Saúde Mental dos Estudantes de Medicina na Universidade Federal de Aagoas Expectativas e Desafios na Formação Acadêmica - Tereza Angélica Lopes de Assis

Data da Defesa: 28/04/2020

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SAÚDE MENTAL DOS ESTUDANTES DE MEDICINA NA UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS EXPECTATIVAS E DESAFIOS NA FORMAÇÃO ACADÊMICA.pdf
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                    UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS
FACULDADE DE MEDICINA
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ENSINO NA SAÚDE

TEREZA ANGÉLICA LOPES DE ASSIS

SAÚDE MENTAL DOS ESTUDANTES DE MEDICINA NA UNIVERSIDADE FEDERAL
DE ALAGOAS: EXPECTATIVAS E DESAFIOS NA FORMAÇÃO ACADÊMICA

MACEIÓ
2020

TEREZA ANGÉLICA LOPES DE ASSIS

SAÚDE MENTAL DOS ESTUDANTES DE MEDICINA NA UNIVERSIDADE FEDERAL
DE ALAGOAS: EXPECTATIVAS E DESAFIOS NA FORMAÇÃO ACADÊMICA

Trabalho acadêmico de conclusão de curso
apresentado ao Programa de Pós-graduação em
Ensino na Saúde, da Faculdade de Medicina
(FAMED) da Universidade Federal de Alagoas
(UFAL), como requisito parcial para obtenção do
título de Mestre em Ensino na Saúde.
Orientadora: Prof.ª Dr.ª Divanise Suruagy Correia
Co-orientadora:
Azevedo

MACEIÓ
2020

Prof.ª

Dr.ª

Cristina

Camelo

Catalogação na fonte
Universidade Federal de Alagoas
Biblioteca Central
Divisão de Tratamento Técnico
Bibliotecária: Taciana Sousa dos Santos - CRB-4 - 2062
A848s

Assis, Tereza Angélica Lopes de.
Saúde mental dos estudantes de medicina na Universidade Federal de Alagoas:
expectativas e desafios na formação acadêmica / Tereza Angélica Lopes de Assis. –
2020.
70 f. : il. ; fig. ; tabs. color. + material adicional.
Orientadora: Divanise Suruagy Correia.
Coorientadora: Cristina Camelo Azevedo.
Dissertação (Mestrado em Ensino na Saúde) – Universidade Federal de Alagoas.
Faculdade de Medicina. Programa de Pós-graduação em Ensino na Saúde. Maceió,
2020.
1 folheto (produto educacional)
Bibliografia: f. 50-57.
Apêndice: f. 59-62.
Anexos: 64-70.
1.Transtornos mentais. 2. Estudantes de medicina. 3. Sintomas depressivos. I.
Título.

CDU: 616.89-008.454: 378

Ata de defesa de Trabalho de Conclusão de Curso

AGRADECIMENTOS

A DEUS, agradeço infinitamente pelo seu amor e amparo, por iluminar meus
caminhos, pelos dons nesta existência que serviram na realização deste mestrado.
Sou grata à minha família, especialmente aos meus pais por sempre me
incentivarem, à minha mãe Marinita, com 90 anos, exemplo de superação e dedicação e
meu pai Aniceto (in memorian), fortaleza, caridade e acolhimento, meus irmãos que são
minha base e alento, sempre com amorosidade estimulando minhas realizações e à
minha cunhada, Lysete Bastos, pelo apoio nos momentos de dificuldades.
Às minhas filhas amadas e abençoadas, Marilia e Alice, agradeço nesse momento
e como em toda minha vida. Vocês são minha inspiração, meus motivos para continuar,
meu amor infinito, “daqui até a eternidade”.
À Maria, que com sua simplicidade e singeleza é meu suporte e estimulo
O apoio que recebi no mestrado e no trabalho de conclusão foi indescritível,
gratidão às amigas nuspianas Margarete, Suely Nascimento, Raquel, Teresa Carvalho,
Quitéria Ferreira e Layanne Bandeira e às minhas amigasirmãs e comadres Aline Ramos
e Rosangela Cavalcante.
Aos meus amigos do NUSP/EAPMC/FAMED, Graça Monte, Quitéria Nascimento,
Juraci Roberto, Carmem Euridice e Josaias Soares; e aos amigos da vida e do coração
Luiz Carlos Oliveira, Luciano Rodrigues, Aurivane Alexandre, Rosemary Wanderley e
Witamar Agostinho, que incentivam e ensinam a ser uma pessoa melhor e empática.
Aos meus colegas de turma, a trajetória do Mestrado me aproximou de pessoas
que me incentivaram, me ensinaram e me respeitaram cada um com seu jeito, sua
maneira, conviver com vocês foi divino, Dirlene e Everson, vocês foram especiais.
À minha orientadora, professora, doutora Divanise, exemplo de dedicação,
compromisso e competência.
Aos professores do Mestrado Profissional do Ensino na Saúde, pelas teorias,
aprendizagens, motivação, troca de saberes, diálogos, inspirações e novos paradigmas.
E aos meus alunos, fontes da minha inspiração acadêmica, onde redescobri
minhas potencialidades e aspirações.
Gratidão!

“Dentro de mim o universo se dissolveu e um
respirar de céu em meu peito se inundou. Seria
a Vida, seria o Tempo sem nostalgia, ou seria,
apenas, a poesia?
Sei que havia um fluir de rio lavando
antiquíssimas dores.
E do cristal de tristeza que antes me negava o
ar, desse nó de vazio, voltou a nascer o mar”.
Mia Couto
“A palavra ensinada deve ter sentido ao
educando, para que ele reflita sobre ela e,
somadas as palavras, ele passe de um estado
ingênuo para um estado consciente da sua
situação social, passando a suplantá-la e,
consequentemente, a viver com mais
qualidade”.
Paulo Freire.

RESUMO

Os distúrbios relacionados à saúde mental de estudantes do curso de Medicina são
frequentes, entretanto são poucos os que buscam tratamento, além daqueles que o
adiam. De acordo com pesquisas realizadas, entre os diversos impedimentos, podemos
citar o preconceito e o estigma que recaem sobre a doença mental, a dificuldade de
procurar ajuda e demonstrar vulnerabilidade, a associação do fato de sentir deprimido (a)
ou ansioso (a) à fraqueza, ociosidade, apatia e imaturidade, fatores que geram aumento
do nível de ansiedade e redução do rendimento da aprendizagem nas tarefas cotidianas,
baixa autoestima e insegurança. Diante deste panorama, este trabalho apresenta
elementos sobre as expectativas, os desafios e adaptação acadêmica dos (as)
estudantes do primeiro período do curso de graduação em Medicina da Universidade
Federal de Alagoas (UFAL). O estudo teve como objetivos descrever a ocorrência de
sintomas depressivos em estudantes do curso de Medicina; a associar os problemas de
saúde mental e a formação acadêmica bem como identificar a contribuição do Programa
de Saúde Mental para os alunos de Medicina levando em consideração a ótica desses
alunos (as). A metodologia utilizada foi quantitativa, de natureza descritiva, com aplicação
de questionário padronizado, amostra consiste de 65 entrevistados no 1º período, sendo
49,23% no semestre 2019.1 e 50,77% no semestre 2019.2, de um total de 100
estudantes. Os resultados encontrados apontam que os estudantes obtiveram pontuação
significativa para sintomas de depressão a partir do questionário de Beck,
correspondendo a 54,68% da amostra, sendo que 24 estudantes (37,50%), apresentaram
sintomas para depressão leves ou moderados, 10 (15,62%) apresentaram sintomas
moderados a severos e 01 (1,56%) apresentou sintomas graves. Diante da relevância
dos resultados encontrados, a pesquisa propiciou a produção de um artigo científico e
um produto de intervenção. O artigo analisa o estado de saúde mental dos estudantes
de Medicina no primeiro período de graduação e a relação com a formação acadêmica.
Enquanto que o produto se constitui de um Manual informativo, com orientações sobre
os projetos, serviços e ações que os estudantes têm a sua disposição na Universidade,
inclusos o Programa de Saúde Mental da Pró-reitoria Estudantil (PROEST) e ações de
promoção, prevenção e assistência à saúde. Acreditamos que esta pesquisa assume
relevância social e acadêmica no atual contexto, levando em consideração a necessidade
de formar um profissional capaz de conduzir, de forma autônoma, seu processo de
aprendizagem ao longo da vida profissional, além de se adaptar às mudanças,
raciocinando criticamente e tomando decisões fundamentadas em sua própria avaliação.
Palavras-chave: Estudantes de Medicina. Sintomas Depressão. Educação Médica.

ABSTRATC

The mental health associated disorders of medical students are frequently, however, are
few who search for a treatment, besides those who postpone it. According to researches,
between the impediments are the prejudice and stigma that the mental disease carry, the
difficulty of search for help and show vulnerability, the association of feeling depressed or
anxious with weakness, leisure, apathy and immaturity, factors that generate the increase
of anxiety levels and the learning income at quotidian tasks, low self-esteem, and
insecurity. Otherwise, this work presents elements about expectations, the challenges and
academic adaptation of the first period of the Medicine graduation course of Universidade
Federal de Alagoas (Alagoas Federal University). The study had the depression
occurrence description on medical students; to associate the mental health problems with
the academic formation as well as to identify the Mental Health Program’s contribution to
these students, considering their perspectives. The method applied was quantitative, with
a descriptive nature and application of a standard questionnaire, the sample consisted of
65 students of the first period of medicine course interviewed, the total was 100, 49,23%
being on 2019.1 semesters and 50,77% at 2019.2. The results point that the students
obtained relevant punctuation to the depression symptoms from the Beck questionnaire,
corresponding to 54,68% of the sample, 24 students (37,50%) presented mild or moderate
symptoms, 10 (15,62%) presented moderate to severe and 1 (1,56%) presented serious
symptoms. Considering the relevance of this result, the research provided the production
of a scientific paper and an intervention product. The paper analyses the mental health
conditions and its relation with the academic formation of the first period of students in the
first period of medicine graduation. The intervention product constitutes of an informative
manual that give orientations on projects, services and actions available to the students
at the university, including the Programa de Saúde Mental da Pró-reitoria Estudantil (Prorectory Program of Mental Health) and actions to promote, prevent and assist associated
with health. We believe that this research is socially and academically relevant in the
current context, considering the need for training a professional able to drive, with
autonomy, his learning process along with the professional life, to adapt to the changes,
thinking critically and making decisions founded in his evaluation.
Keywords: Medicine students. Depression symptoms. Medical education.

