Defesa em: 20/12/2024

Título: REVOLUÇÃO DIGITAL NO ENSINO DO DIAGNÓSTICO DA CÁRIE: SIMULAÇÕES QUE TRANSFORMAM O APRENDIZADO - Autor: ANDRÉIA CRISTINA RAMOS DE BRITO

Arquivo
TACC_FINAL_ANDREIA_11.03.2026.pdf
Documento PDF (4.4MB)
                    UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS
FACULDADE DE MEDICINA - FAMED
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ENSINO NA SAÚDE MESTRADO
PROFISSIONAL EM ENSINO NA SAÚDE

REVOLUÇÃO DIGITAL NO ENSINO DO DIAGNÓSTICO DA CÁRIE:
SIMULAÇÕES QUE TRANSFORMAM O APRENDIZADO

ANDREIA CRISTINA RAMOS DE BRITO

MACEIÓ – AL
2024
0

ANDREIA CRISTINA RAMOS DE BRITO

REVOLUÇÃO DIGITAL NO ENSINO DO DIAGNÓSTICO DA CÁRIE:
SIMULAÇÕES QUE TRANSFORMAM O APRENDIZADO
Trabalho Acadêmico apresentado à banca
de defesa do Programa de Pós-graduação
em Ensino na Saúde da Faculdade de
Medicina na Universidade Federal de
Alagoas, como requisito para obtenção do
título de Mestre em Ensino na Saúde.
Orientadora: Profa. Dra. Andrea Marques
Vanderlei Fregadolli

Linha de Pesquisa: Simulação em saúde,
cariologia, simulação no atendimento
odontológico.

MACEIÓ-AL
2024

1

CATALOGAÇÃO

Catalogação na fonte
Universidade Federal de Alagoas
Biblioteca Central
Divisão de Tratamento Técnico
Bibliotecário: Valter dos Santos Andrade – CRB-1251
B862r Brito, Andreia Cristina Ramos de.
Revolução digital no ensino do diagnóstico da cárie: simulações que
transformam o aprendizado / Andreia Cristina Ramos de Brito – 2025.
127 f. : il.
Orientadora: Adriana Cavalcanti dos Santos.
Dissertação (Mestrado Profissional em Ensino na Saúde) – Universidade
Federal de Alagoas, Faculdade de Medicina, Programa de Pós-Graduação
em Ensino na Saúde, Maceió, 2025.
Bibliografia: f. 87-89.
Apêndices: f. 90-109.
Anexos: f. 110-130.
1. Odontologia Estudo e ensino. 2. Cárie dentária - Diagnósticos. 3. Ensino
- Meios auxiliares. 4. Tecnologia educacional. 5. Ambientes virtuais de
Aprendizagem. Título.
CDU: 616.314-002

2

Programa de Pós-Graduação em
Ensino na Saúde – PPES – FAMED/UFAL
Mestrado Profissional

Carta de Anuência do Orientador para Entrega do
Trabalho Acadêmico de Conclusão do Curso TACC

À Secretaria do PPG em e Ensino na Saúde – FAMED/UFAL
Eu, Andrea Marques Vanderlei Fregadolli
qualidade de orientador de Andreia Cristina Ramos de Brito , aluna de mestrado
deste Programa de Pós-Graduação, a autorizo a entregar o Trabalho Acadêmico de
Conclusão de Curso - TACC, após haver procedido a devida revisão do seu trabalho.
Título do Trabalho:
Revolução Digital no Ensino do Diagnóstico da Cárie: simulações que transformam
o aprendizado

Maceió,

30

de

Assinatura do(a) Orientador(a)

Abril

de 2025

AGRADECIMENTOS
A Deus e a Nossa Senhora. “Não há nada de bom em mim que não me tenha sido dado
pelos céus”
À minha mãe, Rossana, que nunca soltou minha mão fonte de amor e força.
Ao meu pai, Newton, (in memoriam) que faleceu durante meu processo de estudo e não
chegou a me ver mestra em Ensino na Saúde.
Aos meus filhos, Sofia e Pedro, obrigada por todo amor, compreensão e incentivo. Em
especial a você Sofia pela parceria em todos os momentos.
À minha avó, Doriane, (in memoriam) que ficou tão feliz com minha aprovação e deve
estar muito orgulhosa. Sua promessa deu certo! A meu irmão Marcos, Sandra e minha Tia
Regina sempre presentes na minha vida, uma rede de apoio fundamental em toda a minha
trajetória de estudos.
À minha querida orientadora Profª. Drª. Andrea Marques Vanderlei Fregadolli, meu
carinho e gratidão. Obrigada pela confiança depositada, pela disponibilidade e por me conduzir
tão bem na construção desta pesquisa. Obrigada por acreditar em mim, por vibrar com cada
conquista e ter sido luz no meu caminho.
À querida coorientadora Profª. Drª. Lucy Vieira da Silva Lima por ter me recebido de
forma tão carinhosa no mestrado. À Profa. Dra. Maria Viviane Lisboa de Vasconcelos e Profª.
Drª. Celia Maria Silva Pedrosa meu carinho e gratidão por todo conhecimento compartilhado.
À Profª. Drª. Josineide Sampaio por todos os ensinamentos filosóficos e alegrias.
Aos componentes da banca examinadora Prof. Dr. Cyro Rego Cabral Júnior pela
disponibilidade e pelas relevantes contribuições a este trabalho. A Profª. Drª. Elisa Costa e Profª.
Drª. Lenilda Australino por todas as orientações que me foram dadas.
À Profa. Drª. Roberta Penteado, coordenadora do curso de odontologia do Cesmac, pela
amizade, incentivo e apoio para concretização deste trabalho. Ao Prof. Dr. Alexandre Penteado
e Profª. Drª. Izabel Cristina por todo carinho com que me receberam no Cesmac,
disponibilizando um espaço na sua disciplina para execução desta pesquisa. Meu muito
obrigada! Ao amigo Adriano Zumba por ter me apoiado nas questões tecnológicas. À amiga
Raquel Fernandes por todo carinho e apoio durante todo processo e à querida Rebeca Ramos
que me auxiliou em diversas dúvidas. À secretária do MPES Miriam Antunes, que tanto me
ajudou em todo processo de seleção e inscrição. Aos meus queridos colegas de turma do
Mestrado que trilharam junto comigo esse caminho tortuoso, mas muito gratificante.
4

“Ando devagar porque já tive pressa e levo este sorriso porque já
chorei demais... Hoje me sinto mais forte, mais feliz quem sabe eu
só levo a certeza de que muito pouco eu sei e nada sei...
Cada um de nós compõe a sua história e cada ser em si carrega o
dom de ser capaz e ser feliz...”
(Trecho da composição: Tocando em Frente de Renato Teixeira)

5

RESUMO GERAL
Introdução: A simulação permite um ambiente seguro e controlado com possibilidades de
variação de conteúdo, níveis de dificuldade, diagnósticos e planos de tratamento. É versátil
sendo possível seu uso nas diversas áreas de saúde, tanto clínicas como cirúrgicas. Objetivo:
desenvolver e validar um produto educacional inovador que promovesse a formação de
estudantes no diagnóstico, prevenção e manejo clínico da cárie, utilizando o Sistema
Internacional de Detecção e Avaliação de Cárie (ICDAS). Metodologia: o estudo teve uma
abordagem exploratória, quantitativa e descritiva, com aplicação de pré-teste e pós-teste em
grupos controle e experimental. A intervenção foi realizada por meio da plataforma virtual
Learn by cases, um produto educacional desenvolvido especificamente para este estudo. Este
ambiente simula casos clínicos reais, permitindo a manipulação de imagens odontológicas com
ajuste de brilho e contraste, e integra recursos como videoaulas, artigos científicos, e exercícios
interativos. Resultados e discussão: demonstraram que o grupo experimental apresentou
avanços significativos em relação à autonomia, confiança e habilidade diagnóstica, destacandose no desempenho prático e teórico em comparação ao grupo controle. A Análise Discriminante
Linear (LDA) validou as diferenças estatísticas entre os grupos e confirmou a eficácia do
ambiente virtual no processo de ensino-aprendizagem. O produto educacional gerado
representa uma ferramenta pedagógica inovadora e acessível, que atende às diretrizes do
Sistema Único de Saúde (SUS) ao promover ensino de qualidade e maior integração entre teoria
e prática. Conclusão: Por fim, o uso de tecnologias educacionais, como o Learn by cases,
potencializa a formação de profissionais da saúde, contribuindo para uma educação mais eficaz,
segura e alinhada aos desafios contemporâneos do ensino em odontologia.
Palavras-chave: Simulação em saúde. Ensino odontológico. Cárie dentária. Ambientes virtuais
de aprendizagem. Tecnologia educacional.

6

ABSTRACT

Introduction: Simulation provides a safe and controlled environment with possibilities for
varying content, levels of difficulty, diagnoses, and treatment plans. It is versatile and
applicable across various health fields, both clinical and surgical. Objective: To develop and
validate an innovative educational product aimed at training students in the diagnosis,
prevention, and clinical management of dental caries using the International Caries Detection
and Assessment System (ICDAS). Methodology: This study employed an exploratory,
quantitative, and descriptive approach, utilizing pre-test and post-test applications in control
and experimental groups. The intervention was conducted through the virtual platform Learn
by cases, an educational product developed specifically for this study. This environment
simulates real clinical cases, enabling the manipulation of dental images with brightness and
contrast adjustments and integrating resources such as video lectures, scientific articles, and
interactive exercises. Results and Discussion: The findings demonstrated that the
experimental group showed significant improvements in autonomy, confidence, and diagnostic
skills, excelling in both practical and theoretical performance compared to the control group.
Linear Discriminant Analysis (LDA) validated the statistical differences between groups and
confirmed the effectiveness of the virtual environment in the teaching-learning process. The
educational product developed represents an innovative and accessible pedagogical tool that
aligns with the guidelines of the Brazilian Unified Health System (SUS), promoting quality
education and greater integration between theory and practice. Conclusion: In conclusion, the
use of educational technologies, such as Learn by cases, enhances the training of healthcare
professionals, contributing to more effective, safe, and contemporary dental education.
Keywords: Health simulation. Dental education. Dental caries. Virtual learning environments.
Educational technology.

7

LISTA DE ILUSTRAÇÕES

FIGURA 1- Apresentação da Web página Learn by Cases............................................. 66
FIGURA 2 - Minha Biografia ......................................................................................... 67
FIGURA 3 - Página de Fale conosco .............................................................................. 67
FIGURA 4 - Cadastro dos discentes ............................................................................... 68
FIGURA 5 - Página para Login e Senha ......................................................................... 68
FIGURA 6 – Visão Geral da Web página com o total de simulações cadastradas, corrigidas,
abertas e gráficos com grau de dificuldade .....................................................................68
FIGURA 7- Simulação de casos clínicos ........................................................................ 69
FIGURA 8 - Simulação do caso clínico 1 .........................................................................70
FIGURA 9 - Simulação do caso clínico 2 .........................................................................71
FIGURA 10 - Simulação do caso clínico 3 .......................................................................72
FIGURA 11- Simulação do caso clínico 4 ....................................................................... 73
FIGURA 12- Simulação do caso clínico 5 ........................................................................74
FIGURA 13 - Simulação do caso clínico 6 .......................................................................75
FIGURA 14 - Simulação do caso clínico 7 ......................................................................76
FIGURA 15 - Simulação do caso clínico 8 ......................................................................77
FIGURA 16- Simulação do caso clínico 9 .......................................................................78
FIGURA 17- . Simulação do caso clínico 10 ...................................................................79
FIGURA 18 – Lista com total de discentes cadastrados ................................................. 79
FIGURA 19 – Página para cadastro de novos casos ....................................................... 81
FIGURA 20 - Página com as principais dúvidas sobre o uso da web página ..................81
FIGURA 21 – Página para cadastro de docente colaborador ...........................................82

8

LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS

CESMAC

Centro de Estudos Superiores de Maceió

CEP

Comitê de Ética e Pesquisa

CD

Cirurgião-dentista

CEM

Código de Ética Médica

CFO

Conselho Federal de Odontologia

CNE

Conselho Nacional de Educação

CNS

Conselho Nacional de Saúde

CPO-D

Dentes Cariados, Perdidos e Obturados

CRO

Conselho Regional de Odontologia

DCNs

Diretrizes Curriculares Nacionais

FAMED

Faculdade de Medicina

GDA

Gerência Docente Assistencial

ICDAS

International Caries Detection and Assessment System

MPES

Mestrado Profissional em Ensino na Saúde

MS

Ministério da Saúde

OMS

Organização Mundial de Saúde

SUS

Sistema Único de Saúde

TACC

Trabalho Acadêmico de Conclusão de Curso

TCLE

Termo de Consentimento Livre e Esclarecido

TDICs

Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação

UBS

Unidade Básica de Saúde

UFAL

Universidade Federal de Alagoas

UFRN

Universidade Federal do Rio Grande do Norte

9

SUMÁRIO

1 APRESENTAÇÃO ............................................................................................................. 12
2 ARTIGO 1: ANÁLISE DE EFICÁCIA DO USO DE SIMULAÇÃO PARA O
PROCESSO DE ENSINO/APRENDIZAGEM NO CURSO DE ODONTOLOGIA: UM
MAPEAMENTO SISTEMÁTICO. ..................................................................................... 14
2.1 Resumo .............................................................................................................................. 14
2.2 Abstract ............................................................................................................................. 14
2.3 Introdução ......................................................................................................................... 15
2.4 Percurso Metodológico ..................................................................................................... 17
2.5 Resultados. ........................................................................................................................ 21
2.6 Discussão. ......................................................................................................................... 26
2.7 Conclusão........................................................................................................................... 28
2.8 Referências. ........................................................................................................................ 29
3 ARTIGO 2: REVOLUÇÃO DIGITAL NO ENSINO DO DIAGNÓSTICO DA CÁRIE:
SIMULAÇÕES QUE TRANSFORMAM O APRENDIZADO. ........................................ 32
3.1 Introdução .......................................................................................................................... 35
3.2 Percurso Metodológico ...................................................................................................... 36
3.3. Resultados e Discussão ..................................................................................................... 38
3.4 Considerações Finais........................................................................................................... 52
3.5. Referências .........................................................................................................................54
4 PRODUTO EDUCACIONAL ............................................................................................. 59
4.1 Produto educacional: Web página Learn by cases .............................................................. 60
4.2 Título em português ............................................................................................................ 60
4.3 Título em inglês .................................................................................................................. 60
4.4 Tipo de Produto. ................................................................................................................. 60
4.5 Público-Alvo ...................................................................................................................... 60
4.6 Introdução. .......................................................................................................................... 60
4.7 Objetivos ............................................................................................................................. 61
4.7.1 Objetivo Geral ..................................................................................................................61
4.7.2 Objetivos Específicos. ...................................................................................................... 62

10

4.8 Percurso Metodológico. .................................................................................................. 62
4.9 Resultados e Discussão ................................................................................................... 64
5.0 Considerações Finais........................................................................................................ 65
6.0 Endereço Eletrônico de Acesso ........................................................................................ 65
7.0 Referências ....................................................................................................................... 82
8.0 CONSIDERAÇÕES FINAIS DO TACC .................................................................... 85
9.0 REFERÊNCIAS GERAIS ............................................................................................ 87
APÊNDICES....................................................................................................................... 90
ANEXOS ............................................................................................................................ 110

11

1

APRESENTAÇÃO

Este estudo se refere ao Trabalho Acadêmico de Conclusão de Curso (TACC)
apresentado ao Programa de Mestrado Profissional em Ensino na Saúde (MPES) da Faculdade
de Medicina (FAMED) da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), tendo como título:
“REVOLUÇÃO DIGITAL NO ENSINO DO DIAGNÓSTICO DA CÁRIE: SIMULAÇÕES
QUE TRANSFORMAM O APRENDIZADO”
Desde 2007, enquanto odontóloga em cursos técnicos e monitora de algumas disciplinas
do curso de Odontologia do CESMAC (Centro de Estudos Superiores de Maceió), fui
experenciando a dificuldade, medo e ansiedade dos discentes em iniciar o atendimento clínico
em odontologia e a dificuldade que os docentes tinham em compartilhar os casos clínicos com
todos os alunos, pois trabalhamos em boxes separados e muitas vezes nem todos os discentes
tinham acesso a casos clínicos importantes. A partir de então, dediquei-me a pesquisar uma
formar de elaborar um ambiente seguro para o treinamento pré-clínico desses alunos e criar um
espaço de troca entre os discentes e docentes em um espaço virtual de ensino-aprendizagem
relacionado ao diagnóstico da cárie dental devido a ser considerado um problema de saúde
pública em nosso país segundo OMS (Organização Mundial da Saúde).
Em seguida, comecei a entrevistar alunos do curso superior em odontologia, e discutir
com eles a oportunidade de ter um ambiente virtual de aprendizagem onde eles pudessem ser
protagonistas no diagnóstico e plano de tratamento de pacientes virtuais antes de iniciar a clínica
odontológica. Em geral, a resposta dos discentes foi muito positiva.
Vislumbrando um cenário diferente para os discentes e motivada pelo potencial
transformador do processo de ensino-aprendizagem no âmbito do Sistema Único de Saúde
(SUS), aos poucos comecei a discutir com colegas de trabalho na minha prática acadêmica e
pós pandemia onde utilizamos muito às aulas on-line e que este ambiente poderia ser melhor
aproveitado sem a intenção de substituir o professor e sim auxiliá-lo em um ambiente favorável
para troca de conhecimento.
Assim, este trabalho emergiu das minhas reflexões sobre os saberes, fazeres e
dificuldades dos discentes de graduação em odontologia durante às aulas clínicas em uma
faculdade particular ao lidarem pela primeira vez com pacientes sem ter um ambiente favorável
e controlado para diagnóstico e tratamento de doenças bucais.
12

A partir dessas reflexões, colocou-se o questionamento que norteou o desenvolvimento
desta pesquisa: Como tornar o ensino pré-clínico da classificação e manejo de cárie mais efetivo
no modo on-line?
Ressalta-se que o presente estudo engloba discentes do 5º período do curso de
odontologia que não tiveram contato com pacientes reais na clínica odontológica.
Este Trabalho Acadêmico de Conclusão de Curso (TACC) contém dois artigos
científicos que serão submetidos em periódico científico de alto fator de impacto e um produto
educacional, sendo uma web página contendo dez casos clínicos virtuais onde o discente pode
manipular as imagens ampliando, aumentando ou diminuindo contraste e brilho, aumentando a
fonte para maior acessibilidade e contendo um sistema de recomendação de artigos, livros e
videoaulas.

13

2

ARTIGO 1

ANÁLISE DE EFICÁCIA DO USO DE SIMULAÇÃO PARA O PROCESSO DE
ENSINO/APRENDIZAGEM NO CURSO DE ODONTOLOGIA: UMA REVISÃO
SISTEMÁTICA

ANALYSIS OF THE EFFECTIVENESS OF SIMULATION IN THE
TEACHING/LEARNING PROCESS IN DENTISTRY: A SYSTEMATIC REVIEW

2.1

Resumo

Introdução: A forma de ensino mudou em todo mundo, pois estávamos vivendo uma pandemia
causada pelo SARS-CoV-2 (Covid-19), à qual demandou isolamento social e fechamento das
escolas. Objetivo: Uma medida para minimizar este problema global foi o uso de tecnologias
educacionais. Uma dessas tecnologias é a simulação. A implementação desta tecnologia no
ensino adquiriu um papel importante como uma forma ativa de aprendizado. Metodologia: Este
estudo pesquisou publicações na língua inglesa sobre a utilização de simulações no ensino na
saúde, analisando as disciplinas que utilizam a técnica, limitações e benefícios no contexto do
curso superior de odontologia. Trata-se de um mapeamento sistemático onde, dos 2029 artigos
pesquisados em várias bases de dados, resultou em 21 artigos selecionados. Para tanto,
utilizamos os descritores: Treinamento por simulação; Simulação na educação e Simulação na
odontologia. Resultados: Como resultados, observou-se que a simulação melhorou o
desempenho dos estudantes nas atividades simuladas, em 86% dos estudos descritos.
Conclusão: Além disso, professores e alunos relataram percepção positiva quanto ao uso das
simulações para o ensino/aprendizagem.

