7- Analuiza Silva Tenório Luna Sarmento - Metodologias Ativas no Processo Ensino Aprendizagem na Área de Neurologia

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                    UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS

FACULDADE DE MEDICINA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ENSINO NA
SAÚDE

ANALUIZA SILVA TENÓRIO LUNA SARMENTO

METODOLOGIAS ATIVAS NO PROCESSO ENSINO APRENDIZAGEM
NA ÁREA DE NEUROLOGIA

MACEIÓ-AL 2015

ANALUIZA SILVA TENÓRIO LUNA SARMENTO

METODOLOGIAS ATIVAS NO PROCESSO ENSINO APRENDIZAGEM
NA ÁREA DE NEUROLOGIA

Trabalho Acadêmico de Mestrado apresentado ao
Programa de Pós-Graduação em Ensino da Saúde
da

Faculdade

de

Medicina

Universidade Federal de Alagoas

FAMED

da

UFAL como

requisito para obtenção do título de Mestre em
Ensino na Saúde.

Orientadora: Profa. Dra. Lenilda Austrilino
Co-orientadora: Profa. Dra. Mércia Lamenha Medeiros

MACEIÓ-AL 2015

Dedico essa dissertação aos meus pais, Luiz e
Floripes, que sempre acreditaram em mim, sonharam
com essa titulação, me ajudaram em tudo da minha
vida. À vocês, o mais profundo amor, admiração e
respeito, para sempre!

AGRADECIMENTOS
À Deus, por ter me dado o dom da vida, iluminar meus caminhos e permitir que eu tenha
a coragem diária para superar todos os desafios com força e tranquilidade.

Aos meus amados e maravilhosos pais, que me apoiam em tudo o que faço. Agradeço
pelo amor verdadeiro, pelo incentivo constante, pelas palavras valiosas, compreensão
em todos os momentos da minha vida e acima de tudo pela dedicação e amor aos meus
filhos. Tudo que sou devo a vocês!

Ao meu esposo Paulino pelo companheirismo inclusive nas aulas deste Mestrado e pela
compreensão nos momentos fundamentais. Agradeço a você por me fazer crescer
diariamente e pelo seu amor que me fortalece.

Aos meus filhos, Guilherme e Alexandre, razão maior da minha vida, que, mesmo na
inocência de criança, souberam me apoiar e estimular para que eu não desistisse com
seus lindos sorrisos tão sinceros. É na esfera de amor da minha família que consigo ser
plena e feliz.

À minha orientadora Prof a. Dra. Lenilda Austrilino pelos bons ensinamentos na prática
docente (grande mestra), pelo ser humano de energia indescritível, sempre com
paciência e entusiasmo em todo esse processo.

À minha co-orientadora Profa Dra. Mércia Lamenha Medeiros, pela amizade,
contribuições valiosas e disponibilidade em colaborar sempre.

Ao Programa de Mestrado Profissional Ensino na Saúde (MPES) em nome de todos os
seus professores por proporcionar-me um crescimento pessoal e profissional.

Aos meus discentes, em especial Emily, Daniel, Ednói e Deborah, com quem aprendo
diariamente e que, direta ou indiretamente, serviram de motivação para meu ingresso no
mestrado.

Sumário

1. Apresentação
2. Artigo: METODOLOGIAS ATIVAS NO PROCESSO ENSINO APRENDIZAGEM NA
ÁREA DE NEUROLOGIA
2.1 Introdução
2.2 Metodologia
2.3 Resultados
2.3.1

Contribuição para a aprendizagem ....................................................... 21

2.3.2

Desenvolvimento de habilidades e competências ................................ 24

2.3.3

Divulgação para a sociedade dos cuidados e prevenção do AVC ........ 26

2.4 Conclusão
2.5 Referências
3. Considerações Finais
Anexos
Anexo I

Marco Lógico ..................................................................................... 33

Anexo II

Aprovação do Comitê de Ética ......................................................... 35

Anexo III

Cópia do Melhor Vídeo Produzido pelos Alunos.............................. 39

Anexo IV

Questionários de Avaliação ............................................................. 41

Anexo V Certificado de Apresentação no Congresso Brasileiro de Ensino Médico
........................................................................................................................... 49
Anexo VI

Declaração de Submissão de Artigo para Revista Científica .......... 51

Anexo VII

Produto da Pesquisa: Relatório Técnico Oficina II CAIITE ............. 53

LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS

AVC – Acidente Vascular Cerebral
CAIITE – Congresso Acadêmico Inovação e Tecnologia
CESMAC - Centro de Ensino Superior de Maceió
COBEM – Congresso Brasileiro de Ensino Médico
DCN – Diretriz Curricular Nacional
FACIMA – Faculdade da Cidade de Maceió
FAMED - Faculdade de Medicina
FIEA – Federação das Indústrias do Estado de Alagoas
FITS - Faculdade Integrada Tiradentes
HUPAA - Hospital Universitário Professor Alberto Antunes
MPES - Mestrado Profissional no Ensino na Saúde
PPC – Projeto Pedagógico Curso
SENAC – Serviço Nacional de Comércio
SNCT – Semana Nacional Ciência e Tecnologia
SUS – Sistema Único de Saúde
TACC - Trabalho Acadêmico de Conclusão de Curso
TCLE - Termo de Consentimento Livre e Esclarecido
UFAL - Universidade Federal de Alagoas
UNCISAL - Universidade de Ciências da Saúde

RESUMO

A pesquisa foi realizada com o objetivo de verificar a aquisição de habilidades e
competências em Neurologia, para a formação médica, requeridas pelas Diretrizes
Curriculares Nacionais. Introduzimos inovação metodológica na disciplina de Neurologia,
estimulando os discentes a produzirem um vídeo sobre Acidente Vascular Cerebral
como atividade pedagógica. Para isso os estudantes realizaram pesquisa bibliográfica e
na elaboração do roteiro dos vídeos consideraram aspectos relevantes do quadro
clinico, diagnóstico, bem como questões éticas e sociais que envolvem esse tipo de
patologia. A escolha do conteúdo dos vídeos foi decorrente da alta incidência e
prevalência da patologia, sendo relevante para a comunidade médica estar habilitada no
diagnóstico, tratamento e empoderando a população sobre estratégias de prevenção e
cuidados. Após a apresentação dos vídeos, os estudantes responderam questionários
sobre o uso dessa metodologia para a aprendizagem, para o desenvolvimento de
habilidades e competências na formação médica. As informações obtidas foram
analisadas e apontaram que a produção de vídeo favoreceu a aprendizagem do
conteúdo e contribuiu para o desenvolvimento de habilidades, competências e atitudes
em Neurologia para a formação médica. As oficinas foram o Produto de Intervenção
proposto com o objetivo de envolver os integrantes do processo educacional,
proporcionando o compartilhar de saberes e o incentivo para a implementação das
estratégias de ensino-aprendizagem coerentes com as competências gerais das
Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de Graduação em Medicina.

Palavras chave: metodologias ativas. neurologia.
habilidades e competências na formação médica.

aprendizagem

significativa.

ABSTRACT

The survey was conducted in order to verify the acquisition of skills and competencies in
Neurology for medical training, required by the National Curriculum Guidelines.
Introduced methodological innovation in Neurology discipline, encouraging the students
to produce a vídeo on Stroke as a pedagogical activity. For this the students performed
literature search and preparation of the script of the vídeos considered relevant aspects
of the clinical picture, diagnosis, as well as ethical and social issues surrounding this type
of pathology. The choice of vídeo contente was due to the high incidence and prevalence
of the condition, being relevant to the medical population been abled in diagnosis,
treatment and empower people about prevention and care strategies. After the
presentation of the videos, students completed questionnaires about the use of this
methodology for learning, to develop skills and competencies in medical training. The
information obtained was analyzed and showed that the vídeo production favored the
learning contentand contributed to the development of skills, competencies and attitudes
in Neurology for medical training.
Keywords: active methodologies.
competencies in medical training.

neurology.

meaning

ful

learning.

