Clarissa Cotrim dos Anjos Vasconcelos - MODELO DE FORMAÇÃO EM FISIOTERAPIA NA PERSPECTIVA DISCENTE

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                    UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS
FACULDADE DE MEDICINA
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ENSINO NA SAÚDE

CLARISSA COTRIM DOS ANJOS VASCONCELOS

MODELO DE FORMAÇÃO EM FISIOTERAPIA NA PERSPECTIVA DISCENTE

MACEIÓ-AL
2019

CLARISSA COTRIM DOS ANJOS VASCONCELOS

MODELO DE FORMAÇÃO EM FISIOTERAPIA NA PERSPECTIVA DISCENTE

Trabalho Acadêmico de Conclusão de
Curso apresentado ao Programa de PósGraduação em Ensino na Saúde da
Faculdade de Medicina da Universidade
Federal de Alagoas, como requisito para
obtenção do título de Mestre em Ensino
na Saúde.
Orientadora:
Profa.
Lamenha Medeiros

Dra.

Coorientador: Prof. Dr.
Antônio das Neves Junior

Mércia
Waldemar

Linha de Pesquisa: Currículo e processo
ensino-aprendizagem na formação em
saúde (CPEAS).

MACEIÓ-AL
2019

Um sonho sonhado sozinho é um
sonho. Um sonho sonhado junto é
realidade.
(Yoko Ono)

AGRADECIMENTOS

Agradeço ao meu esposo Paulinho, pelo incentivo, amor e parceria de
sempre. Sua força e energia positiva me ajudaram a acreditar que seria possível
concluir essa caminhada.
Aos meus filhos, Isabella e Matheus, pela compreensão, pelos tantos
momentos de ausência com vocês, saibam que meu amor por vocês é incondicional.
Aos meus pais, por terem me proporcionado uma educação sólida e de
qualidade, me apoiando em todas as minhas decisões.
Aos meus familiares que sempre incentivaram e aplaudiram cada conquista.
À Renata Sampaio e Maria do Desterro da Costa, pelo incentivo e apoio ao
ingresso ao mestrado e torcida pela sua conclusão, além da amizade e do
companheirismo de sempre. À Sandra Zimpel, que foi minha companheira de
trabalho durante essa jornada e grande incentivadora.
Às minhas queridas ex-alunas: Raiany Azevedo, Raysa Costa, Rayane Costa,
Shirley Santos e Elaine Santos, que foram as minhas primeiras sementes neste
vasto mundo de conhecimento chamado funcionalidade humana.
Aos amigos, e em especial aos do CER III-UNCISAL e do CESMAC que
compartilharam comigo vários sentimentos ao longo dessa jornada, sempre
incentivando e apoiando.
À minha orientadora Profa. Mércia Lamenha Medeiros, por toda sua
sabedoria e por me mostrar a necessidade de refletir em cada coisa que fazemos
em nossa vida. Minha gratidão pelos ensinamentos, pela paciência, pelo incentivo e
compromisso comigo.
Ao meu coorientador Prof. Waldemar das Neves, primeiramente foi um
grande orgulho ver o profissional competente que se tornou. Em segundo lugar, por
suas contribuições e reflexões fornecidas durante esta jornada.
Ao Prof. Pedro Lemos, pela contribuição na parte estatística e disponibilidade.
A todos os meus professores que fizeram parte dessa minha trajetória, desde
o Colégio Maria Montessori, os do Curso de Fisioterapia da UNCISAL,
Especialização e Mestrado. Minha gratidão e admiração por vocês são eternas.

Aos meus queridos alunos do Curso de Fisioterapia da UNCISAL, que sem
vocês, essa pesquisa não teria sido realizada. Agradeço o empenho e a dedicação
de cada um.
Aos meus amigos de turma do mestrado, agradeço por todos os momentos
maravilhosos que vivemos nesses dois anos, sem vocês teria sido muito mais árduo
e não tão prazeroso como foi.
Às professoras das bancas de qualificação e de defesa, Dra. Laís Zaú e Dra.
Lenilda Austrilino, pela disponibilidade, delicadeza e relevantes contribuições à
pesquisa.

Muito obrigada!

RESUMO GERAL

Este (TACC) Trabalho Acadêmico de Conclusão do Mestrado Profissional Ensino na
Saúde (FAMED) é composto pelas seguintes seções: apresentação; dissertação,
pesquisa e os produtos educacionais a ela relacionados, considerações gerais,
apêndices e anexos. Na apresentação são explicitadas as motivações pessoais que
levaram à pesquisa e o contexto histórico sobre o tema estudado. A dissertação é
oriunda da pesquisa “Modelo de Formação em Fisioterapia na Perspectiva
Discente”. O objetivo foi de verificar o modelo de formação adotado no curso de
Fisioterapia na perspectiva discente. A metodologia foi quanti-qualitativa, por meio
da estratégia estudo de caso, utilizou-se um questionário, foi aplicado a 140
discentes do Curso de Fisioterapia de uma universidade pública de Alagoas.
Observou-se com os resultados encontrados que os discentes compreendem o
modelo de funcionalidade na sua prática profissional, porém se identificou lacunas e
fragilidades, no tocante ao fornecimento da alta, nos aspectos conceituais de
funcionalidade e incapacidade e que ainda a doença norteia a prática profissional.
Diante das lacunas encontradas, foram pensadas e executadas ações que
pudessem colaborar com o curso de Fisioterapia da instituição estudada. Como
resultado dessas ações emergiram os produtos educacionais: oficinas com os atores
da pesquisa, sobre o modelo de funcionalidade na prática clínica e elaboração
relatório técnico para a coordenação da Instituição. Concluímos que objetivos
propostos foram alcançados, havendo aprendizados para a pesquisadora e para
seus interlocutores nessa trajetória acadêmica. Na medida em que produziu
melhorias, como uma maior sensibilização dos atores envolvidos (discentes,
docentes e preceptores) contribuindo para a formação dentro do modelo de
funcionalidade.

Palavras-chaves: Educação Superior. Fisioterapia. Formação Profissional.

ABSCTRACT

This (AWMPC) Academic Work of Master Professional Completion in Health
Education (FAMED) consists of the following sections: presentation; dissertation,
research and related educational products, general considerations, appendices and
attachments. The presentation explains the personal motivations that led to the
research and the historical context on the studied subject. The dissertation comes
from the research “Training Model in Physical Therapy in the Student Perspective”.
The objective was to verify the training model adopted in the Physiotherapy Course
from the student perspective. The methodology was quantitative and qualitative,
using the case study strategy, a questionnaire was applied and it was applied to 140
students of the Physical Therapy Course of a Public University of Alagoas. It was
observed with the results found that the students understand the functionality model
in their professional practice, but gaps and weaknesses were identified, regarding the
supply of discharge, in the conceptual aspects of functionality and disability and that
the disease still guides the professional practice. Given the gaps found, actions were
thought and executed that could collaborate with the Physiotherapy Course of the
studied institution. As a result of these actions emerged the educational products:
workshops with research actors, on the model of functionality in clinical practice and
preparation of technical report for the coordination of the institution. We conclude that
the proposed objectives were achieved, having learned for the researcher and her
interlocutors in this academic trajectory. As it produced improvements, as a greater
awareness of the actors involved (students, teachers and preceptors) contributing to
the training within the functionality model.

Key Words:. Higher Education. Physical Therapy Specialty. Professional Training

LISTA ABREVIATURAS E SIGLAS

ABRAFIN

Associação Brasileira de Fisioterapia Neurofuncional

CAPES

Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior

CCS

Centro de Ciências da Saúde

CER

Centro Especializado em Reabilitação

CIF

Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e
Saúde

COBRAFIN

Congresso Brasileiro de Fisioterapia Neurofuncional

DCN

Diretriz Curricular Nacional

FAMED

Faculdade de Medicina

IES

Instituições de Ensino Superior

MPES

Mestrado Profissional em Ensino na Saúde

OMS

Organização Mundial da Saúde

SPSS

Statistical Package for the Social Sciences

SUS

Sistema Único de Saúde

TACC

Trabalho Acadêmico de Conclusão de Curso

TCLE

Termo de Consentimento Livre e Esclarecido

UFAL

Universidade Federal de Alagoas

UNCISAL

Universidade de Ciências da Saúde de Alagoas

LISTA DE GRÁFICOS

Gráfico 01 – Modelo de formação adotado pelos discentes do Curso de Fisioterapia,
instituição de ensino superior, pública, estadual, Maceió, 2018.
.............................................................................................................................. 24
Gráfico 02 -Associação entre as categorias da prática profissional (diagnóstico e
alta) .................................................................................................................... 25
Gráfico 03 - Associação entre as categorias da prática profissional (diagnóstico e
funcionalidade/incapacidade) ............................................................................. 27
Gráfico 04 - Associação das dimensões do modelo de condição de saúde e fatores
contextuais.......................................................................................................... 29
Gráfico 05 - Distribuição dos participantes da oficina segundo gênero. 2018,,

50

Gráfico 06 - Distribuição dos participantes da oficina segundo formação dos
profissionais. 2018 ............................................................................................. 51
Gráfico 07 - Distribuição dos participantes da oficina por atuação no serviço. 2018
............................................................................................................................ 51
Gráfico 08 - Distribuição dos participantes da oficina por titulação. 2018 .........

52

LISTA DE FIGURAS

Figura 01 - Representação do modelo biopsicossocial ......................................

47

Figura 02 - Apresentação da motivação da oficina ...........................................

92

Figura 03 - Dinâmica de apresentação “ O que trazemos” ...............................

92

Figura 04 - Construção dos casos clínicos por ciclo de vida. ...........................

93

Figura 05 - Apresentação dos casos clínicos ..................................................

.

93

Figura 06 - Construção do caso clínico no modelo de funcionalidade .............

94

Figura 07 - Apresentação dos casos clínicos no modelo de funcionalidade ....

94

Figura 08 - Perguntas norteadoras e discussão coletiva .................................

95

Figura 09 - Aspectos conceituais do modelo de funcionalidade .......................

95

Figura 10 - Reflexão sobre a prática profissional e o modelo de funcionalidade
............................................................................................................................
96
Figura 11 – Reflexão sobre Deficiência e Incapacidade a partir do depoimento de Stephen
Hawking ......................................................................................................
96
Figura 12 – Dinâmica Aprendendo Brincando Kahoot ....................................

97

Figura 13 – Dinâmica Aprendendo Brincando Kahoot ....................................

97

Figura 14 – Podium do Game – Modelo de funcionalidade (1ª oficina) ...........

98

Figura 15 –Podium do Game – Modelo de funcionalidade (2ª oficina) ............

98

Figura 16 - Roda de Conversa sobre como incorporar o modelo de funcionalidade na
prática fisioterapeuta ....................................................................................
99
Figura 17 – Dinâmica “O que trazemos” e “ O que levamos” da oficina. 1º oficina
...........................................................................................................................
99
Figura 18 – Dinâmica “O que trazemos” e “ O que levamos” da oficina. 2º oficina.2018
.........................................................................................................
100
Figura 19 – Ficha de avaliação qualitativa da oficina. .....................................

100

Figura 20 – 1º turma de discentes participantes da oficina .............................

101

Figura 21 - 2º turma de discentes participantes da oficina. .............................

101

Figura 22 - Abertura de estágio no CER III no ano de 2019 com a participação de discentes
de Fisioterapia, Terapia Ocupacional, Fonoaudiologia além de docentes, preceptores do
serviço ........................................................................................................
109
Figura 23 – Apresentação dos resultados da pesquisa para docentes, discentes e
preceptores do Curso de Fisioterapia..............................................................
110
Figura 24 – Apresentação dos resultados da pesquisa para docentes, discentes e
preceptores do Curso de Fisioterapia ............................................................
110

LISTA DE QUADROS

Quadro 01 – Metodologia...................................................................................... 37
Quadro 02 - Planejamento da Oficina................................................................... 48
Quadro 02 – Avaliação Quantitativa da Oficina. 2018.......................................... 50
Quadro 04 - Principais ponderações dos participantes das oficinas, acerca das
dimensões do Modelo de funcionalidade ........................................................... 54
Quadro 05 - Palavras chaves norteadoras (inicial e final) 2018 ........................

57

Quadro 06 – Avaliação Quantitativa da Oficina. 2018........................................

59

LISTA DE TABELAS

Tabela 01 - Faixa etária, identidade de gênero dos participantes e escore
categorizado ......................................................................................................... 23
Tabela 02 – Modelo de funcionalidade de acordo com as categorias da prática
profissional............................................................................................................ 25
Tabela 03 – Funcionalidade de acordo as dimensões modelo biopsicossocial da
OMS ..................................................................................................................... 28

Sumário
1

APRESENTAÇÃO .............................................................................................. 15

2 ARTIGO: Formação em Fisioterapia: proposições para a prática
profissional baseadas no modelo de funcionalidade .......................................... 17
2.1

Introdução ...................................................................................................... 18

2.2

Metodologia ................................................................................................... 20

2.3

Resultados e discussão ................................................................................ 23

2.4

Considerações finais .................................................................................... 30

2.5

Referências .................................................................................................... 30

3 PRODUTOS ......................................................................................................... 34
3.1 Apresentação..................................................................................................... 34
3.2 Produto 1- Oficina “Modelo de funcionalidade-reflexão para a prática
clínica: aproximação ensino-serviço” ................................................................... 34
3.2.1
3.2.2
3.2.3
3.2.4
3.2.5

Justificativa .......................................................................................... 34
Objetivos .............................................................................................. 35
Desenvolvimento da Oficina ............................................................... 35
Metodologia e estratégias educacionais utilizadas .......................... 36
Roteiro de Atividades da Oficina........................................................ 38

3.3 Produto 2 – Relatório técnico da Oficina: “Modelo de Funcionalidadereflexão para a prática clínica: aproximação ensino –serviço” .......................... 45
3.3.1 Apresentação ....................................................................................... 45
3.3.2 Introdução ............................................................................................ 46
3.3.3 Oficina- “Modelo De Funcionalidade: Uma Reflexão Para A Prática
Clínica-Aproximação Ensino-Serviço” ........................................................... 48
3.3.4 Resultados e Discussão .................................................................... 50
3.3.5 Conclusão e Recomendações ................................................................ 60
4

CONSIDERAÇÕES FINAIS DO TACC .............................................................. 64

REFERÊNCIAS GERAIS .......................................................................................... 66
APÊNDICES ............................................................................................................. 71
APÊNDICE 01 - QUESTIONÁRIO DA PESQUISA .................................................. 72
APÊNDICE 02 - PADRÃO DE RESPOSTA DO PROTOCOLO DE PESQUISA
PROPOSTO .............................................................................................................. 74

APÊNDICE 03 – QUESTÕES SEPARADAS POR CATEGORIAS PROFISSIONAIS
.................................................................................................................................. 80
APÊNDICE 04 - DISTRIBUIÇÕES DAS QUESTÕES POR DIMENSÕES
PROPOSTAS NO MODELO ..................................................................................... 81
APÊNDICE 05 - GRÁFICOS RELACIONADOS AS CATEGORIAS DA PRÁTICA
PROFISSIONAL E AS DIMENSÕES DO MODELO DE FUNCIONALIDADE. ......... 82
APÊNDICE
06
LISTA
DE
FREQÜÊNCIA
DA
OFICINA
DOCENTE/PRECEPTORES (1ª TURMA) ................................................................ 86
APÊNDICE 07- LISTA DE FREQÜÊNCIA DA OFICINA DOCENTE/PRECEPTORES
(2ª TURMA) ............................................................................................................... 90
APÊNDICE 08 – REGISTROS DAS OFICINAS REALIZADAS ............................... 93
APÊNDICE 09 - QUADROS DE AVALIAÇÃO QUALITATIVA DOS
PARTICIPANTES. .................................................................................................. 103
APÊNDICE 10 – REUNIÃO DE ABERTURA DE ESTÁGIO DO CENÁRIO DE
PRÁTICA CER III UNCISAL COM A PRESENÇA DOS DISCENTES DOS TRÊS
CURSOS (FISIOTERAPIA, TERAPIA OCUPACIONAL E FONOAUDIOLOGIA),
DOCENTES E PRECEPTORES. ............................................................................ 109
APÊNDICE 11 – IV SEMINÁRIO DE FISIOTERAPIA DE PESQUISA, CIÊNCIA E
CULTURA ............................................................................................................... 110
ANEXO ................................................................................................................... 111
ANEXO 01 - Parecer do Comitê de Ética em Pesquisa. ..................................... 112
ANEXO 2 - Representação dos eixos curriculares da Matriz Curricular do Curso
de Fisioterapia de uma Universidade pública de Alagoas................................. 120
ANEXO 03 - Matriz Curricular do Curso de Fisioterapia. ................................... 121
ANEXO 04 - Certificado de apresentação de trabalho ....................................... 122