Palavras-chave: Simulação na saúde. Treinamento por simulação. Simulação no ensino e
aprendizagem. Simulação no ensino da odontologia.

14

2.2 Abstract
Introduction: Teaching has changed worldwide, as we are experiencing a pandemic caused by
SARS-CoV-2 (Corona Virus), which demanded social isolation and the closing of schools. One
measure to minimize this global problem was to use educational technologies. One of these
technologies is simulation. The implementation of this technology in teaching has acquired an
important role as an active form of learning. Objective: This study researched publications, in
English, language about the use of simulations in health education, analyzing the disciplines that
use the technique, limitations and benefits in the context of higher education in Dentistry. Method:
This is a systematic mapping where 21 articles were selected from the 2029 articles found in various
scientific databases. For this search, we used the descriptors: Training by simulation; Simulation in
education and Simulation in dentistry. Results: It was observed that the simulation improved the
performance of students in the simulated activities in 86% of the studies. Conclusion: The analysis
of the articles showed that most studies carried out quantitative research, with virtual simulations
of high fidelity for the disciplines of dentistry, dental clinic, oral surgery, prosthesis and others. The
average number of participants per experiment was 104. In addition, teachers and students reported
positive perceptions regarding the use of simulations for teaching / learning.

Keywords: simulation in healthcare; simulation for training; simulation in teaching and
learning; simulation in dental school.

2.2

Introdução

No momento da escrita deste artigo, o mundo enfrentava os desafios de uma pandemia
causada pelo SARS-CoV-2 (Coronavírus), que exigiu o isolamento social e resultou no
fechamento de escolas, impactando mais de 1,5 bilhão de estudantes em todo o mundo, de
acordo com a UNESCO (UNESCO, 2020). Em resposta, a modalidade de ensino online tornouse uma solução amplamente adotada. Essa abordagem utiliza tecnologias educacionais para
viabilizar o ensino por meio da internet, proporcionando novas formas de apoio aos processos
de ensino e aprendizagem, além de se expandir consideravelmente (Crawford et al., 2020). A
expectativa é que o ensino online rivalize com o ensino presencial até 2025 (Palvia et al., 2018).
Entre as tecnologias educacionais, destacam-se as simulações, que criam cenários de
ensino onde os estudantes são inseridos em um ambiente que replica a realidade, com
parâmetros controlados pelos educadores para alcançar resultados pedagógicos específicos.
Essas simulações permitem vivências significativas e engajadoras, promovendo o pensamento
crítico e avaliativo, e alinhando-se aos princípios do ensino centrado no estudante e do
construtivismo (Bello et al., 2016).
15

No ensino superior, especialmente nas ciências da saúde, as simulações têm sido
amplamente empregadas para o desenvolvimento de habilidades cognitivas, motoras e atitudes
necessárias ao manejo de pacientes reais (Vieira e Caverni, 2011; Oliveira et al., 2014; Miranda
et al., 2018). Esse método permite a integração entre teoria e prática em um ambiente seguro e
controlado, onde os estudantes podem errar sem causar danos, refletindo sobre suas decisões e
aprimorando competências (Yamane et al., 2019).
Contudo, o uso de simulações apresenta desafios, como a necessidade de recursos
financeiros e tempo para a criação de cenários de qualidade, além da complexidade na avaliação
da aprendizagem do estudante (Bello et al., 2016). Ainda assim, estudos indicam que essa
abordagem aumenta a retenção de conteúdo, melhora habilidades práticas, estimula a liderança,
a tomada de decisão e o trabalho em equipe, além de reduzir a ansiedade e aumentar a
autoconfiança dos estudantes (Rohrs et al., 2017).
A pandemia da COVID-19 acelerou a transição para metodologias ativas de ensino. No
Brasil, seguindo as orientações do Conselho Nacional de Saúde (CNS), as atividades
presenciais foram substituídas por estratégias pedagógicas não presenciais, incluindo
plataformas virtuais de aprendizagem, videoaulas e simulações (CNS, 2020). Nesse contexto,
a simulação emergiu como uma metodologia central, especialmente em cursos de saúde,
promovendo uma aprendizagem ativa e integrada (Yamane et al., 2019).
As simulações podem ser físicas, híbridas ou virtuais, de baixa, média ou alta fidelidade,
dependendo do nível de detalhamento dos elementos que representam (Souza et al., 2011;
Miranda et al., 2018). Essa flexibilidade permite seu uso em diversas áreas de saúde, tanto
clínicas quanto cirúrgicas, contribuindo para a formação de profissionais mais bem preparados
(Romano e Pazin Filho, 2007; Miranda et al., 2018).
Além disso, tecnologias como a realidade virtual vêm ampliando as possibilidades da
simulação, com o uso de pacientes virtuais que replicam interações humanas em cenários
controlados (Oliveira Costa et al., 2017). Estudos mostram que estudantes avaliam
positivamente essas metodologias, destacando sua segurança, ética e eficácia (Valadares e
Magro, 2014). No entanto, limitações como custos elevados e a necessidade de engajamento do
corpo docente ainda representam desafios importantes (Figueiredo, 2014; Bello et al., 2016).
A justificativa para este trabalho reside na escassez de pesquisas que avaliem, de forma
abrangente, a eficácia das simulações na formação de estudantes de odontologia. Assim, este
estudo tem como objetivo realizar um mapeamento sistemático para identificar evidências
quantitativas sobre a efetividade das simulações no ensino de habilidades e atitudes em
16

odontologia. A partir dessa análise, busca-se contribuir para o aprimoramento do processo de
ensino-aprendizagem na área, promovendo uma formação mais eficiente e alinhada aos desafios
contemporâneos.
2.3 Percurso metodológico
Este estudo realizou uma revisão sistemática para avaliar evidências quantitativas da
efetividade do uso de simulações no ensino de habilidades e atitudes em cursos de graduação
em odontologia. O processo seguiu as diretrizes estabelecidas por Honório e Santiago (2018)
para a condução de revisões sistemáticas na área odontológica.
Foram analisados diversos aspectos de cada artigo selecionado, incluindo:
• Tipo de simulação utilizada;
• Nível de fidelidade da simulação;
• Disciplina em que a simulação foi aplicada;
• Período do curso dos estudantes participantes;
• Número de participantes;
• Tipo de estudo realizado;
• Avaliação da efetividade da simulação em relação aos objetivos propostos nos artigos.

As etapas para a condução de uma revisão sistemática, conforme detalhado por Honório
e Santiago Júnior (2018), incluem:
•

Definição, importância e limitações das revisões sistemáticas: compreensão dos
conceitos fundamentais, relevância e possíveis restrições associadas às revisões
sistemáticas.

•

Planejamento da revisão sistemática: elaboração de um plano detalhado que abrange
a formulação da pergunta de pesquisa, definição dos critérios de inclusão e exclusão, e
desenvolvimento de estratégias de busca.

•

Desenvolvimento do protocolo da revisão sistemática: criação de um documento que
17

descreve os objetivos, métodos e procedimentos que serão adotados na revisão,
assegurando transparência e reprodutibilidade.
•

Busca bibliográfica de dados: execução de uma busca abrangente e estruturada nas
bases de dados relevantes para identificar estudos pertinentes ao tema investigado.

•

Seleção e extração de dados: aplicação dos critérios de elegibilidade para selecionar
os estudos que serão incluídos na revisão e extração sistemática das informações
relevantes de cada estudo.

•

Análise qualitativa e quantitativa (metanálise): avaliação crítica dos dados coletados,
podendo incluir síntese qualitativa e, quando apropriado, realização de metanálise para
combinar estatisticamente os resultados dos estudos incluídos.

•

Avaliação da qualidade dos estudos e risco de viés: utilização de ferramentas
específicas para determinar a qualidade metodológica dos estudos selecionados e
identificar potenciais vieses que possam afetar os resultados.

•

Redação da revisão sistemática: elaboração do relatório final que apresenta de forma
clara e estruturada os objetivos, métodos, resultados, discussões e conclusões da revisão,
seguindo diretrizes como o PRISMA.
Essas etapas são fundamentais para garantir a qualidade, confiabilidade e validade de uma

revisão sistemática, assegurando que os resultados obtidos sejam robustos e úteis para a tomada
de decisões informadas na prática odontológica.
Ao realizar a busca exploratória, percebeu-se uma quantidade limitada de artigos em
língua portuguesa em comparação aos disponíveis em inglês. Por essa razão, optou-se por
realizar as buscas exclusivamente em língua inglesa, utilizando a seguinte string de busca:
simulation AND (odontology OR dentistry OR dental education) AND (pre clinic OR pre-clinic
OR clinic) AND student.
A string foi aplicada nas seguintes bases de dados científicas: Wiley Online Library,
Science Direct, PubMed, MedlinePlus, Portal de Periódicos CAPES, Biblioteca Virtual em
Saúde (BVS), e SciELO. Os endereços eletrônicos dessas plataformas são os seguintes:
•

Wiley Online Library: https://onlinelibrary.wiley.com/

•

Science Direct: https://www.sciencedirect.com/
18

•

PubMed: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/

•

MedlinePlus: https://medlineplus.gov/

•

CAPES: http://www.periodicos.capes.gov.br/

•

BVS: https://pesquisa.bvsalud.org/portal/resource/pt/lis-20847

•

SciELO: https://www.scielo.br/
O período de publicação analisado foi limitado aos últimos cinco anos, abrangendo

estudos publicados entre 1º de janeiro de 2015 e janeiro de 2021. Foram considerados
exclusivamente artigos originais e completos. Para garantir a relevância dos estudos,
estabeleceram-se critérios rigorosos de inclusão e exclusão. Os critérios de inclusão englobaram
artigos revisados por pares, publicados em anais de eventos ou periódicos indexados, que
abordassem o uso de simulação na aprendizagem odontológica. Além disso, os estudos
deveriam apresentar análises qualitativas e/ou quantitativas completas. Por outro lado, foram
excluídos artigos não relacionados ao tema, literatura cinza (como livros), artigos resumidos,
pôsteres, editoriais, revisões ou mapeamentos sistemáticos, estudos duplicados e quaisquer
publicações que não atendiam aos critérios propostos.
A seguir, apresenta-se o passo a passo detalhado da metodologia empregada neste estudo,
com o objetivo de permitir sua reprodução por outros pesquisadores.
1) Seleção dos artigos
Após a busca nas bases de dados, os artigos foram selecionados com base nos critérios
de inclusão previamente estabelecidos. Todos os artigos escolhidos foram revisados
para garantir a aderência ao tema do uso de simulações no ensino de odontologia.
2) Extração de Informações dos Artigos
Os artigos selecionados foram revisados para a coleta das seguintes informações:
Tipo de Simulação: a identificação considerou se a simulação era física, híbrida ou
virtual:
▪

Física: baseada em modelos tangíveis (dentes, bocas, mandíbulas, faces, etc.).
19

▪

Virtual: desenvolvida em sistemas computacionais (softwares).

▪

Híbrida: combinação integrada de elementos físicos e virtuais.

Nível de Fidelidade da Simulação: a classificação seguiu os critérios de baixo, médio
ou alto:
Para simulações físicas:
▪

Baixo: representações vagas do elemento simulado.

▪

Médio: características morfológicas e funcionais parciais.

▪

Alto: representações detalhadas e realistas.

Para simulações virtuais:
▪

Baixo: baseadas em textos, imagens estáticas ou vídeos.

▪

Médio: simulações 3D imprecisas.

▪

Alto: simulações 3D ou de realidade aumentada com alta precisão.
a. Disciplina de Aplicação: foi registrado em qual disciplina do curso de
odontologia a simulação foi utilizada (ex.: dentística, periodontia, cirurgia, etc.).
b. Período do Curso: foi anotado o ano ou semestre do curso em que a simulação
foi aplicada, para identificar o nível de formação dos estudantes.
c. Tamanho da Amostra: o número de participantes no experimento foi registrado
e classificado em intervalos (<50, 50-100, 101-250, >250), visando avaliar a
robustez estatística do estudo.
d. Tipo de Estudo: o método de pesquisa foi identificado como:
▪

Qualitativo: análise de percepções e experiências.

▪

Quantitativo: mensuração de resultados objetivos.

▪

Misto: combinação de análises qualitativas e quantitativas.
20

e. Efetividade da Simulação: foi verificado se a simulação foi avaliada como efetiva para
atingir os objetivos propostos, registrando os benefícios descritos.

3) Organização dos dados
As informações extraídas foram organizadas em uma tabela ou planilha para facilitar a
análise comparativa. Cada coluna representou uma variável de interesse (tipo de simulação,
nível de fidelidade etc.), enquanto cada linha correspondeu a um artigo analisado.
4) Análise dos dados
•

Uma análise descritiva foi realizada para identificar padrões e tendências.

•

Os resultados de efetividade foram comparados entre diferentes tipos e níveis de simulação.

•

A distribuição dos estudos por disciplinas e períodos do curso foi avaliada.

5) Conclusão e Relatório
Os achados da pesquisa foram apresentados de forma clara e estruturada, discutindo a
aplicabilidade das simulações no ensino odontológico e indicando oportunidades para
futuras investigações.
2.4

Resultados
Considerando todas as bases, 2029 artigos foram retornados após a consulta pela string:

simulation AND (odontology OR dentistry OR dental education) AND (pre clinic OR pre-clinic
OR clinic) AND student. Para cada base considerada, os resultados foram os seguintes: (1) Wiley
Online Library, 1083 artigos; (2) Science Direct, 860 artigos; (3) Pubmed, 30 artigos; (4)
Medline Plus, 0 artigos; (5) CAPES, 0 artigos; (6) BVS, 56 artigos e; (7) SciELO, 0 artigos.
Após a remoção dos artigos duplicados, resumos, pôsteres, capítulos de livro e editoriais,
restaram 849 artigos. O título e resumo (abstract) desses artigos foram lidos, para a remoção de
outras revisões ou mapeamentos sistemáticos, bem como estudos não relacionados ao tema
deste estudo, resultado em 127 artigos pertinentes. Por fim, foi realizada a leitura da introdução
desses artigos, resultando em 22 artigos pertinentes. Dois desses artigos abordavam a mesma
pesquisa, portanto mantivemos o artigo mais recente, resultando em 21 artigos (listados na
Tabela 1).

21

Tabela 1: artigos selecionados: índices, títulos e número da referência
#

Título
Implementation of a Web-Based Patient Simulation Program to
1
Teach Dental Students in Oral Surgery
2

Predicting Performance in Technical Preclinical Dental Courses
Using Advanced Simulation

Comparing feedback from faculty interactions and virtual
3 assessment software in the development of psychomotor skills in
preclinical fixed prosthodontics
Simulation training for ceramic crown preparation in the dental
setting using a virtual educational system
The influence of a learning object with virtual simulation for
5
dentistry: A randomized controlled trial
4

Evaluation of the introduction of a dental virtual simulator on the
6 performance of undergraduate dental students in the pre-clinical
operative dentistry course
Introduction of integrated dental training jaw models and rubric
7
criteria
3D printed simulation models based on real patient situations for
8 hands-on practice
9

Impact of simulated patients on students’ self-assessment of
competency in practice of geriatric dentistry

Comparative effectiveness of hand scaling by undergraduate dental
students following a two-week pre-clinical training course
Performance of two different digital evaluation systems used for
11
assessing pre-clinical dental students’ prosthodontic technical skills
The impact of an electronic guide on students’ self-directed learning
12 in simulation clinic
10

Comparison of a prep Check-supported self-assessment concept
13 with conventional faculty supervision in a pre-clinical simulation
environment
Effectiveness of virtual patients in teaching clinical decision14 making skills to dental students
Learning of the mental nerve block technique with dental anesthesia
15 simulation models builds motor skills and confidence in dental
students
Exploring training dental implant placement using computer guided
16
implant navigation system for predoctoral students: A pilot study
Simulation-Based Medical Emergencies Education for Dental
17 Students: A Three-Year Evaluation
18 Students’ Evaluations of Simulations in Dentistry: A Multiple

Referência
38
11
31
16
35
23
33
15
27
9
12
34
39
17
28
10
18
19
22

Cohort Study at a U.S. Dental School
Effect of augmented reality simulation on administration of local
19 anesthesia in pediatric patients
Assessing clinical simulation as a learning tool when training
motivation skills in Periodontology students’ perceptions
Impact of Digital Tooth Preparation Evaluation Technology on
21 Preclinical Dental Students’ Technical and Self-Evaluation Skills
20

21
2
13

Resultado da arguição dos artigos
Nesta subseção, foi apresentado o resultado da extração das informações dos artigos,
listando a quantidade e os artigos (referências) para cada resposta obtida no processo de
extração.
Tipo de simulação
• 14 (67%) artigos apresentaram tecnologias virtuais de simulação para o ensino
(odontológico). Índices dos artigos (Tabela 1): 1, 2, 3, 5, 6, 9, 11, 12, 14, 16, 17, 18, 19 e
20;
• 3 (14%) artigos apresentaram tecnologias físicas de simulação. Índices dos artigos (Tabela
1): 7, 10 e 15;
• 4 (19%) artigos apresentaram tecnologias híbridas (físicas e virtual). Índices dos artigos
(Tabela 1): 4, 8, 13 e 21.
Nível de fidelidade da simulação
• 4 (19%) artigos apresentaram simulações com nível de fidelidade baixo. Índices dos artigos
(Tabela 1): 1, 9, 11 e 17;
• 5 (24%) artigos apresentaram simulações com nível de fidelidade médio. Índices dos
artigos (Tabela 1): 5, 14, 18, 20 e 21;
• 12 (57%) artigos apresentaram simulações com nível de fidelidade alto. Índices dos artigos
(Tabela 1): 2, 3, 4, 6, 7, 8, 10, 12, 13, 15, 16 e 19.
Disciplina onde a simulação foi aplicada
• 1 (5%) estudo tratou sobre cirurgia oral. Índice do artigo (Tabela 1): 1;
• 1 (5%) estudo não informou a disciplina abordada. Índice do artigo (Tabela 1): 10;
• 3 (14%) estudos trataram sobre prótese. Índices dos artigos (Tabela 1): 3, 4 e 9;
• 4 (19%) estudos trataram sobre atendimento clínico. Índices dos artigos (Tabela 1): 7, 12,
23

14 e 17;
• 5 (24%) estudos trataram sobre outras disciplinas. Índices dos artigos (Tabela 1): 5, 9 15,
16 e 19;
• 7 (33%) estudos trataram sobre dentística. Índices dos artigos (Tabela 1): 2, 6, 8, 11, 13 ,18
e 21.
Ano do curso dos participantes
• 4 (20%) estudos não informaram o ano dos participantes Índices dos artigos (Tabela): 4, 7,
19 e 20;
• 1 (5%) estudo foi realizado com estudantes do 1º ano Índice do artigo (Tabela 1): 10;
• 9 (45%) estudos foram realizados com estudantes do 2º ano Índices dos artigos (Tabela 1):
2, 3, 6, 8, 9, 11, 12, 17 e 18;
• 2 (10%) estudos foram realizados com estudantes do 3º ano Índices dos artigos (Tabela 1):
1 e 13;
• 1 (5%) estudo foi realizado com estudantes do 4º ano Índice do artigo (Tabela 1): 8;
• 4 (20%) estudos foram realizados com estudantes do 5º ano Índices dos artigos (Tabela 1):
5, 14, 15 e 16.
Tamanho da amostra
• 8 (38%) artigos avaliaram as simulações em amostras com menos de 50 participantes.
Índices dos artigos (Tabela 1): 3, 5, 6, 8, 13, 15, 16 e 19;
• 8 (38%) artigos avaliaram as simulações em amostras entre 50 e 100 participantes. Índices
dos artigos (Tabela 1): 1, 4, 9, 11, 12, 14, 20 e 21;
• 2 (10%) artigos avaliaram as simulações em amostras entre 100 e 150 participantes. Índices
dos artigos (Tabela 1): 7 e 10;
• 0 (0%) artigos avaliaram as simulações em amostras entre 150 e 200 participantes;
• 0 (0%) artigos avaliaram as simulações em amostras entre 200 e 250 participantes;
• 3 (14%) artigos avaliaram as simulações em amostras com 250 ou mais participantes.
Índices dos artigos (Tabela 1): 2, 17 e 18
Tipo de estudo
• 16 (76%) artigos realizaram estudo quantitativo. Índices dos artigos (Tabela 1): 2, 3, 6, 9,
10, 11, 12, 13, 14, 15, 16, 17, 18, 19, 20 e 21;
• 0 (0%) artigos realizaram estudo qualitativo;
24

• 5 (24%) artigos realizaram estudo quantitativo e qualitativo. Índices dos artigos (Tabela 1):
1, 4, 5, 7 e 8
Efetividade da simulação avaliada
• 18 (86%) dos estudos apresentaram resultados positivos que indicam efetividade no uso
das simulações. Índices dos artigos (Tabela 1): 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 11, 13, 14, 15, 16, 17,
18, 19, 20 e 21;
• 3 (14%) dos estudos apresentaram resultados que não eram significativos, estatisticamente,
não podendo avaliar as simulações como sendo efetivas para o objetivo proposto. Índices
dos artigos (Tabela 1): 9, 10 e 12.
Segue, abaixo, o Protocolo Prisma preenchido (Quadro 1).