LISTA DE FIGURAS
TABELA 1 – Distribuição dos pesquisados quanto a aspectos
sociodemográficos................................................................................. 27
TABELA 2 – Distribuição dos pesquisados quanto a aspectos de saúde
lazer e satisfação com o curso.............................................................. 28
TABELA 3 – Pontuação total da Escala de Beck para Depressão entre
pesquisados............................................................................................ 28
TABELA 4 – Distribuição dos Itens da Escala de Beck assinalados pelos
pesquisados............................................................................................ 29
FIGURA 1 – Manual de orientações para estudantes que ingressam no curso
de Medicina – FAMED/UFAL ................................................................... 45

LISTA DE SIGLAS

CAAE

Certificado de Apresentação para Apreciação Ética

CEP

Comitê de Ética em Pesquisa

CASH

Centro Acadêmico Sebastião da Hora

DCN

Diretrizes Curriculares Nacionais

EAPMC

Eixo de aproximação à prática médica e sociedade

FAMED

Faculdade de Medicina

IDB

Inventário de Depressão de Beck

IES

Instituições de Ensino Superior

DSM-5

Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais

NDE

Núcleo Docente Estruturante

ONU

Organização das Nações Unidas

PET-Saúde Programa de Educação pela Saúde no Trabalho
PSM

Problemas de Saúde Mental

PROEST

Pró-reitoria Estudantil

SISU

Sistema Unificado de Seleção

SPSS

Statistical Package for the Social Sciences

SUS

Sistema Único de Saúde

TACC

Trabalho Acadêmico de Conclusão de Curso

UFAL

Universidade Federal de Alagoas

UFBA

Universidade Federal da Bahia

UFPB

Universidade Federal da Paraíba

UFU

Universidade Federal de Uberlândia

SUMÁRIO

1

INTRODUÇÃO .................................................................................................... 12

2

ARTIGO: SAÚDE MENTAL E FORMAÇÃO MÉDICA: DILEMAS,
VULNERABILIDADES E DESAFIOS NO INÍCIO DA GRADUAÇÃO................. 17
Introdução .......................................................................................................... 18
Método ................................................................................................................ 25
Resultados ......................................................................................................... 27
Discussão ........................................................................................................... 30
Conclusão .......................................................................................................... 36
Referências ........................................................................................................ 37

2.1
2.2
2.3
2.4
2.5
2.6
3
3.1

PRODUTO: MANUAL INFORMATIVO ............................................................... 44
Produto 1: Manual de orientação para discentes que ingressaram no
Curso de Medicina (FAMED) ............................................................................. 44
3.1.1 Apresentação ....................................................................................................... 44
3.2
Referências ........................................................................................................ 47
CONSIDERAÇÕES FINAIS ................................................................................ 48
REFERÊNCIAS ................................................................................................... 50
APÊNDICE A – Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) ......... 59
ANEXO A – Instrumento de pesquisa: Questionário Socioeconômico ........ 64
ANEXO B – Carta de Anuência do Orientador ............................................... 68

12
1 INTRODUÇÃO

A Organização Mundial de Saúde (OMS) aponta que nos últimos anos vem
crescendo o número de adoecimento mental, informando ainda que há fatores adversos
e de proteção que interferem na saúde mental influenciando o aparecimento do
sofrimento psíquico. Tais fatores dividem-se entre características individuais, sociais e
fatores ambientais, são agravos altamente prevalente. Estima que a depressão afeta
cerca de 350 milhões de pessoas, com taxa de prevalência na maioria dos países entre
8% a 12% (OMS, 2008; 2012; 2014).
A depressão, de acordo com o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos
Mentais (DSM-V), configura um transtorno de humor no qual as principais características
envolvem o humor triste, vazio ou irritável, acompanhado de alterações somáticas e
cognitivas que afetam significativamente a capacidade funcional do indivíduo. Seu
diagnóstico requer atenção especial quanto às características intrínsecas de cada sujeito
e aos fatores ambientais, os quais influenciam na construção psíquica (DCM, 2014).
Entre os universitários, os alunos do curso de Medicina tem sido alvo constante de
pesquisas relacionadas a este tema, visto que a formação médica compõe um fator
ambiental estressor para o estudante, tornando o mesmo, vulnerável a conflitos
emocionais. Entre esses fatores pode-se citar: a cobrança familiar, o medo do fracasso e
a imposições do mercado de trabalho. Somado a isso há ainda uma extensa carga
horária, o volume de material a ser estudado e as formas de reagir de cada um influindo
nesse processo (ARAÚJO et al., 2018).
Assim, depressão, ansiedade e outros sintomas que envolvem a saúde mental são
patologias presentes na sociedade e crescentes entre os jovens. Estudos indicam que
estudantes de Medicina fazem parte desse público e apresentam morbidades que podem
envolver fatores inerentes as atribuições da faculdade, bem como a identidade de ser
médico. Segundo Venturini e Goulart (2016), em 1958 foi realizado o primeiro estudo
sobre a saúde mental de estudantes universitários brasileiros, época na qual o sofrimento
psíquico já estava presente.
A academia em geral, pode parecer ambientes hostis e de muita competição e, em
particular, a de Medicina. Rezende et al. (2008) afirmam que durante a graduação os

13
acadêmicos enfrentam três fases psicológicas que devem ser destacadas: euforia inicial,
decepção e internato. Na primeira fase são ativadas crenças de caráter onipotente; na
segunda a decepção, causada pela extrema mudança de hábitos do cotidiano e, às
vezes, pelo desempenho insatisfatório nas disciplinas; e o internato, composto por um
período de adaptação e, ao mesmo tempo, na alta competitividade pela residência.
Então, dependendo do modo como são administradas essas fases, tais estudantes
podem desenvolver transtornos de humor como a depressão e ansiedade.
Estudos realizados com universitários revelam as taxas de adoecimento que, em
alguns casos, giram em torno de 15% a 25% de algum tipo de transtorno psiquiátrico
durante a graduação, onde os transtornos de ansiedade e depressão têm uma maior
incidência. A maioria destes estudos envolve discentes de Medicina, entre os quais
prevalecem os transtornos depressivos, situados entre 8% e 17% (LIMA et al., 2010).
No Brasil, assim como noutros países, as pesquisas realizadas com estudantes
de Medicina sobre depressão e ansiedade mostraram altos índices de sintomas
depressivos. Os distúrbios relacionados à saúde mental desses estudantes são
frequentes, entretanto são poucos os alunos que buscam tratamento, além daqueles que
o adiam. Entre os diversos impedimentos, encontra-se o preconceito e o estigma que
recaem sobre o sofrimento mental, a dificuldade de procurar ajuda e demonstrar
vulnerabilidade, a associação do fato de sentir deprimido (a) ou ansioso (a) à fraqueza,
ociosidade, apatia e imaturidade, fatores que geram aumento do nível de ansiedade e
redução do rendimento da aprendizagem nas tarefas cotidianas, baixa autoestima e
insegurança (VASCONCELOS et al., 2015).
Segundo Mendonça et al. (2019), durante o curso, a percepção de qualidade de
vida pode diminuir para corresponder a uma formação que exige horário integral e boa
bagagem teórico-prática. O estudante, logo nos primeiros meses do curso, se depara
com uma série de situações desafiadoras e estressantes: a carga horária em tempo
integral, o confronto diário com experiências de doença e morte e, muitas vezes, a
distância da família.
Conforme Oliveira (2013), a maior prevalência de sintomas depressivos foi
encontrada em estudantes do primeiro semestre do curso médico, o que não era o
esperado, pois a expectativa inicial era de que os graduandos do internato

14
apresentassem maior prevalência de tais sintomas, como percebido em outros estudos.
A alta prevalência encontrada pode estar associada a fatores presentes antes do início
da graduação. Houve diferença nas taxas de sintomas depressivos também entre os
sexos, com as mulheres apresentando taxas maiores que os homens. Em seu estudo,
Araújo et al. (2018) confirmam que o período com maior prevalência de sintomas
depressivos moderados e graves foi o 1°, sendo representado por 29% (9 alunos) da
amostra da turma, em conformidade com outros estudos.
Nessa perspectiva, no trabalho em questão se propôs discutir as expectativas, os
desafios e adaptação acadêmica dos estudantes do primeiro período do curso de
graduação em Medicina da Universidade Federal de Alagoas (UFAL) a partir da
observação de condicionantes de saúde que impactam na sua formação profissional.
A motivação para a escolha do objeto de investigação está relacionada com a
trajetória profissional na docência na Faculdade de Medicina (FAMED) da UFAL,
especialmente ao ministrar a disciplina Saúde Sociedade II, do Eixo de aproximação à
prática médica e sociedade (EAPMC), que permitiu uma aproximação com a formação
médica. Guardam nexos, também, com as vivências, ainda como docente, no âmbito das
experiências no Núcleo Docente Estruturante (NDE) e no Programa de Educação pela
Saúde no Trabalho (PET-Saúde), que tornaram possível observar que, durante a
formação, estudantes de graduação em Medicina experimentam situações que afetam a
saúde mental. Contudo, em que pesem as frustrações, tristezas, estresse, ansiedades e
dificuldade de adaptação dos estudantes, eles também demonstram potencial e
singularidades que possibilitam a afirmação da identidade profissional e, enquanto
sujeitos sociais, transformar a realidade nos seus espaços de ensino e trabalho, pois são
eles os protagonistas na articulação entre os processos formativos e os cenários de
práticas.
Tais pressupostos foram confirmados com a experiência do PET-Saúde na versão
GraduaSUS, enquanto docente tutora do grupo de Medicina (integrado por docentes,
profissionais e acadêmicos), quando foi realizado um estudo quantitativo descritivo, com
a aplicação do Questionário de Beck para Depressão, sendo a amostra composta pelos
acadêmicos dos 1º e 12º períodos do curso de graduação em Medicina da Famed/UFAL,
matriculados no ano letivo de 2016.2. O referido estudo, validado pelo Comitê de Ética

15
em Pesquisa (CEP) e publicado em artigo acadêmico no ano de 2018, concluiu que houve
predomínio de sintomas de depressão leve à moderada/severa entre os estudantes de
Medicina, com 67,7% destes apresentando sintomas. Evidenciando que a prevalência da
depressão está possivelmente relacionada a fatores inerentes à formação acadêmica,
como a pressão excessiva, o alto nível de demanda imposto sobre si e sobre a sociedade,
sobrecarga de assuntos, pouco tempo de lazer, competitividade entre colegas, contato
com o paciente e com a morte, a imagem idealizada do médico e do estudante de
Medicina – que são identificados como fatores prejudiciais para a saúde física e mental
(ARAÚJO, et al., 2018).
Ao ingressar no Mestrado em Ensino na Saúde, tais vivências profissionais
possibilitaram acúmulo teórico-metodológico e sistematização de experiências e
favoreceram a identificação dos desafios que instigaram investigar problemáticas no
âmbito do ensino, indicando relevância do ponto de vista do conhecimento. Por isso, a
proposta do Trabalho Acadêmico de Conclusão de Curso (TACC) consistiu em dar
continuidade ao estudo, com aplicação de instrumento semelhante, com estudantes do
1º período do curso de Medicina da UFAL, nos semestres 2019.1 e 2019.2.
Nesse direcionamento, o estudo tem como objetivo geral investigar a saúde mental
dos estudantes 1º ano do curso de Medicina da Universidade Federal de Alagoas. E,
como objetivos específicos, descrever a ocorrência de sintomas depressivos em
estudantes do curso de Medicina; estudar associação entre os problemas de saúde
mental e a formação acadêmica; identificar a contribuição do Programa de Saúde Mental
para os alunos de Medicina levando em consideração a ótica dos alunos do curso de
Medicina.
E resultou na produção de um artigo científico e um produto de intenção. O artigo
analisa o estado de saúde mental dos estudantes de Medicina no primeiro período de
graduação e a relação com a formação acadêmica. Já o produto constitui-se de um
Manual informativo, com orientações sobre os projetos, serviços e ações que os
estudantes têm a sua disposição na Universidade, aí inclusos o Programa de Saúde
Mental da Pró-reitoria Estudantil (PROEST) e ações de promoção, prevenção e
assistência à saúde.

