Luciene de Oliveira
RISCO DE VULNERABILIDADE CLÍNICO-FUNCIONAL DA POPULAÇÃO IDOSA DE UMA EQUIPE SAÚDE DA FAMÍLIA EM MACEIÓ-AL
Resumo
Introdução: O crescimento da população idosa tem resultado em um aumento do risco de vulnerabilidade clínico-funcional entre esses indivíduos. Objetivo Geral: Avaliar o risco de vulnerabilidade clínico-funcional de idosos assistidos pela Estratégia Saúde da Família. Método: Trata-se de um estudo transversal, quantitativo e analítico, com dados primários. Os participantes desta pesquisa foram idosos cadastrados na Equipe Saúde da Família 068 de Maceió-AL. A coleta de dados foi realizada utilizando o instrumento inserido no Prontuário Eletrônico do Cidadão (PEC), denominado Índice de Vulnerabilidade Clínico-Funcional-20 (IVCF20), composto por 20 questões objetivas sobre a saúde do idoso. As variáveis estudadas foram idade, sexo, alfabetização, arranjo domiciliar, condição domiciliado/acamado, além das comorbidades hipertensão arterial e diabetes mellitus. As dimensões de saúde do IVCF-20 foram avaliadas e classificadas quanto ao risco. Dos 248 idosos cadastrados na equipe, 182 participaram da pesquisa. Para a análise estatística dos dados, foi utilizado o software SPSS, considerando intervalo de confiança de 95% e nível de significância de p < 0,05. Resultados e Discussão: Dos 182 idosos avaliados, 61 (33,5%) foram classificados como de baixo risco, 69 (37,9%) como de risco moderado e 52 (28,6%) como de alto risco, de modo que 66,5% dos participantes se concentraram nos estratos de risco moderado e alto. Observou-se maior proporção de alto risco entre os idosos domiciliados ou acamados, correspondendo a 72,4% desse grupo. Entre as dimensões avaliadas pelo IVCF-20, destacaram-se alterações na capacidade aeróbica e muscular, humor, cognição, autopercepção da saúde, marcha e atividades instrumentais de vida diária, principalmente entre os participantes com maior vulnerabilidade. Conclusão: A aplicação do IVCF-20 permitiu identificar diferentes níveis de vulnerabilidade clínicofuncional e necessidades de saúde entre os idosos avaliados. Os achados podem subsidiar o planejamento do cuidado na Atenção Primária à Saúde e fundamentaram a proposta de grupos educativos voltados à promoção da autonomia e da funcionalidade da pessoa idosa.