15

1

APRESENTAÇÃO
Este trabalho é consequência da trajetória pessoal e profissional da

pesquisadora, especialmente, após o ingresso no Mestrado Profissional em Ensino
na Saúde (MPES) da Faculdade de Medicina (FAMED) da Universidade Federal de
Alagoas (UFAL), em 2017.
A formação acadêmica da mesma se iniciou com a graduação em
Fisioterapia (2003) pela Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas
(UNCISAL) onde deu prosseguimento com as seguintes especializações: Formação
para a Docência do Ensino Superior pelo Centro Universitário Cesmac (2004);
Ciências da Saúde pela UNCISAL (2008) e obtenção do título de especialista
profissional em Fisioterapia Neurofuncional na Criança e no Adolescente pela
Associação Brasileira de Fisioterapia Neurofuncional pela Associação Brasileira de
Fisioterapia Neurofuncional (ABRAFIN) no ano de 2015.
Após ingressar como docentes na UNCISAL no ano de 2016, várias
inquietações surgiram acerca de como a temática da funcionalidade humana estava
sendo abordada no curso de Fisioterapia da UNCISAL. Isso ocorreu, porque durante
as atividades docentes, no dia a dia, foram encontradas algumas dificuldades
conceituais e práticas dos discentes, o que fazia com que os mesmos perdessem o
foco da funcionalidade humana na sua essência, e enfatizassem mais no aspecto
orgânico do paciente.
A partir daí o interesse pela temática funcionalidade humana se intensificou.
Nesse mesmo ano de 2017, após vários períodos de discussões entre as entidades
de classe da Fisioterapia, foi publicado o esboço da minuta da nova Diretriz Nacional
Curricular (DCN) para a Fisioterapia. Nela, a temática funcionalidade humana estava
bem descrita como essencial para o exercício profissional do fisioterapeuta.
Atrelado a isso, uniu-se o fato de que o Curso de Fisioterapia da UNCISAL,
instituição na qual a docente leciona, encontrava-se no 4º ano do desenvolvimento
de uma proposta com um desenho curricular inovador, integrado com os outros da
própria Universidade, visando a interprofissionalidade e interdisciplinaridade,
constituindo um grande avanço para a formação em Fisioterapia (Anexo 2).
No ano de 2017, também ocorreu o ingresso da pesquisadora no Mestrado
Profissional em Ensino na Saúde (MEPS) da Faculdade de Medicina da
Universidade Federal de Alagoas (FAMED/UFAL). Na ocasião, muito de discutiu

16

sobre os modelos de formação na educação superior bem como sobre o processo
ensino-aprendizagem.
E foi nesse contexto que a pesquisadora e docente passou se a se aprofundar
mais na temática, motivando a realização dessa pesquisa e seus desdobramentos.
Esse Trabalho Acadêmico de Conclusão de Curso (TACC) contém um artigo
intitulado “Modelo de formação em Fisioterapia na perspectiva discente” bem
como dois produtos que emergiram das reflexões proporcionadas dos resultados da
pesquisa, que foram: a realização de uma oficina intitulada: “Modelo de
funcionalidade – reflexão para a prática clinica: aproximação ensino-serviço”
realizada com discentes, docentes, preceptores, profissionais do serviço de
reabilitação, principal cenário de prática do curso de Fisioterapia; e um relatório
técnico resultante da oficina, que será entregue à coordenação do curso de
Fisioterapia, à Gerência do Centro de Ciências da Saúde (CCS) , à Gerência do
Centro Especializado em Reabilitação (CER) da UNCISAL e Pró Reitoria da Ensino
e Graduação (PROEG) da UNCISAL.
Destaca-se também que foi realizada uma oficina intitulada “Modelo de
funcionalidade: reflexão para a prática fisioterapêutica” com os discentes
participantes da pesquisa que ajudou a compreender as lacunas encontradas na
formação. Pretende-se, posteriormente, ainda como produto da oficina com os
discentes, a elaboração de artigo cientifico, como também, de um manual para
formação de multiplicadores no modelo de funcionalidade.
Após as considerações finais gerais em relação ao TACC, encontram-se os
apêndices e os anexos. Nos apêndices encontram-se o questionário elaborado e
utilizado com os discentes, contendo as assertivas do questionário, separadas por
categorias e dimensão e materiais oriundos da oficina como: listas de frequência,
registros fotográficos, quadro síntese da avaliação qualitativa. E nos anexos,
constam o parecer consubstanciado do Comitê de Ética em Pesquisa em Pesquisa e
os eixos do desenho curricular.

17

2

ARTIGO: Formação em Fisioterapia: proposições para a prática

profissional baseadas no modelo de funcionalidade
RESUMO
O estudo buscou identificar a formação em Fisioterapia e se está baseada no
modelo de funcionalidade na sua prática profissional. Trata-se de uma pesquisa
quanti-qualitativa, tipo estudo de caso, realizada em uma Universidade pública com
140 discentes do curso de Fisioterapia. As etapas foram: criação do questionário,
revisão de especialista na área (expertise), estudo piloto para validação semântica,
aplicação, categorização e análise dos dados. O elemento norteador para a
construção do instrumento de pesquisa, elaborado pelos pesquisadores, teve como
referencial teórico o modelo de funcionalidade humana, proposto pela Organização
Pan-americana de Saúde/Organização Mundial de Saúde. O questionário foi
constituído por questões fechadas sobre o perfil demográfico dos estudantes e 31
assertivas sobre o entendimento e adoção do referido modelo de formação, em sua
prática profissional. Os discentes perceberam que o curso desenvolve uma formação
baseada no modelo de funcionalidade. Porém, foram identificadas fragilidades, no
tocante ao fornecimento da alta, nos aspectos conceituais de funcionalidade e
incapacidade, e ainda, a doença norteia a prática profissional. Pioneiro ao investigar
o modelo de funcionalidade na formação em Fisioterapia, sugerir mudanças na
realidade do curso estudado e identificar lacunas que abrem caminhos que
possibilitaram novas pesquisas.

Palavras-chave: Educação Superior. Fisioterapia. Formação Profissional.
ABSTRACT
Physical Therapy Training: Propositions For Professional Practice Based On
The Functionality Model
The study sought to identify training in physiotherapy and whether it is based on the
functionality model in their professional practice. This case study as a type of
qualitative and quantitative research, conducted in a public university with 140
students of the Physiotherapy Course. The stages were: questionnaire creation,
expert review, pilot study for semantic validation, application, categorization and data
analysis. The guiding element for the construction of the research instrument,
elaborated by the researchers, had as theoretical reference the model of human
functionality, proposed by the Pan American Health Organization / World Health
Organization. The questionnaire consisted of closed questions about the
demographic profile of the students and 31 assertive about the understanding and
adoption of this training model in their professional practice. Students realized that
the course develops a training based on the functionality model. However,
weaknesses were identified regarding the provision of discharge, the conceptual
aspects of functionality and disability, and the disease guides the professional

18

practice. Pioneer in investigating the model of functionality in training in
Physiotherapy, suggest changes in the reality of the course studied and identify gaps
that open paths that enabled new research.

Keywords: Higher Education. Physical Therapy Specialty. Professional Training.

2.1

Introdução

A formação nos cursos de saúde vem sofrendo modificações nos modelos
pedagógicos, devido a uma necessidade de mudanças nos processos de trabalhos,
numa tentativa de se afastar de ações centradas no modelo flexneriano, biomédico e
consequentemente atender aos princípios do Sistema Único de Saúde (SUS), por
meio de um modelo mais ampliado, chamado biopsicossocial (CRUZ et al., 2017,
GAUER et al., 2017). Destaca-se que nesse modelo, considera a saúde em termos
mais

amplos,

indicando

fatores

sociais,

psicológicos

e

ambientais

como

determinantes e a qualidade de vida (CONCEIÇÃO et al., 2014, BERTONCELLO;
PIVETTA, 2015, SILVA, 2017,LIMA et al., 2017).
A Fisioterapia surgiu como profissão de nível superior sob o Decreto Lei nº
938 de 13 de outubro de 1969, que definiu como atividade privativa a “execução de
métodos e técnicas fisioterápicas com finalidade de restaurar, desenvolver e
conservar a capacidade física do cliente” (BRASIL, 1969 p. 1). Ao longo da sua
história, o fisioterapeuta ganhou seu reconhecimento e criou sua identidade
profissional, no entanto, essas atividades estavam sendo mais voltadas para as
ações de recuperação de agravos físicos, incorporando cada vez mais em uma
perspectiva biomédica (BATISTON et al., 2017).
Com o intuito de nortear as mudanças na formação acadêmica e acompanhar
os novos perfis profissionais, as Diretrizes Curriculares Nacionais (DCN) foram
elaboradas e publicadas em 2002, e constituíram um avanço e um estímulo às
instituições de ensino superior (IES), para revisar seus projetos pedagógicos, de
modo que a formação profissional passasse a integrar mais o SUS, e com a adoção
de currículos com estratégias inovadoras. (BERTONCELLO; PIVETTA, 2015,
BATISTON et al., 2017, JÚNIOR et al., 2017, POLLETO; JURDI, 2018).

19

Considerando que a Fisioterapia tem como objeto de estudo o movimento
humano, em todas as suas formas de expressão, potencialidades e que deve
englobar, todos os aspectos de vida do indivíduo (BRASIL, 2002), mesmo com as
mudanças propostas na formação em Fisioterapia, na prática, muitos profissionais,
parecem ainda estar incorporando apenas os aspectos orgânicos, se afastando
dessa visão ampliada (FÉLIX, 2017).
A Organização Mundial da Saúde (OMS) propôs no ano de 2001,após a
publicação das DCNs, um modelo biopsicossocial que refletia os componentes para
funcionalidade humana, escopo principal da Fisioterapia assim como de outras
profissões (OPAS/OMS, 2015).

Nesse modelo admite-se que funcionalidade e

incapacidade seja uma complexa interação e uma multidirecionalidade entre seus
componentes: transtorno/doença/lesão, funções/estruturas do corpo, atividades,
participação, fatores ambientais e fatores pessoais (BERTONCELLO; PIVETTA,
2015, OPAS/OMS, 2015; SAMPAIO; LUZ, 2009; ARAÚJO, 2013, FERREIRA et al.,
2014). Esses componentes introduzem uma nova maneira de pensar e trabalhar, os
conceitos de deficiência e de incapacidade, visto que, as mesmas não são
consequências apenas das condições de saúde, mas são determinadas também
pelo contexto no qual os indivíduos estão inseridos (FARIAS; BUCHALLA, 2005).
Nesse contexto, dá-se um destaque ao movimento humano dentro dessa
perspectiva, o que faz com que se observe o crescente estímulo ao seu uso, tanto
teórico, como na prática fisioterapêutica (CASTRO et al., 2015; TORDOYA , 2016).
Todavia, parece ser ainda necessário promover uma aproximação do modelo de
funcionalidade proposto e o conjunto de elementos que a compõe, na formação em
Fisioterapia (BERTONCELLO; PIVETTA, 2015).
Outro aspecto que merece destaque, é que na prática, a investigação acerca
de uma formação em Fisioterapia pautada nesse modelo ainda não ocorre na sua
totalidade. A literatura atual direciona mais para a investigação de uma formação
baseada na dicotomia do modelo biopsicossocial e biomédico, mas sem o
aprofundamento

à

luz

da

funcionalidade

humana

(TORDOYA,

2016;

VASCONCELOS et al., 2017).
Levando em consideração que a matriz curricular do curso de Fisioterapia a
ser estudado apresentou uma mudança, de um desenho curricular centrado nas
especialidades, para um desenho curricular integrado, direcionado para a

20

interprofissionalização, com foco na saúde coletiva, constituindo-se inovador para a
área da Fisioterapia, emergiu a questão-problema desse estudo:
Será que a formação em Fisioterapia foi baseada na funcionalidade humana?
Dessa forma, o estudo teve como objetivo, identificar a formação em
Fisioterapia e se está baseada no modelo de funcionalidade na sua prática
profissional. Foi desenvolvido como pré-requisito do Mestrado Profissional Ensino na
Saúde.

2.2

Metodologia

O estudo utilizou metodologia com abordagem quantitativa e qualitativa,
utilizando como estratégia o estudo de caso. Segundo Gil (2011), o estudo de caso é
um procedimento metodológico que enfatiza entendimentos contextuais, sem
esquecer-se da representatividade, centrando-se na compreensão da dinâmica do
contexto real e envolvendo-se num estudo profundo e exaustivo de um ou de poucos
objetos, de maneira que se permita o seu amplo e detalhado conhecimento, tarefa
praticamente impossível mediante outros tipos de delineamento (GIL, 2011).
Para Yin (2001), este também serve para responder aos questionamentos
sobre o fenômeno estudado e contribuir para compreendermos melhor os
fenômenos individuais, os processos organizacionais e políticos da sociedade (YIN,
2001).
Com a realização de estudos de casos na área educacional é visto que cada
um foca em um fenômeno particular, levando-se em conta o seu contexto e suas
múltiplas dimensões; valoriza o aspecto unitário, ao tempo que sobressai a
necessidade da análise situada e em profundidade (ANDRÉ, 2013).
Para compreender com profundidade do caso (curso de Fisioterapia),
inicialmente foi pesquisado o Projeto Pedagógico do Curso (PPC), bem como planos
de ensino, cronogramas dos módulos e relatórios de avaliação externa e interna. O
PPC de Fisioterapia está disponibilizado na rede mundial de computadores para
acesso público.
A pesquisa foi realizada em um curso de graduação em Fisioterapia de uma
Universidade pública. Participaram do estudo estudantes, do 1º ao 4º ano do curso
de Fisioterapia, matriculados na matriz de 2014. Foram considerados como critérios

21

de exclusão, os discentes que ingressaram no curso por transferência ou que
fossem portadores de diploma de nível superior.
A pesquisa foi realizada em cinco etapas: criação do questionário; revisão de
especialista na área (expertise) de funcionalidade humana; estudo piloto com
validação semântica do questionário; aplicação aos discentes; e categorização dos
resultados e análise dos dados. O elemento norteador para a construção do
instrumento de pesquisa, elaborado pelos pesquisadores, teve como referencial
teórico

o

modelo de

funcionalidade

humana,

proposto

pela

Organização

Panamericana de Saúde/Organização Mundial de Saúde (OPAS/OMS/2015). O
questionário foi constituído por questões fechadas sobre o perfil demográfico dos
estudantes e 31 assertivas sobre o entendimento e adoção do referido modelo de
formação, em sua prática profissional.
As opções de respostas se deram através da escala de Likert de 4 pontos,
sendo: “discordo totalmente”, “discordo parcialmente”, “concordo parcialmente” e
“concordo totalmente”. Segundo Akins (2002), este quantitativo de opções, busca
estimular os respondentes a não permanecerem indiferentes aos temas analisados
pelo instrumento, levando-os a uma condição de concordância positiva ou negativa.
Todas as assertivas foram elaboradas baseando-se nas categorias da prática
profissional e nas dimensões do modelo de funcionalidade. As categorias das
práticas foram baseando-se nas competências e nas habilidades específicas a
serem desenvolvidas pelo fisioterapeuta de acordo com as DCNs vigentes. Descritas
a seguir:

Capacidade de realização de consultas, avaliações e reavaliações do
paciente que permitam elaborar um diagnóstico cinético-funcional
objetivando tratar as disfunções no campo da Fisioterapia, em toda
sua extensão e complexidade, estabelecendo prognóstico,
reavaliando condutas e decidindo pela alta fisioterapêutica (BRASIL,
2002, p. 2).

As assertivas das dimensões propostas no modelo biopsicossocial de
funcionalidade preconizado pela OPAS/OMS (2015) buscaram compreender a
interação entre os seus componentes: condição de saúde; estrutura e função do
corpo; atividade e participação; fatores contextuais (ambientais e pessoais)
associados com as competências e com as habilidades específicas para a prática
profissional.

22

O questionário composto por 31 assertivas, analisada por categoria da prática
profissional foram divididas nas seguintes categorias: Diagnóstico (3 questões),
Avaliação (11 questões), Acompanhamento (8 questões), Alta (3 questões) e
Conceitos de Funcionalidade/Incapacidade (4 questões) (Apêndice 03).Já as
questões das dimensões do modelo foram divididas em: Condição de Saúde (4
questões), Estrutura e Função do Corpo (6 questões), Atividade e Participação (8
questões) e Fatores Contextuais (11 questões) (Apêndice 04). Duas questões
poderiam está inseridas nas 5 categorias.
O questionário foi analisado por um especialista (expertise) na área de
funcionalidade humana. Na sequência foi realizado um estudo piloto, para validação
semântica do questionário, com estudantes de Fisioterapia de outra IES,
participaram dessa etapa 77 estudantes do 1º ao 4º ano.
Os participantes receberam um convite escrito e verbal, presencial, em sala
de aula, e no caso de concordância, foi-lhes entregue um Termo de Consentimento
Livre e Esclarecido (TCLE).
Para a análise dos dados, houve a categorização, de acordo com as
respostas ao questionário em categorias da prática profissional e nas dimensões
propostas no modelo. A organização dos dados coletados foi feita em planilha
eletrônica Excel, e atribuiu-se um padrão de respostas para a codificação. Quando a
resposta coincidia com o padrão proposto no questionário foi atribuído o valor zero
(0) e redistribuiu os valores de maneira crescente de acordo com a padronização da
escala de Likert.
As respostas das assertivas foram somadas, resultando em um escore bruto e
para fins de comparação, foram transformadas em percentuais. A interpretação dos
resultados se deu a partir da sua categorização tomando como base a escala de
Likert na qual as respostas se dividiram em quatro possibilidades (quartis).
Assim, utilizou como ponto de análise para a adoção e compreensão do
modelo de funcionalidade na formação em Fisioterapia, quando os escores obtidos
fossem inferiores a 25%. Quando os escores fossem entre 25% e ≤ a 50% seria uma
tendência à adoção do modelo biopsicossocial da funcionalidade; Entre 50% e ≤ a
75% - Tendência à adoção do modelo biomédico; e Entre 75% e ≤ a 100% - Adoção
do modelo Biomédico.
Os dados foram analisados por meio da estatística descritiva, utilizando
frequência, percentual, média, desvio padrão, mínimo e máximo, e as associações

23

entre as categorias. A análise estatística foi realizada através de um software para
computador, o Statistical Package for the Social Sciences (SPSS®), versão 22.0.
Essa pesquisa atendeu às diretrizes da Resolução CNS/MS No 466/2012 e da
Resolução CNS/MS No 510/2016, sendo aprovada pelo Comitê de Ética em
Pesquisa sob parecer nº 2.542.048/2018.
2.3

Resultados e discussão

Participaram da pesquisa 140 discentes, do 1º ao 4º ano do Curso de
Fisioterapia da Universidade pública estudada. Quanto ao perfil demográfico, acerca
da faixa etária e identidade de gênero, os mesmos estão descritos na tabela 01
abaixo.
Tabela 01 - Faixa etária, identidade de gênero dos participantes e escore
categorizado
Variável
Número
Frequência
Faixa etária
18 a 24 anos
131
93,6%
25 a 30 anos
5
3,6%
31 a 40 anos
4
2,9%
Gênero
Mulheres Cisgênero
106
75,7%
Homem Cisgênero
34
24,3%
Mulheres Transgênero
Homem Transgênero
Fonte: Dados da pesquisa.