16
O resultado do estudo assume relevância social e acadêmica no atual contexto,
levando em consideração a necessidade de formar um profissional capaz de conduzir,
de forma autônoma, seu processo de aprendizagem ao longo da vida profissional, além
de se adaptar às mudanças, raciocinando criticamente e tomando decisões
fundamentadas em sua própria avaliação.

17
2 ARTIGO: SOFRIMENTO MENTAL E FORMAÇÃO MÉDICA: DILEMAS,
VULNERABILIDADES E DESAFIOS NO INÍCIO DA GRADUAÇÃO

RESUMO

Objetivo: investigar sintomas depressivos entre estudantes do primeiro período de um
curso de Medicina de uma Universidade Pública do Estado de Alagoas. Método: Estudo
quantitativo, transversal, descritivo. A amostra por conveniência, foi composta de 65
(100/65%) estudantes do referido curso matriculados no primeiro período dos semestres
2019.1 (100/49,23%) e 2019.2 (100/50,77%). Aplicou-se os instrumentos em sala de
aula, um questionário socioeconômico e o questionário validado de Beck. O banco foi
construído no Excel e processado no programa Epi Info (versão 7.2.2.16). Resultados:
Encontrou-se 54% do sexo feminino, apenas 29,23% é oriundo de Maceió, 21,8%
realizando atividades físicas e de lazer. Do total, 54,68% apresentaram pontuação
significativa para sintomas de depressão, sendo que 37,50% apresentaram sintomas
para depressão leves ou moderados, 15,62% sintomas moderados a graves e 1,56%
sintomas graves. Em relação à pontuação por item da escala de Beck, a categoria mais
assinalada entre os pesquisados foi a de Suscetibilidade à fadiga, que representou
85,94%, seguida de itens que foram assinalados por mais de 50 % dos pesquisados,
como: Insônia (84,37%), Autoacusações (78,13%); Culpa (71,88%), Retardo para o
trabalho (65,63%), Irritabilidade (57,82%), Indecisão (57,82%), Tristeza (56,25%),
Insatisfação (51,57%), Preocupação somática (51,57%) e Autodesgaste (50,00%).
Ressalta-se os itens Pessimismo, Senso de fracasso, Perda de peso e Expectativa de
punição que apesar de estarem com escores menores do que 50% mostram sua
relevância como sintoma de sofrimento psíquico, destacando-se com atenção: Ideias
suicidas (15,87%) e Perda do interesse sexual (14,07%). Conclusão: a pesquisa mostrou
que o discente recém-ingresso no curso de Medicina pesquisado apresenta sinais de
sofrimento psíquico e sintomas depressivos que apontam para um problema de saúde e
para a necessidade de maior atenção à saúde mental desses jovens.
Palavras-chave: Estudantes Medicina. Sintomas Depressão. Educação Médica.
ABSTRACT

Objective: to identify depressive symptoms between first-period students of a Medicine
course in a public university of Alagoas state. Method: qualitative transversal and
descriptive study. The sample by convenience was composed of 65 (100/65%) students
from the referred course enrolled in the first period of 2019.1 (100/49,23%) and 2019.2
(100/50,77%) semesters. The instruments were applied in classrooms, a socioeconomic
questionnaire and Beck’s validated questionnaire. The bank was made in Excel and
processed in the Epi Info (7.2.2.16 version). Results: 54% female, only 29,23% comes
from Maceió, 21,8% practicing physical exercises and recreation were found. From the
total, 54,68% showed relevant points to depression symptoms, 37,50% showed light or

18
moderate depression symptoms, 15,62% moderate to severe and 1,56% severe
symptoms. Regarding the points by Beck’s scale topics, the most checked category
between the researched ones were the weariness susceptibility, that represented 85,94%,
followed by topics that were checked by more than 50% of surveyed, as Sleeplessness
(84,37%); Self-accusations (78,13%); Guilty (71,88%); Retardment for work (65,63%);
Irritability (57,82%); Indecision (57,82); Sadness (56,25%); Dissatisfaction (51,57%);
Somatic worry (51,57%), and Self-wear (50,00%). It should be noted that topics as
Pessimism, Sense of failure, Weight loss and Punishment expectation, despite being with
scores under 50% show its relevance as symptoms of psychic suffering, highlighting with
attention: Suicidal thinking (15,87%) and Sexual interest loss (14,07%). Conclusion: the
research showed that the newcomer student from the Medicine course studied showed
signals of psychic suffering and depressive symptoms that point a health problem and the
need for bigger attention to young people’s mental health.
Keywords: Medicine students. Depression symptoms. Medical education.
2.1 Introdução

O período de formação na graduação é fundamental para a construção científica,
psicológica e ética do futuro de qualquer profissional. É um processo em que o estudante
passa por uma grande transição, na qual deve adaptar-se a um novo estilo de vida e
experimentar um alto grau de exigência curricular que pode restringir bastante sua vida
social e o contato com amigos. Na formação médica a fase de adaptação tem se tornado
um grande desafio, pois, ao ingressar em uma instituição de ensino superior, o estudante
vivencia mudanças substanciais no que se refere ao modo de se relacionar com a
aprendizagem, às novas relações interpessoais e principalmente às exigências
acadêmicas e estereótipos sociais que são exigidos (LIMA; SOARES; SOUZA, 2019).
Após o desgaste do período pré-vestibular e superados os desafios do concurso
para a faculdade de Medicina, os discentes acreditam estar livres das angústias
vivenciadas e esperam ter na Universidade um cotidiano menos desgastante, idealizando
expectativas sobre o curso e os colegas. Entretanto, com o ingresso na faculdade de
Medicina, essas expectativas destoam da realidade encontrada – o volume excessivo de
estudos, o tempo escasso, a dificuldade para acompanhar o conteúdo e as pressões
acadêmicas – originando uma desidealização. Dessa forma surgem os primeiros
desapontamentos relacionados às questões didáticas, de conteúdo, do professor e da
estrutura da escola, causando cansaço e escassez de tempo, gerando dificuldades para

19
conciliar estudos, lazer e relações com amigos e familiares. Provocando o desencanto e
indicando ser o primeiro passo de sofrimento psíquico, já apontando para a necessidade
de apoio (MATOS, 2019; OLIVEIRA et al., 2011).
A vida universitária é marcada por experiências individuais e coletivas, indivíduos
em construção de suas convicções e posturas que demandam acontecimentos,
responsabilização e sociabilidade de quem experimenta este ciclo, na maioria das vezes
na adolescência e/ou juventude, coincidindo com o início da fase adulta. Marcado por um
conjunto de dificuldades, tais como: distanciamento da família, conflitos, decisões,
escolhas, e atitudes que definirão a trajetória da vida profissional e pessoal destes
indivíduos e problemas preexistentes para o contexto acadêmico – entre eles as
dificuldades emocionais, relações sociais, gestão do estresse, ansiedade e adoecimentos
mentais (NOGUEIRA, 2017; ASSIS, OLIVEIRA, 2011). Tal contexto tem ocasionado o
adoecimento de discentes, seja pela adequação ao ambiente acadêmico ou por
dificuldades emocionais, por isso a saúde mental com esse viés tem se transformado em
objeto de estudo nas últimas décadas.
Esse período de formação é marcado pela adaptação à convivência em novo
grupo, manejo nas relações com professores e avaliações, pelo contato com os desejos,
inseguranças, ideias e novas experiências. Estudos corroboram e oportunizam discutir
as questões de saúde mental que detém uma interconexão com o período universitário,
como também analisar as necessidades e possibilidades de organização de serviços,
acompanhamento e cuidado de saúde a atenção psicossocial aos estudantes
universitários (ASSIS, OLIVEIRA, 2011; GUTIERRA, BRAGA, SANTOS, 2004).
Soares et al. (2013), em estudo de revisão sobre competências e adaptação de
estudantes na universidade, apontam que a inquietação em relação à transição dos
estudantes do ensino médio para a vida universitária é relevante, principalmente se eles
ainda estão no primeiro ano da universidade, o que exige atenção especial no
acolhimento dos alunos, no processo de adaptação e, sobretudo, nas metodologias de
ensino. Nessa linha de abordagem, Venturini e Goulart (2016) sugerem repensar o papel
da universidade, pois ela pode ser excludente ao apresentar competitividade exacerbada,
princípios baseados na meritocracia, incapacidade de autocrítica e estímulo ao
aprendizado individual. Porém, pode também ser um espaço de aprendizagem acolhedor

20
que estimule a construção das identidades dos estudantes, promovendo atenção à vida
emocional e, consequentemente, à saúde mental.
Gutierra, Braga e Santos (2004) destacam que a profissão médica é
absolutamente valorizada na sociedade e a identidade de “ser doutor” tem um significado
objetivo e subjetivo, constituindo-se um sonho de muitos jovens à custa de anos de
abdicação da vida social e de uma alternância de emoções, que vão desde a certeza do
sucesso ao fracasso antecipado quanto à possibilidade de adentrar a graduação em
Medicina. Em contrapartida, ao ingressar na Universidade, deparam-se com exigências
acadêmicas de grandes proporções e um estilo de ensino diferente de sua vivência.
Nessa perspectiva, no processo de formação médica, docentes lidam com recorrentes
desistências, reprovações, altos índices de estresse entre os estudantes e impactos
emocionais como tristezas, ansiedades e irritação, que afetam a saúde mental.
De fato, no primeiro ano de formação percebe-se o impacto da transição do ensino
médio à formação superior, permeada de incertezas e adaptações do estudante. A
percepção de mudança de humor, quadro depressivo, mau desempenho acadêmico,
dificuldade com novas amizades, consumo de drogas psicoativas e o pensamento de
desistir do curso têm sido apontados em vários estudos sobre a formação médica
(FERREIRA et al., 2016; VENTURINI, GOULART, 2016; BALDASSIN, 2010).
Bampi et al. (2013), em estudo sobre a qualidade de vida de estudantes de
Medicina, argumentam que, histórica e culturalmente, a Medicina é considerada uma
profissão de múltiplas cobranças e responsabilidades devido a sua própria natureza –
lidar com a vida e a morte humana em sua plenitude, de modo que as pessoas que
procuram essa profissão, geralmente, estão seguras de sua opção. Contudo, a formação
médica carrega em si uma contradição, por obrigar o estudante a abrir mão de seu lazer
e de seu descanso pleno, não lhe ocasiona grandes prejuízos ao longo de sua trajetória.
Nessa perspectiva, os autores concluem que os principais fatores que influenciaram
negativamente a qualidade de vida dos graduandos em Medicina foram: capacidade de
concentração, sono, grau de energia, capacidade para realizar atividades do dia a dia e
do trabalho, oportunidades de lazer e sentimentos negativos (mau humor, desespero,
ansiedade e depressão).

