Relatório Técnico da Oficina: Reconhecendo as Competências e Habilidades em Fisioterapia - Laíssa Fonseca Tatajuba Monteiro
Tipo do Produto: Relatório Técnico - Data da Defesa: 10/02/2020
RELATÓRIO TÉCNICO DA OFICINA - RECONHECENDO AS COMPETÊNCIAS E HABILIDADES EM FISOTERAPIA - LARISSA FONSECA TATAJUBA MONTEIRO.pdf
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UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS
FACULDADE DE MEDICINA
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ENSINO NA SAÚDE
LAÍSSA FONSECA TATAJUBA MONTEIRO
RELATÓRIO TÉCNICO DA OFICINA:
RECONHECENDO AS COMPETÊNCIAS E HABILIDADES EM
FISIOTERAPIA
Maceió, 2020
2019201820
19
1
LAÍSSA FONSECA TATAJUBA MONTEIRO
RELATÓRIO TÉCNICO DA OFICINA:
RECONHECENDO AS COMPETÊNCIAS E HABILIDADES EM
FISIOTERAPIA
Relatório
técnico
apresentado
ao
Programa de Pós-Graduação em Ensino na
Saúde da Faculdade de Medicina da
Universidade Federal de Alagoas, como requisito
parcial para obtenção do grau de Mestre em
Ensino na Saúde.
Orientador: Prof.Dr Waldemar Antônio
das Neves Júnior
Co-orientadora:
Lamenha Medeiros
Profa.
Dra.
Mércia
Maceió, 2020
2019201820
19
2
LISTA DE SIGLAS E ABREVIATURAS
MPES
Mestrado profissional em Ensino na Saúde
FAMED
Faculdade de Medicina
UFAL
Universidade Federal de Alagoas
AL
Estado de Alagoas
DCN/FISIO
Diretrizes curriculares Nacionais do Ensino de graduação em
Fisioterapia
3
SUMÁRIO
1 RELATÓRIO TÉCNICO DA OFICINA: RECONHECENDO AS
COMPETÊNCIAS E HABILIDADES EM FISIOTERAPIA.................
5
1.1 Tipo de produto..........................................................................
5
1.2 Público alvo..................................................................................
5
1.3 Introdução ...................................................................................
5
1.4 Desenvolvimento........................................................................
6
1.4.1 Objetivos....................................................................................
6
1.4.2 Metodologia ...............................................................................
7
1.4.2.1 Planejamento da oficina..............................................................
7
1.4.2.2 Descrição da oficina....................................................................
7
1.5 Resultados....................................................................................
9
1.5.1 Distribuição dos participantes....................................................
9
1.5.2 Realização da Oficina................................................................
10
1.6 Considerações finais.................................................................
21
REFERÊNCIAS...................................................................................
22
APENDICES........................................................................................
23
A Folder explicativo sobre as competências e habilidades gerais.
23
B Figura da dinâmica final..............................................................
24
C Ficha de avaliação da oficina......................................................
24
D Lista de presença dos participantes............................................
25
4
1RELATÓRIO
TÉCNICO
DA
OFICINA:
RECONHECENDO
COMPETÊNCIAS E HABILIDADES EM FISIOTERAPIA
AS
TECHNICAL REPORT OF THE WORKSHOP: RECOGNIZING THE SKILLS AND
SKILLS IN PHYSIOTHERAPY
1.1 Tipo de produto
Relatório técnico
1.2 Público alvo
O relatório técnico tem por finalidade apresentar os resultados da oficina:
“Reconhecendo as competências e habilidades do Fisioterapeuta”, realizada com
discentes e preceptores do curso de Fisioterapia estudado, para à banca de
defesa do MPES da FAMED/UFAL como um dos produtos de intervenção
necessários para a obtenção do título de Mestre.
