevia muito e para selecionar em duas páginas ficava difícil, mas eu tenho essa dúvida, se eu conseguiria construir uma síntese tão bem como hoje se eu
não tivesse passado pelo portfólio no primeiro período.
Tipo, nos meus portfólios eu escrevia bastante, mas aí quando eu cheguei no segundo período eu tive aquela primeira impressão de que não ia dar para fazer, mas quando você aprende a ser mais objetivo
fica mais fácil.
Talvez os dois sejam interessantes mesmo, tanto o portfólio e a síntese, e concordo com os pontos que E7 falou. Porque no portfólio às vezes eu ficava confuso. Alguma coisa você aprende ali e tal, mas era
tanta coisa que não dava para pegar tudo
Mas eu acho que talvez o portfólio realmente ajude para você aprender a fazer ...a fazer a pesquisa ... se preparar para fazer a síntese. Eu acho que talvez até porque você faz em casa, porque no começo, se
já começasse no primeiro período pedindo para a gente fazer a síntese, o aluno ia estranhar bastante. Eu acho que nem ia conseguir naquele momento. Mas a síntese aproveita mais nesse sentido de
sedimentar o conhecimento.
Como o meu tutor deixou a gente muito livre ...então ele dizia: se você tiver muita dificuldade de fazer um texto corrido, faça pergunta e resposta no começo ... depois você vai se adequando ao portfólio.

AVALIAÇÕES: Trazem diversas formas de avaliação; comparação entre sala de aula e avaliação na tutoria; trazem a avaliação formativa
Eu acho que é muito relativa a questão da avaliação porque se tem alguém que fala pouco, não quer dizer que ela não saiba, mas ela tem mais a característica de raciocinar mais para ela do que para as
outras pessoas.
aquelas avaliações que tem ao final de cada bloco
Isso é muito importante, porque às vezes você está passando por um problema naquele momento e está mais apertado na faculdade, ou está com muitas coisas extras ... você até já percebeu que não está
bem, mas daí você se liga e percebe que tem que mudar
Porque é bom quando alguém diz que você deixou a desejar e fazer essa devolutiva em partes é muito bom.
Daí dá tempo de você saber se as coisas estão indo bem e você deve continuar naquele caminho, ou se você precisa mudar dali em diante. Isso te instiga a melhorar ... a correr atrás e tal. Essa avaliação é
muito importante.
tanto da nota como da avaliação oral, falando da participação.
o que tem que melhorar. E em uma tutoria, se você fica muito disperso ou algo assim, mas sabe que nas outras você não era assim, então
perceber isso, quando algum aluno está com problema só naquele dia.
Quando o tutor faz uma avaliação geral ela já sabe bem o que está acontecendo, ele já sabe que é algo daquele dia mesmo e não que precisa melhorar nas próximas. Acho que o tutor deve ter essa
sensibilidade de

(Problem-Based
Learning)

“aprenda

aprender”,