21
A formação médica é densa e expõe o estudante a diversos fatores tensionais,
representando uma fase de transição, dúvidas, receios, tensões e incertezas. Traduzindo
o retrato da formação, acompanha-se grandes responsabilidades, ambiente competitivo,
relação com a morte e escassez de descanso e lazer. A sensação de insegurança técnica
em uma formação médica representa fator estressor nos anos seguintes e se torna
simultânea ao aumento das atividades extracurriculares e à busca por um currículo
paralelo, suscitando o ambiente competitivo como resquício do vestibular. Os currículos
e os modelos de ensino nem sempre levam em consideração a forma como os estudantes
lidam com o processo de formação em seu contexto biopsicossocial, por isso os altos
índices de problemas de saúde mental (FERREIRA et al., 2018; ANDRADE et al., 2014).
Em contextos adversos os estudantes têm fragilidades e vulnerabilidades em
comum, incluindo falta de tempo e exaustão nos primeiros períodos, tempo intenso de
estudo por meio do qual ocorre, além da dissociação entre o ciclo básico e o
profissionalizante, o tão esperado primeiro contato com o paciente. A relação do cuidado
com outro ser humano gera angústia e estresse psicológico – produzido pela
aproximação com o sofrimento e a dor – que acompanham o processo saúde-doença e
morte. Ainda assim, além de todos os obstáculos que deve transpor, o futuro médico
precisa aprender a se portar de modo a corresponder às demandas dos professores,
relação apontada como geradora de angústia, dos colegas e da sociedade (TENÓRIO et
al., 2016; QUITANA, 2008).
Enfim, a realidade exige uma formação profissional totalmente comprometida e na
qual o estudante seja capaz de manter a calma e a sanidade em situações contraditórias
e de vulnerabilidade. Por isso, estudos têm evidenciado o crescimento nos indicadores
de adoecimento entre estudantes de Medicina, além da insatisfação com as estratégias
de ensino, os métodos pedagógicos e a relação com os docentes (FERNANDES, SILVA,
2019; VENTURINI, GOULART, 2016; MEIRELES).
Nogueira et al. (2017) e Spiers et al. (2000) apontam que a vulnerabilidade deriva
de um processo multidimensional dinâmico, estabelecendo uma interação individual entre
as características pessoais, condições sociais e ambientais. Os referidos autores
consideram, ainda, que a vulnerabilidade é o culminar de déficits normativos internos e
externos que tornam as pessoas suscetíveis à doença, reflete esquemas cognitivos

22
(padrão) negativos da forma como cada um vê a si próprio, na interface com os outros,
na reação ao estresse e na capacidade de atingir objetivos, que reflete dependência de
fontes externas de aprovação, tornando os indivíduos mais suscetíveis ao estresse.
Existem evidências da influência preditiva na depressão, no colapso psicológico e na
relação entre vulnerabilidade psicológica e a saúde mental.
A vulnerabilidade é uma dimensão da qualidade de vida que não é estável, tem
gradações para acomodar as variações situacionais e contextuais de cada pessoa e pode
ser experimentada como potencial de crescimento. Embora a vulnerabilidade possa ser
usada para descrever grupos na sociedade que apresentam déficits funcionais, como
idosos, sem-teto, pobres, pessoas com doença mental. Dessa forma, entende-se que as
pessoas não são vulneráveis, elas estão vulneráveis, e que é necessário que as
situações estruturais que as tornam vulneráveis e suscetíveis ao adoecimento sejam
transformadas, através da proteção e mobilização (BRÊTAS, 2010; SPIERS et al., 2000).
Nesse direcionamento, no Brasil, pesquisas também têm indicado que um fator
determinante para o adoecimento dos estudantes de Medicina é a concepção que
fundamenta a formação médica, permeada por um modelo biomédico de base flexneriana
que ainda hegemoniza os cursos de graduação, mesmo com mudanças nas diretrizes
curriculares que apontam na direção da integralidade. As atuais estruturas das escolas
médicas dificultam a inserção do estudante no sistema de serviços de saúde, persistindo
o modelo de ensino em que o diagnóstico de doenças se sobrepõe ao sentido de cuidado
do doente (ROMANO, 2005).
Para Lampert (2002) e Reis, Souza e Bollela (2014), o modelo flexneriano prioriza
o desenvolvimento das Ciências da Saúde, com incentivo à pesquisa, ao ensino ligado
ao hospital de ensino e à docência com dedicação exclusiva, decorrendo disto o
surgimento das especialidades – algo que culmina por ser o alvo do estudante e impedir
a adesão a um modelo de formação integrador e baseado no cuidado. A crítica a esse
modelo é que os estudantes não percebem o que é relevante para a prática profissional,
a aquisição dos conhecimentos estaria dissociada da compreensão de como e onde
seriam úteis na solução de problemas reais; integrada com a desconexão temporal e a
falta da contextualização propiciaria um aprendizado pouco efetivo.

23
Nas propostas atuais, os projetos pedagógicos das escolas médicas devem ter
compromisso com as funções que o ensino deve exercer em nossa sociedade, refletir
todas as possibilidades dos estudantes em adquirir conhecimentos, habilidades, atitudes
e valores, e como obtê-los. O conteúdo curricular deve estar integrado e
permanentemente presente na cabeça do estudante, o que permitiria a este vivenciar a
prática profissional desde o início de sua formação, pautado pelas necessidades de
incorporação de um volume crescente de novos conhecimentos e tecnologias, para
atender às Diretrizes Curriculares Nacionais (DCN) na perspectiva de consolidação do
Sistema Único de Saúde (SUS) e às demandas sociais geradas pelas peculiaridades e
desigualdades do país, para as quais o futuro profissional se destina (LAMPERT, 2002,
2009).
Esse viés de leitura coaduna com a concepção de Andrade et al. (2014), quando
eles discutem que os diferentes cursos de Medicina apresentam interesse na
aprendizagem de seus alunos, gerando um aprimoramento nas formas de intervenção,
além de uma atualização em relação às novas técnicas e à melhoria das equipes
profissionais, mas essa mesma inquietação não se evidencia em relação à saúde mental
de seus educandos. Para os autores, essa insuficiência no processo de ensinoaprendizagem traz como resultado a formação de um estudante que, nos semestres
finais do curso, tem conhecimentos sobre as diferentes áreas biomédicas, mas apresenta
deficiências no relacionamento com o ser humano, embora a eficácia de sua abordagem
dependa, também, desse fato.
Em que pese as lacunas na formação médica, vale destacar, o ensino na saúde
sofreu mudanças significativas nas últimas décadas, com rebatimentos no conjunto das
profissões de saúde, incidindo nas matrizes curriculares dos cursos de Medicina, que
vêm buscando propiciar aos estudantes a construção de competências técnicocientíficas, ético-políticas e socioeducativas para desenvolver um cuidar integral,
considerando as diversas dimensões da relação sujeito/sociedade. Para Meireles,
Fernandes e Silva (2019), tais mudanças foram balizadas pelas novas DCNs têm
potencializado o papel do ensino na dinâmica formativa e o fortalecimento da integração
ensino-serviço. O ensino da saúde assume como uma de suas dimensões o
desenvolvimento de práticas no trabalho, como lócus privilegiado do processo de ensino-

24
aprendizagem, na busca de adequar os conteúdos da formação as necessidades do
SUS.
Em função do papel que as DCNs cumpriram e da adesão das Instituições de
Ensino Superior (IES) a um modelo de formação pautado numa concepção humanista e
integradora, algumas Universidades têm buscado construir espaços de desenvolvimento
de competências ético-relacionais que se dão de forma processual em vários cenários
de ensino-aprendizagem do currículo formal, informal e nas diversas interações das
pessoas em ambiente acadêmico. Entre esses vários ambientes de ensino, as relações
entre professores e alunos despontam entre as principais práticas de interação – nas
quais se apresentam valores, comportamentos e afetos que são veiculados no processo
de aprendizagem. E, ainda, o exercício de metodologias ativas como parte essencial na
construção conhecimentos e saberes (RIOS; SCHRAIBER, 2012).
Pensar a formação médica com uma abordagem ético-integradora e a
universidade como espaço acolhedor requer novas relações, exigências acadêmicas e
inúmeros ajustes. Dentre eles o estímulo aos aspectos psicológicos, sociais e culturais e
não somente ao conhecimento técnico e à produção científica. A universidade não pode
ser alheia aos problemas sociais e isso inclui elaborar estratégias políticas e pedagógicas
para o estudante se perceber enquanto sujeito social. Por esse motivo é necessário criar
mecanismos de suporte que instrumentalizem para o enfrentamento de inúmeras
situações difíceis e penosas que vivenciarão no decorrer de seu processo de formação
(VENTURINI, GOULART, 2016; QUINTANA et al., 2008).
Os novos modelos de atenção e gestão produzidos no campo da saúde sugerem
avançar na melhoria da qualidade da saúde da população, o que exige um repensar da
formação dos profissionais de saúde e, em especial, do médico. Os resultados das
pesquisas de Mendonça et al. (2019) e Araújo et al. (2018), realizadas com estudantes
da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Alagoas, campus Maceió,
apontam a necessidade de intervir e incentivar o campo da pesquisa em saúde mental
do estudante de Medicina, bem como expandir a perspectiva sobre locais de apoio no
ambiente acadêmico. Tendo predomínio de sintomas de depressão leve à
moderada/severa, a evidência da redução na qualidade de vida entre estudantes,
independente do sexo e período cursado, tendo como causas fatores inerentes à

25
formação acadêmica (carga horária excessiva; alto grau de exigência curricular;
competitividade entre colegas; contato com o paciente e com a morte; a imagem
idealizada do médico e do estudante de medicina; rotina acadêmica; sobrecarga de
assuntos e pressão excessiva, associados aos hábitos de vida não saudáveis –
alimentação, pouco tempo lazer, ausência de atividade física, etilismo, insuficientes horas
de sono) que são identificados como fatores prejudiciais à saúde física e mental, incluindo
sintomas depressivos. Desse modo, este estudo se insere no contexto atual da educação
médica buscando refletir sobre os dilemas, expectativas, fragilidades, vulnerabilidades e
desafios dos estudantes nos primeiros períodos da graduação em Medicina da Famed e
os rebatimentos na saúde mental.

2.2 Método

Trata-se de um estudo do tipo quantitativo, transversal, descritivo. A amostra por
conveniência foi composta por (65,65%) acadêmicos do curso de graduação em Medicina
de uma Universidade Pública do estado de Alagoas, matriculados no primeiro período
dos semestres 2019.1 e 2019.2.
Os estudantes foram abordados individualmente, a fim de evitar qualquer tipo de
constrangimento, nas salas de aula, antes ou após o início das aulas, de modo a não
interferir na rotina das atividades acadêmicas. E, após breve explicação do projeto,
assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE).
Para a coleta dos dados foram aplicados dois instrumentos com questões
fechadas: um socioeconômico e a escala validada de Beck. Foram inclusos todos os
alunos matriculados no primeiro período do curso presentes nas dependências da
Instituição de Ensino nos dias de coleta e excluídos os que estavam de licença médica,
maternidade, paternidade.
O questionário socioeconômico abordou idade, sexo, etnia, estado civil, graduação
e pós-graduação anterior, naturalidade, situação atual de moradia, bairro, residência,
situação financeira, religião, meio de transporte utilizado, tratamento psicológico e/ou
psiquiátrico, uso de medicação, atividades de lazer, esportes, satisfação com o curso.