O escore geral médio, descrito em percentual, obtido com as respostas das
assertivas do questionário foi de 23,23 ± 5,8, variando entre 10,75 a 44,09. O escore
categorizado está demonstrado no gráfico 01.
Gráfico 01 - Modelo de formação adotado pelos discentes do Curso de
Fisioterapia, instituição de ensino superior, pública, estadual, Maceió, 2018.

24

Fonte: Dados da pesquisa

Os resultados dessa pesquisa revelaram o predomínio das faixas etárias mais
jovens e cisgênero feminino. Os estudos realizados por Gauer et al (2017) , Farias et
al., (2014) e Belmonte et al., (2015) e com estudantes de Fisioterapia encontraram
resultados semelhantes, onde predominaram jovens com faixa etária compreendida
entre 18 a 24 anos. O gênero feminino predominou nos estudos de Farias et al.,
(2014) e Belmonte et al., (2015), todavia eles não utilizaram a denominação de
identidade de gênero (como mulheres cis) entre estudantes de Fisioterapia.
Os achados obtidos com o escore categorizado apontam que 70,7% dos
discentes, estavam compreendendo e adotando o modelo de funcionalidade, na sua
prática profissional, considerando o ponto de corte (< 25%). Todavia, verificou-se
29,3% dos discentes, compreendem parcialmente, demonstrando lacunas na
formação dentro do modelo proposto.
Os resultados demonstraram uma aproximação dos discentes com o que
preconiza a DCN vigente e com o esboço das novas diretrizes curriculares. Estas
apontam que o elemento norteador seja a funcionalidade (BRASIL, 2002;
ABENFISIO, 2017).
Essa aproximação pode ser em decorrência do novo desenho curricular que
aborda, de forma transversal do 1º ao 5º ano, os aspectos do processo saúdedoença, fatores determinantes e condicionantes da promoção de saúde, intervenção,
bem como sua aplicação (UNCISAL, 2014).

Além de propiciar discussões e

vivências práticas conjuntas com os outros cursos das Universidades envolvidas no
cuidado (POLLETO; JURDI, 2018). Todavia, parece ainda ter uma desarticulação
em alguns eixos norteadores, no seu desenho curricular.
Ao comparar os resultados desta pesquisa com os estudos realizados por
Silva et al., (2008) com estudantes do curso de Fisioterapia na área de ortopedia,
que apontou que os mesmos estavam focando a sua atenção preferencialmente
sobre as funções e estruturas corpóreas, ou seja, na dimensão orgânica, seguindo a
formação biomédica, diferente dos achados desta pesquisa. Uma diferença
encontrada no estudo de Silva et al., (2008) com esta pesquisa, consiste na
metodologia de análise.
No estudo de Silva et al. (2008) identificou o modelo de formação adotado
pelas categorias da Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e
Saúde (CIF) utilizadas durante a avaliação. Nesta pesquisa optou-se pela utilização

25

de questionário envolvendo todos os aspectos da prática profissional à luz do
modelo de funcionalidade proposto na CIF, ou seja, algo mais abrangente.
Os achados encontrados no estudo de Silva et al. (2008) corrobora com a
opinião de Belmonte et al. (2015) onde demonstra-se que na ausência de
informações sobre outros componentes da funcionalidade ocorre um distanciamento
entre os conceitos mais modernos, utilizados pela CIF na formação fisioterapêutica.
Castro et al. (2015) realizou um estudo com supervisores de Fisioterapia de
uma Universidade em Minas Gerais, sobre a adoção do modelo biopsicossocial na
sua prática de ensino e assistência. Nele, a metodologia utilizada foi qualitativa, por
meio da análise do discurso de modo a compreender se os supervisores adotavam
na sua prática o modelo proposto pela OMS.
Percebeu-se que os supervisores de estágio tinham incorporado o modelo
proposto no seu processo de trabalho (assistência e ensino) estando em
consonância com o preconizado pela OMS. Os autores sugeriram a realização de
pesquisa com discentes com o objetivo de identificar o modelo que os mesmos
identificam na sua prática.
Através das análises dos escores obtidos com as respostas dos
questionários, pode-se compreender como estava o entendimento e a adoção do
modelo na prática profissional descrito a seguir na tabela 02.
Tabela 02 – Modelo de funcionalidade de acordo com as categorias da prática
profissional.
Variável de análise
Escore médio
Min
Máx
(%)
%
%
Diagnóstico
13,57 ± 12,36
0,00
55,56
Avaliação
15,88 ± 8,23
3,03
45,45
Acompanhamento
20,38 ± 7,89
4,17
50,00
Alta
39,28 ± 16,40
0,00
88,89
Funcionalidade/Incapacidade
8,33
83,33
40,71 ± 12,72
Escore geral
23,23 ± 5,8
10,75
44,09
Legenda: Min- Mínimo; Máx- Máximo.
Fonte: Dados da Pesquisa.

Identificou-se que o escore que mais se aproxima do modelo de
funcionalidade foi o obtido na categoria diagnóstico cinético-funcional ou o
fisioterapêutico. Sabe-se que essa capacidade norteia a intervenção fisioterapêutica
e

quando

realizado

dentro

da

perspectiva

da

funcionalidade,

permite o

26

estabelecimento de metas terapêuticas apropriadas, possibilitando a evolução do
seu paciente e, consequentemente, a alta (TORDOYA, 2016).
Na tabela 02 verifica-se uma dificuldade de entendimento dos discentes para
o fornecimento da “alta” terapêutica e na categoria “funcionalidade/incapacidade”,
isso porque os escores foram acima de 25%. Ao realizar o cruzamento entre as
categorias diagnóstico fisioterapêutico e alta (gráfico 02) identifica-se de forma mais
clara a dificuldade dos discentes em perceberem o modelo de funcionalidade dentro
de sua totalidade.
Gráfico 02 - Associação entre as categorias da prática profissional
(diagnóstico fisioterapêutico e alta)

Legenda:
Modelo de Funcionalidade
Fonte: Dados da pesquisa.

Esse resultado encontrado pode ser atribuído à influência do modelo
biomédico, visto que nas assertivas propostas no questionário para essa categoria,
verificava a percepção dos discentes sobre a influência da condição de
saúde/doença/transtorno para o fornecimento da alta fisioterapêutica, em detrimento
a sua melhora nos aspectos funcionais, elemento norteador da Fisioterapia. O
desafio é superar esse modelo hegemônico baseado no conhecimento biomédico,
descontextualizado das questões sociais, utilizando de forma acrítica as tecnologias
e distanciado das relações humanizadas e da compreensão integral das questões de
saúde e do adoecer (JÚNIOR et al., 2011).
Vários autores apontam que o fisioterapeuta que possui a lógica pautada na
doença, em sua prática profissional ao invés de focar nas limitações funcionais, não
será

capaz

de

perceber

e

objetivar

ganhos

obtidos

no

tratamento,

e

27

consequentemente terá dificuldade em fornecer a alta ao paciente, como o verificado
nessa pesquisa (ARAÚJO, 2014; ARAÚJO; NEVES, 2014; BELMONTE et al., 2015;
TORDOYA, 2016).
Diante disso, os resultados encontrados apontam para a necessidade da
instituição estudada, estimular durante a formação sobre os critérios para o
fornecimento de alta, para que os estudantes possam ter uma maior clareza durante
sua prática clínica. Devem ser direcionados para as limitações funcionais do
paciente, e não condicionados na doença do paciente (SAMPAIO; LUZ, 2009).
Outro aspecto também que pode ser estimulado, consiste em um maior
conhecimento sobre mecanismos que possibilitem um monitoramento dos ganhos do
paciente à luz da funcionalidade humana, com base nas diretrizes, classificações
internacionais, protocolos e evidências científicas (ABENFISIO, 2017).
Nesse escopo, insere-se a Classificação Internacional de Funcionalidade,
Incapacidade e Saúde (CIF), como o principal instrumento para promover
parâmetros, tomando como base de critérios, os aspectos funcionais (TORDOYA,
2016; FERNANDES; CEPEDA, 2017).
Outra dificuldade observada foi na categoria referente aos aspectos
conceituais de funcionalidade e de incapacidade na prática profissional. As
assertivas referentes a essa categoria tratavam de aspectos conceituais sobre
deficiência e incapacidade relacionando-os com a prática fisioterapêutica. A
associação entre o diagnóstico e os conceitos de funcionalidade/incapacidade está
demonstrada no gráfico 03.
Gráfico 03 - Associação entre as categorias da prática profissional
(diagnóstico e funcionalidade/incapacidade)

Legenda:

Modelo de Funcionalidade

28

Fonte: Dados da pesquisa.

Muitas vezes, esse erro conceitual pode ser atribuído a um entendimento
equivocado de que deficiência equivale à incapacidade. O conceito de incapacidade
é mais abrangente e envolve desde as deficiências das estruturas e função do
corpo, aos problemas de desempenhar atividades, perceber quais as barreiras e/ou
facilitadores que podem estar presentes e interferir nesses aspectos (OPAS/OMS,
2015; MARTINS; ARAÚJO, 2015). Promover a funcionalidade, não se resume a
atuar nas deficiências, essa visão reducionista faz com que o profissional se afaste
das perspectivas atuais (OPAS/OMS, 2015; MARTINS; ARAÚJO, 2015).
Realizaram-se escores em relação ao conhecimento, acerca das dimensões
propostas no modelo biopsicossocial da OMS dentro da prática profissional. Todas
as assertivas eram referentes ao conhecimento dos componentes, do modelo de
funcionalidade e relacionando-o com a prática fisioterapêutica. O resultado encontrase descrito a seguir na tabela 03.
Tabela 03 – Funcionalidade de acordo as dimensões modelo biopsicossocial
da OMS
Escores
Escore médio
Min
Máx
Dimensão
(%)
(%)
(%)
Condição de Saúde
Estrutura e função do corpo
Atividade e participação
Fatores Contextuais
Escore geral

65,95 ±16,00
23,01 ± 9,55
16,66 ± 10,02
11,27 ± 8,67
23,23 ± 5,8

16,67
0,00
0,00
0,00
10,75

100,00
50,00
54,17
54,55
44,09

Legenda: Min- Mínimo; Máx- Máximo.
Fonte: Dados da Pesquisa.

O escore que mais se aproximou do preconizado foi o obtido foi na dimensão
referente aos fatores contextuais, no qual inclui os fatores ambientais e pessoais. Na
prática clínica, a utilização do modelo biopsicosocial, incentiva uma abordagem
holística e centrada no paciente, mas para isso é necessário um entendimento sobre
a interatividade entre as suas dimensões, considerando que o mesmo é
multidirecional e que considera os fatores ambientais como premissa básica (JARL;
RAMSTRAND, 2018).
Entretanto, merece atenção o escore na dimensão “condição de saúde”, pois
obteve escore compatível com uma formação baseada no modelo biomédico. As

29

assertivas dessa dimensão pretendiam conhecer como os discentes compreendiam
a influência do diagnóstico clínico nas suas práticas, em detrimento de suas
atividades profissionais privativas. O desafio é que propostas curriculares inovadoras
favoreçam que a formação se paute pela integralidade do cuidado, equidade, pela
compressão de saúde como processo social e histórico e supere a dicotomia com a
doença (BATISTA, 2015).
Emergiu como justificativa para o resultado encontrado, o fato de que a lógica
do processo ensino-aprendizagem ainda ocorre, baseando-se na doença como
ponto de partida. Teixeira et al., (2017), menciona que apesar dos avanços obtidos
com a publicação das DCN’s, associados a implantação de novas concepções
pedagógicas de ensino, percebe-se ainda que na prática, a ruptura com o modelo de
especialidade é difícil. A análise documental do curso estudado (projeto pedagógico,
ementas e planos de ensino) para compreender os achados da pesquisa, revelou
que apesar do desenho curricular ter uma proposta integrada, parece não ocorrer
uma ruptura completa com o modelo tradicional baseando-se nas especialidades,
corroborando com a percepção discente.
Na associação entre condição de saúde e fatores contextuais, ficou
evidenciou-se o biologicismo, conforme o gráfico 04 abaixo que ilustra o
distanciamento dos discentes e as dificuldades na formação em saúde, evidenciado
na dicotomia teoria e prática, saúde e doença, promoção e cura, currículo básico e
profissional, ensino e pesquisa e a desvinculação dos currículos em relação às
necessidades da comunidade.
Gráfico 04 - Associação das dimensões do modelo de condição de saúde e
fatores contextuais.

30

Legenda:
Modelo de Funcionalidade
Fonte: Dados da pesquisa.

2.4

Conclusão

A pesquisa apontou que os discentes do curso de Fisioterapia, na sua
maioria, compreendem o modelo de funcionalidade na prática profissional, porém,
foram

identificadas

lacunas,

destacadas

quanto

ao

fornecimento

da

alta

fisioterapêutica e dificuldades conceituais de funcionalidade/incapacidade, além de,
considerar a doença como ponto de partida de suas práticas.
Propõe-se que os discentes e docentes sejam sensibilizados quanto ao grau
de importância de cada dimensão, no modelo biopsicossocial, ao longo da formação,
para nortear a sua prática de forma mais ampliada, rompendo com o paradigma
biomédico. Sugere-se que os processos de ensino-aprendizagem estimulem os
discentes quanto à importância dos fatores biopsicosociais de cada indivíduo saindo
do foco da doença.

2.5

Referências

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das Diretrizes Curriculares Nacionais para o Curso de Fisioterapia. 2007.
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2001.

34

3 PRODUTOS

3.1 Apresentação

Os produtos propostos nesse TACC foram desenvolvidos a partir da análise
dos resultados obtidos nesta pesquisa.
A proposta do desenvolvimento do produto educacional consiste na premissa
básica de promover subsídios, que possam colaborar com a melhoria do ensino, e o
seu retorno para a sociedade, em especial do local onde foi realizada a pesquisa.
Os produtos surgiram por meio das ponderações, conforme os apontamentos
que apareceram no decorrer das análises dos resultados da pesquisa intitulada
“Modelo de formação em Fisioterapia na perspectiva discente”.
Todos os produtos abaixo relacionados são considerados materiais
educacionais, segundo o Documento de Área do Ministério da Educação (BRASIL,
2016a) e as Orientações para Aplicativos de Propostas de Cursos Novos da CAPES
(BRASIL, 2016b).
Como forma de publicar os achados da pesquisa de modo a causar impacto
não apenas em caráter local, mas também em outras instâncias da sociedade, todos
os produtos serão vinculados a um sistema de informação em âmbito nacional.
3.2
Produto 1- Oficina “Modelo de funcionalidade-reflexão para a prática
clínica: aproximação ensino-serviço”
3.2.1 Justificativa
Tendo em vista os apontamentos da pesquisa, intitulada “Modelo de
Formação em Fisioterapia na perspectiva discente” e considerando a importância
de espaços para discussões coletivas, surgiu como um dos desdobramentos do
estudo, a oficina denominada “Modelo de Funcionalidade-reflexão para a prática
clínica: aproximação ensino-serviço”.
A proposta de realização visou à devolutiva e a necessidade de reflexão
sobre o modelo de funcionalidade com os diversos atores envolvidos no processo

35

ensino aprendizagem: docentes, preceptores e profissionais do serviço, além dos
discentes.
A oficina teve como o intuito proporcionar construções coletivas, por meio da
interação com os diversos profissionais que atuam no cenário de atuação da prática
clínica do fisioterapeuta, para que pudessem promover uma reflexão, acerca do
modelo de funcionalidade proposto pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
Para tanto foram criados espaços de discussões entre os atores, de maneira a
fomentar a reflexão sobre como incorporar o modelo de funcionalidade na formação,
buscando uma formação em fisioterapia mais abrangente e de forma integral.
3.2..2 Objetivos
 Planejar e realizar a oficina denominada: Modelo de Funcionalidade-reflexão
para a prática clínica: aproximação ensino-serviço;
 Refletir sobre o modelo de funcionalidade e a sua relação com as práticas
profissionais;
 Promover a participação ativa dos atores
 Discutir a formação nos cursos da UNCISAL;


Proporcionar diálogo entre docentes e preceptores que atuam no CER;

 Elaborar bases para execução de novas práticas;
 Discutir as estratégias para uma maior difusão do modelo de funcionalidade
na prática clínica.

