15- Maria da Piedade Gomes de Souza Maciel - Residência em Enfermagem: Experiências dos Egressos
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UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS
FACULDADE DE MEDICINA
MESTRADO PROFISSIONAL EM ENSINO NA SAÚDE
PROGRAMA DE PÓS GRADUAÇÃO ENSINO NA SAÚDE
MARIA DA PIEDADE GOMES DE SOUZA MACIEL
RESIDÊNCIA EM ENFERMAGEM: EXPERIÊNCIAS DOS EGRESSOS.
Maceió
2015
MARIA DA PIEDADE GOMES DE SOUZA MACIEL
RESIDÊNCIA EM ENFERMAGEM: EXPERIÊNCIAS DOS EGRESSOS
Trabalho
Acadêmico
de
Conclusão
de
Curso
de
Mestrado
apresentado
ao
Programa
de
Mestrado
Profissional em Ensino na Saúde
da Universidade Federal de
Alagoas, como requisito parcial
para obtenção do grau de Mestre
em Ensino na Saúde.
Orientador: Prof. Dr. Mário Jorge
Jucá.
Maceió
2015
Catalogação na fonte
Universidade Federal de Alagoas
Biblioteca Central
Divisão de Tratamento Técnico
Bibliotecário Responsável: Valter dos Santos Andrade
–
88 f. : il.
Or ient ador : Már io Jor ge Jucá.
–
I nclui bibliogr afias
Apêndices: f. 78-86.
Anexos: f. 87-88.
–
AGRADECIMENTOS
À minha família pelo carinho, paciência e incentivo;
Ao Professor Mário Jorge Jucá, um agradecimento especial, por me orientar
nessa jornada, me mostrando o caminho da pesquisa de forma construtiva e
motivadora;
A coordenação do Programa de Pós-Graduação- Mestrado Profissional em
Ensino na Saúde da Universidade Federal de Alagoas, professora Rosana
Brandão Vilela e demais professores, que se dedicam para manter a boa
qualidade do curso;
A todos os egressos do curso de residência em enfermagem da UNCISAL, que
gentilmente aceitaram fazer parte desse estudo, possibilitando sua efetivação;
Aos professores que constituíram a Banca examinadora e contribuíram nas
qualificações para o enriquecimento deste estudo: Dra. Rosana Brandão Vilela;
Dra. Graciliana Elise Swarowsky.
A todos os companheiros de trabalho do Hospital Escola Portugal Ramalho, do
Hospital Geral do Estado e da UNCISAL que direta ou indiretamente
possibilitaram a conclusão desse curso de mestrado;
RESUMO GERAL
O presente estudo tem como objetivo geral: analisar as experiências dos
egressos nos programas de residência em enfermagem da UNCISAL; e como
objetivos específicos: identificar as motivações para cursar a residência;
caracterizar sociodemograficamente os enfermeiros dos programas de residência
da UNCISAL, no período de 2007 a maio de 2014 e conhecer a trajetória
acadêmica e profissional dos mesmos. Trata-se de uma pesquisa de cunho
exploratório, descritivo, com abordagem quali-quantitativa. A coleta de dados
ocorreu através do envio de um questionário estruturado para o endereço
eletrônico dos participantes e também em outros espaços, como os locais de
trabalho, no período de julho a outubro de 2014. Da população de 68 egressos
certificados no período de coleta de dados, 62 participaram do estudo (91%). Os
dados qualitativos foram submetidos à análise de conteúdo; e para análise dos
dados quantitativos foi utilizado o teste não paramétrico do Qui-quadrado, sendo
as análises executadas utilizando o pacote estatístico Bioestat 5.0. Os principais
resultados mostraram que 93.44% dos enfermeiros egressos da residência
estavam inseridos no mercado de trabalho, onde 91.80% relataram que a
residência contribuiu para essa conquista. Quanto à formação, 25% ingressaram
na especialização stricto sensu e 80.33% desenvolviam funções que têm relação
direta coma residência cursada. Entre as motivações para cursar a residência
estava à oportunidade de aprofundamento teórico e inovação na prática
profissional, a busca pela qualificação com melhor remuneração e a ampliação
das chances de ingresso no mercado de trabalho. Os resultados obtidos com a
pesquisa contribuíram para o desenvolvimento de um produto que se constitui em
um instrumento (questionário) elaborado para o acompanhamento dos egressos
da residência em enfermagem da UNCISAL, e tem as seguintes dimensões a
serem investigadas: qualidade do curso de residência; questões pedagógicas
(currículo; preceptor); auto avaliação dos egressos; dados sociodemográficos; os
recursos materiais e físicos disponíveis para a efetivação do curso.
Palavras chave: Internato não médico. Egresso. Enfermagem.
GENERAL ABSTRAT
This study has the general objective: to analyze the experiences of graduates in
residency programs in nursing UNCISAL; and the following objectives: identify the
motivations to study the residence; sociodemograficamente characterize nurses of
the residency programs of UNCISAL, from 2007 to May 2014 to meet the
academic and professional career thereof. It is an exploratory research,
descriptive, qualitative and quantitative approach. Data collection occurred by
sending a structured questionnaire to the email address of the participants and
also in other spaces, such as workplaces, in the period from July to October 2014.
Of the population of 68 graduates certificates in the collection period data,
participated in the study 62 (91%). Qualitative data were subjected to content
analysis; and analysis of quantitative data we used the nonparametric chi-square,
and the analysis performed using the statistical package Bioestat 5.0. The main
results showed that 93.44% of nurses graduating from the residence were placed
in the labor market, where 91.80% reported that the residence contributed to this
achievement. As for the training, 25% entered the strict sense specialization and
80.33% developed functions that are directly related coma cursada residence.
Among the motivations to study the residence was the opportunity of theoretical
deepening and innovation in professional practice, the search for qualification with
better pay and expanding the inflow of chances in the labor market. The results
obtained from the research contributed to the development of a product which
constitutes a tool (questionnaire) designed to monitor the residence of graduates
in nursing UNCISAL, and has the following dimensions to be investigated: quality
of residence course; pedagogical issues (curriculum, teacher); self evaluation of
graduates; sociodemographic data; materials and physical resources available for
the realization of the course.
Keywords: No medical internship. Egress. Nursing.
LISTA DE FIGURAS
Figura 1- Categorias Temáticas.................................................................................27
Figura 2- Distribuição dos egressos que participaram do estudo.............................29
Figura 3- Relação entre os programas de residências (Atenção Pré Hospitalar - APH,
Saúde da Mulher - SMu, Neonatologia - NEO, Infectologia - INF e Saúde Mental SMe)
e
Instituição
de
ensino
onde
cursou
a
graduação...................................................................................................................35
Figura 4- Correlação entre os programas de residências (Atenção Pré Hospitalar APH, Saúde da Mulher - SMu, Neonatologia - NEO, Infectologia - INF e Saúde
Mental
SMe)
e
situação
atual
de
trabalho.....................................................................................................................37
Figura 5- Relação entre os programas de residências (Atenção Pré Hospitalar APH, Saúde da Mulher - SMu, Neonatologia - NEO, Infectologia - INF e Saúde
Mental - SMe) e
contribuição
da
residência
para inserção no
mercado....................................................................................................................38
Figura 6- Relação entre os programas de residências (Atenção Pré Hospitalar APH, Saúde da Mulher - SMu, Neonatologia - NEO, Infectologia - INF e Saúde
Mental - SMe) e dificuldades em encontrar emprego após a conclusão da
residência.................................................................................................................38
Figura 7- Relação entre os programas de residências (Atenção Pré Hospitalar APH, Saúde da Mulher - SMu, Neonatologia - NEO, Infectologia - INF e Saúde
Mental
SMe)
e
a
relação
da
residência
com
o
trabalho
desenvolvido.............................................................................................................38
Figura 8- Relação entre os programas de residências (Atenção Pré Hospitalar APH, Saúde da Mulher - SMu, Neonatologia - NEO, Infectologia - INF e Saúde
Mental
SMe)
e
quantidade
de
empregos
que
tem
atualmente................................................................................................................39
Figura 9- Relação entre os programas de residências (Atenção Pré Hospitalar APH, Saúde da Mulher - SMu, Neonatologia - NEO, Infectologia - INF e Saúde
Mental
SMe)
e
caráter
do
trabalho
desenvolvido.............................................................................................................40
LISTA DE TABELAS
Tabela 1- Características sócio demográficas dos egressos do curso de residência
em enfermagem da UNCISAL no período de 2007 á 2014. Maceió,
2015..........................................................................................................................30
Tabela 2- Distribuição dos Egressos quanto as variáveis, instituição de ensino onde
cursou a graduação, ano de conclusão da graduação e ano de conclusão da
residência. Maceió, 2015............................................................................................31
Tabela 3- Distribuição dos programas de residência cursados e inserção dos
egressos
em
outros
programas
de
pós-graduação.
Maceió,
2015............................................................................................................................32
Tabela 4- Distribuição dos egressos da residência segundo características da
trajetória profissional e inserção no mercado de trabalho. Maceió,
2015............................................................................................................................33
Tabela 5- Distribuição do caráter do trabalho desenvolvido pelos enfermeiros
egressos
da
residência.
Maceió,
2015............................................................................................................................33
Tabela 6- Relação entre os programas de residências e as variáveis: sexo, faixa
etária, local de moradia antes de iniciar a especialização, local de moradia depois de
concluir
a
especialização,
estado
civil.
Maceió,
2015............................................................................................................................34
Tabela 7- Relação entre os programas de residências e as variáveis: Instituição de
ensino onde cursou a graduação, ano de conclusão da graduação e ano de
conclusão
da
residência.
Maceió,
2015............................................................................................................................35
Tabela 8- Relação entre os programas de residências e a variável, curso de
especialização. Maceió, 2015....................................................................................36
Tabela 9- Relação entre os programas de residências e as variáveis: situação atual
de trabalho, contribuição da residência para inserção no mercado, dificuldades em
encontrar emprego após a conclusão da residência e a relação da residência com
trabalho desenvolvido. Maceió, 2015.........................................................................37
Tabela 10- Relação entre os programas de residências e as variáveis: faixa salarial.
Maceió, 2015..............................................................................................................39
LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS
ABEn
Associação Brasileira de Enfermagem
CNRMS
Comissão Nacional de Residência Multiprofissional em Saúde
COFEN
Conselho Federal de Enfermagem
CONARENF
Comissão Nacional de Residência em Enfermagem
CNE
Conselho Nacional de Educação
CNRMS
Comissão Nacional da Residência Multiprofissional em Saúde
CONSU
Conselho Superior Universitário
COREMU
Residência Multiprofissional e Área Profissional da Saúde
COREN
Conselho Regional de Enfermagem
DOE
Diário Oficial do Estado
DOU
Diário Oficial da União
DPI
Direção Pedagógico Institucional
ECMAL
Escola de Ciências Médicas de Alagoas
ENADE
Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes
FUNGLAF
Fundação de Saúde de Alagoas Governador Lamenha Filho
IES
Instituição de Ensino Superior
PDI
Plano de Desenvolvimento Institucional
PPC
Projeto Pedagógico do Curso
PROGRAD
Pro Reitoria de Graduação
SESAU
Secretaria de Estado da Saúde de Alagoas
UNCISAL
Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas
UFAL
Universidade Federal de Alagoas
SUMÁRIO
1
APRESENTAÇÃO.....................................................................................13
2
TRABALHO ACADÊMICO DE CONCLUSÃO DE CURSO......................14
2.1
Introdução.................................................................................................14
2.2
Revisão da Literatura................................................................................16
2.3
Metodologia...............................................................................................21
2.4
Resultados................................................................................................30
2.5
Discussão..................................................................................................45
2.6
Considerações Finais................................................................................54
Referências...............................................................................................55
3
ARTIGO ORIGINAL..................................................................................58
3.1
Título/Title.................................................................................................58
3.2
Resumo/Abstrat........................................................................................58
3.3
Introdução.................................................................................................59
3.4
Metodologia...............................................................................................60
3.5
Resultados.................................................................................................61
3.6
Discussão..................................................................................................64
3.7
Conclusão.................................................................................................67
3.8
Referências...............................................................................................68
4
PRODUTO DE INTERVENÇÃO...............................................................70
4.1
Título.........................................................................................................70
4.2
Introdução.................................................................................................70
4.3
Objetivos...................................................................................................71
4.4
Método......................................................................................................72
4.5
Resultados esperados..............................................................................72
4.6
Referências...............................................................................................73
5
CONCLUSÃO GERAL.............................................................................74
REFERENCIAS GERAIS..........................................................................75
APENDICES.............................................................................................78
ANEXOS...................................................................................................87
1
APRESENTAÇÃO
Este trabalho acadêmico é fruto da vivência da autora enquanto
preceptora do programa de residência de enfermagem em psiquiatria-saúde
mental; uma das áreas de concentração do programa de residência oferecido pela
Universidade Estadual de Ciências da Saúde (UNCISAL) que tem o Hospital
Escola Dr. Portugal Ramalho (HEPR) como um dos principais campos para sua
efetivação.
Enquanto enfermeira e preceptora dos residentes dentro do HEPR foi
possível verificar a importância que essa modalidade de especialização
representa na formação dos enfermeiros; pois corresponde a um curso com
duração de 2 anos, uma carga horária de 5.769 horas, sendo 80% de atividades
práticas, tornando quem dela usufruiu mais próximo de responder às demandas
da sociedade e as exigências do mercado de trabalho.
Contudo, esse processo formativo deve ser monitorado através de
pesquisa com os profissionais que cursaram o programa e já estão vivenciando a
realidade do mundo do trabalho, sendo objetivos dessa pesquisa: analisar as
experiências dos egressos nos programas de residência em enfermagem da
UNCISAL; identificar as motivações para cursar a residência; caracterizar
sociodemograficamente os enfermeiros dos programas da UNCISAL, no período
de 2007 a maio de 2014 e conhecer a trajetória acadêmica e profissional dos
mesmos.
Assim apresentamos uma pesquisa de campo na área de ensino em
saúde, desenvolvida com os enfermeiros egressos do programa de residência em
enfermagem da UNCISAL, no formato de Trabalho Acadêmico de Conclusão de
Curso e um artigo científico original, intitulados “Residência em enfermagem:
experiências dos egressos”, o artigo será submetido à Revista de Enfermagem da
UERJ. O objeto de estudo é a Residência em enfermagem da UNCISAL.
Consta também, um produto que é um instrumento de acompanhamento
dos egressos do curso de residência em enfermagem da Universidade Estadual
de Ciências da Saúde de Alagoas. O produto encontra-se disponível no site da
UNCISAL (www.uncisal.edu.br), e tem como principal objetivo, analisar o
desenvolvimento profissional e acadêmico dos egressos.
2
TRABALHO ACADÊMICO DE CONCLUSÃO DE CURSO
2.1
INTRODUÇÃO
De acordo com a resolução do COFEN 459/2014 a Residência em
Enfermagem configura-se em modalidade de pós-graduação “Latu Sensu”,
destinada a Enfermeiros, caracterizada por desenvolvimento das competências
técnico-científicas e ética, decorrentes do treinamento em serviço. É um curso de
aperfeiçoamento cultural, técnico e científico, que contribui, sobremaneira, para a
qualificação profissional dos que dela usufruem.
A residência em enfermagem eleva a qualidade da assistência no serviço
de saúde e forma profissionais preparados para a prática profissional, como
também vem consolidando-se como um relevante espaço de qualificação
profissional para o enfermeiro recém-formado. É uma forma de treinamento em
serviço que possibilita ao residente o aprimoramento profissional e a obtenção do
título de especialista na área de escolha (FRANCO, 2011).
Dentre muitas das razões pelas quais os enfermeiros escolhem o curso de
residência, está no fato deste oferecer uma formação teórica mais aprofundada e
por possibilitar trocas de experiências continuas, entre preceptores e profissionais
da área, buscando desta maneira novos conhecimentos que fortaleçam o
aprendizado, além da necessidade de se tornarem competentes para disputar um
espaço no mercado de trabalho (AGUIAR, 2004).
Dentre os trabalhadores da saúde, a equipe de enfermagem é o maior grupo
dentro da instituição hospitalar, atuando em praticamente todos os espaços e em
múltiplos processos de trabalho que vão desde a assistência/cuidado a ações
gerenciais e educativas. As características do processo de trabalho em saúde
demandam haver constantes atualizações, em razão da evolução tecnológica e
científica, bem como mudanças na própria organização, com modificação e
aplicação de novos protocolos de atendimento e outros fatores que requerem
aprendizado permanente, como mediação de conflitos, humanização do cuidado,
ética no trabalho, novas formas de planejar, organizar e gerir o cuidado e os
serviços (TOPPING, 2002).
A residência de enfermagem vem atender as exigências do mercado de
trabalho, porque em si reúne ações que serão enfrentadas durante a vida
profissional. Contudo, esse processo formativo deve ser monitorado através de
pesquisa com os profissionais que cursaram o programa e já estão vivenciando a
realidade do mundo do trabalho, para que haja uma constante readequação no
processo de formação oferecido. Sabe-se que alcançar um espaço para ascensão
social e econômica é um desafio constante, por conta de mudanças no
desenvolvimento científico, tecnológico e pelo acirramento da competição
internacional e nacional da economia, que tem afetado a oferta e qualidade de
empregos (PUSCHEL et al, 2009).
