7. Cícera Trindade Santos de Souza - Educação interprofissional nos cuidados intensivos em saúde pediátrica e neonatal: percepção dos discentes.
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UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS
FACULDADE DE MEDICINA
MESTRADO PROFISSIONAL EM ENSINO NA SAÚDE
CÍCERA TRINDADE SANTOS DE SOUZA
EDUCAÇÃO INTERPROFISSIONAL NOS CUIDADOS INTENSIVOS EM SAÚDE
PEDIÁTRICA E NEONATAL: PERCEPÇÃO DOS DISCENTES E RESIDENTES
MACEIÓ
2018
CÍCERA TRINDADE SANTOS DE SOUZA
EDUCAÇÃO INTERPROFISSIONAL NOS CUIDADOS INTENSIVOS EM SAÚDE
PEDIÁTRICA E NEONATAL: PERCEPÇÃO DOS DISCENTES E RESIDENTES
Dissertação de Mestrado apresentada ao Programa
de Pós-Graduação do Mestrado Profissional em
Ensino na Saúde da Faculdade de Medicina de
Alagoas da Universidade Federal de Alagoas,
como requisito parcial para obtenção do título de
Mestre em Ensino na Saúde.
Orientadora: Profa. Dra. Celia Maria Silva Pedrosa
Co-orientadora: Profa. Dra. Maria Viviane Lisboa
de Vasconcelos
MACEIÓ
2018
Catalogação na fonte
Universidade Federal de Alagoas
Biblioteca Central
Bibliotecária Responsável: Helena Cristina Pimentel do Vale – CRB4 - 661
S729e
Souza, Cícera Trindade Santos de.
Educação interprofissicional nos cuidados intensivos em saúde pediátrica e
neonatal : percepção dos discentes e residentes / Cícera Trindade Santos de Souza.
– 2018.
75 f. : il. color.
Orientadora: Célia Maria Silva Pedrosa.
Coorientadora: Maria Viviane Lisboa Vasconcelos.
Dissertação (Mestrado Profissional em Ensino na Saúde) – Universidade
Federal de Alagoas. Faculdade de Medicina. Maceió, 2018.
Inclui bibliografia.
Apêndices: f. 58-63.
Anexos: f. 64-75.
1. Ensino superior. 2. Profissional em saúde. 3. Relações interprofissionais.
4. Prática colaborativa. 5. Recém-nascido. I. Título.
CDU: 61:378.126
Ao autor da vida: DEUS, meu refúgio e proteção; ao meu marido JOÃO LOURIVAL
DE S. JÚNIOR por toda paciência e amor, e aos meus filhos LUCAS E LAÍS, meus tesouros.
AGRADECIMENTOS
À minha orientadora Dra. Célia Pedrosa, aprendi a te admirar, uma pessoa incrível,
sábia, paciente, me senti muito acolhida, muito obrigada por todas as palavras de incentivo e
carinho.
À minha Co-orientadora Dra. Viviane de Vasconcelos pessoa inteligente, paciente,
culta, muito obrigada por ter acrescentado à minha formação.
À minha irmã Celenita pelo apoio dedicado aos meus filhos nos momentos em que
estava estudando e redigindo a dissertação.
Ao Centro Universitário Tiradentes-UNIT/AL, nas pessoas, das minhas coordenadoras
Ana Luiza Exel e Priscila Vanin, aos meus colegas da preceptoria, em especial a Laíssa
Tatajuba minha amiga e aos meus alunos, acredito que juntos avançaremos como Instituição
de Ensino Superior.
Aos meus amigos do Mestrado Profissional de Ensino na Saúde- MPES/2016, foram
dias extraordinários vividos com vocês, aprendemos muito juntos, fomos cúmplices e amigos.
As minhas amigas do coração (Carona Solidária), Luzia, Giulianna, Moema e Ana
Neri, pessoas que compartilhei momentos inesquecíveis, vocês são admiráveis, amo demais,
sei que eternizaremos esses momentos no mais profundo do nosso ser.
Ao Hospital do Açúcar na pessoa da Dra. Marta Mesquita, ao administrativo da
Neonatal, na pessoa de Nilma Hilário, a equipe médica e de enfermagem da UTIP/N e a
equipe de fisioterapia, em especial a minha amiga Carol Leal que vibrou com minha
conquista.
Aos meus pastores, Célio Martins e Lucilene Martins pelas palavras de vida que
liberaram durante essa etapa, por toda a oração e sustento espiritual, estavam sempre
dispostos a ouvir e aconselhar com grande riqueza de sabedoria, grata a Deus por vocês.
E a todos que fazem o Mestrado Profissionalizante em Ensino na Saúde, na pessoa da
coordenadora Profa. Dra. Lourdinha por sua humanidade e didática, acredito que eu sairei
com mais vontade de sonhar e realizar os sonhos em busca de dias melhores para o Ensino
Superior na área da Saúde.
LISTA DE SIGLAS E ABREVIATURAS
AL
Alagoas
CNS
Conselho Nacional de Saúde
BIES
Bases Interdisciplinares em Ensino na Saúde
DCN
Diretrizes Curriculares Nacionais
EIP
Educação Interprofissional
FAMED
Faculdade de Medicina
IES
Instituição de Ensino Superior
MEC
Ministério da Educação
MPES
Mestrado Profissional em Ensino na Saúde
OMS
Organização Mundial de Saúde
SUS
Sistema Único de Saúde
UFAL
Universidade Feral de Alagoas
UNIT
Centro Universitário Tiradentes
UTI
Unidade de terapia Intensiva
UTIP/N
Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica e Neonatal
PIP
Prática Interprofissional
RESUMO GERAL
A carência mundial de profissionais de saúde foi considerada uma barreira para a conquista
dos objetivos de desenvolvimento do milênio relacionados à saúde. Uma das soluções
apontada é a prática interprofissional, com foco na formação interprofissional em que
estudantes de duas ou mais profissões aprendem sobre os outros, com os outros e entre si para
possibilitar a efetiva colaboração e melhorar os resultados na saúde. Nessa perspectiva, os
cuidados intensivos neonatais vêm se preocupando com a qualidade de vida dos recémnascidos internos na unidade, introduzindo nas rotinas de trabalho espaços de acolhimentos e
de atendimento singular ao neonato, criando alternativas que favoreçam a melhor assistência,
mediante treinamento da equipe para práticas mais colaborativas. Portanto, a pesquisa propôs
conhecer a percepção de estudantes da área da saúde sobre interprofissionalidade e seus
desfechos, em busca de possibilidades de melhorias para o serviço e para a aprendizagem dos
envolvidos. A abordagem metodológica foi qualitativa, do tipo estudo de caso, por meio da
técnica de grupo focal, realizada na Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica e Neonatal.
Participaram da pesquisa graduandos da área da saúde e médicos residentes da UTIP/N. A
coleta de dados foi a partir de dois grupos focais. As falas foram gravadas, transcritas,
codificadas e analisadas por categorias temáticas utilizando a técnica de análise de conteúdo
de Bardin. Surgiram três categorias temáticas: conhecimento interprofissional, comunicação
interprofissional e importância da interprofissionalidade para integralidade, os dados da
pesquisa nos permite fazer as seguintes reflexões, uma delas é sobre a organização e
gerenciamento do ensino-aprendizagem em estágios curriculares e residências da área da
saúde sobre o prisma da integralidade, levando-nos a acreditar na necessidade de
reorganização curricular para uma prática interprofissional baseada na colaboração, com foco
no trabalho em equipe. De acordo com os resultados da pesquisa, conclui-se que a prática
interprofissional é um modelo distante da realidade do cenário de prática, ainda prevalece a
uniprofissionalidade na formação, principalmente pela herança do modelo biomédico no
campo de atuação profissional. Deste trabalho, foi elaborado um relatório técnico que foi
apresentado e entregue as coordenações dos cursos de enfermagem, fisioterapia e psicologia
do Centro Universitário Tiradentes de Alagoas-UNIT/AL e aos preceptores da residência
médica em Terapia Intensiva Pediátrica e Neonatal do Hospital do Açúcar de Alagoas com
intenção de promover reflexão e elaborar estratégias que viabilizem a prática
interprofissional.
Palavras chave: Educação Interprofissional; Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica;
Prática Colaborativa.
ABSTRACT
The global shortage of health professionals has been considered a barrier to achieving healthrelated millennium development goals. One of the suggested solutions is an interprofessional
collaboration, focusing on interprofessional training in which students from two or more
professions learn about others, with the others and each other to enable effective collaboration
and improve health outcomes. In this perspective, neonatal intensive care has been concerned
with the quality of newborns’ life inside the unit, introducing in the work routines spaces of
care and unique care to the newborn, creating alternatives that acquire the best assistance,
through training the team for more collaborative practices. Therefore, the research proposed
to know the perception of students in the health area on interprofessionality and its outcomes,
in search of possibilities to improvements for the service and for the learning of those
involved. The methodological approach was qualitative, of the case study type, through the
focal group technique, performed in the Pediatric and Neonatal Intensive Unit Care. The
undergraduates from the health area and medicine resident of the UTIP/N participated in this
research. Data collection was based on two focus groups. The speeches were recorded,
transcribed, coded and analyzed by thematic categories using the Bardin content analysis
technique. Three thematic categories emerged: interprofessional knowledge, interprofessional
experiences and the importance of interprofessionality for integrality, the research data allows
us to make the following reflections, one of them is about the organization and management
of teaching-learning in curricular stages and residences of the health area on the prism of
integrality, leading us to believe in the need for curricular reorganization for an
interprofessional practice based on collaboration, focused on teamwork. Considering the
research data, it is concluded that the interprofessional practice is a model far from the reality
in the practice scenario, still prevails the uniprofessionality in the formation, mainly by the
inheritance of the biomedical model in the field of professional performance. From this work,
a technical report was prepared and presented to coordinators of the Nursing, Physiotherapy
and Psychology courses of the University Center Tiradentes of Alagoas - UNIT/AL and to the
preceptors of the medical residency in Pediatric and Neonatal Intensive Care of the Hospital
do Açúcar de Alagoas with the intention of promoting reflection and elaborating strategies
that enable the interprofessional practice.
Keywords: Interprofessional Education; Pediatric Intensive Care Unit; Collaborative
Practices.