Quadro 1 – Procolo Prisma.
ETAPA
Título

Resumo
Estruturado

Introdução

Métodos

DESCRIÇÃO
EFETIVIDADE DAS SIMULAÇÕES NO ENSINO DE HABILIDADES E
ATITUDES EM CURSOS DE ODONTOLOGIA: uma Revisão Sistemática
Objetivo: avaliar a efetividade das simulações no ensino odontológico com base em
evidências quantitativas e qualitativas. Metodologia: Revisão Sistemática
conduzida em conformidade com as diretrizes PRISMA. Resultados: 21 estudos
incluídos; 86% demonstraram efetividade no uso de simulações. Conclusão: as
simulações, especialmente as virtuais e de alta fidelidade, são ferramentas eficazes
no ensino odontológico.
Justificativa: escassez de pesquisas abrangentes sobre a eficácia das simulações no
ensino odontológico. Objetivo: identificar evidências sobre a efetividade do uso de
simulações no desenvolvimento de habilidades e atitudes.
Critérios de elegibilidade: artigos originais revisados por pares, publicados entre
2015 e 2021, com análises quantitativas, qualitativas ou mistas, relacionados ao uso
de
simulações
no
ensino
odontológico.
Exclusão: Literatura cinza, editoriais, pôsteres, resumos e revisões.

25

ETAPA

DESCRIÇÃO
Fontes de Informação: Bases de dados: Wiley Online Library, Science Direct,
PubMed,
MedlinePlus,
CAPES,
BVS,
SciELO.
Estratégia de Busca: string utilizada: simulation AND (odontology OR dentistry
OR dental education) AND (pre clinic OR pre-clinic OR clinic) AND student.
Processo de seleção: 2029 artigos identificados inicialmente; 849 artigos após
remoção de duplicatas e exclusão por critérios; 21 artigos selecionados para análise.
Extração de dados: tipo de simulação, nível de fidelidade, disciplina aplicada,
período do curso, tamanho da amostra, tipo de estudo e efetividade da simulação.
Artigos identificados e selecionados:
- 2029 artigos identificados;
- 849 artigos após remoção de duplicatas;
- 127 artigos avaliados e 21 incluídos.
Principais achados:
- Tipo de Simulação: 67% virtuais, 14% físicas, 19% híbridas;
Resultados
- Nível de Fidelidade: 57% alta, 24% média, 19% baixa;
- Disciplinas: 33% dentística, 19% atendimento clínico, 14% prótese, 5% cirurgia
oral;
- Ano do Curso: 45% no 2º ano, 20% no 5º ano, 10% no 3º ano;
- Tipo de Estudo: 76% quantitativos, 24% mistos;
- Efetividade: 86% dos estudos mostraram resultados positivos.
As simulações, especialmente as virtuais de alta fidelidade, mostraram-se eficazes
Discussão
no ensino odontológico. Limitações apontadas incluem falta de dados sobre custos e
dificuldades de implementação.
As simulações são ferramentas eficazes para desenvolver habilidades específicas e
revisar técnicas em odontologia. Há necessidade de estudos futuros para explorar
Conclusão
custos e dificuldades de implantação.
Financiamento Não foi mencionado financiamento externo para esta revisão.
Declaração de
Nenhum conflito de interesses relatado.
Conflito de
Interesses
Fonte: Autora.

2.5 Discussão
Os resultados desta revisão sistemática revelam tendências importantes sobre o uso de
simulações no ensino odontológico, com foco em seu tipo, fidelidade, disciplina aplicada, perfil
dos participantes, tamanho das amostras, tipo de estudo e efetividade. A análise permitiu avaliar
a contribuição das simulações como ferramenta pedagógica, destacando suas aplicações,
limitações e perspectivas futuras. Segue, abaixo, a discussão das variáveis.
Tipo de simulação
A predominância de simulações virtuais (67%) indica uma clara preferência pelo uso de
tecnologias digitais no ensino odontológico. Este resultado reflete o avanço e a aceitação das
plataformas digitais, que oferecem maior flexibilidade e realismo, especialmente em cenários
de treinamento clínico controlado. Embora simulações físicas e híbridas também tenham sido
26

aplicadas, sua menor frequência pode estar relacionada a fatores como custos elevados e maior
complexidade na implementação, especialmente no caso das híbridas.
Nível de fidelidade
A predominância de simulações de alta fidelidade (57%) demonstra um esforço em
aproximar o treinamento acadêmico da prática clínica real. Simulações com alta fidelidade
oferecem cenários mais realistas, favorecendo a aprendizagem de habilidades complexas e a
tomada de decisão em condições simuladas. No entanto, 43% dos estudos utilizaram simulações
de fidelidade baixa ou média, sugerindo que a escolha do nível de fidelidade pode variar
conforme os objetivos pedagógicos e as limitações de recursos.
Disciplinas aplicadas
O foco predominante em dentística (33%) reflete a importância dessa disciplina na
formação odontológica, uma vez que envolve habilidades essenciais para a prática clínica. A
aplicação das simulações em disciplinas como atendimento clínico (19%) e prótese (14%)
destaca a abrangência do método, ainda que seu uso em áreas como cirurgia oral tenha sido
mais limitado (5%). Este panorama sugere uma oportunidade de expansão do uso de simulações
em disciplinas menos exploradas.
Perfil dos participantes
A maior parte dos estudos (45%) foi realizada com estudantes do segundo ano, o que
indica um esforço em introduzir as simulações nas etapas iniciais do curso, onde habilidades
fundamentais são desenvolvidas. Por outro lado, 25% dos estudos foram conduzidos com
estudantes do quarto e quinto ano, demonstrando que as simulações também são eficazes para
consolidar conhecimentos avançados. Este equilíbrio reforça a flexibilidade das simulações em
atender diferentes níveis de aprendizado ao longo da graduação.
Tamanho da amostra
A distribuição relativamente equilibrada de estudos com menos de 50 participantes (38%)
e entre 50 e 100 participantes (38%) sugere que as simulações têm sido aplicadas em turmas de
tamanho médio, provavelmente em função da necessidade de recursos especializados. Apenas
14% dos estudos envolveram mais de 250 participantes, o que pode indicar limitações logísticas
e financeiras para a aplicação em larga escala. A ausência de estudos com amostras entre 150 e
250 participantes é um ponto a ser explorado em pesquisas futuras.

27

Tipo de estudo
A predominância de estudos quantitativos (76%) reflete o interesse em avaliar os
impactos mensuráveis das simulações no aprendizado. A presença de estudos mistos (24%)
complementa essa abordagem, proporcionando insights qualitativos sobre a percepção de
estudantes e professores. A ausência de estudos exclusivamente qualitativos sugere uma lacuna
na compreensão aprofundada das experiências dos participantes e pode ser explorada para
enriquecer a literatura.
Efetividade das simulações
A efetividade foi demonstrada em 86% dos estudos, evidenciando que as simulações são
amplamente reconhecidas como ferramentas eficazes para o ensino odontológico. Esses
resultados ressaltam os benefícios das simulações na promoção de habilidades práticas e
teóricas, além de sua capacidade de engajar os participantes em um ambiente seguro e
controlado. Nos 14% dos estudos que não apresentaram resultados estatisticamente
significativos, pode haver limitações metodológicas ou de aplicação que merecem investigação
mais aprofundada.
2.6 Conclusão
Os resultados desta revisão sistemática demonstram que as simulações são uma
ferramenta pedagógica efetiva e amplamente utilizada no ensino de habilidades e atitudes em
cursos de graduação em odontologia. Dentre os 21 estudos analisados, 86% apresentaram
evidências positivas sobre a efetividade das simulações para promover o aprendizado, com
destaque para o uso de tecnologias virtuais (67%) e simulações de alta fidelidade (57%). Essas
metodologias foram aplicadas principalmente em disciplinas como dentística (33%) e em
estudantes do segundo ano do curso (45%), evidenciando sua aplicabilidade tanto nos anos
iniciais quanto finais da formação.
As simulações provaram ser particularmente úteis na criação de ambientes controlados e
seguros, permitindo que os estudantes desenvolvam competências específicas sem os riscos
associados às práticas clínicas reais. Embora o custo e a complexidade de implementação
permaneçam como desafios pouco explorados nos estudos analisados, a percepção positiva por
parte de estudantes e professores reforça o potencial dessa metodologia para engajar os
participantes e otimizar o processo de ensino-aprendizagem.
Este estudo contribui para a literatura ao consolidar evidências sobre a eficácia das
simulações na educação odontológica, destacando a necessidade de futuras investigações sobre
28

aspectos como custo, barreiras de implementação e impacto em longo prazo. Assim, concluise que as simulações, quando bem planejadas e metodologicamente rigorosas, são uma
ferramenta valiosa para a formação de profissionais da saúde, alinhando-se aos desafios
contemporâneos da educação superior.

2.7 Referências
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32

33

3 ARTIGO 2:
“REVOLUÇÃO DIGITAL NO ENSINO DO DIAGNÓSTICO DA CÁRIE: SIMULAÇÕES
QUE TRANSFORMAM O APRENDIZADO”
RESUMO
Introdução: a cárie dentária é uma das condições de saúde mais prevalentes globalmente,
exigindo métodos inovadores para capacitar estudantes de odontologia no diagnóstico e manejo
de casos clínicos. Objetivo: este estudo, de caráter descritivo e inferencial, investigou o
impacto de um ambiente virtual de aprendizagem (AVA) com simulações de baixa fidelidade no
treinamento pré-clínico. Metodologia: foi adotada uma amostragem por conveniência,
composta por 15 discentes do 5º período de um curso de odontologia, divididos em grupos
controle e experimental. Utilizou-se o software R para análises estatísticas e a Análise
Discriminante Linear (LDA) para identificar variáveis que discriminassem os grupos em
relação ao desempenho e à percepção da aprendizagem. Resultados: os resultados da LDA
evidenciaram que o grupo experimental apresentou maior autonomia e correlação entre teoria
e prática, com coeficientes discriminantes que destacaram as variáveis “confiança no
diagnóstico” e “desempenho em avaliação teórica” como as mais relevantes. As diferenças
entre os grupos foram estatisticamente significativas, validando a eficácia do AVA como
ferramenta pedagógica. Conclusão: o AVA Learn by cases é uma solução acessível e eficiente
para o ensino da saúde, alinhada às demandas do Sistema Único de Saúde (SUS). Além de
reduzir a ansiedade dos discentes, promoveu maior protagonismo e engajamento, preparandoos para cenários clínicos reais. Recomenda-se a ampliação do uso dessa tecnologia em outros
contextos educacionais e a investigação de simulações de maior fidelidade, integradas a
metodologias estatísticas avançadas, como a LDA, para otimizar o impacto no processo de
ensino-aprendizagem.
Palavras-chave: Simulação em saúde. Cariologia. Treinamento pré-clínico. Análise
Discriminante Linear. Simulação em odontologia.

34

“DIGITAL REVOLUTION IN CARIES DIAGNOSIS EDUCATION: SIMULATIONS
THAT TRANSFORM LEARNING”
ABSTRACT
Introduction: Dental caries is one of the most prevalent health conditions globally, requiring
innovative methods to train dental students in the diagnosis and management of clinical cases.
Objective: This descriptive and inferential study investigated the impact of a virtual learning
environment (VLE) with low-fidelity simulations on preclinical training. Methodology: A
convenience sampling method was adopted, involving 15 students from the 5th semester of a
dentistry program, divided into control and experimental groups. The R software was used for
statistical analyses, and Linear Discriminant Analysis (LDA) was applied to identify variables
that differentiated the groups regarding performance and learning perception. Results and
Discussion: The LDA results showed that the experimental group demonstrated greater
autonomy and a stronger correlation between theory and practice, with discriminant coefficients
highlighting "confidence in diagnosis" and "performance in theoretical assessments" as the most
relevant variables. The differences between the groups were statistically significant, validating
the effectiveness of the VLE as a pedagogical tool. Conclusion: The Learn by cases VLE is an
accessible and efficient solution for health education, aligning with the demands of the Brazilian
Unified Health System (SUS). In addition to reducing student anxiety, it fostered greater
engagement and empowerment, preparing students for real clinical scenarios. It is
recommended to expand the use of this technology to other educational contexts and to explore
higher-fidelity simulations integrated with advanced statistical methodologies, such as LDA, to
optimize its impact on the teaching-learning process.

Keywords: Health simulation. Cariology. Preclinical training. Linear Discriminant
Analysis.Dental simulation.

35

3.1 INTRODUÇÃO
A cárie dentária e as doenças periodontais são altamente prevalentes e podem causar
dor, dificuldades na mastigação, fonação, digestão e até perda dentária, comprometendo
aspectos funcionais, fisiológicos, estéticos e psicológicos do indivíduo, além de afetar sua
autoestima (Moraes; Cohen, 2021). Sua principal causa está relacionada a uma dieta rica em
açúcares, à suscetibilidade do hospedeiro, à presença de micro-organismos e a fatores
ambientais que formam o biofilme dental (Zhu et al., 2022).
O desequilíbrio na microbiota oral favorece a colonização de micro-organismos, como
Lactobacillus e Streptococcus mutans, que formam o biofilme dental nas superfícies dos
dentes. Contudo, a escovação desorganiza esse biofilme pela ação mecânica das cerdas das
escovas, retardando seu crescimento (Ferraz; Carvalho, 2022). Para o controle dessa formação,
existem diversas técnicas e recursos de higiene oral. Compete aos profissionais de saúde
simplificar evidências científicas e adaptá-las às práticas cotidianas dos pacientes, com
instruções eficazes e técnicas acessíveis (Slot; Valkenburg; Weijiden, 2020; Silva; Ribeiro,
2022).
A cárie dentária e a doença periodontal têm etiologia multifatorial, com o biofilme sendo
um fator condicionante, mas não isolado. Sua prevenção evita o surgimento dessas doenças
(Menezes et al., 2020). No Brasil, as condições de saúde bucal são reconhecidas como
problemas de saúde pública por sua alta prevalência, gravidade e impacto socioeconômico
(Antunes et al., 2016). A cárie dentária não tratada é a condição de saúde mais prevalente
globalmente, e a doença periodontal severa é a sexta. Assim, é essencial treinar profissionais
capacitados para atuar na área (Jesus et al., 2016; Nascimento; Silva; Colares, 2018).
Cursos de odontologia, geralmente com duração de cinco anos, introduzem a prática
clínica a partir do segundo ano (Diretrizes, 2001; Lemos, 2001). Nesse estágio, estudantes
relatam ansiedade ao interagir com pacientes e dúvidas sobre seu conhecimento (Weiner et al.,
2016; Jesus et al., 2016). Entraves sociais, econômicos e políticos também podem dificultar a
participação de pacientes em clínicas-escola e outros ambientes (Weiner et al., 2016).
O uso de simulações surge como solução para o preparo prévio dos estudantes.
Pesquisas apontam que simulações simples ou sofisticadas (como realidade aumentada)
oferecem benefícios, promovendo maior integração entre teoria e prática (Perry; Bridges;
Burrow, 2015; Gottilieb et al., 2017). Essas tecnologias, orientadas pelos princípios do SUS,
alinham o ensino ao cuidado integral, desenvolvendo o protagonismo discente e estimulando
uma abordagem crítica e reflexiva sobre a saúde bucal (Makuch; Zagonel, 2017; Freire, 2005).
36

O uso de simulações proporciona ambientes seguros e versáteis, permitindo variações
em diagnósticos e planos de tratamento. Essa metodologia é eficaz em diferentes áreas clínicas
e cirúrgicas, ajustando o escopo, modalidade e ambiente para simular situações reais (Miranda;
Mazzo; Junior, 2018; Yamane et al., 2019). Essa abordagem fortalece a relação entre teoria e
prática, formando profissionais capacitados para atender demandas de saúde da população com
autonomia e criticidade (Makuch; Zagonel, 2017; Roy; Bakr; George, 2017).
3.2

PERCURSO METODOLÓGICO
Realizou-se um experimento com pré-teste e pós-teste (questionários estruturados com

questões objetivas on-line), aplicados a um grupo experimental (discentes do 5º período que
tiveram às aulas da disciplina de Clínica de acolhimento e escuta qualificada I, mas não
utilizaram o ambiente proposto e após utilizarem o ambiente proposto). Após o uso da
plataforma os discentes avaliaram sua experiência no ambiente virtual de aprendizagem.
3.2.1 Tipo de estudo
Realizou-se um estudo observacional, do tipo transversal, em que foram coletados dados
sobre a prática clínica relacionada ao manejo da cárie dentária, por meio de um questionário
on-line, durante o mês de abrirl de 2024. A amostragem foi por conveniência e foi composta
por discentes (n=15) do 5º período do curso de Odontologia, do Centro de Estudos Superiores
de Maceió - CESMAC, na cidade de Maceió - Alagoas - Brasil.
O processo de recrutamento ocorreu da seguinte maneira: uma reunião foi realizada com
toda a turma para apresentar o projeto. Depois disso, os alunos interessados em participar
voluntariamente receberam um convite individual por e-mail.
3.2.1 Critérios de inclusão
Discentes do 5º período regularmente matriculados na disciplina Clínica de
Acolhimento e Escuta Qualificada I, do curso de Odontologia, do Centro de Estudos Superiores
de Maceió – CESMAC
3.2.2 Critérios de exclusão
Discentes que durante o período da coleta estejam afastados da atividade prática clínica
por atestado médico.