Assim este estudo tem como foco o programa de residência de
enfermagem da UNCISAL, e tem como objetivo geral: analisar as experiências
dos egressos nos programas de residência em enfermagem da UNCISAL; e como
específicos: identificar os motivos para cursar a residência, caracterizar
sociodemograficamente os enfermeiros egressos do programa de residência em
enfermagem da UNCISAL no período de 2007 a maio de 2014, e conhecer a
trajetória acadêmica e profissional dos mesmos.
2.2
REVISÃO DA LITERATURA
Identifica-se no estudo de Gadotti (2000), uma inter-relação entre a
formação do profissional residente e os quatro pilares da educação presentes no
relatório para a Unesco da Comissão Internacional sobre educação para o século
apresentado por
XXI
Jacques Delors: aprender a conhecer – prazer de
compreender, descobrir, construir e reconstruir o conhecimento, curiosidade,
autonomia, atenção. Não basta aprender a conhecer. É preciso aprender a
pensar, a pensar a realidade. Aprender a fazer - é indissociável do aprender a
conhecer.
Nesse sentido, vale mais hoje a competência pessoal que torna a pessoa
apta a enfrentar novas situações de emprego, mas apta a trabalhar em equipe, do
que a pura qualificação profissional. Aprender a viver juntos - a viver com os
outros. Compreender o outro, desenvolver a percepção da interdependência, da
não-violência,
administrar
conflitos.
E
por
último
o
aprender
a
ser-
desenvolvimento integral da pessoa: inteligência, sensibilidade, sentido ético e
estético, responsabilidade pessoal, espiritualidade, pensamento autônomo e
crítico, imaginação, criatividade, iniciativa (GADOTTI, 2000).
Podemos então inferir que a Residência por colocar o enfermeiro ou outro
profissional de saúde no cotidiano de trabalho, permite atender aos pilares da
educação colocando no mercado de trabalho um profissional preparado para
integrar uma equipe de saúde.
No Brasil há dois tipos de modalidades de ensino pós-graduação: o stricto
sensu e o lato sensu. O primeiro é desmembrado em Mestrado e Doutorado, o
segundo dividido em Especialização e Residência, e tem contribuído para
formação de profissionais para assistência, gestão e ensino (OLSCHOWSKY,
2001).
Os cursos de especialização e aperfeiçoamento tem o objetivo técnicoprofissional específico sem abranger o campo total do saber em que insere
a especialidade. São cursos destinados ao treinamento nas partes de que
se compõe um ramo profissional ou científico. Sendo assim, é entendido
ser sua meta, o domínio científico e técnico de uma certa e limitada área
do saber ou da profissão para formar o profissional especializado.
(AGUIAR, 2004).
Destaca-se a importância de se diferenciar o título de especialista obtido
pelos egressos dos Programas de Residência em Enfermagem dos demais
cursos de Especialização. Enquanto esses possuem carga horária variável, de
maneira geral, não excedendo a 800h, os Programas de Residência em
Enfermagem possuem exigência de carga horária mínima de 2960h, sendo que a
maioria dos Programas implantados atinge a carga horária de 5600h. Assim a
temporalidade do curso (2 anos/ 60 h semanais) e a extensa carga horária teórica
e prática, possibilita e favorece o desenvolvimento de um profissional enfermeiro
altamente qualificado para o mercado de trabalho, comprometido com a prática
profissional e com a qualidade da assistência prestada ao cliente (CONARENF,
2008).
A residência é considerada ideal ao recém-graduado, por proporcionar
treinamento em cenário real de trabalho, ampliando as oportunidades de
empregabilidade. Vale ressaltar que, nessa modalidade de curso, o aprendizado é
coletivo, baseado
em processos de vivências, relações interpessoais e
compartilhamento
do
conhecimento
individual
enriquecendo. Estas ideias
permitem inferir que os saberes da experiência supõem continuidade entre a
cultura adquirida e os novos saberes (SILVA, 2014).
A residência é ideal para facilitar a transição do enfermeiro que saiu
recentemente da graduação para um enfermeiro seguro e qualificado para o
desempenho do seu exercício profissional (SILVA, 2013).
A residência enquanto modalidade de ensino foi pioneira na área da
Medicina e, possivelmente, foi o sucesso desses programas que influenciou a
criação da Residência de Enfermagem (LIMA; PORTO, 1977).
A residência em enfermagem surgiu no Brasil com a expansão da
residência médica devido às transformações na área da saúde na década 70,
especialmente a ênfase na medicina curativa e especializada, levando ao
surgimento do primeiro programa de residência em enfermagem no Brasil que foi
o de pediatria, implantado em 1961, no Hospital Infantil do Morumbi, em São
Paulo, e tinha como objetivo capacitar melhor o profissional recém- formado
através de atividades práticas e teóricas, desenvolvidas em nível hospitalar
(FRANCO, 2005).
O segundo curso de residência para enfermeiros, foi implantado 12 anos
após o primeiro na Universidade Federal da Bahia, em 1973. Em seguida, 1974
na Universidade Federal de Pernambuco, e daí por diante ocorreu expansão dos
programas
de
residência
em enfermagem por todo
território
brasileiro,
registrando-se uma demanda cada vez maior de candidatos e um aumento
progressivo
das vagas
oferecidas
e
também grande
aceitação desses
profissionais no mercado de trabalho (FRANCO, 2005).
Na década de 1970, alguns outros cursos de especialização sob a forma
de Residência começaram a ser desenvolvidos e, diante disso, a Associação
Brasileira de Enfermagem (ABEn) promoveu em 1978, no Rio de Janeiro, um
seminário sobre residência em enfermagem, o que se considera o ponto de
partida em relação às discussões sobre especialização em forma de Residência,
pois inexistia consenso sobre o assunto e era necessário propor normas para a
implementação dessa modalidade de especialização (ABEn, 1979).
A partir desse seminário promovido pela ABEn, outras discussões
ocorreram a fim de estabelecer uma regulamentação para o curso de residência,
a exemplo da oficina realizada em Salvador em 1994, intitulada “Residência de
Enfermagem no Brasil”, e em seguida a realização do I Seminário Nacional de
Educação em Enfermagem, no mesmo ano no Rio de Janeiro. Outros seminários
continuaram a acontecer para regulamentação da residência em enfermagem
sendo no seminário dos conselhos regionais e nacional de enfermagem (COREn
e COFEn) que foi emitido um documento sobre residência, dando origem a Lei no
2.264/1996, criando a residência de enfermagem e a Comissão Nacional de
Residência de Enfermagem (BARROS; MICHEL, 2000).
Para estabelecer critérios para o curso de residência em enfermagem no
Brasil o Conselho Federal de Enfermagem (COFEn) criou e aprovou a Resolução
n. 259/2001, que estabeleceu padrões mínimos para o registro de residência de
enfermagem, definindo carga horária, duração das residências, organização,
funcionamento e atribuições da Comissão de Residência Multiprofissional e Área
Profissional da Saúde (COREMU), e atualmente os programas de residência têm
a duração mínima de dois anos, equivalente a uma carga horária mínima total de
5760 (cinco mil, setecentos e sessenta) horas, desenvolvidas com 80% da carga
horária total sob a forma de atividades práticas com a mesma remuneração de
bolsa, independente da área profissional (BRASIL, 2012).
Neste contexto, ao ingressar no curso de residência, o enfermeiro tem a
meta de se especializar pesquisando e produzindo conhecimento no treinamento
em serviço (FIGUEIREDO, 2005).
A enfermagem como profissão tem caminhado, por meio de estudos e
pesquisas, para a formação de um corpo teórico próprio que a visibilize e projete
como ciência. As pesquisas e os campos de atuação na enfermagem têm
crescido
substancialmente
nos
últimos
anos,
abrindo
perspectivas
de
conhecimento em múltiplas direções e espaços (ERDMANN, 2009).
Apesar da residência de enfermagem no Brasil ter mais de 40 anos de
existência e de ser reconhecida como importante estratégia na formação de
enfermeiros, muito ainda precisa ser feito para que os programas avancem no
número de vagas e em qualidade. Sendo a investigação a cerca do seguimento
do egresso no mercado de trabalho e na continuação da formação acadêmica,
pontos relevantes. Ou seja, pesquisar os programas de residência existentes se
faz importante pela possibilidade de apresentar elementos que podem vir a
contribuir para que os ajustes necessários sejam feitos.
RESIDÊNCIA EM ENFERMAGEM EM ALAGOAS
Em Alagoas, na Universidade Estadual de Ciências da Saúde UNCISAL, em 2005, ano da criação da residência em enfermagem, foram
ofertados os programas nas áreas de Neonatologia e Saúde da Mulher, com duas
vagas para cada programa com duração de dois anos, com carga horária de 40
horas semanais com os objetivos de: formar enfermeiros especialistas em área
especifica; aprimorar habilidades técnicas, o raciocínio clínico e a capacidade de
tomar decisões; desenvolver atitude que permita valorizar a significação dos
fatores somáticos, psicológicos e sociais que interferem no processo saúde e
doença; valorizar as ações de saúde de caráter preventivo; promover a integração
do enfermeiro em equipe multiprofissional para prestação de assistência aos
pacientes e estimular a capacidade de crítica de atividade de enfermagem,
considerando-a em seus aspectos científicos, éticos e sociais (BRASIL, 2005).
A partir de 2007 o programa foi expandido, passando a ter 60 horas
semanais, sendo as atividades teórico-práticas executadas nas instituições
hospitalares do complexo UNCISAL e parcerias com Secretaria de Estado da
Saúde de Alagoas (SESAU) e Secretaria Municipal de Maceió. Atualmente,
conforme o edital n.º 005/2014 de 12 de novembro de 2014 são ofertadas 12
vagas com a seguinte distribuição: 04 vagas para residência em enfermagem em
obstetrícia, 02 vagas em Neonatologia, 02 vagas em Infectologia, 02 vagas em
Psiquiatria/Saúde Mental, 02 vagas em Emergência Geral/ Atendimento Préhospitalar (BRASIL, 2014).
A carga horária total é de 5.760 h, sendo 80% de atividades práticas e 20%
de aulas teórica e teórico-prática (estudos de caso, seminários, aulas, cursos). O
curso é acompanhado e conduzido por enfermeiros /preceptores das instituições
vinculadas e parceiras da Universidade Estadual de Ciências da Saúde de
Alagoas e coordenado por uma enfermeira do quadro efetivo da universidade com
o título mínimo de mestre. Entre a primeira turma egressa, em 2007, até maio de
2014 foram certificados 68 enfermeiros.
2.3
METODOLOGIA
- TIPO DE ESTUDO E ABORDAGEM
Trata-se um estudo do tipo exploratório, descritivo com abordagem
quantitativa e qualitativa.
Para Minayo (2010) a experiência de trabalho com as metodologias
quantitativas e qualitativas mostra que: (1) elas não são incompatíveis e podem
ser integradas num mesmo projeto de pesquisa; (2) uma investigação de cunho
quantitativo pode ensejar questões passíveis de serem respondidas só por meio
de estudos qualitativos, trazendo-lhe um acréscimo compreensivo e vice-versa;
(3) que o arcabouço qualitativo é o que melhor se coaduna a estudos se situações
particulares, grupos específicos e universos simbólicos; (4) que todo o
conhecimento do social (por método quantitativo ou qualitativo ) sempre será um
recorte, uma redução ou uma aproximação; (5) que em lugar de se oporem, os
estudos quantitativos e qualitativos, quando feitos em conjunto, promovem uma
mais
elaborada
e
completa
construção
da
realidade,
ensejando
o
desenvolvimento de teorias e de novas técnicas cooperativas.
- VARIÁVEIS
- Variáveis sociodemográfica :
a) Sexo - indica o sexo biológico do enfermeiro, informação auto referida.
Categorizada em: feminino e masculino.
b) Estado Civil - expressa a situação civil do enfermeiro, incluindo opção de união
estável. Categorizada em: solteiro, casado, divorciado, viúvo e união Estável.
c) Idade - expressa idade do enfermeiro no momento da coleta dos dados. Foi
categorizada em faixas etárias: entre 20-30; 31 – 40 e 41-50.
d) Local de moradia antes de ingressar na residência- Caracterizada em:
Maceió, interior do estado de Alagoas e Outros.
e) Local de moradia após concluir a residência - Caracterizada em: Maceió,
interior do estado de Alagoas e Outros.
- Variáveis referentes à inserção no mercado de trabalho:
a) Instituição de ensino onde concluiu a graduação em enfermagem – sendo
listadas todas as IES de Maceió e outras.
b) Tempo de formado - considerado o tempo de conclusão da graduação em
enfermagem no momento da coleta dos dados.
c) Tempo decorrido entre a conclusão da graduação e a inserção na residência considerado o intervalo de tempo entre a conclusão da graduação e a inserção do
enfermeiro no programa de residência.
d) Quantidade de empregos como enfermeiro - expressa a quantidade de
atividades remuneradas que o enfermeiro possui. Categorizada em: nenhum, um,
dois e assim sucessivamente.
e) Forma de ingresso no emprego atual - variável relacionada ao regime de
contratação ao qual o enfermeiro está submetido. Categorizada em: concurso
público, PSS, convite do empregador, entrevista, indicação, outras.
f) Área de atuação - variável criada a partir da informação a respeito da atuação
profissional como enfermeiros. A variável foi categorizada em: assistencial;
gerencial / administrativa; docente; assistencial/docente.
g) Área da residência cursada – refere-se aos 5 programas ofertados e que foi
cursado
pelo
participante.
Categorizada
em:
Obstetrícia,
Neonatologia,
Infectologia, Psiquiatria e Saúde mental, Emergência Geral e Atendimento PréHospitalar.
h) Faixa salarial (em salários mínimos) – refere-se ao rendimento mensal total dos
enfermeiros egressos da residência. Categorizada em: até 2 salários, até 3
salários, até 4 salários, até 5 salários, até 7 salários, até 9 salários, acima de 9
salários mínimos.
i) Situação atual no mercado de trabalho – variável relacionada a execução das
funções laborais. Caracterizada em: empregado, desempregado, aposentado e
em afastado por licença médica.
j) Inserção em curso de pós-graduação após concluir a residência - considera-se
a realização da pós graduação lato sensu ou stricto sensu pelo enfermeiro
egresso do curso de residência. Caracterizado em: especialização lato sensu,
mestrado, doutorado.
- Varável: Motivos para cursar a Residência em Enfermagem.
Os motivos para cursar a residência - entendida como as razões que
levou os enfermeiros a fazerem esse curso de especialização. Única variável
submetida a analise qualitativa.
- LOCAL DE ESTUDO
A pesquisa foi desenvolvida no município de Maceió (Al), por meio dos
egressos do Programa de Residência em Enfermagem da UNCISAL.
Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas
A Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas está inserida
na região nordeste do país, no estado de Alagoas, na cidade de Maceió, capital
do Estado. Iniciou sua história como Escola de Ciências Médicas de Alagoas –
ECMAL – em 1968, com o curso de medicina, que foi reconhecido pelo Decreto
73.754, de 06 de março de 1974. Em 1975 surgiu a Fundação de Saúde de
Alagoas Governador Lamenha Filho – FUNGLAF – como mantenedora da
ECMAL, agregando à estrutura da Fundação, a Unidade de Emergência Dr.
Armando Lages e Hospital Dr. José Carneiro.
Em setembro de 1995 a Secretaria de Educação do Estado de Alagoas,
através da portaria 820/95, homologa a criação dos cursos de Fisioterapia,
Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional, reconhecidos através das Portarias N°
116/2002; N°21/2003 e N°20/2003.
Com a extinção da FUNGLAF, em 2000, surgiu a Fundação Universitária
de Ciências da Saúde de Alagoas – UNCISAL, tendo como órgãos vinculados os
Hospitais Escola Dr. José Carneiro, Dr. Portugal Ramalho, Dr. Hélvio Auto,
Maternidade Escola Santa Mônica e o Centro de Desenvolvimento de Recursos
Humanos em Saúde de Alagoas, hoje Escola Técnica de Saúde Professora
Valéria Hora. Em 2003 a UNCISAL é reestruturada pela Lei nº 6.351 e passa a
ser composta de Faculdades, Hospitais e Escola Técnica de Saúde Professora
Valéria Hora. Em dezembro de 2005, após visita de avaliadores externos e
homologação de Parecer pelo Conselho Estadual de Educação de Alagoas, a
UNCISAL passa à condição de Universidade, através da Lei nº 6.660, de 28 de
dezembro de 2005 (BRASIL, 2005).
- AMOSTRAGEM
A pesquisa envolveu 68 egressos dos programas de residência de
enfermagem da Universidade Estadual de Ciências da Saúde (UNCISAL), que
concluíram o curso entre os anos de 2007 a maio de 2014. Desses 68 egressos,
62 responderam o instrumento de coleta de dados e assinaram o TCLE (Apêndice
D) elaborado para esse fim. Consideram-se egressos todos os enfermeiros que
concluíram a especialização na forma de residência, com certificado de conclusão
emitido pela UNCISAL.
Foram excluídos do estudo egressos não localizados e aqueles que não
apresentaram disponibilidade para participar do estudo.
- PROCEDIMENTOS PARA COLETA DE DADOS
A presente pesquisa foi iniciada após a aprovação do projeto pelo Comitê
de Ética e Pesquisa da UFAL sob o número de protocolo 26178814.9.0000.5013
e a coleta de dados ocorreu entre os meses julho e outubro de 2014, sendo
efetuada por meio de aplicação do questionário estruturado com perguntas de
múltipla escolha e subjetiva (Apêndice E). Esse questionário foi elaborado no
Google Drive que é um recurso livre da internet para criar e compartilhar
questionários online, mantem o conteúdo acessível e salvo. Ele grava as
informações coletadas e tem como abrigo dos dados o software Excel. Após
elaboração das questões e estruturação do questionário o mesmo foi enviado
para o e-mail dos egressos.