SUMÁRIO
1 APRESENTAÇÃO...............................................................................................................10
2 ARTIGO EDUCAÇÃO INTERPROFISSIONAL NOS CUIDADOS INTENSIVOS
EM SAÚDE PEDIÁTRICA E NEONATAL: PERCEPÇÃO DOS DISCENTES E
RESIDENTES.........................................................................................................................12
2.1Introdução...........................................................................................................................14
2.2 Percurso metodológico.....................................................................................................16
2.2.1 Sujeitos da Pesquisa.........................................................................................................16
2.2.2 Cenário da Pesquisa.........................................................................................................17
2.2.3 Coleta de Dados...............................................................................................................17
2.2.4 Análise dos Dados............................................................................................................18
2.3 Resultados e discussão......................................................................................................19
2.3.1 Conhecimento sobre interproffionalidade........................................................................20
2.3.2 Comunicação interprofissional........................................................................................21
2.3.3 Importância da interprofissionalidade para a integralidade.............................................24
2.4 CONSIDERAÇÕES FINAIS..............................................................................................28
REFERÊNCIAS........................................................................................................................31
3 PRODUTO DE INTERVENÇÃO......................................................................................36
3.1 Relatório técnico da pesquisa: educação interprofissional nos cuidados intensivos em
saúde
pediátrica
e
neonatal:
percepção
dos
discentes
e
residentes..................................................................................................................................36
3.1.1 Apresentação do relatório técnico....................................................................................36
3.2 Público-alvo.......................................................................................................................41
3.3 Introdução..........................................................................................................................41
3.4 Desenvolvimento................................................................................................................42
3.4.1 Objetivo............................................................................................................................42
3.4.2 Metodologia.....................................................................................................................42
3.4.2.1 Percurso metodológico do relatório técnico .................................................................42
3.4.2.2 Percurso metodológico da pesquisa..............................................................................43
3.4.2.2.1 Resultados da pesquisa...............................................................................................43
3.4.2.2.2 Conhecimento interprofissional.................................................................................44
3.4.2.2.3 Comunicação interprofissional..................................................................................45
3.4.2.2.4 Importância da interprofissionalidade para a integralidade.......................................46
3.5 Resultados esperados........................................................................................................47
3.6 Considerações finais.........................................................................................................48
3.7 Recomendações..................................................................................................................49
REFERÊNCIAS......................................................................................................................51
4 CONSIDERAÇÕES GERAIS DO TAAC.........................................................................47
REFERÊNCIAS GERAIS......................................................................................................49
APÊNDICES............................................................................................................................55
ANEXOS..................................................................................................................................61
10
1 APRESENTAÇÃO
Sou Fisioterapeuta e Preceptora de estágio curricular em Terapia Intensiva Pediátrica e
Neonatal (UTIP/N), componho a equipe multiprofissional do setor que conta com médicos,
enfermeiros, fisioterapeutas, nutricionistas, psicólogos, nutrólogos, técnicos de enfermagem,
de laboratório e de raios-X. Essa equipe possui um ritmo frenético de atividades, sendo a mais
importante o cuidado ao paciente crítico interno na unidade. Por ser um setor de alta
complexidade lidamos diariamente com diagnósticos e intervenções mais precisas e pontuais
para o cuidado em saúde.
O cenário de trabalho profissional tomou outro rumo com a chegada de estudantes da
área da saúde, preceptores e residentes, e se torna um ambiente de prática acadêmica. Os
estágios acontecem mediante acordo entre as instituições de ensino superior (IES) e o
hospital. No setor de UTIP/N recebemos diariamente dois estagiários de enfermagem, um de
psicologia e três de fisioterapia, os estudantes são distribuídos por rodízios e o estágio fica na
dependência da organização de cada instituição. Os estagiários de enfermagem e psicologia
recebem supervisão de preceptores ou docentes contratados pelas IES, mas suas atividades
práticas dentro da unidade estão sob a responsabilidade de um profissional voluntário que se
disponha a acompanhar os graduandos, já os da fisioterapia a dinâmica é diferente, são
diariamente acompanhados por um preceptor (contratado pela IES), que também é
profissional do setor, e são supervisionados por uma coordenação de estágio. A residência
médica em terapia intensiva pediátrica e neonatal conta com cinco residentes, sendo dois da
pediátrica e três da neonatal, tem duração de vinte e quatro meses, são acompanhados por dois
preceptores que são coordenadores do serviço e também recebem orientação dos plantonistas
do dia.
Todos os profissionais, estagiários e residentes convivem diariamente uns com os
outros, se comunicam pontualmente para esclarecer dúvidas sobre termos ou procedimentos,
ou durante a análise de alguns exames como gasometria, raio-x e hemograma. Esses encontros
acontecem rotineiramente entre os profissionais, ou entre profissionais e residentes, mas
raramente entre profissionais e estagiários. Analisando e refletindo sobre essa rotina, surge
uma inquietação: Como estamos formandos os futuros profissionais?
11
Ao ingressar no Mestrado Profissional em Ensino na Saúde (MPES), da Faculdade de
Medicina da Universidade Federal de Alagoas (FAMED/UFAL) pude ir trabalhando minha
inquietação, conhecendo mais sobre ela, buscando possibilidades para resolver o desafio, mas
foi durante a disciplina de Bases Interdisciplinares no Ensino na Saúde que a pesquisa
começou a tomar forma com o conhecimento sobre educação interprofissional, daí surgiu a
pesquisa Educação Interprofissional nos Cuidados Intensivos Pediátricos e Neonatais:
Percepção dos Discente e Residentes, nesse contexto a finalidade foi desvendar o
conhecimento e a experiência dos sujeitos sobre o tema que resultou numa compilação da
pesquisa através de um relatório técnico que teve a finalidade de promover reflexão sobre as
práticas na academia e principalmente no serviço em busca de caminhos que assegurem uma
formação baseada na interprofissionalidade.
O produto desta pesquisa foi um relatório técnico apresentado e entregue aos
coordenadores e preceptores dos cursos de enfermagem, fisioterapia e psicologia do Centro
Universitário Tiradentes-UNIT/AL, coordenadores e preceptores da residência médica em
Terapia Intensiva Pediátrica e Neonatal e a gerência de ensino do Hospital do Açúcar de
alagoas.
12
2 ARTIGO
EDUCAÇÃO INTERPROFISSIONAL NOS CUIDADOS INTENSIVOS EM SAÚDE
PEDIÁTRICA E NEONATAL: PERCEPÇÃO DOS DISCENTES E RESIDENTES
RESUMO
O objetivo do estudo foi conhecer a percepção de estudantes da área da saúde sobre
interprofissionalidade e seus desfechos, em busca de possibilidades de melhorias para o
serviço e para a aprendizagem dos envolvidos. A abordagem metodológica foi qualitativa, do
tipo estudo de caso, por meio da técnica de grupo focal, realizada em Unidades de Terapia
Intensiva Pediátrica e Neonatal. Participaram da pesquisa graduandos da área da saúde e
médicos residentes da UTIP/N. A coleta de dados foi a partir de dois grupos focais. As falas
foram gravadas, transcritas, codificadas e analisadas por categorias temáticas utilizando a
técnica de análise de conteúdo de Bardin. Surgiram três categorias temáticas: conhecimento
interprofissional, comunicação interprofissional e importância da interprofissionalidade para a
integralidade, os dados da pesquisa nos permite fazer as seguintes reflexões, uma delas é que
a interprofissionalidade já é tema de interesse docente, a outra é a respeito da comunicação
que está baseada na troca de informações ou fechamento de diagnóstico e a última os
estudantes por unanimidade percebem a interprofissionalidade como ferramenta que assegura
a integralidade no cuidado em saúde. Com os resultados da pesquisa, conclui-se que a prática
interprofissional é um modelo distante da realidade do cenário de prática do estudo e nos
permite considerar que apesar das Diretrizes curriculares nacionais falar da importância do
trabalho em equipe ainda há uma necessidade real de reorganização curricular que contemple
uma prática interprofissional baseada na colaboração, com foco no trabalho em equipe.
Palavras-chave: Educação Interprofissional; Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica;
Práticas Colaborativa.
13
INTERPROFESSIONAL EDUCATION IN INTENSIVE CARE IN PEDIATRIC AND
NEONATAL HEALTH: PERCEPTION OF DISCIPLINES AND RESIDENTS
ABSTRACT
The objective of the study was to know the perception of health area students on
interprofessionality and its outcomes, in search of possibilities for improvements to the
service and to the learning of those involved. The methodological approach was qualitative, of
the case study type, through the focal group technique, performed in Pediatric and Neonatal
Intensive Unit Care. Participants of the survey were undergraduates from the health area and
medicine resident of the UTIP/N. Data collection was based on two focus groups. The
speeches were recorded, transcribed, coded and analyzed by thematic categories using the
Bardin content analysis technique. Three thematic categories emerged: interprofessional
knowledge, interprofessional experiences and the importance of interprofessionality for
integrality, the data research allows us to make the following reflections, one of them is about
the organization and management of teaching-learning in curricular stages and residences in
the health area on the prism of integrality, leading us to believe in the need for curricular
reorganization for an interprofessional practice based on collaboration, focusing on teamwork.
Considering the research data, it is concluded that the interprofessional practice is a distant
model of reality of the practice scenario studied, still prevails the uniprofessionality in the
formation, mainly by the inheritance of the biomedical model in the field of professional
performance.
Keywords: Interprofessional Education; Pediatric Intensive Care Unit; Collaborative
Practices.
14
2.1 Introdução
A esperança da humanidade para solução de desafios que a aflige centra-se na
educação, principalmente porque a carência mundial de profissionais da área da saúde foi
considerada uma barreira para a conquista dos objetivos de desenvolvimento do milênio
relacionados à saúde (DELORS, 2010).
Uma das soluções para os desafios do milênio está na educação interprofissional (EIP)
que acontece quando estudantes de duas ou mais profissões aprendem sobre os outros, com os
outros e entre si para possibilitar a efetiva colaboração e melhorar os resultados na saúde
(OMS, 2010).
A educação interprofissional parece dialogar com as teorias da andragogia e do
construtivismo de Vigostosky e Ausubel que explicam a aprendizagem humana a partir das
interações sociais e individuais, onde os constructos dos saberes se intercruzam e se
interligam dando significado ao aprender (ANDRADE, 2010; MOREIRA, 2011).
Essas interações são importantes para aquisição de experiências significativas para a
formação e é o momento ideal para o aprender a fazer e o aprender a viver juntos, esses
pilares permitem desenvolvimento de competências e habilidades de qualificação individual,
profissional e social que agregam valores como respeito, empatia e cooperação, em busca de
tornar as relações laborais mais colaborativas e humanizadas (DELORS, 1998).
Baseado nas inovações educacionais e na demanda de saúde vigente as reformulações
das Diretrizes Curriculares Nacionais (DCN) foram propostas para adequação a esses fatores,
embora, até o momento apenas as DCN do curso médico inseriram a proposta da
interprofissionalidade em 2014, essa reformulação vem afirmar a necessidade de uma nova
concepção de saúde sustentada na integralidade do cuidado em saúde (BRASIL, 1998;
BRASIL, 2014).
No entanto as DCN dos demais cursos da saúde ainda estão em tramitação, apesar
dessa limitação já se pode visualizar um cenário de preocupação que possivelmente fará
modificações nas três dimensões, das políticas de educação em saúde, dos currículos e dos
15
cenários de prática a fim de ampliar o cenário da interprofissionalidade, pois na atualidade o
mesmo se constrói de forma pontual e na dependência do interesse docente para introduzir a
interprofissionalidade na área da saúde (TOASSI et al, 2017).
Sob a ótica de formar para o trabalho, a Organização Mundial de Saúde (OMS)
incentiva o desenvolvimento de políticas de saúde voltadas a interprofissionalidade e prática
colaborativa a partir de registros de relatos de experiências exitosas e publicações científicas
sobre o assunto, com o objetivo de capacitar os futuros profissionais e fortalecer os sistemas
de saúde vigente em cada país (OMS, 2010; AGUILAR-DA-SILVA, 2011; OLIVEIRA et al.,
2011; BATISTA, 2012; PEDUZZI et al., 2013; REEVES, 2016).
É nesse espaço de trabalho profissional da dimensão micro que o conhecimento
acadêmico se materializa, e é na prática do serviço que o estudante conhece a realidade do
sistema de saúde e adquire competências e habilidades gerais, e individuais de cada profissão,
essa integração entre ensino e serviço deve acontecer de forma alinhada e planejada para que
a interprofissionalidade se torne ferramenta educacional que favoreça a aprendizagem
colaborativa (BALDOINO, 2016).
Baseado nas mudanças atuais, as unidades de cuidados intensivos neonatais vêm se
preocupando em ofertar serviços que priorizem a integralidade e venha melhorar a qualidade
de vida dos recém-nascidos. Para isso as rotinas de trabalho vêm sendo alteradas e são
propostos espaços de acolhimento aos familiares, atendimento singular ao neonato e
treinamento da equipe com a finalidade de desenvolver práticas colaborativas entre as equipes
de saúde intensiva (COSTA, PADILHA, 2011; BRODSKY, 2013).