37

3.2.3 Ambiente de aprendizagem
O ambiente de aprendizagem on-line foi desenvolvido utilizando o framework React.js
e toda gestão de conteúdo da aplicação foi feita através de um Headless CMS chamado
GraphCMS. Contou-se com uma página inicial onde foi descrito todo passo a passo adiante.
Avaliou-se se o ambiente proposto ajuda no aumento de conhecimento em relação à atuação
dos estudantes na clínica odontológica, antes e após o atendimento (aulas e aulas + ambiente
proposto). Ao final da disciplina avaliou-se, novamente, a percepção dos estudantes aplicando,
o referido instrumento (pós-teste).
3.2.4 Aplicação do questionário
Os discentes receberam por e-mail o convite para participação na pesquisa com
informações sobre o objetivo e a importância do estudo, instruções para o preenchimento do
questionário e link de acesso. A coleta de dados foi realizada no período de abril de 2024.
O instrumento para avaliar o ganho de conhecimento dos discentes foi o questionário
semiestruturado, autoaplicável, de preenchimento on-line, composto por 25 perguntas
referentes à prática odontológica dos discentes em relação ao diagnóstico da cárie, aos métodos
utilizados para prevenir e/ou tratar a doença, a avaliação de risco, bem como a decisão de
tratamento para alguns casos clínicos.
O questionário validado intitulado como “Dental Practice-Based Research Network
(DPBRN)” (Rede de Pesquisa Baseada na Prática Odontológica) que foi traduzido e adaptado
para o português brasileiro. Vale enfatizar que o questionário original contém 34 questões.
Adicionalmente, alterações foram realizadas por Carvalho (2018) em sua dissertação de
mestrado nas questões envolvendo cenários clínicos hipotéticos, com a devida aprovação da
responsável pelo questionário (Valéria Veiga Gordan, professora e diretora da Dental PracticeBased Research, Universidade da Flórida, Faculdade de Odontologia). O tempo médio de
preenchimento foi de 30 minutos. O instrumento está anexado na Plataforma Brasil.
3.2.5 Análise estatística
Foi utilizado o software estatístico R, versão 4.3.1 (R Core Team, 2023). As frequências
absolutas e relativas foram calculadas e organizadas em tabelas. A preparação dos dados, como
a organização de categorias e cálculo de frequências, foi realizada utilizando o pacote ‘dplyr’
(Wickham et al., 2023). As tabelas foram geradas com o auxílio do pacote ‘ggplot2’ (Wickham,
2016), que oferece ferramentas para visualização de dados.
38

As análises de componentes principais (PCA) (Jolliffe & Cadima, 2016) e discriminante
linear (LDA) (Fisher, 1936), foram conduzidas utilizando-se as funções e pacotes estatísticos
amplamente reconhecidos em R. A PCA foi realizada com a função `prcomp()` (R Core Team,
2022), enquanto a LDA foi conduzida com a função `lda()` do pacote `MASS` (Venables &
Ripley, 2002). Essas abordagens são recomendadas na literatura para análise de variabilidade
(Jolliffe & Cadima, 2016) e separação de grupos (Fisher, 1936).
A visualização dos resultados foi realizada por um histograma gerado no Python
utilizando as bibliotecas `matplotlib` (Hunter, 2007). Esse gráfico ajuda a compreender a
separação dos grupos e identificar padrões relevantes.
3.2.6 Comitê de ética
O projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal de
Alagoas sob o CAAE: 707232.23.5.0000.0039, Nº parecer: 6.495.162.
3.3 Resultados e discussão
A Tabela 1 apresenta o perfil sociodemográfico dos alunos que participaram da
pesquisa como aplicadores do protocolo.
Tabela 1 - Caracterização sociodemográfica dos alunos do 5º. Período
de Odontologia participantes do estudo. Maceió. Alagoas. 2023
Variável

n

%

Masculino

03

20,0

Feminino

12

80,0

Branca

09

60,0

Parda

06

40,0

Solteiro

14

93,3

Casado

01

6,7

Sexo

Raça

Estado civil

Observa-se que a maioria é do sexo feminino (80,0%), brancos (60,0%) e solteiros
(93,3%). A média de idade foi de 20 anos.
39

A Tabela 2 apresenta os dados relacionados ao diagnóstico de cárie, destacando as
respostas pré e pós-teste para cada nível de cada variável analisada.
Tabela 2 - Resumo de respostas para o diagnóstico de cárie
Variável

Nível

Pré-teste (n; %)

Pós-teste (n;
%)

Qual porcentagem

Nunca

0; 0,0

1; 6,2

de pacientes você

1 a 24%

1; 6,7

2; 12,5

usa radiografias

25 a 49%

1; 6,7

3; 18,8

para diagnosticar

50 a 74%

2; 13,3

4; 25,0

lesão proximal?

75 a 99%

11; 73,3

6; 37,5

Sempre
Qual porcentagem

Nunca

1; 6,7

0; 0,0

de pacientes você

1 a 24%

3; 20,0

3; 18,8

usa radiografias

25 a 49%

1; 6,7

2; 12,5

para diagnósticar

50 a 74%

3; 20,0

5; 31,2

lesão oclusal?

75 a 99%

2; 13,3

2; 12,5

Sempre

5; 33,3

4; 25,0

Qual porcentagem

Nunca

1; 6,7

3; 18,8

você usa sonda

1 a 24%

2; 13,3

0; 0,0

exploradora para

25 a 49%

1; 6,7

3; 18,8

diagnóstico de

50 a 74%

4; 26,7

4; 25,0

cárie oclusal?

75 a 99%

2; 13,3

4; 25,0

Sempre

5; 33,3

2; 12,5

Para diagnosticar

Nunca

1; 6,7

3; 18,8

cárie adjacente a

1 a 24%

0; 0,0

2; 12,5

restauração qual

25 a 49%

1; 6,7

0; 0,0

porcentagem você

50 a 74%

5; 33,3

5; 31,2

usa sonda

75 a 99%

1; 6,7

4; 25,0

Sempre

7; 46,7

2; 12,5

exploradora?

40

Para diagnóstica

Nunca

5; 33,3

4; 25,0

cárie occlusal em

1 a 24%

5; 33,3

2; 12,5

qual porcentagem

25 a 49%

1; 6,7

5; 31,2

você usa

50 a 74%

1; 6,7

3; 18,8

fluorescência a

75 a 99%

1; 6,7

0; 0,0

Sempre

2; 13,3

2; 12,5

Para detectar cárie

Nunca

1; 6,7

2; 12,5

primária qual

1 a 24%

0; 0,0

2; 12,5

porcentagem de

25 a 49%

1; 6,7

2; 12,5

pacientes você usa

50 a 74%

1; 6,7

2; 12,5

jato de ar?

75 a 99%

3; 20,0

5; 31,2

Sempre

9; 60,0

3; 18,8

Aproximadamente

1 a 2 seg

7; 46,7

8; 50,0

por quanto tempo

3 a 4 seg

3; 20,0

3; 18,8

você seca a

5 seg

1; 6,7

3; 18,8

superfície?

> 5 seg

1; 6,7

2; 12,5

75 a 99%

3; 20,0

0; 0,0

Qual porcentagem

Nunca

6; 40,0

8; 50,0

de pacientes você

1 a 24%

2; 13,3

2; 12,5

usa algum tipo de

25 a 49%

4; 26,7

2; 12,5

ampliação para o

50 a 74%

1; 6,7

1; 6,2

diagnóstico de

75 a 99%

1; 6,7

3; 18,8

cárie?

Sempre

1; 6,7

0; 0,0

laser?

Após análise dos dados da Tabela 2, observam-se mudanças significativas nas práticas
de diagnóstico de cárie entre o pré-teste e o pós-teste. Essas alterações indicam maior equilíbrio
no uso de ferramentas diagnósticas, evitando extremos.
No item P_1, relacionado ao uso de radiografias para lesões proximais, houve redução
no uso mais frequente (nível 6), de 73,3% no pré-teste para 37,5% no pós-teste, com aumento
nos níveis intermediários, como o 5 (de 13,3% para 25%). Este declínio corrobora os estudos
de Cruz, Gomes e Lima (2020) onde a Inspeção visual-tátil é o método mais usado e sendo
41

capaz de responder a vários critérios no diagnóstico de cárie, facilitando a avaliação do índice
de placa bacteriana visível e o índice de sangramento gengival (IPV / ISG) que podem estar
associados a lesões proximais. Para a detecção de lesões de cárie dentária, à inspeção deve ser
baseada principalmente em uma avaliação visual cuidadosa de superfícies bem iluminadas,
limpas e secas, pois a saliva pode disfarçar as diferenças na reflexão da luz entre à estrutura do
dente cariado e saudável, dificultando a observação de alterações na cor e brilho na superfície
do esmalte.
Para o item P_2, sobre radiografias em lesões oclusais, o nível 6 caiu de 33,3% para
25%, enquanto o nível 4 subiu de 20% para 31,2%. Este decréscimo do nível 6 e o acréscimo
do nível 4 demostram que os discentes entenderam que os exames radiográficos são
complementares à inspeção visual nas faces oclusais o que deve prevalecer no diagnóstico da
cárie dental como demonstram os estudos de Cruz et al. (2020) quando se refere a visualização
de lesões cariosas oclusais nas radiografias nem sempre é possível. Em muitos casos, a imagem
radiográfica é vista quando a lesão avança à dentina. A técnica radiográfica interproximal é a
mais indicada, mas lesões mais extensas são vistas também nas radiografias periapicais e
panorâmicas. O aspecto radiológico da cárie oculta difere das imagens convencionalmente
encontradas de lesões cariosas. As lesões de cárie ocultas apresentam maior disseminação e
menor radiotransparência, dificultando o diagnóstico por exames complementares., tornando
o seu diagnóstico, por exame complementar, um pouco mais difícil.
Nos itens P_3 e P_4, que tratam do uso de sondas exploradoras, houve redistribuição
significativa. O uso frequente (nível 6) em P_3 caiu de 33,3% para 12,5%, e em P_4, de 46,7%
para 12,5%. Este declínio no uso da sonda exploradora para o diagnóstico de cárie está de
acordo com os estudos de Araújo et al. (2020) onde retrata que ao longo dos anos, os dentistas,
em sua formação, foram ensinados a utilizar um explorador pontiagudo em regiões suspeitas
de lesão cariosa. No entanto, o uso de uma sonda para detecção pode não aumentar a precisão
da inspeção, podendo transferir microrganismos cariogênicos de um sítio para outro, podendo
até romper a integridade da superfície de uma lesão incipiente de esmalte, transformando uma
lesão subsuperficial passível de remineralização em uma lesão cavitada, assim acelerando O
desenvolvimento da cárie. Já nos itens P_5 a P_8, padrões similares foram observados, como
em P_8, onde o nível 1 aumentou de 40% para 50%. Estes resultados revelam que o uso de
métodos de transluminação, fluorescência a laser e métodos para ampliação para diagnósticar
lesões de cárie são muito pouco ou quase nunca utilizados muitas vezes pelo seu alto custo
como aponta os estudos de Araújo et al. (2020) onde os profissionais utilizam várias
42

ferramentas para diagnosticar cárie, como raios X, luz visível, laser, fluxo de elétrons e
ultrassom. Na prática diária, o diagnóstico de cárie é baseado principalmente na observação
clínica utilizando espelhos dentários, sondas exploradoras, radiografia (Yanikoglu et al.,
2020), e o International Caries Detection and Assessment System - ICDAS (Simões, et al.,
2020) assim, como nos baseamos no ICDAS para os diagnósticos em nossas simulações. Foi
escolhido este método de diagnóstico pois se mostra superior ao CPO-D, visto que avalia lesões
em mancha branca na superfície dental antes mesmo das cavitações.
Esses resultados indicam maior racionalidade nas práticas diagnósticas após a intervenção,
com redução de práticas extremas e maior adoção de níveis moderados. Isso reflete maior
conscientização e potencial para diagnósticos mais eficientes e criteriosos.
A Tabela 3 ilustra os métodos preventivos adotados e as mudanças observadas entre os
dois momentos.
Tabela 3 - Métodos de prevenção em relação à cárie dentária
Variável

Nível

Pré-teste (n; %)

Pós-teste (n;
%)

Qual porcentagem

1 a 24%

0; 0,0

2; 12,5

de pacientes você

25 a 49%

8; 53,3

5; 31,2

usa

50 a 74%

1; 6,7

5; 31,2

dentes

75 a 99%

3; 20,0

2; 12,5

permanentes?

Sempre

3; 20,0

2; 12,5

a

25 a 49%

0; 0,0

2; 12,5

porcentagem você

50 a 74%

3; 20,0

4; 25,0

faz

aplicação

75 a 99%

4; 26,7

7; 43,8

topica de fluor em

Sempre

8; 53,3

3; 18,8

Qual porcentagem

Nunca

2; 13,3

1; 6,2

você

1 a 24%

3; 20,0

4; 25,0

25 a 49%

1; 6,7

1; 6,2

50 a 74%

5; 33,3

4; 25,0

75 a 99%

2; 13,3

4; 25,0

Sempre

2; 13,3

2; 12,5

Nunca

8; 53,3

5; 31,2

selantes

Qual

em

consultório?
recomenda

bochecho
fluoretado

sem

prescrição?
Qual porcentagem

43

de pacientes você

1 a 24%

2; 13,3

4; 25,0

prescreve

fluor

25 a 49%

3; 20,0

4; 25,0

(precisa

de

50 a 74%

0; 0,0

3; 18,8

75 a 99%

1; 6,7

0; 0,0

Sempre

1; 6,7

0; 0,0

Qual porcentagem

Nunca

0; 0,0

2; 12,5

você

1 a 24%

5; 33,3

3; 18,8

25 a 49%

4; 26,7

5; 31,2

50 a 74%

1; 6,7

3; 18,8

75 a 99%

3; 20,0

3; 18,8

Sempre

2; 13,3

0; 0,0

Qual porcentagem

1 a 24%

1; 6,7

2; 12,5

de pacientes estão

25 a 49%

2; 13,3

3; 18,8

interessados

em

50 a 74%

5; 33,3

7; 43,8

prevenção para que

75 a 99%

5; 33,3

3; 18,8

recomende

Sempre

2; 13,3

1; 6,2

receita)?

recomenda

bochecho

com

clorexidina?

um

tratamento
individualizado?
A Tabela 3, que aborda os métodos de prevenção em relação à cárie dentária, indica
mudanças relevantes entre o pré-teste e o pós-teste, sugerindo ajustes nas práticas preventivas
dos participantes.
No item P_9, houve uma redistribuição marcante das respostas. O nível 3,
predominante no pré-teste (53,3%), caiu para 31,2% no pós-teste, enquanto níveis
intermediários, como o 4, aumentaram de 6,7% para 31,2%. Isso sugere maior diversidade nas
práticas preventivas. Esta diminuição do uso de selantes como forma preventiva no pós-teste
corrobora com os estudos de Teixeira et al. (2023) onde uma estratégia eficaz de prevenção
deve buscar o equilíbrio biológico, sem negligenciar a qualidade de vida dos pacientes.
Portanto, as abordagens terapêuticas no tratamento de lesões cariosas devem incluir uma
estratégia preventiva, com ênfase no equilíbrio biológico, bem como o uso de técnicas
restauradoras e de prevenção, como a aplicação de flúor, selantes e educação do paciente sobre
higiene bucal adequada.

44

Para o item P_10, o nível 6 (uso mais frequente) caiu de 53,3% no pré-teste para 18,8%
no pós-teste, enquanto o nível 5 aumentou de 26,7% para 43,8%. Essa mudança aponta para
uma maior moderação nas práticas preventivas. Com estes valores podemos observar uma
diminuição nas aplicações tópicas de flúor em consultório de forma rotineira para todos os
pacientes e sim uma prescrição individualizada de acordo com Silva et al. (2022) quando
salienta que aplicação tópica também pode ser feita pelo gel de flúor, o qual está disponível
para uso profissional ou doméstico. Consiste em um produto com textura viscosa, e sua
concentração de flúor varia de 5.000 ppm a 12.300 ppm. Está disponível em formulações com
pH baixo (gel de fluoreto de fosfato acidulado-APF) ou neutro (fluoreto de sódio). Sua
aplicação é recomendada para crianças e adultos com alto risco de desenvolver cárie.
No item P_11, o nível 4, predominante no pré-teste (33,3%), manteve-se constante no
pós-teste (25%), mas houve um aumento no nível 2 (de 20,0% para 25%), indicando uma leve
redistribuição. Estes valores confirmam que os bochechos fluoretados comprados em
supermercado quase sempre são sem prescrição do profissional em receita o que também foi
constato em P_12. Os achados a cima estão de acordo com a pesquisa de Silva et al. (2020),
onde é possível concluir que em relação aos fluoretos, os pais e/ou responsáveis não possuem
conhecimento sobre a atual prescrição para seus filhos, enquanto os cirurgiões-dentistas e
professores de odontologia parecem estar mais atualizados em relação ao tema. Entretanto
ainda há um considerável desconhecimento sobre o assunto de uma maneira geral, e por isso é
crucial a implementação de medidas educativas na divulgação do uso correto do flúor.
Já em P_12, o nível 1, mais alto no pré-teste (53,3%), caiu para 31,2% no pós-teste,
com crescimento em níveis intermediários, como o 2 (de 13,3% para 25%) e o 4 (de 0,0% para
18,8%).
No geral, os resultados sugerem que, após a intervenção, os participantes reduziram
práticas extremas e adotaram estratégias preventivas mais diversificadas e equilibradas. Essa
mudança pode refletir maior alinhamento com recomendações baseadas em evidências para
prevenção da cárie dentária.
A Tabela 4 apresenta os fatores relevantes para a elaboração de planos de tratamento
com base nas respostas analisadas.

45

Tabela 4 - Fatores mais importantes para elaboração de um
plano de tratamento
Variável

Nível

Pré-teste (n; %)

Pós-teste (n; %)

Qual porcentagem

Nunca

0; 0,0

1; 6,2

de pacientes você

1 a 24%

0; 0,0

1; 6,2

realiza tratamento

25 a 49%

0; 0,0

1; 6,2

individualizado?

50 a 74%

1; 6,7

2; 12,5

75 a 99%

4; 26,7

4; 25,0

Sempre

10; 66,7

7; 43,8

de

Discordo

1; 6,7

0; 0,0

risco individual de

totalmente

cárie pode predizer

Discordo

2; 13,3

2; 12,5

se o paciente terá

um pouco

ou não cárie no

Não

0; 0,0

1; 6,2

4; 26,7

5; 31,2

8; 53,3

8; 50,0

A

avaliação

futuro?

concordo
Concordo
um pouco
Concordo
totalmente

A Tabela 4 apresenta algumas mudanças significativas entre o pré-teste e o pós-teste.
Essas alterações destacam uma possível reavaliação das prioridades clínicas por parte dos
participantes.
No item P_16, observa-se uma redução no uso mais frequente (nível 6), de 66,7% no
pré-teste para 43,8% no pós-teste, com aumento em níveis mais baixos, como o 4, que passou
de 6,7% para 12,5%. Isso indica uma diversificação nos fatores considerados relevantes para
a elaboração do plano de tratamento.
O item P_17, por sua vez, apresentou maior estabilidade, com o nível 5 mantendo-se
como o mais frequente em ambos os momentos (53,3% no pré-teste e 50% no pós-teste). No
entanto, houve redistribuições em níveis menores, como o nível 4, que subiu de 26,7% para
31,2%, e o nível 3, que não foi relatado no pré-teste, mas apareceu com 6,2% no pós-teste.
Tanto no P_16 quanto no P_17 os valores demonstram uma maior adesão dos alunos quando
nos referimos a um tratamento preventivo individualizado e que a grande maioria dos discentes
46

concorda que a avaliação do risco de cárie para um paciente de forma individualizada, pode
predizer o seu risco de desenvolver cárie no futuro como também corrobora o estudo de Melo
et al. (2020) onde relata que o plano de tratamento odontológico consiste em identificar os
fatores etiológicos para as lesões de cárie e os maus hábitos (alimentares e higiene), verificar
a condição salivar, e individualizar o tratamento conforme o comportamento de cada paciente.
De forma geral, os dados sugerem que, após a intervenção, houve maior equilíbrio e
diversificação nas respostas, com uma leve redução na dependência de níveis extremos. Essas
mudanças podem refletir maior flexibilidade ou uma visão mais ampla na priorização dos
fatores relevantes para o planejamento de tratamentos.
A Tabela 5 apresenta um resumo das respostas referentes às condutas clínicas adotadas,
comparando os resultados do pré e do pós-teste.
Tabela 5 - Resumo de Respostas relacionadas à conduta clínica
Variável

Nível

Pré-teste (n; %)

Pós-teste (n; %)

Caso clínico

Aplicação

7; 46,7

9; 56,2

1; 6,7

2; 12,5

0; 0,0

1; 6,2

selantes

4; 26,7

2; 12,5

Clorexidina

3; 20,0

2; 12,5

Aplicação

9; 60,0

9; 56,2

1; 6,7

2; 12,5

2; 13,3

3; 18,8

2; 13,3

1; 6,2

1; 6,7

1; 6,2

paciente com lesão

ATF

cervical element

Prescrição

22

flúor
Flúor sem
prescrição

Caso clínico
paciente com lesão
na mesial 23

ATF
Prescrição de
Flúor
Uso de
selante
Reparo da
restauração
Substituição
inteira da
restauração
47

Caso clínico

Aplicar fluor

4; 26,7

4; 25,0

paciente com

Prescrição

1; 6,7

1; 6,2

restauração em

Fluor

amálgama OM em

Uso de

0; 0,0

1; 6,2

molar inferior

selante
6; 40,0

5; 31,2

4; 26,7

5; 31,2

2; 13,3

1; 6,2

2; 13,3

5; 31,2

0; 0,0

1; 6,2

1; 6,7

0; 0,0

Selante

3; 20,0

3; 18,8

Restauração

1; 6,7

1; 6,2

3; 20,0

2; 12,5

1; 6,7

1; 6,2

2; 13,3

2; 12,5

11; 73,3

10; 62,5

0; 0,0

1; 6,2

Reparo da
restauração
Substituição
da
restauração
Caso clínico com

Nenhum

progressão de

tratamento

lesão de cárie

Aplicação de

oclusal em molar.

flúor
Restauração
com resina
Restauração
amálgama

indireta
Restauração
em resina
Abrasão
Paciente com 12

ATF em

dentes com

consultório

restauração, muito

Prescrição de

biofilme e cálculo.

flúor

Multiplas manchas

Selantes

1; 6,7

1; 6,2

brancas ativas e

Clorexidina

0; 0,0

1; 6,2

cinco dentes

Preparo

0; 0,0

1; 6,2

extraidos.

minimamente
48

invasivo
Restauração

2; 13,3

2; 12,5

1; 6,7

0; 0,0

1; 7,1

1; 6,2

8; 57,1

9; 56,2

0; 0,0

2; 12,5

1; 7,1

1; 6,2

Selante

0; 0,0

1; 6,2

Clorexidina

1; 7,1

0; 0,0

Preparo

1; 7,1

0; 0,0

1; 7,1

0; 0,0

Abrasão

0; 0,0

1; 6,2

Abrasão e

1; 7,1

0; 0,0

0; 0,0

1; 6,2

resina
Abrasão e
selante
Paciente 12 anos, 5

Nenhum

restaurações e

tratamento

biofilme

ATF em

moderado. Qual

consultório

conduta?

