2- Andrea Patrícia da Silva - SÍNDROME DE BURNOUT E ESTRATÉGIAS DE COPING EM PRECEPTORES DE UM HOSPITAL PÚBLICO DE URGÊNCIA E EMERGÊNCIA

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UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS
FACULDADE DE MEDICINA
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ENSINO NA SAÚDE

SÍNDROME DE BURNOUT E ESTRATÉGIAS DE COPING EM PRECEPTORES DE
UM HOSPITAL PÚBLICO DE URGÊNCIA E EMERGÊNCIA

ANDREA PATRICIA DA SILVA

Maceió
2017

2

UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS
FACULDADE DE MEDICINA
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ENSINO NA SAÚDE

SÍNDROME DE BURNOUT E ESTRATÉGIAS DE COPING EM PRECEPTORES DE
UM HOSPITAL PÚBLICO DE URGÊNCIA E EMERGÊNCIA

Trabalho acadêmico de conclusão de curso apresentado
ao Programa de Pós-graduação em Ensino na Saúde da
Universidade Federal de Alagoas para obtenção do título
de mestre em Ensino na Saúde.
Orientadora: Divanise Suruagy Correia
Coorientador: Jorge Arthur Peçanha de Miranda Coelho

Maceió
2017

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Catalogação na fonte
Universidade Federal de Alagoas
Biblioteca Central
Bibliotecária Responsável: Janaina Xisto de Barros Lima
S586s

Silva, Andrea Patricia da.
Síndrome de Burnout e estratégias de coping em preceptores de um hospital
público de urgência e emergência / Andrea Patrícia da Silva. – 2018.
65f. : il.
Orientadora: Divanise Suruagy Correia.
Coorientador: Jorge Arthur Peçanha de Miranda Coelho.
Dissertação (Mestrado Profissional em Ensino na Saúde) – Universidade
Federal de Alagoas. Faculdade de Medicina. Programa de Pós-Graduação em
Ensino na Saúde. Maceió, 2017.
Inclui bibliografia.
Apêndices: f. 56-57.
Anexos: f. 58-65.
1. Educação em saúde. 2. Preceptoria. 3. Saúde do trabalhador.
4. Esgotamento profissional. 5. Doenças profissionais. 6. Condições de trabalho.
I. Título.
CDU: 616:378

4

5

AGRADECIMENTOS

Aos meus familiares, pelo incentivo e apoio constante. Em especial ao meu marido, Ilo
Franco, e a minha filha, Laís Franco, pela paciência nas ausências e carinho incondicional nas
presenças.
À professora doutora Divanise Suruagy Correia, pelo acolhimento, incentivo e orientação.
Ao professor doutor Jorge Arthur Peçanha de Miranda Coelho, pela cooperação e confiança.
As colegas de trabalho, em especial a Flávia Leal e Carmen Marques, pelo apoio nos
momentos de cansaço e desânimo, além de estarem presentes e atuantes no produto de
intervenção.
Aos preceptores participantes da pesquisa, que possibilitaram a viabilização deste trabalho.
A todo corpo docente e técnico que compõe o mestrado profissional de ensino na saúde, meu
agradecimento afetuoso.
A todos os colegas de percurso do mestrado da turma de 2015, grande abraço de gratidão.
E a todos que, direta ou indiretamente, contribuíram para o desenvolvimento desta pesquisa.

Muito obrigada!

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RESUMO GERAL
Este trabalho Acadêmico de Conclusão de Curso – TACC, composto por um artigo
científico e um produto de intervenção, analisa qual a ocorrência das dimensões da síndrome
de burnout, bem como as associações com os fatores que compõem as estratégias de coping
utilizadas pelos preceptores em um hospital de urgência e emergência de Maceió. A pesquisa
consiste em um estudo de delineamento descritivo transversal quantitativo. Conta-se com uma
amostra por conveniência de 124 profissionais das áreas de serviço social, enfermagem,
medicina e psicologia que, além da assistência aos usuários, exercem o papel de preceptores
dentro de suas atividades de rotina. São utilizadas estatísticas descritivas; teste qui-quadrado
(χ2); análise de variância (ANOVA) com testes post hoc; análise de correlação r Pearson.
Verifica-se que 66,1% dos sujeitos (f=82) atuam em mais de uma instituição de saúde e
possuem carga horária média de 51,83 horas semanais (DP=15,08). Dentro das estratégias de
coping, o fator reavaliação positiva é o mais prevalente para a amostra, demonstrando um
enfoque emocional para lidar com os estressores no ambiente. O segundo fator evidenciado é
a resolução de problemas, mais eficaz no cotidiano dos serviços. Quanto ao MBI, evidenciase que a amostra estudada apresenta escore médio para as três dimensões de burnout: 60
(48,4%) exaustão emocional, 57 (46,0%) despersonalização e 54 (43,5%) realização
profissional. A síndrome de burnout é de ordem pessoal e institucional, portanto, faz-se
necessário que as instituições repensem as formas de gestão, assim como proporcionem
condições laborais mais adequadas, minimizando os agentes causadores de estresse e
ampliando os recursos para utilização de estratégias de coping mais apropriadas. Após a
obtenção dos resultados, o produto de intervenção tem como objetivo promover ações que
visem à diminuição dos níveis de estresse gerados pelo cotidiano das atividades laborais,
prevenindo doenças e gerando bem-estar geral. Também é formatada uma cartilha informativa
sobre burnout e sugestões de administração do estresse.

DESCRITORES: esgotamento profissional, saúde do trabalhador, doenças profissionais,
preceptoria, ensino na saúde, condições de trabalho.

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ABSTRACT
This undergraduate thesis – TCC, composed of a scientific article and an intervention
product analyzes the occurrence of Burnout Syndrome dimensions and associations with
factors that compose the coping strategies used by preceptors in an emergency hospital and
emergency room of Maceió. The study consisted of a quantitative descriptive cross-sectional
study. There was a non-probabilistic sample of 124 professionals from social service, nursing,
medicine and psychology areas who, besides assistance to the users, play the role of
preceptors within their routine activities. Descriptive statistics, chi-square test (χ2), analysis of
variance (ANOVA) with post hoc tests, and r Pearson correlation analysis were used. We
verified that 66.1% of the subjects (f = 82) work in more than one health institution, and have
an average workload of 51.83 hours per week (SD = 15.08). Within coping strategies, the
positive reassessment factor was the most prevalent for our sample, demonstrating an
emotional focus to deal with the stressors in the environment. The positive reassessment
factor was the most prevalent for the sample, demonstrating an emotional focus to deal with
the environment stressors. The second factor evidenced was problem solving, more effective
in the daily services. Regarding MBI, it was evidenced that the sample studied presented a
mean score for the three dimensions of burnout: 60 (48.4%) emotional exhaustion, 57 (46.0%)
depersonalization and 54 (43.5%) professional achievement. Burnout syndrome is personal
and institutional; therefore, it is necessary that institutions rethink management forms, and
provide more adequate working conditions to minimize agents causing stress and increase
resources for the use of more appropriate coping strategies. After obtaining results, the
intervention product aimed to promote actions meant to reduce stress levels created by daily
work activities, preventing diseases and generating general welfare. An informative primer on
burnout and suggestions for stress management was also made.

KEYWORDS: professional exhaustion, worker health, occupational diseases, preceptor,
health education, working conditions.

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LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS

ABEP -

Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa

EE

-

Exaustão Emocional

DP

-

Despersonalização

FAL

-

Faculdade de Alagoas

HGE -

Hospital Geral Osvaldo Brandão Vilela

MBI

-

Inventário de burnout de Maslach

MS

-

Ministério da Saúde

MPES -

Mestrado Profissional de Educação na Saúde

RP

-

Realização Profissional

SB

-

Síndrome de Burnout

SESAU -

Secretaria de Saúde do Estado de Alagoas

SQVT -

Seção de Qualidade de Vida no Trabalho

UNCISAL -

Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas

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SUMÁRIO

1 APRESENTAÇÃO ............................................................................................................. 11

2 Artigo: Síndrome de burnout e estratégias de coping em preceptores de hospital
público de urgência e emergência ........................................................................................ 14
2.1 Introdução ........................................................................................................................ 16
2.1.1 Estratégias de Coping e Síndrome de Burnout........................................................... 17
2.2 Método .............................................................................................................................. 21
2.2.1 Tipo de Pesquisa ........................................................................................................... 21
2.2.2 Amostra ......................................................................................................................... 21
2.2.3 Coleta de Dados e Procedimentos ............................................................................... 21
2.2.4 Análise dos Dados ......................................................................................................... 23
2.2.5 Aspectos Éticos .............................................................................................................. 23
2.3 Resultados ........................................................................................................................ 23
2.4 Discussão .......................................................................................................................... 27
2.5 Considerações Finais ....................................................................................................... 32
Referências ............................................................................................................................. 33

3 PRODUTO 1: DOS QUE CUIDAM: ALÍVIO DAS TENSÕES.............................. ......37
3.1 Público-alvo ...................................................................................................................... 37
3.2 Introdução ........................................................................................................................ 37
3.3 Objetivos ........................................................................................................................... 39
3.3.1 Objetivo Geral .............................................................................................................. 39
3.3.2 Objetivos Específicos .................................................................................................... 40
3.4. Metodologia ..................................................................................................................... 40
3.5 Cronograma de Atividades 2017 ................................................................................... 45
3.6 Avaliação Inicial do Produto .......................................................................................... 45
Referências ............................................................................................................................. 46

4 PRODUTO 2: Cartilha sobre burnout e gerenciamento dos estressores ...................... 47

10

5 Considerações Finais do Trabalho Acadêmico....... .................................................... ......53
Referências Gerais ............................................................................................................ ..... 54
APÊNDICE 1 – Caracterização dos profissionais ............................................................. 58
ANEXO 1 – Inventário de Burnout de Maslach (MBI) ...................................................... 60
ANEXO 2 – Inventário de Estratégias de Coping ......................................................... ..... 62
ANEXO 3 – Questionário Sociodemográfico da Associação Brasileira de Empresas de
Pesquisa (ABEP) .................................................................................................................... 66
ANEXO 4 – Ficha de informação sobre o Produto de Intervenção.................................. 68
ANEXO 5 – Comprovante de Submissão............................................................................ 70

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1 APRESENTAÇÃO

A experiência de participar da equipe da Seção de Qualidade de Vida no Trabalho
(SQVT) do Hospital Geral Osvaldo Brandão Vilela (HGE), objetivando melhorar as
condições de trabalho e, consequentemente, a saúde e bem-estar dos servidores é o que
motiva pesquisar o tema burnout e estratégias de coping, visto que os afastamentos das
atividades laborativas por questões relacionadas à saúde mental vêm crescendo ao longo dos
anos na instituição.
O HGE é um hospital público de urgência e emergência, cenário de práticas para
instituições de ensino superior que tenham estabelecido convênio com a Secretaria de Saúde
do Estado de Alagoas (SESAU), pela lei federal de nº 11.788 de 25/09/2008 e portaria
normativa nº 01/2011 da referida secretaria estadual. Seus profissionais atuam como
preceptores de estágio a depender do interesse pessoal, da determinação da chefia imediata e
da demanda das instituições de ensino conveniadas.
Percebemos que a relação do ser humano com o trabalho ocupa muito espaço em
suas vidas, dedicando extrema energia e empenho (MALLAR; CAPITÃO, 2004), podendo
ocasionar um aumento crescente de doenças relacionadas ou agravadas pela realização das
atividades laborais, como acontece nas instituições de saúde (MUROFUSE; ABRANCHES;
NAPOLEÃO, 2005).
Ao nos reportar aos cotidianos dos profissionais da saúde em uma unidade de
emergência – e que também assumem o papel de preceptores, tão importante e necessário à
formação de novos profissionais – percebemos que estes são permeados de situações que
envolvem conflitos e tensões passíveis de gerar estresse. Deles são exigidos conhecimentos
técnicos, científicos, habilidades e competências que, muitas vezes, vão além de suas próprias
formações. Uma equipe que atua em emergência se depara com inúmeras situações, podendo
estas ser desencadeadoras tanto de satisfação, quanto de frustração, sofrimento, impotência,
dentre outros sentimentos (MARTINEZ et al, 2007; PAI et al, 2015).
Nesta realidade, percebemos o quão complexo pode ser o duplo compromisso desses
profissionais de saúde no desenvolvimento de seus papéis assistenciais numa instituição de
urgência e emergência, atrelado às atividades inerentes à preceptoria. Tal função é
responsável pela orientação, monitoramento e avaliação da prática dos acadêmicos, além da