skills

and

METODOLOGIAS ATIVAS NO PROCESSO ENSINO APRENDIZAGEM
NA ÁREA DE NEUROLOGIA
1. Apresentação
Este trabalho representa a trajetória de aprendizagem no Mestrado Profissional
em Ensino na Saúde da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de
Alagoas/UFAL, a partir da realização da pesquisa intitulada Metodologias ativas no
processo de ensino aprendizagem na área de Neurologia . Esse tema foi escolhido
devido a minha experiência profissional e por ter percebido aspectos importantes que
não favoreciam o aprendizado dos discentes com consequente dificuldade de aceitação
da disciplina, gerando temor e insatisfação.
A motivação para realizar esta pesquisa transcorreu de duas situações: atuação
docente e visualização da dificuldade que os discentes apresentavam para aprender o
conteúdo e desmotivação nas aulas. As inquietações foram estimuladas diante da
necessidade de aprimorar as estratégias de ensino-aprendizagem utilizadas pelos
docentes da disciplina de Neurologia de forma que essas estratégias levem os discentes
a adquirirem habilidades e competências necessárias para a execução dos saberes e
fazeres de sua profissão.
A pesquisa foi realizada na perspectiva de superar as dificuldades encontradas no
processo ensino aprendizagem, considerando o pressuposto de que o uso de
metodologias inovadoras potencializa o desenvolvimento de habilidades e competências
para a formação médica. Para isso, foi proposto aos estudantes elaborarem um vídeo
com o objetivo de estimulá-los a uma busca ativa do conhecimento.
Visando facilitar o entendimento da articulação entre o referencial teórico,
objetivos específicos e perguntas norteadoras foi elaborado um quadro intitulado Marco
Lógico, anexo I, auxiliando no planejamento e na compreensão do percurso
metodológico a ser seguido.
Os vídeos foram produzidos pelos discentes após divisão em grupos dispostos de
acordo com suas afinidades. O tema de cada vídeo foi distribuído aleatoriamente com os
grupos e definidas as regras para a execução do mesmo com a finalidade de aprimorar

o aprendizado do conteúdo abordado. Inicialmente, foi realizada uma sensibilização com
todos os discentes do sexto período do curso de Medicina a respeito dos objetivos da
pesquisa, da relevância desta para as práticas pedagógicas e dos seus possíveis
impactos na aprendizagem e no planejamento da disciplina.
A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade
Federal de Alagoas, processo no 30171214.0.0000.5013, anexo II. Estudo de abordagem
qualitativa, na modalidade pesquisa-ação, realizada no curso de graduação em Medicina
da Universidade Federal de Alagoas. O Termo de Consentimento Livre e Esclarecido foi
apresentado aos estudantes ressaltando a confiabilidade, o sigilo dos dados. Todos os
estudantes ficaram livres para participar da pesquisa, sem haver nenhum tipo de
constrangimento, anexo III, cópia dos vídeos produzidos.
Para o desenvolvimento do estudo, foram utilizados como instrumentos, três
questionários de avaliação, anexo IV. A coleta de dados ocorreu durante o mês de maio
de 2014. As informações obtidas com as respostas aos questionários, análise das
sinopses e das apresentações dos vídeos foram interpretadas seguindo as etapas de
análise propostas por Morse e Field (Teixeira, Nitschke, & Paiva, 2012), ou seja:
apreensão, síntese, teorização e recontextualização.
Na perspectiva da formação generalista, considerada nas competências gerais
das Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de Graduação em Medicina, efetiva-se
que o médico deve estar apto a tratar as doenças mais prevalentes na comunidade,
razão pela qual foi escolhido o tema AVC. É nesta linha de raciocínio que o curso de
graduação em Medicina, em seu cenário de estudo tem como missão uma formação
profissional consciente de seu papel de agente de transformação social. Sendo assim, a
proposta metodológica adotada pelo curso é de que o aluno seja sujeito do seu próprio
aprendizado e assim se torne apto a continuar aprendendo.
As reflexões advindas da pesquisa induziram a elaboração de um Produto de
Intervenção abrangendo uma atividade de educação em saúde. Foram realizadas duas
Oficinas, com a apresentação de um vídeo produzido pelos estudantes durante o
Congresso Acadêmico Integrado de Inovação e Tecnologia

CAIITE. As oficinas foram

o Produto de Intervenção proposto com o objetivo de envolver os integrantes do

processo educacional, proporcionando o compartilhar de saberes e o incentivo para a
implementação

das

estratégias

de

ensino-aprendizagem

coerentes

com

as

competências gerais das Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de Graduação em
Medicina.
O trabalho resultou na publicação e apresentação em congresso nacional
(COBEM, 2015), anexo V, na produção de vídeos, pelos alunos, que foram mostrados
para a sociedade durante o II Congresso Acadêmico Integrado de Inovação e
Tecnologia (II CAIITE), com o objetivo de divulgar como identificar fatores de risco e os
sinais e sintomas do Acidente Vascular Cerebral (AVC). Além disso, o Produto de
Intervenção foi elaborado visando colocar em prática as reflexões advindas da pesquisa
sendo submetido a publicação de artigo na Revista Conhecimento & Diversidade, anexo
VI.
Com a finalidade de divulgar o Produto de Intervenção e de fortalecer a
continuidade das oficinas na citada instituição, fez-se oportuno preparar um Relatório
Técnico, anexo VII, referente à Oficina Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento

Os caminhos de aprendizagem que percorri durante o Mestrado Profissional em
Ensino na Saúde foram significativos para a minha vida profissional e pessoal, por
compreender a sua relevância na prática. Muitas dificuldades foram enfrentadas, mas
ocorreram superações graças ao apoio da família, às experiências de colegas do
referido mestrado e, fundamentalmente, às colaborações e contribuições da orientadora
e da co-orientadora.

2. Artigo:

METODOLOGIAS

ATIVAS

NO

PROCESSO

ENSINO

APRENDIZAGEM NA ÁREA DE NEUROLOGIA

Resumo. Pesquisa qualitativa realizada com o objetivo de verificar a aquisição de habilidades
e competências em Neurologia na formação médica, requeridas pelas Diretrizes Curriculares
Nacionais. Foi introduzida uma inovação metodológica na disciplina de Neurologia,
estimulando os estudantes a participarem de uma atividade pedagógica produzindo um vídeo
sobre Acidente Vascular Cerebral. Tema importante devido à grande prevalência, alta
probabilidade de causar incapacitação nas pessoas e até mesmo causar a morte. Após a
apresentação dos vídeos, os estudantes responderam questionários abordando as
contribuições dessa metodologia para a aprendizagem e para o desenvolvimento de
habilidades e competências na formação médica. As informações obtidas foram analisadas e
apontaram que a produção de vídeo favoreceu a aprendizagem do conteúdo e contribuiu para
o desenvolvimento de habilidades, competências e atitudes para diagnóstico, tratamento
dessa patologia e empoderar a população sobre estratégias de prevenção e cuidados em
Neurologia.
Palavras-chave: metodologias ativas. neurologia. aprendizagem significativa. habilidades e
competências na formação médica.

Active Methodologies in Teaching Learning Process
in the Area of Neurology
Abstract. Qualitative survey was conducted in order to check the acquisition of skills and
competencies in Neurology in medical training, required by the National curriculum guidelines.
A methodological innovation was introduced in the discipline of Neurology, encouraging
students to participate in a pedagogical activity producing a vídeo about Stroke. Important
issue due to the high prevalence, high probability of causing disability in people and even
cause death. After the presentation of videos, the students answered questionnaires
addressing the contributions of this methodology for learning and the development of skills
and competencies in medical training. The information available has been reviewed and
showed that the production of vídeo contentand learning favored contributed to the
developmento fskills, competences and atitudes to been abled for diagnostics, treatment of
this pathology and empower the population on prevention and care strategies in Neurology.
Keywords: active methodologies. neurology. significant learning. skills and competencies in
medical training.

2.1 Introdução
Esta pesquisa foi realizada com o objetivo de verificar se a produção de vídeos,
pelos docentes da disciplina Neurologia do curso de Medicina, favorece o
desenvolvimento de habilidade e competências para a formação médica.