1.3 Introdução
A proposição para esta oficina surgiu a partir dos resultados do trabalho
intitulado: Perspectiva discente sobre as competência e habilidades na formação em
fisioterapia, efetuada nesta instituição de ensino. Sua realização funcionou como
proposta de devolutiva institucional com intuito de promover a sensibilização ao tema
desenvolvido e fortalecer ações para o estímulo à liderança (competência e habilidade
geral que encontrou maior vulnerabilidade nos resultados da pesquisa) em alunos e
preceptores deste curso de fisioterapia que integram as atividades de estágio
supervisionado (9° e 10° períodos).
Este momento vivenciado em meio acadêmico também pode ser considerado
uma oportunidade de gerar discussões entre discentes e docentes sobre o tema
competências e habilidades, tornando-se um espaço de exposição de ideias e partilha
de situações cotidianas, já que, segundo Stahlschimidt (2012), as oficinas vêm
enfocando, em especial, a elaboração de relatos de experiência, proporcionando aos
envolvidos, atividades que têm como objetivo a aplicação prática de conhecimentos
previamente construídos sobre a produção de textos.
5
A elaboração dessa oficina se dá a partir do presuposto que as DCN/FISIO
preveem que a formação do fisioterapeuta tem por objetivo formar o profissional com
os conhecimentos requeridos para o exercício de competências e habilidades
gerais: I- Atenção à saúde; II- tomada de decisões; III- comunicação; IV- liderança;
V- administração e gerenciamento; VI- educação permanente, além de
competências e habilidades específicas (BRASIL, 2002).
O estágio supervisionado curricular trata-se de um momento pedagógico capaz
de enfrentar de maneira positiva os desafios instituídos pelas DCN (CAVALCANTI,
2014), pois, segundo Rodrigues (2012), sua proposta foi idealizada para transformar
as práticas de ensino, permitindo a integração entre docentes e profissionais do
serviço ao receber alunos para cumprir estágios, numa constante busca na formação
de um profissional. E que estes possuam coerência crítica e capacidade para
compreender a realidade e intervir nela, sempre trabalhando em consonância com
as políticas públicas de saúde.
Os estágios no Brasil deverão proporcionar o aprendizado de competências
próprias das atividades profissionais e a contextualização curricular, objetivando o
desenvolvimento do educando para a vida cidadã e para o trabalho (BRASIL, 2008).
Esta oficina foi elaborada e planejada para ser aplicada aos alunos na etapa final do
curso de fisioterapia (fase de estágio), contando com a participação de seus
preceptores, que os acompanham diariamente nas atividades de estágio, com a
intenção de levantar questões importantes sobre o tema a ser trabalhado.
1.4 Desenvolvimento
1.4.1 Objetivos:
✓ Descrever
as
reflexões
obtidas
com
a
realização
da
oficina:
“Reconhecendo as competências e habilidades do Fisioterapeuta”,
aplicada a alunos e preceptores, assim como expor seus registros
fotográficos.
6
1.4.2 Metodologia:
1.4.2.1 Planejamento da oficina
Para a realização deste produto, foram necessárias reuniões de planejamento
com seus idealizadores, assim como seu agendamento prévio com a instituição de
ensino que recebeu a intervenção. As etapas para o planejamento desta oficina estão
descritas no quadro abaixo.
Quadro 2: Planejamento da oficina
Etapa
1°
2°
3°
4°
5°
6°
7°
Atividades de planejamento
Apresentação da proposta final do Produto de Intervenção e do Projeto de
realização da Oficina para Discentes e preceptores ao Orientador: Prof. Dr.
Waldemar Antônio das Neves Júnior e a Co-orientadora: Prof.ª Dr.ª Mércia
Lamenha Medeiros.
Apresentação da proposta do Produto de Intervenção e do Projeto de realização
da Oficina para a Coordenação do curso de Fisioterapia do Centro Universitário
estudado no dia 04 de novembro de 2019.
Agendamento da realização do Produto de Intervenção: Oficina:
“Reconhecendo as competências e habilidades do Fisioterapeuta “, junto a
coordenação dos estágios, após liberação da Coordenação do curso.