Sendo a prática interprofissional um percursor para trabalhos colaborativos,
entendemos que o setor de alta complexidade como o de terapia intensiva pediátrica e
neonatal (UTIP/N) necessita de profissionais altamente capacitados para cuidar do paciente
crítico, e é ambiente propício para o aprendizado colaborativo, visto a tensão que envolve os
profissionais.
O questionamento que fazemos sobre as práticas profissionais dentro das Unidades
Intensivas Pediátricas e Neonatais é o seguinte: como os residentes e os graduandos na área da
saúde percebem a interprofissionalidade?
16
Por ser a interprofissionalidade ferramenta agregadora de conhecimentos e atitudes,
resolveu-se conhecer a percepção de estudantes da área da saúde sobre interprofissionalidade
e seus desfechos, em busca de possibilidades de melhorias para o serviço e para a
aprendizagem dos envolvidos.
2.2 Percurso metodológico
Trata-se de uma pesquisa de abordagem qualitativa realizada através da modalidade de
Estudo de Caso, para responder ao questionamento sobre a percepção dos graduandos e
médicos residentes, na área da saúde, sobre a prática interprofissional dentro de uma unidade
de cuidados intensivos.
Na pesquisa qualitativa o pesquisador está diante do estudo de fenômenos
relacionados com o ambiente no qual o indivíduo participa, com as relações sociais destes e
com uma riqueza de interações. Nesta ótica o fato pode ser melhor compreendido, pois a
vivência e a experiência fazem parte do contexto em que está inserido (GONDIM, 2003).
Como método de pesquisa o estudo de caso é importante para solucionar fenômenos
sociais individuais ou grupais, podem ser de ordem política, administrativos, sociais, na
psicologia comunitária entre outros, é “definido como um método investigativo empírico do
fenômeno, o caso, que ocorre no mundo real e serve para esclarecer limites não evidentes do
fato” (YIN, 2015, p.17).
2.2.1 Sujeitos da pesquisa
A amostra foi não probabilística por conveniência, esse tipo de amostra acontece
mediante experiência do pesquisador no campo de pesquisa, onde o mesmo encontrará relação
entre o objeto de estudo e fará a escolha do corpus de estudo para análise dos dados
(FONTANELLA, 2011). Os sujeitos incluídos no estudo foram os acadêmicos da área de
fisioterapia, psicologia e enfermagem do nono e décimo períodos em estágio curricular, e
médicos residentes da Unidade de Terapia Intensiva Neonatal e Pediátrica.
17
2.2.2 Cenário da pesquisa
O cenário de estudo foi a Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica e Neonatal do
Hospital do Açúcar que tem equipe multiprofissional (médicos, enfermeiros, fisioterapeutas,
psicólogos, nutricionistas, técnicos de enfermagem, técnicos administrativos, técnicos de
raios-X e técnicos de laboratório) e é cenário de prática para acadêmicos no último ano do
curso (psicologia, fisioterapia e enfermagem) em estágio curricular e residentes de medicina
em Terapia Intensiva Pediátrica e Neonatal. Os estágios são organizados de acordo com a
demanda de cada curso, a carga horária mínima é de 5h semanais e acontece nos últimos
semestres da graduação. A Residência em Terapia Intensiva Pediátrica e Neonatal é oferecida
anualmente e tem duração de 24 meses.
2.2.3 Coleta de dados
Os dados foram coletados por meio da técnica do Grupo Focal após aprovação pelo
Comitê de Ética e Pesquisa da UFAL (parecer n. 1.941.009) e consentimento dos gestores da
UNIT-AL e do Hospital do Açúcar. Foram realizados dois grupos focais, o primeiro com
graduandos e o segundo com residentes entre os meses de maio e julho de 2017, após convite.
O grupo focal é um tipo de entrevista ou conversa em grupo. Do ponto de vista
operacional essas reuniões são feitas com participação de seis a doze sujeitos e exige a
presença de facilitador (coordenador) e de um relator (MINAYO, 2006).
Inicialmente foi apresentado aos participantes do grupo focal, o coordenador do grupo
e o observador. O coordenador do grupo fez orientações sobre o processo do grupo focal,
sobre a temática em questão, manutenção do foco sobre o assunto, a manifestação de um
componente do grupo de cada vez; respeito à fala uns dos outros.
Depois dos esclarecimentos, o pesquisador (observador) verbalizou que as falas seriam
gravadas e utilizadas somente para pesquisa, garantindo-lhe sigilo das mesmas, procedeu-se a
leitura e assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido-TCLE (Anexo A) pelos
integrantes.
18
O roteiro utilizado para o grupo focal teve como objetivo coletar informações e
aprofundar a discussão sobre o objeto de pesquisa, os participantes responderam as seguintes
perguntas disparadoras:
-Vocês conhecem o termo Educação interprofissional em saúde? O que sabem sobre
Educação interprofissional em saúde? -Vocês já desenvolveram atividades em equipe
interprofissional durante a vida acadêmica? -Vocês consideram que desenvolvem ações
interprofissionais com seus colegas de outras áreas no período de estágio e/ou residência?
Poderia dar exemplos de situações na sua rotina de trabalho que possam ser entendidas
como trabalho interprofissional em saúde; - Vocês acreditam que a formação na área de
saúde capacita o graduando/residente para o trabalho interprofissional?
As falas no grupo focal foram gravadas e utilizadas somente para pesquisa,
garantindo-lhe sigilo das mesmas. Participaram da pesquisa 11 estudantes da área da saúde,
divididos em dois grupos focais: o primeiro grupo foi composto por seis estudantes da
graduação (fisioterapia, 04; enfermagem, 01; e psicologia, 01) e teve duração de 1 hora e meia
e ocorreu em maio de 2017, o segundo grupo focal aconteceu com cinco residentes da UTI
(Neonatal, 03; Pediátrica, 02) com 1 hora de duração em julho de 2017.
2.2.4 Análise dos Dados
As falas foram transcritas na íntegra e esse documento foi analisado pela técnica de
análise de conteúdo temática de Bardin (2011) e consistiu de repetidas leituras do relatório
obtido da transcrição das gravações, com o intuito de compreender e apreender o sentido das
informações.
Concomitantemente a leitura flutuante procedeu-se a organização das informações
sobre os mesmos temas; a identificação em cada item dos pontos comuns, e agrupamento das
similaridades, permitindo a construção de categorias de análise; análise reflexiva das
respostas significativas para o estudo, com o intuito de aprofundamento do objeto, para
responder aos objetivos propostos.
19
As falas dos sujeitos estudados foram codificadas e receberão o símbolo EIP e
enumeradas de 1 a 4 conforme sequência das falas em EIP1, EIP2, EIP3 e EIP4, ordenados
por categorias: fisioterapia - EIP1a, EIP1b, EIP1c, EIP1d; psicologia - EIP2, enfermagem EIP3 e medicina - EIP4a, EIP4b, EIP4c, EIP4d, EIP4e .
Durante a análise dos dados, emergiram três categorias: conhecimento sobre
interprofissionalidade, experiências interprofissionais e importância da interprofissionalidade
para a integralidade apresentadas na discussão.
2.3 Resultados e discussão
Participaram da pesquisa 11 indivíduos, sendo quatro do sexo feminino e sete do sexo
masculino, com faixa etária entre 21 e 38 anos. Os participantes foram de dois grupos
diferentes de nível acadêmico: graduandos das áreas de fisioterapia (quatro), enfermagem
(um) e psicologia (um) e cinco da pós-graduação Lato sensu (residência médica em pediatria),
que estavam em atividades curriculares nas unidades de terapia intensiva pediátrica e
neonatal.
Os dados construídos a partir das transcrições foram analisados de acordo com a
pergunta e os objetivos da pesquisa. As categorias emergentes são mostradas na Figura 1.
Figura 1 - Categorias emergentes da construção dos dados.
Fonte: Autora, 2018
20
2.3.1 Conhecimento sobre interprofissionalidade
O conhecimento é produto de interações entre o sujeito e o meio ambiente, sua
aquisição, assimilação e consolidação depende de como os conteúdos são apresentados ao
indivíduo, normalmente na academia os conteúdos estão relacionados ao currículo, são
organizados em uma matriz curricular e agrupados por disciplinas.
No tocante ao conhecimento, quando se observa a fala do graduando “[...] Conhecer,
conhecer não, mas já ouvi falar sim, sobre alguns professores, mas não pra pegar, ler, ver o
que realmente é, que se trata, né? mas só especulações de professores falando” (EIP1a).
Essa citação a respeito do conhecimento sobre interprofissionalidade descortina
situações interessantes, uma delas é o interesse de docentes por temas que ainda não estão
contemplados nas DCN e a informalidade da disseminação desse termo, outro fato é a
percepção do aluno sobre a figura do professor, para ele o professor é o sujeito detentor do
conhecimento. Diante dessas colocações fica a ideia de que esse movimento pontual e
informal desvela a necessidade de mudanças nos documentos legais e na forma de ensinar.
Na fala de um graduando de outra área, “[...] O termo é conhecido, porém durante a
graduação foi pouco discutido, então não tem um aprofundamento sobre tal termo” (EIP2).
O conteúdo interprofissionalidade parece ter sido discutido durante a graduação, no
entanto, verificamos semelhança com a fala de EIP1a, o interesse sobre o termo
interprofissionalidade ainda se mantem na informalidade por não constar nas DCN do curso,
mas já se observa interesse docente pelo tema.
As situações descritas nas falas estão alinhadas com a literatura sobre a realidade da
interprofissionalidade no Brasil, observa-se que o tema é recente e pouco conhecido, o fato
está sobre como a interprofissionalidade vem se desenvolvendo na área da saúde, para os
autores há necessidade de estruturação e investimentos que contemplem as três dimensões, as
políticas de educação em saúde, as mudanças curriculares com apoio da academia e a
formação colaborativa, essas medidas tornarão a interprofissionalidade uma realidade no
ensino na saúde (PEDUZZI et al., 2013; TOASSI et al., 2017).
21
Para os residentes médicos as mudanças curriculares em evidência nas falas sugerem
transição curricular mediante as DCN do curso de medicina.
“[...] O termo interprofissional, está ligado à atuação de vários
profissionais de diversas áreas, discutindo sobre os mesmos casos e mesmos
pacientes, tomando condutas em conjunto de maneira que propicie uma
melhor evolução” (EIP4a).
“Eu entendo como trabalho interprofissional é exatamente isso, a atuação
de vários profissionais de várias áreas agindo num único objetivo, é o
conhecimento adquirido dessas pessoas de várias profissões, somando, a
ideia é essa que somando esses conhecimentos atinja um objetivo de
melhorar a qualidade de vida do paciente. [...]” (EIP4b).
As observações do grupo de médicos residentes já sugerem um maior conhecimento
quanto ao termo interprofissionalidade. Observa-se mais harmonia nos termos utilizados,
contextualizam conforme a definição do tema, sugerindo que além do nível de maior
amadurecimento, em algum momento da vida acadêmica, o termo, permeou vários momentos,
pois se observa maior articulação contextual ao expor as ideias.
Acredita-se que os programas de residência são ambientes propícios para a prática
interprofissional, é nesse espaço que o graduando entra em contato com a realidade do serviço
e com o doente crítico, proporcionando novas oportunidades para aquisições de habilidades e
competências que venham estimular práticas mais colaborativas entre a equipe de saúde
(MOTTA e PACHECO, 2014).
O estudo de Silva et al. (2015) abordou a Educação Interprofissional e prática
colaborativa na atenção primária a saúde, seu objetivo foi compreender a percepção de
docentes, trabalhadores e estudantes, que deixaram implícito a necessidade de reformulações
no modelo curricular para garantir o desenvolvimento de ações interprofissionais nos
currículos das IES, nos cenários de prática e na vida profissional.