Fluor sem
prescrição
Prescrição de
fluor

minimamente
invasivo
Restauração
Resina
composta

Resina
Restauração
amálgama
Paciente 17 anos

1 imagem

8; 53,3

9; 56,2

radiografias com

2 imagem

0; 0,0

1; 6,2

progressão de cárie

3 imagem

1; 6,7

1; 6,2

mesial pre-molar.

4 imagem

0; 0,0

3; 18,8

Boa sáude oral

5 imagem

6; 40,0

2; 12,5

Qual imagem
deveria fazer
49

restauração
permanenete?
O mesmo paciente

2 imagem

2; 13,3

1; 6,2

a cima com 12

3 imagem

1; 6,7

6; 37,5

dentes restaurados,

4 imagem

4; 26,7

2; 12,5

muito biofilme e

5 imagem

8; 53,3

7; 43,8

cálculo. Em qual
profundida acharia
melhor fazer
restauração
permanente?
A Tabela 5 apresenta mudanças significativas nas respostas entre o pré-teste e o pósteste, sugerindo alterações nas práticas clínicas dos participantes.
No item P_18, o nível 1 (conduta menos frequente) apresentou um aumento de 46,7% no préteste para 56,2% no pós-teste, indicando maior valorização dessa conduta. Em contrapartida,
o nível 4 caiu de 26,7% para 12,5%, apontando uma possível revisão nas práticas
intermediárias.
No item P_19, o nível 1 permaneceu estável entre os dois períodos, com 60,0% no préteste e 56,2% no pós-teste, enquanto o nível 4 apresentou um leve aumento de 13,3% para
18,8%, indicando uma estabilidade geral com pequenas variações. As divergências observadas
entre P_18 e P_19 nas condutas dos discentes em relação ao tratamento das lesões cervicais
corroboram Viana et al. (2023), que enfatizam a importância de identificar o fator etiológico
da lesão antes de qualquer intervenção. Esse conhecimento é fundamental para controlar o
problema, evitar recidivas e alcançar resultados satisfatórios. Para um manejo adequado, o
profissional deve dominar as opções de tratamento e, quando necessário, adotar estratégias
terapêuticas multidisciplinares.
No item P_20, o nível 7 aumentou de 26,7% para 31,2%, enquanto o nível 6 reduziu de
40,0% para 31,2%, evidenciando maior adesão à substituição completa de restaurações de
amálgama e menor preferência por práticas como polimento e recontorno. Isso reflete o apelo
estético da odontologia contemporânea, onde a substituição é priorizada mesmo em
restaurações em boas condições. Santos et al. (2023) destacam que restaurações de amálgama,
consideradas antiestéticas, podem causar desconforto ao paciente. A decisão pela troca deve
50

equilibrar estética, funcionalidade e qualidade de vida, seguindo protocolos reconhecidos e
esclarecendo ao paciente os benefícios e riscos envolvidos.
Nos itens P_21 a P_25, houve maior diversificação nas respostas dos discentes em
relação ao plano de tratamento baseado em imagens radiográficas de cáries proximais,
especialmente aquelas que progrediam do esmalte à proximidade da polpa dentária. No item
P_23, o nível 2 manteve-se dominante no pós-teste (56,2%), enquanto novos níveis, como o 3,
emergiram, indicando variação nas condutas. Já no item P_25, o nível 3 aumentou de 6,7% no
pré-teste para 37,5% no pós-teste, sinalizando maior adesão a práticas intermediárias. A
maioria dos discentes optou por intervir apenas quando a cárie atingia a dentina, mas dúvidas
persistiram quanto à conduta clínica, refletindo dificuldades relatadas por Bazotto e Rigo
(2018) sobre diagnósticos diferenciais e insegurança na abordagem de casos clínicos,
destacando a necessidade de fortalecer o treinamento diagnóstico.
Esses resultados sugerem que, após a intervenção, os participantes ajustaram suas
condutas clínicas, reduzindo dependência de práticas extremas e diversificando as abordagens
adotadas. Isso pode refletir uma maior conscientização e alinhamento com práticas baseadas
em evidências.
Análise discriminante linear
A análise de componentes principais (PCA) foi inicialmente aplicada com o objetivo
de explorar a variabilidade dos dados e reduzir a dimensionalidade do conjunto analisado. Os
dois primeiros componentes principais obtiveram coeficientes de contribuição de CP1 = 0,11
e CP2 = 0,03, indicando que o primeiro componente principal apresentou maior relevância na
variância total dos dados. Apesar disso, a PCA não evidenciou uma separação clara entre os
grupos pré-teste e pós-teste. Este resultado corrobora as limitações descritas por Jolliffe e
Cadima (2016), que apontam que a PCA, embora útil para identificar padrões gerais de
variabilidade, pode ser inadequada para capturar diferenças específicas entre grupos.
Diante da limitação da PCA, foi conduzida uma análise discriminante linear (LDA), que
demonstrou resultados mais robustos na separação dos grupos analisados.
A Figura 1 apresenta o histograma dos escores da LDA para os grupos pré-teste e pósteste, evidenciando a separação entre os grupos. Essa separação sugere um impacto positivo
das intervenções realizadas no intervalo entre os testes.

51

Figura 1 – Separação entre os grupos no espaço LDA (Pré-teste e Pós-teste)

Pode-se observar na Figura 1, o histograma dos escores discriminantes revelando uma
distinção clara entre os grupos, com o grupo pós-teste apresentando escores médios
significativamente mais elevados.
Esse deslocamento nos escores reflete uma melhoria no desempenho dos participantes
após as intervenções pedagógicas realizadas entre os períodos de avaliação. Tais achados estão
alinhados às conclusões de Fisher (1936), que destaca a capacidade da LDA em identificar
diferenças entre grupos a partir de variáveis discriminantes.
A eficácia das intervenções observadas neste estudo também encontra suporte na
literatura. Trabalhos como o de La Cerra et al. (2019) demonstram que estratégias pedagógicas
baseadas em simulações de alta fidelidade promovem melhorias significativas no desempenho
de estudantes em contextos educacionais, especialmente na área da saúde. Da mesma forma,
Gamage, Ayres e Beasley (2020), reforçam a importância de ferramentas analíticas avançadas,
como a LDA, na avaliação de mudanças promovidas por intervenções educacionais em áreas
de alta complexidade, como medicina e enfermagem.
Assim, a aplicação da LDA neste estudo permitiu evidenciar, de forma quantitativa, o
impacto positivo das metodologias adotadas, validando sua eficácia e relevância prática. Os
resultados indicam que as intervenções pedagógicas realizadas foram eficazes, promovendo
uma melhora significativa no desempenho dos participantes. A aplicação combinada da PCA
e da LDA neste estudo destaca a complementaridade dessas técnicas: enquanto a PCA
funcionou como uma ferramenta exploratória para avaliar a variabilidade geral dos dados, a
52

LDA permitiu identificar e quantificar diferenças específicas entre os grupos analisados. Esta
abordagem, ao unir a exploração inicial da PCA com a robustez da LDA, demonstra-se
particularmente adequada para estudos que buscam avaliar impactos de intervenções
educacionais de forma detalhada e confiável.

3.4 Considerações finais
Este estudo destaca a importância da integração de tecnologias educacionais no processo
de ensino-aprendizagem em saúde, em particular no curso de odontologia. A criação de um
cenário informatizado com simulações de baixa fidelidade em ambiente virtual de
aprendizagem contribuiu para reduzir a ansiedade dos discentes, promover o protagonismo e
estimular o desenvolvimento de competências essenciais para o atendimento clínico seguro e
eficaz.
Os resultados obtidos reforçam o papel das metodologias ativas, como a simulação, no
enfrentamento dos desafios educacionais contemporâneos, especialmente no contexto póspandemia, onde a digitalização do ensino se tornou indispensável. Observou-se que o uso do
ambiente proposto ampliou a capacidade de diagnóstico e planejamento de tratamentos, criando
um espaço seguro e controlado para a prática clínica prévia. Assim, estudo permitiu evidenciar
o impacto positivo das metodologias adotadas, validando sua eficácia e relevância prática. Os
resultados indicam que as intervenções pedagógicas realizadas foram eficazes, promovendo
uma melhora significativa no desempenho dos participantes.
Espera-se que esta iniciativa inspire a adoção de soluções tecnológicas similares em
outros contextos educacionais, enriquecendo a formação de futuros profissionais da saúde e
alinhando-se às demandas do Sistema Único de Saúde (SUS) por práticas pedagógicas
inovadoras que promovam a integralidade e a qualidade do cuidado. Estudos futuros poderão
explorar adaptações da metodologia para outras áreas da saúde, bem como avaliar a aplicação
de simulações de maior fidelidade e inteligência aumentada na formação profissional.

53

54

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ZHU, J. et al. Dental Materials for Oral Microbiota Dysbiosis: An Update. Front Cell Infect
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60

61

4 PRODUTO EDUCACIONAL

UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS
FACULDADE DE MEDICINA - FAMED
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ENSINO NA SAÚDE
MESTRADO PROFISSIONAL EM ENSINO NA SAÚDE

ANDREIA CRISTINA RAMOS DE BRITO

Web página – LEARN BY CASES

Produto educacional desenvolvido para ser
utilizado durante a pesquisa: Revolução
digital no ensino do diagnóstico da cárie:
simulações
que
transformam
o
aprendizado apresentado ao Programa de
Pós-graduação em Ensino na Saúde da
Faculdade de Medicina da Universidade
Federal de Alagoas, como requisito para
obtenção do título de mestre em Ensino na
Saúde.
Orientadora: Profa. Dra. Andrea Marques
Vanderlei Fregadolli

MACEIÓ
2024
62

4.1 PRODUTO EDUCACIONAL: Web página – LEARN BY CASES

4.2

Título em português
Web página - “Estudo de Casos”

4.3

Título em inglês
Web página “Learn by Cases”

4.4

Tipo de Produto
Produto Web página – com imagens, artigos, fotos, videoaulas e capítulos de livros.

4.5

Público-Alvo
Discentes e docentes do curso de odontologia que atuam no contexto de diagnóstico e

tratamento da doença cárie e demais interessados nas temáticas.

4.6

Introdução
A cárie é uma doença de alta prevalência e severidade que acomete nos primeiros anos

de vida, necessitando, portanto, de abordagens baseadas em protocolos clínicos. Estabelecer um
diagnóstico correto tem se tornado ainda mais difícil devido ao declínio na sua prevalência e à
alteração em seu padrão de desenvolvimento e aspecto clínico, pois a doença pode se manifestar
clinicamente de forma sutil ou mesmo subclínica. O profissional deve se atentar para um
diagnóstico precoce, possibilitando um tratamento conservativo ao invés de invasivo (Soares et
al, 2012).
Os estudantes de Odontologia, durante a fase pré-clínica do curso, se deparam com
treinamentos de preparos muitas vezes complexos dificultando a aprendizagem (Monnerat et
al, 2017). Por isso, a construção de um cenário interativo que desperte a curiosidade, criticidade,
criatividade e o desenvolvimento de competências e habilidades na formação de futuros
profissionais de odontologia instrumentalizados para o manejo da carie pode ser uma alternativa
efetiva.
O diagnóstico da doença cárie é um processo extremamente complexo, que envolve a
interpretação de um conjunto de dados provenientes dos sinais e sintomas clínicos e de exames
complementares (Nyvad, 2004; Diniz, 2006; Pretty, 2006).
63

Nesse contexto, ressalta-se a importância do olhar diferenciado nas práticas de ensino da
cárie, na graduação de odontologia, visando a utilização de metodologias ativas de ensino em
ambientes virtuais de aprendizagem para facilitar o desenvolvimento de habilidades e atender
o cenário mundial em tempos de pandemia, que requer um enfoque maior no ensino on-line.
Para alguns pesquisadores o aprendizado por meio da simulação pode ser uma
experiência mais enriquecedora que a prática real, visto que há objetivos preestabelecidos, em
um ambiente propício para tal, com a possibilidade de constante reconstrução do conhecimento
(Fabrit et al, 2017).
Na educação, a simulação deve atender o propósito de ensino e preparo de estudantes para
a efetiva resolução de problemas, sendo uma estratégia eficaz de ensino-aprendizagem a qual
aproxima o estudante da realidade e transforma seu aprender. Envolve: (1) a observação da
realidade; (2) reflexão do estudante sobre suas ações; (3) criação de hipóteses de solução e;
(4) aplicação das hipóteses à realidade. Assim, o atendimento de forma integral deve ser
motivado na graduação para que se formem profissionais que atendam às necessidades dos
usuários (pacientes/clientes), direcionando o saber em um ambiente seguro de aprendizagem
(Makuch; Zagonel, 2017).
A Web página é uma tecnologia educacional em saúde importante para facilitar a
abordagem de temáticas como a doença cárie como seu diagnóstico diferencial e plano de
tratamento conservador ao longo da formação dos discentes, sendo também uma ferramenta
capaz de proporcionar um saber técnico-científico, além de direcionar e organizar o
planejamento e assistência em saúde.
A presente web página intitulado: “Learn by cases” foi desenvolvida como parte da
pesquisa: “Cenário Informatizado com Ambiente Virtual de Aprendizagem para Treinamento
Pré-Clínico da Cárie com Simulações de Baixa Fidelidade” elaborado durante o Mestrado
Profissional em Ensino na Saúde, da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de
Alagoas (FAMED/UFAL).

4.7

Objetivos

4.7.1 Objetivo Geral
Habilitar discentes de odontologia a executarem a classificação, diagnóstico, prevenção,
tratamento e avaliação de risco da cárie a partir de um conjunto de dados on-line alinhados com
64

o Sistema Internacional de Classificação e Manejo de Cárie em Ambiente Virtual de
Aprendizagem.

4.7.2 Objetivos Específicos
- Desenvolver um cenário informatizado com classificação e manejo da cárie dentro de uma
web página aberta ao público com uma área privativa para os discentes;
- Criar atividades objetivas, discursivas, com uso de artigos, vídeos e imagens que retratem a
classificação e manejo da cárie;
- Avaliar a web página no desenvolvimento de habilidades associadas à prática odontológica
de discentes da pré-clínica do curso de odontologia.

4.8

Percurso Metodológico
A metodologia adotada segue as orientações contidas no livro Fundamento de

Metodologia Científica (Lakatos; Marconi, 2010), que em seu capítulo 8 (páginas: 169 a 187)
propõe 4 etapas para o planejamento de uma pesquisa: (1) Preparação da Pesquisa; (2) Fases
da Pesquisa; (3) Execução da Pesquisa e; (4) Relatório de Pesquisa. Cada uma dessas etapas
está descrita, brevemente, abaixo:
1. Preparação da Pesquisa: Esta fase compreende etapas relacionadas à ideação da pesquisa.
2. Fases da Pesquisa: Esta fase compreende etapas relacionadas ao estudo e a preparação que
antecedem a execução da pesquisa. O escopo, a fundamentação teórica e o método são
estudados, aprofundados e definidos, de forma adequada e definitiva. 3. Execução da Pesquisa:
Esta fase compreende etapas relacionadas à execução, propriamente dita, da pesquisa.
4. Relatório de Pesquisa: Esta fase compreende etapas relacionadas à divulgação do método e
resultados da pesquisa. Atividades relacionadas à esta etapa são a escrita e publicação de textos
acadêmicos/científicos.
Para alcançar os objetivos listados na Introdução, realizou-se o experimento descrito a
seguir: a primeira parte do experimento visou avaliar o nível de aprendizado dos estudantes
antes e após as primeiras interações com pacientes reais. Inicialmente, buscamos discentes do
curso de odontologia que estão prestes a iniciar o treinamento clínico (amostra). Esses
estudantes foram divididos em grupo controle e grupo experimental (5º período). Aplicamos o
65

instrumento (protótipo). O grupo experimental utilizou o ambiente de aprendizagem virtual
proposto durante o período da disciplina (Acolhimento e Escuta qualificada I), enquanto o
grupo controle não o utilizou. Para avaliar o ganho de conhecimento com o uso do ambiente de
aprendizagem proposto. Os mesmos grupos de estudantes (controle e experimental) foram
considerados. Os estudantes realizaram um pré-teste com os conhecimentos necessários para
atuarem na clínica odontológica, sobre o assunto: cárie dentária (considerado problema de
saúde pública, segundo SUS em função da sua prevalência, impacto individual e comunitário).
Em seguida grupo controle recebeu uma lista de referências para ler e terão alguns momentos
de discussão dos assuntos com os professores das referidas disciplinas. Os membros do grupo
experimental tiveram acesso ao produto proposto (web página), onde utilizaram a simulação de
baixa fidelidade para estudar e discutir casos referentes às disciplinas mencionadas. Ao final da
disciplina avaliamos, novamente, a percepção dos estudantes aplicando, o referido instrumento
(pós-teste). Medimos, então, a diferença na percepção dos estudantes em relação ao diagnóstico
de cárie dentária com uso deste ambiente on-line, medida pela aplicação do instrumento e
comparamos a magnitude dessa diferença entre os membros do grupo experimental e controle.
A Web página, é um material que pode ser acessado por equipamentos eletrônicos, como
computadores, smartphones ou tablets.
A Web página é bastante consoante às demandas acadêmicas, devido à sua capacidade
de transmitir o conhecimento de maneira rápida e fazê-lo circular através de redes e sistemas
de informação (Dourado; Oddone, 2011).
A produção da web página foi iniciada antes a coleta e análise dos dados referentes à
pesquisa científica. A web página possui uma página inicial onde terá informações gerais sobre
a plataforma (Figura 1) e foi produzido por meio da plataforma React.js com autenticação com
firebase e para banco de dados foi usado graphcms. A segunda página é a minha biografia e
explicações como a pesquisa será conduzida (figura 2). A terceira página é o contato “fale
conosco” onde o discente poderá tirar dúvidas, enviar mensagens (figura 3). A quarta página é
onde o discente vai se cadastrar e criar sua senha de forma confidencial onde só ele e o docente
terão acesso (figura 4). A quinta página é o login onde o discente preenche com e-mail e senhas
cadastrados (figura 5). A sexta página é a demonstração geral do total de casos simulados a
serem respondidos, sendo divididos em casos já realizados e casos a realizar pelo discente e um
gráfico geral onde ele vai observar o grau de dificuldade em realizar as questões simuladas
(figura 6). A sétima página contém os dez casos clínicos simulados onde os discentes vão
observar as imagens responder as questões. O sistema irá avaliar se as respostas estão corretas
66

e irá recomendar artigos, videoaulas e livros para estudo de acordo com o caso clínico abordado.
Todos os casos clínicos foram elaborados por mim com imagens de domínio público. (figuras
de 7 a 17). A oitava página tem o número de matrícula e nome de todos os discentes cadastrados
no grupo experimental (figura 18). A nona página é o espaço para novas simulações caso o
docente queira acrescentar (figura 19). A décima página explica uma visão geral da plataforma
caso o discente tenha alguma dúvida de como a plataforma está dividida (figura 20). A décima
primeira página é utilizada caso o discente queira fazer alguma alteração nas simulações já
cadastradas (figura 21). A décima primeira página será utilizada caso o discente desejar sair da
plataforma (figura 22).
Selecionou-se um template em tons de azul como modelo padrão a ser utilizado ao
longo das páginas. A cor azul foi escolhida por remeter as ideias de segurança, paz e
tranquilidade.
O design da web página é minimalista para não distrair os discentes e tirar o foco na
observação dos casos clínicos. A web página foi desenvolvida com a colaboração do aluno do
curso de Sistemas de Informação da UFRN (Universidade Federal do Rio Grande do Norte)
Eliabe Soares especialmente para o contexto da pesquisa científica da qual originou este produto
educacional.
O material textual em formato digital foi desenvolvido pela pesquisadora desse estudo
de forma a condensar conteúdos extraídos de artigos, livros e manuais sobre diagnóstico e
tratamento da doença cárie.
O material também será divulgado na página virtual do MPES-FAMEDUFAL e no
repositório da biblioteca central da UFAL, além do compartilhamento do arquivo em recursos
como Whatsapp, facilitando o acesso dos interessados.
A Web página será ainda disponibilizada ao CESMAC local onde a pesquisa está ligada
a este produto educacional, de modo a ser divulgado entre os discentes e docentes do curso de
odontologia que desempenham suas atividades na faculdade.
Pretende-se também encaminhar este produto educacional ao curso de odontologia da
UFAL através do Colegiado do curso, a fim de promover melhor reflexão sobre a temática em
questão.