Para tal

propomos aos estudantes como atividade acadêmica a produção de um vídeo sobre
Acidente Vascular Cerebral

AVC. A escolha do conteúdo se deu pelo fato de essa

patologia apresentar alta incidência e prevalência na população, sendo relevante para a
formação médica estar habilitado no diagnóstico, tratamento e empoderar a população
sobre estratégias de prevenção e cuidados.
A proposição dessa estratégia de ensino reside na necessidade de incentivar os
estudantes a refletirem sobre um problema real, apresentando para observação e
análise alternativas de posicionamento profissional e social, como também mostrar
alguns aspectos da realidade que às vezes a literatura não traz para a sala de aula,
propiciando a oportunidade de se colocarem imaginariamente em um papel que não seja
o seu próprio (Anastasiou, 2005).
As Diretrizes Curriculares Nacionais (DCN)(Brasil, 2001) para os cursos de
Medicina orientam a formação para contemplar as necessidades do Sistema Único de
Saúde (SUS). Enfatizam mudanças nos currículos e no processo ensino aprendizagem,
recomendam que os docentes adotem pressupostos das metodologias ativas visando
favorecer a aprendizagem e estimular o desenvolvimento de habilidades e competências
inerentes à formação médica.
De acordo com as DCN,
comunicação, liderança, a
as competências e habilidades gerais necessárias à adequada formação em saúde.
Para desenvolvê-las, é preciso que a organização curricular considere a natureza
multidimensional da formação médica, levando em conta aspectos relacionados às
dimensões éticas e humanísticas e a utilização de diferentes cenários de ensino
aprendizagem. Assim, para prover o estudante das competências e habilidades exigidas
para o perfil do egresso, há necessariamente que sejam utilizadas ferramentas

metodológicas que enfoquem a integração teoria prática, a interação ensino sociedade,
a interdisciplinaridade, adotando práticas pedagógicas centradas nos estudantes.
Desenvolver competências e habilidades envolve aspectos cognitivos, técnicos,
afetivos, relacionais, integrativos e contextuais. Considerar essas dimensões no
cotidiano da sala de aula requer que o professor veja o discente, não só do ponto de
vista cognitivo, mas também como um ser humano que conhece, sente e age
(MOREIRA & RODRÍGUEZ, 1997). Nessa perspectiva humanista de educação, a
proposta da teoria da aprendizagem significativa de Ausubel oferece princípios e
estratégias que trazem o estudante para o centro do processo ensino-aprendizagem,
contribuindo para que ele seja protagonista de seu próprio aprendizado, já que a procura
de autonomia é de imprescindível importância, inclusive pelas responsabilidades éticas
que cada um deve assumir, (MOREIRA & RODRÍGUEZ, 1997).
Em consonância com o Projeto Pedagógico do Curso de Medicina, realizar
atividades pedagógicas utilizando variados cenários de ensino aprendizagem,
propiciando a oportunidade de o aluno conhecer e vivenciar situações diferenciadas e de
lidar com problemas reais, assumindo a responsabilidade na aquisição de conhecimento
e por seu desenvolvimento profissional, significa criar situações que coloquem o aluno
numa posição de poder transformar criticamente o seu mundo, devido a uma educação
transformadora, o que é o principal sentido da educação (UFAL, 2013).
Na perspectiva Freiriana, a adoção de uma educação integrada ao nosso tempo e
identificada com a realidade é a educação de que precisamos para criticizar o homem
(sic), através do debate de situações desafiadoras, postas diante do grupo. A educação
implica a necessidade da leitura do mundo, e o homem só existe por meio da ação e
reflexão, fato que só acontece na relação do homem com o mundo (Freire, 1987).
O desenvolvimento científico e tecnológico aponta a necessidade de rever as
metodologias utilizadas em sala de aula, introduzindo o uso de recursos visuais e
digitais, elementos que podem se transformar em aliados na superação das práticas
tradicionais. O planejamento e uso desses recursos apresentam-se hoje como uma
metodologia possível de ser incorporada ao cotidiano da sala de aula, constituindo-se
um importante meio para favorecer a aprendizagem, explorando imagens, fomentando a

discussão, ou estimulando inquietações nos estudantes para a busca ativa de
conhecimentos, promovendo o interesse em relação à temática abordada.
O uso de imagens é uma prática recorrente na área de Neurologia. De acordo
com Collado-Vazquez&Cerillo (2015), tanto as técnicas fotográficas como as
cinematográficas se aplicaram precocemente no âmbito da Neurologia para ilustrar o
diagnóstico e a evolução dos pacientes diante da aplicação de um tratamento. Pouco
tempo após a exibição pública do primeiro filme, em 1897, Paul Schuster gravou
pacientes com problemas neurológicos, utilizando esses filmes como recurso didático e
para compreender melhor os transtornos referentes a essa patologia. Entre 1899 e 1902,
Marinescu aperfeiçoou o uso da cinematografia como método de investigação em
neurociências, publicando artigos baseados em documentos cinematográficos.
Com a chegada do filme sonoro foi possível a inclusão de narrações, comentários
e música às filmagens, possibilitando que os filmes passassem a ser utilizados para fins
clínicos, pedagógicos e de divulgação. Além disso, com a tecnologia da época, filmes
com maior duração e com suportes mais estáveis propiciaram a produção de
documentários sobre diversos aspectos médicos, como a gravação do quadro clínico de
pacientes antes e após o tratamento. O contexto comunicacional do cinema propiciou
para a área médica uma ferramenta útil para a realização de campanhas educativas,
bem como para a docência, por fomentar a observação e o senso crítico dos alunos,
favorecendo o processo de ensino aprendizagem e o exercício da leitura do mundo
através de vivências fílmicas (Cezar, Gomes, & Siqueira-Batista, 2011).
Assistir a um filme/vídeo é uma ação, geralmente associada a um momento de
lazer e a um processo unidirecional de transmissão de mensagem de um emissor para o
receptor (Cruz & Carvalho, 2007). Essa concepção tradicional de utilizar filmes como
instrumentos de tradução de discursos de especialistas compostos por um conjunto de
informações técnicas ilustradas com imagens e sons que são utilizados para transmitir
informação para o público, não se adequa às salas de aula pautadas por um modelo
educacional que considere a participação ativa do aluno.

A imagem eletrônica conhecida como vídeo é um suporte de criação audiovisual
que se mescla com a produção cinematográfica convencional, embora vídeo e cinema
sejam meios bem diferentes de se mostrar uma imagem em movimento (Batista, 2015).
O que nos interessa no momento é reafirmar que o uso de imagens na educação torna a
aprendizagem mais lúdica e prazerosa, uma vez que a tecnologia por si só é incapaz de
promover mudanças (Filho, 1996). Por fazerem parte do cotidiano das pessoas, as
imagens favorecem a aprendizagem significativa, sejam elas apresentadas no formato
de fotografias, desenhos, vídeos ou cinema (Malta, 2013).
Atualmente, com o avanço tecnológico e com a facilidade de acesso a câmaras e
projetores de vídeos, são várias as possibilidades para se utilizar vídeo nas salas de
aula, entre as quais estão: o vídeo como ilustração de algum conteúdo já visto pelos
alunos; como ponto de partida para uma discussão sobre o conteúdo a ser discutido e
refletido em aula; o filme como lazer ou para a construção de repertório (Dias, 2011).
Entre elas destacamos a produção de vídeos pelos estudantes, uma vez que favorece a
discussão de conceitos para a elaboração do roteiro, das cenas, dos diálogos. As
atividades de inspiração construtivista são as que mais se aproximam dos objetivos de
encarar o ensino como investigação.
[...] Neste exercício, o aluno reflete sobre o objeto, ao mesmo tempo em que pensa
sobre seu próprio conhecimento acerca do tema. O aluno é agente de sua própria
formação e o professor é um investigador social, um organizador de atividades
problematizadoras(Heloisa, 2011).

O uso pedagógico de vídeos produzidos pelos próprios alunos e apresentados em
situações de aula pode colaborar significativamente para a aprendizagem, uma vez que
o contexto construtivista propiciado por essa metodologia pode tornar o processo de
ensino aprendizagem mais motivador e envolvente. Nessa perspectiva, os recursos
eletrônicos apresentam-se como uma inovação no modo de se fazer educação, uma vez
que facilitam a pesquisa, a construção do conhecimento, a intercomunicação entre
alunos e entre estes com seus professores e sociedade (Masetto, 2005).
A estratégia de ensino de utilizar vídeos em aula favorece o processo de
familiarização com as mídias eletrônicas devido à necessidade de manejar os

equipamentos para a gravação e a produção dos vídeos a serem apresentados. Além
disso, as imagens produzidas implicam a tomada de decisão dos sujeitos históricos que,
incluídos na sociedade em que vivem, não são isentos, imparciais ou neutros, de modo
que os vídeos irão representar a leitura de mundo feita por quem o produziu.
O planejamento e uso desses recursos nos colocam diante de novos espaços de
aprendizagem e de interação social, os quais precisam ser ocupados e trazidos para a
sala de aula, onde professores e estudantes não podem ficar alheios a esse processo de
transformação. A facilidade de acesso às mídias eletrônicas favorece a sua utilização,
constituindo-se um importante meio para promover a aprendizagem, explorando
imagens, fomentando a discussão, ou estimulando inquietações nos estudantes para a
busca ativa de conhecimentos e o interesse em relação à temática abordada (JúniorBonifácio, 2007).
Visando

superar

o

modelo

educacional

centrado

na

transmissão

de

conhecimento, esta pesquisa foi realizada com o objetivo de verificar se a produção de
vídeo por discentes potencializa a participação ativa na busca do conhecimento, se
favorece a aprendizagem, despertando a curiosidade, estimulando a tomada de decisão,
desenvolvendo habilidades e competências requeridas pelas Diretrizes Curriculares
Nacionais para a área de saúde e relacionadas ao fazer profissional.