Organização para execução da oficina
Aplicação da oficina
Discussão dos resultados
Construção do relatório Técnico da oficina: “Reconhecendo as competências
e habilidades do Fisioterapeuta”.
Fonte: Autores – Dados da pesquisa. Oficina: “Reconhecendo as competências e habilidades do
fisioterapeuta”.
1.4.2.2 Descrição da oficina
A oficina aconteceu no dia 18 de novembro nas dependências do centro
universitário em dois momentos. No primeiro momento (das 8 às 9h e 20 minutos),
participaram da oficina os alunos do 9° período do curso de Fisioterapia e os
preceptores que os acompanham nas atividades práticas de estágio. No segundo
momento (das 10 às 11h e 20 minutos), a oficina foi aplicada aos alunos do 10°
período do curso de fisioterapia e seus preceptores.
7
Todos os participantes foram avisados das atividades da oficina pela
coordenação dos estágios em Fisioterapia, que também disponibilizou os horários.
Entre as atividades das duas turmas, houve a oferta de um lanche oferecido pela
pesquisadora a todos os alunos e preceptores participantes.
A oficina foi facilitada pela pesquisadora, que também faz parte do corpo
docente desta instituição. Contou-se também com a ajuda de uma auxiliar
(preceptora do 9° período), que voluntariamente ajudou no registro de fotos,
gravações e suporte de som.
Construída com objetivos baseados na Taxonomia de Bloom, esta oficina
teve a finalidade de desenvolver estruturas do processo cognitivo, tais como:
lembrar, entender, aplicar, analisar, avaliar e criar (FERRAZ; BELHOT, 2011); ); e
de reconher as competências e habilidades do profissional fisioterapeuta através da
utilização de metodologias ativas de ensino, que colocam os estudantes como
sujeitos ativos do processo de aprendizagem (SIMON et al., 2015).
O conteúdo programático da oficina foi dividido em etapas que serão
dispostas abaixo, assim como seus respectivos objetivos educacionais:
Quadro 3: Conteúdo programático da oficina “Reconhecendo as competências e
habilidades do fisioterapeuta”.
Etapa
Atividade
1°
Dinâmica de boas vindas
2°
Apresentação da oficina e
organização dos participantes
3°
Exposição de vídeos e
construção dos cartazes
4°
Apresentação dos cartazes
Objetivo (s)
✓ Descontrair o grupo e
estimular a participação na
oficina.
✓ Lembrar ou fazer entender
conceitos importantes para a
formação em fisioterapia e que
são
essenciais
para
a
participação na oficina;
✓ Construir o andamento da
oficina coletivamente;
✓ Estimular a liderança
✓ Recordar ou fazer entender a
distribuição das competências
propostas pelas DCN/FISIO;
✓ Analisar os achados do ponto
de vista conceitual e prático, a
fim de criar e recriar conceitos
sobre o tema competências e
habilidades, enfatizando a
competência liderança.
✓ Compartilhar ideias entre os
grupos;
promover
a
8
construção do conhecimento
coletivo;
✓ Colocar os alunos como
coprodutores
do
seu
conhecimento.
5°
✓ Despertar o trabalho em
grupo e conscientizar as
equipes sobre a importancia
do exercício da competência
liderança para atingir um
determinado objetivo.
Dinâmica de encerramento
Fonte: Autores – Dados da pesquisa. Oficina: “Reconhecendo as competências e habilidades do
fisioterapeuta”.
Ao final das tarefas, foi realizada uma avaliação da oficina utilizando-se de
um modelo proposto pelos pesquisadores, dando aos participantes a
possibilidade de deixarem sua opinião, assim como contribuirem com sugestões
sobre a atividade de forma prática, e sem a necessidade de identificação pessoal.
Na avaliação deixava-se 5 (cinco) sugestões de resposta (gostei, não gostei,
indiferente, gostei e adorei), assim como a opção: “deixe sua sugestão” em
questão aberta.