67

4.9

Resultados e Discussão
No método tradicional de ensino, o docente é o protagonista e, solitariamente, seleciona,

organiza e transmite seus conhecimentos através de conferências, ficando o aluno limitado a
apenas absorver de forma pouco participativa o conteúdo das disciplinas. É sabido que neste
modelo, há pouco espaço para a reflexão e construção individual de habilidades práticas
importantes. Trata-se de um processo de ensino e aprendizagem repetitivo e fragmentado, onde
o aluno tem muito pouca autonomia e consciência crítica sobre o conhecimento que lhe é
passado (Mitre et al., 2008).
Com esta web página esperamos que os discentes da pré-clínica odontológica, que
utilizaram o ambiente on-line de aprendizagem proposto, tenham tanto um menor nível de
ansiedade, como um aumento de conhecimento associados à prática odontológica para o
diagnóstico e plano de tratamento da cárie. Segundo a OMS (2022), cerca de 2,5 bilhões de
pessoas são afetadas pela cárie em países de rendimento médio a baixo como é o caso do Brasil.
Acredita-se que a construção de uma web página como produto educacional poderá ser
uma ferramenta eficiente e didática para compartilhar o conhecimento, individualizar e
personalizar a aprendizagem, simular a interação discente/paciente aumentando o aprendizado,
formar grupos de estudos com o mesmo interesse, potencializar o ensino observando o que é
mais importante no ser humano e a máquina aumentando a produtividade e levar o ensino na
saúde aos locais mais distantes. Os principais desafios seriam: acesso à tecnologia, motivar e
qualificar o docente quanto ao uso de novas tecnologias onde seja percebida como uma aliada
no campo ensino e aprendizagem, aprender e se adaptar ao uso de novas tecnologias na saúde
que poderão garantir a continuidade do sucesso na profissão. Se o uso da tecnologia começar
dentro da sala de aula a continuidade do uso se dará de forma mais natural.
Espera-se que esta web página seja divulgada, que estimule discussões e reflexões,
esclareça dúvidas e consequentemente traga um retorno para a assistência odontológica e para
sociedade.

68

5.0

Considerações Finais
A web página intitulada” Learn by cases” é uma ferramenta digital que contribuirá para

a reflexão, diagnóstico e plano de tratamento sobre a doença cárie que constitui um problema
de saúde pública segundo o SUS.
A web página tem uma leitura prática, dinâmica e autoexplicativa de fácil entendimento,
podendo ser facilmente compartilhado de forma a alcançar pessoas interessadas no tema e
contribuir com a ampliação e disseminação de conhecimento em diagnóstico diferencial da
doença cárie e seu plano de tratamento.
6.0

Endereço Eletrônico de Acesso
O material pode ser acessado pelo seguinte o seguinte endereço eletrônico:
https://learn-by-cases.vercel.app/

69

Figura 1: Apresentação inicial da web página Learn by cases

70

FIGURA 2: Minha Biografia

FIGURA 3: Fale conosco

71

FIGURA 4: Cadastro do discente

FIGURA 5: Login e Senha

FIGURA 6: Visão geral da web página com o total de simulações cadastradas,corrigidas,
abertas e gráfico com grau de dificuldade das simulações.

72

FIGURA 7: Simulação do caso clínico 1

73

FIGURA 8: Simulação do caso clínico 2

74

FIGURA 9: Simulação do caso clínico 3

75

FIGURA 10: Simulação do caso clínica 4

76

FIGURA 11: Simulação do caso clínico 5

77

FIGURA 12: Simulação do caso clínico 6

78

FIGURA 13: Simulação do caso clínico 7

79

FIGURA 14: Simulação do caso clínico 8

80

FIGURA 15: Simulação do caso clínico 9

81

FIGURA 16: Simulação do caso clínico 10

82

FIGURA 17: Lista com o total de discentes cadastrados

FIGURA 18: Página para o cadastro de novos casos

83

84

FIGURA 19: Página com as principais dúvidas sobre o uso da plataforma

FIGURA 20: Página para cadastro de docente colaborador

85

FIGURA 21: Última página caso o discente desejar sair da web página

86

87

7.0 REFERÊNCIAS
ANTUNES, J. L. F. et al. A saúde bucal na agenda de prioridades em saúde pública. Revista
de Saúde Pública, v. 50, p. 57–57, 2016.

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88

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integrativa. Revista Espaço para a Saúde, p. 87–112, 2019.

90

8.0 CONSIDERAÇÕES FINAIS DO TACC
O presente TACC buscou conhecer os saberes discentes sobre diagnóstico
diferencial e plano de tratamento da doença cárie utilizando um cenário virtual com
imagens de baixa fidelidade.
Observa-se que o uso de um ambiente on-line de aprendizado é pouco
explorado ao longo da formação dos discentes de graduação em odontologia,
constatando-se que o conhecimento na área odontológica advém da vivência nos
cenários reais de prática clínica.
É importante formar profissionais que saibam utilizar à tecnologia, pois é
inevitável seu uso atualmente e que cursos de graduação em saúde criem
oportunidades de discutir questões em ambientes virtuais de aprendizagem de forma
a complementar o processo de ensino-aprendizagem.
A pesquisa revela a necessidade de se ensinar, aprender e difundir o uso da
tecnologia a favor do processo de ensino. Ressalta a importância de utilizamos
recursos computacionais para amplificar a capacidade de decisão humana apoiando o
professor em seus planejamentos e análises, um pouco diferente da Inteligência
Artificial onde um sistema reproduz a cognição humana e funciona de forma
autônoma. Sendo importante salientar que estas tecnologias vieram para aprimorar o
trabalho humano, potencializando e não o substituindo, onde a decisão continua nas
mãos do professor.
. Espera-se que os achados desta pesquisa e o produto educacional construído
possa contribuir na melhoria do ensino-aprendizagem sobre diagnóstico diferencial da
doença cárie.
Por fim, anseia-se que este Trabalho Acadêmico de Conclusão de Curso
(TACC) auxilie na discussão, sensibilização e educação dos discentes e docentes do
curso de odontologia onde a tecnologia vem para apoiar o professor para que ele tenha
tempo de se dedicar a coisas mais importantes e produtivas.
A pesquisa se limitou a análise dos saberes discentes do curso de odontologia
de uma faculdade privada do Estado de Alagoas em um cenário virtual de
aprendizagem voltado para o diagnóstico e plano de tratamento da cárie com discentes
antes de iniciar sua vida clínica. Sugere-se, portanto, a ampliação desse estudo para
outras áreas da saúde, universidades públicas, para que, a partir disso, a discussão se
91

estenda a instituições hospitalares/clínicas que prestem assistência a beneficiários do
SUS.

92

9.0 REFERÊNCIAS GERAIS
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Contexto Enfermagem, Universidade Federal de Santa Catarina, v. 20, p. 187–193, 2011.
VIEIRA, R. Q.; CAVERNI, L. M. R. Manequim de simulação humana no laboratório de
enfermagem: uma revisão de literatura. Hist Enferm Rev Eletrônica, v. 2, n. 1, p. 105–120, 2011.
WEINER, C. K. et al. Implementation of a web-based patient simulation program to teach dental
students in oral surgery. Journal of dental education, Am Dental Educ Assoc, v. 80, n. 2, p. 133–
140, 2016.
YAMANE, M. et al. Simulação realística como ferramenta de ensino na saúde; uma revisão
integrativa. Revista Espaço para a Saúde, p. 87–112, 2019.

95

APÊNDICE A – Termo de Consentimento livre e esclarecido (TCLE)
“O respeito devido à dignidade humana exige que toda
pesquisa se processe após o consentimento livre e
esclarecido dos participantes da pesquisa, indivíduos ou
grupos que por si e/ou por seus representantes legais
manifestem a sua anuência à participação na pesquisa”

O (a) Senhor (a)

está

sendo convidado (a) a participar do estudo “Cenário informatizado com Ambiente Virtual de
Aprendizagem para treinamento pré-clínico da cárie com simulações de baixa fidelidade, que
será realizado no Centro de Estudos Superiores de Maceió - CESMAC e receberá da Sra.
Andreia Cristina Ramos de Brito, odontóloga, responsável por sua execução, as seguintes
informações que o farão entender sem dificuldades e sem dúvidas os seguintes aspectos: Este
estudo se destina a habilitar discentes de odontologia a executarem a classificação, diagnóstico,
prevenção, tratamento e avaliação de risco da cárie a partir de um conjunto de dados on-line
alinhados com o Sistema Internacional de Classificação e Manejo de Cárie em Ambiente Virtual
de Aprendizagem. Considerando que a importância deste estudo é o uso de simulações no
ensino é uma atividade pedagógica importante na educação como uma metodologia ativa de
aprendizado. Pesquisas relatam que a simulação promove o protagonismo do estudante,
desenvolvendo competências essenciais do profissional de saúde. Com a simulação o aluno tem
a possibilidade de relacionar a teoria com a prática, estimulando seu senso crítico e
planejamento em saúde; que os resultados que se desejam alcançar é que o uso do ambiente de
aprendizagem proposto promove um maior ganho de conhecimento por parte dos estudantes,
tendo início planejado para começar em março de 2024 e terminar em maio de 2024. O (a)
Senhor (a) participará do estudo da seguinte maneira: O tipo de estudo será um experimento de
abordagem quantitativa de caráter descritivo. Para tanto, realizaremos um experimento com
pré-teste e pós-teste (questionários estruturados com questões objetivas on-line), aplicados a
96

um grupo controle (estudantes do 5º período que terão às aulas da disciplina de Clínica de
acolhimento e escuta qualificada I, mas não utilizarão o ambiente proposto) e um grupo
experimental (estudantes do 5º período que além das aulas de Clínica de acolhimento e escuta
qualificada I, utilizarão o ambiente proposto).
Trata-se de um estudo observacional, do tipo transversal, em que serão coletados dados
sobre a prática clínica relacionada ao manejo da cárie dentária, dados sociodemográficos, de
formação e atuação de discentes, por meio de um questionário on-line. O ambiente de
aprendizagem on-line será configurado em uma web página. Avaliaremos se o ambiente
proposto ajuda no aumento de conhecimento em relação à atuação dos estudantes na clínica
odontológica, antes e após o atendimento (aulas e aulas + ambiente proposto). Ao final da
disciplina avaliaremos, novamente, a percepção dos estudantes aplicando, novamente, o
referido instrumento (pós-teste). Mediremos, então, a diferença na percepção dos estudantes em
relação ao diagnóstico da cárie dentária com uso deste ambiente on-line, medida pela aplicação
do instrumento e compararemos a magnitude dessa diferença entre os membros do grupo
experimental e controle (análise estatística). Os discentes receberam por e-mail o convite para
participação na pesquisa com informações sobre o objetivo e a importância do estudo,
instruções para o preenchimento do questionário e link de acesso. Os dados serão analisados
por estatística descritiva, com frequências absolutas e relativas. Testes de qui-quadrado (χ2)
serão realizados para avaliar a associação entre a variável dependente (avaliação de risco de
cárie) e as variáveis independentes (idade, sexo, anos de formado, região, local de atendimento,
em atuação, horas trabalhadas pelos profissionais, origem do paciente, etnia, gênero, estado
civil, especialização, área da especialização, mestrado, área do mestrado, doutorado, área do
doutorado, pós-doutorado, área do pós-doutorado idade da clientela e tipo de faculdade).
O instrumento para avaliar o ganho de conhecimento dos discentes será o questionário
semiestruturado, autoaplicável, de preenchimento on-line, composto por 4 perguntas sobre os
dados sociodemográficos e 28 perguntas referentes à prática odontológica dos discentes em
relação ao diagnóstico da cárie, aos métodos utilizados para prevenir e/ou tratar a doença, a
avaliação de risco, bem como a decisão de tratamento para alguns casos clínicos.
O questionário validado intitulado como “Dental Practice-Based Research Network
(DPBRN)” (Rede de Pesquisa Baseada na Prática Odontológica) que foi traduzido e
adaptado para o português brasileiro. Vale enfatizar que o questionário original contém 34
questões. Adicionalmente, alterações foram realizadas por Carvalho (2018) em sua
dissertação de mestrado nas questões envolvendo cenários clínicos hipotéticos, com a devida
97

aprovação da responsável pelo questionário (Valéria Veiga Gordan, professora e diretora da
Dental Practice-Based Research, Universidade da Flórida, Faculdade de Odontologia). O
tempo médio de preenchimento será de 30 minutos. Nesta pesquisa os riscos para o(a) Sr.(a)
são: constrangimento, exposição, tempo, dificuldade de se expor as perguntas realizadas pelo
pesquisador. Para minimizar estes riscos realizaremos os questionários de forma on-line e
sua identidade será preservada. Como retorno (feedback) realizaremos uma roda de conversa
para divulgar e discutir os resultados de forma presencial. Os benefícios esperados com a
sua participação no projeto de pesquisa é contribuir para um maior ganho de conhecimento
dos estudantes da Clínica de Acolhimento e Escuta Qualificada I do Curso de Odontologia
em um ambiente seguro e controlado, onde utilizaram o cenário on-line de aprendizagem
proposto. O (a) Senhor (a) contará com a assistência para esclarecer qualquer dúvida sendo
responsável por ela Andreia Brito (andreiabrito27@yahoo.com.br). O estudo poderá ser
interrompido em caso de durante todo o estudo, a qualquer momento que se faça necessário,
serão fornecidos esclarecimentos sobre cada uma das etapas do estudo e/ou nova assinatura
deste Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. A qualquer momento, o (a) Senhor (a)
poderá recusar a continuar participando do estudo e, retirar o seu consentimento, sem que
isso lhe traga qualquer penalidade ou prejuízo. As informações conseguidas através da sua
participação não permitirão a identificação da sua pessoa, exceto aos responsáveis pelo
estudo. A divulgação dos resultados será realizada somente entre profissionais e no meio
científico pertinente. O (a) Senhor (a) deverá ser ressarcido (a) por qualquer despesa que
venha a ter com a sua participação nesse estudo e, também, indenizado por todos os danos
que venha a sofrer pela mesma razão, sendo que, para estas despesas é garantida a existência
de recursos. O Comitê de Ética em Pesquisa é um colegiado (grupo de pessoas que se reúnem
para discutir assuntos em benefício de toda uma população), interdisciplinar (que estabelece
relações entre duas ou mais disciplinas ou áreas de conhecimento) e independente (mantémse livre de qualquer influência), com dever público (relativo ao coletivo, a um país, estado ou
cidade), criado para defender os interesses dos participantes da pesquisa em sua integridade,
dignidade e bem-estar. É responsável pela avaliação e acompanhamento dos aspectos éticos
de todas as pesquisas envolvendo seres humanos. São consideradas pesquisas com seres
humanos, aquelas que envolvam diretamente contato com indivíduo (realização de
diagnóstico, entrevistas e acompanhamento clínico) ou aquelas que não envolvam contato,
mas que manipule informações dos seres humanos (prontuários, fichas clínicas ou
informações de diagnósticos catalogadas em livros ou outros meios). O (a) Senhor (a) tendo
98

compreendido o que lhe foi informado sobre a sua participação voluntária no estudo
“Revolução digital no ensino do diagnóstico da cárie: simulações que transformam o
aprendizado”.Consciente dos seus direitos, das suas responsabilidades, dos riscos e dos
benefícios que terá com a sua participação, concordará em participar da pesquisa mediante
a sua assinatura deste Termo de Consentimento.
Ciente,

DOU O MEU

CONSENTIMENTO SEM QUE PARA ISSO EU TENHA SIDO FORÇADO OU
OBRIGADO.

Endereço da responsável pela pesquisa:
Andreia Cristina Ramos de Brito
Rua Pio XII, 640, apto. 509 – Jatiúca
Celular: (82) 987572706
Instituição preponente:
Universidade Federal de Alagoas
Endereço: Av. Lourival Melo Mota, s/n, Tabuleiro dos Martins.
Cidade/CEP: Maceió – Al. CEP: 57072-900 Telefone: (82) 99999-1168 Ponto de
referência: Hospital Universitário

ATENÇÃO: O Comitê de Ética da UFAL analisou e aprovou este projeto de
pesquisa. Se você tiver dúvidas sobre seus direitos como participante de pesquisa,

você pode contatar Comitê de Ética em Pesquisa em Seres Humanos (CEP) da
UFAL, pelo telefone: (82) 3214- 1041. O CEP trata-se de um grupo de indivíduos
99

com conhecimento científicos que realizam a revisão ética inicial e continuada da
revisão do estudo de pesquisa para mantê-lo seguro e proteger seus direitos." –
Horário de Atendimento: das 8:00 às 12:00hs. E-mail: cep@ufal.br

Maceió-AL,

de

de 202

Assinatura do pesquisador principal
digital
(rubricar as demais folhas)

.

Assinatura

ou impressão

do

voluntário(a) ou responsável legal
(rubricar as demais folhas)

Assinatura de testemunha

Assinatura de testemunha

(rubricar as demais folhas)

(rubricar as demais folhas)

APÊNDICE B – Instrumento de Coleta de Dados

100

PROJETO DE PESQUISA:

REVOLUÇÃO DIGITAL NO ENSINO DO

DIAGNÓSTICO

SIMULAÇÕES

DA

CÁRIE:

QUE

TRANSFORMAM

O

APRENDIZADO.

Número de matrícula:
Questões sobre a prática odontológica no manejo da cárie dentária
PARTE 1: Questões 1 – 8 relacionam-se com métodos que você pode ou não usar para diagnosticar a cárie dentária.
Por favor, circule o número que melhor corresponde à sua resposta.