26
A escala de depressão de Beck (autoavaliação de depressão), traduzida e validada
no Brasil, consta de 21 itens relacionados aos sintomas e atitudes cuja intensidade varia
de 0 a 3. Os itens referem-se à tristeza, pessimismo, sensação de fracasso, insatisfação,
culpa, expectativa de punição, autodesgaste, autoacusações, ideias suicidas, choro,
irritabilidade, interação social, indecisão, mudança de imagem corporal, retardo para o
trabalho, distúrbio do sono, suscetibilidade à fadiga, alterações do apetite, perda de peso,
preocupação somática e perda do interesse sexual entre outros identificadores de
transtornos de depressão. Os pontos de corte que foram utilizados nesta pesquisa
basearam-se no Center for Cognitive Therapy: abaixo de 10, correspondem a pacientes
sem sintomas de depressão ou sintomas mínimos; entre 10 e 18 pontos, o paciente
apresenta sintomas de depressão leve; os sintomas de depressão moderada equivalem
à pontuação entre 19 e 29, e pacientes com sintomas de depressão grave apresentam
pontuação igual ou superior a 30, podendo chegar a 63.
Para análise dos resultados, os dados foram organizados em um banco construído
no Excel e processado no programa Epi Info (versão 7.2.2.16).
O projeto foi aprovado pelo CEP/UFAL com processo de número de Certificado de
Apresentação para Apreciação Ética (CAAE): 66991617.8.0000.5013.

2.3 Resultados

Foram pesquisados 65% do total de matriculados nos dois primeiros períodos
letivos. Encontrou-se 53,85% discentes do sexo feminino, 49,23% se declararam
brancos, 6,15% já possuem outra graduação, 90,77% era solteiro e 67,69% afirmaram
ter religião. Na amostra, 70,63% são procedentes de outras localidades fora de Maceió,
sendo distribuídos pelo interior do estado de Alagoas, de outros estados do Brasil e de
outros países (Guiné-Bissau e São Tomé) (TABELA1).

27
TABELA 1 – Distribuição dos pesquisados quanto a aspectos sociodemográfico

CATEGORIAS
Sexo
Etinia

Graduação anterior
Estado Civil

Feminino
Masculino
Branco
Pardo
Negro
Sim
Não
Solteiro
Casado/companheiro
Outro

N
35
30
32
21
12
4
61
59
4
2

%
53,85
46,15
49,15
32,31
18,46
6,15
93,85
90,77
6,15
3,8

19
14
32
32
32
62
1
1

29,23
20
50,77
49,23
47,7
96,92
1,54
1,54

43
22

64,41
33,84

Naturalidade
Cidade

Estado
País

Maceió
Outras cidades de Alagoas
Outras localidades
Alagoas
Outros estados
Brasil
Guiné-Bissau
São Tomé

Religião
Cristã
Nenhuma
Fonte: dados da pesquisa. Tabela Elaborada pela autora.

Quando indagados sobre tratamento psicológico/psiquiátrico anterior, 37,50% dos
entrevistados informou já ter realizado tratamento e 7,81 % que estão em tratamento no
momento, quanto a medicação 12,50% diz que faz uso de alguma medicação no
momento sendo citadas: Alektos, Alprazolam, Anti-hipertensivo, Beta bloqueador,
Paxtrat, Cloridrato de paroxetina, Reconter e Sertralina (TABELA 2).
Em relação às atividades físicas e de lazer destaca-se que apenas 21,85 %
afirmou sempre realizar e 45,31% raramente (TABELA 2).

28
TABELA 2 – Distribuição dos pesquisados quanto a aspectos de saúde, lazer e
satisfação com o curso

CATEGORIAS
Tratamento psicológico/
psiquiátrico anterior

Uso de medicação

Atividade física e lazer

Sim
Não
Atualmente
NI
Sim
Não
NI
Raramente
Esporadicamente
Sempre

n
24
35
4
1
8
56
1
29
21
14

%
37,50
54,69
7,81
1,54
12,31
86,15
1,54
45,31
32,81
21,88

Legenda: Nota – NI = não informou.
Fonte: dados da pesquisa. Tabela elaborada pela autora.

A Tabela 3 apresenta a pontuação total na escala de Beck, que informa o grau de
sintomas depressivos entre os pesquisados. Observa-se que 54,68% apresentam algum
grau de depressão, destacando-se 1,56% para depressão grave
TABELA 3 – Pontuação total da Escala de Beck para Depressão entre
pesquisados

Sintomas
depressivos

n

%

Ausência ou
depressão mínima

29

45,31

Depressão leve

24

37,50

Depressão moderada

10

15,62

Depressão grave

01

1,56

Fonte: dados da pesquisa. Tabela elaborada pela autora.

Em relação aos sintomas de sofrimento mental (itens da escala de Beck),
Suscetibilidade à fadiga

representou 85,94%,

seguido de Insônia

(84,37%),

Autoacusações (78,13%), Culpa (71,88%), Retardo para o trabalho (65,63%),

29
Irritabilidade e

Indecisão

(57,82%), Tristeza

(56,25%), Insatisfação

(51,57%),

Preocupação somática (51,57%) e autodesgastes (50%). Ressalte-se os itens
Pessimismo, Senso de fracasso, Perda de peso e Expectativa de punição, que apesar
de estarem com escores menores do que 50% mostram sua relevância como sintoma de
sofrimento psíquico, destacando-se com atenção: mudança da imagem corporal
(48,44%), Choro (46,88%), Interação Social (41,27%), Ideias suicidas (15,87%) e Perda
do interesse sexual (14,07%) (TABELA 4).
TABELA 4 – Distribuição dos Itens da Escala de Beck assinalados pelos
pesquisados

Ítens

N

%

Suscetibilidade à fadiga
Insônia
Autoacusações
Culpa
Retardo para o trabalho
Irritabilidade
Indecisão
Tristeza
Insatisfação
Preocupação somática
Autodesgaste
Mudança de imagem corporal
Choro
Interação social
Anorexia
Pessimismo
Senso de fracasso
Perda de peso
Expectativa de punição
Ideias suicidas
Perda do interesse sexual

55
54
50
46
42
37
37
36
33
33
32
31
30
26
23
17
15
12
11
10
9

85,94
84,37
78,13
71,88
65,63
57,82
57,82
56,25
51,57
51,57
50,00
48,44
46,88
41,27
35,94
26,57
23,44
19,36
17,46
15,87
14,07

Fonte: dados da pesquisa. Tabela elaborada pela autora.

30
2.4 Discussão

Este estudo foi corroborado pela literatura estudada em relação à distribuição de
discentes quanto ao sexo, com predominância do sexo feminino (TABELA 1) (OLIVEIRA,
2013).
A Tabela 1 traz a procedência dos pesquisados. A maioria se deslocou de suas
cidades natais, onde se encontra 20% de estudantes que são procedentes do interior do
estado de Alagoas, 47,7% de outros estados e 3,08% de outros países. O que também
é corroborado pela literatura (MACEDO et al., 2009).
Em 2010 o Brasil adotou o Sistema Unificado de Seleção (SISU), que leva o
ingresso de estudantes de todas as partes do país nas universidades. O SISU provoca a
mobilização de estudantes entre as várias regiões e cidades do Brasil, este fato pode
implicar no isolamento do estudante uma vez que este poderá estar em áreas geográficas
desconhecidas, além do desconhecimento de pessoas e aspectos culturais, uma vez que
nosso país tem dimensão continental. Deste modo, podem surgir dificuldades financeiras
e sofrimento mental (FLORES, 2015).
A preocupação com a saúde do estudante de Medicina é antiga. Baldassin (2010)
revisou a literatura e selecionou 41 artigos brasileiros, nas bases da Biblioteca Virtual em
Saúde, e identificou que o artigo mais antigo foi publicado há 23 anos na revista Pesquisa
Médica, em Porto Alegre, relacionando estresse e distúrbios do sono.
O estudante de Medicina no Brasil chega à faculdade após um período geralmente
estressante, em decorrência da carga de estudos para o ingresso no nível superior de
ensino envolvido. Estudos mostram que ao longo do curso, o entusiasmo inicial pode ser
substituído por uma rotina universitária com grande influência negativa nos níveis de
estresse (FIOROTTI, 2010).
São vários os fatores estressantes enfrentados pelos alunos do primeiro ano na
transição do ensino médio para a universidade: saudade de casa, falta de familiaridade
com os procedimentos e demandas acadêmicas (sobrecarga de atividades e ao
excessivo volume de assuntos a serem estudados, necessidade de dedicação integral
ao curso), processo de fazer novos amigos, aumento das expectativas da família, além

31
da ausência de didática de alguns docentes (FIOROTTI, 2010; SARAVANAN, 2014;
MORETTI, HUBNER,2017; MOUTINHO,2018).
Tempsk (2010) e Tavares (2017b) mencionam o fato de que desde a escolha do
curso podem começar a surgir sintomas de estresse, ansiedade e depressão.
Atualmente, o ingresso na vida acadêmica ocorre geralmente em idade próxima ao final
do período da adolescência. Ao serem aprovados para o curso de Medicina, os jovens
frequentam um curso longo, com muitas exigências e responsabilidades, e isto os leva à
necessidade de abdicação de grande parte do tempo livre, convívio com a família e
amigos (ROCHA, 2013; MOUTINHO, 2018).
Sobre as atividades de lazer, sabe-se que quanto mais presentes nas vidas dos
estudantes, menor é a prevalência de sintomas de depressão. O período da graduação
pode favorecer a adoção de um estilo de vida sedentário e pouco saudável,
especialmente entre estudantes em situação de vulnerabilidade (FONAPRACE, 2012).
Oliveira (2013) verificou que a prática de atividades de lazer entre os estudantes de
Medicina durante o primeiro semestre é geralmente esporádica, apresentando pouca
ocorrência entre seus pesquisados.
Levando em consideração que a carga horária excessiva, bem como a
necessidade de novos hábitos de estudo, é um fator que contribui para a redução da
prática das atividades física e de lazer, encontramos no grupo estudado 78,12% de
ausência de atividades de lazer frequente (TABELA 2). Gasparotto et al. (2013)
evidenciam como é preocupante a constatação do baixo o nível de atividade física entre
os graduandos brasileiros.
Rocha (2013) salienta a importância de ações preventivas relacionadas ao cuidado
com a saúde mental do estudante de Medicina, seja aprimorando sua qualidade de vida,
seja auxiliando sua formação profissional, no sentido de se evitar o sofrimento mental
que pode levar aos Transtornos Mentais. Entre os principais fatores protetores para o
adoecimento psíquico estão o equilíbrio entre estudo e lazer, a organização do tempo, os
cuidados com a saúde, alimentação e o sono, a valorização dos relacionamentos
interpessoais, a prática de atividade física, a religiosidade e a procura por assistência
psicológica (BARDAGI; HUTZ, 2011).