3.2.3 Desenvolvimento da Oficina
 CARGA HORÁRIA
o Quatro horas/aula
 PÚBLICO ALVO
o Discentes dos cursos de Fisioterapia, Terapia Ocupacional e
Fonoaudiologia;
o Docentes e

Preceptores

dos Cursos de

Ocupacional e Fonoaudiologia;
o Profissionais do serviço (CER III-UNCISAL) .

Fisioterapia, Terapia

36

 NÚMERO DE VAGAS
o Cinquenta (50), dividida em duas turmas de 25 participantes cada.
 LOCAL, DATA E INFRA-ESTRUTURA
o Sala de aula da UNCISAL (salas 108 e 110)
o 31 de outubro de 2018 (1ª turma) e 07 de novembro de 2018 (2ª turma)
 INSCRIÇÃO
o Gerência do Centro Especializado em Reabilitação (CER) da
UNCISAL, via email.
 EQUIPAMENTOS E MATERIAIS DIDÁTICOS
o Slides em Powerpoint®;
o Projetor multimídia;
o Notebook;
o Caixa de som;
o Tarjetas coloridas de papel;
o Fita adesiva;
o 8 Pincéis atômicos de diversas cores;
o 4 Cartolina colorida (azul, verde, amarela e vermelha);
o 4 Papel 40 kg;
o Material impresso.

3.2.4 Metodologia

A oficina foi delineada a partir de discussões com os orientadores da pesquisa
de modo a definir metodologia, estratégias a serem utilizadas que facilitassem o
processo ensino-aprendizagem. Optou-se para utilizar o como eixo norteador o
ensino baseado em casos clínicos de modo a estimular os participantes a serem
ativos em todo o processo permitindo a reflexão sobre a sua prática. O conteúdo
programático e a descrição de como foi realizada estão descritas no quadro 01.

Quadro 01 - Metodologia.

37

Número

Conteúdo a ser abordado

Descrição da atividade

Apresentação da motivação para
a realização da oficina

Sensibilizar para os objetivos para a
realização da oficina.
Apresentar o cronograma de atividades
para apreciação e ajustes caso fossem
necessários.
Propor
aos
participantes
que
escolhessem
uma
palavra
para
descrever o que “eles estariam trazendo”
para a oficina e, em seguida, que se
apresentassem.
Organizar a divisão dos grupos de modo
a incentivar a multidisciplinaridade de
acordo com as inscrições prévias.

Pactuação da Oficina com os
participantes

Atividade
01

Dinâmica de Acolhimento

Dinâmica de formação dos
grupos

Atividade
02

Atividade
03

Elaboração de casos clínicos
e inserção no modelo de
funcionalidade

Conhecer/Aprofundar no
modelo de funcionalidade e
promover a reflexão sobre a
formação

Propor a construção de “casos
clínicos” nas áreas pré-determinadas
de forma coletiva,
Inserir o “caso clinico” criado dentro
das dimensões do modelo de
funcionalidade.
Promover espaços de discussões
coletivas, em relação às três
perguntas norteadoras:
1) De acordo com o caso clínico que
vocês construíram qual modelo você
está inserido? Por que?; 2) Que
diferencial percebo entre os casos
clínicos?; 3) O que eu poderia fazer
para “mudar”/ ”melhorar” a minha
prática clínica?
Apresentar
o
modelo
de
funcionalidade em relação as suas
dimensões e interações relacionando
com os achados do caso clínico.
Explanar por meio de exposição
dialogada, os aspectos sobre o
desenho curricular integrado proposto
pela Instituição, para os cursos de
Fisioterapia, Terapia Ocupacional e
Fonoaudiologia trazendo a discussão
sobre o objeto de estudo da
profissão.

Atividade
04

Documentário de Stephen
Hawking e reflexões sobre
Deficiência e Incapacidade

Apresentar um vídeo de apenas 2
minutos, sobre a vida de Stephen
Hawking e o seu depoimento sobre o
Relatório da Pessoa com deficiência.
Os participantes foram convidados a
identificar no depoimento, elementos

38

do modelo de funcionalidade.
Propor
revisar
os
aspectos
Atividade
Aprendendo Brincando conceituais por meio da gamificação.
05
Gamification
Ao final de todas as perguntas os
conceitos eram reforçados.
Atividade
Reflexão Final- Como
Incentiva-los a refletir sobre, porque e
06
incorporar o modelo de
de que forma poderia ser incorporado
funcionalidade na prática?
o modelo de funcionalidade na
prática.
Atividade
Propor a escolha de uma palavra
para descrever o que “eles estariam
07
levando” após a oficina e o espaço
Dinâmica de encerramento
ficava aberto para discussões.
Propor uma avaliação qualitativa por
Atividade
Avaliação da oficina
meio de palavras chaves
“Que bom”, “Que Tal” e “Que Pena” e
08
quantitativa em relação aos aspectos
organizacional da oficina.
Fonte: Autora. Registro das Ações Realizadas, 2018.

3.2.5 Roteiro de Atividades da Oficina

Antes de iniciar a oficina, os participantes assinaram a lista de frequência que
continha: nome completo, gênero, ano em que cursava e o email para os discentes.
Para os docentes foi solicitado outras informações: formação, titulação, tempo de
graduação e função atual. Todos os registros fotográficos, após autorização dos
participantes, das duas oficinas, estão nos apêndices.

Atividade 01 - Apresentação do objetivo da oficina, pactuação, dinâmica de
acolhimento e formação dos grupos
DESCRIÇÃO:
-

Apresentar e sensibiliza-los sobre a motivação da realização da oficina,
contextualizando o objeto de estudo da pesquisa e os resultados
encontrados de forma breve;

-

Discutir o plano de trabalho com os participantes;

-

Realização da dinâmica de acolhimento com o objetivo de conhecer os
participantes e saber das expectativas deles sobre a oficina (“o que
estamos trazendo”);

39

-

Divulgação dos grupos de trabalhos que foram distribuídos buscando a
interdisciplinaridade;

-

Disposição da sala em semicírculo para facilitar a comunicação e
interação dos participantes e favorecer a horizontalidade.

MATERIAL NECESSÁRIO: Slides em Powerpoint®, Projetor multimídia, Notebook,
25 Tarjetas coloridas de papel, Fita adesiva e 8 Pincéis atômicos de diversas cores.

TEMPO DE DURAÇÃO MÉDIO: 20 minutos

OBJETIVO EDUCACIONAL:
-

Permitir o conhecimento dos participantes acerca das fragilidades
encontradas na pesquisa e propiciar uma sensibilização para o objeto
de estudo;

-

Construir o andamento da oficina coletivamente, de modo a fazer com
que os participantes se sentissem membros integrantes de todo o
processo;

-

Conhecer

a

expectativa

de

cada

participante

e

promover

a

apresentação dos mesmos;
-

Formar grupos interdisciplinares, mesclando todas as categorias
profissionais e discentes, de modo a promover a multi e a
interdisciplinaridade.

Atividade 2 - Elaboração de casos clínicos e inserção no modelo de
funcionalidade

DESCRIÇÃO:
-

Elaborar coletivamente casos clínicos cujas temáticas são: Saúde da
Mulher, Saúde da Criança e do Adolescente, Saúde do Adulto e do
Trabalhador e Saúde do Idoso;(UNCISAL, 2014)

-

Escolher um representante para apresentar os casos clínicos para os
participantes;

-

Inserir as características do caso clínico criado dentro do modelo de
funcionalidade no papel 40Kg;

40

-

Escolher um representante para apresentar as características dos
casos clínicos nos componentes do modelo;

-

Discussão entre os participantes sobre quais componentes do modelo
foram mais utilizados na descrição dos casos clínicos.

MATERIAL NECESSÁRIO - Slides em Powerpoint®, Projetor multimídia, Notebook,
8 Pincéis atômicos de diversas cores, 4 Cartolinas coloridas (azul, verde, amarela e
vermelha) , 4 folhas de Papel 40 kg, Material impresso – Modelo de funcionalidade.

TEMPO DE DURAÇÃO MÉDIO: 60 minutos

OBJETIVO EDUCACIONAL:
-

Instigar a memória latente dos participantes, sobre as características
dos pacientes, demonstrando assim as suas preferências e tendências
práticas;

-

Verificar o entendimento prévio sobre o modelo, suas dimensões e
tentar promover discussões sobre os achados, do ponto de vista
conceitual e prático;

-

Promover a reflexão acerca das mudanças necessárias na prática para
adotar o modelo de funcionalidade proposto pela OMS;

Atividade 3- Exposição Dialogada sobre o modelo de funcionalidade e a
formação na UNCISAL

DESCRIÇÃO:
-

Realizar a apresentação do modelo de funcionalidade em relação as
suas dimensões e interações;

-

Discutir os modelos baseando-se nos casos apresentados

-

Explanar por meio de exposição dialogada, os aspectos sobre o
desenho curricular integrado proposto pela Instituição, para os cursos
de Fisioterapia, Terapia Ocupacional e Fonoaudiologia;

-

Trazer para a discussão o objeto de estudo da profissão;

-

Discutir coletivamente sobre a formação no curso em que os
participantes estão inseridos.

41

-

Sugere-se que ao término deste momento seja ofertado um coffee
break.

MATERIAL NECESSÁRIO: Slides em Powerpoint®, Projetor multimídia, Notebook.

TEMPO DE DURAÇÃO MÉDIO: 50 minutos.

OBJETIVO EDUCACIONAL:
-

Promover um maior conhecimento e aprofundamento sobre o modelo,
reforçando aspectos teóricos, correlacionando com a prática clínica.

- Promover uma reflexão sobre o que estava sendo proposto no desenho
curricular, dos cursos da Universidade e o que os participantes
estavam percebendo na prática;
- Promover uma reflexão sobre os participantes se enxergam dentro do
processo de formação;
- Investigar na percepção dos participantes em que eixos o modelo
poderia ser mais percebido e/ou inserido.

Atividade 04 -Documentário de Stephen Hawking

DESCRIÇÃO:
- Apresentar um vídeo aos participantes de 2 minutos, sobre a vida de
Stephen Hawking;
- Distribuir aos participantes o depoimento de Stephen Hawking sobre o
Relatório Mundial da pessoa com deficiência, para leitura com a
identificação dos componentes do modelo.

MATERIAL NECESSÁRIO: Slides em Powerpoint®; Projetor multimídia; Notebook;
Caixa de Som; Material Impresso: Depoimento de Stephen Hawking impresso.

TEMPO DE DURAÇÃO MÉDIO: 20 minutos.

OBJETIVO EDUCACIONAL:

42

-

Promover uma reflexão sobre a distinção entre deficiência e
incapacidade relacionando com a prática.

Atividade 05 - Aprendendo Brincando - Gamification

DESCRIÇÃO:
-

Essa atividade pode ser realizada de forma individual ou em grupo
(time); Caso seja optado pelo time, utilizar os grupos de trabalho e os
participantes deverão se cadastrar no aplicado Kahoot®, aguardando o
código de acesso que será disponibilizado pela facilitadora;

-

Serão apresentadas as perguntas oriundas do conteúdo apresentado,
onde os participantes terão um tempo para responde-las via
smartphone e à medida que os conteúdos são apresentados, os
conceitos sobre o modelo de funcionalidade serão reforçados.

MATERIAL NECESSÁRIO: Slides em Powerpoint®, Projetor multimídia, Notebook,
Caixa de Som e Caixa de chocolate para o time ou participante vencedor.

TEMPO DE DURAÇÃO MÉDIO: 15 minutos.

OBJETIVO EDUCACIONAL:
-

Promover a sedimentação do aprendizado de forma lúdica e
motivacional, revisando os aspectos conceituais inseridos no modelo
de funcionalidade.

Atividade 06 – Reflexão Final: Como incorporar o modelo de funcionalidade na
prática?

DESCRIÇÃO:
-

Discutir coletivamente com os participantes, as estratégias que
poderiam ser realizadas para incorporar o modelo de funcionalidade na
prática.

43

MATERIAL NECESSÁRIO:- Slides em Powerpoint®; Projetor multimídia e Notebook

TEMPO DE DURAÇÃO MÉDIO: 35 minutos.

OBJETIVO EDUCACIONAL:
-

Promover um debate entre os participantes, de modo a refletir sobre a
possibilidade de incorporar o modelo na prática.

Atividade 07 - Dinâmica de encerramento

DESCRIÇÃO:
-

Solicitar aos participantes que escolham uma palavra que descreva o
que “eles estariam levando” da oficina para promover uma discussão
coletiva por meio de roda de conversa.

MATERIAL NECESSÁRIO: Slides em Powerpoint®; Projetor multimídia; Notebook;
Tarjetas Coloridas e 8 Pincéis atômicos de diversas cores.

TEMPO DE DURAÇÃO MÉDIO: 30 minutos

OBJETIVO EDUCACIONAL:
-

Fazer uma avaliação sobre a temática, para tentar compreender como
se

deu o

processo

de ensino-aprendizagem,

considerando a

sensibilização para o tema para cada participante.

Atividade 08 - Avaliação da oficina pelos participantes

DESCRIÇÃO:
-

Solicitar aos participantes que respondam a ficha de avaliação da
oficina, com as temáticas “Que bom”, “Que tal” e “Que pena” bem como
uma avaliação da logística da oficina, sem a necessidade de
identificação.

44

Universidade Federal de Alagoas
Faculdade de Medicina
Programa de Pós-Graduação em Ensino na Saúde

FAMED-UFAL – Campus A. C. Simões
Av. Lourival Melo Mota, s/n
Cidade Universitária – Maceió – AL
CEP 57072-970

MATERIAL NECESSÁRIO: Material Impresso; Ficha de avaliação da oficina.

TEMPO DE DURAÇÃO MÉDIO: 10 minutos.

OBJETIVO EDUCACIONAL:
-

Fornecer um feedback dos pontos positivos e negativos da oficina e o
que poderia ser melhorado.

Destaca-se que a duração de cada atividade é uma estimativa máxima,
podendo o facilitador perceber a maior necessidade de tempo em alguma atividade.
Os tempos descritos são propostos baseando-se na experiência da realização das
duas oficinas.

45

3.3
Produto 2 – Relatório técnico da Oficina: “Modelo de Funcionalidadereflexão para a prática clínica: aproximação ensino –serviço”
AUTORES: Clarissa Cotrim dos Anjos Vasconcelos1, Waldemar Antônio das Neves
Junior2, Mércia Lamenha Medeiros3
1

2

Mestranda em Ensino na Saúde, FAMED/UFAL

Co-orientador, Doutor em Bioética, Ética aplicada e Saúde Coletiva - ENSP/FIOCRUZ, UERJ, UFRJ
e UFF
3
Orientadora, Docente do MPES/UFAL, Doutora em Ciências em Pediatria pela UNIFESP

3.3.1 Apresentação

O presente Relatório Técnico tem a finalidade apresentar os resultados da
oficina “Modelo de Funcionalidade - uma reflexão para a prática clínica:
aproximação ensino-serviço”, realizada com os profissionais do serviço e
docentes/preceptores

dos

Cursos

de

Fisioterapia,

Terapia

Ocupacional

e

Fonoaudiologia da Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas
(UNCISAL) que atuam no Centro Especializado em Reabilitação (CER III) da
UNCISAL.
A proposição para a realização dessa oficina, como um dos produtos,
originou-se a partir dos resultados obtidos da pesquisa “Modelo de formação em
Fisioterapia na perspectiva discente ”. realizada como pré-requisito no Mestrado
Profissional em Ensino na Saúde (MPES) da Faculdade de Medicina (FAMED) da
Universidade Federal de Alagoas (UFAL).
A realização visou não somente uma devolutiva, mas também a necessidade
de reflexão sobre o modelo de funcionalidade com os diversos atores envolvidos no
processo ensino aprendizagem: docentes, preceptores e profissionais do serviço,
além dos discentes. A oficina constituiu-se em uma ferramenta para troca de
conhecimento e como facilitadora do processo ensino-aprendizagem. Foi um
momento em que os participantes refletiram sobre a ação e a realidade, em que
estão inseridos, na medida em que puderam problematizar o cotidiano e, a partir do
reconhecimento do que têm, puderam vislumbrar o que deve ser feito na perspectiva
de uma aprendizagem crítica e reflexiva (CHIRELLI, 2002).

46

3.3.2 Introdução

A Diretriz Curricular Nacional (DCN) para o Curso de Fisioterapia, que foram
publicadas no ano de 2002 tinha como principio direcionar a formação dos discentes
como uma tentativa de romper com o foco da doença e avançar com a prática
voltada em uma concepção ampliada de saúde (BERTONCELLO; PIVETTA, 2015;
JUNIOR et al., 2017). Para tanto, as Instituições de Ensino Superior (IES) tiveram
que se mobilizar para revisar seus projetos pedagógicos de modo que a formação
dos profissionais estivesse inserida dentro desse conceito ampliado de saúde
(BATISTON et al., 2017).
Nela também foi apontada a necessidade de construir e desenvolver uma
integração ensino-serviço de forma efetiva e produtiva, para estimular o
conhecimento dos problemas do mundo atual. O que para tanto, também seria
necessário um rompimento com um modelo hegemônico centrado na doença
(MENDES et al., 2018)
No ano seguinte a publicação das DCNs para a Fisioterapia, a Organização
Mundial da Saúde (OMS) publicou em 2003 no Brasil, a estruturação de um modelo
chamado de biopsicossocial dentro de uma perspectiva da funcionalidade, que
visava estimular a adoção de uma abordagem alternativa, incorporando os fatores
biológicos, psicológicos e sociais, que interagiam entre si (OPAS/OMS, 2015). Esse
modelo transcendia a abordagem biomédica e ia além do proposto pelas DCNs.
Nesse modelo admite-se que exite uma complexa interação entre a
funcionalidade e incapacidade, como também, uma completa multidirecionalidade
entre seus componentes: transtorno/doença/lesão, funções/estruturas do corpo,
atividades, participação, fatores ambientais e fatores pessoais (figura 01)
(SAMPAIO; LUZ, 2009; ARAÚJO, 2013; FERREIRA et al., 2014; OPAS/OMS, 2015).
Por isso, observa-se o crescente estímulo do uso teórico e na prática fisioterapêutica
(CASTRO et al., 2015; TORDAYA , 2016).