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integração destes com outros profissionais da equipe – em condições precárias de trabalho,
com acúmulo de funções e poucas oportunidades para educação permanente.
Sendo assim, manter o bem-estar físico, psicológico e social está se tornando uma
tarefa difícil. O desgaste ao qual as pessoas são submetidas – nos ambientes e nas relações
com o trabalho e com o ensino na saúde dentro do caos instaurado – é um dos fatores mais
significativos na determinação das doenças e pode levar à instalação de problemas de ordem
física ou psíquica, caracterizados pelo estresse (FRANÇA, RODRIGUEZ, 2002).
Diante da crescente necessidade de estudos voltados aos preceptores, da existência
de condições laborais desfavoráveis, da baixa autonomia na resolução das dificuldades, das
grandes jornadas de trabalho a que estão submetidos e do acúmulo de funções (que os leva ao
estresse), torna-se necessário responder à seguinte pergunta de pesquisa: qual a ocorrência das
dimensões da síndrome de burnout e associações com os fatores das estratégias de coping
utilizadas pelos preceptores em um hospital de urgência e emergência de Maceió?
A pesquisa é desenvolvida com 124 trabalhadores do HGE, que também realizam
atividades de preceptoria, envolvendo profissionais das áreas de enfermagem, medicina,
psicologia e serviço social. Tem por objetivo geral analisar qual a ocorrência das dimensões
da síndrome de burnout e os fatores que compõem as estratégias de coping mais utilizadas
pelos preceptores em um hospital de urgência e emergência de Maceió. Especificamente
objetivamos identificar aspectos sociodemográficos e profissionais dos preceptores; detectar a
ocorrência das dimensões de burnout, bem como verificar os fatores das estratégias de coping
utilizadas.
A partir da análise dos resultados e conclusões da pesquisa, percebemos a
necessidade premente da implantação e implementação de ações que contribuam para a
melhoria da qualidade de vida dos profissionais, minimizando os riscos para doenças
decorrentes do estresse ocupacional, desencadeadores de burnout.
Com isso, o produto de intervenção proposto objetiva a promoção de ações que
visem à diminuição dos níveis de estresse gerados pelo cotidiano das práticas laborativas,
prevenindo doenças e gerando bem-estar geral.
Esta pesquisa, na sua totalidade, atinge os objetivos propostos e possibilita reflexões
sobre as necessidades da melhoria das condições de trabalho, a necessidade da administração

13

do estresse e a qualificação pessoal nas estratégias de coping. Sobretudo, mostra a
necessidade de buscar parcerias e engajamento dos gestores para a consolidação das ações
propostas, buscando maiores fontes de autonomia na resolução dos problemas para os
preceptores.

14

2 ARTIGO: SÍNDROME DE BURNOUT E ESTRATÉGIAS DE COPING EM
PRECEPTORES DE HOSPITAL PÚBLICO DE URGÊNCIA E EMERGÊNCIA
RESUMO
A aprendizagem pelo trabalho nos cenários de prática tem muita importância no ensino na
saúde. Porém, o preceptor se apresenta em condições desfavoráveis nas relações sociais do
trabalho, com condições laborais precárias e pouca oportunidade para educação permanente,
relevantes indutores de adoecimento ocupacional. O estresse ocupacional crônico, em que as
estratégias de coping se tornam ineficazes, pode conduzir ao esgotamento denominado
síndrome de burnout. Este artigo tem como objetivo analisar qual a ocorrência das dimensões
da síndrome de burnout e associações com os fatores que compõem as estratégias de coping
utilizadas pelos preceptores em um hospital de urgência e emergência de Maceió. Esta
pesquisa consiste em um estudo de delineamento descritivo transversal quantitativo.
Contamos com uma amostra por conveniência de 124 profissionais das áreas de serviço
social, enfermagem, medicina e psicologia que, além da assistência aos usuários, exercem o
papel de preceptores dentro de suas atividades de rotina. São utilizadas estatísticas descritivas;
teste qui-quadrado (χ2); análise de variância (ANOVA) com testes post hoc; análise de
correlação r Pearson. Verifica-se que 66,1% dos sujeitos (f=82) atuam em mais de uma
instituição de saúde e possuem carga horária média de 51,83 horas semanais (DP=15,08).
Dentro das estratégias de coping, o fator reavaliação positiva é o mais prevalente para a
amostra, demonstrando um enfoque emocional para lidar com os estressores no ambiente. O
segundo fator evidenciado é a resolução de problemas, mais eficaz no cotidiano dos serviços.
Quanto ao MBI, evidenciamos que a amostra estudada apresenta escore médio para as três
dimensões de burnout: 60 (48,4%) exaustão emocional, 57 (46,0%) despersonalização e 54
(43,5%) realização profissional. A síndrome de burnout é de ordem pessoal e institucional,
portanto, faz-se necessário que as instituições repensem as formas de gestão, assim como
proporcionem condições laborais mais adequadas, minimizando os agentes causadores de
estresse e ampliando os recursos para utilização de estratégias de enfrentamento mais
apropriadas.

DESCRITORES: esgotamento profissional, saúde do trabalhador, doenças profissionais,
preceptoria, ensino na saúde, condições de trabalho.

15

ARTICLE: BURNOUT SYNDROME AND COUNSELING STRATEGIES IN
PRECEPTORS OF PUBLIC EMERGENCY AND EMERGENCY HOSPITAL
ABSTRACT
Learning by working in practice scenarios is very important in health education areas.
However, the preceptor presents unfavorable conditions in social work relations, with
precarious working conditions, and little opportunity for permanent education, relevant
inducers of occupational illness. Chronic occupational stress, where the coping strategies
become ineffective, can lead to exhaustion named Burnout syndrome. This article aims to
analyze the occurrence of Burnout Syndrome dimensions and associations with the factors
that compose coping strategies used by preceptors in an emergency and emergency hospital in
Maceió. This research consisted of a descriptive cross-sectional quantitative study.
Descriptive statistics, chi-square test (χ2), analysis of variance (ANOVA) with post hoc tests,
and r Pearson correlation analysis were used. We verified that 66.1% of the subjects (f = 82)
work in more than one health institution, and have an average workload of 51.83 hours per
week (SD = 15.08). Within coping strategies, the positive reassessment factor was the most
prevalent for our sample, demonstrating an emotional focus to deal with the stressors in the
environment. The positive reassessment factor was the most prevalent for the sample,
demonstrating an emotional focus to deal with the environment stressors. The second factor
evidenced was problem solving, more effective in the daily services. Regarding MBI, it was
evidenced that the sample studied presented a mean score for the three dimensions of burnout:
60 (48.4%) emotional exhaustion, 57 (46.0%) depersonalization and 54 (43.5%) professional
achievement. Burnout syndrome is personal and institutional; therefore, it is necessary that
institutions rethink management forms, and provide more adequate working conditions to
minimize agents causing stress and increase resources for the use of more appropriate coping
strategies.

KEYWORDS: professional exhaustion, worker health, occupational diseases, preceptor,
health education, working conditions.

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2.1 Introdução

Desde tempos mais remotos, as intensas transformações da relação do ser humano
com o trabalho vêm ocorrendo. O trabalho ocupa muito espaço na vida das pessoas, com
pouco tempo para outras demandas e necessidades. Este fato pode gerar um impacto direto na
saúde física e mental. Contemporaneamente, o imediatismo, a pressa e a necessidade de
consumo se reverbera no corpo e na mente dos indivíduos, como forma de subjetivação desta
realidade hipermoderna (MELRO, 2014; MACIEL et al, 2015; SILVA, BERNARDO,
SOUZA, 2016).
Diante disto, condições desfavoráveis – como as relações sociais do trabalho, ritmo
intenso, alta competitividade, baixa prevenção e pouca responsabilidade em relação a
acidentes de trabalho, falta de reconhecimento e valorização social, fragilização dos vínculos,
banalização da injustiça social, dentre outros aspectos – são relevantes indutores de
adoecimento ocupacional (SILVA, BERNARDO, SOUZA, 2016).
O profissional da saúde de serviços de urgência e emergência vive rotineiramente em
situações que abrangem conflitos e tensões passíveis de gerar estresse. É exigido do
profissional o conhecimento técnico, científico e habilidades e competências que, em algumas
situações, vão além de sua formação, podendo estas ser desencadeadoras tanto de satisfação,
quanto de frustração, sofrimento, impotência, dentre outros sentimentos. (MARTINEZ et al,
2007; PAI et al, 2015).
Somadas a isso, a precarização da infraestrutura para o trabalho com espaço físico
inadequado às atividades assistenciais, dimensionamento insuficiente dos recursos humanos e
carência de insumos, desencadeiam tensões e conflitos que se despontam de forma intensa e
estressante sobre os profissionais, ameaçando a saúde dos trabalhadores que atuam nos
serviços hospitalares de emergência (GALERT et al, 2009; PAI, LAUTERT, 2008).
Nesse contexto, os profissionais da rede (que atuam como preceptores) estão
inseridos em cenários de práticas que apresentam uma diversidade de problemas no que se
refere à política de pessoal, condições de precarização vividas no ambiente de trabalho,
acúmulo de tarefas, pouca oportunidade para uma formação pedagógica e para educação
permanente (JESUS, RIBEIRO, 2012).

17

Por todas estas características e singularidades do trabalho e educação em saúde na
atenção ao usuário e nas interrelações no ambiente laboral é que a aprendizagem pelo
trabalho, nos estágios e nas práticas em diferentes cenários, é tão fundamental, e a
complexidade da atuação do preceptor, tão grande. Visto que o espaço pedagógico vai além
da sala de aula, os cenários reais de trabalho processam as vivências e responsabilidades
compartilhadas entre os docentes, discentes, profissionais dos serviços e comunidade
(BREHMER, RAMOS, 2014; FEUERWERKER, 2011; REBNITZ et al, 2012).
Transformações nas bases filosóficas, metodológicas e organizacionais da educação
e do sistema de saúde brasileiros repercutiram nas instituições de ensino das áreas de saúde,
provocando desafios aos novos modos de organização do trabalho em saúde e às decorrentes
exigências a respeito do novo perfil dos profissionais (CIUFFO, RIBEIRO, 2008).
Porém, apesar do esforço do Ministério da Saúde (MS) para assumir a
responsabilidade na ordenação da formação dos recursos humanos do Sistema Único de
Saúde (SUS) e do empenho das instituições formadoras dos serviços de saúde em qualificar
os preceptores e fornecer infraestrutura para a atividade de preceptoria, ainda são muitos os
desafios para adequar à legislação as atribuições dos preceptores e verificar se estes se sentem
capacitados e com o perfil apropriado para esta função (JESUS, RIBEIRO, 2012;
SANT’ANA, PEREIRA, 2016).
No exercício da preceptoria, alguns profissionais podem sentir a pressão dos seus
deveres no cotidiano do ambiente de trabalho, que exige intervenções complexas e, em alguns
casos, o estresse de ser um preceptor, dentro de todas as condições preexistentes, pode
conduzir ao esgotamento. Os profissionais podem sentir que não realizam tudo o que é
necessário e estão oferecendo o serviço abaixo do que os discentes e pacientes merecem e
precisam. Com isto, o estresse crônico, a pouca habilidade e possibilidade para a utilização
das estratégias de coping adequadas podem levar ao adoecimento, como a síndrome de
burnout, por exemplo (DZIEDZIC, 2010).