32
Murakamil (2012) evidencia que a religião também influencia positivamente o
estado de saúde, os comportamentos de proteção e de condução à saúde. O indivíduo
deixa de fumar e/ou fazer uso de álcool, passa a tomar atitudes positivas (como a oração,
ou meditação) que oferecem conforto emocional e redução do estresse. Levando em
consideração que a religiosidade é um dos fatores protetores para o adoecimento
psíquico, nosso estudo identificou que 67,69% dos estudantes têm religião e 49,09%
frequentam algum templo religioso (TABELA 2).
Ferreira et al. (2016) afirmam que o estudante de Medicina necessita de condições
adequadas para sua formação, tanto de moradia quanto de atividade física, horas de
lazer e, sobretudo, de um espaço onde possa identificar os mecanismos inconscientes
presentes em seu dia a dia – seja por meio de psicoterapia, psicanálise, ou rede de apoio
que possam ajudá-lo
Neste estudo encontrou-se 37,50% de alunos que já realizaram tratamento
psicológico contra apenas 7,81% dos que realizam no momento, o que pode demonstrar
falta de cuidado consigo (TABELA 2). Para além do exposto, Tavares e Twany (2017)
encontraram dados que trazem estudantes de Medicina deprimidos e não tratados
apresentando prejuízo no desempenho acadêmico e na construção humanística de suas
identidades médicas.
Isto ficou demonstrado nesta pesquisa com os resultados que apontam para o
acometimento de estudantes com sinais depressivos logo no início do curso (TABELA 3).
Este quadro pode ainda se complicar, uma vez que para estar apto a concorrer no futuro
mercado de trabalho e na seleção das residências médicas, a maioria desses alunos
entende que precisa exercer atividades extracurriculares como Ligas acadêmicas,
plantões e estágios extracurriculares na busca de aprimoramento do aprendido durante
a graduação, do aperfeiçoamento da prática clínica e consequente incremento do
currículo (FIOROTTI, 2010).
Este estudo corrobora também os dados encontrado por Araújo et al. (2018) na
mesma instituição. Assim, destaca-se a presença de sintomas de depressão entre os
pesquisados (TABELA 3) desde 37,50% que revelam sintomas leves, 15,62% sintomas
moderados a severos, até 1,56% com sintomas graves. Este achado corrobora com a
literatura estudada, que aponta a prevalência de sofrimento mental na população de

33
estudantes de Medicina (MEDEIROS, CAMARGO, 2018; TAVARES, 2017; MARTINS,
MARTINS, 2019; PAULA, 2014)
Souza,

Tavares

e

Pinto

(2017)

expressam

a

importância

de

refletir

preventivamente, avaliando a alta comorbidade entre transtornos depressivos e ansiosos
e enfocando os vários dados disponíveis na literatura da psiquiatria e da psicologia, onde
é possível dar início a mudança na maneira de se encarar os transtornos mentais.
A escala de Beck traz uma lista de sinais e sintomas (TABELA 4) que possibilita a
classificação do grau de sintomas depressivos. Ao se contabilizar apenas a frequência
desses itens, verifica-se que, neste estudo, que a suscetibilidade à fadiga atingiu alto
patamar (85,94%) (TABELA 4). Isto pode ser entendido através do estado de Danila
(2010), que aponta a sociedade contemporânea vivendo um turbilhão de novas
informações, além do atropelamento das mídias digitais. Urge a necessidade do
conhecimento do ambiente ao longo da graduação e da prática profissional para que os
sujeitos possam estar melhor situados enquanto atores na promoção de sua saúde.
A privação de sono relacionada à sobrecarga dos conteúdos, carga horária,
atividades direta ou indiretamente ligadas ao curso pode levar ao prejuízo em diversos
aspectos da saúde mental do estudante de Medicina, fato que pode ser observado na
Tabela 4. Essa condição pode afetar o aprendizado, os relacionamentos, a saúde e a
qualidade de vida.
O resultado encontrado em relação ao sono é expressivo. Medeiros (2018)
defende ser imprescindível para estudantes ainda no início do curso a vigilância de sua
saúde frente ao crescimento de exigências que virão com o evoluir da complexidade do
curso. É comum ver a privação do sono em estudantes de Medicina, residentes e médicos
como símbolo de dedicação profissional, o que a curto prazo parece aumentar a
produtividade tanto nos estudos como no atendimento e, a longo prazo, provoca queda
da produtividade, déficit cognitivo, desmotivação, desordens psiquiátricas menores,
enfim, prejuízo da saúde geral e da qualidade de vida (TEMPSKI, 2008).
Autoacusações e autocriticas e culpa aparecem, respectivamente, com 78,13% e
71,88% entre os pesquisados. Ferreira et al. (2016) lembram da indivisibilidade do ser
humano: tanto a saúde física quanto a saúde mental dos estudantes deveriam ser
contempladas no período de formação. O contato com o sofrimento humano, com a

34
morte, com sua impotência e ignorância é causa do aumento gradual de estresse e pode
levar o estudante a buscar algumas saídas para conseguir chegar ao final da jornada.
Saídas muitas vezes encontradas por meio de situações extremamente destrutivas. O
fato da afirmação que considerava a autocrítica somar a maior pontuação confirma os
traços de personalidade dos alunos que escolhem esse curso, bem como o “defeito” que
talvez seja mais fácil de ser admitido, sendo que muitas pessoas consideram esta
característica como uma qualidade (BRUCH, 2009).
O sofrimento mental encontrado por Rocha e Sassi (2013) em estudantes de
Medicina na Paraíba mostrou associação entre: idade, religiosidade, história familiar de
doenças psiquiátricas, queixas psicossociais. Ações para prevenção e o cuidado com a
saúde mental dos estudantes de Medicina podem melhorar sua qualidade de vida,
minimizando acometimento somático, irritabilidade, autodesgaste, culpa, insatisfação e
tristeza.
As Instituições de Ensino Superior devem aprofundar as discussões sobre morte
e religião, infância/adolescência, velhice e processo de luto, de forma contextualizada
com a realidade a fim de formar médicos preparados para as mais diversas situações
advindas da prática profissional (CHAGAS, 2016).
Santos et al. (2018) expõem o percentual de 9,9% de ideação suicida entre
estudantes universitários nos 30 dias anteriores à coleta dos dados. Fato preocupante
também neste estudo que encontrou 15,87% (TABELA 4). No estudo de Araújo (2018)
na mesma instituição, a ideação suicida figurou entre 22,6% dos estudantes do primeiro
período e 14,3% do último período. Isto demonstra que, na condição de educador, não
se pode permanecer indiferente a esta problemática, pelas suas repercussões
individuais, familiares e sociais.
Rios et al.(2019) apresentam a realidade de muitos estudantes com ideação
suicida e que não procuram tratamento. Ele aponta como essencial a implementação de
estratégias de rastreio para identificá-los e envolvê-los no tratamento, inclusive com
acompanhamento psiquiátrico, definindo como os principais fatores de risco para o
suicídio nessa faixa etária: a desesperança, a depressão e o uso de substâncias
psicoativas.

35
É imprescindível conhecer os determinantes e condicionantes que incidem na vida
dos estudantes universitários, no sentido de direcionar a criação de políticas de saúde
dentro dos campi universitários e prevenindo o suicídio. Ressalta-se a consideração da
interação social nesses processos de sofrimentos psíquicos, quando da afirmação de
Santos (2018), no que diz respeito às características específicas que as relações
interpessoais possuem, passíveis de reflexos e influência na condição mental do
estudante universitário, principalmente se já houver a presença de outros fatores de risco
(TRINDADE, 2013).
A carência de recursos que ajudem o aluno em suas dificuldades de adaptação
nas universidades pode ser suprida a partir de iniciativas que visem oferecer meios de
acolhimento e auxílio. Uma melhor perspectiva acerca de programas que favoreçam a
adaptação saudável do aluno à instituição pode acarretar um menor índice de evasão,
melhorar as relações interpessoais no ambiente acadêmico e promover um quadro de
saúde psicológica mais satisfatório entre os estudantes (LIMA; SOARES; SOUZA, 2019).
Kalén et al. (2015) evidenciam que uma orientação longitudinal e formal pode
apoiar a compreensão dos estudantes de Medicina sobre a inteireza da competência
profissional de um médico e para que se integrem, como indivíduos com seu futuro papel
profissional, através de orientações que constroem significados e identidades
complementares para as experiências de aprendizado clínico. Torna-se importante o
desenvolvimento de serviços de assistência psicológica que visem não apenas o
tratamento, mas também a prevenção. Auxiliar o estudante em todos os assuntos que
envolvem sua vida pode diminuir seu desgaste e, consequentemente, melhorar sua
formação profissional; tudo contribuindo para gerar médicos com melhor qualidade de
vida e capacitação profissional (LIMA, 2019).
Estimular estudos e pesquisas sobre a avaliação de atitudes é uma das várias
formas de contribuição que os serviços de apoio e suporte ao estudante podem oferecer
para o aprimoramento da formação profissional em Medicina. Kalén et al. (2015)
destacam a necessidade de estudos mais abrangentes e robustos nessa área e para a
valorização cotidiana dos processos emocionais de discentes e docentes durante a
formação médica. Os sentimentos consistiram em aborrecimento, alegria, benevolência,

36
desilusão,

desânimo, despreparo, empatia,

esperança,

impotência, motivação,

perplexidade, raiva, realização, satisfação e tristeza.
Costa et al. (2018) focaliza a necessidade do desenvolvimento de comportamentos
preventivos em estudantes de graduação, na identificação de estímulos estressores, para
aprender a enfrentá-los, no desenvolvimento de métodos de atuação, entre eles os
grupos de discussão e treinamento para seu enfrentamento e serviços de
acompanhamento universitário.
O desenvolvimento de ações que preparem o estudante para lidar com o estresse
durante a formação médica foi a conclusão do estudo de Mota (2018), desenvolvido na
Famed/UFAL. Sugere que a educação médica a desenvolva estratégias, que incluam
valorização dos relacionamentos interpessoais, equilíbrio entre estudo e lazer,
organização do tempo, cuidados com a saúde, alimentação e o sono, prática de
atividades física, além dos estudantes refletirem sobre sua qualidade de vida, sendo a
melhor condição para contribuir com a qualidade de vida do(s) outro(s).
Em face dessas reflexões, coloca-se como fundamental a disposição das
universidades em oferecer apoio no intuito de proporcionar ao estudante um
fortalecimento emocional para o enfrentamento de adversidades de forma saudável,
assertiva e segura. Sendo necessárias pesquisas em relação à transição dos períodos
do curso, à competitividade instaurada nas relações interpessoais em função de
destaque acadêmico e à falta de suporte emocional apropriado.
Considera-se também a relevância da escuta dos docentes e discentes, sua
valorização e o reconhecimento de suas necessidades e peculiaridades de modo a tornar
o espaço e o tempo de formação acadêmica menos estressantes.