2.2 Metodologia
A pesquisa de natureza qualitativa, tipo estudo de caso, ocorreu durante o ano
letivo de 2014, realizado com estudantes de Medicina, de duas turmas da disciplina de
Neurologia. No primeiro momento, os discentes foram informados sobre a atividade
proposta e os objetivos para a realização da mesma. Para abranger o tema
AVC

cinco grupos por turma foram constituídos, ficando cada

grupo ficou responsável por um dos subtemas escolhido aleatoriamente: 1) AVC Artéria
Cerebral Anterior, 2) AVC Artéria Cerebral Média, 3) AVC Artéria Cerebral Posterior, 4)
AVC Artéria Basilar e 5) Fatores de risco de AVC.

Foi solicitado aos grupos que realizassem pesquisa bibliográfica e que, na
elaboração do roteiro dos vídeos, considerassem aspectos relevantes do quadro clinico,
diagnóstico, bem como abordassem questões éticas e sociais que envolvem esse tipo
de patologia. O resultado do trabalho deveria ser apresentado em vídeo com duração
entre 07 (sete) e 10 (dez) minutos.
Entre as instruções dadas constavam as datas de apresentação em sala de aula
e como seria realizada a avaliação dos vídeos. Também foi informado aos alunos que os
melhores vídeos seriam apresentados como atividade integrante da Semana Nacional
de Ciência e Tecnologia, sendo apresentados durante o II Congresso Acadêmico
Integrado de Inovação e Tecnologia (II CAIITE). Além disso, foi solicitado que os
estudantes elaborassem Ficha Técnica sobre o vídeo, contendo os seguintes dados:
equipe técnica, tempo de duração e sinopse.
Na data prevista, procedeu-se à apresentação dos vídeos elaborados. Entre os
dez grupos formados, um não conseguiu abrir o programa computacional para
apresentação do vídeo e fez uma explanação oral do conteúdo.
As técnicas para a coleta de dados foram: questionário, observação participante e
análise. Dois questionários foram elaborados. O primeiro questionário constou de uma
avaliação sobre os vídeos, durante apresentação os estudantes foram observando e
respondendo sobre os seguintes aspectos: 1) valores cinematográficos

som, cenário,

efeitos especiais, diálogos, enredo e figurino; 2) construção de habilidades clareza,
coerência, contextualização, criatividade, questões éticas e sociais; 3) estratégia de
ensino utilizada se houve contribuição para a aprendizagem de conteúdo e para a
formação médica. Além disso, houve a solicitação da indicação do melhor filme e da
cena que mais chamou a atenção.
O outro questionário respondido pelos alunos ao final do estudo inquiriu sobre o
conteúdo curricular AVC. A observação permitiu registrar o comportamento dos alunos
no desenrolar do trabalho e as dificuldades/problemas manifestadas durante a
realização da atividade.
A interpretação dos dados se deu na perspectiva da análise de conteúdo, que
compreende

as seguintes fases: apreensão dos

dados, pré-análise, com a

sistematização das ideias iniciais; organização do material em síntese; teorização,
exploração das entrevistas transcritas, com leituras exaustivas; interpretação e
recontextualização mediante o significado dos depoimentos, organizados em categorias
(Teixeira et al., 2012).
Foi produzido um quadro contendo, na horizontal, uma síntese de todas as
respostas dadas para cada questão; na vertical, uma síntese das respostas de todos os
grupos a determinada pergunta; por fim, uma síntese geral, relacionando os dois eixos.
Das sínteses, foram destacadas as respostas, notificando-se as primeiras impressões,
pensamentos e fazendo-se uma análise inicial, a fim de organizarem-se as informações,
agrupando-as em temas de acordo com sua significância e similaridade, o que deu
origem às categorias.

As categorias estabelecidas foram: as contribuições dessa

metodologia para a aprendizagem significativa; a contribuição para o desenvolvimento
de habilidades e competências na formação médica; e a apresentação da estratégia
utilizada para a divulgação na sociedade dos fatores de risco, os cuidados e a
prevenção do AVC.

2.3 Resultados

2.3.1

Contribuição para a aprendizagem

Analisando as respostas aos questionários, os estudantes avaliaram os aspectos
cinematográficos dos vídeos, ou seja, som, cenário, figurino, efeitos especiais, enredo e
diálogo, atribuindo um conceito que variou entre bom e moderado para os nove vídeos
apresentados. Em relação ao grau de entendimento que os vídeos proporcionaram
sobre o assunto, houve uma variação conceitual entre fácil e razoável. Avaliando os
filmes, os estudantes escreveram:
(...) criativo, didático e claro, objetivo, coerente, bem contextualizado, engraçado. Anotaram
também que os filmes abordaram a relação médico – paciente (...), (...) que inseriram a população
na discussão, (...) que houve riqueza de detalhes no exame físico e, (...) que os filmes tiveram a
capacidade de surpreender o telespectador.

Pelas características descritas, é possível perceber o compromisso que os
estudantes tiveram na elaboração da atividade e com o processo de aprendizagem.
Essas afirmações refletem posicionamentos que estão diretamente relacionados ao
impacto positivo que os vídeos causaram ao serem assistidos.
Os estudantes foram receptivos a essa metodologia, embora não dominassem o
processo de produção de vídeo. Para eles preparar o vídeo foi um desafio que
demandou tempo, mas resultou em aprendizagem:
Apesar de ter tomado muito tempo na preparação, permitiu apreensão melhor do assunto de uma
maneira mais lúdica. (...) as apresentações dos vídeos tornaram as aulas mais interativas, lúdicas,
prazerosas, divertidas, convidativas e compreensíveis. (...) tanto produzir como assistir aos
colegas atuando ajudou na aprendizagem por se tornar uma atividade mais leve e prazerosa. (...)
recurso visual interativo que prende mais atenção e ajuda a fixar melhor o conhecimento. (...) o
conhecimento é contextualizado em cenas que acontecem na realidade.

Esse conjunto de informações mostra a potencialidade da metodologia para a
aprendizagem significativa, por promover a contextualização do conhecimento com a
realidade, favorecendo a mobilização para o estudo tanto para quem confecciona o
vídeo quanto para quem a ele assiste, estimulando a criatividade ao buscar formas de
unir conhecimento, imagem e som (Baptista, 2015).
Os alunos tomaram consciência das capacidades cognitivas que se desenvolvem
ao afirmarem:
(...) como temos que estudar para fazer o vídeo, nós aprendemos duas vezes, uma antes e outra
na hora que estamos assistindo. Fixa mais o conteúdo (...) foi preciso estudar para elaborar roteiro
e para interpretar corretamente os sintomas e por fim revisar para editar o vídeo. (...) a
dramatização prende a atenção por mais tempo, o que facilita a fixação do conteúdo. (...) consegui
captar as informações com mais facilidade do que seria estudando em livros. (...) pesquisar é
sempre importante.

Os efeitos que o uso de vídeos produz na aprendizagem são positivos por colocar
o aluno na posição de busca ativa do conhecimento, uma vez que estudar, elaborar,
interpretar, revisar; fixar o conteúdo, dramatizar, captar informações, pesquisar são
ações inerentes ao ato de aprender (Masetto, 2005).