2.1.1 Estratégias de Coping e Síndrome de Burnout
Não há na língua portuguesa um sinônimo exato que expresse a complexidade do
termo coping. Seria algo como: “lidar com”, “enfrentar” ou “adaptar-se”. Inicialmente era
concebido como mecanismo de defesa, contudo, percebe-se que ele se dá como um processo

18

transacional entre a pessoa e o ambiente, funcionando como administrador da situação
estressora (ANTONIAZZI; DELL’AGLIO; BANDEIRA, 1998; FOLKMAN E LAZARUS,
1980).
O coping implica como o evento é percebido, interpretado e cognitivamente
representado pelo indivíduo, buscando-se uma mobilização de esforços para administrar as
demandas internas (do próprio indivíduo) ou externas (do ambiente) que nascem da sua
interrelação com o mundo (FOLKMAN, LAZARUS, 1980).
Assim, o coping se dá pela tentativa individual de adaptação a circunstâncias adversas
e consideradas estressantes, tenha ela ou não sucesso no resultado (GUIDO, KLEINUBING,
UMANN, 2012). Visto isto, o processo de coping pode ter respostas efetivamente positivas

sobre o estressor, como também respostas negativas para a saúde e bem-estar do indivíduo.
A maneira como as pessoas lidam com as situações desgastantes depende, em parte,
dos recursos disponíveis e das restrições que inibem seu uso, que podem ser pessoais (físico,
psicológico, competências) sociais (rede de suporte social) e materiais (financeiros)
(CHAVES et al, 2000; FOLKMAN; MOSKOWITZ, 2007). A disponibilidade de recursos
varia de pessoa para pessoa, e também em um mesmo indivíduo, de acordo com o estágio do
desenvolvimento em que se encontra e com a avaliação do estressor (LAZARUS;
FOLKMAN, 1984).
As categorias classificatórias são os estilos e as estratégias de coping. Os estilos de
coping são estáveis, inconscientes e ligados a fatores individuais, ou seja, estão associados a
características da personalidade ou resultados de enfrentamento. Por outro lado, as estratégias
de coping denotam ações, pensamentos ou comportamentos relacionados a fatores
situacionais e podem mudar de acordo com o momento e avaliação específica do estressor em
questão (ANTONIAZZI; DELL’AGLIO; BANDEIRA, 1998; CHAMON, 2006; SEILD;
TRÓCCOLI; ZANNON, 2008).
No modelo interacionista cognitivo de Lazarus e Folkman (1984), sugere-se a divisão
das estratégias de coping em duas categorias funcionais: coping focalizado na emoção e
focalizado no problema.
O coping focado na emoção é determinado como um esforço para substituir ou regular
o desgaste emocional que é associado aos eventos estressantes (CHAVES et al, 2000). São
estratégias que resultam de processos defensivos, fazendo com que os indivíduos evitem

19

confrontar-se com a ameaça e realizem manobras cognitivas (fuga, distanciamento, aceitação,
entre outras) com a intenção de modificar o sentido da situação (GUIDO, KLEINUBING,
UMANN, 2012). A função destas estratégias é atenuar o efeito físico desagradável de um

estado de estresse.
O coping focalizado no problema constitui-se em um esforço para atuar na situação
que dá origem ao estresse, tentando modificá-la (ANTONIAZZI; DELL’AGLIO;
BANDEIRA, 1998). É necessário definir o problema, enumerar as alternativas e compará-las,
escolhendo uma ação. São estratégias voltadas para a realidade, consideradas mais
adaptativas, pois são capazes de modificar as pressões ambientais, de diminuir ou eliminar o
estressor (GUIDO, KLEINUBING, UMANN, 2012). Segundo Moskowitz (2007), em
oposição a um dado estressor, pode-se frequentemente utilizar estratégias com foco no
problema para o enfrentamento, minimizando os sentimentos decorrentes dele, reduzindo
estratégias focadas na emoção.
Nesta perspectiva, uma estratégia de coping não pode ser considerada como
intrinsecamente adaptativa ou mal adaptativa, tornando-se necessário considerar a natureza do
estressor, a disponibilidade de recursos de coping e o resultado do esforço de coping
(FOLKMAN; MOSKOWITZ, 2007).
Sendo assim, o coping, como processo multidimensional complexo relacionado ao
ambiente, às demandas físicas e materiais, assim como às características da personalidade e
experiências do indivíduo, necessita ser avaliado no contexto específico de estresse em que
ocorre. Contanto, para que as estratégias de coping no ambiente de trabalho sejam eficazes é
necessário que sejam implementadas ações conjuntas, tanto no âmbito individual como no
institucional, podendo favorecer a produtividade, o desempenho e a saúde dos trabalhadores
(ARAÚJO; SANTO; SERVO, 2009).
Para Benevides-Pereira e Gonçalves (2009), o estresse ocupacional crônico resulta na
síndrome multidimensional denominada burnout, na qual há uma inadequação ao
enfrentamento das dificuldades, que acontece quando esgotam outras estratégias para lidar
com o estresse.
A síndrome de burnout refere-se a um fenômeno de desgaste profissional, comumente
observável em profissionais que trabalham diretamente com pessoas, ou seja, incide mais
especificamente nos que se ocupam em cuidar dos demais, estando expostos às frequentes
pressões emocionais. Causada por um excessivo desgaste de energias e recursos, apresenta

20

sentimentos de fadiga, depressão, irritabilidade, aborrecimento, sobrecarga de trabalho,
rigidez e inflexibilidade (BARROS et al, 2008; BENEVIDES-PEREIRA et al, 2003;
CARLOTTO; CÂMARA, 2007; LAUTERT, 1997; MASLACK; JACKSON, 1981; PAI et
al, 2015).
É um processo formado por três dimensões relacionadas, mas que independem uma da
outra: exaustão emocional, despersonalização e baixa realização profissional. A exaustão
emocional (EE) é caracterizada pela falta ou carência de energia, entusiasmo e por sentimento
de esgotamento de recursos. Os trabalhadores ficam sem condições de despender energia para
a realização de suas atividades. Na despersonalização (DP), os profissionais passam a tratar os
usuários, colegas e a organização como objetos, até desenvolverem insensibilidade emocional.
Já a realização profissional (RP) se revela por uma tendência dos trabalhadores em se
autoavaliarem de forma negativa, sentindo-se infelizes, insatisfeitos e com sentimento de
baixa realização profissional (CARLOTTO; CÂMARA, 2007).
Reportando-nos à rotina dos profissionais que atuam no cuidado de indivíduos em
situações de emergência, podemos dizer que estes estão expostos a condições e ritmos de
trabalho exaustivos, pois lidam diretamente com a imprevisibilidade, o sofrimento e a morte.
Neste contexto já bastante complexo, alia-se a condição de ser preceptor, em que a relação
ensino/aprendizagem está em foco e as exigências pessoais e institucionais para dar conta das
demandas tornam-se contributivas para a geração do estresse ocupacional (RITTER et al,
2009; SANT’ANA, PEREIRA, 2016).
Pesquisas apontam a incidência de indivíduos acometidos pela síndrome de burnout
entre profissionais da saúde e educação, revelando altos índices de exaustão emocional,
despersonalização e baixa realização profissional. Neste sentido, a síndrome de burnout está
diretamente ligada às condições e características específicas do trabalho, com consequentes
demandas psicológicas e emocionais nos respectivos profissionais que ali atuam (GARLET et
al, 2009; MENDONÇA et al, 2012; NOVAIS et al, 2016; PAI et al, 2015).
Diante da crescente necessidade de estudos voltados aos preceptores, da importância de se ter
uma preceptoria de qualidade, da existência de condições laborais inadequadas, de grandes
jornadas de trabalho e o acúmulo de funções (o que pode levar ao adoecimento), este artigo se
propõe a analisar qual a ocorrência das dimensões da síndrome de burnout, bem como as
associações com os fatores que compõem as estratégias de coping utilizadas pelos preceptores
em um hospital de urgência e emergência de Maceió.

21

2.2 Método
2.2.1 Tipo de pesquisa
Esta pesquisa consiste em um estudo de delineamento descritivo transversal
quantitativo, realizado em um hospital público de urgência e emergência, cenário de práticas
para instituições de ensino superior que estabelecem convênio com a Secretaria de Saúde do
Estado de Alagoas, pela lei federal de nº 11.788 de 25/09/2008 e portaria normativa nº
01/2011 da referida secretaria estadual. Seus profissionais atuam como preceptores de estágio
a depender do interesse pessoal, da determinação da chefia e da demanda das instituições de
ensino.

2.2.2 Amostra
Contamos com uma amostra por conveniência de 124 profissionais que, além da
assistência aos usuários, exercem o papel de preceptores dentro de suas atividades de rotina.
Destes, 26 são (21,0%) assistentes sociais, 42 (33,9%) enfermeiros, 31 (25,0%) médicos e 25
(20,2%) psicólogos. Os participantes são convidados a participar da pesquisa. Na abordagem
é perguntado se estes exercem o papel de preceptores, visto que o centro de estudos do
hospital não possui um mapeamento dos profissionais que exercem a preceptoria. A
localização é facilitada pelo fornecimento da listagem dos profissionais e escala de serviço
pelo setor pessoal do referido hospital.

2.2.3 Coleta de dados e procedimentos
Para o levantamento dos dados, propomos um formulário sociodemográfico e laboral
dos preceptores, para caracterizá-los pessoal e profissionalmente por meio da aplicação do
questionário da Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa (ABEP) e de um formulário
com questões de múltipla escolha e de respostas numéricas.
Utilizamos dois instrumentos validados, o Inventário de Burnout de Maslach (MBI)
e o Inventário de Estratégias de Coping.
O MBI avalia a síndrome de acordo com os escores de cada dimensão, sendo que
altos escores de Exaustão Emocional e Despersonalização e baixos escores de Realização
Profissional indicam um alto nível de burnout (MASLACH; JACKSON, 1986). O

22

instrumento é composto por 22 itens e é utilizada a versão traduzida e adaptada para o
português por Tamayo (1997), cujos parâmetros psicométricos se mostram adequados quanto
à validade fatorial e consistência interna para o uso na avaliação da síndrome de burnout (SB)
no contexto brasileiro, especialmente em profissionais com ensino superior (CARLOTTO;
CÂMARA, 2004, 2007; MENDONÇA et al, 2012). Os participantes indicam suas respostas
numa escala de pontuação tipo Likert, variando de 1 “nunca” a 5 “sempre”. Para cada
dimensão, é gerado um escore total por meio da soma das respostas atribuídas por cada
participante a cada item. Em exaustão emocional existem 9 itens (escores variando de 9 até
45), em despersonalização existem 5 itens (escores variando de 5 até 25) e em realização
profissional existem 8 itens (escores variando de 8 até 40). De acordo com Maslach e Jackson
(1986), há três níveis de burnout para cada uma de suas três dimensões: baixo (abaixo do
percentil 25), médio (entre 25 e 75) e alto (maior que 75). Sendo assim, exaustão emocional:
baixo (9 a 18), médio (19 a 32) e alto (33 a 45); despersonalização: baixo (5 a 7), médio (7 a
10) e alto (14 a 25); realização profissional: baixo (8 a 23), médio (24 a 30) e alto (31 a 40).
O Inventário de Estratégias de Coping, proposto por Folkman e Lazarus (1985),
corresponde a um questionário com 66 itens que engloba pensamentos e ações que as pessoas
utilizam para lidar com demandas internas ou externas de um evento estressante específico, na
intenção de verificar a frequência com a qual são utilizados. É adaptado e validado para a
realidade brasileira por Savóia, Santana e Mejias (1996). Cada item do instrumento oferece
quatro opções de resposta, com valores que variam de zero a três, em escala tipo Likert.
O inventário é distribuído em oito fatores propostos por Folkman e Lazarus (1985):
Fator 1- Confronto (itens 6, 7, 17, 28, 34 e 46); Fator 2- Afastamento (itens 12, 13, 15, 21, 41
e 44 ); Fator 3- Autocontrole (itens 10, 14, 35, 43, 54, 62, 63); Fator 4- Suporte social (itens
8, 18, 22, 31, 42 e 45 ); Fator 5- Aceitação da responsabilidade(itens 9, 25, 29 e 51); Fator 6Fuga e esquiva (itens 11, 16, 33, 40, 47, 50, 58 e 59 ); Fator 7- Resolução de problemas ( itens
1, 26, 39, 48, 49 e 52) e Fator 8- Reavaliação Positiva (itens 20, 23, 30, 36, 38, 56 e 60).
Os itens 2, 3, 4, 5, 11, 12, 19, 24, 27, 32, 33, 37, 50, 53, 55, 57, 61, 64, 65 e 66 não
compõem nenhum fator e não representam valor na avaliação de coping. Para análise dos
dados obtidos com este inventário, efetua-se a soma dos escores atribuídos a cada item de um
mesmo fator e divide-se pelo número total de itens do fator, identificando-se, assim, as
estratégias de coping mais usadas pelos sujeitos do estudo.