2.5 Conclusão

Os dados obtidos nesta pesquisa confirmam a literatura estudada quanto ao
sofrimento mental dos estudantes de Medicina desde o início do curso, revelando a
gravidade de algumas situações como a ideação suicida.
Os sintomas depressivos relatados no Inventário de Depressão de Beck podem
explanar o sofrimento psíquico dos estudantes, a ansiedade da inserção no curso médico

37
e as relações conflitantes vivenciadas durante o curso. O que torna imprescindível que
as universidades públicas brasileiras tenham compromisso social e efetivem programas
assistenciais amplos e integrais, assegurando o direito dos estudantes.
Isto pode acontecer pela reformulação de Projetos Pedagógicos adequados à
realidade atual e às necessidades dos estudantes durante a formação médica, integrando
conhecimento, atitudes e habilidades técnicas e interpessoais, buscando um profissional
humanizado, comprometido com a saúde integral dos pacientes e a própria.

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44
3 PRODUTO: MANUAL INFORMATIVO

3.1 Produto 1: Manual de orientações para discentes que ingressam no Curso de
Medicina (FAMED)

3.1.1 Apresentação

Este Manual é um produto de Mestrado Profissional em Ensino na Saúde pela
Universidade Federal de Alagoas (UFAL), em parceria com estudantes da graduação de
medicina: participantes do Centro Acadêmico Sebastião da Hora (CASH), monitores de
Saúde Coletiva e do projeto de Extensão AMAR: C.I. Assim, nossa pretensão com o
material é oferecer aos/às leitores/as suporte acadêmico e novas formas de visualizar e
utilizar os espaços físicos, projetos e programas da Faculdade de Medicina (FAMED) e
pró-reitorias da UFAL, que acolhem, fortalecem e direcionam os discentes para aproveitar
uma gama de serviços ofertados e ainda não utilizados na sua potencialidade. Fortalecer
o processo de ensino-aprendizagem por meio de acolhimento e sugestões que possam
estimular os ingressantes da Famed, instigando novos olhares e perspectivas que
auxiliem na inserção e ambientação nessa nova etapa.
A educação para a saúde é um importante veículo de promoção da saúde mental,
estratégia importante para desenvolver o potencial de saúde mental dos estudantes do
ensino superior, quando inclusos comportamentos saudáveis, uma vez que os
comportamentos são influenciáveis e modificáveis. É necessária uma abordagem eficaz
e compreensiva da conduta da população estudantil, identificando sinais de alerta e
oferecendo suporte e orientação precoce àqueles que manifestam algum tipo de
sofrimento (NOGUEIRA, 2017).
A chegada dos discentes é um período de muitas mudanças e quebra de
paradigmas. Idealizo que, ao ter acesso a este manual, o/a leitor/a da Famed terá, com
certeza, mais informações para diminuir a insegurança do novo ciclo e adentrar em
espaços e projetos que estimulam a promoção, prevenção e qualidade de vida do
estudante e sua inserção em novos grupos. Pimentel (2014) destaca que os estudantes
que apresentam algumas particularidades como dificuldade de com convivência com

45
grupos, poucas atividades acadêmicas, integradas ou extracurriculares, relacionamentos
problemáticos e precários com colegas ou docentes têm maiores possibilidades de
desenvolver mais sintomas de angústia, sofrimento, desconforto e dificuldades que
estudantes integrados e participativos.
FIGURA 1 – MANUAL DE ORIENTAÇÕES PARA ESTUDANTES QUE INGRESSAM
NO CURSO DE MEDICINA – FAMED/UFAL

Fonte: Manual de orientação para estudantes que ingressaram no curso
de Medicina–Famed/UFAL. Elaborada por Jaqueline Cavalcanti
Diniz, José Robson Casé da Rocha, Rafaela Maria Bezerra Duarte,
Raphael da Rocha Carvalho e Tereza Angélica Lopes de Assis.

46
Enfrentar novos desafios e quebrar o ciclo de estresse e ansiedade através da
informação e interlocução com atores, o que ajuda a ampliar o campo de visão, pondo
novas possibilidades e redes de apoio para conviver em um espaço democrático, plural,
participativo e dialógico. A percepção de proteção emerge da satisfação da necessidade
humana de pertencer a grupos, se conectar a redes, receber apoio e sentir-se valorizado,
estar interligado socialmente e afetivamente, ser cuidado emocionalmente e compartilhar
afetos no campo das relações interpessoais. A conexão acontece quando o estudante
sente proximidade afetiva, entre ajuda, autonomia e independência entre os elementos
das redes familiares e acadêmicas, considerando essencial o apoio familiar e social, que
é um indicador de proteção face à ideação e risco de suicídio (NOGUEIRA, 2017;
PIMENTEL, 2014; RODRIGUES, MADEIRA, 2009).
As informações contidas são flexíveis; destaco que este produto vai potencializar
a parceria entre o CASH e a coordenação de Medicina para atualização e disponibilização
das informações nas mídias e redes de informação da Famed. Entendo que os discentes
buscam informações nas redes sobre o curso, para sentir segurança na escolha,
fortalecer as potencialidades e superar fragilidades, uma vez que muitos não residem em
Maceió e moram sozinhos. O manual proporciona várias possibilidades: é imprescindível
que os estudantes busquem nos grupos e pares objetivos comuns a empatia, partilha,
apoio, identificação, ressignificação, compartilhamento de conflitos e dificuldades, como
também as possibilidades e conhecimentos disponibilizados, para fortalecer esse período
de crescimento e amadurecimento – momento singular que é o ingresso na graduação
em Medicina. Portanto, devem ser criadas melhores condições de infraestrutura e
recursos educativos para aprimorar a qualidade de vida e fomentar hábitos e estilos de
vida saudáveis, com especial atenção para a alimentação e a realização de atividade
física adequada (MENDONÇA et al., 2019).
Conforme Araújo et al. (2018) e Souza, Baptista e Baptista (2010), os estudantes
universitários, principalmente aqueles que precisam se afastar do núcleo familiar em
decorrência da localização da Universidade, tornam-se ainda mais expostos a distúrbios
psicológicos. É imprescindível para o estudante acreditar que a universidade se interessa
por ele, que o valoriza e o acolhe, que existe uma rede que fortalece o pertencimento,
estimula sentimentos de apoio, empatia e sensibilidade, que promova interações para

47
dar suporte ao distanciamento das famílias, que atue no amortecimento dos eventos
estressantes, das fragilidades emocionais, das vulnerabilidades sociais e na superação
das dificuldades. A existência de um núcleo especializado dentro da própria faculdade,
no sentido de acolher o aluno na perspectiva da saúde mental, da qualidade das relações,
dos sentimentos positivos, da escuta e da fala, do cuidado e da segurança emocional,
faz-se necessária.
Desejo que os esforços em colaborar com os discentes ingressantes, junto ao
CASH, incitem a utilização do manual – que é um instrumento colaborativo, com
sugestões que estimulam inserção de novas habilidades, hábitos e conhecimento dos
direitos que a Famed e a UFAL ofertam e proporcionam aos seus discentes.

3.2 Referências

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48
CONSIDERAÇÕES FINAIS

Este trabalho reflete o empenho de uma docente que foi provocada a participar do
Mestrado Profissional em Ensino na Saúde, oportunidade que trouxe reflexões sobre
minhas vivências e práticas na formação dos estudantes. O processo de ensinoaprendizagem,

os

referenciais

teóricos

e

os

novos

paradigmas

agregaram

conhecimentos na dimensão científica e na “filosofia”. Originaram-se ponderações,
inquietações, ansiedades, perspectiva da interdisciplinaridade, multiprofissionalidade,
empatia, humanização, cumplicidade e diálogo nas relações.
Cogitar novas perspectivas e possibilidades de esclarecimento e intervenção na
realidade em que estamos inseridos, com a força dos referenciais teóricos na perspectiva
da avaliação da aprendizagem, foram essenciais para a realização deste trabalho.
Estimulando a devolutiva dos dados aos pesquisados e à direção da Famed, a
apresentação dos produtos de intervenção é um ponto importante de meu processo de
aprendizagem, não somente para a aquisição do título de Mestre, mas também para
refletir sobre como o sofrimento está presente no nosso cotidiano, nos nossos cenários.
O produto de intervenção tem o propósito de informar aos discentes da Medicina
sobre outras possibilidades de melhorar sua qualidade de vida, superar as dificuldades e
de cuidados. As inquietações persistem, há ainda muito que aprender e executar, muito
o que transformar, criar e desenvolver em um espaço tão importante como o da formação
acadêmica. Sou uma sonhadora e acredito que podemos mudar as realidades, que as
utopias são para que novos projetos sejam concretizados, que a amorosidade é o que
move o homem. Emotiva e sensível, acredito que não estamos nos lugares por acaso,
mas para reinventarmo-nos e sensibilizar aos outros para os caminhos das
transformações.
O empenho para efetivação desta pesquisa tornou-se desafiante, os resultados se
mostram e puseram-se novas possibilidades. Temos uma unidade acadêmica com
profissionais críticos reflexivos, comprometidos, competentes e empenhados com o
desenvolvimento discente nas suas diversas dimensões.

49
Esperamos que os produtos deste trabalho possam estimular os que fazem parte
da Famed/UFAL, pois precisamos refletir sobre a saúde mental dos discentes e docentes
e sobre como promover um ambiente acadêmico saudável e produtivo sem sofrimento.

50
REFERÊNCIAS

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58

APÊNDICE

59
APÊNDICE A – Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE)
“O respeito devido à dignidade humana exige que toda pesquisa se
processe após consentimento livre e esclarecido dos sujeitos,
indivíduos ou grupos que por si e/ou por seus representantes legais
manifestem a sua anuência à participação na pesquisa.”