1. Quando você examina pacientes para determinar se eles têm uma lesão de
cárie na superfície proximal (mesialou distal), em qual porcentagem destes
pacientes você usa radiografias para ajudar a diagnosticar a lesão?
1 – Nunca ou 0%
2 – 1 a 24%
3 – 25 a 49%
4 – 50 a 74%
5 – 75 a 99%
6 – Sempre ou 100%
2. Quando você examina pacientes para determinar se eles têm uma lesão de
cárie na superfície oclusal, em qualporcentagem destes pacientes você usa
radiografias para ajudar a diagnosticar a lesão?
1 – Nunca ou 0%
2 – 1 a 24%
3 – 25 a 49%
4 – 50 a 74%
5 – 75 a 99%
6 – Sempre ou 100%
3. Quando você examina pacientes para determinar se eles têm uma lesão
de cárie oclusal primária, em qualporcentagem destes pacientes você usa
uma sonda exploradora para diagnosticar a lesão?
1 – Nunca ou 0%
2 – 1 a 24%
3 – 25 a 49%
4 – 50 a 74%
5 – 75 a 99%
6 – Sempre ou 100%
101

4. Quando você examina pacientes para determinar se eles têm uma lesão de
cárie adjacente a uma restauraçãoexistente (cárie recorrente/secundária),
em qual porcentagem destes pacientes você usa uma sonda exploradora
para diagnosticar a lesão?
1 – Nunca ou 0%
2 – 1 a 24%
3 – 25 a 49%
4 – 50 a 74%
5 – 75 a 99%
6 – Sempre ou 100%
5. Quando você examina pacientes para determinar se eles têm uma lesão de
cárie primária na superfície oclusal,em qual porcentagem destes pacientes
você usa fluorescência a laser (por exemplo, Diagnodent®)?
1 – Nunca ou 0%
2 – 1 a 24%
3 – 25 a 49%
4 – 50 a 74%
5 – 75 a 99%
6 – Sempre ou 100%
6. Quando você examina pacientes para determinar se eles têm uma lesão
de cárie primária, em qual porcentagem destes pacientes você usa
secagem com jato de ar para diagnosticar a lesão?
1 – Nunca ou
6b. Aproximadamente por quanto
0% (pular para

tempo você seca a superfície do dente?

a questão 7)2 –

– 1-2 segundos

1 a 24%

– 3-4 segundos
– 5 segundos
– Mais que 5 segundos

3 – 25 a 49%
4 – 50 a 74%
5 – 75 a 99%
6 – Sempre ou 100%

7. Quando você examina pacientes para determinar se eles têm uma lesão de

cárie na superfície proximal (mesial ou distal) de um dente anterior, em
qual porcentagem destes pacientes você usa um dispositivo especial de
transiluminação por fotoativador para diagnosticar a lesão?
1 – Nunca ou 0%
2 – 1 a 24%
3 – 25 a 49%
102

4 – 50 a 74%
5 – 75 a 99%
6 – Sempre ou 100%
8. Quando você examina pacientes para determinar se eles têm uma lesão de

cárie, em qual porcentagem destes pacientes você usa algum tipo de
ampliação para diagnosticar a lesão (por exemplo, óculos com lentes de
aumento ou magnificação, câmera intra-oral, etc.)?
1 – Nunca ou 0%
2 – 1 a 24%
3 – 25 a 49%
4 – 50 a 74%
5 – 75 a 99%
6 – Sempre ou 100%
PARTE 2: Questões 9-15 relacionam-se com os métodos que você pode ou não usar para prevenir ou tratar cárie
dentária. Por favor, circule o número que melhor corresponde à sua resposta.

9. Dos pacientes para qual porcentagem você aplica selantes nas superfícies
oclusais de seus dentes permanentes?
1 – Nunca ou 0%
2 – 1 a 24%
3 – 25 a 49%
4 – 50 a 74%
5 – 75 a 99%
6 – Sempre ou 100%
10. Dos pacientes para qual porcentagem você realiza aplicação tópica de

flúor em consultório, tais como gel fluoretado, verniz fluoretado, ou
bochecho fluoretado?
1 – Nenhum ou 0%
2 – 1 a 24%
3 – 25 a 49%
4 – 50 a 74%
5 – 75 a 99%
6 – Todos ou 100%
11. Dos pacientes para qual porcentagem você recomenda bochecho fluoretado sem
prescrição (comprado em supermercado)?

1 – Nenhum ou 0%
2 – 1 a 24%
3 – 25 a 49%
4 – 50 a 74%

103

5 – 75 a 99%
6 – Todos ou 100%

12. Dos pacientes para qual porcentagem você fornece uma prescrição de
flúor (precisa de receita para ser comprado)?
1 – Nenhum ou 0%
2 – 1 a 24%
3 – 25 a 49%
4 – 50 a 74%
5 – 75 a 99%
6 – Todos ou 100%
Dos pacientes para qual porcentagem você recomenda bochecho com clorexidina
PARTE 3: Para as questões 16-19, estamos interessados em quais fatores você acredita que sejam mais importantes
para elaborar um plano de tratamento. Por favor, circule o número que melhor corresponde à sua resposta.
1 – Nenhum ou 0%
2 – 1 a 24%
3 – 25 a 49%
4 – 50 a 74%
5 – 75 a 99%
6 – Todos ou 100%

13. Para pacientes qual é a importância de cada um dos fatores abaixo
quando você decide sobreum plano de tratamento?
Não é
importa
nte

Pouco
importa
nte

Moderadam
ente
important
e

Muito
importa
nte

Extremam
ente
importan
te

a. Paciente tem uma lesão de cárie
ativa

1

2

3

4

5

b. Paciente teve cárie recentemente
c. Experiência de cárie dos pais
d. Paciente tem várias
restauraçõesextensas
e. Higiene bucal atual
f. Presença de aparelhos dentários
g. Acesso ao flúor
h. Dieta
i. Diminuição da função salivar

1
1

2
2

3
3

4
4

5
5

1
1
1
1
1
1

2
2
2
2
2
2

3
3
3
3
3
3

4
4
4
4
4
4

5
5
5
5
5
5
104

j. Sua própria avaliação
subjetiva sobre opaciente

1

2

3

4

5

105

k. Entendimento do paciente
(ou responsável) sobre a
progressão da cárie
l. Comprometimento do
paciente (ouresponsável) de
retornar para
acompanhamento
m. Idade do paciente
n. Situação socioeconômica do
paciente
.

1

2

3

4

5

1

2

3

4

5

1
1

2
2

3
3

4
4

5
5

14. Qual a porcentagem de pacientes em sua prática diária está

suficientemente interessada na prevenção da cáriepara justificar que você
os recomende um tratamento preventivo individualizado?
1 – Nenhum ou 0%
2 – 1 a 24%
3 – 25 a 49%
4 – 50 a 74%
5 – 75 a 99%
6 – Todos ou 100%
15. Para qual porcentagem de pacientes você realiza um tratamento
preventivo individualizado específico paraa necessidade deles?
1 – Nenhum ou 0%
2 – 1 a 24%
3 – 25 a 49%
4 – 50 a 74%
5 – 75 a 99%
6 – Todos ou 100%
16. Quão fortemente você concorda com esta afirmação: “A avaliação de
risco de cárie feita por um dentista para um paciente individual pode
predizer se o paciente desenvolverá ou não novas cáries no futuro”?
D
i
s
c
o
r
106

d

107

o
t
o
t
a
l
m
e
n
t
e
2
–
D
i
s
c
o
r
d
o
u
m
p
o
u
c
o
3 –Não
concor
do nem
discor
do 4 –
108

Conco
rdo um
pouco
5 – Concordo totalmente
PARTE 4: Por favor, utilize o seguinte guia para os códigoento
as questões 18-. Para
Questãoao
20 usados
Questão
21
Questão
de tratam questão, circule as letras que correspondem
nto19escolheria
cadas
22
códigos de tratamen
que você para a
situaçõe
a. Nenhum
tratamento
momento,
acompanhar “j”
o paciente
a
a ocê pode a
descritas.
Se no
o código
de tratamento
(outro) for usado,
pecifique.
mais de
por favor, es
V
circular
um
regularmente
código de tratamento por questão.
20
c. Aplicar flúor em consultório
d. Prescrição de flúor
e. Recomendar flúor sem prescrição
f. Uso de selante ou resina fluida no dente
g. Tratamento com clorexidina
h. Polimento, recontorno ou reparo da superfície, ou reparo
darestauração, mas não substituição
i. Substituição da restauração inteira
j. Outro tratamento (por favor, especifique):

21
22

c
d
e
f
g
h

c
d
e
f
g
h

c
d
e
f
g
h

i
j

i
j

i
j

18. Imagine que um paciente de 17 anos de idade sem histórico médico relevante. Ele não
tem queixas e está em seu consultório hoje para uma consulta de rotina. Ele tem visitado
seu consultório uma vez a cada 6 meses regularmente nos últimos 6 anos. Ele tem 5
restaurações e não tem dentes extraídos. Indique qual tratamento você recomendaria para
a restauração mostrada pela seta na primeira foto à esquerda. Por favor, circule suas
[Imagem reproduzida de Espelid et al. com permissão] (Espelid I, Tveit AB, Mejáre I, Nyvad B. Caries - New knowledge or oldtruths? The Norwegian Dental

Journal. 1997; 107:66-74.)

19. Agora imagine que o paciente não apresenta outras restaurações ou lesão de cárie, e
não tem dentes extraídos. Indique qual tratamento você recomendaria para a restauração
na segunda foto, à esquerda. Por favor, circule suas respostas acima.

109

Imagem reproduzida de Espelid et al. com permissão] (Espelid I, Tveit AB, Mejáre I, Nyvad B. Caries - New knowledge or oldtruths? The Norwegian Dental

Journal. 1997; 107:66-74.)

20. Continue a imaginar que o paciente não apresenta outras restaurações ou lesão de cárie,e
não tem dentes extraídos. Indique qual tratamento você recomendaria para a restauraçãona
terceira foto, à esquerda. Por favor, circule suas respostas acima.

Imagem reproduzida de Espelid et al. com permissão] (Espelid I, Tveit AB, Mejáre
I, Nyvad B. Caries - New knowledge or oldtruths? The Norwegian Dental
Journal. 1997; 107:66-74.)
PARTE 5: Por favor, utilize o seguinte guia para os códigos de tratamento usados nas questões 21-23. Para cada
questão, circule as letras que correspondem aos códigos de tratamento que você recomendaria para cada um dos
cinco casos. Se o código de tratamento “n” (outro) for usado, por favor, especifique.

a. Nenhum tratamento no momento, acompanhar o h. Preparo minimamente invasivo e
paciente regularmente
restauraçãopreventiva com resina
b. Aplicar flúor em consultório

i. Abrasão a ar e selante

c. Recomendar flúor sem prescrição
d. Prescrição de flúor

j. Abrasão a ar e restauração preventiva com
resina
k. Restauração de amálgama

e. Uso de selante ou resina fluida no dente

l. Restauração de resina composta

f. Tratamento com clorexidina

m. Restauração indireta

g. Preparo minimamente invasivo e selante

n. Outro tratamento (por favor, especifique):

21. Suponha que o paciente tenha 17 anos, sem histórico médico relevante.
Ele não tem queixas e está em seu consultório hoje para uma consulta de
rotina. Ele tem visitado seu consultório uma vez a cada 6 meses
regularmente nos últimos 6 anos, não apresenta outra restauração ou lesão
de cárie, e não tem dentes extraídos.

10
10

[Imagem reproduzida de Espelid et al. com permissão] (Espelid I, Tveit AB,
Mejáre I, Nyvad B. Caries - New knowledge or old truths? The Norwegian Dental
Journal.

1997; 107:66-74.) . Clique nas imagens para melhor visualização.

.
Caso 1

Caso 2

Caso 3

abc d e f g

a bc d e f g

a bc d e f g

hi j k l m n

hi j k l m n

hi j k l m n

Caso 4

Caso 5

a bc d e f
g
hi j k l m
n

a bc d e f g
hi j k l m
n

22. Agora suponha que o paciente tem 12 dentes com restaurações, muita
placa e cálculo, múltiplas lesões de mancha branca classe V e cinco dentes
extraídos.
Caso 1

Caso 2

Caso 3

Caso 4

Caso 5

abc d e f
g

abc d e f g

abc d e f g

abc d e f g

abc d e f g

hi j k l m
n

hi j k l m
n

hi j k l m
n

hi j k l m
n

hi j k l m
n

23. Agora suponha que a paciente é uma criança de 12 anos de idade sem
histórico médico relevante. A pacienteestá em seu consultório hoje pela
primeira vez para uma consulta de rotina. Ela tem 5 restaurações e placa
moderada. Um dique de borracha (isolamento absoluto) não pode ser
utilizado.
Caso 1

Caso 2

Caso 3

Caso 4

Caso 5

abc d e f
g

abc d e f g

abc d e f g

abc d e f g

abc d e f g

hi j k l m
n

hi j k l m
n

hi j k l m
n

hi j k l m
n

hi j k l m
n
10
11

PARTE 6: Para as questões 26 e 27, por favor, circule o número que corresponde à profundidade da lesão a partir
da qual você acha que o melhor a fazer é uma restauração permanente (resina composta, amálgama, etc.) em vez
de fazer apenas terapia preventiva?

10
12

24. Suponha que o paciente tenha 17 anos de idade sem histórico médico
relevante. Ele não tem queixas e está em seu consultório hoje para uma
consulta de rotina. Ele tem visitado seu consultório uma vez a cada seis
mesesregularmente nos últimos 6 anos, não apresenta outra restauração ou
lesão de cárie, e não tem dentes extraídos.

[Imagem reproduzida de Espelid et al. com permissão] (Espelid I, Tveit AB,
Mejáre I, Nyvad B. Caries - New knowledge or old truths? The Norwegian
Dental Journal. 1997; 107:66-74.) . Clique nas imagens para melhor
visualização.
1

2

3

4

5

25.
Agora, suponha que o paciente tem 12 dentes com restaurações, muita
placa e cálculo, múltiplas lesões de mancha branca classe V, e nenhum dente
extraído. Em que profundidade da lesão você acha que seria melhor fazer uma

restauração permanente em vez de apenas fazer terapia preventivo

[Imagem reproduzida de Espelid et al. com permissão] (Espelid I, Tveit AB,
Mejáre I, Nyvad B. Caries - New knowledge or old truths? The Norwegian
Dental Journal. 1997; 107:66-74.) . Clique nas imagens para melhor
visualização.
1

2

3

4

5

110

Agradecemos

sua

valiosa colaboração!

111

Apêndice C

112

Apêndice D

113

114

ANEXO A – Parecer Consubstanciado do Comitê de Ética em Pesquisa (CEP)

FUNDAÇÃO EDUCACIONAL
JAYME DE ALTAVILA /
CENTRO UNIVERSITÁRIO
PARECER CONSUBSTANCIADO DO CEP
DADOS DO PROJETO DE PESQUISA
Título da Pesquisa: Cenário informatizado com Ambiente Virtual de Aprendizagem para treinamento
préclínico da cárie
Pesquisador: ANDREIA CRISTINA RAMOS DE BRITO Área
Temática:
Versão: 2
CAAE: 70723223.5.0000.0039
Instituição Proponente:Faculdade de Medicina da UFAL
Patrocinador Principal: Financiamento Próprio
DADOS DO PARECER
Número do Parecer: 6.495.162
Apresentação do Projeto:
No Brasil, a saúde bucal é um dos três mais importantes motivos para demanda por cuidados de saúde.
Muitas condições de saúde bucal são reconhecidas como problemas de saúde pública em função de sua
prevalência, gravidade, impacto individual e comunitário, custos que acarretam ao sistema de saúde e
existência de métodos efetivos de prevenção e tratamento. A cárie dentária não tratada é considerada a
condição de saúde mais prevalente em todo o mundo e a doença periodontal severa é a sexta. Assim é
relevante e importante o estudo e treinamento de profissionais que atuem na área de Saúde Bucal, em
particular nas condições Cárie Dentária e Doença Periodontal.
No Brasil, os cursos de odontologia possuem duração de cinco anos. Contudo, normalmente, só após o 2o
ano os estudantes iniciam a parte clínica do curso, atendendo pacientes sob a supervisão dos professores
e/ou outros profissionais da área. Na clínica, são comuns os relatos de “receio de interagir com um paciente”
(ansiedade) e a sensação de “não possuir o conhecimento necessário para realizar uma boa análise clínica”
(aquisição de conhecimento). Além disso, podem existir entraves econômicos, sociais e políticos relacionados
à participação de indivíduos como pacientes em clínicas odontológicas de universidades e outros ambientes
de aprendizagem físicos (clínicas-escola, cursos de atualização, cursos de pós-graduação etc.). Por exemplo:
alguns pacientes exigem que os estudantes já possuam alguma habilidade e prática nos procedimentos que irão
realizar. Isso nem sempre é possível. Assim, temos o seguinte problema de pesquisa:

115

PARECER CONSUBSTANCIADO DO CEP
DADOS DO PROJETO DE PESQUISA
Título da Pesquisa: Cenário informatizado com Ambiente Virtual de Aprendizagem para
treinamento pré-clínico da cárie
Pesquisador: ANDREIA CRISTINA RAMOS DE
BRITO Área Temática:
Versão: 2
CAAE: 70723223.5.0000.0039
Instituição Proponente: Faculdade de Medicina da UFAL
Patrocinador Principal: Financiamento Próprio
DADOS DO PARECER
Número do Parecer: 6.495.162
Apresentação do Projeto:
No Brasil, a saúde bucal é um dos três mais importantes motivos para demanda por cuidados
de saúde. Muitas condições de saúde bucal são reconhecidas como problemas de saúde
pública em função de sua prevalência, gravidade, impacto individual e comunitário, custos
que acarretam ao sistema de saúde e existência de métodos efetivos de prevenção e
tratamento. A cárie dentária não tratada é considerada a condição de saúde mais prevalente em
todo o mundo e a doença periodontal severa é a sexta. Assim é relevante e importante o estudo
e treinamento de profissionais que atuem na área de Saúde Bucal, em particular nas condições
Cárie Dentária e Doença Periodontal.
No Brasil, os cursos de odontologia possuem duração de cinco anos. Contudo, normalmente, só
após o 2o ano os estudantes iniciam a parte clínica do curso, atendendo pacientes sob a
supervisão dos professores e/ou outros profissionais da área. Na clínica, são comuns os relatos
de “receio de interagir com um paciente” (ansiedade) e a sensação de “não possuir o
conhecimento necessário para realizar uma boa análise clínica” (aquisição de conhecimento).
Além disso, podem existir entraves econômicos, sociais e políticos relacionados à participação
de indivíduos como pacientes em clínicas odontológicas de universidades e outros ambientes
de aprendizagem físicos (clínicas-escola, cursos de atualização, cursos de pós-graduação etc.).
Por exemplo: alguns pacientes exigem que os estudantes já possuam alguma habilidade e

116

prática nos procedimentos que irão realizar. Isso nem sempre é possível. Assim, temos o
seguinte problema de pesquisa:

Página 01 de
como promover uma melhor aquisição de conhecimento, para estudantes de odontologia que
iniciarão a clínica odontológica? Esse problema de pesquisa demanda a busca por formas
alternativas para o ensino e preparo dos estudantes de odontologia. Uma dessas formas é o uso
de simulações para o treinamento prévio dos estudantes nas situações que irão vivenciar durante
a clínica. Pesquisas, na área da odontologia, indicam que tanto o uso de simulações simples (de
baixa fidelidade) até o uso de simulações sofisticadas (realidade aumentada e simulações 3D)
trazem benefícios para os estudantes. Este método de ensino (simulação), norteado pelos
princípios do sistema único de saúde (SUS), constrói um modelo de atenção à saúde voltado ao
ser humano, levando o aluno mais próximo da realidade no processo de cuidar. Assim, a
metodologia objetiva a aprendizagem e o protagonismo do estudante, tirando-o da simples
leitura e/ou observação dos procedimentos, e o coloca em um ambiente de reflexão e articulação
dos saberes e práticas quanto à demanda de saúde bucal da população. A autonomia o
transforma em um agente no processo de cuidar. A simulação permite um ambiente seguro e
controlado com possibilidades de variação de conteúdo, níveis de dificuldade, diagnósticos e
planos de tratamento. É versátil, sendo possível seu uso nas diversas áreas de saúde, tanto
clínicas como cirúrgicas. A sua construção pode ser resumida em escopo (o conteúdo que será
abrangido na simulação), a modalidade (jogos, manequins, atores etc.) e ambiente (os materiais
e meios utilizados para aproximar a simulação das situações reais). As simulações podem,
ainda, ser físicas, híbridas ou virtuais. Podem ser de baixa, média ou alta fidelidade, dependendo
do quão detalhado representam os elementos que visam simular. No contexto da educação, essa
tecnologia deve atender o propósito de ensino e preparo de estudantes para a efetiva resolução
de problemas. A problematização é uma estratégia eficaz de ensino-aprendizagem a qual
aproxima o estudante da realidade e transforma seu aprender e envolve: (1) a observação da
realidade; (2) reflexão do estudante sobre suas ações; (3) criação de hipóteses de solução e; (4)
aplicação das hipóteses à realidade. Assim, o atendimento de forma integral deve ser motivado
na graduação para que se formem profissionais que atendam às necessidades dos usuários
117

(pacientes), direcionando o saber e transformando o cuidado. Outra preocupação na formação
desses estudantes se refere à integralidade, que é um processo contínuo de construção e
compromisso com o ser humano. É necessário vivenciá-la no ensino para que o estudante passe
a ser autônomo e perceba-se como agente ativo no processo, por isso a importância de se
explorar novas maneiras de ensinar. Para que o ensino da integralidade do cuidado aconteça é
fundamental elaborar um projeto pedagógico do curso, com uma proposta curricular que
permita o protagonismo do estudante. O uso da simulação é uma forma eficaz no processo de
ensino-