23

2.2.4 Análise dos dados
São utilizadas estatísticas descritivas (frequência, percentual, média, desvio padrão,
erro padrão e intervalo de confiança de 95%) para a apresentação dos resultados nas escalas
do MBI e no Invenário de Estratégias de Coping, com seus respectivos escores médios por
fator. Para identificar as possíveis diferenças de distribuição de frequência em função das
variáveis categóricas e da classificação dos escores dos participantes, utiliza-se o teste quiquadrado (χ2). É realizada análise de variância (ANOVA) com testes post hoc para verificar
se há diferença entre as categorias profissionais quanto ao MBI. A análise de correlação r
Pearson é utilizada para definir as correlações entre as variáveis do MBI e do inventário de
estratégias de coping.

2.2.5 Aspectos éticos
Antes de ser feita a coleta, o trabalho é submetido à Plataforma Brasil, sendo aprovado
e autorizado pelo Comitê de Ética e Pesquisa da Universidade Federal de Alagoas (UFAL).
Os participantes que são convidados e aceitam colaborar voluntariamente com a pesquisa
assinam o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE), e são orientados sobre o
anonimato e sigilo de suas respostas, sendo usadas apenas como instrumento de pesquisa.
Além disso, o termo enumera riscos e benefícios ao participante. Esse termo é feito em
concordância com o modelo do Comitê de Ética e Pesquisa da Ufal e também de acordo com
a Resolução 466/12 do Conselho Nacional de Saúde (CNS).

2.3 Resultados
A maioria dos participantes atua em mais de uma instituição de saúde (66,1%, f=82) e
possui carga horária de trabalho variando entre 20 e 92 horas semanais (m=51,83; DP=15,08).
Quanto ao status socioeconômico e de consumo da Associação Brasileira de Empresas de
Pesquisa (ABEP): 50 (40,3%) estão classificados na classe B2, 37 (29,8%) estão na B1,
21(16,9%) estão na C1, enquanto 13 e 3 estão respectivamente nas classes A (10,5%) e C2
(2,4%). O status socioeconômico apenas caracteriza a amostra, não havendo valor
significativo para nenhuma análise do estudo.

24

Na Tabela 1 estão apresentadas as análises descritivas das escalas utilizadas neste
estudo e de seus respectivos escores médios por fator. Analisando os resultados da Escala de
Estratégias de Coping, identificamos os Fatores de Coping mais e menos utilizadas por estes
indivíduos para administrar os estressores decorrentes do ambiente ocupacional. A
Reavaliação positiva é o fator que obteve maior média (M= 1,80 e DP=0,48), sendo
prevalente para esta amostra, seguido de Resolução de problemas (M = 1,70 e DP=0,48),
Suporte social (M = 1,68 e DP=0,47), Autocontrole (M=1,46 e DP=0,45), Aceitação da
responsabilidade (M=1,43 e DP=0,48), Afastamento (M=1,19 e DP=0,43), Confronto
(M=1,17 e DP=0,46). A Fuga-esquiva é o fator de menor média, portanto o menos utilizado
(M =0,70 e DP = 0,46) pelos indivíduos estudados.
Analisando os resultados do Inventário de Burnout de Maslach, os participantes
apresentam escores interpretados como médios para as três dimensões de Burnout: fator
Exaustão Emocional de 22,72 (baixo de 9 a 17; médio de 18 a 26; e alto de 27 a 40); fator
Despersonalização, 8,98 (baixo de 5 a 6; médio de 7 a 10; e alto de 11 a 18) e a Realização
Profissional apresenta um escore de 31,86 (baixo de 9 a 29; médio de 30 a 34; e alto de 35 a
40).

TABELA 1. Estatísticas descritivas para Fatores de Estratégias de coping e Dimensões da
Síndrome de Burnout
M

DP

Mín-Máx

EP

IC de 95%
LI,LS

Fator 1- Confronto

1,17

0,46

0,33 - 2,50

0,04

1,08, 1,25

Fator 2- Afastamento

1,19

0,43

0,33 - 2,17

0,03

0,33, 2,17

Fator 3- Autocontrole

1,46

0,45

0,29 - 2,57

0,04

1,38, 1,55

Fator 4- Suporte Social

1,68

0,47

0,67 - 2,83

0,04

1,60, 1,77

Fator 5- Aceitação de
responsabilidade

1,43

0,48

0,00 - 2,75

0,04

1,34, 1,51

Fator 6- Fuga-esquiva

0,70

0,46

0,00 - 2,50

0,04

0,61, 0,78

Fator 7- Resolução de problemas

1,70

0,48

0,67 - 2,83

0,04

1,61, 1,78

Fator 8- Reavaliação positiva

1,80

0,48

0,57 - 2,86

0,04

1,71, 1,89

Inventário de Estratégias de
Coping

25

Inventário de Burnout de
Maslach (Maslach Burnout
Inventory -MBI)
MBI 1 - Exaustão Emocional

22,72

6,79

9,00 - 40,00

0,61

21,50, 23,93

MBI 2 – Despersonalização

8,98

3,12

5,00 - 18,00

0,28

8,42, 9,54

MBI 3 – Realização profissional

31,86

4,96

9,00 - 40,00

0,44

30,97, 32,75

Nota. M=Média, DP=Desvio Padrão, Min-Máx = Mínimo e Máximo, EP= Erro Padrão, IC de 95%, LI, LS=
Intervalo de Confiança de 95%, Limite Inferior e Limite Superior.

Ratificando o que foi encontrado nas estatísticas descritivas da Tabela 1 para o MBI, o
valor de p no teste qui-quadrado (x²) para a amostra total em estudo também apontou
percentual de grau médio para as três dimensões de burnout, sendo: Exaustão emocional
(48,4%, f=60), Despersonalização (46,0%, f=57), Realização Profissional (43,5%, f=54) (ver
Tabela 2).

TABELA 2. Frequência e percentual das dimensões do MBI por categoria profissional.
MBI

Total

EE

Categorias profissionais

SS

E

M

P

B

26(21,0%)

4(3,2%)

2(1,6%)

7(5,6%)

13(10,5%)

M

60(48,4%)

9(7,3%)

25(20,2%)

14(11,3%)

12(9,7%)

A

38(30,6%)

13(10,5%)

15(12,1%)

10(8,1%)

0(0,0%)

p = 0,000
DP

SS

E

M

P

B

31(25,0%)

4(3,2%)

6(4,8%)

5(4,0%)

16(12,9%)

M

57(46,0%)

8(6,5%)

24(19,4%)

17(13,7%)

8(6,5%)

A

36(29,0%)

12(9,7%)

9(7,3%)

1(0,8%)

SS

E

M

14(11,3%)
p = 0,000

RP

P

B

30(24,2%)

10(8,1%)

12(9,7%)

7(5,6%)

1(0,8%)

M

54(43,5%)

8(6,5%)

21(16,9%)

18(14,5%)

7(5,6%)

26

A

40(32,3%)

8(6,5%)

9(7,3%)

6(4,8%)

17(13,7%)

p = 0,001
Nota: Valor p associado ao teste de qui-quadrado (χ²). EE= exaustão emocional; DP=despersonalização;
RP=realizaçãoprofissional; SS=serviçosocial; E=enfermagem; M=medicina; P=psicologia. Três níveis de
burnout para as três dimensões (exaustão emocional, despersonalização, realização profissional) B=baixo;
M=médio e A=alto.

Analisando por categoria profissional, observamos diferença entre as profissões para o
alto grau de exaustão emocional, com 12,1% para a enfermagem, 10,5% para o serviço social,
8,1% para a medicina e 0% para a psicologia. Os resultados revelam que a psicologia não
apresenta predisposição para a exaustão emocional, enquanto as outras categorias se
equivalem para esta experiência.
Com relação à despersonalização, o serviço social é a categoria que mais apresenta
escore alto para esta dimensão, com 11,3%, seguida de enfermagem com 9,7%, medicina com
7,3% e psicologia com 0,8%, demostrando que a psicologia é a profissão que menos
experimenta a despersonalização.
Da mesma forma, o fator realização profissional, com 13,7% para psicologia, 7,3%
para enfermagem, 6,5% para serviço social e 4,8% para medicina, denota um desequilíbrio na
distribuição. Percebemos que assistentes sociais e enfermeiros apresentam graus equivalentes
de realização profissional, enquanto os psicólogos exibem uma maior realização profissional
e, médicos, a menor realização profissional, levando em consideração a amostra de
participantes deste estudo. Isto se deve possivelmente às diferenças inerentes a cada profissão,
à formação profissional e às formas de abordagem às demandas (ver Tabela 2).
Na análise de variância ANOVA fica demonstrado que há diferença significativa para
Exaustão Emocional (EE) e Despersonalização(DP) entre psicólogos e as demais profissões.
A diferença média para EE entre psicólogos e assistentes sociais é de (DM=-8,82, p=0,000),
entre psicólogos e enfermeiros é de (DM=-7,88, p=0,000), e entre psicólogos e médicos é de
(DM=-6,51, p=0,001). A diferença média para despersonalização entre psicólogos e
assistentes sociais é de (DM=-3,90, p=0,000), entre psicólogos e enfermeiros é de (DM=-2,89,
p=0,001) e entre psicólogos e médicos é de (DM= -2,97, p=0,001). Já para Realização
profissional só há diferença significativa entre psicologia e enfermagem (DM=-4,61,
p=0,001), como vemos na tabela 3.

27

TABELA 03. Análise de variância post hoc das dimensões de burnout entre psicologia e as
demais profissões estudadas.
Profissão
(J)
SS
E
M

DM

EP

Sig.

EE

Profissão
(I)
P

-8,82
-7,88
-6,51

1,68
1,52
1,61

0,000
0,000
0,001

-13,22
-11,84
-10,72

-4,43
-3,92
-2,29

DP

P

SS
E
M

-3,90
-2,89
-2,97

0,79
0,71
0,76

0,000
0,001
0,001

-5,97
-4,75
-4,96

-1,83
-1,02
-0,99

RP

P

SS
E
M

3,93
4,61
3,98

1,30
1,18
1,25

0,017
0,001
0,010

0,52
1,53
0,71

7,34
7,69
7,26

MBI

IC de 95%

Nota: DM= Diferença média; EP=Erro padrão; IC de 95%=índice de confiabilidade de 95%.

Com o objetivo de avaliar a existência significativa nas pontuações médias entre
variáveis do MBI e o inventário de estratégias de coping, utilizamos a análise de correlação de
Pearson. Correlacionam-se positivamente a dimensão despersonalização com as estratégias
de confronto (r (124)=0,303, p=0,001), aceitação (r (124)=0,308, p=0,001) e fuga-esquiva
(r(124)=0,469,p=0,000). Há correlação significativa inversa da dimensão realização
profissional com a estratégia fuga-esquiva (r (124) = -0,315, p=0,000).