Para o envio da carta convite (Apêndice C), do instrumento de coleta de
dados e TCLE aos egressos utilizou-se os endereços eletrônicos contidos no
banco de dados da UNCISAL e fornecidos a pesquisadora pela coordenação do
programa de residência- UNCISAL. Após esta etapa foi feito contato telefônico
pela pesquisadora com os egressos do curso que não retornaram o questionário
no intervalo de 20 dias, para confirmar o recebimento do mesmo; nesse momento
foram atualizados os e-mails que por ventura encontravam-se incorretos, bem
como foi reforçado o convite, informando sobre a importância da pesquisa.
Também foram utilizadas as redes sociais virtuais para solicitação e ou
confirmação do endereço eletrônico dos participantes que não responderam ao
questionário, que não atenderam aos telefonemas e/ou os que os endereços
retornaram como desatualizados. Utilizou-se também a técnica do Snowball
Sampling, técnica da bola de neve, na qual alguns participantes forneceram
dados para identificação de outros participantes, na tentativa de aumentar a
abrangência da pesquisa.
O método para a coleta de dados através de correio eletrônico é hoje
muito utilizado, a exemplo de estudos semelhantes, que tiveram a residência em
enfermagem como objeto de estudo a exemplo de CASTRO (2014) com o tema:
Estudo de egressos de uma residência de enfermagem em terapia intensiva da
Bahia; o de (MATOS, et al 2014) com
a pesquisa intitulada,
Egressos da
Residência de medicina da família e comunidade de Minas Gerais; e ainda
podemos citar o estudo desenvolvido por PUSCHEL (2008) com o tema Inserção
dos egressos da Escola de Enfermagem da USP no mercado de trabalho:
facilidades e dificuldades, entre outros.
O questionário utilizado na coleta foi adaptado da tese de mestrado de
SILVA (2013) e contém informações e dados referentes à: características
sociodemográficas, dados relativos ao contexto de formação e trajetória
acadêmica, trajetória e atuação profissional e motivos para cursar a residência.
- TÉCNICA DE ANÁLISE DOS DADOS
As variáveis analisadas foram às notificações por: sexo, faixa etária, local
de moradia antes de iniciar a residência, local de moradia depois de iniciar a
residência, estado civil, instituição de ensino onde cursou a graduação, ano de
conclusão da graduação, ano de conclusão da residência, programa de residência
em enfermagem cursado, inserção em outro curso de pós graduação depois de
concluir a residência, situação atual de trabalho, contribuição da residência para
inserção no mercado de trabalho, dificuldades em encontrar emprego após a
conclusão da residência,
relação da residência cursada com o trabalho
desenvolvido atualmente, tempo após ter concluído o curso de residência para
trabalhar na área, quantidade de empregos que tem atualmente, forma de
ingresso
no
mercado
de
trabalho, faixa salarial e caráter do trabalho
desenvolvido.
Os dados coletados foram inseridos automaticamente no banco de
dados do Microsoft Office Excel e as variáveis foram submetidas inicialmente a
análise descritiva utilizando tabelas de frequências simples e posteriormente
foram agrupadas, por especificidade, em tabelas de contingências, utilizando os
programas de residências ( Emergência Geral e APH, Obstetrícia, Neonatologia ,
Infectologia e Psiquiatria-Saúde Mental ) como variável dependente. As variáveis
agrupadas em tabelas de contingências foram submetidas ao teste não
paramétrico do Qui-quadrado com intuito de verificar a existência de associação
significativa entre a variável dependente e as outras variáveis estudadas (α=
0,05). As análises foram executadas utilizando o pacote estatístico Bioestat 5.0.
Para análise das narrativas obtidas com a última pergunta do questionário:
Por favor, relate sobre os motivos que a(o) levaram a cursar a residência em
enfermagem, foi escolhido a análise de conteúdo que segundo MYNAYO (2008),
está entre a exatidão numérica e a subjetividade da comunicação. Para tanto,
relaciona a estrutura semântica e a estrutura sociológica com os aspectos sociais
e psicológicos envolvidos, e com o contexto onde a interação ocorreu. Essas
narrativas foram submetidas à análise de conteúdo segundo Bardin ( 2011), que a
define como:
Um conjunto de técnicas de análise das comunicações visando obter por
procedimentos sistemáticos e objetivos de descrição do conteúdo das
mensagens, indicadores (quantitativos ou não) que permitam a inferência
de conhecimentos relativos às condições de produção/recepção (variáveis
inferidas) destas mensagens (BARDIN, 2011).
Ainda conforme Bardin (2011) o tema é uma unidade de significação, de
recorte, que se desprende do texto, fluentemente, para descobrir os núcleos de
sentido cuja aparição é representativa para o objeto questionado, a depender da
teoria utilizada. É geralmente utilizado como unidade de registro quando se
pretende estudar ideias, opiniões, vivências, valores, atitudes.
A presente investigação seguiu as três etapas da análise de conteúdo
preconizadas por Bardin (2011, p. 121): 1) Pré-análise; 2) Exploração do material;
3) Tratamento dos resultados: a inferência e a interpretação.
1)
Pré-Análise
Na pré-análise o material proveniente das respostas do questionário foi
organizado para dar seguimento às outras etapas da análise. Inicialmente nessa
etapa foi realizada a leitura flutuante do conteúdo obtido nas respostas da
pergunta onde se pede para os participantes relatarem sobre os motivos que
os levaram a cursar a residência em enfermagem. Desse modo, foi possível
explorá-lo e verificar a relação com o objeto da pesquisa, ou seja, com as
experiências dos egressos da residência em enfermagem.
2)
Exploração do Material
Na segunda etapa ou de exploração do material, foi feito leituras
exaustivas de todo o conteúdo da pesquisa, buscando suas similaridades,
representatividades e significados. Iniciando com a identificação e apreensão das
unidades de contexto – frases, ou seja, parágrafos dos dados coletados que
representavam as experiências profissionais do enfermeiro egresso do programa
de residência– identificando, paralelamente, os temas que emergiram. Nesta fase
foram obedecidos os critérios que dão rigor à análise de conteúdo: o critério da
exaustividade, ou seja, o alcance da saturação por meio da utilização de todo o
conteúdo das entrevistas até não haver mais nenhum tipo de informação nova; o
critério da representatividade do conteúdo, respeitado para que expressasse o
universo escolhido; o critério da homogeneidade, buscando-se dentro da
singularidade do conteúdo das entrevistas as similitudes existentes; o critério da
pertinência do conteúdo das entrevistas aos objetivos da pesquisa e aos
pressupostos iniciais, como orientação para atender a imprevisibilidade do que
poderia ser encontrado; e, a referenciação dos índices, pela delimitação do
contexto, considerando que cada narrativa foi obtida com o mesmo instrumento e
em condições similares. Prosseguindo, as unidades foram agrupadas por
similaridade de temas e, posteriormente, em unidades temáticas distribuídas em 3
categorias, possibilitando o processo de análise da pesquisa.
Considerado na definição destas categorias os critérios de qualidade
enunciados por Bardin (2011): a excludência, ou seja, um mesmo elemento não
compor mais de uma categoria; a homogeneidade, por meio da utilização de
elementos que guardaram similaridade de sentidos; a pertinência ao objetivo do
estudo; a objetividade, através da utilização de códigos diferentes; a fidelidade ao
conteúdo que foi narrado e a produtividade.
Assim a partir das narrativas dos participantes a cerca dos motivos para o
ingresso no curso de residência em enfermagem, emergiram três (03)
categorias, apresentadas na figura abaixo:
Figura 1- Categorias temáticas
Aprofundamento teórico e
inovação
na
prática
profissional.
CATEGORIAS
Qualificação profissional com
remuneração
Qualificação
ampliando
chances
de ingresso
mercado de trabalho
as
no
Fonte: próprios autores
3)
Tratamento dos Dados
A terceira e última etapa – a inferência e a interpretação, segundo Bardin
(2011), refere-se ao procedimento analítico propriamente dito, ou seja, atribuição
de sentidos e análise qualitativa das categorias. Esta etapa foi realizada mediante
a interpretação dos resultados, fundamentadas no referencial explorado e na
experiência profissional, pois a análise de conteúdo permite fazer inferências
sobre informações encontradas no contexto do qual, as mesmas estão inseridas,
permitindo que a análise ultrapassasse o caráter meramente descritivo e alcance
o caráter analítico.
- ASPECTOS ÉTICOS
O Projeto foi submetido ao Comitê de Ética em Pesquisa da UFAL,
obedecendo à determinação da Resolução do Conselho Nacional de Saúde nº
466, de 2012, assegurando os direitos e deveres que dizem respeito à
comunidade científica e aos sujeitos da pesquisa, sendo aprovado sob o número
de protocolo 26178814.9.000.5013.
Foi assegurado aos participantes à confidencialidade, o sigilo das
informações e o anonimato das colaboradoras do estudo e dos locais de trabalho
dos mesmos, tanto no processo de desenvolvimento da pesquisa, quanto do
sentido de tornar público os resultados obtidos. Foi também assegurado ao
participante o direito de desistir da pesquisa a qualquer momento, sem que isso
lhe trouxesse nenhum dano. Em atendimento ao que preconiza a regra, as
colaboradoras foram identificadas pela letra E, simbolizando egressa (o) –
acompanhado de uma numeração de 01 a 62. Os dados obtidos estarão à
disposição dos participantes sempre que necessário e, posteriormente, destruídas
no intervalo de tempo de 5 anos.
- RISCOS E BENEFÍCIOS
Os riscos dessa pesquisa são considerados mínimos, onde os possíveis
riscos se referem ao incômodo do sujeito relatar alguma experiência ou idéia
desagradável relativa ao tema, o que foi minimizado pela liberdade que o sujeito
teve de não responder a nada que não lhe conviesse, tendo garantias do sigilo
total das informações fornecidas.
Não houve beneficiários financeiros diretos ou indiretos, ou seja, as
colaboradoras não tiveram recompensa financeira por participarem da pesquisa.
Os benefícios com os dados obtidos nessa pesquisa estão na construção do
conhecimento científico acerca da caracterização dos enfermeiros egressos do
programa de residência e sua situação no mercado de trabalho, bem como
reforçar a importância dessa forma de especialização para o preparo do
profissional para atender as necessidades da sociedade. Além de considerarmos
que essa pesquisa constitui-se em um instrumento para obtenção de subsídios
que permita acompanhar os caminhos percorridos pelos egressos, em especial
sobre a formação propiciada por uma dada instituição, além de permitir conhecer
questões relevantes, como as mudanças do mundo do trabalho, a continuidade
na formação e o desenvolvimento profissional do egresso. Essas informações
podem possibilitar à instituição formadora adaptar os currículos e oferecer cursos
apropriados
às
necessidades
da
sociedade, contribuindo
profissionais estabeleçam um elo entre a formação e a prática.
para
que
os
2.4
RESULTADOS
Apresentam-se os resultados descritivos da amostra e das variáveis que
serão discutidas e suas correlações estatísticas, descrevendo a situação dos
egressos do curso de residência de enfermagem da UNCISAL, durante o período
de 2007 a 2014. A amostra foi composta por 68 enfermeiros que concluíram a
residência, dos quais 62 responderam ao questionário da pesquisa, perfazendo
91,0%, conforme figura 2.
Figura 2- Distribuição dos egressos que participaram do estudo. Maceió-AL, 2015.
Fonte: próprios autores
Caracterização sociodemográfica dos egressos do curso de Residência
em Enfermagem
Os dados da tabela 1 mostram que 96.77% dos enfermeiros egressos da
residência são do sexo feminino. Quanto ao estado civil observa-se um equilíbrio
entre solteiros e casados, com 41.94% e 54.84% respectivamente. Em relação a
faixa etária no período de coleta de dados 56.45% estava entre 20-30 anos,
41.94% na faixa etária de 31-40 anos e 1.61% dos egressos na faixa etária de 4150 anos. Em relação ao local de moradia antes de ingressar na residência, 75.81
% residiam na capital (Maceió); 14.52% residiam no interior e apenas 9.68% em
outros estados, sendo eles: Pernambuco, Paraíba e Bahia.
Quanto ao rendimento mensal dos enfermeiros egressos do curso de
residência, 27.42% afirmaram ter um rendimento mensal de até 7 salários
mínimos (valor nacional de R$ 724), seguido de 13 20.97% que recebem acima
de 9 salários mínimos, 19.35% até 9 salários, 12.90% até 5 salários mínimos e
apenas 3.23% dos participantes têm o rendimento mensal até dois salários
mínimos.
Tabela 1- Características sociodemográficas dos egressos do curso de
residência em enfermagem da UNCISAL no período de 2007 à 2014. Maceió – AL,
2015.
Características
Sexo
Masculino
Feminino
Estado civil
Solteiro
Casado
Viúvo
Divorciado
Local de moradia (antes da residência)
Maceió-AL
Interior-AL
Outros
Local de moradia (depois da residência)
Maceió-AL
Interior-AL
Outros
Rendimento mensal
Até 2 salários mín
Até 3 salários mín
Até 4 salários mín
Até 5 salários mín
Até 7 salários mín
Até 9 salários mín
Acima de 9 salários mín
Faixa etária
Entre 20-30 anos
Entre 31-40 anos
Entre 41-50 anos
Freqüências
N
2
60
%
3.23
96.77
26
34
1
1
41.94
54.84
1.61
1.61
47
6
9
75.81
9.67
14.52
47
6
9
75.81
9.67
14.52
2
4
6
8
17
12
13
3.23
6.45
9.68
12.90
27.42
19.35
20.97
35
26
1
56.45
41.94
1.61
Fonte: próprios autores
Os dados da tabela 2 revelam que a instituição de ensino que mais teve
ingressos no curso de residência foi a UFAL com 69,36%, seguida pelo CESMAC
com 17.74%.
Em relação ao ano de conclusão da graduação 48.39% concluíram entre
2006 a 2008, 32.26% entre 2009 a 2011, 16.13% entre 2003 a 2005, e 3.22%
concluiu em 2012, ou seja, esses últimos ingressaram direto na residência.
Tabela 2- Distribuição dos egressos quanto as variáveis, instituição de ensino onde
cursou a graduação, ano de conclusão da graduação e ano de conclusão da
residência. Maceió-AL, 2015.
Variáveis
Instituição (graduação)
UFAL
CESMAC
Outras
Ano de conclusão (graduação)
Entre 2003 a 2005
Entre 2006 a 2008
Entre 2009 a 2011
Em 2012
Ano de conclusão (residência)
Entre 2007 a 2010
Entre 2011 a 2014
Frequências
N
43
11
8
%
69.36
17.74
12.90
10
30
20
2
16.13
48.39
32.26
3.22
27
35
42.62
57.38
Fonte: próprios autores
-
Trajetória acadêmica e profissional dos egressos.
A tabela 3 mostra os egressos por residência em enfermagem, pode-se
observar que a de Psiquiatria – saúde mental, criada em 2007, tem 8 (12.9%), e
que as demais tem um número maior e equilibrado de egressos, aparecendo as
residências de Emergência geral - APH e Obstetrícia com um valor igual 15
(24.19%), seguido da Infectologia com 13 ( 20.97%) e da Neonatologia com 11
(17.75%).
Analisando-se a tabela 3 verificou-se que os enfermeiros em sua maioria
(77,42%) buscaram a continuidade de formação ingressando em outros cursos de
especialização, onde 16 deles (25.80%) ingressaram em especialização em nível
stricto sensu, desses 15 (93.75%) ingressam na modalidade mestrado e
01(06.25%) na modalidade de doutorado.
Tabela 3- Distribuição dos programas de residência cursados e inserção dos
egressos em outros programas de pós-graduação. Maceió - AL, 2015.
Variáveis (N=62)
Residência em enfermagem
Emergência Geral- APH
Obstetrícia
Neonatologia
Infectologia
Psiquiatria-Saúde Mental
Outra especialização além da
Residência
Sim
Não
Ingresso em especialização
Stricto sensu (depois)
Sim
Não
Programa stricto sensu
Mestrado
Doutorado
Fonte: próprios autores
FREQÜÊNCIAS
N
15
15
11
13
8
%
24.19
24.19
17.75
20.97
12.90
48
14
77.42
22.58
16
46
25,80
74,20
15
1
93.75
6.25
A tabela 4 traz a trajetória dos egressos no mercado de trabalho, onde
93.55% encontravam-se empregados e apenas 6.45% desempregados, 83.87%
dizem não ter encontrado dificuldades para ingressarem no mundo do trabalho,
69.36% conseguiram emprego imediatamente ao término do curso. Em relação à
forma de ingresso 48.39% foi por concurso público, seguido de processo seletivo
simplificado com 22.58%. Quanto ao número de empregos 35.48% têm um
emprego, 37.10% com dois empregos, 17.74% com três empregos, 3.23%
possuíam mais de três empregos e 6.45% nenhum. Outro dado relevante em
relação à trajetória do egresso é que 90.32% afirmaram que o curso de residência
contribuiu para a inserção no mercado de trabalho.
Ainda de acordo com a tabela 4, o curso de residência facilita a
empregabilidade já que 83.87% apontaram não ter tido dificuldades para
conseguir emprego e 69.36% conseguiram emprego imediatamente após a
conclusão do curso.