47

Figura 01 - Representação do modelo biopsicossocial

Fonte: Organização Pan Americana da Saúde (OPAS)/Organização Mundial da Saúde(OMS), 2015.

O principal enfoque do modelo de funcionalidade consiste na influência dos
fatores contextuais (ambientais e pessoais) e de seus impactos, tanto positivos
quanto negativos, nas suas dimensões. Desse modo, todos os domínios de saúde e
os conteúdos relacionados interagem e apresentam a mesma relevância para
descrever o processo de funcionalidade e incapacidade (SAMPAIO et al., 2005;
OPAS/OMS 2015).
Considerando que a Fisioterapia tem como objeto de estudo o movimento
humano em todas as suas formas de expressão e potencialidades e que deve
englobar todos os aspectos de vida do individuo (BRASIL, 2002). Na prática muitos
profissionais, incorporam apenas os aspectos orgânicos se afastando de uma visão
ampliada e conseqüentemente da funcionalidade (FÉLIX, 2017). Acredita-se

que

apenas quando ocorrer um maior conhecimento acerca do de um modelo mais
amplo que englobe todos os aspectos da saúde à luz da funcionalidade na
construção do saber em Fisioterapia, ocorrerá um afastamento do foco da
doença/déficits nas práticas profissionais.
Contudo, a produção de mudanças efetivas na formação de profissionais
perpassa a ruptura com as práticas não-integradoras, e constitui-se como
estratégias para o alcance da integralidade um processo de educação voltado para a
transformação social, relacionando o conteúdo teórico com a prática, o que implica

48

na integração ensino-serviço o que permite uma vivência no mundo do trabalho em
diversos cenários de prática. (VENDRUSCOLO et al., 2016).
Dessa forma, aproximação do ensino com o serviço, poderá ser estimulada
por meio da discussão do modelo de funcionalidade na prática clínica com os
profissionais atuantes em serviço de reabilitação, contribuindo para a formação dos
futuros profissionais em consonância com os princípios e diretrizes do SUS.
Assim, o objetivo desse relatório é de descrever as reflexões obtidas com a
realização da oficina sobre o modelo de funcionalidade em um serviço de
reabilitação, cenário de prática de vários cursos da Universidade, entre eles o de
Fisioterapia, objeto de estudo da pesquisa.
3.3.3 Oficina- “Modelo De Funcionalidade: Uma Reflexão Para A Prática
Clínica-Aproximação Ensino-Serviço”
A oficina foi realizada de acordo com o cronograma estabelecido, conforme
mostra o quadro síntese abaixo, no qual estão registradas as etapas da oficina
(Quadro 02).

Quadro 02 - Planejamento da Oficina
Etapas
1ª etapa

2ª etapa
3ª etapa
4ª etapa

5ª etapa
6ª etapa
7ª etapa
8ª etapa

ATIVIDADES DE PLANEJAMENTO
Apresentação da proposta do Produto de Intervenção e do Projeto de
realização da Oficina para Docentes e Discentes à Prof.ª Dr.ª
Orientadora Mércia Lamenha Medeiros e ao Prof. Dr. Coorientador
Waldemar Antônio das Neves Júnior.
Apresentação da proposta do Produto de Intervenção e do Projeto de
realização da Oficina para a Gerente do Centro Especializado em
Reabilitação (CER III) da UNCISAL.
Reunião entre orientadora, coorientador e mestranda para traçar a
pauta e estratégias da oficina.
Divulgação por meio de memorando para os cursos de Fisioterapia,
Terapia Ocupacional e Fonoaudiologia da UNCISAL, convidando os
docentes e os profissionais do serviço e preceptores do CER III –
UNCISAL.
Organização execução da oficina.
Avaliação de cada oficina.
Elaboração do Relatório Técnico da Oficina – Modelo de
funcionalidade: uma reflexão para a prática clínica.
Encaminhamento do relatório técnico como devolutiva à Pró-reitoria de
Ensino e Graduação (PROEG), Gerência do Centro de Ciências da
Saúde (CCS) e Gerência do CER III – UNCISAL e o Curso de
Fisioterapia.

49

Fonte: Autora. Registro das Ações Realizadas, 2018.

A oficina “Modelo de funcionalidade: uma reflexão para a prática clínicaaproximação ensino-serviço” foi realizada nas dependências das salas 108 e 110,
respectivamente, da Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas
(UNCISAL) nos dias: 31 de outubro de 2018 (1ª turma) e 07 de novembro de 2018
(2ª turma) tendo como público alvo: docentes, preceptores e profissionais do serviço,
além de discentes dos cursos de Fisioterapia e Terapia Ocupacional.
A escolha para a realização da oficina aos docentes, preceptores e
profissionais do serviço partiu da análise e interpretação dos dados obtidos na
pesquisa, onde foram identificadas fragilidades no tocante à valorização da doença
na prática profissional, dificuldade nos aspectos conceituais de funcionalidade, e
incapacidade e para o fornecimento da alta ao paciente, na formação em
Fisioterapia, por meio da perspectiva do discente.
A proposta para as oficinas com uma abordagem interdisciplinar foi sugerida,
como modo de promover a reflexão coletiva, tendo-se em vista que um dos
principais cenários de práticas do curso é o Centro Especializado em Reabilitação
(CER) da UNCISAL, onde os discentes passaram a ter contato prático com os
docentes e preceptores da Fisioterapia e de outras profissões. Destaca-se também a
importância de que já existia uma demanda do serviço para promover a reflexão no
modelo de funcionalidade, entre todos os envolvidos no processo do cuidar do CER
III – UNCISAL.
O delineamento da oficina ocorreu a partir de discussões com os orientadores
da pesquisa de modo a definir metodologia, estratégias a serem utilizadas que
facilitassem o processo ensino-aprendizagem. Optou-se para utilizar o como eixo
norteador o ensino baseado em casos clínicos de modo a estimular os participantes
a serem ativos em todo o processo permitindo a reflexão sobre a sua prática
(MACEDO, 2018; ROMAN et al., 2017)
O conteúdo programático foi dividido em cinco etapas: 1º etapa- Apresentar
os objetivos da oficina , realizar o acolhimento dos participantes , promover a
pactuação da oficina e formação dos grupos interdisciplinares; 2º etapa- Elaboração
de casos clínicos e inserção no modelo de funcionalidade, sendo esses baseando-se
por ciclo de vida (Saúde da Criança e do Adolescente, Saúde da Mulher, Saúde do
Adulto e Trabalhador e Saúde do Idoso);3º etapa- Reflexão sobre a formação na
Universidade; 4º etapa- Reflexão sobre os conceitos de deficiência e incapacidade;

50

e 5º etapa- Reflexão final acerca de como incorporar o modelo de funcionalidade na
prática clinica.
Toda oficina foi conduzida tomando como base as metodologias ativas do
processo ensino-aprendizagem. Durante toda a oficina as narrativas dos
participantes foram transcritas por uma relatora.
Ao término das atividades propôs aos participantes uma avaliação qualitativa e
quantitativa da oficina, por meio de expressão oral de sua opinião, sobre a vivência
da oficina, bem como, por meio de uma avaliação escrita em um formulário
específico. Neste formulário continha a avaliação quantitativa em relação a logística
da oficina por meio de atribuição de conceitos em relação à organização,
acolhimento, facilitador, tema, local e horário, e as contribuições do participante no
que se refere aos pontos da oficina. E na avaliação qualitativa utilizaram-se três
categorias de análise: “Que Bom”, “Que Tal” e “Que Pena”.

3.3.4 Resultados e Discussão

Participou

das

oficinas,

um

total

de

50

pessoas,

sendo

30

docentes/preceptores/profissionais do serviço do CER III da UNCISAL e 20
discentes. A distribuição dos números de participantes por oficina está descrita no
quadro 03:
Quadro 03 - Distribuição dos participantes nas oficinas sobre o modelo de
funcionalidade. 2018.
Oficina
1º grupo
2º grupo
TOTAL

Número de
participantes
25
25
50

Docentes
07
07
14 (28%)

Preceptores Profissionais
do Serviço
07
04
05
11(22%)
05 (10%)

Discentes
11
09
20 (40%)

Fonte: Dados da pesquisa. Oficina. 2018.

A aproximação do ensino com serviço possibilita aos trabalhadores dos
serviços a educação permanente, e o freqüente intercâmbio de conhecimentos
(BREHMER; RAMOS, 2014). Assim, a realização da oficina possibilitou a interação
entre docentes, preceptores e profissionais do serviço com os discentes, o que

51

permitiu a troca de experiências e saberes fundamentais para formação dos
profissionais.
A distribuição dos participantes das oficinas por gênero, formação dos
profissionais, atuação no serviço, estão descritos nos gráficos 04, 05 e 06.

Gráfico 04 - Distribuição dos participantes da oficina segundo gênero. 2018.

Fonte: Dados da pesquisa. Oficina. 2018.

Gráfico 05 - Distribuição dos participantes da oficina segundo formação dos
profissionais. 2018.

Legenda: Fisio – Fisioterapeuta; Psico – Psicólogo; TO - Terapeuta Ocupacional e Fono –
Fonoaudiólogo.
Fonte: Dados da pesquisa. Oficina. 2018.

52

Gráfico 06 - Distribuição dos participantes da oficina por atuação no serviço.
2018.

Fonte: Dados da pesquisa. Oficina. 2018.

A presença de preceptores e profissionais do serviço na oficina contribui para
a educação permanente dos mesmos, sobretudo dos preceptores, exercendo o seu
papel para a qualificação destes no serviço e estreitando a troca com o ensino.
(MENDES et al., 2018).
Em relação à titulação dos docentes/preceptores/profissionais do serviço
predominaram os especialistas (Gráfico 07).

Gráfico 07 - Distribuição dos participantes da oficina por titulação. 2018.

Fonte- Dados da pesquisa. Oficina. 2018

A média de tempo de graduação entre os participantes foi de 15,1± 5,3 anos,
sendo o menor tempo de 7 anos e o máximo de 30 anos.
Quantos aos 20 discentes participantes, que correspondeu a 40% do total da
população, 55,5% (11) foram do Curso de Terapia Ocupacional e 45,5% (9) do
Curso de Fisioterapia, todos estavam cursando o 5º ano (último ano do curso).

53

A oficina teve como elemento norteador casos clínicos baseando-se nos
ciclos de vida. Essa escolha se deu em virtude do fato do desenho curricular dos
cursos da UNCISAL (Fisioterapia, Terapia Ocupacional e Fonoaudiologia), tem como
premissa trabalhar por ciclo de vida, utilizou-se essa lógica para a separação das
temáticas, para a construção dos casos clínicos. Utilizaram-se as seguintes
temáticas: Saúde da Mulher, Saúde da Criança e do Adolescente, Saúde do Adulto e
do Trabalhador e Saúde do Idoso.
A ideia era que essa metodologia promovesse uma participação ativa dos
participantes para a construção do conhecimento a partir das vivências dos mesmos,
cujas soluções deveriam ser protagonizadas pelos participantes (MACEDO et al.,
2018; ROMAN et al., 2017).Na prática, a utilização de casos clínicos como recurso
norteador de toda a oficina, parece que foi o grande disparador das discussões
acerca da temática abordada. Pois permite aos participantes que os conhecimentos
individuais fossem compartilhados e integrados com os colegas, fazendo relação
com as outras áreas do saber.
Ao inserir os achados dos casos clínicos na lógica do modelo de
funcionalidade, percebeu-se ainda fragilidades no tocante à necessidade de ter a
doença como norteadora da prática na maioria dos grupos de trabalho formados,
pois apenas um grupo não partiu de uma condição de saúde prévia. Cabe destacar
aqui, que na primeira oficina onde tinha mais preceptores e docentes, as discussões
foram mais aprofundadas, do que na segunda quando se fazia mais presente mais
profissionais do serviço e que aparentemente, não tinham aproximação com o
modelo de funcionalidade.
Muitos relataram que a lógica baseada na doença é “como eles aprenderam
ou ensinam na formação” (P2). Apontaram que muitas vezes, a perspectiva do
paciente, também parte da sua doença, o que reforça a importância atribuída à
mesma. Percebeu-se que a doença como norteadora das ações, está muito inserida
no contexto de prática de todos. Que muitas vezes ela é necessária, para determinar
tipo

de

procedimentos

específicos,

como

foi

exemplificado

no

caso

da

Fonoaudiologia.
Emergiu nas discussões, aspectos como a importância de ensinar, com o
olhar na análise da funcionalidade, desde o início da formação acadêmica, inserindo
a lógica do modelo de funcionalidade em todos os módulos ao longo do curso e não
em módulos ou unidades curriculares especificas. Todos entendem que isso é um

54

processo gradativo e que necessita inicialmente, um aprofundamento de todos no
próprio modelo.
Os participantes apontaram que durante a assistência, na prática clínica a
lógica da funcionalidade está presente, mas não com a organização proposta pelo
modelo de funcionalidade e que tal fato deveria ocorrer.
De acordo com os achados encontrados nos casos clínicos, os participantes
conseguiram em sua maioria compreender os aspectos conceituais referentes às
dimensões do modelo. Entretanto, os achados dos casos clínicos em relação aos
aspectos de déficits (estrutura e função do corpo) foram mais lembrados, do que as
outras dimensões do modelo (atividade e participação e os fatores contextuais) .
Outro aspecto mencionado foi em relação ao fato de que o próprio fluxograma do
modelo de funcionalidade dá uma impressão de importância para a condição de
saúde e que isso pode fazer as pessoas a levarem-na sempre em consideração.
Após as discussões os participantes afirmaram que ainda não estavam dentro
do modelo de funcionalidade completamente, e alguns apontaram que valorizavam a
perspectiva biomédica. Justificaram pela formação que receberam, que foi pautada
neste aspecto e que também, o sistema de saúde “obriga” os profissionais a
tenderem para o modelo biomédico. Todos concordaram com a necessidade de
repensar sua prática, mas que entendem que isso é um processo gradual, que
esses momentos de discussões contribuem para esse processo de mudança
necessário.
Principais ponderações após as discussões, acerca do modelo de
funcionalidade estão descritas no quadro 04.
Quadro 04 - Principais ponderações dos participantes das oficinas, acerca
das dimensões do Modelo de funcionalidade
Dimensão do Modelo

Condição de Saúde

Estrutura e função
do corpo

Principais ponderações
Os participantes partiram da lógica que a doença do
paciente é o desencadeador da alteração de
funcionalidade e que muitas vezes, a mesma, é
fundamental para o direcionamento das práticas.
Embora, tenham percebido que a mesma pode ser
complementar e algumas vezes necessária.
Compreenderam que estrutura do corpo se refere aos
aspectos anatômicos e a função do corpo no aspecto
fisiológico. Mas que muitas vezes na prática é o que
mais eles procuram saber, indo a busca do déficit e,

55

portanto, fugindo da funcionalidade na sua totalidade.

Atividade e
Participação

Compreenderam que Atividade se referia a uma ação
que o indivíduo realizava. Todavia, apontaram que a
palavra “função” poderia se mencionar as atividades
funcionais. Em relação à participação compreenderam
que era algo mais abrangente e referia ao envolvimento
do individuo na situação. Relacionaram com a
importância do individuo ter que executar uma atividade
para facilitar a sua participação em algo.

Fatores Contextuais

Alguns entenderam que os aspectos pessoais se
restringiam apenas ao sexo, à raça, etc. Houve
questionamento sobre esse aspecto em relação aos
fatores de riscos. Após discussão passaram a
compreender o sentido mais abrangente. Que fatores
ambientais compreendem tanto os aspectos físicos,
sociais e atitudinais do individuo e não só o aspecto
físico; também que os fatores pessoais têm um impacto
direto na funcionalidade assim como os ambientais.

Fonte: Dados da pesquisa. Oficina. 2018.