2.4 DISCUSSÃO
Os resultados deste estudo demonstram a relação da experiência para as três
dimensões do burnout e suas relações com os fatores que compõem as estratégias de coping
em uma amostra de preceptores em um hospital público de urgência e emergência, sendo as
categorias profissionais estudadas: assistência social, enfermagem, medicina e psicologia.
Apesar de estudos sobre as temáticas terem sido encontrados na literatura
(ANDRADE, 2015; BARROS et al, 2008; BOLZAN, 2012; GUIDO et al, 2012; PAI et al,
2015;

RITTER et al, 2009; TIRONE, 2016), é necessária uma maior abrangência e

aprofundamento dos construtos, assim como ampliação das categorias profissionais avaliadas,
essencialmente estudos voltados à preceptoria dentro desse contexto, visto que é uma figura
de suma importância na integração ensino-serviço.

28

Verificamos que 66,1% dos sujeitos (f=82) atuam em mais de uma instituição de
saúde e possuem carga horária média de 51,83 horas semanais (DP=15,08). Neste sentido,
estudos relatam que excesso de carga horária de trabalho aliado a dois ou mais vínculos
empregatícios restringe consideravelmente a possibilidade de apoio social e tempo de lazer do
indivíduo. Contanto, tensão, cansaço, insatisfação podem estar aliadas a esta situação,
podendo ocasionar problemas de saúde (CAMELO; ANGERAMI, 2008; GUIDO, 2012;
MENDONÇA et al, 2012; NOVAIS, 2016).
Ainda sobre a dupla jornada de trabalho, Santos, et al (2010) referem que o duplo
vínculo pode gerar mais estresse nos indivíduos, devido ao deslocamento de uma instituição a
outra, sem o descanso necessário, gerando desgaste físico, prejuízo social e no convívio
familiar do trabalhador. Afora isso, existe a autocobrança de estar em consonância com o
desempenho da assistência e o ensino na prática, e em alguns casos os profissionais assumem
o papel de preceptores em mais de uma instituição.
Constatamos que o fator reavaliação positiva (Fator 8, Tabela 01) é o mais prevalente
para a amostra, demonstrando um enfoque emocional para lidar com os estressores no
ambiente, tentando manter o equilíbrio afetivo (SAVÓIA; SANTANA E MEIJAS, 1996).
Este fator pode estar ligado à falta de autonomia e escassez de recursos na eliminação ou
minimização dos estressores, diminuindo a utilização de estratégias com foco no problema.
No entanto, não dá resolutividade às demandas enfrentadas do cotidiano e esta se dá mais pela
busca da autopreservação.
O segundo fator evidenciado é a resolução de problemas (Fator 7, Tabela 1)
encontrado como mais prevalente no estudo de Guido (2012) com enfermeiros de um hospital
universitário (escore = 2,13) e Bolzan (2012) em residentes médicos (m = 1,98, DP = 0,50). A
resolução de problemas são comportamentos que envolvem ação prática na intenção de
modificar ou eliminar o agente estressor (SAVÓIA, 1999) e são mais eficazes no cotidiano
dos serviços. No entanto, na amostra estudada, é o segundo mais utilizado, possivelmente
devido à falta de autonomia no enfrentamento das dificuldades, podendo levar à frustração
dos preceptores que estão diante de uma situação que, em teoria, poderiam resolver, mas as
condições institucionais não permitem.
O fator fuga-esquiva (Fator 6, Tabela 01) é o menos prevalente para a população em
estudo. Guido (2012) relata que este resultado é positivo, pois assinala que os profissionais
não reagem defensivamente às situações de estresse, não fugindo delas. Este fato poderia

29

ocorrer na população estudada diante das condições de trabalho a que está submetida, além da
possibilidade de exposição quando está exercendo o papel de preceptora.
Quanto ao MBI, evidenciamos que a amostra estudada apresenta escore médio para
as três dimensões de burnout: 60 (48,4%) exaustão emocional, 57 (46,0%) despersonalização
e 54 (43,5%) realização profissional. No entanto, os percentuais de níveis altos para exaustão
emocional e despersonalização são expressivos, 38 (30,6%) e 36 (29,0%) respectivamente,
enquanto apenas 30 (24,2%) apresentam realização profissional satisfatória (Tabela 02).
Quando somados os percentuais médios e altos para as três dimensões de burnout,
detectamos que (98) 79% dos preceptores apresentam níveis médios e altos de exaustão
emocional, 93 (75%) apresentam níveis médios e altos para a despersonalização, enquanto
(94) 75,8% apresentam média e alta realização profissional. A exaustão emocional é vista
como uma reação às exigências do trabalho, como a sobrecarga física ou emocional, e a
despersonalização caracteriza a insensibilidade no trato com os outros, ou seja, o estudo
mostra percentuais preocupantes para a exaustão emocional e a despersonalização,
assinalando a necessidade premente de intervenção (Tabela 2). Os níveis médios e altos para a
realização profissional possivelmente se dão pelo enfoque emocional da reavaliação positiva
(o fator de coping mais utilizado pelos indivíduos do estudo) ou outras variáveis que não
foram objetivos da pesquisa.
Na amostra, constatamos que a maioria tem mais de dois vínculos empregatícios.
Aliada a esta questão, temos as precárias condições de trabalho com baixa autonomia nas
resoluções dos estressores, a dupla função de assistência e ensino, e tudo isso leva a uma
sobrecarga nem sempre possível de administrar sem adoecimento.
Além disso, o local de preceptoria mal estruturado, nos quais as atividades são
desempenhadas de forma precária, pode comprometer a aprendizagem do aluno, a imagem do
preceptor e, consequentemente, causar enorme prejuízo na formação prática, humana e ética
dos futuros profissionais de saúde (SANTA`ANA; PEREIRA, 2016).
Quando analisadas as profissões separadamente, notamos que a psicologia teve a
menor experiência para a exaustão emocional e despersonalização e a maior predisposição
para a realização profissional. Fica demonstrada na análise de variância (Tabela 03) a
diferença significativa para Exaustão Emocional e Despersonalização entre psicólogos e as
demais profissões. Segundo Carvalho e Malagris (2007), esta diferença pode ser constatada

30

pelas características inerentes a cada profissão e suas capacidades de lidar com os fatores
estressantes.
Rodriguez et al (2017), em um estudo sobre o impacto da regulação de emoções no
trabalho sobre as dimensões de burnout em psicólogos, verifica que a autoeficácia cumpre um
papel intermediador entre a regulação de emoções e as dimensões do burnout para esta
categoria. Relata que dentre as competências do psicólogo encontram-se as competências
relacionais, referindo-se à inteligência social e emocional, dando a estes profissionais a
capacidade de se relacionar efetivamente com os outros e, consequentemente, lidar de forma
mais eficaz com os agentes estressores.
Por conseguinte, pelos psicólogos terem um conhecimento mais abrangente dos
instrumentos de avaliação e das dinâmicas das respostas, talvez, mesmo inconscientemente,
possam não ter respondido de forma realística os questionários empregados, induzindo
respostas mais satisfatórias do ponto de vista social. Contudo, devemos ter cautela com
relação aos resultados obtidos, visto que a amostra não é passível de generalização e,
possivelmente, outras variáveis, inclusive individuais e não avaliadas neste estudo, podem ter
contribuído para tal resultado.
O serviço social teve o maior resultado acerca da despersonalização (Tabela 2).
Bernardo (2012) justifica a vulnerabilidade do assistente social ao estresse e burnout por ser
uma prática desenvolvida com indivíduos e famílias que se encontram em situação de
fragilidade, expondo-se diariamente a conflitos, dilemas e solicitações de ajuda que nem
sempre podem atender. Além disso, estes profissionais são a porta de entrada na instituição
analisada.
Avaliando a realização profissional por categoria, percebemos que poucos indivíduos
estão com alta realização profissional, sendo 9 (7,3%) dos enfermeiros, 8 (6,5%) dos
assistentes sociais, 6 (4,8%)dos médicos e 17 (13,7%) dos psicólogos, excetuando os
psicólogos, já que a maioria se encontra em níveis altos de realização profissional por razões
já expostas. As outras três categorias se encontram, em sua maioria, nos níveis médios e
baixos de realização profissional.
Possivelmente os profissionais não estão preparados para as condições de trabalho
que enfrentam, portanto, não conseguem a resolutividade que esperavam, confrontando-se
com situações que ultrapassam seus limites, levando a frustrações e desmotivações tanto com

31

a assistência quanto com o ensino, principalmente com o último, devido à exposição a que se
submetem e por estarem passíveis a críticas e más interpretações.
Apesar de as condições de trabalho não terem sido objeto de estudo da presente
pesquisa, elas podem explicar os resultados alcançados, visto que Andrade et al (2015),
analisando burnout, clima de segurança e condições de trabalho em profissionais hospitalares,
observa que a dimensão de burnout exaustão emocional correlaciona-se negativamente a:
condição da organização do trabalho (r= -0,51); condição de física do trabalho (r = -0,41);
condição socioprofissional (r = -0,46); programa e normas de segurança (r = -0,28), suporte
para práticas de trabalho e segurança (r = -0,49), equipamento de segurança e organização do
ambiente (r = 0,31); treinamento e educação em segurança (r = -0,20); e positivamente com a
dimensão despersonalização (r = 0,40). Já a dimensão realização profissional do construto
burnout, por sua vez, correlaciona-se positivamente a: condição socioprofissional (r = 0,25);
suporte para práticas de trabalho e segurança (r = 0,20), equipamento de segurança e
organização do ambiente (r = 0,13) e; satisfação com a vida (r = 0,20); e negativamente com a
dimensão despersonalização (r = -0,25). Por último, a variável despersonalização
correlaciona-se negativamente a: condição da organização do trabalho (r = -0,37); condição
física do trabalho (r = -0,22); condição socioprofissional (r = -0,40); programa e normas de
segurança (r = -0,19), suporte para práticas de trabalho e segurança (r = -0,36), equipamento
de segurança e organização do ambiente (r = -0,21); treinamento e educação em segurança (r
= -0,13); satisfação com a vida (r = -0,25).
Estes elementos estudados corroboram que há necessidade urgente de adequar as
condições de trabalho para que o profissional tenha o desenvolvimento laboral de forma
íntegra e sem prejuízo a sua saúde física e mental, assim como promovem uma integração
entre ensino e saúde de qualidade e melhor efetividade.
Na literatura ainda há poucas publicações sobre preceptores e os construtos
estudados. Santa`Ana e Pereira (2016), em estudo sobre a preceptoria médica em serviço de
emergência e urgência hospitalar na perspectiva de médicos, relatam que as dificuldades de
infraestrutura, comunicação, recursos humanos, excesso de trabalho (dupla atividade de
assistência e ensino), desmotivação e despreparo são assinaladas pelos médicos pesquisados
como limitações, e que estas condições podem levar a sentimentos de desvalorização,
frustração e insatisfação, confirmando o que foi visto como preditores de burnout.

32

2.5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Os dados obtidos mostram que os preceptores pesquisados apresentam níveis médios e
altos para as três dimensões de burnout, mostrando-se uma situação crítica tanto para a
assistência como para o ensino em serviço. Quanto aos fatores das estratégias de coping, a que
mais utilizam é a reavaliação positiva, com enfoque emocional, que denota a pouca autonomia
e engajamento nas atividades do cotidiano, buscando um equilíbrio emocional pessoal.
Sabendo-se que a síndrome de burnout não é apenas de ordem pessoal, mas,
sobretudo, institucional, faz-se necessário que as instituições repensem as formas de gestão,
assim como proporcionem condições laborais mais adequadas, minimizando os agentes
causadores de estresse e ampliando os recursos para utilização de estratégias de coping mais
apropriadas.
Na mesma direção, estratégias individuais devem se desenvolver, tais como
estimular as competências de comunicação e assertividade; criar programas de promoção de
estratégias de coping e estratégias de resolução de conflitos – acompanhando continuamente
os preceptores, visto que a exposição ao estresse ocupacional é uma constante na área da
saúde e educação, principalmente para estes atores, que além de estarem no contato direto
com o paciente na assistência, têm também o papel do ensino dentro da instituição.