1.5 RESULTADOS
1.5.1 Distribuição dos participantes
Ao total, 79 pessoas participaram da oficina, sendo 9 preceptores de estágio e
70 discentes de fisioterapia, a distribuição se deu em dois grupos que estão dispostos
no quadro abaixo:
Quadro 4: Distribuição dos participantes nas oficinas: “Reconhecendo as competências e
habilidades do fisioterapeuta”.
Descrição do
grupo
N° de alunos
N° de
preceptores
Total de
participantes
9° período
31
3
34
10° período
39
6
45
Total
70 (89%)
9 (11%)
79
9
Fonte: Autores – Dados da pesquisa. Oficina: “Reconhecendo as competências e habilidades do
fisioterapeuta”.
Eram esperados ao total 72 alunos e 12 preceptores, porém 2 alunos e 3
preceptores faltaram às atividades neste dia. Um preceptor do décimo período não
assinou a lista de presença. A lista de presença das oficinas segue nos apêndices.
Os preceptores foram incluídos nas atividades da oficina, visto que a educação
dos profissionais de saúde deve ser entendida como processo permanente na vida
profissional, mediante o estabelecimento de relações de parceria entre as instituições
de educação, a gestão e os serviços de saúde, a comunidade, as entidades e outros
setores da sociedade civil (KOLTERMANN, et al., 2012).
1.5.2 Realização da oficina
Na primeira etapa da oficina, o facilitador deu início às atividades dando as
boas-vindas aos alunos. Em seguida, houve a disposição dos participantes em um
grande círculo onde eles escutaram as instruções sobre a primeira dinâmica. Assim,
foi distribuída uma caixa que passou pelas mãos dos participantes durante a execução
de uma música. A caixa apresentava o seguinte dizer: “DESAFIO”. Tendo a caixa em
suas mãos ao parar da música, os participantes sorteados, em ambos os grupos, logo
aceitaram desafio e se depararam com a seguinte surpresa dentro da caixa: Seu
desafio é comer este delicioso chocolate!
10
Imagem 1: material necessário
para dinâmica
Imagem 2: disposição dos participantes
(10° período).
Fonte: Autores – Dados da pesquisa. Oficina: “Reconhecendo as competências e habilidades do
fisioterapeuta”.
Sobre a utilização de dinâmicas em grupo, Sobral e Campos (2012), em sua
revisão integrativa, fazem referências a estas como uma das metodologias ativas de
ensino amplamente utilizadas pela enfermagem. Os autores ainda citam:
“Atualmente, muitas discussões apontam para a utilização de novas práticas
pedagógicas e as IES têm sido estimuladas a reconstruir seu papel social e
valorizar a qualidade da assistência no trabalho em saúde adotando tais
inovações” (SOBRAL; CAMPOS, 2012 apud MITRE et al., 2008; SILVA; SÁCHAVES, 2008; CYRINO;TORALLES-PEREIRA, 2004, p.209).
Dando continuidade, a facilitadora apresentou o conceito das palavras
competência e habilidade a partir da exposição de figuras ilustrativas disponíveis em
apresentação no programa Power Point. A apresentação foi feita de forma breve,
porém respeitando as ideias da taxonomia de Bloom que definem como estrutura do
processo cognitivo o conhecimento. Sendo assim, a habilidade deste domínio pode
envolver, lembrar uma quantidade significativa de informação ou fatos específicos
(FERRAZ; BELHOT, 2010 apud BLOOM et al., 1956).
Na sequência, os participantes foram divididos em grupos (de acordo com a
equipe de estágio que já participam a fim de possivelmente promover melhores
11
discussões). Também foi realizado grupo específico com os preceptores de estágio
que acompanham os alunos nas atividades. Cada grupo elegeu um dos componentes
como líder e recebeu o material necessário para a continuidade da oficina.
O 9° período ficou organizado em 6 grupos (5 grupos de alunos com média de
6,2 participantes por grupo) e um grupo com 3 preceptores. O 10° período foi dividido
em 7 grupos (6 grupos de alunos com média de 5,6 participantes por grupo) e um
grupo com 6 preceptores.
