12- Irenilda Pereira Lins Lemos - Saúde Bucal Coletiva: Espaço Pedagógico para o Sistema Único de Saúde do Brasil
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Bi bliotecár io Responsável: Valter dos Santos Andr ade
L557s
Lemos, Irenilda Pereira Lins.
Saúde bucal coletiva: espaço pedagógico para o Sistema Único de
Saúde do Brasil / Irenilda Pereira Lins Lemos. – 2015.
49 f. : il.
Orientadora: Maria de Lourdes Fonseca Vieira.
Dissertação (Mestrado Profissional em Ensino na Saúde) – Universidade
Federal de Alagoas. Faculdade de Medicina. Programa de Pós-Graduação em
Ensino na Saúde. Maceió, 2015.
Bibliografia: f. 43-46.
Anexos: f. 47-49.
1. Saúde bucal. 2. Odontologia – Aspectos sociais. 3. Sistema Único de Saúde
(SUS). 4. Estudante de odontologia – Formação. 5. Ensino superior. I. Título.
CDU: 616.31-084:378.147
“ Qual é a graça
que há no riso do banguela?”
“ Educação não transforma o mundo. Educ
mundo” .
…………
………...……………
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,
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“Eu acho que o SUS deveria ser um tipo de matéria que a
gente visse do início do curso até o final”.
“A gente vê muito superficial, muito superficial”...
–
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.) “Na teoria é evidente, está lá...”
“Fale!”.
“Na verdade tinha essa integralidade, multidisciplinaridade
e os outros profissionais de outras áreas. Era a
integralidade que a gente viu na prática do SUS, dos
princípios do SUS”
Um
–
modelo
“integral”,
portanto,
é
aquele
que
dispõe
de
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“Assim, a gente vê muito a teoria. Eu acho que deveria ter
mais a prática [...] o SUS no papel, é tudo lindo e
maravilhoso, só que, na realidade, ele é outra coisa”
“... na teoria, é. Observamos [riso], mas na prática...”
“... a gente vai lá (comunidade/serviço), uma vez na
semana, então, outra semana é feriado, na outra semana
tem prova. São visitas esporádicas”
“A gente aprende aqui uma coisa e se depara com a
realidade totalmente diferente [...] a gente passa e
desaprende a teoria, porque a vida do dentista, ela é muito
prática” (A1).
diz: “
teoria”,
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“ A gente oferece trabalho bom, com materiais bons, com
tudo esterilizado, tudo da forma como deve ser e em
benefício da população. Nem todo lugar tem e eu fico
impressionada. Eles precisam, precisam muito, mas sabe,
não tem acesso” ( ).
“Todo semestre tem uma turma que passa pelo que a
gente passou. Elas estão nas mesmas casas, nas mesmas
microáreas com as mesmas... sabe? As pessoas não
abrem a porta, entendeu?” ( 2).
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“O MEC, ele tem como eixo princi
[...] por conta do mercado... as coisas
mudam com o tempo” (A
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;
“... Quando a gente sai, geralmente, a maioria das pessoas
vai diretamente pro PSF [...] precisa trabalhar no PSF. Não
tem dinheiro para montar logo seu consultório pra trabalhar
e precisa trabalhar no PSF”
A expressão “precisa trabalhar no PSF”
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“É muito fácil, tá cuidando do dente é maravilhoso, mas
são realidades diferentes [...] ter aquele olhar, aquela
vocação [...] Eu acho que a gente devia ser melhor
preparado...pra essa questão...de poder ser um profissional
de saúde, de educar no SUS”
“Tem paciente que fala: ‘Eu me sinto tão bem com aquele
dentista fulano de tal, poxa. Eu nunca fui tratada dessa
forma’. Tem que ser dessa forma ... não pra ser exceção. É
pra ser uma constante, e é melhor já começar na
faculdade” ( ).
da “boca”.
“...termos uma oportunidade de criarmos uma estratégia
multidisciplinar. Nós sentarmos juntos e planejarmos algum
bem para a comunidade, independente de qual situação
nós estejamos”( ).
“Eu vou trabalhar numa prefeitura aí, da vida, no PSF... ou
convidada pra ser uma Secretária da Saúde. Você vai ter
que correr muito atrás pra saber desenrolar, pra saber o
que você vai fazer,... ter uma noção daquilo ali, você não
tem aqui. O que você vai fazer? por onde você vai
começar? Quais os instrumentos que você vai utilizar?
Entendeu? acho que falta isso” ( ).
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“A gente sabe que precisa de uma pessoa que puxe aquele
profissional da estratégia porque tem aquele que quer só
ficar no consultório, pra ver se o serviço melhora”
“Eu vou ver essa realidade no dia que for trabalhar nos
PSFs da vida, mas aí eu não vou tá mais aqui
Deveria
ter um olhar diferenciado para o SUS, dentro da Faculdade.
Quando a gente se forma, começa a ser um profissional de
saúde, aí complica”
(
“O que ficou aprendido pra mim foi isso... a equipe
multidisciplinar”
“ Aprender mais nessa matéria é com relação à referência
e contra referência. Trabalhar o paciente como um todo,
né?” (A6).
“[...] como ele chega (paciente) e como vamos solucionar
aquela necessidade. Fazer os nossos procedimentos sobre
a necessidade do nosso paciente, com conversa”
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“As disciplinas devem ser integradas, então houve na
verdade uma adaptação a essa exigência do MEC”
“[...] suprir necessidades das grades antigas que era
dividida. Nós tivemos a vantagem de começarmos mais
cedo na clínica” (A
“Eu acho que a gente teve um ganho, pois aumentou muito
a questão da prática, você também tem a clínica mais
cedo. Acho que a gente ganhou com isso, nessa questão”
(A1).
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“É só aquele serviço de atenção primária e secundária, e
quando passa dali, é que a gente vê que realmente como é
defasado esse serviço que é ofertado pelo SUS [...] a
média complexidade, eu acho que chega aí, depois tem
problema, pois é a alta complexidade”
“A pessoa que precisa de um auxílio x... ou precisa fazer
uma cirurgia, colocar placas reconstrutivas e coisa e tal,
tem que entrar na justiça”(
“Novas portarias e tal [...], muito bom! Só que, o que
acontece, como tudo no Brasil tem as leis, mas não
funciona. A fiscalização do SUS, inclusive, é um absurdo!”
(A6).
“Eu acho que o que deveria acontecer era o gestor ter que
prestar contas mesmo, mas... não dá em nada e assim!”
(A5).
“... e falta material. É isso. Tem que ter uma cobrança
maior, é... em cima dos gestores. E vira uma cascata. os
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gestores dos profissionais... é responsabilizar a cada um”
(A6).
“... porque tem muita coisa do SUS que a gente não
aproveita [...] a gente tá aqui pra ajudar um ao outro,
porque o paciente não é só uma boca... ” (A
“... é, o sistema de saúde que faz parte da vida da gente,
também de uma maneira indireta”
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“O que é dado na faculdade tá ótimo... quem gostar
mesmo tem que fazer um curso decente em Saúde
Coletiva. Tem que estudar, estudar e fazer uma
especialização... quem tiver afinidade e gostar tem que
correr atrás e fazer especialização” ( ).
“... tem pessoas que não gostam, né? Tem que respeitar.
Não, não gostam e dizem: não quero trabalhar com essa
parte da Saúde da Família” ( ).
“ tem aquele que quer só ficar no consultório” (
).
do curso já têm uma especialização na mente, isso “sem ainda conhecer o todo da
Odontologia”.
“É você olhar não só a boca do paciente...”
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