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37

3 PRODUTO 1: DOS QUE CUIDAM: ALÍVIO DAS TENSÕES
3.1 Público-alvo
Profissionais do Hospital Geral do Estado Osvaldo Brandão Vilela
3.2 Introdução
A saúde do trabalhador é primordial para o bom desenvolvimento de qualquer
instituição, sobretudo a hospitalar. Entretanto, o que se observa no cotidiano destas
instituições é a cobrança por maior produtividade sem oferecer ao profissional condições
favoráveis para tal (AGUIAR, 2009).
Dessa forma, é público que o profissional de saúde se confronte diariamente com
inúmeros riscos que podem interferir em sua saúde, como a carga emocional decorrente do
convívio com situações conflitantes, pressões, desgaste físico, riscos psicossociais, entre
outros (LEAL et al, 2015). Diante deste contexto, a instituição hospitalar deve implementar
medidas para a promoção da segurança e saúde do trabalhador, no intuito de diminuir ou
controlar as situações de riscos presentes.
Compreendendo a importância que o estresse exerce na vida das pessoas, o efeito
insalubre que este pode infligir, bem como o fato de os profissionais de saúde estarem sujeitos
a cargas emocionais permanentes em seu ambiente de trabalho, faz-se necessário que sejam
desenvolvidas medidas de enfrentamento com o objetivo de diminuir os problemas existentes
no ambiente de trabalho, minimizar as dificuldades, dar apoio aos trabalhadores, proporcionar
melhores condições de vida dentro e fora do ambiente de trabalho (MORENO et al, 2010).
Visando diminuir essas consequências, Paschoalini sugere como medidas de
prevenção: “Palestras educativas sobre agentes estressores e o seu enfrentamento;
desenvolvimento de pesquisa de clima organizacional quanto à hierarquia e papéis
profissionais” (2008, p. 491). Corrobora, desta forma, com a importância de se estabelecerem
medidas de promoção à saúde, por meio de estratégias educativas de autocuidado e mudanças
organizacionais que favoreçam a diminuição dos riscos para desenvolverem a síndrome de
burnout.
Nessa perspectiva, os profissionais e a instituição se tornam parceiros na
corresponsabilidade de incorporar medidas preventivas, sejam elas voltadas para a estrutura

38

organizacional ou de forma individualizada, principalmente numa instituição que se propõe a
ser parceira das instituições de ensino, abrindo suas portas para estágios, residências e aulas
práticas. O desenvolvimento destas atividades dentro do âmbito hospitalar dará subsídios
técnicos, organizacionais e humanos para estes novos profissionais. Para tanto, faz-se
necessário um ambiente de trabalho adequado em infraestrutura e nas relações interpessoais.
A Seção de Qualidade de Vida no Trabalho (QVT) do Hospital Geral do Estado
Osvaldo Brandão Vilela é criada em 2012, a partir da junção entre a Seção de Saúde
Ocupacional e a Seção de Valorização do Servidor. A motivação para esta junção é melhorar
o atendimento ao trabalhador do HGE no que se refere a sua saúde, bem-estar e
desenvolvimento, e também responder à solicitação preconizada pela Política de Gestão de
Pessoas da Secretaria de Saúde do Estado de Alagoas.
O QVT tem como atribuições acompanhar, planejar, normatizar, executar e avaliar
ações de promoção e prevenção de saúde, bem-estar e segurança dos servidores lotados nesta
instituição hospitalar no que concerne aos seus aspectos biopsicossociais.
As ações desse serviço objetivam não só gerenciar as situações de afastamento por
motivo de saúde, mas principalmente acompanhar situações de risco à saúde do servidor e
buscar formas de minimizar os riscos ambientais nos diversos processos produtivos por meio
de atividades preventivas, educativas e de sensibilização em relação à prevenção dos
acidentes de trabalho e doenças ocupacionais.
Também são realizadas ações que busquem o aumento da satisfação pelo trabalho,
aumento da autoestima do servidor e promoção da socialização de forma a contribuir para a
melhora das condições de trabalho e para o resgate da dignidade no trabalho.
Ao longo dos cinco anos de existência, esta seção passa por diversas modificações em
sua equipe conforme objetivos de trabalho e demandas pessoais e da instituição nos diversos
momentos.
Para atender a complexa e crescente demanda, além do dimensionamento preconizado
pela NR4 (Norma regulamentadora - 4 do Ministério do Trabalho e Emprego) faz-se
necessária a ampliação da equipe básica com a inclusão de profissionais de áreas do
conhecimento complementares.

39

Hoje, a equipe de trabalho do QVT está constituída por 15 profissionais de diferentes
áreas, sendo
Quadro 1 – Relação dos profissionais que trabalham no setor QVT do HGE.
Cargo
Assistente Administrativo
Auxiliar de enfermagem
Enfermeira do Trabalho
Engenheira de Segurança do trabalho
Fisioterapeuta
Médicos do Trabalho
Nutricionista
Psicóloga
Técnico de Segurança do Trabalho
Terapeuta Ocupacional

Quantitativo
02
02
01
01
01
02
01
01
03
01

As ações desenvolvidas no setor podem ser realizadas por apenas um profissional, um
grupo de profissionais ou equipe completa, a depender do planejamento e necessidades dos
profissionais de saúde.
Tendo em vista as ações já realizadas e a equipe disponível para executá-las, e diante
dos dados encontrados no trabalho de pesquisa intitulado Síndrome de Burnout e Estratégias
de Coping em Preceptores de Hospital Público de Urgência e Emergência, percebemos a
necessidade da implementação de ações que contribuam com a melhoria da qualidade de vida
dos profissionais, minimizando os riscos para doenças decorrentes do estresse ocupacional.
Apesar de a pesquisa ter sido voltada para os preceptores, temos a visão do total da
instituição, ou seja, se melhoramos as condições de trabalho para todos, inevitavelmente, os
preceptores se beneficiam, visto que o hospital é um cenário de prática importante para o
município de Maceió.

3.3 Objetivos
3.3.1 Objetivo Geral


Promover ações que visem à diminuição dos níveis de estresse gerados pelo cotidiano
das atividades laborais, prevenindo doenças e gerando bem-estar geral.

40

3.3.2 Objetivos Específicos


Montar uma equipe de monitoramento e avaliação da proposta de intervenção;



Oferecer momentos de relaxamento e massagem;



Ofertar o método de “exercícios de liberação do trauma”, de David Berceli;



Estimular a prática de atividade física, mesmo fora do ambiente de trabalho;



Incentivar pausa ativa, focando no alongamento, conscientização corporal e respiração
consciente;



Orientar quanto às posturas adequadas para as atividades cotidianas;



Melhorar a motivação e a disposição para o trabalho;



Favorecer as relações interpessoais e o suporte social;



Promover palestras educativas/rodas de conversa sobre agentes estressores e o seu
enfrentamento;



Formatação de uma cartilha informativa sobre a síndrome de burnout e sugestões de
gerenciamento do estresse;



Incentivar um estilo de vida mais saudável.

3.4 Metodologia
O Setor de Qualidade de Vida no Trabalho do Hospital Geral do Estado Osvaldo
Brandão Vilela já desenvolve ações de análise ergonômica do trabalho, ginástica laboral,
orientações posturais e relaxamento. No entanto, não tem o alcance necessário para todo o
hospital, devido à relação do quantitativo de setores/servidores no hospital e profissionais
destinados a desenvolver estas ações, indo além de suas capacidades.
Com isso, a proposta da implementação das ações se dá com a possibilidade de trazer
alunos do curso de fisioterapia da Faculdade Estácio/FAL e UNCISAL e de terapia
ocupacional da UNCISAL para contribuir neste projeto. Os alunos têm como pré-requisitos,
estar cursando ou já ter cursado as disciplinas que abranjam as temáticas: ergonomia, saúde
do trabalhador; massoterapia (para o curso de fisioterapia).
Inicialmente é realizada reunião com os gestores dos setores do hospital, enfatizando o
centro de estudos do HGE, dando a devolutiva da pesquisa e mostrando a proposta de
intervenção, trazendo-os para serem parceiros e divulgadores da ação que será de cunho

41

permanente. Após esta etapa, é realizada reunião com os professores responsáveis pelas
disciplinas das referidas faculdades com a proposta de parceria, colocando os objetivos a
serem alcançados.
Após o lançamento da proposta e a concordância dos representantes da faculdade, fazse necessária a construção de um cronograma de atividades anual, respeitando o calendário
acadêmico e as necessidades e demandas do hospital. Estas atividades constam de: massagens
facial e corporal; pausa ativa; alongamento passivo; orientações, rodas de conversa, dinâmicas
de gerenciamento do estresse, autocuidado e relaxamento; os exercícios de liberação do
trauma são implantados pela psicóloga do SQVT, que tem a formação adequada para tal.
Após a concordância das faculdades, no mês de maio já se tem o primeiro momento de
massagens facial e corporal e alongamento passivo. Porém o cronograma segue a
disponibilidade do cronograma das disciplinas correspondentes.
A divulgação é feita por meio de cartazes que são fixados em locais estratégicos do
hospital. A adesão é de 33 participantes.

Preparação do ambiente para a realização das massagens e alongamento passivo, visto
que o hospital não apresenta um espaço adequado.

42

Antessala onde acontecem palestras de orientações posturais e orientações de como
amenizar o desconforto provocado por dores musculares, causadas por tensão e estresse,
favorecendo a consciência corporal e o alívio das tensões musculares.

Massagens e os alongamentos passivos são realizados de acordo com a demanda
espontânea, depois da divulgação. Com alunos da FAL

43

Pausa ativa que ocorre duas vezes na semana em setores pré-agendados.

Para o delineamento do cronograma e composição de uma equipe multiplicadora das
ações, são convidados os preceptores que participam da pesquisa para uma reunião de
devolutiva dos resultados e implantação e implementação das atividades propostas, visto que
algumas já estão em andamento. Dos 124 preceptores, conseguimos entrar em contato com
82, 24 confirmam a presença, porém só 12 comparecem.
A reunião ocorre em 31 de agosto de 2017, fica fechado o cronograma abaixo, mas
outros objetivos são introduzidos a depender da evolução do grupo e de uma rede de apoio
maior, visto que poucos comparecem e as ações têm cunho permanente. Na reunião, fica
acordado que as atividades que já existem vão permanecer e têm reavaliação a cada trimestre.
Iniciamos no mesmo dia os exercícios para liberação do trauma, bem como a entrega das
cartilhas sobre síndrome de burnout e gerenciamento dos estressores.

44

Possivelmente, os presentes são aqueles cuja disponibilidade para mudança de atitude
frente a sua saúde já exista, alguns preceptores que não estão presentes se pronunciam para
estar nos próximos encontros, a depender da disponibilidade.
Devolutiva da pesquisa e entrega das cartilhas formatadas sobre burnout.

Realização do método de David Berceli de exercícios de liberação do trauma, pela
psicóloga Carmen Marques, do SQVT

45

3.5 Cronograma de atividades 2017

1

Atividade

Responsável

Exercício de

SQVT

Maio

Agosto

Setembro

Outubro

Novembro

31/08

14/21 e

5,12.19.26

Reavaliação

28/09

/10

liberação do

Dezembro

trauma.