Analisando os vídeos, observa-se a importância dessa metodologia para a
aprendizagem, uma vez que foi possível trazer situações da vida real para a sala de
aula. A atividade permitiu visualizar os sinais e sintomas dos diversos tipos de AVC, pois
cada grupo ilustrou de modo prático as diversas formas clínicas, facilitando a
compreensão das semelhanças e diferenças.
A diversidade de estratégias utilizadas para comunicar tanto o quadro clínico
como o exame neurológico possibilitou reflexões sobre o tema, promovendo a
interdisciplinaridade e favorecendo a aprendizagem significativa.
Exigiu também o exercício da comunicação e da reflexão para criar cenas,
elaborar diálogos e relacionar a informação dos textos com as imagens. Para eles foi
importante trabalhar em grupo de forma colaborativa e lúdica. Uma minoria informou que
não conseguiu relacionar o seu tema de estudo com o do colega.
A dificuldade encontrada pelos alunos no uso dessa metodologia foi a edição dos
vídeos. Mencionaram que, apesar do trabalho e do tempo requerido para a produção, o
uso da metodologia foi válido. Comentaram também que não são necessários altos
investimentos, tendo em vista que os vídeos podem ser usados em diversas ocasiões e
que os programas de edição são livres e de fácil manuseio.
Procedendo à análise dos questionários relacionados ao conteúdo curricular, a
maioria dos alunos respondeu adequadamente as perguntas relativas aos sintomas,
sinais, diagnóstico e fatores de risco para todos os tipos de AVC. Ao longo do trabalho,
verificamos que os alunos procuraram fontes confiáveis para sustentar suas
argumentações. A complexidade da atividade exigiu dos alunos um papel ativo na
construção do conhecimento ao favorecer momentos de pesquisa, reflexão, tomada de
decisão e liderança. Dessa forma, os alunos tiveram a oportunidade de vivenciar uma
metodologia inovadora, pautada na contextualização com a realidade, superando a
educação tradicional fundamentada na transmissão do conhecimento pelo professor e
pelos manuais.

2.3.2

Desenvolvimento de habilidades e competências

O aspecto mais abordado pelos alunos foi a contribuição da atividade para a
realização de procedimentos clínicos, pois os vídeos permitiram:
(...) o reconhecimento imediato dos quadros de AVC mais comuns na prática clínica. (...) todo
médico precisa entender o AVC, pois é situação de emergência e comum na prática clinica. (...)
por abordar uma das principais causas de morte no mundo contribuiu para ficarmos mais atentos
ao problema. (...) um dos filmes mostrou que a negligência médica pode muitas vezes levar a um
péssimo prognóstico.

Compreender e diagnosticar corretamente patologias mais prevalentes na
, sendo o AVC uma doença de
potencial mórbido, necessitando rapidez no atendimento para que haja eficácia na ação
médica, daí os alunos reconheceram que o médico não pode negligenciar com o
tratamento e a reabilitação do paciente. Para outro grupo de alunos a atividade
proporcionou:
(...) desenvolver não só o conhecimento acadêmico como despertou criatividade e habilidades que
vão além da Medicina, como o cinema. (...) acredito que os médicos precisam de um pouco de
criatividade para os pacientes aderirem ao tratamento. (...) importante reconhecer a necessidade
de se comunicar adequadamente. (...) tanto a produção quanto assistir ao vídeo trouxe
informações importantes.

Informar e educar os pacientes, familiares e comunidade em relação à promoção
da saúde, prevenção, tratamento e reabilitação das doenças, usando técnicas
s e competências inerentes ao fazer
médico. Os profissionais da saúde devem também saber comunicar-se adequadamente
com seus colegas de trabalho e com as equipes multiprofissionais. Tais argumentos
apontam para o fato de que a atividade provocou a reflexão e possibilitou a participação
na produção do conhecimento, tanto ao fazer quanto ao assistir ao vídeo.
Alguns alunos responderam ao questionário afirmando que a atividade contribuiu
para a formação médica ao expressar que:
(...) é importante trabalhar em grupo, ver as fragilidades do paciente em cada situação. (...) o
trabalho em grupo ensina um a respeitar a opinião/ideia do outro, a cooperação é muito importante

já que no futuro ninguém trabalhará sem ser em equipe. (...) Médico é mais que um curador, ele
precisa ver as fragilidades do paciente em cada situação vivida por quem está representando e
dessa forma fica mais fácil se colocar no lugar do paciente. (...) fazer o vídeo exige competências
que podem não ser tão exploradas durante o curso médico. As cenas são didáticas e engraçadas
contribuindo para a memorização; (...) nos colocamos no lugar do paciente, observando as más
condutas que levam ao AVC. (...) vídeo nos colocou na posição de paciente e permitiu avaliar
nossas atitudes como futuros médicos. (...) imaginar como se sente cada um frente a um
acontecimento real.

,
assumindo posições de liderança com compromisso, responsabilidade, empatia,
habilidade para a tomada de decisões.
Deverão ter uma visão do papel social do médico, colocando-se no lugar do outro,
dominando os conhecimentos biopsicosocioambientais inerentes à formação médica,
atuando como agente de tra
médico.
Com a atividade, os discentes perceberam que devem proceder de maneira

inserida.
(...) além de conhecimentos técnicos as questões sociais. (...) abordagem de questões éticas e
sociais além de todo conteúdo teórico que auxiliará na minha profissão.

Com a realização da atividade,
eles supõem como será a rotina deles no futuro e para mostrar como eles gostariam que
os médicos agissem no cotidiano. Demonstraram capacidade de liderança quer no
envolvimento de pessoas para auxiliar na execução da tarefa, quer articulando espaço
físico para as filmagens.
As habilidades e competências requeridas em Neurologia para a formação
médica foram mobilizadas, uma vez que a elaboração do vídeo permitiu aos alunos
exercitarem a criatividade, contextualizando com clareza, coerência e autonomia as
questões éticas e sociais envolvidas nas relações médicas e médico paciente.
Ao responderem sobre a cena que mais chamou a atenção, os alunos foram além
das questões estéticas do vídeo. As cenas mais citadas por eles foram:

...médico falando inúmeros termos técnicos e o amigo do paciente ficando sem entender nada do
que está sendo dito.

(...) Desconhecimento da população sobre os sintomas do AVC. (...)

simulação do momento que teve AVC. (...) cena que a filha encontrou a mãe tendo um AVC. (...)
paciente usando cadeira de rodas. (...) mulher andando na praia com sequela de AVC. (...) xícara
caindo da mão da mulher no momento que teve AVC. (...) paciente confinado na cama. Cena do
avô acamado e a neta lendo história para ele.

Os alunos demonstraram uma visão humanista ao citarem cenas que mostram
como a população desconhece os sintomas do AVC, ou como os médicos, às vezes,
utilizam uma linguagem permeada de termos técnicos que não esclarece para o
paciente o que está acontecendo. O fato de os alunos terem construído cenas dessa
natureza parece tê-los ajudado no desenvolvimento quer de competências gerais, quer
de competências especificas para a formação médica, em especial em Neurologia
(UFAL, 2013).

2.3.3 Divulgação para a sociedade dos cuidados e prevenção do AVC
A escolha do conteúdo dos vídeos se deu pelo fato de essa patologia apresentar
alta incidência, sendo relevante para os futuros médicos saberem divulgar estratégias de
prevenção e cuidados. A atividade foi proposta para ser reconhecida tanto na sala de
aula, como fora dela, motivo pelo qual o vídeo Fatores de Risco de AVC, selecionado
entre os nove apresentados, como foi previamente combinado, também foi tema de uma
oficina para os participantes do II CAIITE, como parte das atividades da Semana
Nacional de Ciência e Tecnologia

SNCT.

seguintes objetivos: divulgar o resultado do trabalho dos alunos com os participantes
deste evento, esclarecer aos participantes sobre os fatores de risco de AVC, estimular o
uso de metodologias ativas e promover um espaço de troca de conhecimentos e
experiências entre os alunos de Medicina e os participantes da oficina. A socialização da
experiência com a apresentação do vídeo, para um público composto por estudantes do
ensino médio, graduação e pós-graduação em diversas áreas do conhecimento,
favoreceu a reflexão sobre as atividades desenvolvidas em sala de aula e sobre os
fatores de risco de AVC.