Na prática clínica, a utilização do modelo, incentiva uma abordagem holística
e centrada no paciente, mas para isso é necessário um entendimento sobre a
interatividade entre as suas dimensões, considerando que o mesmo é multidirecional
e que considera os fatores ambientais como premissa básica (JARL; RAMSTRAND,
2017). Quando esse entendimento ocorre, possibilita a ampliação do olhar sobre a
condição de saúde e ao mesmo tempo aproximam olhares dos diversos
profissionais, facilitando a comunicação e permitindo a interdisciplinaridade,
contribuindo para interprofissionalização (CAMARA, 2014).
Ao discutir coletivamente sobre a formação nos diversos cursos da
Universidade percebeu-se que alguns participantes, em especial os preceptores,
não conheciam o desenho curricular do curso a que estava vinculado, e alguns
profissionais (psicólogos e assistente sociais) apontaram que tal aproximação era
inexistente visto que não tinham os cursos na Universidade.
Esse fato é preocupante e bastante relatado em vários estudos, visto que
alguns preceptores não sentem o apoio da academia na orientação sobre como
devem conduzir os graduandos e as práticas e muitas vezes, desconhecem o
currículo dos cursos no qual estão inseridos (MENDES et al., 2014) como o que foi
verificado na oficina. Esse não conhecimento faz com que os mesmos também não

56

compreendam os objetivos das atividades práticas, podendo fragilizar a formação
dos discentes (MENDES et al., 2014).
Outro aspecto abordado na oficina foi à necessidade de promover a reflexão
sobre a diferenciação de deficiência e incapacidade na prática clínica, isso porque
apesar da temática funcionalidade está sendo muito debatida internacionalidade, no
Brasil, muitas vezes essas duas palavras são tratadas como sinônimo em
documentos e na própria prática profissional (MARTINS; ARAÙJO, 2015). Esse fato
faz com que os profissionais que atuam na reabilitação, ao considerar a deficiência
como sinônimo de incapacidade, passem a relegar a sua atuação aos aspectos
físicos apenas, excluindo a influência dos fatores ambientais, reforçando um modelo
centrado no déficit.
Ao facilitar a discussão sobre quais estratégias poderiam ser realizadas sobre
como incorporar o modelo de funcionalidade na prática clínica, as principais
ponderações foram:
 Capacitação da equipe multiprofissional;
 Prover uma atenção integral ao paciente e, para isso, precisa que
todos da equipe interajam de fato;
 Sistematizar o modelo na prática profissional;
 Estabelecer objetivos claros e dentro da funcionalidade para os
pacientes;
 Criar rotinas de equipe para colocar em prática o modelo;
 Mudança nos formulários de avaliação;
 Colocar o paciente como protagonista e não os terapeutas ou o próprio
serviço;
 Aproximar o modelo de funcionalidade dos médicos já que eles são na
sua grande maioria a porta de entrada do serviço;
 Responsabilidade enquanto profissional diante do paciente.

O incentivo para utilizar o modelo de funcionalidade na prática clínica,
possibilita uma abordagem mais ampla, capaz de identificar os múltiplos aspectos e
necessidades dos pacientes, facilitando o planejamento terapêutico e favorecendo a
integralidade do cuidado (CAMARA, 2014). Além de viabilizar o aprender sobre a
atuação de um profissional de outra área, favorecendo assim a interdisciplinaridade

57

e prática colaborativa (CAMARA, 2014) .
O encerramento da oficina promoveu aos participantes uma reflexão sobre o
que foi discutido na oficina e foram convidados a escrever em uma tarjeta o que
“eles estavam levando” daquele momento.
No quadro 05 estão descritos consolidados das palavras chaves fornecidas
pelos participantes das duas oficinas.

Quadro 05 - Palavras chaves norteadoras (inicial e final) 2018.
“O que trazemos” (pergunta inicial)

“O que levamos “ (pergunta final)

Acolhimento

Abertura

Aplicabilidade prática

Acrescentamento

Aprendizado

Ampliação do Conhecimento

Atenção

Aplicação

Atuação prática

Aprendizado

Avaliação positiva

Capacitação

Busca pelo conhecimento

Conhecimento

Compartilhamento

Desafios

Conhecer

Esclarecimento

Conhecimento

Esperança

Cooperação

Inovação

Curiosidade

Inquietação

Dúvidas

Interprofissionalização

Expectativa

Mais conhecimento

Integralidade da Atenção

Mudança

Motivação

Mudança de olhar e de comportamento

Necessidade

Necessidade de ampliar o olhar

Objetividade

Novo Olhar

Observação Clínica

Olhar ampliado

Qualificação do trabalho

Outra Visão

Vontade de Aprender

Possibilidades

58

-

Reflexões

Legenda: ( * ) As palavras repetidas foram excluídas.
Fonte: Dados da pesquisa. Oficina. 2018.

Os termos utilizados ao final nos fazem pensar que a oficina alcançou seus
objetivos, no tocante a proporcionar uma sensibilização dos presentes, em relação
ao modelo de funcionalidade e a necessidade de refletir sobre o seu processo de
trabalho.
Percebe-se com as palavras finais trazidas pelos participantes que essa nova
forma de pensar faz-se necessária para ampliar o olhar dos profissionais em todas
as dimensões do ser humano, bem como, os determinantes sociais do processo
saúde-doença, ou seja, deixar a idéia de não só “tratar”, mas também pensar em
promover a saúde em sua amplitude (SILVA et al., 2017).
A finalização da oficina ocorreu por meio de uma avaliação verbal, onde todos
os participantes puderam expressar oralmente a sua opinião, sobre a vivência da
oficina, bem como, por meio de uma avaliação escrita em um formulário específico.
Neste formulário, a avaliação da logística da oficina por meio de atribuição de
conceitos em relação à organização, acolhimento, facilitador, tema, local e horário, e
as contribuições do participante no que se refere aos pontos da oficina. Para tanto,
utilizou-se três categorias de análise: “Que Bom”, “Que Tal” e “Que Pena”.
A avaliação da oficina foi extremamente positiva, o que pode ser comprovado
pelo grau de procura, da participação dos presentes nas atividades de reflexão e de
diálogo sobre o modelo de funcionalidade.
A oficina confirmou os achados encontrados na pesquisa, em relação ao
entendimento do modelo de funcionalidade, bem como, suas fragilidades ao
relacionar com a prática profissional.
Durante a oficina foi muito ressaltada a importância de incluir todos os atores
no processo de formação, para essa nova abordagem, dentro da perspectiva de
funcionalidade.
De um total de 50 participantes, 48 responderam a avaliação da oficina o que
corresponde a 96% de respostas. Os resultados obtidos com a avaliação quantitativa
da oficina estão descritos no quadro 06 abaixo.

59

Quadro 06 – Avaliação Quantitativa da Oficina. 2018.
Conceitos
Muito
Bom
Bom
Regular

Organização
44
(91,66%)
04
(8,34%)
-

Acolhimento
45
(93,75%)
03
(6,25%)
-

Facilitador
47
(97,9%)
1
(2,1%)
-

Tema
46
(95,8%)
2
(4,16%)
-

-

-

-

-

48

48

48

48

Deve
Melhorar
Total

Local
Horário
15
27
(31,15%) (56,25%)
20
10
(41,66%) (20,83%
11
01
(22,9%)
(2,08%
02
(4,16%)
48
48

Fonte: Dados da pesquisa. Oficina 2018.

Importante mencionar que na primeira oficina, observou-se uma fragilidade,
de que só foi disponibilizada, uma sala pequena para a proposta metodológica da
oficina, este problema foi sanado na segunda oficina. Outra dificuldade observada foi
com relação ao horário da oficina, visto que os participantes atrasaram a chegar,
mas que de comum acordo com os presentes foi fornecido uma tolerância de 15min
e para que as atividades fossem iniciadas.
A avaliação qualitativa foi composta por três eixos: 1. “Que bom”, onde os
participantes foram incentivados a escrever os aspectos positivos, em sua opinião
sobre a oficina, desde sua condução ao seu conteúdo (Quadro 07); 2. “Que tal”,
continha sugestões de quais melhorias poderiam ser obtidas para o andamento da
oficina, bem como, sugestões para incorporação do modelo na formação (Quadro
08); e 3. “Que pena” de registrar o que na opinião dos discentes não foi tão
proveitoso e que poderia ser revisto (Quadro 09). Os quadros 07, 08 e 09 estão nos
apêndices.
Diante das sugestões expostas pelos participantes, na avaliação qualitativa e
quantitativa, viu-se a necessidade de encontros como esse, para se socializar,
sensibilizar e consolidar a prática, dentro do modelo de funcionalidade visando uma
melhor preparação do futuro profissional, bem como, um melhor atendimento na
rede de saúde. Percebe-se que interações como essas são necessárias, a fim de
que se consolide o processo ensino aprendizagem dentro da lógica da
funcionalidade.

60

3.3.5 Conclusão e Recomendações
Levando-se em consideração todo o conteúdo da oficina “Modelo de
Funcionalidade: uma reflexão para a prática clínica: aproximação ensinoserviço”, pode-se considerá-la uma ideia inovadora, no âmbito da instituição e do
CER III da UNCISAL, visto que, foi apontada na própria oficina, a necessidade e o
desejo de que houvessem outros momentos como o que fora proposto, para que
sejam fomentadas discussões e, que mais oficinas sejam organizadas para
ampliação do público participante.
A participação de todos foi efetiva e contundente, superando as expectativas,
mostrando a relevância e a necessidade de se trabalhar mais esse tema de forma
rotineira e efetiva.
A promoção da interação entre vários profissionais, de categorias diferentes,
junto com discentes do 5º ano (Fisioterapia e Terapia Ocupacional) foi de extrema
valia, para compartilhar experiências e conhecimento. A construção coletiva de
casos clínicos parece ter sido um grande disparador das reflexões realizadas na
oficina.
Outro aspecto importante a ser mencionado que pela primeira vez desde a
criação do CER III da UNCISAL, realizou-se uma reunião de abertura de estágio dos
discentes cujo cenário de prática será o CER de forma multidisciplinar (figura 38 e
39). Acredita-se que o movimento de sensibilização ocorrido com a realização das
duas oficinas tenha contribuído para esse passo, visto que durante a mesma, surgiu
a demanda de realização de mais oficinas.
Portanto, a pesquisa e o produto da intervenção estão em consonância, com
a necessidade de ser colocada em prática para se tentar promover uma formação
em Fisioterapia pautada no modelo de funcionalidade .
As recomendações que podem ser apontadas após a realização da oficina
consistem, em novos momentos para ampliar as discussões, operacionalizar a
prática no serviço, que irá refletir no processo ensino-aprendizagem do curso de
Fisioterapia.
Outro item que merece destaque é que como o desenho curricular dos três
cursos é semelhante, pode-se tentar discutir como operacionalizar o modelo no

61

desenho curricular, para que a formação de todos os profissionais seja dentro da
lógica da funcionalidade.

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64

4

CONSIDERAÇÕES FINAIS DO TACC

A experiência de cursar um mestrado profissional representou o desvendar de
uma incógnita sobre seus significados. O Mestrado Profissional em Ensino na Saúde
da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Alagoas oportunizou a
pesquisadora, vivenciar experiências teórico-práticas que a instigaram a refletir
sobre as práticas como profissional ligada à assistência e à docência,
proporcionando, por exemplo, uma maturidade em conduzir o desenvolvimento de
estratégias de ensino-aprendizagem.
A característica central do Mestrado Profissional Ensino na Saúde permite
sedimentar a necessidade da abordagem multi e interprofissional, facilitando a
ampliação da visão sob uma ótica mais abrangente proporcionando uma melhora no
fazer docente, de forma colaborativa e científica.
A pesquisa desenvolvida na oportunidade deste mestrado objetivou investigar
o modelo de formação adotado em um curso de Fisioterapia de uma Universidade
pública sob a perspectiva discente, o que possibilitou identificar lacunas na formação
permitindo uma reflexão sobre acercas das práticas profissionais.
Em decorrência da pesquisa foi elaborado um artigo intitulado: “Formação
em Fisioterapia: proposições para a prática profissional baseadas no modelo
de funcionalidade” e dois produtos, um no formato de roteiro de oficina com o título:
“Modelo de funcionalidade - reflexão para a prática clínica: aproximação
ensino-serviço” que buscou sensibilizar a comunidade acadêmica no tocante ao
modelo de funcionalidade na prática profissional e outro o “Relatório técnico”
oriundo dos achados da oficina realizada.
Destaca-se também que os resultados parciais dessa pesquisa foram
apresentados à comunidade acadêmica em dois eventos: o primeiro , durante o V
Congresso Brasileiro de Fisioterapia Neurofuncional (COBRAFIN) nos dias 10 a 13
de outubro de 2018, na cidade de Florianópolis/SC, cujo certificado compõe o anexo
04 e serão publicados nos anais do próprio evento; e o segundo, durante o IV
Seminário de Fisioterapia, Ciências e Cultura do Curso de Fisioterapia da UNCISAL,
evento promovido pelo a Coordenação do Curso e Centro Acadêmico, no dia 19 de
outubro de 2018. Neste evento contou-se com a presença de 120 participantes entre

65

docentes e discentes do Curso de Fisioterapia, cujo convite e lista de frequência
estão nos apêndices,
Assim, a realização desse TACC possibilitou uma melhor compreensão sobre
os modelos de formação adotados no ensino superior e permitiu contribuir com a
realidade local na qual a pesquisadora está inserida e consequentemente aprimorar
a formação dos futuros fisioterapeutas.
A pesquisa realizada foi capaz de responder aos seus objetivos, ao conseguir
identificar o modelo de formação adotado, identificando que o mesmo era pautado
na funcionalidade, apesar da presença de fragilidades. Os resultados obtidos com a
realização da pesquisa originaram os produtos de intervenção que por sua vez
promoveu uma sensibilização nos atores envolvidos no processo de aprendizagem.
Nessa premissa, acredita-se que o TACC trouxe contribuições importantes
para a formação em Fisioterapia. Vale ressaltar que a realização dessa pesquisa
poderá afetar positivamente o processo de formação, não só do curso estudado,
mas de outros cursos de Fisioterapia, pois se propõe futuramente a realização da
validação do instrumento utilizado.
Destaca-se que não se esgota todo o conteúdo da temática em questão neste
estudo. Devido ao grande volume de informações produzidas na pesquisa, algumas
questões não foram contempladas neste TACC, porém, a pesquisadora assume o
compromisso de utilizá-las para a construção de novos estudos.

66

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71

APÊNDICES

72

APÊNDICE 01 - QUESTIONÁRIO DA PESQUISA
( ) Entre 18-24 anos ( ) Entre 25-30 anos ( ) Entre 31-40 anos
( ) Entre 41-50 anos ( ) Não desejo responder

IDADE

1. Cis- ( ) Mulher ( ) Homem
2. Trans - ( ) Mulher ( ) Homem
3. Outros ( ) ___________________
4. ( ) Não desejo responder

GÊNERO

PERÍODO ESTÁ
CURSANDO

( ) 1º ( ) 2º ( ) 3º ( ) 4º ( ) 5º ( ) 6º ( ) 7º ( ) 8º ( ) 9º ( ) 10º (
desejo responder ( ) Desperiodizado

) não

Legenda: Cis Homem - Quando o individuo possui genitália masculina e se reconhecer como homem; Cis Mulher Quando o individuo possui
genitália feminina e se reconhece como Mulher ; Trans Mulher - Quando o indivíduo possui genitália masculino e se reconhece como mulher ;
Trans Homem Quando o individuo possui genitália feminina e se reconhece como homem.

Esse protocolo de pesquisa possui 31 assertivas. Você terá que ler cada uma e marcar com X o
item que você julga mais apropriado. As opções encontradas irão de: “Discordo totalmente”
até “Concordo Totalmente”. Escolha apenas UMA.
Assertivas

1. O diagnóstico fisioterapêutico /funcional do paciente
se baseia de acordo diagnóstico médico.

2. Quando você acompanha o paciente, você leva em
consideração as funções e estruturas do corpo

3. Quando você avalia o paciente, você não precisa
considerar as funções e estruturas do corpo.

4. A incapacidade é o resultado da relação entre o
transtorno/doença/lesão do indivíduo e a relação
com seus fatores pessoais e externos.
5. Quando você avalia o paciente não é fundamental
identificar qual a doença, que ele tem para poder
estabelecer os objetivos terapêuticos.
6. Na sua prática profissional, você verifica a
possibilidade de alta do seu paciente baseando-se
na melhora no aspecto da doença dele.
7. Quando você avalia o paciente, você não leva em
consideração as deficiências encontradas nele.
8. O diagnóstico fisioterapêutico /funcional do
paciente, não se baseia nas limitações funcionais
encontradas na avaliação.
9. Quando você acompanha o paciente você não leva
em consideração, apenas as melhoras na
deficiência dele.
10. Para estabelecer os objetivos terapêuticos, durante
a avaliação do paciente não é necessário conhecer
as limitações/dificuldades, que seus pacientes
possuem.
11. Para uma boa evolução do paciente precisa
ocorrer mudanças nas funções biológicas/orgânicas
12. Na sua prática profissional, você verifica a
possibilidade de alta, do paciente, baseando-se na
melhora das dificuldades em executar uma
atividade.
13. Quando você avalia o paciente, você leva em
consideração as atividades executadas por ele.
14. Quando você acompanha o seu paciente, você leva
em consideração, as melhoras que este tem em
relação às atividades que não foram executadas.