Eu,.................................................................................................................., tendo sido
convidada

a

participar

como

voluntária

do

estudo “OCORRÊNCIA DE DEPRESSÃO EM ESTUDANTES DO CURSO DE
MEDICINA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS”, recebi das pesquisadoras:
Rafaela Maria Bezerra Duarte, José Robson Casé da Rocha, pela Sr(a).
Profª Tereza Angélica Lopes de Assis, da Faculdade de Medicina da Universidade
Federal de Alagoas, responsável por sua execução, as seguintes informações que me
fizeram entender sem dificuldades e sem dúvidas os seguintes aspectos:

- Que o estudo se destina a verificar a ocorrência da depressão em estudantes do
primeiro e do último período do curso de medicina da Universidade Federal de Alagoas;
Que a importância deste estudo é avaliar a predominância da depressão ou sintomas
depressivos após o início da graduação em medicina nos acadêmicos de medicina do
primeiro e do último período;

- Que os resultados que se desejam alcançar são os seguintes: conhecer a ocorrência
da depressão nos acadêmicos de medicina, bem como os principais fatores encontrados
que favoreceram o desenvolvimento dos sintomas depressivos, fornecer subsídios após
a finalização deste estudo para que os fatores estressores sejam reduzidos e identificar
os estudantes que necessitam de cuidados específicos para encaminhá-los ao serviço
de apoio;

- Que esse estudo começará em maio de 2019 e terminará em dezembro de 2019.
Que o estudo será feito da seguinte maneira: através da aplicação de questionário entre
os acadêmicos do curso de graduação em Medicinada Universidade Federal de Alagoas;

60
- Que eu participarei do estudo respondendo um questionário individual; Que os possíveis
riscos à minha saúde física e mental são: incômodo devido à ocupação do tempo para
avaliar e responder ao questionário; Constrangimento ou lembrança com alguma
pergunta que conste no instrumento de coleta de dados;

- Que poderá contar com assistência psicológica, sendo esta disponibilizada pela pró
reitoria estudantil (PROEST) da própria universidade;

- Que, sempre que desejar, serão fornecidos esclarecimentos sobre cada uma das etapas
do estudo;

- Que, a qualquer momento, eu poderei recusar a continuar participando do estudo e,
também, que eu poderei retirar este meu consentimento, sem que isso me traga qualquer
penalidade ou prejuízo;

- Que as informações conseguidas através da minha participação não permitirão a
identificação da pessoa, exceto para a equipe de pesquisa, e que a divulgação das
mencionadas informações só será feita entre os profissionais estudiosos do assunto após
a autorização do(a) participante. Em nenhuma hipótese as informações colhidas serão
divulgadas de forma a identificar a pessoa entrevistada;

- Que os benefícios que deverei aguardar com a minha participação são: conhecer a
realidade sobre a ocorrência de depressão entre os estudantes de medicina da
Universidade Federal de Alagoas de acordo com os dados obtidos, esclarecer os fatores
que mais contribuem para o desenvolvimento dos sintomas depressivos e caso seja
necessário, ser encaminhado para um serviço de apoio oferecido pela própria Unidade
Acadêmica;

- Que eu compreendo não existir outros meios conhecidos para se obter os mesmos
resultados deste estudo a não ser fazendo aplicação dos questionários entre os
acadêmicos do curso de graduação em medicina da Universidade Federal de Alagoas;

61
- Que o estudo não acarretará nenhuma despesa para o(a) participante da pesquisa;

- Que eu deverei ser indenizado por qualquer despesa que venha a ter com a minha
participação neste estudo, como também, por todos os danos que venha a carregar
comigo pela mesma razão, sendo que, para essas despesas, foi-me garantida a
existência dos recursos;

- Que eu receberei uma via do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido;

- Finalmente, tendo eu compreendido perfeitamente tudo que me foi informado sobre
minha participação no mencionado estudo e estando consciente dos meus direitos, das
minhas responsabilidades, dos riscos e dos benefícios que a minha participação
implicam, concordo em participar e para isso eu DOU O MEU CONSENTIMENTO SEM
QUE PARA ISSO EU TENHA SIDO FORÇADO OU OBRIGADO.

Endereço dos responsáveis pela pesquisa:
Instituição: Universidade Federal de Alagoas
Profª Tereza Angélica Lopes de Assis
Endereço: Rua Manoel Maia Nobre, 111, Ed. Portal do Farol, 604
Bairro: Farol
CEP: 57050-120
Cidade: Maceió/AL
Telefone: (82) 99381-4211
Rafaela Maria Bezerra Duarte
Endereço: Rua Adolfo Camerino, 310
Bairro: Pinheiro
CEP: 57057-000
Cidade: Maceió/AL
Telefone: (82) 99651-3282
José Robson Casé da Rocha
Endereço: Rua Manoel Omena Fireman, 25A
Bairro: Pinheiro
CEP: 57057-210
Cidade: Maceió/AL
Telefone: (81) 99873-9220

62
Raphael da Rocha Carvalho
Endereço: Rua Telma Leão, 179A
Bairro: Santa Lucia
CEP: 57082-165
Cidade: Maceió/AL
Telefone: (82) 98837-4780
ATENÇÃO: Para informar ocorrências irregulares ou danosas durante sua participação
no estudo, dirija-se ao Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal de
Alagoas, fone: (82) 3214-1041.

63

ANEXO

64
ANEXO A – Instrumento de pesquisa: Questionário Socioeconômico

Idade: ___________________

Sexo_________________

Raça: ( ) BRANCO, ( ) PARDO ( ) AMARELO ( ) NEGRO ( ) INDÍGINA
Possui alguma graduação concluída?
Não ( ) Sim ( )
Qual? ____________________________________
Possui alguma pós-graduação concluída?
Não ( ) Sim ( )
Qual? ____________________________________
Estado Civil:
Solteiro/a ( ) Casado/a Companheiro/a (
( ) outro

) Divorciado/a/Separado/a (

) Viúvo/a

Naturalidade:
Cidade_________________ Estado _______________________
Situação atual de moradia:
( ) sozinho/a ( ) com os pais ( ) com outros familiares ( ) com o cônjuge
( ) com amigos ( ) pensionato/hotel/república ( ) outros
Com relação situação financeira:
( ) Depende dos pais ( ) depende dos pais/bolsista UFAL ( ) Só bolsista UFAL (
Estagiário/a ( ) Trabalha, qual atividade de trabalho? ______________________
Tem religião?
Não ( ) Sim (

)

Qual?____________________________________

Frequenta algum templo religioso?
Não ( ) Sim ( ) Qual?____________________________________
Qual o principal meio de transporte que utiliza para chegar à Universidade?
( ) A pé/bicicleta ( ) Transporte coletivo ( ) Carona ( ) Transporte próprio
Bairro que mora: _________________________
Já fez tratamento psicológico e/ou psiquiátrico?
( ) sim ( ) não ( ) em andamento
Toma alguma medicação?
( ) Sim ( ) Não ( ) Qual(is)?______________________
Faz atividades de lazer, como esportes, música, dança, cinema, entre outros?
( ) sempre ( ) esporadicamente ( ) raramente Qual(is) ?
________________________________

)

65
Como você classificaria o seu grau de satisfação com o curso escolhido (atual)?
( ) péssimo ( ) ruim ( ) razoável ( ) bom ( ) excelente
2. Questionário de Beck

Este questionário consiste em 21 grupos de afirmações. Depois de ler
cuidadosamente cada grupo, faça um X na alternativa que melhor descreve a
maneira como você tem se sentido nesta semana, incluindo hoje.
1. 0 Não me sinto triste.
1 Eu me sinto triste.
2 Estou sempre triste e não consigo sair disso.
3 Estou tão triste ou infeliz que não consigo suportar.
2. 0 Não estou especialmente desanimado quanto ao futuro.
1 Eu me sinto desanimado quanto ao futuro.
2 Acho que nada tenho a esperar.
3 Acho o futuro sem esperança e tenho a impressão de que as coisas não podem
melhorar.
3. 0 Não me sinto um fracasso.
1 Acho que fracassei mais do que uma pessoa comum.
2 Quando olho para trás, na minha vida, tudo o que posso ver é um monte de
fracassos.
3 Acho que, como pessoa, sou um completo fracasso.
4. 0 Tenho tanto prazer em tudo como antes.
1 Não sinto mais prazer nas coisas como antes.
2 Não encontro um prazer real em mais nada.
3 Estou insatisfeito ou aborrecido com tudo.
5. 0 Não me sinto especialmente culpado.
1 Eu me sinto culpado às vezes.
2 Eu me sinto culpado na maior parte do tempo.
3 Eu me sinto sempre culpado.
6. 0 Não acho que esteja sendo punido.
1 Acho que posso ser punido.
2 Creio que vou ser punido.
3 Acho que estou sendo punido.
7. 0 Não me sinto decepcionado comigo mesmo.
1 Estou decepcionado comigo mesmo.
2 Estou enojado de mim.
3 Eu me odeio.

66
8. 0 Não me sinto de qualquer modo pior que os outros.
1 Sou crítico em relação a mim devido a minhas fraquezas ou meus erros.
2 Eu me culpo sempre por minhas falhas.
3 Eu me culpo por tudo de mal que acontece.
9. 0 Não tenho quaisquer idéias de me matar.
1 Tenho idéias de me matar, mas não as executaria.
2 Gostaria de me matar.
3 Eu me mataria se tivesse oportunidade.
10. 0 Não choro mais que o habitual.
1 Choro mais agora do que costumava.
2 Agora, choro o tempo todo.
3 Costumava ser capaz de chorar, mas agora não consigo mesmo que o queira.
11. 0 Não sou mais irritado agora do que já fui.
1 Fico molestado ou irritado mais facilmente do que costumava.
2 Atualmente me sinto irritado o tempo todo.
3 Absolutamente não me irrito com as coisas que costumavam irritar-me.
12. 0 Não perdi o interesse nas outras pessoas.
1 Interesso-me menos do que costumava pelas outras pessoas.
2 Perdi a maior parte do meu interesse nas outras pessoas.
3 Perdi todo o meu interesse nas outras pessoas.
13. 0 Tomo decisões mais ou menos tão bem como em outra época.
1 Adio minhas decisões mais do que costumava.
2 Tenho maior dificuldade em tomar decisões do que antes.
3 Não consigo mais tomar decisões.
14. 0 Não sinto que minha aparência seja pior do que costumava ser.
1 Preocupo-me por estar parecendo velho ou sem atrativos.
2 Sinto que há mudanças permanentes em minha aparência que me fazem parecer
sem atrativos.
3 Considero-me feio.
15. 0 Posso trabalhar mais ou menos tão bem quanto antes.
1 Preciso de um esforço extra para começar qualquer coisa.
2 Tenho de me esforçar muito até fazer qualquer coisa.
3 Não consigo fazer nenhum trabalho.
16. 0 Durmo tão bem quanto de hábito.
1 Não durmo tão bem quanto costumava.
2 Acordo uma ou duas horas mais cedo do que de hábito e tenho dificuldade para voltar
a dormir.
3 Acordo várias horas mais cedo do que costumava e tenho dificuldade para voltar a
dormir.

67
17. 0 Não fico mais cansado que de hábito.
1 Fico cansado com mais facilidade do que costumava.
2 Sinto-me cansado ao fazer quase qualquer coisa.
3 Estou cansado demais para fazer qualquer coisa.
18. 0 Meu apetite não está pior do que de hábito.
1 Meu apetite não é tão bom quanto costumava ser.
2 Meu apetite está muito pior agora.
3 Não tenho mais nenhum apetite.
19. 0 Não perdi muito peso, se é que perdi algum ultimamente.
1 Perdi mais de 2,5 kg.
2 Perdi mais de 5,0 kg.
3 Perdi mais de 7,5 kg.
Estou deliberadamente tentando perder peso, comendo menos:
SIM ( ) NÃO ( )
20. 0 Não me preocupo mais que o de hábito com minha saúde.
1 Preocupo-me com problemas físicos, como dores e aflições ou perturbações no
estômago ou prisão de ventre.
2 Estou muito preocupado com problemas físicos e é difícil pensar em outra coisa que
não isso.
3 Estou tão preocupado com meus problemas físicos que não consigo pensar em outra
coisa.
21. 0 Não tenho observado qualquer mudança recente em meu interesse sexual.
1 Estou menos interessado por sexo do que costumava.
2 Estou bem menos interessado em sexo atualmente.
3 Perdi completamente o interesse por sexo.

68
ANEXO B – Carta de Anuência do Orientador

69

70