O diálogo entre os produtores do vídeo e a comunidade externa apontou vários
aspectos a serem considerados ao se realizar esse tipo de ação educativa e de
divulgação da ciência. A primeira observação se referiu à linguagem utilizada com a
sugestão de se evitar o uso de termos técnicos, ou esclarecê-los, uma vez que, para
proceder à divulgação do conteúdo para o público em geral, é fundamental que a
linguagem seja acessível, para que possam entender quais são os fatores de risco, suas
consequências e os cuidados com a prevenção.
Colocar ao alcance da população conhecimentos para ser utilizados no cotidiano,
introduzindo novos hábitos, não é tarefa fácil. As discussões sobre modificar os hábitos
que causam os fatores de risco de AVC mostraram que isso requer tomar decisões que,
às vezes, envolvem a família, comunidade ou a sociedade em geral, relações de poder
que vão além da questão cognitiva. A discussão gerou comentários sobre a necessidade
de considerar a dimensão ética através da reflexão sobre os impactos sociais e culturais
que a nova informação pode trazer ou causar ao grupo ao qual a ação educativa está
sendo dirigida.
Finalmente, a apresentação do vídeo foi avaliada como satisfatória, uma vez que
recorrer à produção audiovisual, pelo viés da elaboração de roteiros específico, do
planejamento, da simulação das cenas, da gravação e apresentação do vídeo, significa
mostrar que eles são capazes de aprender ao se colocarem no lugar do outro, ao
promover o debate entre eles e a comunidade, ao buscar informações
leitura

incitando a

possibilitando a ressignificação de saberes e papéis a serem desempenhados.
De acordo com os relatórios, a oficina foi avaliada pelos participantes como:
Ótima oficina mostrou conhecimentos novos em relação aos temas abordados principalmente AVC
(...) foi muito satisfatório estar presente nessa oficina. (...) Ter mais oficinas com esses temas, pois
são ótimos, esclarecem bastante, aprendizado que levamos para a vida cotidiana. (...) Foi um
ótimo assunto e uma ótima discussão, só acho que poderia ter tido mais debate. (...) Achei a
oficina muito boa, pois esperava algo monótono e ela conseguiu prender minha atenção. (...)
Também gostaria de parabenizar pelo tempo de oficina que não foi muito prolongado nem curto
demais, o que é difícil de encontrar hoje em dia. (...) O desenvolvimento da atividade foi bom, pois
estimulou a participação da plateia o que tornou a apresentação leve e mais aproveitável.

2.4 Conclusão
O presente estudo indicou que produção de vídeos é uma metodologia que requer
novas atitudes frente ao processo ensino aprendizagem. Enquanto recurso didático
produzido pelos próprios alunos favoreceu a aprendizagem não só do conteúdo
curricular abordado, como também o desenvolvimento de habilidades e competências
requeridas na formação médica.
Deslocar o processo ensino aprendizagem do professor para o estudante,
tornando-o protagonista da construção de seu conhecimento, foi o resultado mais
importante encontrado por esta pesquisa. Utilizar essa metodologia de ensino
aprendizagem coloca os estudantes num papel ativo e autônomo frente ao saber e ao
desenvolvimento de atitudes indispensáveis a sua formação como futuro médico e
cidadão.
A produção de vídeos pelos alunos proporcionou a elaboração de pesquisa
bibliográfica, culminando com a escrita de roteiro, planejamento, encenação, produção e
edição do vídeo, colaborando para o desenvolvimento de uma diversidade de
experiências, interesses, que apoiassem a construção de uma proposta única do grupo,
articulado com as expectativas do professor, dos colegas de sala de aula e da temática.
O uso de metodologias ativas representa uma inovação na disciplina de
Neurologia, abrindo caminho para que novas propostas sejam elaboradas e
experimentadas, repercutindo um movimento de mudança na atitude de alunos e
professores frente ao conhecimento, deslocando o processo de aprendizagem da
simples memorização mecânica para o desenvolvimento de habilidades e competências,
e para a construção do conhecimento de modo ativo, possibilitando que os estudantes
deixem de ser meros espectadores para se tornarem protagonista de sua própria
aprendizagem.
Os progressos tecnológicos e a necessidade de mudanças metodológicas
colocam ao alcance dos professores e dos alunos ferramentas que auxiliam a superação
de dificuldades encontradas. Para a produção de vídeos, a falta de familiaridade com
programas de edição propiciou a busca de alternativas para a superação dos problemas,

colocando como desafio uma maior aproximação com os ambientes virtuais de
aprendizagem.
A contribuição deste trabalho para os demais professores que pretendam utilizar a
produção de vídeos como estratégia de ensino aprendizagem, diz respeito à
disponibilidade dos mesmos para estimular os estudantes a construírem seus próprios
conhecimentos registrando suas ideias, transformando-as em vídeos. O principal
resultado alcançado com a atividade proposta para a realização desta pesquisa foi
perceber que o processo de mudança para a formação dos futuros médicos vai além dos
conteúdos, da metodologia utilizada no desenvolvimento da disciplina; requer a reflexão
sobre o processo ensino aprendizagem, tanto por parte do professor como dos
estudantes.
A proposta de uma prática pedagógica inovadora, a partir do uso de metodologias
ativas, irá estimular os estudantes a construírem seus próprios conhecimentos com
autonomia. Essa inovação representa uma mudança no planejamento da disciplina,
abrindo caminho para que novas propostas sejam elaboradas e experimentadas
oportunizando um movimento de mudança na atitude de estudantes e professores frente
ao conhecimento. Sugerimos que o uso da produção de vídeos na sala de aula não seja
um evento esporádico, e sim algo mais presente ao longo do curso.

2.5 Referências

Anastasiou, L. d. G. C. (2005). Ensinar, aprender, apreender e processos de ensinagem.
Joinville, SC: Univille.
Baptista, E. (2015). Film look. Revista Zoom Magazine. Retrieved from
http://www.fazendovideo.com.br/vtart_020.asp website:
Batista,
E.
(2015).
Film
Look.
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Retrieved
from
www.fazendovideo.com.br/vtart_020.asp website:
Brasil. (2001). Diretrizes Curriculares Nacional. Brasilia Ministério da Educação.
Cezar, P. H. N., Gomes, A. P., & Siqueira-Batista, R. (2011). O cinema e a educação
bioética no curso de graduação em Medicina. Rev Bras Educ Med, 35, 93-101.
Cruz, S., & Carvalho, A. A. A. (2007). Produção de vídeo com o Movie Maker: um estudo
sobre o envolvimento dos alunos de 9º ano na aprendizagem. Paper presented at

SOBRE AS RELAÇÕES ENTRE CINEMA E ENSINO DE HISTÓRIA. In M. Silva &
A. F. Ramos (Eds.), Ver História: o ensino vai aos filmes (pp. 137-149). São
Paulo: Hucitec.
Filho, P. N. (1996). As relações estéticas no cinama eletrônico. João Pessoa, Natal,
Maceió: Editora Universitária.
Freire, P. (1987). Pedagogia do oprimido. 17ª. Rio de Janeiro: Paz e Terra.
Heloisa, C. (2011). (Re)atualização mítica e narrativa fílmica: uma reflexão a partir de A
Odisseia. In Hucitec (Ed.), Ver história: o ensino vai aos filmes (pp. 137-149). São
Paulo.
Júnior-Bonifácio, W. (2007). Cinema e evolução tecnológica. (Mestrado), UNIP/SP, São
Paulo.
Malta, M. M. (2013). Uma imagem vale mais: o uso das imagens na educação como
elemento potencializador. Conhecimento & Diversidade, 5(9), 130-139.
Masetto, M. T. (2005). Docência universitária: repensando a aula. Ensinar e aprender no
ensino superior: por uma epistemologia da curiosidade na formação universitária,
2, 79-108.
MOREIRA, M. C., & RODRÍGUEZ, M. (1997). ML Aprendizagem significativa: um
conceito subjacente. Encuentro Internacional sobre el Aprendizaje Significativo.
Burgos, España, 19-44.
Teixeira, M. A., Nitschke, R. G., & Paiva, M. S. (2012). Análise dos dados em pesquisa
qualitativa: um olhar para a proposta de Morse e Field. Revista da Rede de
Enfermagem do Nordeste-Rev Rene, 9(3).
UFAL. (2013). Projeto Pedagáogico do Curso de Medicina da UFAL. Alagoas:
FAMED/UFAL.

3. Considerações Finais
Após o término do Mestrado Profissional em Ensino na Saúde pude perceber a
valiosa contribuição para a minha vida pessoal na amplitude de conhecimento
apreendido. Compreendi que a pesquisa favoreceu a um processo de mudança tanto
para mim como docente, como também para os discentes na forma como construíram
seu conhecimento.
Além disso, os dados da pesquisa apontam que a produção de vídeo pelos
discentes tem uma contribuição efetiva para o desenvolvimento de habilidades e
competências na formação médica. Os graduandos se mostraram interessados em
conhecer novas metodologias de aprendizado e conheceram ambientes virtuais de
aprendizagem fugindo do ensino tradicional. O graduando ao desenvolver a produção
dos vídeos, consegue obter um aprendizado em diferentes cenários
Com o produto desse trabalho, pudemos constatar a importância da replicação do
conhecimento para a população leiga. Na oficina do II CAIITE foi percebido o interesse e
motivação dos presentes em adquirir conhecimento nas metodologias ativas e no
conteúdo abordado no vídeo pelos discentes. Portanto, acredito que a realização dessa
oficina tenha contribuído para alargar os conhecimentos dos presentes das mais
diversas áreas do conhecimento e que a prática de metodologias ativas seja cada vez
mais difundida entre os docentes.
Neste sentido, é importante estabelecer que o processo de ensino aprendizagem
foi transformador para a docente e para os discentes permitindo a formação de um
profissional crítico, comprometido e reflexivo, como sugere o PPC.