15. Os fatores pessoais não têm impacto na condição
de saúde da pessoa

Discordo
totalmente

Discordo
parcialmente

Concordo
parcialmente

Concordo
Totalmente

73

Assertivas

16. Quando você avalia seu paciente você leva em
consideração as facilidades na execução das
atividades.
17. Na sua prática profissional, você verifica a melhora
e/ou alta do paciente baseando-se em instrumentos
padronizados de avaliação.
18. Quando você acompanha o paciente, você não
considera os problemas que ele pode experimentar,
nas situações da vida.
19. Quando você avalia o paciente você leva em
consideração a atitude pessoal que ele adota
20. Quando você verifica a incapacidade do paciente
você procura focar nas limitações, para a realização
de suas atividades.
21. Na sua prática profissional, você verifica a melhora
e/ou alta baseando-se na sua percepção de
melhoria do paciente.
22. Quando você avalia o paciente você não leva em
consideração, o envolvimento deste em uma
situação cotidiana de vida.
23. Quando você acompanha o seu paciente não se faz
necessário considerar a atitude que a família adota
24. O ambiente pode interferir na capacidade do seu
paciente em executar uma tarefa.
25. Quando você avalia o paciente, você leva em
consideração, os problemas que ele pode
experimentar nas situações de vida cotidiana
26. Durante o acompanhamento do paciente para
alcançar novos objetivos terapêuticos não se faz
necessário levar em consideração a doença.
27. Na sua prática profissional, você verifica a melhora
e/ou alta do seu paciente baseando-se em
instrumento de classificação da funcionalidade
28. Quando você avalia o paciente você não precisa
levar em consideração, o ambiente social que ele
vive.
29. Quando você verifica a incapacidade do seu
paciente você procura focar na deficiência deste
30. Durante o acompanhamento do paciente para
alcançar novos objetivos deve-se levar em
consideração as limitações encontradas
31. Quando você avalia o paciente você leva em
consideração ambiente físico no qual ele vive.

Discordo
totalmente

Discordo
parcialmente

Concordo
parcialmente

Concordo
Totalmente

74

APÊNDICE 02 PROPOSTO

PADRÃO DE RESPOSTA DO PROTOCOLO DE PESQUISA
QUESTÃO

Modelo a que pertence

QUESTÃO
01
O
diagnóstico
fisioterapêutico/funcional do paciente, se baseia de
acordo diagnóstico médico.

Biomédico se ele responder que
sim e Biopsicossocial se ele
responder não, pois o diagnóstico
do fisioterapeuta se baseia nas
limitações e restrições para a
execução
das
atividades
e
participação do individuo.

Padrão de resposta – (1)
QUESTAO 02 - Quando você acompanha o
paciente, você leva em consideração as funções e
estruturas do corpo.

Os dois modelos precisam levar em
consideração o ideal é que ocorra a
concordância, visto que isso faz
parte dos aspectos de estrutura e
função do corpo.

Padrão de resposta – (4)
QUESTÃO 03 - Quando você avalia o paciente,
você não precisa considerar as funções e
estruturas do corpo.

Os dois modelos precisam levar
então o ideal é que ocorra uma
discordância, visto que isso faz
parte dos aspectos de estrutura e
função do corpo.

Padrão de resposta – (1)
QUESTAO 04 - A incapacidade é o resultado da
relação entre o transtorno/doença/lesão do
indivíduo e a relação com seus fatores pessoais e
externos

Biopsicossocial se ele responde sim
e
que
você
restaura
a
funcionalidade perdida intervindo
nessas relações especialmente

Padrão de resposta – (4)
QUESTAO 05 - Quando você avalia o paciente não
é fundamental identificar qual a doença, que ele
tem para poder estabelecer os objetivos
terapêuticos

Biomédico se ele responder que
sim e Biopsicossocial se ele
responder não. A doença é
complementar e não fundamental e
não
dever
nortear
o
estabelecimento
dos
objetivos
terapêuticos, mas sim os achados
funcionais do individuo, que podem
ser diferentes em pessoas com a

75

mesma doença.

Padrão de resposta –(4)
QUESTAO 06 - Na sua prática profissional, você
verifica a possibilidade de alta do seu paciente
baseando-se na melhora no aspecto da doença
dele

Biomédico se ele responder que
sim e Biopsicossocial se ele
responder não. Muitas vezes a
doença, que aqui se refere o
agende etiológico, nunca irá
melhorar. Portanto, o fisioterapeuta
deverá se basear na melhora dos
achados funcionais do paciente.

Padrão de resposta – (1)
QUESTAO 07 - Quando você avalia o paciente,
você não leva em consideração as deficiências
encontradas nele

Os dois modelos precisam levar em
consideração, no momento da
avaliação, entretanto não apenas
focar nisso para o direcionamento
do tratamento

Padrão de resposta – (1)
QUESTAO 08 - O diagnóstico fisioterapêutico
/funcional do paciente, não se baseia nas
limitações funcionais encontradas na avaliação

Biomédico se ele responder que
sim, mas o biopsicossocial não,
visto que se baseia nas limitações
encontradas e não na doença do
individuo.

Padrão de resposta – (1)
QUESTAO 09- Quando você acompanha o
paciente você não leva em consideração, apenas
as melhoras na deficiência dele.

Biopsicossocial se ele responder
que não precisa, visto que muitas
vezes a deficiência é imutável, e o
que melhora é os aspectos de
atividade e funcionalidade dele,
mas sim os fatores ambientais.

Padrão de resposta – (4)
QUESTAO 10 - Para estabelecer os objetivos
terapêuticos, durante a avaliação do paciente não é
necessário conhecer as limitações/dificuldades,
que seus pacientes possuem.

Biomédico se ele responder que
sim, mas o biopsicossocial ira
apontar que é necessário conhecer
o que limita e o que dificulta a
execução das atividades para os
objetivos
terapêuticos
serem

76

alcançados

Padrão de resposta – (1)

QUESTÃO 11 - Para uma boa evolução do
paciente precisam ocorrer mudanças nas funções
biológicas/ orgânicas

Biomédico se ele responder que
sim, mas no biopsicossocial precisa
mudar
as
atividades
desempenhadas pelo individuo e o
ambiente muito mais do que a
estrutura e função do corpo, o que
muitas vezes o paciente poderá ser
funcional sem mudanças nas
funções biológicas e orgânicas.

Padrão de resposta – (1)

QUESTAO 12 - Na sua prática profissional, você
verifica a possibilidade de alta, do paciente,
baseando-se na melhora das dificuldades em
executar uma atividade.

QUESTAO 13 - Quando você avalia o paciente,
você leva em consideração as atividades
executadas por ele.

Biopsicossocial se ele responde
sim, e biomédico tendera a pensar
na doença.

Padrão de resposta – (4)
Biopsicossocial se ele responde sim,
de modo a entender o seu
envolvimento e suas capacidades.

Padrão de resposta – (4)

QUESTAO 14 - Quando você acompanha o seu
paciente, você leva em consideração, as melhoras
que este tem em relação às atividades que não
foram executadas.

QUESTAO 15 - Os fatores pessoais não têm
impacto na condição de saúde da pessoa.

Biopsicossocial se ele responde sim
e em especiais os aspectos que
foram mudados

Padrão de resposta – (4)
Biomédico se ele responder que
sim, mas no Biopsicossocial tem
impacto, visto que o modelo é
multidirecional e todos têm relações.

Padrão de resposta – (1)

QUESTAO 16 - Quando você avalia seu paciente
você leva em consideração as facilidades na
execução das atividades.

Biopsicossocial se ele responde sim,
onde aqui se enquadra nos
aspectos contextuais, os fatores
ambientais,
considerado
os
facilitadores para o desempenho

77

das atividades do individuo.

Padrão de resposta – (4)
QUESTAO 17 - Na sua prática profissional, você Os dois modelos devem fazer uso
verifica a melhora e/ou alta do paciente baseando- de métodos de avaliação que irão
se em instrumentos padronizados de avaliação.
informar o grau o nível de problema.

Padrão de resposta – (4)
QUESTAO 18 - Quando você acompanha o
paciente, você não considera os problemas que ele
pode experimentar, nas situações da vida.

Biomédico se ele responder que
sim, mas no biopsicossocial, não
você tem considerar os problemas
que podem ser barreiras ou
facilitadores e que interferem no seu
desempenho.

Padrão de resposta – (1)
QUESTAO 19 - Quando você avalia o paciente,
você leva em consideração a atitude pessoal que
ele adota.

Biopsicossocial se ele responde sim,
visto que isso pode ser um
facilitador ou barreira.

Padrão de resposta – (4)
QUESTAO 20 - Quando você verifica a
incapacidade do paciente você procura focar nas
limitações, para a realização de suas atividades.

Biopsicossocial se ele responde
sim, nas limitações e nos aspectos
relacionados.

Padrão de resposta – (4)
QUESTAO 21 - Na sua prática profissional, você
verifica a melhora e/ou alta baseando-se na sua
percepção de melhoria do paciente.

Biomédico centra-se apenas na
melhora e cura da doença, mas a
funcionalidade pode ser percebida
com as mudanças em fatores
contextuais, e nele insere-se a
percepção do individuo, e isso é
visto no modelo biopsicossocial.

Padrão de resposta – (4)

QUESTAO 22 - Quando você avalia o paciente você
não leva em consideração, o envolvimento deste em
uma situação cotidiana de vida.

Biomédico se ele responder que
sim, mas no biopsicossocial você
deve levar em considerar como e
quanto ele se envolver em situações

78

de sua vida.

Padrão de resposta – (1)
QUESTAO 23 - Quando você acompanha o seu
paciente não se faz necessário considerar a atitude
que a família adota.

Biomédico se ele responder que
sim, mas no biopsicossocial ira
responder que se faz necessário em
virtude de entender a saúde
ampliada (núcleo) que pode isso ser
um fator facilitador ou obstáculo
para o tratamento.

Padrão de resposta – (1)
QUESTAO 24 - O ambiente pode interferir na
capacidade do seu paciente em executar uma tarefa

Biopsicossocial se ele responde sim,
e para tanto se deve ser o foco de
modificações do terapeuta.

Padrão de resposta – (4)
QUESTAO 25 - Quando você avalia o paciente,
você leva em consideração, os problemas que ele
pode experimentar nas situações de vida cotidiana.

Biopsicossocial se ele responde sim,
visto que isso pode interferir no
desempenho das suas atividades.

Padrão de resposta – (4)
QUESTAO 26- Durante o acompanhamento do
paciente para alcançar novos objetivos terapêuticos
não se faz necessário levar em consideração a
doença.

Biomédico se ele responder que
sim e Biopsicossocial se ele
responder não, pois se precisam
ver os aspectos funcionais que ele
apresenta,
independente
da
doença. A doença é complementar
e não obrigatório.

Padrão de resposta –(4)
QUESTAO 27- Na sua prática profissional, você
verifica a melhora e/ou alta do seu paciente
baseando-se em instrumento de classificação da
funcionalidade.

Biopsicossocial se ele responde sim
visto que ele deve ser visto pautado
em instrumento padronizado que
permita entender a sua evolução do
ponto de vista da funcionalidade
humana

Padrão de resposta – (4)

79

QUESTAO 28 - Quando você avalia o paciente você
não precisa levar em consideração, o ambiente
social que ele vive.

Biomédico se ele responder que
sim, mas no biopsicossocial irá
responder que precisa levar em
consideração visto que pode ser um
facilitador ou barreira.

Padrão de resposta – (1)
QUESTAO 29 - Quando você verifica a
incapacidade do seu paciente você procura focar
na deficiência .deste

Biomédico se ele responder que
sim, mas no biopsicossocial não, e
sim nas atividades e participação e
fatores contextuais que o fazem
perder a sua funcionalidade e gerar
a incapacidade.

Padrão de resposta –(1)
QUESTAO 30 - Durante o acompanhamento do Biopsicossocial se ele responde sim,
paciente para alcançar novos objetivos deve-se pois fundamenta-se a prática do
levar em consideração as limitações encontradas
fisioterapeuta
compreender
as
limitações e atuar para minimizá-las.

Padrão de resposta – (4)
QUESTAO 31 - Quando você avalia o paciente você Biomédico se ele responder que não
leva em consideração ambiente físico no qual ele e no biopsicossocial irá responder
vive
que sim, visto que podem existir
barreiras que podem dificultar a
execução das tarefas deles e que
precisam ser modificados.

Padrão de resposta – (4)

80

APÊNDICE 03 – QUESTÕES SEPARADAS POR CATEGORIAS PROFISSIONAIS

Categorias da prática profissional

C1 Diagnóstico

C2 Avaliação

C3 Acompanhamento

C4 Alta

C5 Funcionalidade e Incapacidade

Questões encontradas
QUESTÃO 01 – Condição de Saúde
QUESTÃO 08- Atividade e Participação
QUESTAO 15- Fatores Contextuais

QUESTAO 03 - Estrutura e Função do Corpo
QUESTAO 05 – Condição de Saúde
QUESTAO 07 - Estrutura e Função do Corpo
QUESTAO 10 - Atividade e Participação
QUESTAO 13 - Atividade e Participação
QUESTAO 16 - Atividade e Participação
QUESTAO 19 - Fatores Contextuais
QUESTAO 22 - Fatores Contextuais
QUESTAO 25 - Fatores Contextuais
QUESTAO 28 - Fatores Contextuais
QUESTAO 31 - Fatores Contextuais
QUESTÃO 02 - Estrutura e Função do Corpo
QUESTAO 09 - Estrutura e Função do Corpo
QUESTAO 14 - Atividade e Participação
QUESTAO 18 - Fatores Contextuais
QUESTAO 23 - Fatores Contextuais
QUESTAO 24 - Fatores Contextuais
QUESTAO 26 – Condição de Saúde
QUESTAO 30 – Atividade e Participação
QUESTAO 06 - Condição de Saúde
QUESTAO 12 - Atividade e Participação
QUESTAO 21 - Fatores Contextuais
QUESTAO 04 - Fatores Contextuais
QUESTAO 11 - Estrutura e Função do Corpo
QUESTAO 20 - Atividade e Participação
QUESTAO 29 - Estrutura e Função do Corpo

OBS: As questões 17 e 27 não foram enquadradas em dimensão especifica por
poder está inseridas em todas as dimensões e categorias.

81

APÊNDICE 04 - DISTRIBUIÇÕES
PROPOSTAS NO MODELO
Dimensões
D1 Condição de saúde

D2 Estrutura e função do corpo

D3 Atividade e participação

D4 Fatores Contextuais
(Ambientais e Pessoais)

DAS

QUESTÕES

POR

DIMENSÕES

Questões
encontradas
QUESTÃO 01 – Diagnóstico
QUESTAO 05 – Avaliação
QUESTAO 06 – Alta
QUESTAO 26 – Acompanhamento
QUESTÃO 02-Acompanhamento
QUESTAO 03- Avaliação
QUESTAO 07- Avaliação
QUESTAO 09- Acompanhamento
QUESTAO 11- Funcionalidade/Incapacidade
QUESTAO 29- Funcionalidade/Incapacidade
QUESTÃO 8- Diagnóstico
QUESTAO 10- Avaliação
QUESTAO 12- Alta
QUESTAO 13- Avaliação
QUESTAO 14- Acompanhamento
QUESTAO 16- Avaliação
QUESTAO 20- Funcionalidade/Incapacidade
QUESTAO 30 – Acompanhamento
QUESTAO 04- Funcionalidade/Incapacidade
QUESTAO 15- Diagnóstico
QUESTAO 18- Acompanhamento
QUESTAO 19- Avaliação
QUESTAO 21- Alta
QUESTAO 22- Avaliação
QUESTAO 23- Acompanhamento
QUESTAO 24- Acompanhamento
QUESTAO 25-Avaliação
QUESTAO 28- Avaliação
QUESTAO 31- Avaliação

OBS: As questões 17 e 27 não foram enquadradas em dimensão especifica por
poder está inseridas em todas as dimensões e categorias.

82

APÊNDICE 05 - GRÁFICOS RELACIONADOS AS CATEGORIAS DA PRÁTICA
PROFISSIONAL E AS DIMENSÕES DO MODELO DE FUNCIONALIDADE.
CATEGORIAS DA PRÁTICA PROFISSIONAL DIAGNÓSTICO
FISIOTERAPÊUTICO COMO REFERÊNCIA
Gráfico- Diagnóstico Fisioterapêutico X Avaliação

Legenda:
Modelo de Funcionalidade
Fonte: Dados da pesquisa.

Gráfico- Diagnóstico Fisioterapêutico X Acompanhamento

Legenda:
Modelo de Funcionalidade
Fonte: Dados da pesquisa.

83

Gráfico- Diagnóstico Fisioterapêutico X Alta

Legenda:
Modelo de Funcionalidade
Fonte: Dados da pesquisa.

Gráfico- Diagnóstico Fisioterapêutico X Funcionalidade/Incapacidade

Legenda:
Modelo de Funcionalidade
Fonte: Dados da pesquisa.

84

DIMENSÕES DO MODELO DE FUNCIONALIDADE- FATORES CONTEXTUAIS
COMO REFERÊNCIA

Legenda:
Modelo de Funcionalidade
Fonte: Dados da pesquisa.

Fatores Contextuais X Estrutura e Função da Corpo

Legenda:
Modelo de Funcionalidade
Fonte: Dados da pesquisa.

85

Gráfico- Fatores Contextuais X Atividade e Participação

Legenda:
Modelo de Funcionalidade
Fonte: Dados da pesquisa.

86
APÊNDICE 06 - LISTA DE FREQÜÊNCIA DA OFICINA DOCENTE/PRECEPTORES
(1ª TURMA)

87

88

89

90

APÊNDICE 07- LISTA DE FREQÜÊNCIA DA OFICINA DOCENTE/PRECEPTORES
(2ª TURMA)

91

92

93
APÊNDICE 08 – REGISTROS DAS OFICINAS REALIZADAS
Atividade 01- Apresentação do objetivo da oficina, pactuação , dinâmica
de acolhimento e formação dos grupos
Figura 02 - Apresentação da motivação da oficina.