Imagem 3 - Apresentação dos
conceitos: competência e habilidade e
divisão em grupos (9° período).
Imagem 4 - Apresentação dos conceitos:
competência e habilidade e divisão em
grupos (10° período).
Fonte: Autores – Dados da pesquisa. Oficina: “Reconhecendo as competências e habilidades do
fisioterapeuta”.
Tendo em mãos os materiais necessários: folheto explicativo contendo o
resumo do texto das DCN/FISIO sobre as competências e habilidades gerais divididas
por cores; cartolina branca; pincel para cartolina; cartões coloridos nas cores das
competências e habilidades gerais (servirão para sinalizar as respostas das perguntas
disparadoras que serão apresentadas aos alunos em projeção de slides); cola branca;
folha de papel A4; 1 caixa de fósforo.
Os participantes assistiram aos vídeos disponibilizados e responderam às
perguntas norteadoras apresentadas em projeção de slides. Foram realizadas 4
perguntas norteadoras durante a oficina, que foram respondidas na cartolina que
apresentava um modelo pré- estabelecido entregue igualmente a todos os
participantes. A utilização de perguntas, assim como a divisão em grupos, também fez
12
parte da metodologia da oficina de Souza et al., 2019, sobre a educação permanente
em saúde.
Imagem 5 –
estabelecido.
Modelo
de
cartolina
pré
-
Fonte: Autores – Oficina: “Reconhecendo as competências e habilidades do fisioterapeuta”.
As quatro perguntas norteadoras utilizadas pela facilitadora e disponibilizadas
em projeção de slides foram:
1. Que competências você acredita que estão representadas no vídeos de
número 1? Escolha duas de acordo com as cores dos seus cartões de
resposta e cole em seu cartaz.
2. Que competências você acredita que estão representadas no vídeo de
número 2? Escolha duas de acordo com as cores dos seus cartões de
resposta e cole em seu cartaz.
3. Que palavras remetem a vocês a competência liderança? Escrevam nos
seus cartazes.
4. Em algum desses vídeos foi possível perceber atitudes de liderança?
Em que momento? Escreva de forma breve em sua cartolina.
13
Imagem 6 – Processo de construção
dos cartazes (9° período).
Imagem 7 – Processo de construção
dos cartazes (10° período).
Fonte: Autores – Dados da pesquisa. Oficina: “Reconhecendo as competências e habilidades do
fisioterapeuta”.
Imagem 8 – processo de confecção dos cartazes (grupo de preceptores do
10° período).
Fonte: Autores – Dados da pesquisa. Oficina: “Reconhecendo as competências e habilidades do
fisioterapeuta”.
A partir da pergunta disparadora de número 3, que instruía os participantes a
escrever palavras referentes à competência liderança, foram criadas nuvens de
palavras que serão apresentadas a seguir
14
Figura 2: Nuvem de palavras sugeridas pelos participantes relacionadas à competência
liderança (9° período).
Fonte: Autores – Dados da pesquisa. Oficina: “Reconhecendo as competências e habilidades do
fisioterapeuta”.
Figura 3: Nuvem de palavras sugeridas pelos participantes relacionadas a competência
liderança (10° período).
Fonte: Autores – Dados da pesquisa. Oficina: “Reconhecendo as competências e habilidades do
fisioterapeuta”.
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A competência liderança, de acordo com os dados da pesquisa Perspectiva
discente sobre as competências e habilidades na formação em Fisioterapia, de onde
se pensou essa oficina, mostrou-se mais vulnerável entre os grupos estudados em
diferentes fases da vida acadêmica, sendo assim, esta competência foi enfatizada nas
atividades desta oficina.