2.3.2 Comunicação Interprofissional
No grupo de graduandos, observam-se algumas divergências sobre a prática da
comunicação interprofissional. Na fala de EIP1b notamos que ainda há uma barreira a ser
22
enfrentada, baseada no modelo de estruturação do curso que coloca o preceptor como
interlocutor comunicativo entre a equipe e os cuidados com o paciente.
“[...] a gente não tem comunicação direta com o médico, com o enfermeiro,
com o técnico, a gente basicamente se comunica com os nossos preceptores,
são eles quem nos interliga com o que está acontecendo com o paciente.
[...]” (EIP1b).
Apesar dos avanços para formação do profissional da saúde, ainda é vigente um
modelo formador uniprofissional, o que vem corroborar com nosso estudo quando EIP1b
relata que se comunica apenas com o preceptor, esse fato contribui para manutenção do
paradoxo “se forma o profissional separadamente, para no futuro trabalharem juntos”, e
favorece o fracionamento do trabalho, limita acessibilidade ao profissional e forma uma
barreira para comunicação interprofissional (COSTA, 2016).
No entanto, graduandos de outras áreas dizem que:
“[...] Para nossa área é essencial essa comunicação, até porque a medicina,
a enfermagem, usa termos que é desconhecido pra gente, então a gente tem
que ter essa comunicação para sabermos o que é que está acontecendo com
os pacientes. [...]” (EIP2).
“[...] Desenvolve, no ambiente do estágio a gente desenvolve, porque a
gente precisa se comunicar com o médico, precisa se comunicar com o
nutricionista, precisa se comunicar com os acompanhantes, pra explicar
sobre o processo cirúrgico” (EIP3).
Nas falas citadas de EIP2 e EIP3 se percebe uma diferença em relação a EIP1b, para
as duas categorias(EIP2 e EIP3) a comunicação é apresentada como ferramenta indispensável
para solucionar dúvidas, ou seja, seu ato comunicativo está relacionado a esclarecimento de
termos ou para obter explicação sobre procedimentos, apesar de ocorrer um contato entre
profissional-aluno é notório que a comunicação não acontece com frequência, e sim em
determinadas situações.
As diretrizes curriculares nacionais dos cursos de fisioterapia, psicologia e
enfermagem não fazem menção explicita a comunicação interprofissional, mas ao descrever a
importância dos profissionais serem acessíveis, implicitamente descreve o diálogo
interprofissional, pois acessibilidade remete a liberdade de expressão, interação,
conhecimento do outro e respeito ao outro, essas atitudes são importantes para a aquisição de
23
habilidades para outras competências como liderança, administração e gerenciamento,
educação permanente e atenção à saúde (BRASIL, 2001, 2002, 2010).
Nesse mesmo contexto, Pirolo et al. (2011) se refere a comunicação como veículo
importante para o cuidado integral na terapia intensiva, a autora descreve a interação de
docentes, profissionais e estudantes como modelo de práticas de ensino que modificarão a
formação em saúde, sugere encontros baseados na comunicação interprofissional para
possibilitar reflexões sobre as práticas, formar concepções coletivas e construir planos
comuns a todos, essas sugestões tem por objetivo tornar as práticas mais colaborativas e
assegurar a integralidade no ambiente de alta complexidade.
A comunicação é imprescindível em qualquer esfera social, na formação do
profissional de saúde é um fator determinante para o aprendizado crítico-reflexivo que
transcende a transmissão de informações do modelo hegemônico, para interprofissionalidade
os ambientes de práticas devem ser palco de reflexões sobre a prática em saúde, sendo a
comunicação ferramenta facilitadora de aprendizagem colaborativa (PEDUZZI et al., 2013;
SILVA et al., 2015).
As falas dos residentes sugerem discordância do que realmente é comunicação
interprofissional.
“[...] A gente discute todos os pacientes, tanto com a fisio, com a
enfermagem, com o diarista, a gente não consegue resolver sozinho o caso
do paciente sem todo mundo entrar num consenso comum” (EIP4c).
“Como residente responsável por determinado número de pacientes críticos,
e pra manejar esses pacientes, tive que ter contato próximo, ter uma
comunicação diária e frequente com outros profissionais para ter uma visão
mais aprofundada da situação clínica daquele paciente. [...]” (EIP4d).
No grupo dos médicos residentes, surge uma discordância entre as falas do grupo. Na
primeira fala é observado que todos os pacientes são discutidos diariamente com outras
carreiras profissionais, mas quando analisamos a segunda fala observamos que a necessidade
de se comunicar provém da gravidade do paciente, as observações nas duas falas sugerem que
os encontros são feitos individualmente e não coletivamente.
24
Para a OMS (2010) a efetividade na comunicação interprofissional é uma necessidade
e acontecerá mediante mudanças que transformem as práticas uniprofissionais em
interprofissionais, para que essa transição seja visível se faz necessário uma articulação bem
harmônica entre a gestão, a educação e o ensino. Essa articulação é o meio para que a
interprofissionalidade se materialize na academia e no serviço, dessa forma as reflexões sobre
as práticas profissionais e as mudanças de atitudes promoverão um trabalho mais colaborativo
e menos individualizado.
Mesmo reconhecendo que uma prática interprofissional gera mais colaboração entre a
equipe de saúde, ainda é comum no ambiente de terapia intensiva a capacitação profissional
especializada que normalmente tende a fragmentação das tarefas por especialidades,
entretanto ações baseadas na interprofissionalidade surgem como ferramenta agregadora de
valores como respeito, empatia e colaboração que intencionalmente preparam o sujeito para
desenvolver trabalhos laborais mais harmônicos (BARROS e ELLERY, 2016).
2.3.3 Importância da Interprofissionalidade para a integralidade.
No grupo de graduandos, a fala abaixo demonstra que há entendimento de que a
interprofissionalidade é importante para resolução de conflitos no trabalho e que, sobretudo, o
paciente ganharia uma assistência integral, no entanto chama atenção à timidez em ações
interprofissionais em duas situações, no estágio curricular e no extracurricular.
“É importante essa questão da interprofissionalidade, um problema que eu
vejo diariamente no estágio extracurricular e no estágio dentro da
universidade, é uma coisa que é pouco falada, pouco disseminada no
ambiente universitário, é um tema muito válido e é uma coisa que poderia
resolver desde problemas entre os profissionais a uma melhora do quadro
do paciente [...]” (EIP1d).
Na busca de reflexões sobre essa fala, encontra-se a Carta Verde, escrita por
estudantes e docentes na intenção de sugerir mudanças curriculares que comtemplem a
interprofissionalidade, vista como:
“A principal estratégia de formação para que profissionais se tornem aptos a
desenvolver o trabalho em equipe, prática essencial para a integralidade no
cuidado”, e considera a necessidade de ações que visem o trabalho em
25
equipe na academia e nos campos de prática, a fim de preparar os egressos
para atuarem em situações de coletivamente no trabalho e como ser social
que se corresponsabiliza e coopera com os outros no cuidado em saúde[...]”
(FERNANDES et al., 2015, p. 338).
Em outro comentário, observa-se que o cuidado prestado ao paciente está muito ligado
à comunicação interprofissional como parte de um acordo comum entre as categorias. Para o
graduando EIP2, a “Educação interprofissional tem a ver com a comunicação entre os
profissionais com o mesmo objetivo de promover e até atuar com formas preventivas pra
saúde do indivíduo”.
As reflexões feitas por um grupo multiprofissional vem apoiar nossos achados ao
colocar a integração ensino-serviço como espaço importante para encontros de aprendizagem
entre docentes, estudantes e profissionais, essa interação é importante para desenvolver
relacionamentos de corresponsabilidade entre os sujeitos que servirá de base para a assistência
integral em saúde (ALBUQUERQUE et al., 2008).
Essa
visão
de
construção
coletiva
baseada
na
interdisciplinaridade
e
interprofissionalidade confere uma estratégia de ensino que permite a ampliação do todo e não
a simplificação por partes do corpo estudado e deve ser o produto do trabalho de cada
profissão (FAZENDA, 2011; OLIVEIRA, 2011).
Na fala abaixo o estudante de psicologia traz pontos interessantes para a reflexão das
práticas em saúde.
“Essa educação interprofissional é aquilo que cada um entende, diante de
ter várias profissões, mas acontece o fato de um querer ser melhor que outro
isso acaba tendo muito conflito e atrapalhando o bem estar do paciente, até
mesmo, chega até interferir na saúde do paciente. [...]” (EIP3).
O graduando EIP3 se refere à interprofissionalidade como conhecimento perceptivo
que cada um tem de cada profissão, coloca as situações de conflitos como danosas para a
saúde e para assistência baseada na integralidade do cuidado.
A observação de EIP3 sobre conflitos de ego vem afirmar os debates feitos por Reeves
(2016, p.186) sobre a interprofissionalidade e o cuidado efetivo e seguro, para o autor quando
26
há “falhas na comunicação” há prejuízos ao cuidado que é prestado ao paciente e também
ressalta que a prática interprofissional vem sendo uma estratégia promissora de agregar
valores colaborativos entre as equipes, assegurando qualidade e segurança ao cuidado.
Na análise das falas do residente, observa-se semelhança quanto a exposição à
interprofissionalidade, nelas encontramos relação entre a interprofissionalidade e o cuidado
integral, as atitudes e fragilidades da mudança curricular e a interessante colocação de
continuidade desses encontros na residência médica.
“Eu acho que essa é uma grande tendência, na verdade, acho que é. As
metodologias de ensino estão direcionando cada vez mais pra uma
perspectiva de atuação interprofissional sim, e a cada nível, acho que essas
perspectivas vão aumentando, na graduação a gente tem já, é..., essa
questão da interprofissionalidade, mas na residência é maior e assim por
diante..., quando você atua com a equipe interprofissional você consegue
notar a diferença de evolução nos pacientes. [...]” (EIP4b).
“Faço parte da primeira turma da mudança de currículo da Universidade
Federal de Alagoas, na época gerou muita polêmica, então muita gente,
muitos médicos antigos achavam que a gente não ia se dá bem, não ser
suficiente, eficaz no dia a dia, muitos se negaram a ensinar porque achavam
que a gente não iria aprender como deveria..., do momento que eu me
formei, fui para residência, eu pude ver na prática a importância dessa
mudança curricular, na verdade não me atrapalhou, me ajudou muito a ver
o paciente como um todo. [...]”(EIP4e).
O entendimento da importância da interprofissionalidade para integralidade está
presente nas falas dos dois grupos, graduandos e residentes, as observações feitas pelos
estudantes estão alinhadas as Diretrizes curriculares nacionais de seus cursos, o documento
orienta as instituições de ensino superior a formar o profissional mediante competências
gerais, das quais a atenção à saúde merece destaque pelo fato de explicar como devem
acontecer as ações de cada profissão, individualmente ou coletivamente, estas devem atender
o indivíduo integralmente. Mesmo que o termo interprofissionalidade não esteja totalmente
claro nas DCN dos cursos de fisioterapia, psicologia e enfermagem, as orientações para que a
integralidade seja contemplada recaem sobre o fato da interação profissional em equipe de
saúde (BRASIL, 2001, 2002, 2010, 2014).
Esse desfecho de interação entre teoria e prática é simbolicamente significativo para o
sujeito, é nesse momento que a aquisição e a consolidação de antigos e novos conhecimentos
27
tornam-se atraentes por permitir compreensão simbólica, essa materialização entre o conhecer
e o fazer, o fazer e pensar juntos descodificam conteúdos, tornando-os mais significativos
para a vida profissional, social e individual do estudante em aprendizagem (DELORS, 1998;
MOREIRA, 2011).