Anexos

Anexo I – Marco Lógico

VERIFICAR A AQUISIÇÃO DE HABILIDADES E COMPETÊNCIAS EM NEUROLOGIA NA FORMAÇÃO MÉDICA A
PARTIR DA PRODUÇÃO DO VÍDEO
REFERENCIAL
TEÓRICO
Diretrizes
Curriculares
Nacionais
Projeto Pedagógico
do
curso
de
Medicina
Aprendizagem
significativa

OBJETIVO ESPECÍFICO

QUESTÃO NORTEADORA

Relacionar as habilidades e competências Quais as habilidades e competências
requeridas para a formação médica.
gerais e específicas requeridas em
neurologia para a formação médica?
Introduzir o uso de metodologias ativas.
O que diz o PPP sobre metodologias
ativas?
Identificar nos vídeos as habilidades e Habilidades e competências específicas
competências requeridas em Neurologia para Conteúdos
a formação médica.

Produção de vídeos
por alunos
Interpretar a análise feita dos vídeos pelos
discentes por seus pares.
Uso de vídeos em
sala de aula
nos
vídeos
produzidos
as
Analisar
habilidades e competências demonstradas.
Ação educativa e
divulgação
da Avaliar a aquisição dos conteúdos e
ciência
conceitos em Neurologia nas temáticas
desenvolvidas nos vídeos.

Questionário Ficha I
Parte dissertativa
Sugestões e críticas
Ficha II (parte assinalada as habilidades e
competências)

Ficha III (avaliação dos conteúdos)

Anexo II – Aprovação do Comitê de Ética

Anexo III – Cópia do Melhor Vídeo Produzido pelos Alunos

Anexo IV – Questionários de Avaliação

FICHA I
Instrumento de pesquisa

1- Apresentar, junto com o vídeo, Ficha Técnica contendo informações sobre:
Equipe técnica;
Tempo de duração do vídeo;
Sinopse.

FICHA II
Questionário de avaliação do vídeo
1- Após assistir ao vídeo, assinale sua opinião sobre:
Vídeo 1:
a) valores cinematográficos:
Item
Ótimo

Bom

Moderado

Fraco

Ruim

Som
Cenário
Efeito especial
Diálogo
Enredo
Figurino

( ) sim
b) Clareza
c) Criatividade
( ) sim
d) Coerência
( ) sim
e) Contextualização
( ) sim
f) Questões éticas
( ) sim
g) Questões sociais
( ) sim
h) Autonomia
( ) sim
i) Liderança
( ) sim
j) Grau de entendimento: ( ) fácil
Vídeo 2:
a) valores cinematográficos:
Item
Ótimo

Bom

(
(
(
(
(
(
(
(
(

) não
) não
) não
) não
) não
) não
) não
) não
) razoável

Moderado

Fraco

(

) difícil

Ruim

Som
Cenário
Efeito especial
Diálogo
Enredo
Figurino

b) Clareza
( ) sim
c) Criatividade
( ) sim
d) Coerência
( ) sim
e) Contextualização
( ) sim
f) Questões éticas
( ) sim
g) Questões sociais
( ) sim
h) Autonomia
( ) sim
i) Liderança
( ) sim
j) Grau de entendimento: ( ) fácil

(
(
(
(
(
(
(
(
(

) não
) não
) não
) não
) não
) não
) não
) não
) razoável

(

) difícil

Vídeo 3:
a) valores cinematográficos:
Item
Ótimo

Bom

Moderado

Fraco

Ruim

Som
Cenário
Efeito especial
Diálogo
Enredo
Figurino

b) Clareza
( ) sim
c) Criatividade
( ) sim
d) Coerência
( ) sim
e) Contextualização
( ) sim
( ) sim
f) Questões éticas
g) Questões sociais
( ) sim
h) Autonomia
( ) sim
i) Liderança
( ) sim
j) Grau de entendimento: ( ) fácil

(
(
(
(
(
(
(
(
(

) não
) não
) não
) não
) não
) não
) não
) não
) razoável

(

) difícil

Vídeo 4:
a) valores cinematográficos:
Item
Ótimo

Bom

Moderado

Fraco

Ruim

Som
Cenário
Efeito especial
Diálogo
Enredo
Figurino

( ) sim
b) Clareza
c) Criatividade
( ) sim
d) Coerência
( ) sim
( ) sim
e) Contextualização
f) Questões éticas
( ) sim
g) Questões sociais
( ) sim
h) Autonomia
( ) sim
i) Liderança
( ) sim
j) Grau de entendimento: ( ) fácil

(
(
(
(
(
(
(
(
(

) não
) não
) não
) não
) não
) não
) não
) não
) razoável

(

) difícil

Vídeo 5:
a) valores cinematográficos:
Item
Ótimo

Bom

Moderado

Fraco

Ruim

Som
Cenário
Efeito especial
Diálogo
Enredo
Figurino

b) Clareza
( ) sim
c) Criatividade
( ) sim
( ) sim
d) Coerência
e) Contextualização
( ) sim
f) Questões éticas
( ) sim
g) Questões sociais
( ) sim
h) Autonomia
( ) sim
i) Liderança
( ) sim
j) Grau de entendimento: ( ) fácil

(
(
(
(
(
(
(
(
(

) não
) não
) não
) não
) não
) não
) não
) não
) razoável

(

) difícil

2- Comente o filme de que você mais gostou:
________________________________________________________________
________________________________________________________________
________________________________________________________________
________________________________________________________________
________________________________________________________________
________________________________________________________________
________________________________________________________________
________________________________
3- Na sua opinião, qual a cena chamou mais a sua atenção? Justifique.
________________________________________________________________
________________________________________________________________
________________________________________________________________
________________________________________________________________
________________________________________________________________
________________________________________________________________
________________________________________________________________
________________________________

4- O filme contribuiu para o seu aprendizado na disciplina? Justifique.
________________________________________________________________
________________________________________________________________
________________________________________________________________
________________________________________________________________
________________________________________________________________
________________________________________________________________
________________________________________________________________
________________________________
5- O filme contribuiu para a sua formação médica? Justifique.
________________________________________________________________
________________________________________________________________
________________________________________________________________
________________________________________________________________
7- Sugestões:
________________________________________________________________
________________________________________________________________
________________________________________________________________
________________________________________________________________
________________________________________________________________
________________________________________________________________
________________________________________________________________

FICHA III
Análise do conteúdo
Aluno: _______________________________________________________
Turma: ________________
1) Como se manifesta o quadro clínico do Acidente Vascular Cerebral (AVC)
nas seguintes topografias?
a) Artéria cerebral anterior (ACA):
__________________________________________________________
__________________________________________________________
__________________________________________________________
__________________________________________________________
__________________________________________________________
__________________________________________________________
__________________________________________________________
_____________________________
b) Artéria cerebral média (ACM):
__________________________________________________________
__________________________________________________________
__________________________________________________________
__________________________________________________________
__________________________________________________________
__________________________________________________________
__________________________________________________________
_____________________________
c) Artéria cerebral posterior (ACP):
__________________________________________________________
__________________________________________________________
__________________________________________________________
__________________________________________________________
__________________________________________________________
__________________________________________________________
__________________________________________________________
_____________________________
d) Artéria basilar (AB):
__________________________________________________________
__________________________________________________________
__________________________________________________________
__________________________________________________________
__________________________________________________________

2) Quais os fatores de risco para o AVC?
__________________________________________________________
__________________________________________________________
__________________________________________________________
__________________________________________________________
__________________________________________________________
__________________________________________________________
__________________________________________________________
3) Quais alterações no exame neurológico para:
a) ACA
__________________________________________________________
__________________________________________________________
__________________________________________________________
__________________________________________________________
__________________________________________________________
__________________________________________________________
__________________________________________________________

b) ACM
__________________________________________________________
__________________________________________________________
__________________________________________________________
__________________________________________________________
__________________________________________________________
__________________________________________________________
__________________________________________________________
c) ACP
__________________________________________________________
__________________________________________________________
__________________________________________________________
__________________________________________________________
__________________________________________________________
__________________________________________________________
__________________________________________________________
d) AB
__________________________________________________________
__________________________________________________________
__________________________________________________________
__________________________________________________________