Tabela 4- Distribuição dos egressos da residência segundo características da
trajetória profissional e inserção no mercado de trabalho (N=62). Maceió – AL, 2015.
TRAJETÓRIA PROFISSIONAL
Situação atual
Empregado
Desempregado
Contribuição do curso para inserção
mercado de trabalho
Sim
Não
Dificuldades para ingresso
no mercado de trabalho
Sim
Não
Tempo após a residência x
inserção no mercado de trabalho
Não conseguiu trabalho
1 a 3 meses
3 a 6 meses
6m a 1 ano
Mais de 1 ano
Imediatamente
Formas de Ingresso no
trabalho
Concurso público
Convite do empregador
Proc. Sel. Simplificado
Indicação
Outros
Quantos empregos
Nenhum
Um
Dois
Três
Mais de três
FREQUÊNCIAS
N
58
4
%
93.55
6.45
56
6
90.32
9.68
10
52
16.13
83.87
3
8
3
4
1
43
4.84
12.90
4.84
6.45
1.61
69.36
30
6
14
4
8
48.39
9.68
22.58
6.45
12.90
4
22
23
11
2
6.45
35.48
37.10
17.74
3.23
Fonte: próprios autores
A tabela 5 apresenta o caráter do trabalho desenvolvido pelos enfermeiros
após o término da residência. Observa-se que a maioria 45.16% desenvolve seu
trabalho na área assistencial, seguida pela associação da área assistencial e
docente 30.65%, e 16.13% desenvolve a função na área da docência; e apenas
8.06% desenvolvem trabalho de caráter administrativo.
Tabela 5- Distribuição do caráter do trabalho desenvolvido pelos enfermeiros
egressos da residência. Maceió – AL, 2015.
Caráter do trabalho
Assistencial
Assistencial/Docente
Docente
Gerente/Administrativo
Fonte: próprios autores
Frequências
N
28
19
10
5
%
5.16
30.65
16.13
8.06
-
Análise inferencial dos dados por meio de tabelas de contingência.
Ao avaliar a tabela 6, verificou-se que ao relacionar os programas de
residências e as variáveis: sexo, faixa etária, local de moradia antes de iniciar a
especialização, local de moradia depois de concluir a especialização e estado civil,
não foi observada significância estatística entre estas variáveis.
Tabela 6- Relação entre os programas de residências e as variáveis: sexo, faixa
etária, local de moradia antes de iniciar a especialização, local de moradia depois de
concluir a especialização, estado civil.
Variáveis
APH
Residências
NEO
SMu
INF
SMe
Sexo
N
%
N
%
N
%
N
%
N
%
pvalor
Masculino
1
6.67
0
0
0
0
0
0
1
12.5
0.3962
Feminino
14
93.33
15
100
11
100
12
100
7
87.5
entre 20-30 anos
8
53.33
12
80
3
27.27
8
66.67
4
50
entre 31-40 anos
6
40
3
20
8
72.73
4
33.33
4
50
entre 41-50 anos
1
6.67
0
0
0
0
0
0
0
0
Faixa etária
0.2137
0
Local de moradia (antes)
Maceió-AL
6
40
14
93.33
8
72.73
11
91.67
7
87.5
Interior-AL
5
33.33
1
6.67
0
0
0
0
0
0
Outros
4
26.67
0
0
3
27.27
1
8.33
1
12.5
Maceió-AL
8
53.33
13
86.67
8
72.73
10
83.34
7
87.5
Interior-AL
4
26.67
2
13.33
0
0
1
8.33
0
0
Outros
3
20
0
0
3
27.27
1
8.33
1
12.5
Solteiro
9
60
7
46.67
2
18.18
2
16.67
6
75
Casado
6
40
7
46.67
8
72.72
10
83.33
2
25
Viúvo
Divorciado
Fonte: próprios autores
0
0
0
0
0
1
0
6.66
1
0
9.10
0
0
e0
0
0
0
0
0
0
0.007
Local de moradia (depois)
0.1714
Estado civil
0.0751
Ao avaliar a tabela 7 e a figura 3, verificou-se que ao relacionar os programas
de residências e as variáveis: Instituição de ensino onde cursou a graduação, ano de
conclusão da graduação e ano de conclusão da residência, não houve significância
estatística.
Tabela 7- Relação entre os programas de residências (Atenção Pré Hospitalar - APH,
Saúde da Mulher - SMu, Neonatologia - NEO, Infectologia - INF e Saúde Mental - SMe)
e as variáveis: Instituição de ensino onde cursou a graduação, ano de conclusão da
graduação e ano de conclusão da residência. Maceió, 2015.
Variáveis
Residências
SMu
NEO
APH
Instituição de Ens.
(Graduação)
UFAL
CESMAC
Outras
Ano de conclusão
( Graduação)
2003
2004
2005
2006
2007
2008
2009
2010
2011
2012
Ano de conclusão
( Residência)
2007
2008
2009
2010
2011
2012
2013
2014
Fonte: próprios autores
INF
SMe
N
8
4
3
%
53.33
26.67
20
N
14
1
0
%
93.33
6.67
0
N
6
2
3
%
54.55
18.18
27.27
N
9
2
1
%
75
16.67
8.33
N
5
2
1
% p-valor
62.5
25 0.3776
12.5
0
0
3
2
2
3
1
2
2
0
0
0
20
13.33
13.33
20
6.68
13.33
13.33
0
2
1
0
1
2
1
4
1
2
1
13.33
6.67
0
6.67
13.33
6.67
26.67
6.67
13.33
6.67
1
0
2
3
1
2
1
0
1
0
9.09
0
18.18
27.27
9.09
18.18
9.09
0
9.09
0
0
0
1
1
1
5
1
1
2
0
0
0
8.33
8.33
8.33
41.67
8.33
8.33
16.67
0
0
0
0
2
1
2
1
1
0
1
0
0
0
25
12.5 0.8023
25
12.5
12.5
0
12.5
0
0
2
3
3
3
2
2
0
0
13.33
20
20
20
13.33
13.33
3
1
2
0
3
0
3
3
20
6.67
13.33
0
20
0
20
20
1
5
1
0
1
1
1
1
9.09
45.46
9.09
0
9.09
9.09
9.09
9.09
0
0
2
2
2
2
2
2
0
0
16.67
16.67
16.67
16.67
16.67
16.67
0
1
1
2
1
1
1
1
0
12.5
12.5
25 0.2896
12.5
12.5
12.5
12.5
Figura 3- Relação entre os programas de residências (Atenção Pré Hospitalar - APH,
Saúde da Mulher - SMu, Neonatologia - NEO, Infectologia - INF e Saúde Mental - SMe)
e Instituição de ensino onde cursou a graduação.
Fonte: próprios autores
Na tabela 8, verificou-se que ao relacionar os programas de residências e
as variáveis: Outro curso de especialização além da residência em enfermagem,
inserção em outro curso depois de concluir a residência, não houve significância
estatística.
Tabela 8- Relação entre os programas de residências ( Pré Hospitalar - APH, Saúde da
Mulher - SMu, Neonatologia - NEO, Infectologia - INF e Saúde Mental - SMe) e a
variável, curso de especialização. Maceió, 2015.
Variáveis
Residências
APH
SMu
NEO
INF
SMe
Outro curso (antes)
N
%
N
%
N
%
N
%
N
%
p-valor
Sim
12
80
11
73,33
10
90,91
9
75
5
62,5
0.6677
Não
3
20
4
26,67
1
9,091
3
25
3
37,5
Sim
5
33,33
8
53,33
3
27,27
2
16,67
5
62,5
Não
10
66,67
7
46,67
8
72,73
10
83,33
3
37,5
Outra Residência
2
40
2
25
0
0
1
50
2
40
Mestrado
2
40
6
75
3
100
1
50
3
60
Doutorado
1
20
0
0
0
0
0
0
0
0
Outro curso (depois)
0.1619
Qual?
0.6029
Fonte: próprios autores.
Verifica-se na tabela 9 e a figura 4 que ao relacionar os programas de
residências e as variáveis: situação atual de trabalho, contribuição da residência
para inserção no mercado, dificuldades em encontrar emprego/trabalho após a
conclusão da residência e o programa de residência cursado tem relação com o
trabalho desenvolvido atualmente, não houve significância.
Tabela 9: Relação entre os programas de residências e as variáve is: situação atual
de trabalho, contribuição da residência para inserção no mercado, dificuldades em
encontrar emprego após a conclusão da residência e a relação da residência com
trabalho desenvolvido. Maceió, 2015.
Variáveis
Residências
APH
SMu
NEO
INF
SMe
p-
Situação atual
N
%
N
%
N
%
N
%
N
%
Empregado
14
93,33
15
100
10
90,9
11
91,67
7
87,5 0.7924
Desempregado
1
6,67
0
0
1
9,1
1
8,33
1
12,5
valor
Contribuição mercado de trabalho
Sim
13
86,67
15
100
10
90,91
12
100
6
75
0.2029
Não
2
13,33
0
0
1
9,09
0
0
2
25
Sim
3
20
1
6,67
2
18,18
3
25
1
12,5 0.7467
Não
12
80
14
93,33
9
81,82
9
75
7
87,5
Dificuldades emprego (após)
Relação (trabalho x residência)
Sim
11
73,33
15
100
9
81,82
9
75
5
62,5 0.0725
Não
4
26,67
0
0
2
18,18
3
25
3
37,5
Fonte: próprios autores.
Figura 4- Correlação entre os programas de residências ( Pré Hospitalar - APH, Saúde
da Mulher - SMu, Neonatologia - NEO, Infectologia - INF e Saúde Mental - SMe) e
Situação atual de trabalho.
Fonte: próprios autores
Apesar de não haver significância estatística, a relevância social da
residência, parece-nos inquestionável quando correlacionada com o trabalho,
como mostra as figuras 5, 6, e 7.
Figura 5- Relação entre os programas de residências e contribuição da residência
para inserção no mercado
Fonte: próprios autores
Figura 6- Relação entre os programas de residências (Pré Hospitalar - APH, Saúde da
Mulher - SMu, Neonatologia - NEO, Infectologia - INF e Saúde Mental - SMe) e
dificuldades em encontrar emprego/trabalho após a conclusão da residência.
Figura 7- Relação entre os programas de residências (Pré - Hospitalar - APH, Saúde da
Mulher - SMu, Neonatologia - NEO, Infectologia - INF e Saúde Mental - SMe) e a relação
da residência com o trabalho desenvolvido.
Ao avaliar a figura 8, verificou-se que ao correlacionar os programas de
residências e as variáveis: tempo após ter concluído o curso de residência
começou a trabalhar na área, quantidade de empregos que tem atualmente,
forma de ingresso no mercado de trabalho, não foi observada relação
significativa.
Figura 8- Relação entre os programas de residências e quantidade de empregos que
tem atualmente.
Fonte: próprios autores
Ao avaliar a tabela 10, e a figura 9 verificou-se que ao correlacionar os
programas de residências e as variáveis: faixa salarial somando todos os empregos
atuais, caráter do trabalho desenvolvido, não foi observada relação significativa.
Tabela 10- Correlação entre as residências e as variáveis: faixa salarial somando
todos os empregos atuais, caráter do trabalho desenvolvido. Maceió, 2015.
Residências
Variáveis
APH
SMu
NEO
INF
SMe
N
%
N
%
N
%
N
%
N
%
p-valor
até 2 salários
até 3 salários
até 4 salários
até 5 salários
até 7 salários
até 9 salários
acima de 9 salários
2
1
2
2
4
2
3
13,33
6,67
13,33
13,33
26,67
13,33
20
0
0
1
0
5
4
5
0
0
6,67
0
33,33
26,67
33,33
0
0
1
2
2
3
3
0
0
9,09
18,18
18,18
27,27
27,27
1
1
0
3
4
1
2
8,33
8,33
0
25
33,33
8,33
16,68
0
2
1
1
2
2
0
0
25
12,5
12,5
25
25
0
0.6419
Caráter do trabalho
Assistencial
Assistencial/Docente
Docente
Gerente/Administrativo
Fonte: próprios autores
9
4
1
1
60
26,67
6,67
6,67
6
7
1
1
40
46,67
6,67
6,67
4
1
3
3
36,36
9,091
27,27
27,27
5
5
2
0
41,67
41,67
16,67
0
3
2
3
0
37,5
25
37,5
0
Rendimento mensal
0.1929
Figura 09- Relação entre os programas de residências ( Pré Hospitalar - APH, Saúde
da Mulher - SMu, Neonatologia - NEO, Infectologia - INF e Saúde Mental - SMe) e
Caráter do trabalho desenvolvido.
Fonte: próprios autores
Com a intencionalidade de responder a um dos objetivos do estudo, foi
questionado aos sujeitos sobre quais os motivos para cursar a residência em
enfermagem; considerando que o ingresso na residência foi uma escolha,
planejada, motivada por questões internas e externas às (os) enfermeiras (os)
que contribuíram com essa pesquisa, e teve como marco a realização do curso
em questão. Das respostas obtidas emergiram três (03) categorias temáticas
conforme apresentadas a seguir:
- Categorias Temáticas
Categoria 1 - Aprofundamento teórico e inovação na prática profissional.
A necessidade de aprofundar o conhecimento e vivenciar a prática em
determinadas áreas do conhecimento é um dos motivos referidos pelos
enfermeiros egressos, ao optarem pela residência para se especializarem. Como
pode ser observado nas falas:
O interesse surgiu ainda na graduação quando cursei a disciplina de
saúde mental. Fiquei muito encantada pela área de atuação, por
isso senti a necessidade de aprofundar o conhecimento teórico e
prático (E 2).
Amadurecimento profissional, especializar com a experiência de
vivenciar os casos, entender o que a teoria diz através da prática
(E7).
Sempre achei que a graduação de Enfermagem (generalista)
deixava lacunas e que precisava me especializar nos moldes da
residência na minha área de interesse, pois a residência tem uma
carga horária maior que as outras especializações e o aprendizado
é diferenciado [...] (E 57).
A vontade de estudar na prática a área de escolha (E12).
Aperfeiçoar os conhecimentos e melhorar a pratica assistencial,
pois durante a faculdade, a pratica foi insuficiente (E19).
A emergência sempre foi uma área que me despertava interesse, e
por durante a faculdade não receber um olhar muito direcionado a
esta área e eu pretendia atuar na mesma, optei por tentar uma
residência que iria me proporcionar um melhor aprofundamento do
conhecimento teórico e muitas oportunidades para melhorar as
habilidades práticas, e ainda terminaria com um titulo de
especialista na área, o que imaginava que ajudaria a me inserir no
mercado de trabalho (E 21).
A residência une a teoria com a prática da melhor forma, trazendo
um conhecimento diferenciado dos outros tipos de Especializações.
Nos leva a buscar diariamente a prática baseada em evidências
cientificas e prestar um cuidado mais especializado na área do
nosso estudo (E 31).
A correlação entre teoria e prática com mais de 5000 horas de
Residência[...] (E38).
Sempre quis intensificar a minha prática, e a residência oportuniza
isto, ela é essencialmente prática! A graduação nos dá a visão
geral. Queria me aprofundar nesta área, vivê-la intensamente.
Nunca quis fazer apenas uma especialização de "360h", porque
acho muito pequena a carga horária para a prática. A residência
trabalha a maturidade em termo geral no profissional: você "vive" no
serviço por dois anos! Trabalha em você a parte gerencial,
assistencial, de ensino e pesquisa (E43).
A residência mostrou ser uma oportunidade de adquirir mais
experiência prática, uma vez que era recém egressa do curso de
Enfermagem. Além do mais, optei por infectologia por gostar muito
da área de saúde pública/ coletiva e epidemiologia e vi na
infectologia uma forma de me aprofundar nessa área (E 49).
Vontade de estudar e aprender mais, e ainda adquirir mais
segurança na área, pois ao ingressar na residência já era
enfermeira obstetra, no entanto, queria mais prática, vivenciar a
experiência da residência (E 62).
Categoria 2 - Qualificação profissional com remuneração
Na análise dos discursos dos sujeitos, identificou-se a busca pela aquisição
de experiência no contexto real de trabalho associado a qualificação com
remuneração, como motivação para cursar a residência.
[...] adquirir um título de especialista recebendo bolsa de estudo (E
25).
A possibilidade de fazer uma especialização em uma área ainda
não saturada de profissionais, numa instituição pública, com grande
carga horária de práticas e remuneração (E3).
Por saber da qualidade de formação do profissional que faz a
residência em enfermagem, além de já iniciar a vida profissional,
inserida em hospital da rede pública de saúde, exercendo
diretamente o saberes aprendidos.
Além do incentivo financeiro, que auxilia bastante no momento em
que somos egressos da graduação (E5).
[...] oportunidade de estar fazendo uma ótima especialização e
ainda receber uma bolsa para estudar (E 55).
Desenvolver postura profissional, eliminar a insegurança nas
condutas, pesquisar uma maneira diferenciada de realizar uma
assistência de enfermagem de qualidade com o apoio dos
profissionais já atuantes na área (E 17).
[...]o fato de o profissional receber uma bolsa considerável para
obtenção de um título também é um grande atrativo (E18).
Necessidade de estudar mais e buscar mais conhecimento (E32).
Ampliar meus conhecimentos e me qualificar no que gostava de
trabalhar (E 40).
O fato de ser uma especialização remunerada na área de atuação
que sempre tive afinidade saúde mental (E 45).
[...]sair da universidade diretamente para a residência de
enfermagem permitiu continuar vivenciando um ambiente de estudo
contínuo e aprofundado na área escolhida (E 55).