De acordo com as DCN/FISIO, a liderança envolve compromisso,
responsabilidade, empatia, habilidade para tomada de decisões, comunicação e
gerenciamento de forma ativa e eficaz (BRASIL,2002), ou seja, para que a liderança
seja alcançada, são necessárias diversas competências e habilidades citadas nas
diretrizes. A amplitude do conceito de liderança foi enfatizada nesta oficina pelas
inúmeras palavras descritas nos cartazes presentes nas nuvens apresentadas acima
e nos trechos escritos da questão 4.
Levando em consideração as respostas da pergunta disparadora de número 4,
o vídeo 1 foi o mais citado entre os participantes. Apenas dois grupos, considerando
as duas oficinas, fizeram referência ao vídeo 2. Algumas respostas que se destacaram
na construção dos cartazes estão citadas abaixo:
*9°P/G1 – “Quando o fisioterapeuta percebeu que podia criar um
equipamento com recursos mais acessíveis para ajudar na mobilização do
paciente no leito da UTI”. (Vídeo 1)
9°P/G3 – “O fisioterapeuta assume um papel de liderança quando resolve
produzir um equipamento que seu setor não possui e que irá trazer enorme
benefício na reabilitação dos pacientes utilizando para isso todo seu
conhecimento adquirido e empatia com o próximo além de ter apresentado
iniciativa e proatividade”. (Vídeo 1)
9°P/G1 – “Troca de conhecimento entre professores e alunos com postura
profissional e acessibilidade”. (Vídeo 2)
10°P/G3 – “Foi possível observar a proatividade, empatia, comunicação com
a equipe, proporcionou um melhor atendimento ao paciente, além de tudo foi
criativo”. (Vídeo 1)
10°P/ Preceptores – “Devido à tomada de decisão para mobilização precoce,
devido à necessidade e importância de uma equipe multidisciplinar
precisando de uma liderança. Porém o vídeo 2 também necessita de
liderança”. (Vídeos 1 e 2)
10°P/G4 - “O fisioterapeuta teve a iniciativa e atitude de confeccionar uma
cadeira visando a melhora do paciente e menor gasto financeiro para o
hospital”. (Vídeo 1)
*P/período, G/grupo
Fonte: Dados da pesquisa. Oficina: “Reconhecendo as competências e habilidades do fisioterapeuta
16
Dando continuidade, a apresentação dos cartazes foi realizada por todos os
grupos, oferecendo aos participantes a oportunidade de expor e compartilhar suas
ideias entre os demais.
Imagem 9 – Preceptora do 9° período
apresentando o cartaz de seu grupo.
Imagem 10 – Alunas do 10° período
realizando a apresentação dos
cartazes.
Fonte: Autores – Dados da pesquisa. Oficina: “Reconhecendo as competências e habilidades
do fisioterapeuta”.
Durante a exposição dos cartazes, os alunos e preceptores fizeram suas
colocações sobre as conclusões de seus grupos. A diversidade de cores encontradas
nos cartazes das perguntas de número 1 e 2 demonstra que os alunos conseguiram
reconhecer diversas competências em ambos os vídeos apresentados. A frequência
com que as competências foram distribuídas pelos alunos nas questões 1 e 2 durante
as apresentações estão dispostas nos gráficos 4 e 5.
As cores utilizadas para confecção dos gráficos foram as mesmas que estavam
distribuídas nos cartões-resposta de acordo com o folder explicativo entregue
(apêndices).
17
Gráfico 4: Distribuição das competências de acordo com a resposta dos cartazes da questão 1
(9° e 10° períodos).
Fonte: Autores – Dados da pesquisa. Oficina: “Reconhecendo as competências e habilidades do
fisioterapeuta”.
Gráfico 5: Distribuição das competências de acordo com a resposta dos cartazes da questão 2
(9° e 10° períodos).
Fonte: Autores – Dados da pesquisa. Oficina: “Reconhecendo as competências e habilidades do
fisioterapeuta”.
18
Assim como nos resultados da pesquisa Perspectiva discente sobre as
competências e habilidades na formação em Fisioterapia, em que os alunos fizeram
inúmeras exposições escritas sobre a competência tomada de decisões, totalizando
as respostas de ambos os períodos, houve um predomínio da relação desta
competência e habilidade com o vídeo 1.