A observação de transformação e continuidade dos resultados do estudo vem sustentar
a afirmação que o ensino superior vem modificando seus currículos com objetivo de tornar as
atividades acadêmicas mais próximas da realidade do ser humano, que exige dos egressos
interprofissionalidade para praticar a atenção integral e fortalecer o aprendizado baseado em
equipes (FORTE, 2016).
Dos resultados da pesquisa emergiram três categorias temáticas, a primeira categoria
sobre conhecimento interprofissional nos permite analisar a discrepância de opiniões entre as
carreiras de estudantes e residentes da área da saúde que possui maior maturidade,
principalmente pela organização da residência médica que oferece maiores oportunidades de
vivências práticas e de interação, no entanto cabe salientar a necessidade de ações de apoio e
investimentos por parte do serviço em saúde em desenvolver a interprofissionalidade. Na
graduação a organização curricular segue as DCN e, portanto, o resultado da pesquisa coloca
o termo no âmbito do conhecimento empírico, principalmente por não está documentado nas
DCN dos cursos pesquisados, mas já se observa interesse por partes de docentes a respeito da
interprofissionalidade. Percebe-se que a interprofissionalidade já é um tema de interesse, mas
necessita de equidade nos documentos legais para sua materialização, e de capacitação
profissional para disseminação teórico e prática do mesmo.
A segunda categoria, a comunicação interprofissional nos alerta para o tipo de
comunicação que se aprendeu e que existe no serviço. Para os graduandos a comunicação
serve como meio de transmissão de informações, acontece pontualmente para solucionar
dúvidas sobre determinado procedimento, para os residentes a comunicação interprofissional
é entendida como encontros cotidianos e/ou esporádicos em que uma profissão discute sobre
determinado caso, mas com objetivo de fechar diagnóstico. Não há diálogos de aprendizado
coletivo com o foco no aprender com o outro, esses fatos encontrados nas falas mostra a
realidade do ensino na saúde e do serviço em que a pesquisa se desenvolveu.
28
Ao verificar a última categoria, sobre a interprofissionalidade e a integralidade, os
dados de todas as falas nos revela a fragilidade da formação dos futuros profissionais, que
teoricamente sabem a importância de interagir e aprender juntos, mas não sabem conviver
juntos, revelando conflitos nos relacionamentos, revelando a fragilidade do ensino superior
que precisa urgentemente utilizar as ferramentas pedagógicas adequadas e promover equidade
de conhecimento para o cuidado integral da academia ao serviço.
2.4 Considerações finais
Este trabalho procurou contribuir para formação interprofissional de graduandos e
residentes da área da saúde no setor de alta complexidade, a unidade de cuidados intensivos
pediátricos e neonatais, através da percepção dos sujeitos a respeito do tema
interprofissionalidade como nova perspectiva de práticas mais colaborativas para fomentação
da integralidade.
Para os graduandos das áreas de fisioterapia, psicologia e enfermagem a educação
interprofissional e prática colaborativa no que se refere ao conhecimento sobre o tema,
parecem distante da formação curricular, no entanto já se observa um movimento de interesse
docente pelo tema, porém esse movimento está na dependência do interesse individual de
cada profissional da educação, visto que as modificações nas DCN desses cursos ainda estão
em tramitação e o documento anterior não deixa explícito o termo interprofissionalidade.
O termo comunicação interprofissional não está claro nas falas dos graduandos, as
observações do grupo estão relacionadas a comunicação uniprofissional e de transmissão de
informações, e não está alinhado ao que está disposto nas DCN a respeito da comunicação
acessível entre os profissionais, esse desfecho aponta para a fragilidade da integração ensinoserviço e da organização dos estágios que parecem seguir sem articulação entre as instituições
responsáveis pela formação do estudante da saúde.
Quanto a importância da interprofissionalidade para a integralidade os graduandos
relatam seus princípios, mas deixa sugestivo que a organização do serviço segue o modelo
hegemônico em saúde, trazendo importantes observações na fala sobre a fragmentação das
atividades profissionais. Outro fato interessante apresentado pelos indivíduos da pesquisa são
29
os conflitos de egos profissionais, os estudantes relatam essa situação é um fator limitante
para contemplação do cuidado integral em saúde.
Ao comparar as categorias dos grupos de graduandos com o grupo de médicos
residentes, foi possível identificar algumas nuances de aproximação dos residentes com o
tema apresentado em pesquisa, no tocante ao conhecimento sobre interprofissionalidade esse
grupo apresentou maior segurança ao definir o tema, possivelmente devido a transição do
currículo do curso médico a partir das reformulações das DCN em 2014, porém esse fato não
é suficiente para provocar e comprovar as mudanças que a interprofissionalidade propõe para
o ensino superior em saúde.
Na segunda categoria sobre comunicação interprofissional foi possível observar que o
diálogo entre os residentes e a equipe acontece em encontros cotidianos e/ou esporádicos em
que uma profissão discute sobre determinado caso com outro profissional, mas com objetivo
de fechar diagnóstico, essa percepção dos residentes deixa explícito que a acessibilidade e
funcionalidade da comunicação ocorrem no interesse de resolutividade de casos mais críticos
e não como diálogos de aprendizado coletivo com objetivo de colaboração.
No tocante a importância da interprofissionalidade para integralidade, o grupo de
residentes concorda que é a interprofissionalidade é uma tendência que já vem provocando
mudanças curriculares, outro fato é que o grupo da ideia de continuidade na residência da
prática interprofissional, mas não faz menção ao cuidado centrado no paciente e nem aborda
temas como responsabilidade social dos indivíduos envolvidos no processo.
Os resultados da pesquisa nos permite fazer as seguintes observações, que é preciso
envolvimento e planejamento dos responsáveis no que diz respeito as práticas dos estágios e
da residência na UTIP/N, que é necessário um estudo com aprofundamento nas DCN para o
planejamento dessas atividades, que é necessário fomentar estratégias que promovam o
envolvimento de todos, inclusive dos responsáveis legais pela criança doente, e que sobretudo
contemplem a integralidade do cuidado e responsabilidade social.
A respeito da comunicação interprofissional o estudo mostra a urgente necessidade de
melhor acessibilidade e interação entre os profissionais, de diálogos mais coletivos, de
planejamentos que promovam planos comuns a todos, e vem afirmar que a comunicação é um
30
ponto de partida de reflexões sobre as atividades desenvolvidas tanto individualmente, como
coletivamente, por cada profissão, para qualificar o trabalho em equipe colaborativa e obter
resultados assertivos na assistência pediátrica e neonatal.
Embora a interprofissionalidade pareça muito distante da realidade dos estudantes e
residentes que desenvolvem atividades na UTIP/N, as reflexões baseadas nas percepções dos
grupos revelam que o ambiente de alta complexidade onde foi desenvolvido o estudo, ainda é
um espaço que as atividades são realizadas uniprofissionalmente, possivelmente pela herança
hospitalocêntrica e fragmentadora do diagnóstico especializado. Deixa sugestivo que para que
o serviço seja palco de uma formação interprofissional se faz necessário alinhamento,
comprometimento e investimento entre este e a academia.
Este estudo se limitou a conhecer a percepção de discentes e residentes da área da
saúde sobre interprofissionalidade na unidade de cuidados intensivos pediátricos e neonatais,
algumas lacunas ainda necessitam serem esgotadas a respeito do tema, em especial no
impacto da interprofissionalidade sobre a vida profissional de egressos que foram
contemplados com essa educação, visto que a literatura trás estudos baseados em revisões
sobre o tema ou de percepção de estudantes, profissionais de saúde e docentes que já tem um
currículo interprofissional.
Portanto o estudo se limitou a estudar o serviço de alta complexidade pelo imaginário
dos estudantes da área da saúde, e através deste buscar soluções que possibilitem a
contemplação da interprofissionalidade. Nesse contexto as contribuições dos estudantes sobre
a percepção das atividades do setor servem de base para apresentar aos gestores, profissionais
e docentes a necessidade de mudança nas práticas educativas.
31
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<https://books.google.com.br/books?id=EtOyBQAAQBAJ&printsec=frontcover&hl=ptBR&source=gbs_ge_summary_r&cad=0#v=onepage&q&f=false>.
36
3 PRODUTO DE INTERVENÇÃO
3.1 Relatório técnico da pesquisa: educação interprofissional nos cuidados intensivos em
saúde pediátrica e neonatal: percepção dos discentes e residentes.
3.1.1 Apresentação do Relatório Técnico
A elaboração do relatório técnico é fruto da pesquisa Educação Interprofissional nos
Cuidados Intensivos em Saúde Pediátrica e Neonatal: Percepção dos Discentes e Residentes,
realizada com discentes dos cursos de enfermagem, psicologia e fisioterapia do Centro
Universitário Tiradentes-UNIT/AL, e residentes de terapia intensiva pediátrica e neonatal do
Hospital do Açúcar.
A análise dos dados e os resultados tiveram por objetivo conhecer a percepção dos
estudantes e residentes a respeito da interprofissionalidade nos cuidados intensivos pediátricos
e neonatais. Da análise desses dados surgiram três categorias temáticas: conhecimento
interprofissional, comunicação interprofissional e a importância da interprofissionalidade para
integralidade, essas categorias foram discutidas mediante literatura sobre o tema.
O relatório de pesquisa foi apresentado no mês de junho de 2018, para coordenadores
e preceptores dos cursos de fisioterapia, psicologia e enfermagem da UNIT/AL,
coordenadores e preceptores da residência médica de terapia intensiva pediátrica e neonatal
do Hospital do Açúcar de Alagoas e a gerência de ensino do mesmo.
O objetivo desse documento é promover reflexões a respeito da interprofissionalidade
na academia e no serviço, com a finalidade de aproximação no eixo ensino-serviço.
UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS
FACULDADE DE MEDICINA
MESTRADO PROFISSIONAL EM ENSINO NA SAÚDE
CÍCERA TRINDADE SANTOS DE SOUZA
RELATÓRIO TÉCNICO
EDUCAÇÃO INTERPROFISSIONAL NOS CUIDADOS INTENSIVOS EM SAÚDE
PEDIÁTRICA E NEONATAL: PERCEPÇÃO DOS DISCENTES E RESIDENTES
Maceió
2018
CÍCERA TRINDADE SANTOS DE SOUZA
EDUCAÇÃO INTERPROFISSIONAL NOS CUIDADOS INTENSIVOS EM SAÚDE
PEDIÁTRICA E NEONATAL: PERCEPÇÃO DOS DISCENTES E RESIDENTES
Relatório técnico apresentado ao Programa de PósGraduação do Mestrado Profissional em Ensino na
Saúde da Faculdade de Medicina de Alagoas da
Universidade Federal de Alagoas, como requisito
parcial para obtenção do título de Mestre em
Ensino na Saúde.