Fonte: Dados da pesquisa. Oficina. 2018.

Figura 03 - Dinâmica de apresentação “ O que trazemos”.

Fonte: Dados da pesquisa. Oficina. 2018.

94
Atividade 2 - Elaboração de casos clínicos e inserção no modelo de
funcionalidade.

Figura 04 - Construção dos casos clínicos por ciclo de vida.

Fonte: Dados da pesquisa. Oficina. 2018.

Figura 05 - Apresentação dos casos clínicos.

Fonte: Dados da pesquisa. Oficina. 2018.

95
Figura 06 - Construção do caso clínico no modelo de funcionalidade.

Fonte: Dados da pesquisa. Oficina. 2018.

Figura 07- Apresentação dos casos clínicos no modelo de funcionalidade.

Fonte: Dados da pesquisa. Oficina. 2018.

96
Figura 08 - Perguntas norteadoras e discussão coletiva

Fonte: Dados da pesquisa. Oficina. 2018.

Atividade 3 - Aspectos conceituais sobre o Modelo de Funcionalidade.
Figura 09 – Aspectos conceituais do modelo de funcionalidade..

Fonte: Dados da pesquisa. Oficina. 2018.

97
Atividade 04- Reflexão sobre a formação na UNCISAL

Figura 10 - Reflexão sobre a prática profissional e o modelo de funcionalidade.

Fonte: Dados da pesquisa. Oficina. 2018.

Atividade 05 - Depoimento de Stephen Hawking.

Figura 11– Reflexão sobre Deficiência e Incapacidade a partir do depoimento de
Stephen Hawking

Fonte: Dados da pesquisa. Oficina. 2018.

98
Atividade 06 - Aprendendo Brincando- Gamification.
Figura 12 – Dinâmica Aprendendo Brincando Kahoot.

Fonte: Dados da pesquisa. Oficina. 2018.

Figura 13 – Dinâmica Aprendendo Brincando Kahoot.

Fonte: Dados da pesquisa. Oficina. 2018.

99
Figura 14 – Podium do Game – Modelo de funcionalidade (1ª oficina).

Fonte: Dados da pesquisa. Oficina. 2018.

Figura 15 – Podium do Game – Modelo de funcionalidade (2ª oficina).

Fonte: Dados da pesquisa. Oficina. 2018.

100
Atividade 07 - Pergunta norteadora: Como incorporar o modelo de funcionalidade
na prática?

Figura 16 - Roda de Conversa sobre como incorporar o modelo de
funcionalidade na prática fisioterapeuta.

Fonte: Dados da pesquisa. Oficina. 2018.

Atividade 08 - Dinâmica de encerramento.
Figura 17– Dinâmica “O que trazemos” e “ O que levam.os” da oficina. 1ª
oficina.

Fonte: Dados da pesquisa. Oficina. 2018.

101
Figura 18 – Dinâmica “O que trazemos” e “ O que levamos” da oficina. 2ª
oficina. 2018.

Fonte: Dados da pesquisa. Oficina. 2018.

Atividade 09 - Avaliação da oficina pelos participantes.
Figura 19 – Ficha de avaliação qualitativa da oficina.

Fonte: Dados da pesquisa. Oficina. 2018.

102
Figura 20 – 1ª turma de discentes participantes da oficina.

Fonte: Dados da pesquisa. Oficina. 2018.

Figura 21 – 2ª turma de discentes participantes da oficina.

Fonte: Dados da pesquisa. Oficina. 2018.

103
APÊNDICE 09 PARTICIPANTES.

QUADROS

DE

AVALIAÇÃO

QUALITATIVA

DOS

Quadro 07- Consolidação da avaliação qualitativa dos participantes da oficina
“Que Bom”. 2018
Participante

“Que bom”

01

“Um tema de bastante valia para melhorara avaliação dos pacientes, e foi
passado de forma clara e objetiva”.
“Acrescentou conhecimento, modificou minha forma de pensar e tirou
duvidas alem de me deixar com muitas reflexões de um olhar amplo para
os pacientes“.
“Ter um espaço para discutir sobre a prática profissional e abrir o olhar para
novos modelos de práticas e assim beneficiar meus pacientes”.
“Que bom ter trazido uma capacitação que possa melhorar e facilitar o
entendimento de toda a equipe multidisciplinar dentro do serviço”.
“A integração entre os profissionais e acadêmicos, contribui para a
formação dos acadêmicos afim de instigar a mudança do perfil biomédico”.
“Ampliar meus conhecimentos e me fez refletir sobre a minha prática
clínica”.
“Muito boa a oficina e tema; facilitadora com um ótimo conhecimento sobre
o assunto”.
“Abordagem clara, direta e objetiva”.

02
03
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13

“Ótima metodologia e didática; teoria e prática; possibilidade de implantar
no serviço e de promover uma interação com a equipe”.
“Que oportunizou o conhecimento sobre o tema. A metodologia também
facilitou o aprendizado”.
“Achei tudo positivo, o primeiro para o nosso serviço oferecer uma atenção
integral”
“Que tivemos essa oportunidade de dialogar sobre a temática, momento
raro no serviço”.
“Que a oficina trouxe mais conhecimento e sanou algumas duvidas”.

14

“Que bom ter adquirido esse conhecimento no meu último ano”.

15

“Que tivemos a oportunidade de conhecer o modelo de funcionalidade”.

16

17

“Oportunidade de alunos se colocarem e discutir a temática; metodologia
de abordagem foi muito boa e as reflexões; Sugestões e muitas
inquietações que me deixou cada vez mais em busca do melhor para o
meu paciente”.
“Metodologias ativas, explanação do conteúdo”.

18

“Que muita gente demonstrou interesse pelo tema”.

19

“Dinâmica utilizada que estimulou a participação e permitiu a discussão
associada a prática profissional bem como proporcionou a troca de
conhecimentos de olhares e saberes entre as categorias profissionais”.
“Que existem pessoas disponíveis para compartilhar de tal conhecimento”.

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“Que estamos com a sala cheia com profissionais de diferentes áreas do
conhecimento, demonstrando-se dispostos para trabalhar em equipe”.

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22

“Boa iniciativa a capacitação da equipe”,

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“Que o momento foi dinâmico e interativo, facilitando a troca, interação e o
aprendizado”.
“Que os alunos puderam participar e que começou e terminou no horário”.

25

“A dinâmica utilizada”.

26

-

27

29

“A possibilidade de discussão com profissionais de diversas especialidades
sobre como devemos lidar com os clientes , tendo uma visão mais ampla
sobre os aspectos relacionados a vida como um todo do mesmo”.
“Levar reflexões para a busca do conhecimento e desta forma contribuir
para a construção e otimização de um serviço cada vez mais próximo da
excelência “.
“Adorei as interações entre os profissionais de diversas áreas e discentes”.

30

“A abordagem do tema”.

31
32

“Ótima explanação do assunto, que bom participar desse momento tão
enriquecedor. Parabéns!“
“Excelente facilitação. Parabéns! Superou minhas expectativas”.

33

“Que foi abordado o tema de forma multidisciplinar”.

34

“Que bom que esta oficina aconteceu mas levo comigo inquietações sobre
como isso poderá ser aplicado na prática clínica dentro do meu espaço de
atuação profissional e como será facilitado pelos gestores dentro de uma
lógica mais multi e interdisciplinar com a integração de todas as profissões
do CER”.
“Adquiri conhecimentos do tema antes desconhecidos”.

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40

“Que esse momento está sendo realizado, oportunizado essa troca de
conhecimento e aprofundamento no tema”.
“Conhecimento, interação e ampliação do olhar para as capacidades do
paciente e não sobre as suas incapacidades”.
“Que bom que podemos aprender e rever nossa atuação e que você está
compartilhando isso com a gente”.
“Clareza do assunto permitindo não perceber a passagem do tempo e ser
motivada ao estudo. Forma de organização muito dinâmica e agradável e
me fez repensar minha atividade prática”.
“Ter contato com a temática e a metodologia ser ativa e participativa”.

41

“Prática e formulação dos casos me permitiu refletir”.

42

“Que estamos sendo preparados para melhora da nossa formação e
atuação frente ao usuário de um serviço com um olhar voltado para o
sujeito”.
“Iniciativa maravilhosa. Está sendo um divisor de águas, uma semente que
germinará em médio e longo prazo. Necessária! Achei super interessante
apesar de usar os princípios . Abriu meus horizontes para associar a
prática com a questão orgânica e cronológica“.
“Envolvimento multiprofissional que padroniza o saber”.

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45

“Uso de diferentes metodologias de ensino e a facilitadora em saber passar
o conteúdo proposto”.

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“Que bom esse compartilhamento de informações para os profissionais e
refletirmos sobre o assunto principalmente viabilizar formas de por em
prática”.
“Tema importante para melhor percepção e atuação profissional
contribuindo com a melhor assistência e visão global do usuário”.
“A pertinência do tema e a valorização do profissional da instituição. A
começar pela facilitadora da oficina que foi excelente!”

Quadro 08 - Consolidação da avaliação qualitativa dos participantes da oficina
“Que Tal” 2018.
Participante
“Que tal”
01
02

“Ter mais vezes, com mais classes de profissionais e talvez um
acompanhamento para melhor e correta forma de aplicação do modelo de
funcionalidade na prática”.
-

06
07

“Levar essa discussão para os serviços”.
“Reforçar a capacitação em outro momento para aperfeiçoar o
entendimento na prática”.
“A oficina incluir os demais cursos da área da saúde e os profissionais para
aproximar a integração e promover ma reflexão para aquisição de um novo
olhar”.
“Realizar outros momentos de capacitação”.
-

08

“Uma formação mais longa com um curso”.

09

10

“Ter mais momentos como esse com capacitações entre os pares e
multiplicadores; Ter essa com os alunos de estágios e ter um momento
posterior com os mesmos grupos para atualização, discussão e reflexões
na pratica”.
-

11

-

12

“Se implantarmos esse modelo no serviço e aplicássemos nos estudos de
casos mensais”.
“Trazer mais profissionais e de cursos diferentes”.

03
04
05

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14
15
16

“Que tal ter esse tipo de dinâmica nos anos anteriores de graduação para
aprimorar esse tipo de conhecimento”.
“Se existisse o modelo implantando no centro de reabilitação como
padronização e que todos os profissionais se empoderasse do assunto”.
“Ter todos os cursos na oficina”.

18

“Dar um intervalo no meio do período para dar tempo de ir ao banheiro e
não tumultuar a sala durante o lanche”.
“Uma sala um pouco maior e menos fria”.

19

“Um espaço mais amplo e propor mais oficinas como esta”.

20

“Que as pessoas colocassem em prática o que foi compartilhado Que
essas capacitações fossem ofertadas com mais frequências para atingir

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26

maior numero de pessoas podendo fazer parte de aulas práticas ou do
estagio obrigatório”.
“Fazermos isso mais vezes. Ficamos tão inquietos porque quase nunca
temos a oportunidade de conversar e trocar informações”.
“Propor grupos de estudos e outros encontros de equipe com alunos e
estágio”.
“Termos mais encontros como esse”.
“Fazer numa sala maior e fazer outras oficinas para continuidade e propor a
implantação desse modelo no modulo de MTAF”.
“Incluir ais práticas de casos clínicos para identificar mais os contextos do
modelo”.
“Mais oficinas como esta e uma maior divulgação entre os acadêmicos”.

30

“Convidar os próprios pacientes para participares desses momentos e
sentir e conseqüentemente entender a percepção deles já que são os
maiores beneficiados”.
“Haver um novo momento que propicie apos determinado período de tempo
a discussão do que conseguimos modificar e melhorar em cada um e no
serviço”.
“Trazer novos momentos como esse e ampliar a diversidade de
profissionais da área da saúde”.
“Fazer mais oficinas como esta”.

31

“Multiplicar o conhecimento”.

32

“Nada a sugerir exceto quanto a multiplicação destes momentos”

33

“Fazer essa oficina mais vezes”.

34

“Oportunização da participação do aluno no contato com a equipe e
pacientes para a construção dos Projetos Terapêuticos Singulares”.
“Mais oportunidades para ampliar o conhecimento do tema”.

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“Fazer com que todos os colaboradores da UNCISAL tenham esse
conhecimento”.
“Colocar desde o inicio da formação acadêmica”.

38

“Fazer reuniões regulares com a equipe”.

39

“Realizar mais encontros para capacitar troca de experiências e avaliação
(Checagem) do que foi posto em prática (levantamento dos desafios,
barreiras e facilitadores da nossa prática clínica)”.
“Pensar em outros momentos que possibilitem a construção de
instrumentos que facilitem a aplicação do modelo nos serviços”.
-

36

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41

43

“Essa discussão ser ampliada aos coordenadores de curso uma vez que
mudar concepções na prática profissional também requer mudanças na
formação”.
“Maior iniciativa de outras IES principalmente inserir na base de formação”.

44

-

45

“Ter um momento dividido entre estudantes e só profissionais”.

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“Que tal por em prática os conhecimentos adquiridos por mim? Dar o
primeiro passo e propagar”.

42

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48

“Outros momentos como esse em ação a continuidade e envolvendo outras
áreas”.
“Ampliar a capacitação a todos os profissionais”.

Quadro 09 - Consolidação da avaliação qualitativa dos participantes da oficina
“Que Pena”. 2018.
Participante
“Que pena”
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“Que o modelo de funcionalidade não aplicado de fato na graduação
para melhorar o desempenho futuro dos profissionais, na questão do
conhecimento teórico e prático”.
“Ainda somos poucos para tal discussão, somente estagiários e
profissionais!”
“Que foi apenas esse momento”.
“Pouco espaço e frio (estrutura do local)”.
“Sala pequena e fria o que me desconcentrou um pouco”.
“não sei”.
“Sala pequena para as dinâmicas e seria importante a presença dos
médicos do serviço“.
“Perceber que temos que avançar muito”.
“Que é curto por ser uma oficina e ser necessário implantar no
serviço”.
“A sala muito pequena, o que dificultou a atividade em grupo. O
tempo para a discussão foi pouco. Acho que poderia haver mais
espaços para os participantes se expressar”.
“Que a internet não colaborou”.
“Que eu só vivenciei esse momento no final da graduação”.
“Que não temos estrutura física adequada que favoreça o
desenvolvimento de oficinas com espaço físico adequado e acesso a
internet”.
“Ausência de médicos”.
“Não temos a presença de profissionais médicos”.
“Que não veio nenhum médico”.
“Que foi pouco tempo”.
“Esse momento ter ocorrido somente no final do estágio”.
“Que o número maior de profissionais do serviço não conseguiram
participar desse momento. Assim como não abrem a mente para
contribuir com o conhecimento geral”.
“Que nem todos os discentes tiveram a oportunidades de participar

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da oficina”.
“Que não tem outras palestras/oficinas como esta”.
“Nada a sugerir”.
“Nada a sugerir”.
“Que não possível incluir todos os estagiários de fisioterapia”.
“Que não temos mais tempo”.
“Que tem poucos momentos como esses”.
“Não terem todos os docentes presentes para oportunizar a
formação acadêmica dentro do modelo de funcionalidade”.
“Que ainda não conseguimos levar isso de forma integrada para o
estágio”.
“Pouca duração”.
“Que não estudei isso antes... e que mais colegas não estão aqui.”
“Infelizmente alguns profissionais não abraçam ou não querem sair
da zona de conforto”.
“Não utilização do modelo de funcionalidade por muitos profissionais;
abordagem de múltiplos aspectos negativos e poucas descrições dos
aspectos positivos; hipervalorização da condição de saúde.”
“Pena que não seja tão fácil por em prática e nem todos os
profissionais serão sensibilizados”.
“Poderia ser mais tempo”.
“Que existam poucas oportunidades como essa”.

109
APÊNDICE 10 – REGISTRO FOTOGRÁFICO
REUNIÃO DE ABERTURA DE ESTÁGIO DO CENÁRIO DE PRÁTICA CER III
UNCISAL COM A PRESENÇA DOS DISCENTES DOS TRÊS CURSOS
(FISIOTERAPIA, TERAPIA OCUPACIONAL E FONOAUDIOLOGIA), DOCENTES E
PRECEPTORES.

Figura 22 - Abertura de estágio no CER III no ano de 2019 com a participação de
discentes de Fisioterapia, Terapia Ocupacional, Fonoaudiologia além de
docentes, preceptores do serviço.

Fonte: Dados da pesquisa. 2018.

110

APÊNDICE 11 – IV SEMINÁRIO DE FISIOTERAPIA DE PESQUISA, CIÊNCIA E
CULTURA
Figura 23 – Apresentação dos resultados da pesquisa para docentes, discentes
e preceptores do Curso de Fisioterapia

Fonte: Dados da pesquisa. 2018.

Figura 24 – Apresentação dos resultados da pesquisa para docentes, discentes
e preceptores do Curso de Fisioterapia

Fonte: Dados da pesquisa. 2018.

111

ANEXO

112

ANEXO 01 - Parecer do Comitê de Ética em Pesquisa.

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117

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120
ANEXO 2 - Representação dos eixos curriculares da Matriz Curricular do Curso
de Fisioterapia de uma Universidade pública de Alagoas.

Fonte: Projeto Pedagógico do Curso de Fisioterapia da Instituição de Ensino Superior Pública Estadual,
2014.

121
ANEXO 03 - Matriz Curricular do Curso de Fisioterapia.

122
ANEXO 04 - Certificado de apresentação de trabalho