Os alunos evidenciaram que, para a confecção do dispositivo auxiliar para o
posicionamento na cama (descrição do vídeo 1), foi necessária a competência
tomada de decisão, vejamos:
10°P/G5 – “Em sua prática clínica ele percebeu a dificuldade da equipe de
manter o paciente em sedestação e necessidade de auxílio, sendo assim
tomou a decisão de criar um dispositivo para facilitar o trabalho em equipe”.
No vídeo 2, houve o predomínio da competência comunicação. Segundo os
participantes, esta relação foi enfatizada com a comunicação entre os diferentes tipos
de profissionais (educadores físicos e fisioterapeutas, presente no vídeo 2) para a
reabilitação dos pacientes.
A educação interprofissional e prática colaborativa na atenção primária à
saúde, é o tema do trabalho de Silva e colaboradores (2015), que citam a
comunicação interprofissional como um elemento central para o trabalho em equipes
integradas. Neste, foi possível reconhecer que a comunicação como troca de saberes
pode ocorrer por meio da discussão de casos e consultas compartilhadas. Apontam
ainda que a comunicação possibilita a complementariedade das ações, condição
necessária para a atenção ao usuário e formação interprofissional.
A oficina continuou, após a exposição dos cartazes, com a realização da
dinâmica de encerramento, que tinha a finalidade de estimular a liderança e o trabalho
em equipe. Para dar início, os líderes dos grupos visualizaram uma figura feita com
palitos de fósforos apresentada pela facilitadora da oficina. Apenas os líderes tiveram
acesso a essa figura e poderiam revê-la o quanto precisassem; somente com
palavras, os líderes tiveram que guiar sua equipe para a construção da figura. Em
nenhuma hipótese os líderes ajudaram manualmente com a construção das figuras.
19
Imagem 11 – Exposição da figura aos
líderes dos grupos.
Imagem 12 – Orientação do líder para
execução da figura pelos componentes do
grupo.
Fonte: Autores – Dados da pesquisa. Oficina:
“Reconhecendo as competências e habilidades do fisioterapeuta”.
Após a dinâmica final, a facilitadora agradeceu a participação de todos os
alunos e preceptores e pediu que eles respondessem à avaliação final da oficina.
Todos os participantes (100%) avaliaram a oficina. Os resultados quantitativos, de
acordo com as perguntas, seguem abaixo.
Quadro 5: Frequência das respostas correspondentes a avaliação da oficina.
Pergunta
O tema da oficina foi
relevante?
As atividades da oficina
foram interessantes?
O que você falaria para
outros alunos que fossem
vivenciar esta oficina?
Grupo
Frequência das respostas
9° período
27 (79%) adorei; 6 (18%) gostei;
1 (3%) indiferente.
10° período
9° período
10° período
9° período
10° período
34 (77%) adorei; 10 (23%) gostei.
22 (65%) adorei; 11 (32%) gostei;
1 (3%) indiferente.
33 (75%) adorei; 11 (25%) gostei.
28 (82%) adorei; 6 (18%) gostei.
34 (77%) adorei; 10 (23%) gostei.
Fonte: Autores – Dados da pesquisa. Oficina: “Reconhecendo as competências e habilidades do
fisioterapeuta”.
20
Com relação à questão aberta, houve sugestão de 1 aluno do 9° período sobre
a necessidade de, durante a oficina, propor maior interação entre os grupos. Houve
ainda uma sugestão de um aluno do 10° período que achou conveniente a exposição
de um número maior de vídeos.
As sugestões serão consideradas pelos pesquisadores.
Houve atraso para o início da primeira oficina, prevista para as 7 horas e 30
minutos, tendo início às 8 horas devido a problemas no sistema de som do local. A
realização da oficina não cumpriu, em ambos os grupos, o tempo estimado de 120
minutos para a realização, sendo necessário aproximadamente 80 minutos.