Categoria 3 - Qualificação ampliando as chances de ingresso no mercado de
trabalho
No momento atual, o mercado de trabalho é extremamente competitivo,
especialmente para enfermeiros, devido a um grande número de cursos de
graduação distribuídos em todo País, onde só em Alagoas existem 11 cursos de
graduação na área; consequentemente há uma grande oferta de enfermeiros, o
que os levam a preocupar-se com a realização de especializações, que ofereçam
reconhecimento e aperfeiçoamento profissional, aumentando as chances de
empregabilidade, como podemos observar nas seguintes falas dos egressos:
Primeiro o interesse na área em que realizei a residência, mas
também pela necessidade de uma especialização para conseguir
emprego (E 8).
Aperfeiçoamento profissional para melhor abertura no mercado de
trabalho (E13).
[...]; busca de melhor qualidade de desempenho profissional (E15).
[...] assim como uma maneira de obter uma boa especialização.
Sempre tive simpatia pela docência, acreditei que a residência me
ajudaria a desenvolver este lado profissional (E 18)
[...] histórico bem sucedido das outras residentes egressas,
reconhecimento do mercado de trabalho, ingressar para a docência
(E 23)
Maior facilidade de inserção no mercado de trabalho, principalmente
na área específica (E39)
Minha motivação para cursar a residência em enfermagem foi
devido ao interesse pela área de saúde da mulher e pela
necessidade de especializar-se para inserção no mercado de
trabalho (E 44).
Especialização em área específica; diferenciando-se das demais e
facilitando os novos empregos ou novos rumos na docência [...](E
59)
Desejo de me especializar em Saúde Mental, pois foi à área que
decidi desde a graduação realizar minha atuação em enfermagem
(E 46).
Desde a graduação admirava o programa de Residência em
Infectologia. Sabia que a Residência seria uma ótima oportunidade
de inserção no mundo do trabalho, além de proporcionar a
continuidade dos estudos (E 29)
[...] buscar a qualificação profissional, diferencial no mercado do
trabalho, conhecimento baseado em práticas científicas, diante
disso, descobri que uma estratégia seria a residência em
enfermagem (E10).
2.5
DISCUSSÃO
Utilizou-se a técnica de envio do formulário de coleta de dados por
correio eletrônico. Foram enviados 68 formulários, havendo o retorno de 62, o que
corresponde a 91% do total dos egressos, taxa superior aos estudos
desenvolvidos utilizando a mesma estratégia, como o de CASTRO (2014) em um
estudo sobre egressos de uma residência de enfermagem em terapia intensiva da
Bahia, que obteve uma taxa de 61,5% e o de MATOS (2014) sobre os egressos
da residência de medicina da família e comunidade de Minas Gerais, que obteve
o retorno de 82,3% dos formulários enviados via correio eletrônico.
Os dados obtidos revelaram que os enfermeiros egressos da residência
são em sua maioria do sexo feminino, o que já era esperado visto que a
enfermagem é composta majoritariamente por mulheres. Observou-se um
equilíbrio em relação ao estado civil entre solteiros e casados.
No censo demográfico do IBGE (2010) sobre trabalho e rendimento com
uma amostra de 279.656 dos profissionais de enfermagem, 234.210 são mulheres
e apenas 45.415 são homens, reforçando a feminização encontrada nessa
pesquisa.
A faixa etária predominante foi entre 20-30 anos; dados diferentes ao
encontrado por Silva (2013) em que a maior parte dos egressos estava incluída
na faixa de 31 a 39 anos.
Em relação ao local de moradia antes de ingressar na residência, a maior
parte residiam em Maceió e uma pequena parcela do interior do estado de
Alagoas ou de outros Estados, e esses dados se mantiveram após a conclusão
do curso, o que nos leva a acreditar que aqueles que migraram de outras cidades
e/ou estados para cursar a residência em Maceió retornaram aos seus locais de
origem após o término do curso. Outro ponto identificado é que não houve
interiorização desses especialistas, ou seja, mantiveram-se na capital, onde se
tem maior oferta de trabalho.
Quanto ao rendimento mensal dos enfermeiros egressos do curso de
residência (considerando o salario mínimo nacional de R$ 724), 27,42% tinham
um rendimento mensal de até 7 salários mínimos; seguido dos que recebiam
acima de 9 salários mínimos com 20,97%; 19,35% com até 9 salários; 32,26%
recebiam entre 2 a 5 salários mínimos, dentre esses, 3,23% (dois dos
participantes) com até dois salários mínimos.
Analisando os dados do último censo do IBGE (2010) podemos inferir que
os enfermeiros que participaram da pesquisa tem um rendimento satisfatório
quando comparado a média de rendimento mensal dos brasileiros que é de R$
1.345, menos de 2 salários mínimos. No entanto, ainda conforme o IBGE (2010),
o salário médio de alguém que fez faculdade é de R$ 4.135,06; o que nos leva a
concluir que os enfermeiros precisam ter mais de um trabalho para alcançar a
média salarial nacional; a exemplo dos enfermeiros que participaram desta
pesquisa, onde cerca de 58% têm mais de um emprego.
Os resultados mostraram que a UFAL, é a instituição de ensino que mais
teve ingressos no curso de residência. Em relação ao ano de conclusão da
graduação e ao ano de conclusão do curso de residência pode-se inferir que os
enfermeiros que ingressam nos cursos de residência são recém-graduados, onde
grande parte tinha até 6 anos de formados, e uma parcela menor saiu da
universidade direto para a residência.
Concorda-se em parte com os achados de que o curso da graduação não
vem a esgotar a formação do profissional, afinal hoje os cursos de graduação da
área da saúde têm como principal meta a formação de um profissional
generalista, pronto para o cuidar integral no contexto do SUS. No entanto, parece
que a graduação não tem atendido as expectativas de seus alunos, levando-os a
ingressarem cada vez mais nas especializações; outra questão trazida pelos
participantes é que a especialização é uma das condições impostas para o
ingresso no mundo do trabalho. Como se pode observar nas falas abaixo.
[...]
pela
necessidade
conseguir emprego (E 8).
de
uma
especialização
para
Sempre achei que a graduação de Enfermagem (generalista)
deixava lacunas e que precisava me especializar nos moldes da
residência na minha área de interesse [...] (E 57).
Esta problemática faz com que o recém-graduado muitas vezes se depare
com situações inusitadas no cuidar, despertando-lhe a necessidade de adquirir
conhecimentos científicos mais aprofundados e especializados para enfrentar o
mercado de trabalho (AGUIAR, 2004).
Uma pequena parcela desistiu da residência, dentre os motivos acredita-se
que está o ingresso no mercado de trabalho por concurso público o que
impossibilitou a conclusão, visto que um dos pré-requisitos é a dedicação
exclusiva. Percebendo-se a preocupação dos mesmos com a garantia de
trabalho.
A realização de cursos de pós-graduação passou a ser o diferencial na
busca pelo desenvolvimento pessoal e profissional. A pós-graduação passa, a ser
requisito quase que indispensável para gerar oportunidades de ingresso,
manutenção e crescimento no mercado de trabalho (SILVA, 2013).
Os enfermeiros que cursaram a residência na UNCISAL, em sua maioria
77,42%, possuem outra especialização além da residência, sendo que desses
25.80% ingressaram em especialização em nível stricto sensu. O índice daqueles
que possuem outra especialização além da residência é considerado alto e se
assemelha ao encontrado por Castro, 2014 ao pesquisar egressos do curso de
especialização
em
enfermagem
em
cuidados intensivos
da
Escola
de
Enfermagem da USP, em que 81,6% dos enfermeiros deram continuidade à
formação profissional, desses, 20,9% ingressaram em pós-graduação stricto
sensu.
Essa busca desenfreada pelas especializações distancia-se do que hoje se
discute a cerca de um currículo integrador, porém muitas são as interfaces que
necessitam ser analisadas para que se fundamente uma discussão da realidade
atual na educação, pois não se pode ignorar que a mesma sofre consequências
do tempo histórico, permeado por interferências políticas, econômicas e sociais, e
que esses fatores influenciam diretamente as escolhas dos que almejam uma
vaga no mundo do trabalho.
Em relação a trajetória dos egressos no mercado de trabalho, 93.55%
encontravam- se empregados; os empregados afirmaram não ter encontrado
dificuldades para o ingresso no mercado de trabalho, e um percentual expressivo
(69.36%) conseguiram emprego imediatamente ao término do curso. Os dados se
aproximam dos encontrados por Santos (2007) ao pesquisar os egressos da
residência em UTI, onde 96.2% estavam empregados, 73.1% inseriram-se
imediatamente no mercado de trabalho.
A forma de ingresso no mercado de trabalho para a maioria foi por
concurso público (48.39%), seguido de processo seletivo simplificado (22.58%),
taxa superior a outro estudo sobre egressos da residência, onde 42,8%
ingressaram em seus vínculos por meio de concursos (CASTRO, 2014).
O concurso público é o meio mais democrático e igualitário de que se
dispõe para o acesso a cargos e empregos públicos. A seleção é rigorosa, a
concorrência é grande. Nos últimos concursos públicos realizados no Estado de
Alagoas, o da Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas (Edital Nº
004/2014, de 20 de outubro 2014) comtemplou as áreas de neonatologia (21
vagas) e a área de obstetrícia (13 vagas), 02 das 05 áreas concentração do
programa de residência em enfermagem da UNCISAL. Das outras vagas, 02
foram para especialistas em enfermagem do trabalho, e 42 para enfermeiros
gerais.
Há, portanto uma necessidade de considerar a inclusão dos demais
enfermeiros residentes nas áreas de infectologia, urgência e emergência e saúde
mental, reconhecendo e valorizando e legitimando todas as áreas.
Ainda sobre a trajetória dos egressos no mercado de trabalho, 90.32%
concordam que o curso de residência contribuiu para a inserção no mercado de
trabalho; 45.16% desenvolvem funções na área assistencial, seguida pela
associação da área assistencial e docente com 30.65%, um percentual menor na
docência (16.13%) e poucos envolvidos com a função administrativa (8.06%).
A área assistencial/hospitalar é a que gera maior oportunidade de emprego
para o recém-formado (COFEN, 2008). Dados da pesquisa de Santos (2007) com
egressos de residência em enfermagem apontou uma taxa de 56,0% de
enfermeiros que realizavam atividades de gerenciamento ou assistência direta ao
paciente, 16,0% realizavam somente atividades docentes e outros 16,0%
atuavam tanto na área assistencial, quanto na docência, esse último dado é
inferior ao encontrado neste estudo.
Os dados permitem relacionar o curso de residência, que é essencialmente
prático, ao preparo de enfermeiros principalmente para a assistência, despertando
também um interesse relevante para a docência, atividade que faz parte do
currículo dos residentes de enfermagem, levando-os a ter noções da docência em
enfermagem. Esta formação pedagógica nos cursos de residência pode contribuir
para motivar a esses enfermeiros a docência, com caráter generalista, críticos e
reflexivos.
[...] A formação do docente/enfermeiro precisa ser redirecionada de
forma que esteja baseada na reflexão sobre a prática cotidiana
considerando o professor como um pesquisador da própria prática; a
universidade como o locus de formação, o coletivo e o saber
experencial (RODRIGUES, 2007).
Percebe-se
que nas falas dos enfermeiros participantes, existem
indagações que apontam para a residência como uma oportunidade crescimento
e desenvolvimento profissional, visão corroborada por Silva (2013), que faz
referência aos cursos de residência na área de enfermagem, como aqueles que
visam: estimular a continuidade dos estudos após a graduação; oferecer às
enfermeiras recém-graduadas a oportunidade para aprofundar o conhecimento
técnico-científico; possibilitar o treinamento para exercer cargos de chefia e
liderança; preparar candidatos para o mestrado; qualificar docentes para o curso
de graduação e ampliar as oportunidades de inserção dos enfermeiros recémgraduados no mundo do trabalho.
No discurso de filósofos, cientistas, antropólogos e sociólogos, como
Alvim Tofler, Edgar Morin, Michel Maffesoli, Félix Guattari, Michel de Certeau e
Arthur Klarke, dentre outros, afirmam de diferentes modos, que é preciso está
sempre em qualificação/atualização para entender as mudanças e encontrar
saídas; que as especializações fazem dos profissionais atores criativos e agentes
críticos das mudanças, que o mundo do trabalho exige; que os programas de
residência articulam um discurso acadêmico e uma prática profissional e de cuidar
nas diversas áreas do conhecimento (AGUIAR, 2005).
Identifica-se que durante o curso de residência é possibilitado aos
enfermeiros o desenvolvimento de sua crítica e reflexão, proporcionada pelas
ações integradoras entre ensino e prática, que inclui na formação do enfermeiro
um enfrentamento do contexto social, norteado pelos problemas da realidade
concreta, o que leva a fazer uma relação desse tipo de especialização com os
pilares da educação. Para Delors (2012), a educação cabe fornecer, de algum
modo, os mapas de um mundo complexo e constantemente agitado, e ao mesmo
tempo a bússola que permita navegar através dele.
Pensamento que também corrobora com o educador Paulo Freire que nos
inspira considerar a educação pela perspectiva do encontro dialógico para a
produção do conhecimento. O método pedagógico de Paulo Freire consiste na
compreensão de que educar é permitir ao homem ser sujeito, agindo pela
transformação do mundo através de relações de reciprocidade. Para ele, o
objetivo da educação é provocar uma atitude crítica comprometida com a ação. O
educando, portanto, aprende a falar falando, a agir, agindo e a transformar,
transformando-se (Freire, 2006). Essa forma de aprender é oportunizada ao
residente, pois o mesmo está inserido no contexto de ensino aprendizagem
durante toda sua especialização, que é essencialmente prática.
Tem se considerado que o aprender a conhecer e o aprender a fazer é,
em larga medida, indissociáveis. O aprender a conhecer visa à aquisição de um
repertório de saberes, onde cada um aprende a compreender o mundo que o
rodeia, além do domínio dos próprios instrumentos do conhecimento. O aprender
a fazer está ligado à questão da formação profissional, onde o aluno é ensinado a
pôr em prática os seus conhecimentos (DELORS, 2012).
Nessa perspectiva o enfermeiro, consciente da riqueza de oportunidades
que a prática pode lhe oferecer, opta por um curso fundamentado no treinamento
em serviço como forma de se apropriar de um conhecimento específico
(SCHUMACKER, 2010 apud SILVA, 2013). “Sempre quis intensificar a minha
prática, e a residência oportuniza isto, ela é essencialmente prática! A graduação
nos dá a visão geral. Queria me aprofundar na área, vivê-la intensamente” (E43).
O aprender a conhecer e o aprender a fazer quando aliados a
remuneração durante a especialização na forma de residência é um dos motivos
para cursá-la apontados pelos egressos, “[...] oportunidade de estar fazendo uma
ótima especialização e ainda receber uma bolsa para estudar” (E 55).
Entende-se que a busca pela residência deve ser motivada pela busca
do desenvolvimento técnico, cientifico e ético no cenário “vivo” de trabalho. A
motivação para cursar a residência devido à remuneração precisa ser discutida,
especialmente nos casos em que a bolsa/remuneração foi o principal motivador.
Essa visão reducionista, em fazer a residência pela bolsa que é oferecida,
vai de encontro com o aprender a ser, outro pilar da educação proposto por
Delors (2012), onde, mas do que nunca a educação parece ter como papel
essencial, conferir a todos os seres humanos a liberdade de pensamento,
discernimento, sentimentos e imaginação de que necessitam para desenvolver os
seus talentos e permanecerem tanto quanto possível donos do seu próprio
destino.
Sendo um desafio no mundo competitivo de trabalho e extremamente
consumista, despertar no estudante ainda na graduação a busca por experiências
profissional que atendam suas necessidades intelectuais e espirituais, além das
econômicas.
Esse despertar, da formação do “ser” precisa ser exercitado nos espaços
de formação, é preciso formar sujeitos autônomos, com capacidade exteriorizar e
lutar por seus anseios e que a busca por maior remuneração nem sempre o
tornará um profissional satisfeito.
Pesquisa sobre fatores de motivação e insatisfação no trabalho do
enfermeiro realizada por Batista (2005), cinco fatores motivacionais no trabalho
atual dos enfermeiros foram citados por ordem de prioridade, estão: o gostar do
que faz, o bom relacionamento multiprofissional, a possibilidade de crescimento
profissional, o poder de resolutividade atrelado ao compromisso com a população,
as condições de trabalho, situando-se a remuneração em sétimo lugar, não sendo
esta, portanto, a principal variável na motivação dos enfermeiros para o exercício
da profissão.
É indispensável, para enfrentar os desafios do próximo século, assinalar
novos objetivos à educação e, portanto, mudar a ideia que se tem da sua
utilidade. Uma nova concepção ampliada de educação devia fazer com que todos
pudessem descobrir, reanimar e fortalecer o seu potencial criativo - revelar o
tesouro escondido em cada um de nós. Isto supõe que se ultrapasse a visão
puramente instrumental da educação, considerada como a via obrigatória para
obter certos resultados (saber fazer, aquisição de capacidades diversas, fins de
ordens econômicas), e se passe a considerá-la em toda sua plenitude: realização
da pessoa que, na sua totalidade aprende a ser (DELORS, 20012). E mais,
deslocar-se para um espaço de reflexão onde a humanização seja o foco das
ações profissionais, sem desmerecer as necessidades de remuneração, porque
as práticas exigem em suas contextualizações meios de manutenção.