2

3

Massagens

SQVT/FAL

facial e

/UNCISAL

corporal;

(Depende do

alongamento

cronograma

passivo.

da faculdade)

Pausa ativa,

SQVT

25/05

X

X

X

Reavaliação

1 vez

1 vez

1 vez

mensal

mensal

mensal

2 vezes

2 vezes na

2 vezes na

Reavaliação

2 vezes na

focando no

na

semana

semana

2 vezes na

semana em

alongamento

semana

em alguns

em alguns

semana em

alguns

e respiração

em

setores

setores

alguns

setores

consciente.

alguns

setores

setores

3.6 Avaliação inicial do produto

A presente avaliação expressa o resultado parcial da proposta de intervenção intitulada
Dos que cuidam: alívio das tensões, que constitui o produto apresentado ao Mestrado
Profissional em Ensino na Saúde, da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de
Alagoas (MPES/FAMED/UFAL).

46

Os preceptores presentes na reunião de devolutiva da pesquisa se mostram muito
engajados no desenvolvimento das atividades propostas, representando um importante
momento de feedback, assim como muitos dos que não puderam participar também se
propõem a ir nos próximos encontros.
Este momento representa um pontapé inicial de integração e apoio social entre os
pares, além de propiciar um momento de escuta das dificuldades encontradas nos cenários de
práticas.
Dessa forma, os preceptores evidenciam em suas falas o potencial multiplicador que
têm na instituição, podendo agregar mais pessoas ao grupo, fortalecendo-o, focando sempre o
autocuidado e a prevenção do adoecimento, além de propiciar a busca de melhores condições
de trabalho, visto que o preceptor adoecido, físico ou emocionalmente, não estará apto a
ofertar uma integração ensino-serviço adequada e engajada, ocasionando prejuízo no processo
ensino-aprendizagem. A saúde do preceptor é o ponto de partida para um bom funcionamento
na rede de saúde.
Assim sendo, devemos entender que a melhoria do ensino na saúde se inicia na própria
saúde do profissional, e que é de fundamental importância o desenvolvimento de ações que
visem contribuir para transformar e qualificar as práticas de saúde, na medida em que
incorpora novos valores, melhores condições de trabalho e possibilita a construção de modos
de cuidar e ensinar mais humanos.

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profissionais de enfermagem. São Paulo, p. 487-492, 2008.

47

4 PRODUTO 2: Cartilha sobre burnout e gerenciamento de estressores

Burnout
Quando o trabalho adoece

Maceió – AL
2017

48

Burnout: a síndrome do esgotamento profissional

Condições que
predispõem o
adoecimento

Ritmo de trabalho intenso;
Alta competitividade;
Baixa prevenção em relação aos acidentes/doenças do
trabalho;
Falta de reconhecimento e valorização social;
Espaço físico inadequado;
Dimensionamento insuficiente de recursos humanos;
Fragilização dos vínculos.;
Pouca oportunidade para educação permanente e/ou
formação pedagógica.

49

A Síndrome de Burnout é um problema psicossocial que está acometendo
profissionais de diversas áreas, dentre elas, os da saúde. Atinge prevalentemente
profissionais que lidam diariamente e diretamente com pessoas.

É um estado de esgotamento emocional, mental e físico
causado pelo estresse excessivo e prolongado. Ocorre quando
você se sente oprimido, emocionalmente consumido, e incapaz
de atender às constantes demandas.

O Burnout é um processo formado por três dimensões
relacionadas, mas que dependem uma da outra:
 Exaustão Emocional - Esgotamento de recursos internos;
 Despersonalização - Insensibilidade emocional;
 Baixa Realização Profissional – Autoavaliação negativa.

50

Sensação constante de cansaço e negatividade, como se nada fosse dar certo;
Cansaço físico e mental constante e excessivo, esgotamento;
Dificuldade de concentração no trabalho ou tarefas cotidianas;
Dores de cabeça ou musculares frequentes;
Alteração do apetite e/ou hábitos de sono;
Imunidade diminuída;
Redução da produtividade e energia;
Sentir-se indefeso, desesperançado e ressentido;
Isolamento social;
Perda de motivação;
Diminuição da satisfação e do sentimento de realização;
Procrastinação;
Alterações de humor;
Eventualmente pode desenvolver sintomas de depressão;
Perspectiva cada vez mais cínica e negativa;
Uso de comida, drogas lícitas ou ilícitas;
Retirada de responsabilidades.

51

Sugestões para gerenciar as tensões do dia a dia



Diversifique as fontes de gratificação e descubra seus
hábitos de prazer;



Tenha outras fontes de satisfação além do trabalho;



Faça uma avaliação sobre custo e benefício, avalie como
tem conduzido seu dia de trabalho;



Busque soluções para as emoções causadas pelos
estressores;



Atente aos sinais emitidos por seu corpo;



Avalie e cuide de seu estilo de vida;



Inclua exercícios físicos na sua rotina cotidiana;



Mantenha uma rede de relacionamentos;



Conte com o apoio da família, dos amigos ou de uma
prática espiritual;



Ouça música;



Encontre equilíbrio em sua vida;



Administre sua energia;



Estabeleça acordos internos;



Seja mais resiliente diante das adversidades;



Faça pausas durante o
recuperação da energia;



Planeje-se;



Divirta-se;



Mexa-se;



Não espere o esgotamento máximo emocional...

Síndrome de Burnout.

dia

para

relaxamento

e

52

Projeto de Intervenção:

COM OS QUE
CUIDAM:

ALÍVIO DAS TENSÕES

Equipe:
Andrea Silva – Terapeuta Ocupacional
Carmen Marques – Psicóloga
Flávia Leal - Fisioterapeuta

53

5. CONSIDERAÇÕES FINAIS DO TRABALHO ACADÊMICO
O Mestrado Profissional de Ensino na Saúde (MPES) concebe um novo degrau em
minha vida acadêmica e profissional. A cada disciplina estudada são efetuadas novas
reflexões e interrogações, algumas respondidas e outras que seguem trilhando comigo novos
caminhos pela vida.
Compreendo o conceito da transdisciplinaridade e luto dia a dia, para que ocorra ao
menos a interdisciplinaridade, pois trabalhar com pessoas dentro de um objetivo comum é
praticar cotidianamente a humildade. Além disso, o fato de termos uma formação e atuação
fragmentada não contribui para a visão e importância do todo.
Percebo que o conceito ampliado do processo saúde-doença tem que começar por nós
mesmos, trabalhadores da saúde. Temos que nos cuidar para estar prontos para cuidar do
outro. Temos que estar atentos as nossas limitações e reconhecer que o conhecimento é uma
via de mão dupla: eu ensino à medida que aprendo.
Minha pesquisa objetiva analisar a ocorrência das dimensões da síndrome de burnout
e associações com os fatores que compõem as estratégias de coping utilizadas pelos
preceptores em um hospital de urgência e emergência de Maceió, gerando o artigo Síndrome
de Burnout e Estratégias de Coping em Preceptores de um Hospital Público de Maceió.
Após o resultado da pesquisa, é realizada a devolutiva para os participantes e
profissionais do HGE, iniciando o projeto Dos que cuidam: Alívio das Tensões, sendo
confeccionada uma cartilha informativa sobre a síndrome de burnout e orientações básicas de
gerenciamento do estresse. O projeto de intervenção tem como objetivo geral promover ações
que visem à diminuição dos níveis de estresse gerados pelo cotidiano das atividades laborais,
prevenindo doenças e gerando bem-estar geral.
Entendo que para o produto de intervenção ir adiante se faz necessário o
envolvimento de várias instâncias de gestão, melhorando principalmente as condições de
trabalho, que é a maior lacuna a ser preenchida. Porém, percebo que há a possibilidade do
engajamento do grupo, o que o fortalece na hora das cobranças.
Concluindo, o MPES me insere no mundo científico e pretendo utilizar esta
ferramenta na transformação e qualificação da minha prática.

54

Referências Gerais
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58

APÊNDICE 1 - CARACTERIZAÇÃO DOS PROFISSIONAIS:

IDENTIFICAÇÃO:
Idade: ____________ Sexo: Masc. ( ) Fem. ( )

Profissão: ______________________________________________________________

CARACTERIZAÇÃO PROFISSIONAL:

Pós-Graduação: Especialização ( ) Mestrado ( ) Doutorado ( ) Não possuo pós-graduação ( )

Tempo de formado:_____________

Vínculo Empregatício: Efetivo (

) PSS(

) Extra( ) Cargo Comissionado( )

Tempo que trabalha na Instituição: __________________________________________

Tempo que trabalha no Serviço de Emergência:________________________________

Tem outra atividade de trabalho: Sim ( ) Não ( )

Se SIM. Qual ou quais? ___________________________________________________
Qual sua carga horária total de trabalho por semana? (Incluir todos os vínculos)
______________________________________________________________________

FORMAÇÃO PRECEPTORIA:
Recebeu formação para a função de preceptor/formação pedagógica: Sim ( ) Não ( )
Se SIM. Qual? __________________________________________________________

Instituição que ministrou o treinamento: ______________________________________

Quanto tempo do seu trabalho dedica à preceptoria: _____________________________

59

Você recebe remuneração para exercer a preceptoria: Sim ( ) Não ( )
Qual a razão de você exercer o papel de preceptor:
Identificação pessoal com a atividade (

) Determinação da chefia (

) A instituição ser

referência para universidades ( ) outras ( )
Se outras, quais?
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________

60

ANEXO 1 : INVENTÁRIO DE BURNOUT DE MASLACH

INSTRUÇÕES: Leia atentamente cada uma das afirmações abaixo e assinale o quanto você a
experimenta na sua atividade de trabalho, tomando como referência os últimos 30 dias. Dê
sua resposta conforme escala a seguir.

1

1

2

3

Nunca

Raramente

4

5

Algumas vezes Frequentemente

Sinto-me emocionalmente decepcionado(a) com

Sempre

1

2

3

4

5

1

2

3

4

5

1

2

3

4

5

1

2

3

4

5

1

2

3

4

5

1

2

3

4

5

1

2

3

4

5

meu trabalho.
2

Quando termino minha jornada de trabalho, sintome esgotado(a).

3

Quando me acordo pela manhã e me deparo com
outra jornada de trabalho, já me sinto esgotado(a).

4

Sinto que posso entender facilmente as pessoas
(paciente/estudante) que tenho que atender.

5

Sinto

que

estou

tratando

algumas

pessoas

(paciente/estudante) com as quais me relaciono no
meu trabalho como se fossem objetos impessoais.
6

Sinto que trabalhar todo o dia com pessoas me
cansa.

7

Sinto que trato com muita eficiência as pessoas as
quais tenho que atender/ensinar.

8

Sinto que meu trabalho está me desgastando.

1

2

3

4

5

9

Sinto que estou exercendo influência positiva na

1

2

3

4

5

vida das pessoas por meio do meu trabalho.

61

10

Sinto que me tornei mais duro com as pessoas

1

2

3

4

5

1

2

3

4

5

desde que comecei este trabalho.
11

Fico preocupado(a) que este trabalho esteja me
enrijecendo emocionalmente.

12

Sinto-me muito vigoroso(a) no meu trabalho.

1

2

3

4

5

13

Sinto-me frustrado(a) com meu trabalho.

1

2

3

4

5

14

Sinto que estou trabalhando demais.

1

2

3

4

5

15

Sinto que realmente não me importo o que ocorra

1

2

3

4

5

1

2

3

4

5

1

2

3

4

5

1

2

3

4

5

1

2

3

4

5

1

2

3

4

5

1

2

3

4

5

1

2

3

4

5

com as pessoas (paciente/estudante) as quais tenho
que atender profissionalmente.
16

Sinto que trabalhar em contato direto com as
pessoas me estressa.

17

Sinto que posso criar, com facilidade, um clima
agradável em meu trabalho.

18

Sinto-me estimulado(a) depois de haver trabalhado
diretamente

com

quem

tenho

que

atender

(paciente/estudante).
19

Creio que consigo muitas coisas valiosas no meu
trabalho.

20

Sinto-me como se estivesse no limite de minhas
possibilidades.

21

No meu trabalho, eu manejo os meus problemas
emocionais com muita calma.