Anexo V – Certificado de Apresentação no Congresso Brasileiro de Ensino Médico

Anexo VI – Declaração de Submissão de Artigo para Revista Científica

Anexo VII – Produto da Pesquisa: Relatório Técnico Oficina II CAIITE

II Congresso Acadêmico Integrado de Inovação e Tecnologia
Relatório Oficina Ciência e Tecnologia para o
Desenvolvimento Social
A pes

tivas no processo de ensino
, realizada com os discentes do curso de
graduação em Medicina da Universidade Federal de Alagoas proporcionou como
produto: Oficina de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento Social como
parte da programação durante o II CAIITE (Congresso Acadêmico Integrado de
Ciência e Tecnologia).
No dia 20 de agosto de 2014, no Centro de Convenções Gustavo
Leite/Jaraguá, onde foi sediado o Congresso Acadêmico Integrado de Inovação e
Tecnologia (CAIITE), ocorreu à oficina de Ciência e Tecnologia para o
Desenvolvimento Social com a finalidade de possibilitar o debate, a reflexão e a
popularização da tecnologia e da inovação como elementos essenciais para o
desenvolvimento social.
A oficina, organizada com o intuito de mostrar que a saúde da população é
fundamental para o desenvolvimento social, trabalhou a temática saúde na
perspectiva de que promoção, prevenção e cuidados com a saúde não é uma
questão técnica, mas social. Enfatizar problemas, que acometem a população,
provocados pelo AVC é relevante devido ao custo social e econômico causado pelo
fato de ser uma doença com alto índice de morbimortalidade e pela incapacidade
de produzir.
A oficina contou com a participação de três palestrantes Profa. Dra. Lenilda
Austrilino, Profa. Dra. Mércia Lamenha Medeiros e Profa. Mestranda Analuiza S.
Tenório Luna Sarmento. Ocorreu em dois turnos (matutino e vespertino), tendo sido
dado ênfase ao vídeo produzido pelos discentes do sexto período de Medicina do
ano corrente, com a finalidade de mostrar e divulgar para a população que o vídeo
de Acidente Vascular Cerebral (AVC), além de instrumento de aprendizado para os
discentes de Medicina, pode ser utilizado para divulgação e orientações preventivas
dessa patologia junto à população.

Figura 1 - professoras e alunos responsáveis pela Oficina

Nesse encontro, estavam presentes: estudantes, técnicos e professores das
áreas de: saúde, exatas, humanas, sociais, informática, análise e desenvolvimento
de sistemas, ciências biológicas e da terra e de tecnologia das Universidades e
Faculdades locais.

Figura 2 - participantes da Oficina período manhã

A oficina começou às 9h, no período da manhã e às 14h no período da tarde.
Ambas seguiram a mesma sistemática. Foram iniciadas com uma dinâmica de
apresentação dos participantes, preparando-os para a interação entre eles.
Posteriormente, os objetivos da oficina foram expostos, visando criar as condições

para a contextualização e compreensão da atividade. De acordo com o planejado, o
vídeo sobre fatores de risco de AVC foi apresentado e em seguida ocorrendo a
discussão, abordando o vídeo como ferramenta de ensino e como multiplicador de
informações relevantes para a população. Ao final, foram distribuídas fichas de
avaliação sobre a oficina, em anexo, para serem respondidas pelos participantes.
O debate aconteceu de forma muito interessante, contando com a
participação maciça dos presentes, cada um apresentando dúvidas, sugestões ou
considerações, em aproximadamente uma hora de discussão. Vários aspectos
foram abordados entre os quais os mais enfatizados foram os relacionados à
linguagem utilizada, os problemas sociais que acometem as pessoas que tiveram
AVC e a mudança de hábitos requerida para minimizar os riscos de AVC.
Na análise das fichas de avaliação, foi observada a presença predominante
de pessoas da UFAL e de outras instituições como Governo Estadual, UNCISAL,
FITS, FIEA, CESMAC, FACIMA e SENAC. No tocante ao grau de escolaridade,
houve predomínio do nível superior incompleto, seguido por outros níveis como
ensino médio, superior completo e especialização.
As principais avaliações no que diz respeito a aspectos da oficina variaram
entre ótimo e bom, com relação a satisfação/expectativa do evento, coerência do
conteúdo, carga horária, aplicabilidade do material apresentado, aprofundamento
do tema, atualidade do conteúdo, alcance dos objetivos propostos e capacidade de
inovação. No tocante a utilidade do vídeo apresentado, os presentes o
consideraram um ótimo material.
Ainda na ficha de avaliação, houve espaço para críticas e sugestões que
foram de extrema riqueza para a nossa pesquisa por percebermos que os
participantes ficaram à vontade para fazer contribuições de naturezas diversas,
dando opiniões tanto verbalmente quanto por escrito.
De acordo com as fichas de avaliação, podemos afirmar que a oficina atingiu
os objetivos quando os participantes escrevem:
ter mais oficinas com esses temas, pois são ótimos, esclarecem bastante o
aprendizado que levamos para a vida cotidiana...” “interessante por mostrar uma
forma de estimular o estudo” “ótima oficina, mostrou vários conhecimentos novos
em relação aos temas abordados, principalmente AVC... foi muito satisfatório estar
presente nessa oficina...” “gostei bastante, me deu lições para a vida…”.
Quanto à metodologia utilizada, os participantes escreveram:
muito interessante e interativo... foi válido para o nosso conhecimento...”
“muito interessantes as metodologias de ensino apresentadas, muito úteis...” “muito
bom... Gostei muito da palestra. Mesmo não sendo da área de Medicina, serviu
para o conhecimento e enriquecimento nessa área…” “oficina extremamente
dinâmica, objetiva e de grande riqueza de conhecimento para a saúde… “ “oficina
extremamente sedutora, dinâmica, não deixando margem para crítica negativa…”
“foi um ótimo assunto e uma ótima discussão, só acho que poderia ter tido mais
debate…” “gostei bastante da iniciativa” “essa forma de avaliação é mais dinâmica
e ampla, além de ser um método mais atrativo para o aprendizado

Os participantes comentaram também sobre as expectativas em relação à
oficina:
“achei a oficina muito boa, pois esperava algo monótono e ela conseguiu
prender minha atenção... Também gostaria de parabenizar pelo tempo de oficina
que não foi muito prolongado nem curto demais, o que é difícil de encontrar hoje em
dia…” “achei a apresentação muito restrita a área da saúde, pois o tema da oficina
é ciência e tecnologia para o desenvolvimento social. Deveria ter abordado mais
temas sociais como: educação, cultura, história, luta de classes, tema muito
abrangente para uma oficina de certo modo específica, ou seja, não foi delimitado o
tema…” “o desenvolvimento da atividade foi bom, pois estimulou a participação da
plateia, o que tornou a apresentação leve e mais aproveitável…” “o tema é tão
importante que deveria haver um debate maior...”
Houve também sugestões como:
“mostrar o impacto do vídeo para a população em geral, mostrando a opinião
do público que assistiu (em especial a comunidade quilombola)... Muito bom...”
“cuidado com direitos autorais, no caso a trilha sonora (foi criada pelo grupo?)...”.
Reflexões:
“A busca do sentido e significado das coisas deve se constituir como
elemento importante para todos aqueles que se propõem à difícil tarefa de
compartilhar o conhecimento. Atingiu o objetivo em toda sua plenitude...”
Elogios: “Gostei bastante da oportunidade que a disciplina de Neurologia me
proporcionou, pois provavelmente não teria vindo ao CAIITE sem o convite da
professora Analuiza. Recomendaria aos colegas... Foi boa, mas deveria ter
abrangido mais o tema”. “As palestrantes são muito boas e explicam muito bem...”
“Os grandes universitários de Medicina têm que ter gosto pelo que fazem para
serem bons médicos, pois o paciente vai gostar do bom médico...”.
Dessa forma, foi possível viabilizar o Produto de Intervenção, no sentido de
incrementar e impactar a qualidade do ensino aprendizagem através da inovação
de práticas pedagógicas. Há lucros em utilizar o material produzido em ações de
educação em saúde para comunidades de leigos.
Em anexo, ficha de avaliação e lista de presença dos turnos matutino e
vespertino, assinadas pelos participantes e declaração de participação no evento.