A busca pela qualificação ampliando as chances de ingresso no mercado
de trabalho é outro motivo para cursar a residência, apontados pelos egressos,
que acreditam que o curso traz visibilidade; “[...] histórico bem sucedido das
outras residentes egressas, reconhecimento do mercado de trabalho” (E 23);
formando enfermeiros diferenciados para o mercado de trabalho, pois preenche
lacunas deixadas na graduação e é baseado em práticas cientificas permitindo
continuar os estudos com aprofundamento na área escolhida. “Sabia que a
Residência seria uma ótima oportunidade de inserção no mundo do trabalho,
além de proporcionar a continuidade dos estudos” (E 29).
O mercado de trabalho para o enfermeiro segue as transformações
da globalização. Portanto a inserção do enfermeiro no mundo do
trabalho encontra-se diretamente influenciada pela qualificação
profissional. Assim a disputa está voltada para quem possui melhor
preparo
e
conhecimento
técnico-científico (CAVALCANTI
VALENTE, 2010).
Essa visão que traz os participantes do estudo está implícita no guia de
orientações para o enfermeiro residente elaborado pela UFRJ em parceria com o
Ministério da Saúde (BRASIL, 2005), que traz como primeiro impacto da
residência enfermagem a construção de uma formação em serviço com
características acadêmicas e profissionais, estabelecendo duas faces que se
unem: uma como fortalecimento da prática, com conteúdos científicos; e outra,
com ampliação da experiência em termos de dedicação exclusiva, pois sabemos
que o tempo de um simples curso de especialização, bem como os fatores de
exposição à aprendizagem que disponibilizam, podem ser infinitamente menores
que o tempo e as oportunidades de uma residência.
Aguiar (2005) afirma no guia para enfermeiros residentes que os
programas de residência devem proporcionar oportunidade de ampliar a
experiência e realizar atividades práticas associadas à pesquisa, à assistência, à
extensão e ao ensino de enfermagem, visando inserir no mercado de trabalho um
profissional qualificado, com vista às diretrizes expressas na Lei Federal nº
8.080/90, que regulamenta o Sistema Único de Saúde (SUS).
A formação de profissionais de enfermagem caracteriza-se por ser
fortemente generalista, porém, a existência de cursos de pós-graduação permite
ao profissional especializar-se na área em que encontrou mais afinidade durante
o curso de graduação (CAVALCANTI VALENTE 2010). Como afirma o E46,
“desejo de me especializar em Saúde Mental, pois foi à área que decidi desde a
graduação para minha atuação em enfermagem”.
Aprender a viver juntos, aprender a viver com os outros, outro pilar da
educação e que hoje em dia é um dos maiores desafios da educação, também é
identificado na fala dos residentes, porém com menos frequência. Importante
destacar que o curso de residência é desenvolvido no contexto de trabalho onde
inevitavelmente o pós-graduando se relaciona com outros sujeitos, ou seja, está
inserido na equipe multiprofissional, desenvolvendo além das competências
técnicas, habilidade para o trabalho em grupo e para administrar conflitos que
inevitavelmente ocorre no ambiente de trabalho.
Nessa busca por um profissional qualificado, percebe-se, que em muitos
casos, ocorre certa confusão entre habilidades para realizar procedimentos
técnicos e capacidade técnica.
A qualidade profissional está pautada não apenas na habilidade
técnica, que consiste na destreza e agilidade para a realização de
procedimentos, mas na capacidade que esse profissional possui de
utilizar e integrar seus conhecimentos em situações reais do
cotidiano de forma ética e com base em evidencias científicas
(JESUS, 2013).
Dentre os objetivos do curso de residência está a promoção da integração
do enfermeiro na equipe multiprofissional, estimulando a participação em
atividades em grupo (BRASIL, 2014), o que transcende a um projeto individual,
pois o residente passa a integrar e a cooperar com a equipe de trabalho da
instituição de saúde onde o curso se desenvolve.
Essa integração do fazer com suas, competências, habilidades e atitudes,
características dos cursos de residência, favorece o desenvolvimento da
imaginação e criatividade para o processo de cuidar em saúde, já que ao
conhecer tão profundamente uma determinada área de conhecimento torna-se
capaz de inovar, capacidade essa que deve ser estimulada durante os dois anos
do curso.
O
século
XXI
necessita
desta
diversidade
de
talentos
e
de
personalidades, mas ainda de pessoas excepcionais, igualmente essenciais em
qualquer civilização. Convém, pois, oferecer todas as ocasiões possíveis de
descoberta e experimentação (DELORS, 2012). A residência em enfermagem,
como nas demais, identifica-se os pilares da educação: aprender a conhecer,
aprender a fazer, aprender a viver junto e aprender a ser, a torna um terreno
seguro para a formação do enfermeiro, apto para o mercado de trabalho.
Têm-se a expectativa que os resultados dessa pesquisa sirvam de subsídios
para a consolidação do curso de residência em nosso estado e de estímulo para a
implementação de novos cursos dessa natureza, bem como inspirar e orientar a
estruturação desse tipo de especialização.
2.6
CONSIDERAÇÕES FINAIS
A análise das experiências dos egressos dos programas de residência em
enfermagem da UNCISAL demonstrou que entre os principais motivos que
levaram os enfermeiros a ingressarem no curso estão à busca por qualificação
com aprofundamento técnico/cientifico em áreas especificas do conhecimento e o
aumento das chances de ingresso no mercado de trabalho. Identificou-se também
que os egressos da residência tem inserção no mercado de trabalho na área
assistencial, docente e administrativa, e mais, em sua maioria desenvolvem suas
atividades profissionais dentro da área de especialização cursada.
Outro ponto observado foi à relação da especialização na forma de
residência com os pilares da educação, o aprender a conhecer, o aprender a
fazer, o aprender a viver juntos e o aprender a ser, preparando aqueles que dela
usufruem para atender as exigências no mercado de trabalho contemporâneo.
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SILVA, R.M.O. Especialização em enfermagem sob a forma de residência:
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Bahia. Escola de Enfermagem, Salvador. 2013.
3
ARTIGO ORIGINAL
3.1
Título/Title
Residência em enfermagem: experiência dos egressos
Residence in nursing: the graduates experience
3.2
Resumo/Abstrat
A residência em enfermagem é uma especialização lato sensu caracterizada pelo
treinamento em serviço. Tem o objetivo de analisar as experiências dos egressos
da residência em enfermagem de uma Universidade pública. Estudo descritivo,
quantitativo, desenvolvido com 62 egressos que responderam ao questionário
estruturado no período de julho a outubro de 2014. Os dados foram submetidos a
analise do pacote estatístico Bioestat 5.0. Entre os participantes, 96,72% eram do
sexo feminino, 57,38% estavam na faixa etária de 20-30 anos, 93,44% estavam
inseridos no mercado de trabalho, 25,80% ingressaram em especialização em
nível stricto sensu e uma taxa expressiva desenvolviam funções que têm relação
direta com a residência cursada, com predomínio na área assistencial. A
residência é considerada ideal quando se busca o aprofundamento técnico e
cientifico em áreas especificas do conhecimento e amplia as chances de
empregabilidade.
Palavras chave: Internato não médico. Egresso. Enfermagem.
_________________________________________________________________
The residence in nursing is a broad sense specialization characterized by inservice training. It aims to review the experiences of residence of graduates in
nursing from a public university. Descriptive and quantitative study was developed
with 62 graduates who responded to a structured questionnaire in the period from
July to October 2014. The data were submitted to analysis of statistical package
Bioestat 5.0. Among the participants, 96.72% were female, 57.38% were aged 2030 years, 93.44% were involved in the labor market, 25.80% enrolled in
specialization in the strict sense level and a significant rate developed functions
that are directly related to the cursada residence, predominantly in social
assistance. The residence is considered ideal when seeking the technical and
scientific deepening in specific areas of knowledge and increases the chances of
employability.
Keywords: No medical internship. Egress. Nursing.
3.3
Introdução
A residência em enfermagem surgiu no Brasil com a expansão da
residência médica devido às transformações na área da saúde na década 70,
especialmente a ênfase na medicina curativa e especializada, levando ao
surgimento do primeiro programa de residência em enfermagem no Brasil que foi
o de pediatria, implantado em 1961, no Hospital Infantil do Morumbi, em São
Paulo. O segundo, implantado 12 anos após, na Universidade Federal da Bahia,
em 1973. Em seguida, 1974 na Universidade Federal de Pernambuco, e daí por
diante ocorreu expansão dos programas de residência em enfermagem por todo
território brasileiro, registrando-se uma demanda cada vez maior de candidatos e
um aumento progressivo das vagas oferecidas e também grande aceitação
desses profissionais no mercado de trabalho (FRANCO, 2005).
Em Alagoas, na Universidade Estadual de Ciências da Saúde - UNCISAL,
em 2005, foi o ano de implantação da residência em enfermagem, sendo
ofertadas 04 vagas para os programas nas áreas de Neonatologia e Saúde da
Mulher, tendo como principais objetivos: formar enfermeiros especialistas em área
especifica; aprimorar habilidades técnicas, o raciocínio clínico e a capacidade de
tomar decisões; desenvolver atitude que permita valorizar a significação dos
fatores somáticos, psicológicos e sociais que interferem no processo saúde e
doença (BRASIL, 2005).
A partir de 2007 o programa foi expandido, sendo atualmente, ofertadas 12
vagas com a seguinte distribuição: 04 para residência em enfermagem em
obstetrícia, 02 em Neonatologia, 02 em Infectologia, 02 em Psiquiatria/Saúde
Mental, e 02 vagas em Emergência Geral/Atendimento Pré-hospitalar (BRASIL,
2014). Sendo qualificadas 68 enfermeiras entre 2007 a maio de 2014.
Os programas de residência em Enfermagem da UNCISAL têm a duração
mínima de dois anos, equivalente a uma carga horária mínima total de 5.760
horas, desenvolvidas com 80% da carga horária total sob a forma de atividades
práticas (BRASIL, 2005). São realizados na própria rede hospitalar, nos serviços
especializados em Psiquiatria, Maternidade, Infectologia, Urgência e Emergência,
e em outras unidades de saúde conveniadas como a Secretaria Estadual de
Saúde – AL, Secretaria Municipal de Saúde, Maceió-AL, e rede privada.
Assim a temporalidade do curso e a extensa carga horária teórica e
prática, e os diversos campos de prática possibilita e favorece o desenvolvimento
de enfermeiro altamente qualificado para o mercado de trabalho, comprometido
com a prática profissional e com a qualidade da assistência prestada ao cliente
(CONARENF, 2008).
Sendo a residência em enfermagem uma modalidade de pós-graduação
“Latu Sensu”, caracterizada por desenvolvimento das competências técnicocientíficas e ética, decorrentes do treinamento em serviço. É um curso de
aperfeiçoamento cultural, técnico e científico, que contribui, sobremaneira, para a
qualificação profissional dos que dela usufruem (COFEN 459/2014).
Nesse sentido o curso de residência de enfermagem vem atender as
exigências do mercado de trabalho, porque em si reúne ações que serão
enfrentadas durante a vida profissional. Contudo, esse processo formativo deve
ser monitorado através de pesquisa com os profissionais que cursaram o
programa e já estão vivenciando a realidade do mundo do trabalho [...]
(PUSCHEL et al, 2009).
A relevância do presente estudo se deve não apenas ao fato de ser
pioneiro no contexto da residência em Enfermagem da Universidade Estadual de
Ciências da Saúde de Alagoas, mas também pela necessidade de se avançar na
importância de realizar uma reflexão teórica acerca da residência e ao
reconhecimento da importância da avaliação do egresso no planejamento e
aprimoramento deste tipo de pós-graduação, procurando subsídios para o
aprimoramento e sustentabilidade dos programas.
Para tanto foi traçado o seguinte objetivo: analisar as experiências dos
egressos da residência em enfermagem da Universidade Estadual de Ciências da
Saúde de Alagoas.
3.4
Metodologia
Trata-se de um estudo do tipo exploratório, descritivo com abordagem
quantitativa,
envolvendo
62
egressos
dos
programas
de residência
de
enfermagem da UNCISAL, que concluíram o curso entre os anos de 2007 a maio
de 2014 e responderam o instrumento de coleta de dados. A pesquisa obedeceu
aos critérios da resolução do conselho nacional de saúde nº 466/2012, sendo
iniciada após a aprovação do projeto pelo Comitê de Ética e Pesquisa da UFAL
sob o número de protocolo 26178814.9.0000.5013; e a coleta de dados ocorreu
entre os meses julho e outubro de 2014.
O instrumento de coleta de dados constituiu-se de um questionário
estruturado, composto de dados relacionados à caracterização sociodemográfica
dos participantes e a inserção dos mesmos no mercado de trabalho. Para o envio
da carta convite, do instrumento de coleta de dados e do TCLE aos egressos
utilizou-se os endereços eletrônicos contidos no banco de dados da UNCISAL.
Utilizou-se também a técnica do Snowball Sampling, técnica da bola de neve, na
qual alguns participantes forneceram dados para identificação de outros
participantes. Os dados foram tabulados e submetidos ao tratamento estatístico
descritivo utilizando o pacote estatístico Bioestat 5.0.
3.5
Resultados:
Caracterização sociodemográfica dos egressos.
Os dados mostraram que 96,77% dos enfermeiros egressos da residência
de enfermagem da UNCISAL são do sexo feminino, onde 56,45% estavam na
faixa etária entre 20-30 anos, 41,94% entre 31-40 anos. Em relação ao local de
moradia antes de ingressar na residência, 75,81 % residiam na capital (Maceió);
14,52% residiam no interior e apenas 9,68% em outros estados, comportamento
esse que se manteve após a conclusão da residência.
Quanto ao tempo de
conclusão da graduação, houve uma variação entre 2 anos a 7 anos de formação.
Em relação ao rendimento mensal, 32,26% tinham um rendimento mensal entre 2
a 5 salários mínimos; 46,77% entre 6 a 9 salários mínimos, e 20.97% recebiam
acima de 9 salários.
Trajetória acadêmica e profissional dos egressos.
A maior parte (77,42%) possuía outra especialização além da residência,
25,80% ingressaram em especialização em nível stricto sensu, desses 93,75%
ingressam na modalidade mestrado e 6,25% na modalidade de doutorado.
A distribuição dos egressos da residência segundo características da
trajetória profissional e inserção no mercado de trabalho pode ser observada na
tabela 1
Tabela 1- Distribuição dos egressos da residência segundo características da
trajetória profissional e inserção no mercado de trabalho (N=62). Maceió, 2015.
TRAJETÓRIA PROFISSIONAL
Situação atual
Empregado
Desempregado
Contribuição do curso para inserção mercado de trabalho
Sim
Não
Dificuldades para ingresso no mercado de trabalho
Sim
Não
Tempo após a residência x inserção no mercado de trabalho
Não conseguiu trabalho
1 a 12 meses
Imediatamente
Ingresso no mercado de Trabalho
Concurso público
Proc. Seletivo Simplificado
Outros
Quantos empregos
Nenhum
Um
Dois
Três
Mais de três
N
58
4
FREQUÊNCIAS
%
93.55
6.45
56
6
90.32
9.68
10
52
16.13
83.87
3
16
43
4.84
25.96
69.36
30
14
18
48.39
22.58
29.03
4
22
23
11
2
6.45
35.48
37.10
17.74
3.23
Fonte: dados da própria pesquisa
Em relação à trajetória profissional, 93,55% encontravam-se empregados,
83,87% não encontraram dificuldades para ingressarem no mundo do trabalho;
69,36% conseguiram emprego imediatamente ao término do curso. E quanto à
forma de ingresso no trabalho, 48,39% foi por concurso público, seguido de
processo seletivo simplificado com 22,58%; onde 35,48% tinham um emprego,
37,10% com dois empregos, 17,74% com três empregos e 3,23% mais de três
empregos. Outro dado relevante em relação à trajetória do egresso é que 90,32%
apontaram que o curso de residência contribuiu para a inserção dos mesmos no
mercado de trabalho.
A tabela 2 mostra o caráter de trabalho desenvolvido pelos enfermeiros
egressos da residência em enfermagem da UNCISAL.
Tabela 2- Distribuição do caráter do trabalho desenvolvido pelos enfermeiros
egressos da residência. Maceió – AL, 2015.
Frequências
Caráter do trabalho
Assistencial
Assistencial/Docente
Docente
Gerente/Administrativo
N
28
19
10
5
%
45.16
30.65
16.13
8.06
Ao analisar as informações da tabela 2, observou-se que 45,16% dos
egressos estavam inseridos no mercado de trabalho desenvolvendo função na
área assistencial, seguida por aqueles que trabalhavam tanto da área assistencial
como na docência com 30,65%, e 16,13% trabalhavam apenas como docente; e
8,06% desenvolviam trabalho de caráter administrativo.
A figura 1 apresenta a relação dos programas de residência ofertados pela
Universidade Estadual de Ciências da Saúde (UNCISAL) e a relação com o
trabalho que os egressos desenvolviam no período de coleta de dados.
Figura 1- Relação entre os programas de residências (Pré - Hospitalar - APH, Saúde da
Mulher - SMu, Neonatologia - NEO, Infectologia - INF e Saúde Mental - SMe) e a relação
com o trabalho desenvolvido.
Fonte: próprios autores
Observa-se na figura 1, que 100% dos egressos da residência em saúde da
mulher trabalhavam nessa área do conhecimento, e que 38% dos egressos de
saúde mental desenvolviam atividade sem relação com a residência cursada.