Página 02 de
aprendizagem, pois aponta com clareza as potencialidades e fragilidades dos estudantes em
relação aos casos clínicos propostos onde o estudante poderá diagnosticar e realizar um plano
de tratamento numa relação de mediação com o docente. O ensino na saúde precisa acompanhar
as mudanças na sociedade e as atuais demandas de saúde da população. Assim, conectando os
tópicos mencionados acima, percebemos que o uso de simulações no ensino é uma atividade
pedagógica importante na educação como uma metodologia ativa de aprendizado. Pesquisas
relatam que a simulação promove o protagonismo do estudante, desenvolvendo competências
essenciais do profissional de saúde. Com a simulação o aluno tem a possibilidade de relacionar
a teoria com a prática, estimulando seu senso crítico e planejamento em saúde. Tais informações
justificam a nossa proposta, que é um ambiente on-line de aprendizagem para o treinamento
pré-clínico da cárie dentária, usando simulações de baixa fidelidade. Tal ambiente visa
promover o protagonismo do estudante, reduzindo sua ansiedade (o que atende ao “receio de
interagir com um paciente” expressado pelos estudantes) e apoiar a aquisição de conhecimentos
118

associados à prática odontológica (o que atende à sensação de “não possuir o conhecimento
necessário para realizar uma boa análise clínica”, também, expressado pelos estudantes). A
metodologia adotada segue as orientações contidas no livro Fundamento de Metodologia
Científica, que propõe 4 etapas para o planejamento de uma pesquisa: (1) Preparação da
Pesquisa; (2) Fases da Pesquisa; (3) Execução da Pesquisa e; (4) Relatório de Pesquisa. Cada
uma dessas etapas está descrita, brevemente, abaixo: 1. Preparação da Pesquisa: Esta fase
compreende etapas relacionadas à ideação da pesquisa; 2. Fases da Pesquisa: Esta fase
compreende etapas relacionadas ao estudo e a preparação que antecedem a execução da
pesquisa. O escopo, a fundamentação teórica e o método são estudados, aprofundados e
definidos, de forma adequada e definitiva; 3. Execução da Pesquisa: Esta fase compreende
etapas relacionadas à execução, propriamente dita, da pesquisa; 4. Relatório de Pesquisa: Esta
fase compreende etapas relacionadas à divulgação do método e resultados da pesquisa.
Atividades relacionadas à esta etapa são a escrita e publicação de textos acadêmicos/científicos.
A pesquisa será realizada na Clínica de acolhimento e escuta qualificada I, do curso de
Odontologia, do Centro de Estudos Superiores de Maceió – CESMAC. O tipo de estudo será
um experimento de abordagem quantitativa de caráter descritivo. Para tanto, realizaremos um
experimento com pré-teste e pós-teste (questionários estruturados com questões objetivas online), aplicados a um grupo controle (estudantes do 5o período que terão às aulas da disciplina
de Clínica de acolhimento e escuta qualificada I, mas não utilizarão o ambiente proposto) e um
grupo experimental (estudantes do 5o período que além das aulas de Clínica de acolhimento e
escuta qualificada I, utilizarão o ambiente proposto). Trata-se de um estudo observacional, do
tipo

Página 03 de
transversal, em que serão coletados dados sobre a prática clínica relacionada ao manejo da cárie
dentária, dados sociodemográficos, de formação e atuação de discentes, por meio de um
119

questionário on-line. O ambiente de aprendizagem on-line será desenvolvido utilizando o
framework React.js e toda gestão de conteúdo da aplicação será feita através de um Headless
CMS chamado GraphCMS. Contará com uma página inicial onde será descrito todo passo a
passo adiante. Avaliaremos se o ambiente proposto ajuda no aumento de conhecimento em
relação à atuação dos estudantes na clínica odontológica, antes e após o atendimento (aulas e
aulas + ambiente proposto). Ao final da disciplina avaliaremos, novamente, a percepção dos
estudantes aplicando, novamente, o referido instrumento (pós-teste). Mediremos, então, a
diferença na percepção dos estudantes em relação ao diagnóstico da cárie dentária com uso
deste ambiente on-line, medida pela aplicação do instrumento e compararemos a magnitude
dessa diferença entre os membros do grupo experimental e controle (análise estatística). Os
discentes receberam por e-mail o convite para participação na pesquisa com informações sobre
o objetivo e a importância do estudo, instruções para o preenchimento do questionário e link de
acesso. A coleta de dados será realizada no período de junho a julho de 2023. Os dados serão
analisados por estatística descritiva, com frequências absolutas e relativas. Testes de quiquadrado (2) serão realizados para avaliar a associação entre a variável dependente (avaliação
de risco de cárie) e as variáveis independentes (idade, sexo, anos de formado, região, local de
atendimento, em atuação, horas trabalhadas pelos profissionais, origem do paciente, etnia,
gênero, estado civil, especialização, área da especialização, mestrado, área do mestrado,
doutorado, área do doutorado, pós-doutorado, área do pós-doutorado idade da clientela e tipo
de faculdade). O instrumento para avaliar o ganho de conhecimento dos discentes será o
questionário semiestruturado, autoaplicável, de preenchimento on-line, composto por 4
perguntas sobre os dados sociodemográficos e 28 perguntas referentes à prática odontológica
dos discentes em relação ao diagnóstico da cárie, aos métodos utilizados para prevenir e/ou
tratar a doença, a avaliação de risco, bem como a decisão de tratamento para alguns casos
clínicos. O questionário validado intitulado como “Dental Practice-Based Research Network
(DPBRN)” (Rede de Pesquisa Baseada na Prática Odontológica) que foi traduzido e adaptado
para o português brasileiro. Vale enfatizar que o questionário original contém 34 questões.
Adicionalmente, alterações foram realizadas por Carvalho (2018) em sua dissertação de
mestrado nas questões envolvendo cenários clínicos hipotéticos, com a devida aprovação da
responsável pelo questionário (Valéria Veiga Gordan, professora e diretora da Dental PracticeBased Research, Universidade da Flórida, Faculdade de Odontologia). O tempo médio de
preenchimento será de 30 minutos. Serão incluídos no estudo discentes do 5o período

120

Página 04 de
regularmente matriculados na disciplina Clínica de acolhimento e escuta qualificada I, do curso
de Odontologia, do Centro de Estudos Superiores de Maceió – CESMAC. Serão excluídos
discentes que durante o período da coleta estejam afastados da atividade prática clínica por
atestado médico.
Objetivo da Pesquisa:
Objetivo Primário: Habilitar discentes de odontologia a executarem a classificação,
diagnóstico, prevenção, tratamento e avaliação de risco da cárie a partir de um conjunto de
dados online alinhados com o Sistema Internacional de Classificação e Manejo de Cárie em
Ambiente Virtual de Aprendizagem.
Objetivo Secundário: Desenvolver um cenário informatizado com classificação e manejo de
cárie dentro de uma web página aberta ao público com uma área privativa para os discentes;
criar atividades objetivas, discursivas, com uso de áudios, vídeos e imagens que retratem a
classificação e manejo da cárie; avaliar a web página no desenvolvimento de habilidades
associadas à prática odontológica de discentes da pré-clínica do curso de odontologia.
Avaliação dos Riscos e Benefícios:
Riscos: Quebrar a privacidade/confidencialidade das informações pessoais os participantes que
irão responder ao questionário de coleta, não serão identificados em nenhuma das etapas, lhes
garantido dessa maneira, a privacidade e a confidencialidade. Incomodar os sujeitos para a
participação na pesquisa; A participação na pesquisa será de forma voluntária e sua negação em
dela participar, mesmo quando já estiver sido iniciada, não irá causar nenhum dano moral.
Salienta-se que todos os participantes serão convidados a responder ao questionário em um
horário que lhe seja conveniente.
Benefícios: Após a finalização do estudo, os participantes do estudo serão convidados a
assistir uma palestra sobre o Uso de tecnologias aplicadas ao diagnóstico e tratamento em
odontologia, momento também que será dada uma devolutiva sobre os resultados da pesquisa.
Comentários e Considerações sobre a Pesquisa:
O presente estudo se encontra de acordo com a Resolução 510/16.
121

Considerações sobre os Termos de apresentação obrigatória:
Sem óbices éticos.
Conclusões ou Pendências e Lista de Inadequações:
FOLHA DE ROSTO
-

Pelo fato de: Pesquisadora ser aluna do Programa de Pós-Graduação em Ensino na

Saúde da Faculdade Medicina da Universidade Federal de Alagoas. Se faz necessária a
substituição da

Página 05 de
instituição proponente (Centro Universitário Cesmac) por Universidade Federal de Alagoas.
[PENDÊNCIA RESOLVIDA]
-

Como a pesquisa será executada na Clínica Escola de Odontologia do Centro

Universitário Cesmac, o mesmo deverá ser incluído como instituição coparticipante.
[PENDÊNCIA RESOLVIDA]
EQUIPE DE PESQUISA
-

Incluir a pesquisadora Andrea Marques Vanderlei Fregadolli, citada no TCLE, na equipe

de pesquisa na Plataforma Brasil. [PENDÊNCIA RESOLVIDA]
AMOSTRA
Características e tamanho:
-

Como se chegou ao “n” de 30 participantes de pesquisa? Justificar. [PENDÊNCIA

RESOLVIDA]
Recrutamento do participante e aquisição do TCLE:
-

Na página 8 do arquivo “projetodetalhado.docx” enviado em 19/06/2023 diz: “Os

discentes receberam por e-mail o convite para participação na pesquisa com informações sobre
122

o objetivo e a importância do estudo, instruções para o preenchimento do questionário e link
de acesso. A coleta de dados será realizada no período de junho a julho de 2023.”. Elucidar
como foram ou como serão obtidos os e-mails dos participantes da pesquisa para recrutamento.
Caso tenha algum contato presencial, descrever onde, quando e como serão recrutados.
[PENDÊNCIA RESOLVIDA]
-

Descrição detalhada em como, quando e onde os participantes serão recrutados.

Conforme Carta Circular1/2021, sobre Orientações para procedimentos em pesquisas com
qualquer etapa em ambiente virtual, o pesquisador deve considerar os seguintes requisitos:
[PENDÊNCIA RESOLVIDA]
“2.1. O convite para participação na pesquisa não deve ser feito com a utilização de listas que
permitam a identificação dos convidados nem a visualização dos seus dados de contato (e-mail,
telefone, etc.) por terceiros”.
“2.1.1. Qualquer convite individual enviado por e-mail só poderá ter um remetente e um
destinatário, ou ser enviado na forma de lista oculta”;
“2.1.2. Qualquer convite individual deve esclarecer ao candidato a participantes de pesquisa,
que antes de responder às perguntas do pesquisador disponibilizadas em ambiente não
presencial ou

Página 06 de
virtual (questionário/formulário ou entrevista), será apresentado o Termo de Consentimento
Livre e Esclarecido (ou Termo de Assentimento, quando for o caso) para a sua anuência”.
” 2.5. Deve ficar claro ao participante da pesquisa, no convite, que o consentimento será
previamente apresentado e, caso, concorde em participar, será considerado anuência quando
responder ao questionário/formulário ou entrevista da pesquisa”.
“4.2. O convite para a participação na pesquisa deverá conter, obrigatoriamente, link para
endereço eletrônico ou texto com as devidas instruções de envio, que informem ser possível, a
123

qualquer momento e sem nenhum prejuízo, a retirada do consentimento de utilização dos dados
do participante da pesquisa. Nessas situações, o pesquisador responsável fica obrigado a enviar
ao participante de pesquisa, a resposta de ciência do interesse do participante de pesquisa retirar
seu consentimento”
-

Descrever, detalhadamente, como, quando e onde se procederá a aquisição do TCLE

aos participantes. Conforme Carta Circular 1/2021, sobre Orientações para procedimentos em
pesquisas com qualquer etapa em ambiente virtual, o pesquisador deve considerar os seguintes
requisitos:
“1.2. O pesquisador deverá descrever e justificar o procedimento a ser adotado para a
obtenção do consentimento livre e esclarecido, bem como, o formato de registro ou assinatura
do termo que será utilizado”. [PENDÊNCIA RESOLVIDA]
CRONOGRAMA
-

O cronograma deve ser atualizado e constar as etapas de submissão ao comitê de ética

em pesquisa, início e fim do estudo. O cronograma de execução deve apontar o início do
estudo em data compatível com a tramitação do protocolo no Sistema CEP/Conep. Deve-se
apresentar compromisso explícito de iniciar o estudo somente após a aprovação do Sistema
CEP/Conep. Além do mais, todas as etapas da pesquisa devem estar discriminadas no
cronograma. [PENDÊNCIA RESOLVIDA]
DECLARAÇÃO DE INFRAESTRUTURA
-

No documento “declaracaodeinfraestrutura.pdf”, enviado em 19/06/2023, diz: “Tendo

como necessárias as instalações da Clínica Escola de Odontologia (clínica de atendimento).
Em caso de danos resultantes da participação do indivíduo na pesquisa serão utilizadas as
instalações e/ou os serviços profissionais da Clínica Escola de Psicologia, conforme
declaração de concordância do local e/ou serviço profissional em anexo.”. Em nenhum
momento no projeto ou nas informações

124

Página 07 de
básicas do projeto (PB) foi mencionado apoio da Clínica Escola de Psicologia. Caso não seja
necessário, reenviar a declaração de infraestrutura sem essa menção e em caso de necessidade,
a coordenadora do curso de Odontologia não é a responsável direta por autorização dos serviços
profissionais da Clínica Escola de Psicologia, devendo o responsável direto realizar a sua
autorização. [PENDÊNCIA RESOLVIDA]

TCLE
Conforme Carta Circular 1/2021, sobre Orientações para procedimentos em pesquisas com
qualquer etapa em ambiente virtual, o pesquisador deve considerar os seguintes requisitos:
-

“1.3. Quando os Registros de Consentimento Livre e Esclarecido / Termos de

Consentimento Livre e Esclarecido forem documentais, devem ser apresentados,
preferencialmente, na mesma formatação utilizada para visualização dos participantes da
pesquisa”. Portanto, inserir na plataforma Brasil o TCLE na versão online”. [PENDÊNCIA
RESOLVIDA]
-

“2.2. Quando a coleta de dados ocorrer em ambiente virtual (com uso de programas para

coleta ou registro de dados, e-mail, entre outros), na modalidade de consentimento (Registro
ou TCLE), o pesquisador deve enfatizar a importância do participante de pesquisa guardar em
seus arquivos uma cópia do documento eletrônico”. [PENDÊNCIA RESOLVIDA]
-

“4.3. Nos casos em que não for possível a identificação do questionário do participante,

o pesquisador deverá esclarecer a impossibilidade de exclusão dos dados da pesquisa durante
o processo de registro / consentimento”. [PENDÊNCIA RESOLVIDA]
Garantia que o documento será emitido em duas vias:
-

Incluir. [PENDÊNCIA RESOLVIDA]

Considerações Finais a critério do CEP:
Ilma. Pesquisadora ANDREIA CRISTINA RAMOS DE BRITO, lembre-se que, segundo a Res.
CNS 510/16:
125

O indivíduo tem a liberdade de recusar-se a participar ou de retirar seu consentimento em
qualquer fase da pesquisa, sem penalização alguma e sem prejuízo ao seu cuidado e deve
receber

Página 08 de
cópia do TCLE, na íntegra, por ele assinado, a não ser em estudo com autorização de declínio;
V.Sª. deve desenvolver a pesquisa conforme delineada no protocolo aprovado e descontinuar o
estudo somente após análise das razões da descontinuidade por este CEP, exceto quando
perceber risco ou dano não previsto ao participante ou quando constatar a superioridade de
regime oferecido a um dos grupos da pesquisa que requeiram ação imediata;
O CEP deve ser imediatamente informado de todos os fatos relevantes que alterem o curso
normal do estudo. É responsabilidade do pesquisador assegurar medidas imediatas adequadas
a evento adverso ocorrido e enviar notificação a este CEP e, em casos pertinentes, à ANVISA;
Eventuais modificações ou emendas ao protocolo devem ser apresentadas ao CEP de forma
clara e sucinta, identificando a parte do protocolo a ser modificada e suas justificativas. Em
caso de projetos do Grupo I ou II apresentados anteriormente à ANVISA, o pesquisador ou
patrocinador deve enviá-las também à mesma, junto com o parecer aprovado do CEP, para
serem juntadas ao protocolo inicial;
O cronograma previsto para a pesquisa será executado caso o projeto seja APROVADO pelo
Sistema CEP/CONEP, conforme Carta Circular nº. 061/2012/CONEP/CNS/GB/MS (BrasíliaDF, 04 de maio de 2012).

126

Este parecer foi elaborado baseado nos documentos abaixo relacionados:
Tipo Documento

Arquivo

Postagem

Autor

Situação

Informações
PB_INFORMAÇÕES_BÁSICAS_DO_P 28/08/2023
Básicas do
ROJETO_2135826.pdf
22:31:06
Projeto
Projeto Detalhado projeto_mestrado.pdf
28/08/2023 ANDREIA
/
22:30:30 CRISTINA
Brochura
RAMOS DE
Investigador
BRITO
Outros
termo_de_autorizacao_de_uso_de_imag 28/08/2023 ANDREIA
em_e_depoimento.pdf
22:23:44 CRISTINA
RAMOS DE
BRITO
Outros
termo_de_compromisso_e_confidenciali 28/08/2023 ANDREIA
dade.pdf
22:22:37 CRISTINA
RAMOS DE
BRITO
Outros
declaracao_para_publicizacao.pdf
28/08/2023 ANDREIA
22:20:12 CRISTINA
RAMOS DE
BRITO
Outros
autorizacao_de_infraestrutura.pdf
28/08/2023 ANDREIA
22:19:20 CRISTINA
RAMOS DE
BRITO
Página 09 de

Aceito

Folha de Rosto

folhaderosto_assinada2.pdf

Aceito

Outros

Coletadedados2.docx

Outros

destinacaodemateriais.pdf

Outros

instrumentodecoleta.docx

28/08/2023 ANDREIA
22:18:44 CRISTINA
RAMOS DE
BRITO
19/06/2023 ANDREIA
20:04:54 CRISTINA
RAMOS DE
BRITO
19/06/2023 ANDREIA
19:53:35 CRISTINA
RAMOS DE
BRITO
19/06/2023 ANDREIA
19:49:50 CRISTINA
RAMOS DE
BRITO

Aceito

Aceito

Aceito

Aceito

Aceito

Aceito

Aceito

Aceito

127

TCLE / Termos de TCLE.docx
Assentimento /
Justificativa de
Ausência
Situação do Parecer:
Aprovado

19/06/2023 ANDREIA
19:41:13 CRISTINA
RAMOS DE
BRITO

Aceito

Necessita Apreciação da CONEP:
Não
MACEIO, 08 de Novembro de 2023

Assinado por:
Ivanilde Miciele da Silva Santos
(Coordenador(a))

Página 10 de

128

ANEXO B – Termo de Autorização de Coleta de Dados para Pesquisa

DECLARAÇÃO DE AUTORIZAÇÃO, INFRAESTRUTURA E INSTALAÇÕES
PARA O DESENVOLVIMENTO DA PESQUISA E SUAS CONSEQUÊNCIAS

Eu, Roberta Alves Pinto Moura Penteado, autorizo a odontóloga Andreia Cristina
Ramos de Brito, a usar o espaço físico do Centro Universitário Cesmac para a realização
da pesquisa intitulada Cenário informatizado com Ambiente Virtual de Aprendizagem
para treinamento pré-clínico da cárie com simulações de baixa fidelidade.
Tendo como necessária as instalações da Sala de aula do curso de Odontologia.
Comprometendo-se seguir as normas e rotinas do Serviço, zelar pelo sigilo ético e respeitar
a resolução 466/12, 510/16 CNS/MS e todas as suas complementares, havendo o
compromisso de divulgação dos dados obtidos apenas em reuniões e publicações científicas
com sigilo e resguardo ético da
Instituição.

Maceió, 21 de agosto de 2023.

Profa. Roberta Alves Pinto Moura Penteado
Coordenadora do Curso de Odontologia

129

ANEXO C – Comprovante de submissão para Revista Brasileira de informática na
Educação

130