Orientadora: Profa. Dra. Celia Maria Silva Pedrosa
Co-orientadora: Profa. Dra. Maria Viviane Lisboa
Maceió
2018
RESUMO
O relatório técnico da pesquisa Educação interprofissional nos cuidados intensivos em saúde
pediátrica e neonatal traz a percepção de estudantes e residentes a respeito do tema,
favorecendo a reflexão sobre a inserção da interprofissionalidade nos cenários acadêmicos e
de prática. Tem por objetivo mostrar os resultados do estudo e promover reflexões sobre o
tema. O relatório foi apresentado aos coordenadores e preceptores de estágio da UNIT-AL
que tem suas atividades na UTIP/N, a coordenação geral de estágio da UNIT-AL, os
coordenadores e preceptores da residência em terapia intensiva pediátrica e neonatal do
Hospital do Açúcar e o gerente de ensino do hospital. Os resultados da pesquisa foram
analisados pela técnica de análise de conteúdo temática de Bardin, organizados em três
categorias temáticas: conhecimento interprofissional, comunicação interprofissional e
importância da interprofissionalidade, essas categorias foram apresentadas em figuras
constando as palavras mais relevantes para cada grupo e para cada categoria. A primeira
categoria revela que o conhecimento interprofissional já é de interesse docente par os grupos
dos graduandos, para os residentes o conhecimento do tema já é mais familiar, visto a
transição do currículo de medicina. A segunda categoria mostra semelhança entre as falas dos
estudantes e residentes, ambos relatam a importância de se comunicar para esclarecer dúvidas
e fechar diagnósticos. Quanto à última categoria todos os pesquisados entendem a importância
da interprofissionalidade para o cuidado integral, mas ainda é distante da realidade do serviço.
Considerando os resultados, conclui-se que o cenário de prática da UTIP/N é um espaço rico
para aprendizagem em equipe interprofissional e necessita de ações que comtemplem a
interprofissionalidade.
ABSTRACT
The technical report of the interprofessional education research in intensive care in pediatric
and neonatal health brings the perception of students and residents about the subject, favoring
reflection on the insertion of interprofessionality in the academic and practice scenarios. It
aims to show the results of the study and promote reflections on the theme. Participants
included UNIT-AL coordinators and trainee preceptors who have their activities at the
UTIP/N, the general coordination of UNIT-AL traineeships, the coordinators and preceptors
of residency in pediatric intensive care and the Hospital do Açúcar and the teaching manager
of the hospital. The results of the research were analyzed by the thematic content analysis
technique of Bardin, organized in three thematic categories: interprofessional knowledge,
interprofessional communication and importance of interprofessionality, these categories were
presented in figures with the most relevant words for each group and for each category. The
first category reveals that the interprofessional knowledge is already of educational interest to
the groups of undergraduates, for the residents the knowledge of the subject is already more
familiar, since the transition of the medical curriculum. The second category shows similarity
between student and resident statements, both report the importance of communicating to
clarify doubts and close diagnoses. Regarding the last category, all respondents understand
the importance of interprofessionality for integral care, but it is still far from the reality of the
service. Considering the results, it is concluded that the practice scenario of the UTIP/N is a
rich space for learning in interprofessional team and needs actions that contemplate
interprofessionality.
SUMÁRIO
3.2 Público-alvo.......................................................................................................................41
3.3 Introdução.........................................................................................................................41
3.4 Desenvolvimento...............................................................................................................42
3.4.1 Objetivo............................................................................................................................42
3.4.2 Metodologia.....................................................................................................................42
3.4.2.1 Percurso metodológico do relatório técnico .................................................................42
3.4.2.2 Percurso metodológico da pesquisa..............................................................................43
3.4.2.2.1 Resultados da pesquisa...............................................................................................43
3.4.2.2.2 Conhecimento interprofissional.................................................................................44
3.4.2.2.3 Comunicação interprofissional..................................................................................45
3.4.2.2.4 Importância da interprofissionalidade para a integralidade.......................................46
3.5 Resultados esperados........................................................................................................47
3.6 Considerações finais.........................................................................................................48
3.7 Recomendações.................................................................................................................49
REFERÊNCIAS.......................................................................................................................51
41
3.2 Público alvo
Esse relatório é destinado aos coordenadores e preceptores dos cursos de
enfermagem, fisioterapia e psicologia da UNIT/AL que atuam na UTIP/N do Hospital do
Açúcar, coordenadores e preceptores médicos da residência em UTIP/N, profissionais da
UTIP/N e ao gerente de ensino do Hospital do Açúcar.
3.3 Introdução
O relatório técnico da pesquisa Educação interprofissional nos cuidados intensivos em
saúde pediátrica e neonatal traz a percepção de estudantes e residentes a respeito do tema,
favorecendo a reflexão sobre a inserção da interprofissionalidade nos cenários acadêmicos e
de prática.
A educação interprofissional (EIP) e a prática interprofissional (PIP) ocorrem quando
estudantes de duas ou mais profissões aprendem sobre os outros, com os outros e entre si para
possibilitar a efetiva colaboração e melhorar os resultados na saúde (OMS, 2010).
O ensino interprofissional na graduação e na pós-graduação no Brasil é recente para
provocar mudanças na formação acadêmica. Marco importante para o tema foi à reformulação
das Diretrizes Curriculares Nacionais (DCN) do curso de medicina em 2014, sendo pioneira
em orientar os currículos das Instituições de Ensino Superior (IES) a introduzir a
interprofissionalidade, no entanto, as mudanças previstas para as DCN dos cursos de
enfermagem, fisioterapia e psicologia ainda estão em trâmites até o atual momento (BRASIL;
2001; 2002; 2011; 2014; PEDUZZI et al., 2013; TOASSI et al., 2017 ).
As mudanças previstas nas DCN se referem à dimensão macro que permite
transformações curriculares na academia, dimensão meso, a dimensão micro está relacionada
à organização da força de trabalho da área da saúde, esse cenário profissional é onde os
estudantes da área desenvolvem suas práticas, é nesse ambiente que se reúnem a maioria das
profissões da saúde (BRASIL, 1998; BRASIL, 2004; PINHEIRO, 2009).
42
A dimensão micro permite que conhecimento acadêmico se materialize na prática, o
mundo do trabalho é um espaço oportuno para o fazer prático e para as interações entre os
profissionais do serviço e os estudantes e, portanto, uma ferramenta educacional importante
para a prática interprofissional e para o compartilhamento de conhecimentos (BALDOINO,
2016).
Sob a ótica do trabalho em equipe, entende-se que a terapia intensiva pediátrica e
neonatal (UTIP/N) precisa de profissionais altamente capacitados para cuidar do paciente
crítico. Sendo ambiente propício para o aprendizado colaborativo visto a necessidade de
interação e apoio dos vários profissionais para suas práticas.
Portanto o questionamento que se faz sobre as práticas profissionais dentro
das UTIP/N é o seguinte: como os residentes e os graduandos na área da saúde percebem a
interprofissionalidade? A pesquisa propôs conhecer a percepção de estudantes da área da
saúde, graduandos e residentes sobre interprofissionalidade.
3.4 Desenvolvimento
3.4.1 Objetivos
Mostrar os resultados da pesquisa a respeito da percepção dos graduandos e residentes
sobre interprofissionalidade nos cuidados pediátricos e neonatais.
Promover reflexões a respeito da interprofissionalidade a partir da aproximação do
eixo ensino-serviço
3.4.2 Metodologia
3.4.2.1 Percurso metodológico da elaboração do relatório técnico
A elaboração do relatório técnico partiu da pesquisa que foi realizada com discentes
dos cursos de enfermagem, psicologia e fisioterapia do Centro Universitário TiradentesUNIT/AL em estágio na UTIP/N, e residentes de terapia intensiva pediátrica e neonatal do
Hospital do Açúcar.
43
O convite para apresentação desse relatório foi encaminhado via e-mail para aos
coordenadores e preceptores da UNIT, coordenadores e preceptores da residência médica em
terapia intensiva pediátrica e neonatal, profissionais da UTIP/N e para a gerência de ensino do
Hospital do Açúcar, a reunião ocorreu no mês de junho no centro de estudos do Hospital,
onde foram apresentados os dados da pesquisa em Power point pela pesquisadora e a entrega
do relatório aos convidados.
Após a apresentação se realizou uma sessão para diálogo, onde se trocou experiências
mediante resultados da pesquisa e apresentou sugestões aos convidados.
3.4.2.2 Percurso metodológico da pesquisa
A pesquisa foi de abordagem qualitativa na modalidade de Estudo de Caso, para
responder ao questionamento sobre a percepção dos graduandos e médicos residentes, na área
da saúde, sobre a prática interprofissional dentro de uma unidade de cuidados intensivos.
A amostra foi escolhida por conveniência, os sujeitos inclusos no estudo foram os
acadêmicos da área de saúde lotados em estágio curricular e residentes da Unidade de Terapia
Intensiva, Pediátrica e Neonatal.
Os dados foram coletados por meio da técnica do Grupo Focal após aprovação pelo
Comitê de Ética e Pesquisa da UFAL (parecer n. 1.941.009) e consentimento dos gestores da
UNIT-AL e do Hospital do Açúcar. Foram realizados dois grupos focais, o primeiro com
graduandos e o segundo com residentes entre os meses de maio e julho de 2017, após convite.
As falas foram transcritas na íntegra e esse documento foi analisado através da técnica
de análise de conteúdo temática (BARDIN, 2011) e consistiu de repetidas leituras do relatório
obtido da transcrição das gravações, com o intuito de compreender e apreender o sentido das
informações.
3.4.2.2.1 Resultados da pesquisa
Participaram da pesquisa 11 indivíduos divididos em dois grupos de nível acadêmico:
seis graduandos e cinco da pós-graduação Lato sensu (residentes), divididos por área
acadêmica, quatro graduandos da fisioterapia, um da enfermagem e um da psicologia, e dois
44
residentes de medicina terapia intensiva pediátrica e três da neonatal em atividades
curriculares na UTI pediátrica e neonatal.
Dos resultados da pesquisa emergiram três categorias temáticas: conhecimento
interprofissional, comunicação interprofissional e importância da interprofissionalidade para
integralidade.
3.4.2.2.2 Conhecimento interprofissional
Quanto ao conhecimento sobre interprofissionalidade as figuras 1 e 2 ilustram a
percepção dos estudantes a respeito do tema.
Figura 1 - Nuvem de palavras do grupo dos graduandos
Fonte: Autora, 2018
As palavras em destaque na nuvem revelam que a disseminação do conhecimento
sobre a interprofissionalidade já é de interesse docente, mesmo sendo ausente nas DCN dos
cursos estudados.
O fenômeno de ocorrência do conhecimento interprofissional recai sobre o seguinte
questionamento, como vem se desenvolvendo a interprofissionalidade na área da saúde no
Brasil? Para os autores a estruturação, organização e investimentos devem contemplar as três
dimensões, as políticas de educação em saúde, as mudanças curriculares com apoio da
academia e a formação colaborativa, equalizando as dimensões a interprofissionalidade
tornará uma realidade no ensino na saúde (PEDUZZI et al., 2013; TOASSI et al., 2017).
45
Figura 2 - Nuvem de palavras do grupo dos residentes
Fonte: Autora, 2018
Na pós-graduação Lato sensu, os residentes descrevem e definem com precisão sobre
interprofissionalidade, acreditamos que o conhecimento científico adquirido por esse grupo
tenha ocorrido durante a graduação já que o currículo atende a reformulação proposta pelas
DCN do curso em 2014, e possivelmente tenha tido continuidade na residência.
As reformulações no modelo curricular foram facilitadoras para o desenvolvimento de
ações interprofissionais na graduação e na pós-graduação, sendo os programas de residência
uma oportunidade de aprendizagens interprofissionais, pelo fato do residente está inserido e
em contato direto com a realidade do serviço, com a equipe, com outros estudantes e com o
paciente (MOTTA e PACHECO, 2014; SILVA et al., 2015).
3.4.2.2.3 Comunicação interprofissional
Nas figuras 3 e 4 observamos as palavras que mais faladas entre os grupos de
estudantes.
Figura 3 - Nuvem de palavras do grupo dos graduandos
46
Fonte: Autora, 2018
Figura 4 - Nuvem de palavras do grupo dos residentes
Fonte: Autora, 2018
A percepção dos graduandos e residentes a respeito da comunicação é semelhante,
para o primeiro grupo a comunicação está ligada a transmissão de informações que tem por
objetivo esclarecer dúvidas sobre determinado procedimento. Para o segundo grupo, a
comunicação é imprescindível para fechar diagnóstico de casos mais críticos, mas não relata
diálogos interprofissionais de aprendizado coletivo.