3.6
Discussão
A técnica de envio do formulário de coleta de dados por correio eletrônico
foi eficaz visto que dos 68 questionários enviados houve o retorno de 62, o que
corresponde a 91% do total dos egressos, taxa superior aos estudos
desenvolvidos utilizando a mesma estratégia, a exemplo de CASTRO (2014) em
um estudo sobre egressos de uma residência de enfermagem em terapia
intensiva da Bahia, que obteve uma taxa de 61,5%.
Na analise da caracterização sociodemográfica dos egressos, observou-se
que:
Em sua maioria são do sexo feminino, reproduzindo a característica feminina das
profissões da área da saúde, principalmente da enfermagem. No último censo
demográfico do IBGE sobre trabalho e rendimento com uma amostra de 279.656
dos profissionais de enfermagem, 234.210 são mulheres e apenas 45.415 são
homens (IBGE, 2010).
A faixa etária predominante foi entre 20-30 anos; dados diferentes ao
encontrado por Silva (2013) em que a maior parte dos egressos estava incluída
na faixa de 31 a 39 anos. Levando-se a inferir que neste estudo são os adultos
jovens, com pouco tempo de formados quem mais buscaram a especialização na
forma de residência. Sendo essa modalidade de curso comumente procurada por
aqueles que ainda não estão inseridos no mercado de trabalho, pois um dos prérequisitos é a dedicação exclusiva.
Apesar da seleção para o ingresso na residência ser por concurso público
em âmbito nacional, os dados mostram que grande parte dos egressos é do
próprio estado, graduados nas faculdades da capital, Maceió, comportamento que
se manteve após a conclusão do curso, onde há mais ofertas de trabalho.
Em relação ao rendimento, o salário médio de alguém que fez faculdade é
de R$ 4.135,06 (IBGE, 2010); ou seja, os enfermeiros precisam ter mais de um
emprego para alcançar a média salarial nacional, a exemplo dos que participaram
desta pesquisa, onde 58,7% tinham mais de um. Em uma pesquisa realizada por
Lenho (2013), 78,9% dos egressos da residência de enfermagem em obstetrícia
possuíam duplo vínculo trabalhista.
Na trajetória acadêmica e profissional observou-se que:
Entre os enfermeiros que cursaram a residência na UNCISAL, em sua
maioria 77,42%, possuíam outra especialização além da residência, sendo que
desses
25,80% ingressaram em especialização
em nível stricto sensu.
Considerando alto o índice daqueles que possuem outra especialização além da
residência, índices semelhantes a outros estudos, como o de Castro (2014), ao
pesquisar egressos do curso de especialização em enfermagem em cuidados
intensivos da Escola de Enfermagem da USP, onde 81,6% enfermeiros deram
continuidade à formação ingressando em especialização lato sensu e 20%
ingressaram nas stricto sensu.
Essa procura desenfreada pelas especializações se deve tanto para
preencher lacunas no domínio técnico e cientifico de certa área da profissão,
como para conquistarem uma vaga no mundo do trabalho, onde a especialização
tem sido uma exigência.
A realização de cursos de pós-graduação passou a ser o diferencial na
busca pelo desenvolvimento pessoal e profissional. A pós-graduação passa, a ser
requisito quase que indispensável para gerar oportunidades de ingresso,
manutenção e crescimento no mercado de trabalho (SILVA, 2013).
É importante ressaltar que a trajetória dos egressos no mercado de
trabalho foi considerada exitosa em virtude de a maior parte encontrar-se
empregada, sem dificuldades para conseguir trabalho, com percentual expressivo
de empregabilidade imediatamente ao término do curso. Os dados se aproximam
dos encontrados por Santos (2007) ao pesquisar os egressos da residência em
UTI, onde 96,2% estavam empregados, 73,1% inseriram-se imediatamente no
mercado de trabalho.
A forma predominante de ingresso no mercado de trabalho foi por concurso
público (48,39%), seguido de processo seletivo simplificado (22,58%), taxa maior
mais que se aproxima a outro estudo sobre egressos da residência, onde 42,8%
ingressaram em seus vínculos por meio de concursos (CASTRO, 2014).
Caracterizando um preparo do residente para uma disputa democrática por uma
vaga de trabalho, que é o concurso público.
O mercado de trabalho para o enfermeiro segue as transformações da
globalização. Portanto a inserção do enfermeiro no mundo do trabalho encontrase diretamente influenciada pela qualificação profissional. Assim a disputa está
voltada para quem possui melhor preparo e conhecimento técnico-científico
(CAVALCANTI VALENTE, 2010).
É expressiva a contribuição da residência para a inserção do enfermeiro no
mercado de trabalho, especialmente na área assistencial (45.16%), seguida pela
associação da área assistencial e docente (30.65%). Dados da pesquisa de
Santos (2007) com egressos do curso de residência apontaram uma taxa de
56.0% de enfermeiros que realizavam atividades de assistência direta ao
paciente, e outros 16.0% atuavam tanto na área assistencial, quanto na docência.
Ainda nesse contexto, a absorção de enfermeiros na área da docência
advém da expansão dos cursos de graduação em enfermagem em todo território
brasileiro, onde só em Alagoas até 2014 havia 11 cursos em atividade. Além do
que ocorre formação para a docência dentro do curso de residência, com uma
carga horária de 60h , que se dar de forma especial, no contexto da formação,
cujo seu exercício está previsto do projeto politico pedagógico do curso.
“a formação do docente enfermeiro precisa ser redirecionada de
forma que esteja baseada na reflexão sobre a prática cotidiana
considerando o professor como um pesquisador da própria prática;
a universidade como o lócus de formação, o coletivo e o saber
experiencial” (RODRIGUES, 2007).
É preciso considerar que curso de residência não fornece apenas
conhecimento de ordem técnica e científica, permite também aos enfermeiros o
desenvolvimento
de
sua
crítica
e
reflexão,
proporcionada
pelas
ações
integradoras entre ensino e prática, pois existe o enfrentamento do contexto
social, norteado pelos problemas da realidade.
Afinal, entendemos que o ensino não pode estar desvinculado da prática.
Freire (2006) nos inspira considerar a educação pela perspectiva do encontro
dialógico para a produção do conhecimento, na compreensão de que educar é
permitir ao homem ser sujeito, agindo pela transformação do mundo através de
relações de reciprocidade.
E mais, a residência permite a quem dela usufrui deslocar-se para um
espaço de reflexão do Sistema Único de Saúde (SUS) onde a humanização seja
o
foco
das
ações profissionais, sem desmerecer as necessidades de
remuneração, porque as práticas exigem em suas contextualizações meios de
manutenção.
O curso de residência deve estruturar-se de modo a ampliar as experiências
ao realizar atividades práticas associadas à pesquisa, à assistência, à extensão
e ao ensino de enfermagem, visando inserir no mercado de trabalho um
profissional qualificado, com vista às diretrizes expressas na Lei Federal nº
8.080/90, que regulamenta o SUS (AGUIAR, 2005).
A análise da relação da residência cursada com a atividade laboral
desenvolvida mostra que todos os egressos de saúde da mulher trabalhavam na
área; e os egressos do programa de saúde mental são os que menos
desenvolviam atividade relacionada à área em que se especializou.
Possivelmente, pode se atribuir a não inserção de alguns egressos na área
da residência cursada, a falta de vagas em concurso público, a exemplo do último
concurso público para enfermeiros oferecido pela UNCISAL (Edital Nº 004/2014,
de 20 de outubro 2014), das 05 áreas de concentração do programa de
residência, foram comtempladas apenas as áreas de neonatologia (21 vagas) e a
área de saúde da mulher/obstetrícia (13 vagas).
Há, portanto, uma necessidade de se considerar a inclusão de vagas nos
concursos
públicos para as demais áreas, reconhecendo, valorizando e
legitimando a todas. Expressa também para a necessidade de um planejamento
que venha a tender a demanda da realidade local.
3.7
Conclusão
A análise das experiências dos egressos dos programas de residência em
enfermagem da UNCISAL demonstrou que o curso é considerado ideal quando se
busca o aprofundamento técnico e cientifico em áreas especificas, favorece e
amplia as chances de empregabilidade principalmente na área assistencial,
seguida da docência, e mais, os egressos desenvolvem suas atividades
profissionais dentro da especialização cursada.
Este estudo não responde a todas as inquietações sobre os avanços e os
desafios da residência em enfermagem, mas, com certeza, traz elementos que
podem
contribuir para a reflexão e construção da sustentabilidade dos
programas, algo importante para toda a sociedade. Têm-se a expectativa que os
resultados dessa pesquisa sirvam de subsídios para a consolidação do curso de
residência em todo território brasileiro e de estímulo para a implementação de
novos cursos dessa natureza, bem como inspirar e orientar a estruturação desse
tipo de especialização.
3.8
REFERENCIAS
AGUIAR, B.G.C. O que é a residência de enfermagem. In:Ministério da Saúde
(Br). Guia de orientações para o enfermeiro residente. Brasília (DF); 2005.
Disponível em: http://biblioteca.claretiano.edu.br/phl8/pdf/05_0004_M.pd
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Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas. Maceió, 2005.
BRASIL. Resolução-COFEN 459/2014 de 21 de agosto de 2014. Estabelece
Padrões mínimos para registro de Enfermeiro Especialista, na modalidade de
Residência em Enfermagem. Rio de Janeiro: COFEN; 2014
CASTRO, L.M.C. Estudo de egressos de uma residência de enfermagem em
terapia intensiva da Bahia. 2014. 132 f. Dissertação (Mestrado em Enfermagem)
– Escola de Enfermagem da Universidade Federal da Bahia, Salvador, Bahia,
2014.
CAVALCANTI VALENTE, G.S.; VIANA, L.O. GARCIA N. I. As especialidades e
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SILVA, R.M.O. Especialização em enfermagem sob a forma de residência:
experiência transicional na trajetória das egressas. Universidade Federal da
Bahia. Escola de Enfermagem, Salvador. 2013.
4
PRODUTO DE INTERVENÇÃO
4.1
Título:
Instrumento de avaliação dos egressos do curso de residência em
enfermagem.
4.2
Introdução
O programa de residência em enfermagem da Universidade Estadual de
Ciências da Saúde de Alagoas (UNCISAL) tem 10 anos de existência e 68
enfermeiros certificados até maio de 2014. Abrange as áreas de Saúde
Mental/psiquiatria, Saúde da mulher, Neonatologia, Infectologia, Urgência e
Emergência/APH. E vem se consolidando como uma importante forma de
preparar enfermeiros especialistas para o mercado de trabalho.
Estabelecer estratégias de acompanhamentos de egressos de cursos de
especialização é um desafio, especialmente por se tratar de um público que se
distancia da instituição de ensino após se especializar. Diante desse desafio é
necessário que a Instituição de Ensino Superior busque meios que permitam
conhecer os aspectos da vida profissional e acadêmica de seus egressos, dentre
esses aspectos destaca-se: condições de trabalho e de renda dos profissionais, o
campo de atuação, a avaliação de que ele faz da Instituição e do seu curso e as
suas expectativas quanto à continuação da formação.
Michelan et al (2009), ao investigar egressos aponta que há a necessidade
de uma política institucional consolidada para tal finalidade, e julga que as
Instituição de Ensino Superior (IES) que não obtêm o feedback necessário à
avaliação do ensino ofertado, deixam de realizar as mudanças necessárias em
seus currículos e processos de ensino-aprendizagem, e pecam pela falta de
sintonia entre a estrutura curricular e as necessidades de formação para o
mercado.
Nesse contexto é de fundamental importância o estabelecimento de uma
forma de avaliação e acompanhamento dos egressos de um curso, sendo aqui
construído um instrumento que visa contribuir para que a instituição de ensino
possa avaliar se os objetivos do curso de residência para enfermeiros foram
alcançados, dando-lhe assim elementos que permitirão constatar os aspectos que
deverão
ser
aprimorados
ou
incorporados
em
seus
projetos
políticos
pedagógicos.
O curso de Residência de Enfermagem, conforme a Resolução/COFEn
459/2014, que estabelece
padrões mínimos
para seu funcionamento, é
caracterizada por treinamento em serviço sob a orientação de profissionais
enfermeiros especialistas, sob supervisão da Comissão Estadual de Residência
em Enfermagem e da PROPEP/UNCISAL, e que tem como objetivos: aprimorar
habilidades técnicas, o raciocínio clínico e a capacidade de tomar decisões;
desenvolver atitude que permita valorizar a significação dos fatores somáticos,
psicológicos e sociais que interferem no processo saúde e doença; promover a
integração do enfermeiro em equipe multiprofissional; estimular a capacidade de
aprendizagem independente e de participação em programas de educação
permanente; estimular a capacidade de crítica de atividade de enfermagem,
considerando-a em seus aspectos científicos, éticos e sociais (UNCISAL, 2014).
Considerando estes propósitos, torna-se prioritário que os trabalhos
científicos discutam sobre os resultados obtidos mediante a realização da
residência enfermagem, buscando nos egressos do curso, respostas sobre a
pertinência desta pós-graduação. Neste sentido, a busca de discussão sobre o
desenvolvimento dos cursos de residência, deve ser um constante devido, a
preocupação com a qualificação dos profissionais, para que os mesmos "possam
responder aos apelos e exigências do mercado de trabalho, que se torna cada dia
mais competitivo em relação ao acesso e mais sofisticado quanto à incorporação
de altas tecnologias (AGUIAR, 2004).
Para tanto o questionário elaborado para analisar o desenvolvimento dos
egressos da residência em enfermagem da UNCISAL tem as seguintes
dimensões
a
serem
investigadas:
dados
sociodemográficos,
questões
pedagógicas (currículo, preceptor), auto avaliação dos egressos, e dados
relacionados ao mercado de trabalho (Apêndice A).
4.3
Objetivos
- Geral
Avaliar o desenvolvimento profissional e acadêmico dos egressos da residência
em enfermagem para subsidiar o planejamento do curso.
- Específicos
Identificar o índice de satisfação dos egressos em relação à residência cursada;
Identificar o perfil sociodemográfico dos egressos;
Manter registros atualizados de alunos egressos;
Divulgar a inserção dos egressos no mercado de trabalho;
4.4
Metodologia
Para o acompanhamento dos egressos foi elaborado um questionário com
questões objetivas no Google Drive que é um recurso livre da internet para criar e
compartilhar questionários online, mantem o conteúdo acessível e salvo. Ele
grava as informações coletadas e tem como abrigo dos dados o software Excel. O
questionário foi integrado ao site da UNCISAL.
- Procedimento para aplicação do instrumento
Será solicitado aos egressos que tiverem no mínimo 1 ano de conclusão do
curso
que
respondam
ao
questionário
que
está
disponível
no
site:
www.uncisal.edu.br, no link EGRESSOS. Na hipótese do não retorno do
questionário respondido por parte do egresso, a instituição entrará em contato por
meio telefônico com o objetivo de alcançar um maior número de participantes.
4.5
Resultados esperados
Considerando a efetiva aplicabilidade do instrumento proposto, espera-se:
Melhor planejamento e sustentabilidade do programa;
Dimensionar os impactos do programa sobre a vida profissional do egresso;
Manter registros atualizados dos egressos;
Melhorar o vínculo com o egresso;
Oportunidade de ajustar o PPP às necessidades de saúde da população;
Melhor adequação aos pilares da educação para o século XXI;
4.6 Referências
AGUIAR, B.G.C.; MOURA,V.L.F.; SÓRIA, D.A.C. Especialização nos moldes da
residência em enfermagem.Rev.bras.enferm, Brasília (DF), vol.57, n 5, set-out
2004.
BRASIL. Resolução-COFEN 459/2014 de 21 de agosto de 2014. Estabelece
Padrões mínimos para registro de Enfermeiro Especialista, na modalidade de
Residência em Enfermagem. Rio de Janeiro: COFEN; 2014.
MICHELAN, L. S.; et al. Gestão de Egressos em Instituições de Ensino Superior:
possibilidades e potencialidades. IX Colóquio Internacional sobre Gestão
Universitária na América do Sul. 9 Florianópolis. Nov. 2009. Disponível em:
http://www.inpeau.ufsc.br/wp/wp-content/BD_documentos/coloquio9/IX-1107.pdf
UNCISAL. Pro-reitoria de pesquisa e de pós-graduação . Residência em
Enfermagem. 2014. Disponivel em http://propep.uncisal.edu.br. Acesso em: 30 de
maio de 2015.
5
CONCLUSÃO GERAL
Este trabalho acadêmico é composto por uma pesquisa de campo e um
produto, baseados nos resultados encontrados. A pesquisa teve como objeto de
estudo as experiências dos residentes egressos dos programas de residência em
enfermagem da Universidade Estadual de Ciências da Saúde.
Os dados apontaram que os cursos de residência contribuem para a
formação de profissionais mais aptos a responderem a demanda da sociedade,
por ser efetivado no cotidiano dos serviços de saúde, além de ampliar as
oportunidades de inserção no mercado de trabalho daqueles que dela usufruem.
A partir dos resultados da pesquisa, foi construído um instrumento para
avaliar os programas de residência da UNCISAL, que foi apreciado e aprovado
pela coordenação geral dos programas e terá sua aplicação no fim desse ano
(2015). As informações coletadas serão armazenadas na base de dados da
PROPEP/UNCISAL e servirá para planejamento do programa, bem como para
alimentar futuras pesquisas a cerca dos egressos da residência em enfermagem.
Espera-se, portanto que o produto de intervenção, vá além, ou seja,
além de elucidar questões referentes à trajetória dos egressos, contribua para a
avaliação do curso, especialmente de sua qualidade e satisfação daqueles que
dela usufrui-lacunas ainda a serem preenchidas.