22

Parece-me que as pessoas (paciente/estudante) que
atendo culpam-me por alguns de seus problemas.

62

ANEXO 2: INVENTÁRIO DE ESTRATÉGIAS DE COPING

Leia cada item abaixo e indique, fazendo um círculo na categoria apropriada, o que
você fez na situação, baseado na classificação seguinte:

1

0

1

2

3

Não usei esta

Usei um pouco.

Usei bastante.

Usei em grande

estratégia.

quantidade.

Concentrei-me no que deveria ser feito em seguida, no 0

1

2

3

próximo passo.
2

Tentei analisar o problema para entendê-lo melhor.

0

1

2

3

3

Procurei trabalhar ou fazer alguma atividade para me 0

1

2

3

1

2

3

distrair.
4

Deixei o tempo passar – a melhor coisa eu poderia fazer 0
era esperar, o tempo é o melhor remédio.

5

Procurei tirar alguma vantagem da situação.

0

1

2

3

6

Fiz alguma coisa que acreditava que não daria 0

1

2

3

1

2

3

1

2

3

resultados, mas ao menos eu estava fazendo algo.
7

Tentei encontrar a pessoa responsável para mudar suas 0
ideias.

8

Conversei com outra(s) pessoa(s) sobre o problema, 0
procurando mais dados sobre a situação.

9

Critiquei-me, me repreendi.

0

1

2

3

10

Tentei não fazer nada que fosse irreversível, procurando 0

1

2

3

deixar outras opções.
11

Esperei que um milagre acontecesse.

0

1

2

3

12

Concordei com o fato, aceitei o meu destino.

0

1

2

3

63

13

Fiz como se nada tivesse acontecido.

0

1

2

3

14

Procurei guardar para mim mesmo(a) os meus 0

1

2

3

sentimentos.
15

Procurei encontrar o lado bom da situação.

0

1

2

3

16

Dormi mais que o normal.

0

1

2

3

17

Mostrei a raiva que sentia para as pessoas que causaram 0

1

2

3

o problema.
18

Aceitei a simpatia e a compreensão das pessoas.

0

1

2

3

19

Disse coisas a mim mesmo(a) que ajudassem a me sentir 0

1

2

3

bem.
20

Inspirou-me a fazer algo criativo.

0

1

2

3

21

Procurei esquecer a situação desagradável.

0

1

2

3

22

Procurei ajuda profissional.

0

1

2

3

23

Mudei ou cresci como pessoa de uma maneira positiva.

0

1

2

3

24

Esperei para ver o que acontecia antes de fazer alguma 0

1

2

3

coisa.
25

Desculpei ou fiz alguma coisa para repor os danos.

0

1

2

3

26

Fiz um plano de ação e o segui.

0

1

2

3

27

Tirei o melhor que poderia da situação, que não era 0

1

2

3

esperada.
28

De alguma forma extravasei meus sentimentos.

0

1

2

3

29

Compreendi que o problema foi provocado por mim.

0

1

2

3

30

Saí da experiência melhor do que eu esperava.

0

1

2

3

31

Falei com alguém que poderia fazer alguma coisa 0

1

2

3

1

2

3

fumando, 0

1

2

3

Enfrentei como um grande desafio, fiz algo muito 0

1

2

3

1

2

3

concreta sobre o problema.
32

Tentei descansar, tirar férias a fim de esquecer o 0
problema.

33

Procurei

me

sentir

melhor,

comendo,

utilizando drogas ou medicação.
34

arriscado.
35

Procurei não fazer nada apressadamente ou segui o meu 0

64

primeiro impulso.
36

Encontrei novas crenças.

0

1

2

3

37

Mantive meu orgulho, não demonstrando os meus 0

1

2

3

sentimentos.
38

Redescobri o que é importante na vida.

0

1

2

3

39

Modifiquei aspectos da situação para que tudo desse 0

1

2

3

certo no final.
40

Procurei fugir das pessoas em geral.

0

1

2

3

41

Não deixei me impressionar, me recusava a pensar 0

1

2

3

muito sobre a situação.
42

Procurei um amigo ou um parente para pedir conselhos.

0

1

2

3

43

Não deixei que os outros soubessem a verdadeira 0

1

2

3

1

2

3

situação.
44

Minimizei a situação, recusando-me a me preocupar 0
seriamente com ela.

45

Falei com alguém sobre como estava me sentindo.

0

1

2

3

46

Recusei recuar e batalhei pelo que queria.

0

1

2

3

47

Descontei minha raiva em outra(s) pessoa(s).

0

1

2

3

48

Busquei nas experiências passadas uma situação similar.

0

1

2

3

49

Eu sabia o que deveria ser feito, portanto dobrei meus 0

1

2

3

esforços para fazer o que era necessário.
50

Recusei acreditar que aquilo estava acontecendo.

0

1

2

3

51

Prometi a mim mesmo(a) que as coisas seriam 0

1

2

3

diferentes na próxima vez.
52

Encontrei algumas soluções diferentes para o problema.

0

1

2

3

53

Aceitei, nada poderia ser feito.

0

1

2

3

54

Procurei não deixar que meus sentimentos interferissem 0

1

2

3

1

2

3

1

2

3

muito nas coisas que eu estava fazendo.
55

Gostaria de poder mudar o que tinha acontecido ou 0
como eu senti.

56

Mudei alguma coisa em mim, e modifiquei de alguma 0
forma.

65

57

Sonhava acordado(a) ou imaginava um lugar ou tempo 0

1

2

3

1

2

3

1

2

3

melhores do que aqueles em que eu estava.
58

Desejei que a situação acabasse ou que, de alguma 0
forma, desaparecesse.

59

Tinha fantasias de como as coisas iriam acontecer, como 0
se encaminhariam.

60

Rezei.

0

1

2

3

61

Preparei-me para o pior.

0

1

2

3

62

Analisei mentalmente o que fazer e o que dizer.

0

1

2

3

63

Pensei em uma pessoa que admiro e em como ela 0

1

2

3

1

2

3

1

2

3

1

2

3

resolveria a situação e a tomei como modelo.
64

Procurei ver as coisas sob o ponto de vista da outra 0
pessoa.

65

Eu disse a mim mesmo(a) “que as coisas poderiam ter 0
sido piores”

66

Corri ou fiz exercícios.

0

66

ANEXO

3:

QUESTIONÁRIO

SOCIODEMOGRÁFICO

DA

ASSOCIAÇÃO

BRASILEIRA DE EMPRESAS DE PESQUISA (ABEP)

Agora vou fazer algumas perguntas sobre itens de domicílio para efeito de classificação
econômica. Todos os itens e eletroeletrônicos que vou citar devem estar funcionando,
incluindo os que estão guardados. Caso não estejam funcionando, considere apenas se tiver
intenção de consertar ou repor nos próximos seis meses.
INSTRUÇÃO: Leia os itens de conforto e assinale no quadrado correspondente a
quantidade de itens que possui ou não possui.

QUANTIDADE
QUE POSSUI
ITEM DE CONFORTO

NÃO
POSSUI

Quantidade

de

automóveis

de

passeio

exclusivamente para uso particular.
Quantidade

de

empregados

mensalistas,

considerando apenas os que trabalham, pelo
menos cinco dias por semana.
Quantidade de máquinas de lavar roupa, excluindo
tanquinho.
Quantidade de banheiros.
DVD, incluindo qualquer dispositivo que leia
DVD e desconsiderando DVD de automóvel.
Quantidade de geladeiras.
Quantidade de freezers independentes ou parte de
geladeira duplex.
Quantidade de microcomputadores, considerando
computadores de mesa, laptops, notebooks e
netbooks e desconsiderando tablets, palms ou

1

2

3

4+

67

smartphones.
Quantidade de lavadora de louças.
Quantidade de fornos de micro-ondas.
Quantidade de motocicletas, desconsiderando as
usadas exclusivamente para uso profissional.
Quantidade de máquinas secadoras de roupas,
considerando lava e seca.

A água utilizada neste domicílio é proveniente de?
1

Rede geral de distribuição

2

Poço ou nascente

3

Outro meio

Considerando o trecho da rua do seu domicílio, você diria que a rua é:
1

Asfaltada/Pavimentada

2

Terra/Cascalho

Qual é o grau de instrução do chefe da família? Considere como chefe da família aquele
com a maior parte de renda do domicílio.
Nomenclatura atual
Analfabeto/Fundamental I incompleto

Nomenclatura anterior
Analfabeto/Primário incompleto

Fundamental I completo/Fundamental II Primário Completo/Ginásio Incompleto
Incompleto
Fundamental

completo/Médio Ginásio completo/colegial incompleto

incompleto
Médio completo/Superior Incompleto

Colegial completo/superior incompleto

Superior completo

Superior completo

68

ANEXO 4 - FICHA DE INFORMAÇÃO SOBRE O PRODUTO DE
INTERVENÇÃO
AUTOR(ES):
Andrea Patricia da Silva
LINHA DE PESQUISA ASSOCIADA:
( X ) Integração ensino, serviço de saúde ( ) Currículo e processo ensinoe comunidade
aprendizagem na formação em saúde
NOME DO PRODUTO:
Produto 1: Dos Que Cuidam: Alívio Das Tensões
Produto 2: Cartilha sobre burnout e gerenciamento de estressores
TIPO DO PRODUTO: (Assinale ao Tipo Correspondente ao Produto)
PRODUTOS EDUCACIONAIS:
( ) 1. Mídias educacionais (vídeos, simulações, animações, experimentos virtuais,
áudios, objetos de aprendizagem, aplicativos de modelagem, aplicativos de aquisição e
análise de dados, ambientes de aprendizagem, páginas de internet e blogs, jogos
educacionais etc.) ;
( ) 2. Protótipos educacionais e materiais para atividades experimentais;
( X) 3. Propostas de ensino (sugestões de experimentos e outras atividades práticas,
sequências didáticas, propostas de intervenção etc.);
( X ) 4. Material textual (manuais, guias, textos de apoio, artigos em revistas técnicas
ou de divulgação, livros didáticos e paradidáticos, histórias em quadrinhos e similares);
( ) 5. Materiais interativos (jogos, kits e similares);
( ) 6. Atividades de extensão (exposições científicas, cursos de curta duração, oficinas,
ciclos de palestras, exposições, atividade de divulgação científica e outras);
( ) 7. Desenvolvimento de aplicativos;
( ) 8. Programa de rádio e TV.
TIPO DO PRODUTO: (Assinale ao Tipo Correspondente ao Produto)
PRODUTOS TÉCNICOS:
( ) 1. Patentes (depósito, concessão, cessão e comercialização);
( )2. Organização de evento – Curso de Capacitação em Metodologias Ativas para
Promoção à Saúde- Público alvo: Preceptores e discentes do Pró-Pet Saúde;
( X ) Serviços técnicos;
( ) Relatórios de pesquisa.
Características Valoradas para Classificação dos Produtos Técnicos Educacionais
1-O produto foi validado?
( ) sim
Se sim, foi submetido a:
( ) Banca examinadora
( ) Comitê científico de evento
( ) Órgãos de fomento
( ) Comitê editorial de periódico
( ) Prêmios reconhecidos na Área
( ) Outros
Qual?

( X) não

69

2- Em caso de Produto Educacional, ele foi incorporado ao sistema educacional:
( ) Local
( ) Municipal
( ) Estadual
( ) Nacional
( ) Internacional
3- Em caso de Mídias, tem acesso livre?
( ) sim
( ) não
Se sim, em:
( ) redes fechadas
( ) portal nacional privado
( ) portal nacional público
( ) portal internacional público ou privado multilíngue
Qual o endereço?
4- Em caso de Materiais Textuais, qual o número de cópias editoradas?
130
5- Em caso de Atividade de Extensão e Organização de Eventos, qual o número
de pessoas participantes?
6- A Atividade de Extensão gerou algum relatório ou anais?

70

ANEXO 5 – COMPROVANTE DE SUBMISSÃO