Os participantes da oficina assinaram a lista de presença no final das atividades
(apêndices).
1.6 Considerações finais
As oficinas aplicadas puderam contar com a participação de alunos e
preceptores de forma ativa e colaborativa, oportunizando a construção do
conhecimento coletivo. As atividades propostas permitiram aos participantes expor
suas ideias em grupo, o que, consequentemente, demonstra a compreensão do tema
apresentado.
As atividades foram aceitas pelos participantes que deram, em sua maioria, a
melhor avaliação a todos os itens aplicados.
As sugestões apresentadas pelos participantes serão consideradas pelos
pesquisadores para execução desta oficina em outras oportunidades.
Acredita-se, porém, que um menor número de participantes poderá beneficiar
ainda mais o aprendizado na realização desta prática, evitando repetições
desnecessárias das exposições dos grupos.
Por fim, acredita-se que, com o cumprimento deste produto foi possível fazer a
devolutiva à IES, que disponibilizou seu ambiente para a realização desta pesquisa.
21
REFERÊNCIAS
BRASIL. Diretrizes Curriculares Nacionais do curso de graduação em
Fisioterapia. Resolução n. 4 de 19 de outubro de 2002. Brasília, DF: Presidência da
República [2018].
BRASIL. Estágio: lei n. 11788 de 25 de setembro de 2008. Brasília, DF: Presidência
da República [2018].
CAVALCANTI, J. K; SOARES, F. J. P; CORREIA, D. S. Desenvolvimento discente
no estágio em estratégia em saúde da família. Rev. Brasileira de educação médica,
vol. 38, n. 1, 2014.
FERRAZ, A. P. C. M; BELHOT, R. V. Taxonomia de Bloom: revisão teórica e
apresentação das adequações do instrumento para definição de objetivos
instrucionais. Gest. Prod. São Carlos, v. 17, n. 2, p. 421-431, 2010.
KOLTERMANN, A. P; GASPARETO, A; VENDRUSCULO, A. P; SAGRILLO, M. R.
Oficina sobre orientações pedagógicas no ensino superior: ação do programa prósaúde. Ciência & Saúde, Porto Alegre, v. 5, n. 1, p. 33-40, 2012.
SILVA, J. A. M; PEDUZZI, M. ORCHARD, C; LEONELLO, V. Educação
Interprofissional e prática colaborativa na Atenção Primária à Saúde. Rev Esc
Enferm USP, v. 49, p. 16-24, 2015.
SIMON, E; JEZINE, E; VASCONCELOS. E. M; RIBEIRO, K. S. Q. S. Metodologias
ativas de ensino-aprendizagem e educação popular: encontros e desencontros no
contexto da formação dos profissionais de saúde. Interface. Botucatu, v. 18, p.13551364, 2014.
SOBRAL, F. R; CAMPOS, C. J. G. Utilização de metodologia ativa no ensino e
assistência de enfermagem na produção nacional: revisão integrativa. Rev Esc
Enferm USP, v. 46, n.1, p. 202-218, 2012.
STAHLSCHIMIDT, A. P. M. Integralidade, construção e socialização de
conhecimentos
no contexto da educação permanente e atuação de profissionais da área da saúde.
Interface, v.4, n. 42, p. 819-827, 2012.
RODRIGUES, L. M. S; TAVARES, C. M. M. Estágio supervisionado de enfermagem
na atenção básica: o planejamento dialógico como dispositivo do processo ensinoaprendizagem. Rene. vol. 13, n°5, 2012.
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APÊNDICE A- FOLDER EXPLICATIVO SOBRE AS COMPETÊNCIAS E
HABILIDADES GERAIS
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APÊNDICE B- FIGURA DA DINÂMICA FINAL (DINÂMICA DOS FÓSFOROS)
APÊNDICE C – FICHA DE AVALIAÇÃO DA OFICINA
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APÊNDICE D- LISTA DE FREQUÊNCIA DOS PARTICIPANTES DA OFICINA
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