Considerando a importância do ato comunicativo para o cuidado integral na terapia
intensiva, Pirolo et al. (2011) coloca a necessidade de docentes, profissionais e estudantes
interagirem mais profundamente e sugere encontros interprofissionais que possibilitem
reflexões, concepções e construção coletiva de planos comuns a todos, tornando cada
profissional e estudante responsável e co-responsável para o desenvolvimento do trabalho
intensivo baseado na prática colaborativa.
3.4.2.2.4 Importância da interprofissionalidade para integralidade
A figura 5 revela as palavras que mais se destacaram nas falas dos estudantes da área
da saúde.
47
Figura 5 - Nuvem de palavras dos grupos de graduandos e residentes
Fonte: Autora, 2018
Os dados nos revelaram que todos os participantes entendem a necessidade de se
trabalhar em conjunto e de pensar juntos com foco no paciente, no entanto, a prática da
interprofissionalidade parece ainda muito tímida no cenário de prática, o que pode dificultar a
materialização da integralidade.
A observação acima sustenta a afirmação que o ensino superior vem modificando seus
currículos com objetivo de tornar as atividades acadêmicas mais próximas da realidade do ser
humano, mas as iniciativas ainda parecem tímidas nos cenários de práticas para que ocorra a
materialização do cuidado integral, e se considera a integração ensino-serviço um importante
vetor para que o aprendizado baseado em equipes colaborativas se torne realidade (MOTTA e
PACHECO, 2014; SILVA et al., 2015; FORTE, 2016).
Aprender juntos em equipes colaborativas permite conhecer o outro, aprender com o
outro e ser responsável e co-responsável com o outro, essa interação da sentido, significado e
compreensão da vida profissional, social e individual do estudante que se encontra em
aprendizagem (DELORS, 1998; MOREIRA, 2011).
3.5 Resultados esperados
A pesquisa revela dados importantes sobre a interprofissionalidade, estes nos permite
acreditar que poderá auxiliar o estágio e residência na UTIP/N a buscar melhorias para que se
48
torne um ambiente de construção coletiva onde todos participem com seus saberes atendendo
a integralidade do cuidado a partir do desenvolvimento de práticas interprofissionais e
colaborativas.
3.6 Considerações finais
A pesquisa mostrou a percepção dos estudantes e residentes a respeito da
interprofissionalidade nos cuidados neonatais, possibilitou conhecermos como o tema foi
disseminado na graduação, para os cursos de fisioterapia, psicologia e enfermagem mesmo
não fazendo parte das DCN, mas não foi limitação para despertar o interesse por parte de
alguns docentes. Quanto à medicina, os residentes mostraram maior clareza sobre o termo, o
que sugere a inserção do termo na estrutura curricular do curso médico.
Os participantes da pesquisa enxergam a comunicação como um instrumento de troca
de informações, esclarecimento de dúvidas e fechamento de diagnósticos para casos mais
críticos, mas não citam comunicação entre a equipe.
Quanto a importância da interprofissionalidade para integralidade, foi unanime entre
os grupos o entendimento de sua relevância para o cuidado em saúde, mas não fazem menção
ao cuidado centrado no paciente e a responsabilidade social dos envolvidos no processo.
Acreditamos que o envolvimento e o planejamento da prática dos estágios/residência
na UTIP/N deve está pautada na responsabilidade social em saúde, na integralidade do
cuidado, no trabalho em equipes interprofissionais e na prática colaborativa, conforme
apresentado no estudo. A construção do pensamento científico deve ser organizada e
estruturada conforme as DCN a fim de desenvolver uma formação crítico- reflexivo que
promova mudanças nas práticas em saúde.
Percebe-se que a interprofissionalidade ainda está muito distante da realidade dos
estudantes e residentes que desenvolvem atividades na UTIP/N, e revela uma formação
uniprofissional e pautada no diagnóstico, e sugere que a academia e o serviço precisam
alinhar-se como instituições formadoras para o desenvolvimento de ações que visem o
trabalho em equipe interprofissional.
49
3.7 Recomendações
As recomendações estão pautadas nos resultados da pesquisa e vem sugerir aos
coordenadores e preceptores dos cursos de fisioterapia, enfermagem e psicologia da
UNIT/AL, aos coordenadores e preceptores médicos da residência em UTIP/N, aos
profissionais da UTIP/N e ao gerente de ensino do Hospital do Açúcar as seguintes medidas
de melhorias:
AOS COORDENADORES DOS CURSOS DE FISIOTERAPIA, ENFERMAGEM E
FISIOTERAPIA DA UNIT:
Introduzir o tema para os docentes e preceptores a partir de um olhar mais profundo
sobre as DCN no que se refere ao trabalho em equipe, na inter relação entre os profissionais
de saúde e a necessidade da oferta de um cuidado integral;
Promover rodas de conversas sobre o tema como forma de iniciar ações de
sensibilização sobre a importância da interprofissionalidade na formação do profissional de
saúde;
Buscar sugestões coletivas para a introdução de ações interprofissionais no serviço e
na academia, através do alinhamento e planejamentos que visem o desenvolvimento de
aprendizagem colaborativa;
Desenvolver ações extra-curriculares que contemplem a interprofissionalidade nos
diversos cenários de aprendizagem, afim de preparar o discente para tomada de decisões
individuais e coletivas;
Apoiar as ações interprofissionais no Hospital do Açúcar, em especial a UTIP/N como
ponto de partida para gerar o novo e futuramente provocar mudanças nas práticas de ensino
no serviço.
AOS COORDENADORES/PROFISSIONAIS DA UTIP/N:
50
Acolher os estudantes, docentes e preceptores da UNIT/AL e residentes de maneira
que eles se reconheçam como sujeitos participantes e ativos no desenvolvimento das suas
atividades no setor;
Introduzir momentos de discussão de casos clínicos mensais com participação de
profissionais, docentes, preceptores, estudantes e residentes com o objetivo de conhecer a
visão de cada profissão e reconhecer no outro a importância de seu trabalho e, sobretudo
buscar na coletividade pontos de interesse comuns como a oferta da assistência de qualidade
ao paciente pediátrico e neonatal;
Elaborar um plano terapêutico singular nas discussões de casos clínicos com o
objetivo de ensinar que todos são importantes no processo e que cad um tem
responsabilidades individuais e coletivas com o doente .
A GERÊNCIA DE ENSINO DO HOSPITAL DO AÇÚCAR:
Reunir os coordenadores, docentes e preceptores dos cursos que estarão em atividades
no hospital para apresentar a estrutura administrativa e organizacional do hospital, a fim de
conhecer cada instituição de ensino superior e aproximar do serviço;
Acolher os alunos da área da saúde coletivamente de forma interprofissional para
divulgar a organização administrativa e organizacional do hospital e dá as boas vindas aos
estudantes;
Elaborar um plano de ação com atividades interprofissionais nos cenários de prática do
hospital, em especial a UTIP/N por ter sido cenário da pesquisa, com apoio da UNIT para que
as atividades se desenvolvam em alinhamento com a instituição.
A pesquisa descortinou a percepção dos estudantes da saúde a respeito da
interprofissionalidade nos cuidado neonatais, e vem concluir que o estágio é um momento
excelente para se obter aprendizagem interprofissional por reunir profissionais, docentes,
preceptores e estudantes.
51
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de abril de 2017.
54
4 CONSIDERAÇÕES GERAIS DO TACC
O mestrado profissional em ensino na saúde da Faculdade de Medicina da
Universidade Federal de Alagoas proporcionou base teórico-prática para a minha inquietação
como preceptora, a experiência do mestrado profissional foi relevante para realizar reflexões
sobre minha prática como profissional responsável por formar outros profissionais, essas
reflexões proporcionaram algumas mudanças na minha prática acadêmica, das quais posso
citar a maturidade em conduzir o desenvolvimento de estratégias possíveis dentro da
metodologia ativa que pudessem melhorar o ensino no setor de alta complexidade como a
Terapia Intensiva Pediátrica e Neonatal.
Todo esse processo só foi possível pelas experiências vividas com colegas e
professores no mestrado. Experiências interdisciplinares e interprofissionais que me
enriqueceu como pessoa e profissional, essas oportunidades foram combustíveis para
compartilhar visões, posições e vivências acadêmicas com todos, desse desfecho, o produto
foi o renascimento da criatividade que, antes havia se perdido mediante o ativismo da vida
profissional. Os desafios de dialogar teorias e vivências foram oportunidades de aprendizado
para o ensino, nesses momentos aprendi a ser mais flexível, a me posicionar quanto pessoa e a
defender meus ideais e meu ponto de vista, foi um verdadeiro despertar para a autonomia
madura do intelecto, onde a concepção do conhecimento partiu do compartilhar com todos.
Com o conhecimento, aprimoramento e surgimento do tema a ser pesquisado surge a
pesquisa
com
o
objetivo
de
conhecer
a
percepção
dos
estudantes
sobre
a
interprofissionalidade nos cuidados intensivos pediátricos e neonatais, da análise dos dados
foram feitas leituras exaustivas até o surgimento das categorias temáticas sobre conhecimento
interprofissional, comunicação interprofissional e a importância da interprofissionalidade para
o cuidado integral. O desfecho da pesquisa nos revelou que é comum a formação
uniprofissional e centralizadora para a maioria das categorias de estudantes da saúde, as
mudanças curriculares do curso médico se aproximam mais da interprofissionalidade, no
entanto ainda insuficiente para gerar mudanças no cenário de prática.
Pudemos concluir que a interprofissionalidade é um tema muito recente entre as
categorias estudadas, no entanto já se observa interesse docente, mesmo que isolado, nos faz
acreditar que a sensibilidade e aprofundamento das diretrizes curriculares por parte do
55
docente o faz absorver a importância da interprofissionalidade no desenvolvimento das
competências gerais, apesar de não constar de forma explícita no documento, o que limita as
ações interprofissionais, não sendo suficiente para provocar mudanças, mas inquietações. E
mediante os dados da pesquisa, acreditamos que para acontecer cuidado integral é necessário
incentivar a colaboração entre equipes de saúde.
Baseado nessa colaboração, uma estratégia promissora seria iniciar com reuniões
interprofissionais, tendo a comunicação como ferramenta de acessibilidade e interatividade
entre profissionais e estudantes da área da saúde, com perspectiva de fortalecer o vínculo e a
colaboração,
com
saltos
importantes
para
aprendizagem
baseada
em
equipes,
consequentemente a entrega de serviços de qualidade com base na integralidade do cuidado
do paciente pediátrico e neonatal, pontos importantes para integração ensino serviço no setor.
Para viabilizar reflexões e possíveis mudanças no cenário de atuação dos estudantes,
foi elaborado um relatório técnico da pesquisa que foi apresentado aos coordenadores dos
cursos de enfermagem, fisioterapia e psicologia da UNIT/AL e aos preceptores da residência
médica UTIP/N, com o objetivo de apresentar os dados da pesquisa, buscar estratégias que
possibilitem a prática interprofissional e incentivar o vínculo entre serviço e academia.
A pesquisa possibilita acréscimo aos estudos sobre interprofissionalidade nos cuidados
neonatais, principalmente por mostrar a percepção dos estudantes em relação ao cenário de
aprendizagem no setor de alta complexidade, no entanto faz-se necessário que se realize
outras pesquisas que incluam todos os sujeitos envolvidos direta e indiretamente no processo
educacional.