A realização do mestrado em ensino na saúde constituiu-se em uma
experiência singular em virtude das reflexões realizadas a cerca das questões
pedagógicas que envolvem o processo de ensino-aprendizagem no contexto da
saúde. E com o desenvolvimento da presente pesquisa, foi possível conhecer
mais profundamente a especialização na forma de residência a partir de uma
amostra de seus egressos.
Diante
do
exposto
sugere-se
a
realização
de
novos
estudos,
especialmente os de avaliação da especialização na forma de residência e sua
adequação as necessidades da população.
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Bahia. Escola de Enfermagem, Salvador. 2014.
APÊNDICE A
PRODUTO DE INTERVENÇÃO
Instrumento de avaliação do egresso da residência em enfermagem
Prezado egresso do programa de residência em enfermagem, pedimos sua
colaboração para responder a este questionário que tem como objetivo: avaliar o
desenvolvimento profissional e acadêmico dos residentes que servirá de subsídios
para o planejamento do programa.
Desde já agradecemos a colaboração.
*Obrigatório
1-DADOS SOCIODEMOGRÁFICOS
Iniciais*_______Idade quando ingressou na residência* _______Idade
atual*______ Sexo* ( ) F ( ) M
Estado civil: Casado ( )
Solteiro ( )
Outro ( )
Local de moradia antes de ingressar na residência* ( ) Maceió ( )
Outro___________
Atualmente você está: *
( )Trabalhando ( )Trabalhando e estudando ( )Apenas estudando ( ) Não está
trabalhando e nem estudando
Se trabalhando, quantos vínculos empregatícios*
( ) Um ( ) Dois ( ) Três ( ) Mais de três
Renda (baseada na salario mínimo de 740 reais, somando todos os vínculos
empregatícios)
( ) Até 3 salários mínimos
( ) Entre 4 e 5 salários mínios ( ) Entre 6 e 7
salários
( ) Entre 8 e 9 salários mínimos
( ) Acima de 9 salários mínimos
Se trabalhando, qual é o tipo de empresa em que trabalha?*
( ) Serviço Público ( ) Serviço privado ( ) Ainda não trabalho ( ) Outro
Se estudando, qual a modalidade do curso?*
Especialização em nível lato sensu ( )
Especialização em nível stricto sensu:
( ) mestrado
( ) doutorado
2-AUTOAVALIAÇÃO
+2, concordo totalmente, +1 concordo, 0 indiferente,-1 +2
desocrdo,-2 discordo totalmente
Você considera que após ter concluído seu curso, você
desenvolveu:*
Criatividade e capacidade inovadora para solução de
problemas reais
+1 0
-1
-2
Consciência da importância de um aprendizado permanente
Compreensão do indivíduo/paciente nas dimensões
biopsicossocial
Postura ética como cidadão e profissional
Aperfeiçoar o conhecimento técnico em área específica
Aperfeiçoar o conhecimento científico em área específica
Aperfeiçoar a pesquisa científica
Aperfeiçoar para o ensino em saúde
Aperfeiçoar para gestão dos serviços de saúde
Em relação ao curso de Residência responda as questões a seguir
Como foi o seu APRENDIZADO durante o curso?*
( ) Muito alto ( ) Alto ( ) Médio ( ) Baixo ( ) Muito baixo
Avalie o curso nos seguintes itens:*
Ótimo Bom Regular
Preceptores
(atualização
e
conhecimento)
Proceptores (relacionamento com alunos)
Infraestrutura/equipamentos
Biblioteca
Currículo (disciplina, teoria e prática)
Ruim Péssimo
Agora, se desejar descreva o que foi bom, o que não foi tão bom, e suas sugestões:
1-QUE BOM:___________________________________________________
2- QUE PENA:_________________________________________________
3- QUE TAL:___________________________________________________
3 - MERCADO DE TRABALHO
Residência cursada:
( ) Emergência/APH
( ) Obstetrícia/ Saúde da Mulher ( ) Neonatologia
( )Saúde mental/psiquiatria
( ) Infectologia
Quanto a entrega do TCC:
( ) Foi utilizado o prazo normal previsto
( ) Foi necessária a prorrogação de
prazo
Após a conclusão do curso:*
( ) Foi fácil conseguir emprego; ( ) Foi difícil conseguir emprego; ( ) Ainda não
trabalha
Qual a forma de ingresso no mercado de trabalho?*
( ) Concurso público ( ) Processo seletivo simplificado ( ) Convite do empregador
( ) Indicação ( ) Outro
Qual a relação entre o seu trabalho atual e a sua formação? *
( ) Fortemente relacionada com a área profissional do curso ( ) Fracamente
relacionada com o curso ( ) Não tem nenhuma relação com o curso ( ) Não
trabalho
Qual o caráter do trabalho que desenvolve*
( ) Assistencial
( )Gestão
( )Docente
( )Assistencial/docente
()
Assistencial/gestão
( ) Assistencial/docente ( ) Docente/gestão
( ) Não
trabalho
Como é a exigência da sua capacitação profissional na atualidade*
( ) Inferior à residência cursada ( ) Compatível com a recebida no curso
( )
Superior à residência cursada
Quais dificuldades foram encontradas para entrar no mercado de trabalho*
( ) A formação recebida não atendeu ao mercado ( ) Escassez de vagas ( )
Outros_____________________________
Como o curso contribuiu na sua vida profissional*
( ) Aprimorou seus conhecimentos em área específica ( ) Melhorou sua situação
pessoal (
) Melhorou seu desempenho profissional
( ) Atualizou-se
profissionalmente
Qual o seu grau de satisfação com a área profissional em que fez o seu
curso*
( ) Muito satisfeito ( ) Satisfeito ( ) Indiferente ( ) Insatisfeito ( ) Muito insatisfeito
APENDICE B
SOLICITAÇÃO PARA APROVAÇÃO DO PRODUTO DE INTERVENÇÃO
APENDICE C
CARTA-CONVITE PARA PARTICIPAÇÃO NA PESQUISA
Caro(a) enfermeiro(a), em virtude da sua condição de egresso(a) do
Programa de Residência da UNCISAL, temos a honra de convidá-lo(a) a
participar da pesquisa intitulada, Residência em Enfermagem: experiência dos
egressos, que está sendo desenvolvida por mim, Maria da Piedade G. de S.
Maciel, aluna do Mestrado Profissional em Ensino na Saúde, vinculado a
Faculdade de Medicina – UFAL, sob a orientação do Professor Dr. Mário Jorge
Jucá; tendo como principal objetivo : caracterizar os enfermeiros egressos do
programa de residência em enfermagem da UNCISAL. Sua participação é muito
importante e os resultados desta pesquisa irá colaborar para o planejamento e
retroalimentação das políticas educacionais relacionadas a Residência em
Enfermagem, além de tornar público a importância dessa modalidade de
especialização
na
formação
dos enfermeiros. Suas respostas receberão
tratamento científico e estarão sob sigilo. Uma vez concordando em participar da
pesquisa, você responderá um questionário construído pelos pesquisadores, que
deverá ser reenviado para o e-mail: piedadempes@gmail.com
Agradecemos sua participação.
Atenciosamente
Maria da Piedade G. de S. Maciel (pesquisadora)
e
Mário Jorge Jucá (orientador)
APÊNDICE D
TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO - TCLE
(Em 2 vias, firmado por cada participante voluntário(a) da pesquisa e pelo
responsável)
CEP:___________
Eu,______________________________,RG:_________
tendo sido convidado(a) a participar como voluntário(a) do estudo: Residência
em enfermagem: experiência dos egressos, recebi
dos pesquisadores
responsáveis por sua execução, as seguintes informações que me fizeram
entender sem dificuldades e sem dúvidas os seguintes aspectos:
1.Que o estudo se destina a analisar a trajetória dos egressos do programa de
residência em enfermagem da UNCISAL;
2. Que esta pesquisa iniciará após a aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa
e tem como prazo para ser concluída janeiro de 2015.
3. Que a importância deste estudo consiste em analisar a trajetória dos
enfermeiros egressos do programa de residência, contribuindo para compreender
a importância dessa modalidade de especialização para a formação dos
enfermeiros e da trajetória dos mesmos no mercado de trabalho.
4. Que a coleta de dados será realizada por meio de questionário auto-aplicável
com questões fechadas e abertas e serão coletados após aprovação do projeto
pelo do comitê de ética em pesquisa, estando a coleta dos dados prevista para
março e abril de 2014. Os dados coletados serão analisados e publicados em
formato de artigo cientifico. Sua participação não é obrigatória: você pode se
recusar a responder quaisquer perguntas do questionário, sem lhe causar
prejuízos ou danos, atuais e futuros.
5. Os riscos e danos são considerados mínimos e que os possíveis riscos se
referem ao incômodo que poderei sentir com a minha participação ao relatar
alguma experiência ou idéia desagradável relativa ao tema, minimizado pela
liberdade de não responder a nada que eu não me convenha, tendo garantias no
sigilo das informações obtidas;
6. Que os benefícios que posso esperar com os dados obtidos são indiretos e
consiste na construção do conhecimento científico acerca da contribuição da
especialização na modalidade de residência na trajetória dos enfermeiros
egressos;
I– ESCLARECIMENTOS DADOS PELO PESQUISADOR SOBRE GARANTIAS
DO SUJEITO DA PESQUISA
1. Que, sempre que desejar, serão fornecidos esclarecimentos sobre cada uma
das etapas do estudo. Que, a qualquer momento, eu poderei recusar a continuar
participando do estudo e, também, que eu poderei retirar este meu
consentimento, sem que isso me traga qualquer penalidade ou prejuízo;
2. Que as informações conseguidas através de minha participação não permitirão a
identificação da minha pessoa, exceto aos responsáveis pelo estudo, e que a
divulgação das mencionadas informações só será feita entre os profissionais
estudiosos do assunto;
3. Que eu deverei ser ressarcido, por qualquer despesa que venha a ter com a
minha participação nessa pesquisa e, também, indenizado por todos os danos que
venha a sofrer pela mesma razão, sendo que, para estas despesas foi a mim
assegurado a existência de recursos;
4. Que eu receberei uma (01) via do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido.
5. Que tenho informações dos endereços dos pesquisadores para contato em caso
de intercorrências.
Maria da Piedade Gomes de Souza Maciel
Pesquisadora
____________________________________________
Profº Drº Mário Jorge Jucá
Orientador
Para informar ocorrências irregulares ou danosas durante a sua participação no
estudo, dirija-se ao: Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal de
Alagoas. Endereço: Prédio da Reitoria, sala do C.O.C. , Campus A. C. Simões,
Cidade Universitária, Maceió Telefone: 3214-1041
Para necessidade de entrar em contato com o pesquisador responsável entre em
contato com, Maria da Piedade Gomes de Souza Maciel. Endereço; Rua Jose
Rubens Uchoa Lins, nº17, QD-B1. Res. Melville. Santa Amélia. Maceió-al. E-mail:
piedadeenfa@hotmail.com Fone; (82) 8846-1690
Para necessidade de entrar em contato com o orientador responsável, Mário Jorge
Jucá. Endereço profissional: Universidade Federal de Alagoas, Faculdade de
Medicina; BR 101 km 14, Campus Universitário A.C. Simões. Tabuleiro dos
Martins-CEP 57072900. Maceió-Al. Fone: (82) 32141147 e Celular: (82) 9982-8607
II – CONSENTIMENTO PÓS-ESCLARECIDO
Finalmente, tendo eu compreendido perfeitamente tudo o que me foi informado
sobre a minha participação no mencionado estudo e estando consciente dos meus
direitos, das minhas responsabilidades, dos riscos e dos benefícios que a minha
participação implicam, concordo em dele participar e para isso eu dou o meu
consentimento sem que para isso eu tenha sido forçado ou obrigado.
Maceió, _____ de________________________ de ___________
___________________________
Assinatura do sujeito de pesquisa
APÊNDICE E
QUESTIONÁRIO
Prezado enfermeiro egresso do programa de residência da UNCISAL, venho
respeitosamente convidá-lo a responder este questionário que visa à coleta de
dados da pesquisa intitulada: Residência em enfermagem: experiência dos
egressos.
INSTRUÇÕES: Fique a vontade para responder o questionário, seja o mais
verdadeiro possível. A participação na pesquisa é voluntária, contudo, a sua
participação é importante. Considerando a importância do sigilo, você não deve
registrar seu nome, apenas as iniciais. Todas as perguntas devem ser
respondidas, obrigatoriamente. Por favor, reenvie o questionário o mais breve
possível. Muito obrigada.
DATA: _____/_____/____
Por favor, coloque as iniciais de seu nome (Iniciais)___________________
1-Sexo: F ( )
M( )
2-Faixa etária: ( ) entre 20-30 anos
(
) entre 31-40 anos
( ) entre 41-50 anos
3Local
de
residência
antes
de
ingressar
no
programa
residência.(cidade/estado)______________________________________
de
4- Cidade e estado onde atualmente reside:
5- Estado Civil: ( ) Solteiro (a)
( ) Viúvo(a)
( ) Casado(a)
( ) Divorciado(a)
( ) União estável
6- Instituição de ensino onde você concluiu a graduação em enfermagem:
( ) UFAL
( ) CESMAC
( ) UNCISAL
( ) FITS ( ) Outra, especifique
___
7- Ano de conclusão da graduação:
8- Ano de conclusão da residência em enfermagem:__________________
9- Qual o programa de residência em enfermagem da UNCISAL que você cursou?
___
10- Além da residência em enfermagem concluiu outro curso de especialização?
( ) Sim, qual________________________________________
( ) Não
11- Depois de concluir a residência você se inseriu em outro curso de especialização
stricto sensu? ( ) Sim, qual_____________________________
( ) Não
12- Qual a situação atual de trabalho?
( ) empregado
( ) desempregado
( ) aposentado
( ) licença médica
13- Se empregado, a residência contribuiu para sua inserção no mercado de
trabalho?
( ) Sim
( ) não
14-Teve dificuldades em encontrar emprego/trabalho após a conclusão da
residência?
( ) Sim
( ) Não
15- O programa de residência que você cursou tem relação com o trabalho que
desenvolve atualmente?
( ) sim
( ) não
Justifique:___________________________________________________________
________
16- Quanto tempo após ter concluído o curso de residência você começou a
trabalhar na área?
( ) Imediatamente
( )1 a 3 meses
( ) 3 a 6 meses
( ) 6 meses a 1 ano
( ) Mais de 1 ano ( ) Não está trabalhando
17- Quantos empregos você tem?_________________
18- Qual a forma do seu ingresso no mercado de trabalho?
( ) Concurso público
( ) Processo Seletivo Simplificado
entrevista
( ) Convite do empregador ( ) Indicação
oferecer-se ao emprego
( ) Somente
( ) Iniciativa de
( ) Outras,Especifique______________________________
19- Com base no valor do salário (724 reais) do nosso país, informe em qual destas
faixas salariais encontram-se seus vencimentos mensais, somando todos os
vínculos empregatícios atuais?
( ) até 2 salários mín
( ) até 3 salários mín
( ) até 4 salários mín ( ) até 5
salários mín
( ) até 7 salários mín
( ) até 9 salários mín ( ) acima de 9
salários mín
20- Qual o caráter do trabalho que está desenvolvendo?
( ) Enfº Assistencial ( ) Enfº Docente ( ) Enfº Assistencial/Docente
( ) EnfºGerente/Administrativo
21 – Fale dos motivos que te levaram a realizar a Residência em Enfermagem?
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
Os dados deste formulário são sigilosos e estão sob a responsabilidade dos
pesquisadores podendo os mesmos fazerem análise estatística dos dados e tornar
os resultados públicos, sem identificação dos participantes. Esta pesquisa já tem
aprovação do comitê de ética da Universidade Federal de Alagoas.
ANEXO A
PARECER DO COMITÊ DE ÉTICA
Dados do Projeto de Pesquisa
Título da Pesquisa: Residência em Enfermagem: experiências dos egressos.
Pesquisador: MARIA DA PIEDADE GOMES DE SOUZA MACIEL
Área Temática:
Versão: 1
CAAE: 26178814.9.0000.5013
Submetido em: 09/01/2014
Instituição Proponente: INSTITUTO DE CIÊNCIAS HUMANAS,
COMUNICAÇÃO E ARTES
Situação: Aprovado
Localização atual do Projeto: Pesquisador Responsável
Patrocinador Principal:
Financiamento Próprio
ANEXO B
COMPROVAÇÃO DE SUBMISSÃO DO PROJETO DE PESQUISA A REVISTA
CIENTIFICA
11/11/2015
Senhora Maria da Piedade Gomes de Souza Maciel,
Agradecemos a submissão do trabalho "Residência em
Enfermagem: Trajetória Acadêmica e Profissional dos Egressos"
para a revista Revista Enfermagem UERJ.
Acompanhe o progresso da sua submissão por meio da interface
de administração do sistema, disponível em: URL da submissão:
http://www.epublicacoes.uerj.br/index.php/enfermagemuerj/auth
or/submission/19564
Login: 21061976
Em caso de dúvidas,
entre em contato via e-mail.
Agradecemos mais uma vez considerar nossa revista como meio
de compartilhar seu trabalho.
OCTAVIO MUNIZ DA COSTA VARGENS
Revista Enfermagem UERJ
Revista Enfermagem UERJ
http://www.e-publicacoes.uerj.br/index.php/enfermagemuerj