Principalmente por ser a interprofissionalidade uma estratégia de educação que
permite fortalecimento das diretrizes do Sistema Único de Saúde e que abrange a
responsabilidade social, pelo envolvimento de gestores, educadores, profissionais e
estudantes, esses sujeitos são autores e coautores no desenvolvimento de práticas
interprofissionais nos cenários acadêmico e no serviço.
Nesse desfecho, podemos acrescentar que a perspectiva para o mundo do trabalho está
sob a ótica da formação de equipes interprofissionais e colaborativas, principalmente a equipe
56
de saúde, tão importante para conduzir estratégias que priorizem a qualidade dos serviços
oferecidos a sociedade.
57
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2017.
63
APÊNDICES
64
APÊNDICE A - Carta convite para os graduandos
CARTA CONVITE
Eu, Cícera Trindade Santos de Souza, responsável principal pelo projeto de
dissertação de Mestrado Profissional em Ensino na Saúde (Formação na área da saúde por
meio da Prática Interprofissional: Percepção de graduandos e residentes), vinculado a
Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Alagoas-UFAL, venho pela presente,
convida-lo(a) para participar do Grupo Focal que acontecerá no dia 24 de Maio de 2017, no
Centro de Estudo do Hospital do Açúcar (3 andar), a realizar-se as 9:00h, sob a supervisão
das Professoras: Drª Profª Drª Célia Maria Silva Pedrosa(Orientadora) e Profª Drª Maria
Viviane Lisboa(Co-orientadora) .
Desde já agradecemos pela disponibilidade.
Cícera Trindade Santos de Souza
Pesquisador responsável
Endereços eletrônicos e telefones das pesquisadoras:
ciceratrindade@hotmail.com (82-99945-0643)
celpedrosa@gmail.com(82-99179-8668)e
camposdelisboa@gmail.com.
65
APÊNDICE B - Carta convite para os residentes
CARTA CONVITE
Eu, Cícera Trindade Santos de Souza, responsável principal pelo projeto de
dissertação de Mestrado Profissional em Ensino na Saúde (Formação na área da saúde por
meio da Prática Interprofissional: Percepção de graduandos e residentes), vinculado a
Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Alagoas-UFAL, venho pela presente,
convida-lo(a) para participar do Grupo Focal que acontecerá no dia 25 de julho de 2017, no
Centro de Estudo do Hospital do Açúcar (3 andar), a realizar-se as 14:00h, sob a supervisão
das Professoras: Drª Profª Drª Célia Maria Silva Pedrosa(Orientadora) e Profª Drª Maria
Viviane Lisboa(Co-orientadora) .
Desde já agradecemos pela disponibilidade.
Cícera Trindade Santos de Souza
Pesquisador responsável
Endereços eletrônicos e telefones das pesquisadoras:
ciceratrindade@hotmail.com (82-99945-0643)
celpedrosa@gmail.com(82-99179-8668)e
camposdelisboa@gmail.com.
APÊNDICE C - Carta convite para apresentação do relatório técnico da pesquisa
66
67
APÊNDICE D – Lista de frequência do relatório técnico da pesquisa
68
APÊNDICE E – Fotos da apresentação do relatório técnico da pesquisa
69
ANEXOS
70
ANEXO A – Termo de consentimento livre e esclarecido
TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO
Eu,___________________________________________________________________,nacionalidade:
___________________,idade:_______,estado
civil:__________________,
RG:_________________profissão___________________________________,endereço:___________
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________, estou sendo convidado a participar de
um estudo denominado A FORMAÇÃO NA ÁREA DA SAÚDE POR MEIO DA PRÁTICA
INTERPROFISSIONAL: PERCEPÇÃO DE GRADUANDOS E RESIDENTES, cujo objetivo é
conhecer a percepção e experiências dos discentes da área de saúde sobre o trabalho em
equipe interprofissional. A pesquisa será realizada no Hospital do Açúcar no Centro de
Estudos da Coreme, situada em Maceió, recebi da Sra. Cícera Trindade Santos de Souza
(pesquisadora responsável) e da Sra. Célia Maria Silva Pedrosa (orientadora) e da Sra.
Viviane Maria Lisboa (co-orientadora), as seguintes informações que me fez entender sem
dificuldades e sem dúvidas os seguintes aspectos:
1) Que o estudo se destina a coletar dados sobre o conhecimento e experiências práticas dos
graduandos e residentes sobre o trabalho por meio de prática interprofissional.
2) Que a importância deste estudo é avaliar a percepção do discente da área de saúde sobre
trabalho em equipe Interprofissional e descrever as atuações dos discentes da área de saúde
sobre o trabalho Interprofissional na sua formação, afim de tornar o campo de prática na
saúde um ambiente de prática interprofissional.
3) Que os resultados poderão gerar informações importantes para adequação da UTI Neonatal
como ambiente propício para o exercício da prática interprofissional e formação discente
através desta.
4) Que este estudo começará setembro de 2016 em terminará em fevereiro de 2018.
5) Que a minha participação no estudo se dará em uma única vez, podendo ser necessário uma
segunda vez, instantes em que participarei do(s) grupo(s) focal(ais).
6) Que minha participação será gravada, por meio de um gravador de voz.
7) Que não há riscos físicos previstos para esta pesquisa. Os riscos previsíveis são de
privacidade, constrangimento 7.1) Exposição da minha identidade (risco de privacidade). Este
risco será minimizado com a não identificação das minhas falas após a transcrição das
mesmas. Outro ponto é que tenho a garantia de que o arquivo de áudio, contendo minhas
falas, onde eu posso ser identificado, será deletado ao final da coleta de dados.
71
7.2) Situação de constrangimento: eu posso me sentir constrangido em participar do
grupo focal. Porém esta situação será minimizada reservando-me o direito de participar
somente se eu desejar (voluntário), de não interagir com os demais participantes e o de retirar
meu consentimento e todos os dados em qualquer instante.
8) Que poderei contar com a assistência dos professores Cicera Trindade S. de Souza, Célia
Maria Pedrosa para solucionar qualquer problema ou dúvida relacionada a esta pesquisa.
9) Que os benefícios que deverei esperar com a minha participação são:
9.1) benefício direto, Construção de informações sobre o trabalho interprofissional
dado pelos sujeitos da pesquisa.
9.2) benefício indireto, Conhecimento de vivências práticas sobre trabalho
interprofissional durante a formação acadêmica, como atividade crítico reflexiva sobre o
mesmo, como também a inserção de um estágio integrado que favoreça a prática
interprofissional pelos futuros profissionais da área.
11) Que a qualquer momento, eu poderei recusar a continuar participando do estudo e,
também, que eu poderei retirar este meu consentimento, sem que isso me traga qualquer
penalidade ou prejuízo.
12) Que as informações conseguidas através de minha participação não permitirão a
identificação da minha pessoa, exceto aos responsáveis pelo estudo, e que a divulgação das
mencionadas informações só será feita entre os profissionais estudiosos do assunto. 13) Que
eu deverei ser ressarcido por qualquer despesa que venha a ter com a minha participação
nesse estudo e, também, indenizado por todos os danos que venha a sofrer pela mesma razão,
sendo que, para estas despesas foi-me garantida a existência de recursos. Finalmente, tendo eu
compreendido perfeitamente tudo o que me foi informado sobre a minha participação no
mencionado estudo e, estando consciente dos meus direitos, das minhas responsabilidades,
dos riscos e dos benefícios que a minha participação implica, concordo em dela participar e,
para tanto eu DOU O MEU CONSENTIMENTO SEM QUE PARA ISSO EU TENHA SIDO
FORÇADO OU OBRIGADO.
Endereço do (a) participante voluntário (a):
Domicílio:(rua,conjunto)_______________________________________________Bloco:___
_Nº:______,complemento:_______________________________Bairro:_________________
_ Cidade________________________ CEP._______________________
Telefone: ________________________
Ponto de referência: ______________________________
Responsável legal: ________________________________
Contato de urgência (participante): Sr (a) :
72
Domicílio:(rua,conjunto)_______________________________________________Bloco:___
_Nº:______,complemento:_______________________________Bairro:_________________
_
Cidade__________________________
CEP._______________________
Telefone:________________________
Ponto de referência:_____________________________________
Responsável legal: ______________________________________
Nome e Endereço do Pesquisador Responsável:
Cícera Trindade Santos de Souza – Rua Senador Rui Palmeira, n. 207, apt. 401 Ed. Luca
Signorelli – Ponta Verde– CEP: 57.025-250 – Maceió-AL – Fone: (82) 3316-8192.
ATENÇÃO: Para informar ocorrências irregulares ou danosas, dirija-se ao Comitê de Ética
em Ensino e Pesquisa pertencente a Universidade Federal de Alagoas - Prédio da Reitoria, 1º
Andar , Campus A. C. Simões, Cidade Universitária. Telefone: 3214-1041 – Horário de
Atendimento: das 8:00 as 12:00hs. E-mail: comitedeeticaufal@gmail.com
Maceió, __________ de _______________________ de _____________
Assinatura do voluntário
Cícera Trindade Santos de Souza
Responsável pelo estudo
73
ANEXO B – Autorizações das instituições para realização da pesquisa
74
75
ANEXO C – Declaração sobre a publicação dos resultados do estudo
DECLARAÇÃO SOBRE A PUBLICAÇÃO DOS RESULTADOS DO ESTUDO
Protocolo de pesquisa: A FORMAÇÃO NA ÁREA DE SAÚDE POR MEIO DA PRÁTICA
INTERPROFISSIONAL: PERCEPÇÃO DE GRADUANDOS E RESIDENTES.
Pesquisadores responsáveis:
Cícera Trindade Santos de Souza (pesquisador principal), sob a orientação da Profª. Drª Célia
Maria Silva Pedrosa FAMED/UFAL e co-orientação da Prof.ª Dra. Maria Viviane Lisboa
FAMED/UFAL.
Os dados do estudo em questão serão considerados propriedade conjunta das partes
envolvidas, não devendo ser comunicados a terceiros por uma das partes sem prévia
autorização da outra parte interessada. No entanto, torna-se expresso, o comprometimento em
tornar público os resultados da pesquisa, sejam eles favoráveis ou não.
Atenciosamente,
_________________________________________________
CICERA TRINDADE SANTOS DE SOUZA
(Mestranda em Ensino na Saúde – UFAL)
76
ANEXO D – Declaração sobre a destinação dos materiais e/ou dados coletados
DECLARAÇÃO SOBRE A DESTINAÇÃO DOS MATERIAIS E/OU DADOS
COLETADOS
Protocolo de pesquisa: A FORMAÇÃO NA ÁREA DE SAÚDE POR MEIO DA PRÁTICA
INTERPROFISSIONAL: PERCEPÇÃO DE GRADUANDOS E RESIDENTES.
Pesquisadores responsáveis:
Cícera Trindade Santos de Souza (pesquisador principal), sob a orientação da Profª. Drª Célia
Maria Silva Pedrosa FAMED/UFAL e co-orientação da Prof.ª Dra. Maria Viviane Lisboa
FAMED/UFAL.
Os dados obtidos no estudo mencionado serão utilizados somente para as finalidades
descritas no protocolo. Após ter sido analisado, os resultados das análises dos protocolos
serão:
(X) Destruído/descartado/deletado;
( ) Devolvido ao participante;
( ) Disponibilizado ao pesquisador responsável pela coleta de dados para possíveis
avaliações ou reavaliações de qualquer propósito descrito no protocolo e destruído logo após
ser reanalisado ou ao final do estudo;
( ) Armazenado em uma instituição depositária para uso futuro.
Atenciosamente,
77
ANEXO E – Parecer consubstanciado do CEP
78
79
80
81
ANEXO F – Print da submissão do artigo a Revista Trabalho, Educação e Saúde.
