Vídeo Educativo Caminhos para uma boa Integração – Maria Izabel de Mendonça Alves

Tipo de Produto: Material Educativo - Data de Defesa: 04/05/2020

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Vídeo Educativo Caminhos para uma boa Integração – Maria Izabel de Mendonça Alves.pdf
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                    UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS
FACULDADE DE MEDICINA
MESTRADO PROFISSIONAL EM ENSINO NA SAÚDE

MARIA IZABEL DE MENDONÇA ALVES

VÍDEO EDUCATIVO: Caminhos para uma boa integração
ensino-serviço.

Maceió – AL
2020

MARIA IZABEL DE MENDONÇA ALVES

VÍDEO EDUCATIVO: Caminhos para uma boa integração
ensino-serviço.

Produto de Conclusão de Curso do Mestrado
apresentado ao Programa de Pós-Graduação
em Ensino na Saúde da Faculdade de
Medicina da Universidade Federal de Alagoas,
para obtenção do grau de Mestre em Ensino
na Saúde.
Orientador: Prof. Dr. Antônio Carlos Silva
Costa

Maceió – AL
2020

LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS

CESMAC – Centro de Ensino Superior de Maceió
EP- Educação Permanente
EC- Educação Continuada
IES – Instituição de Ensino Superior
MEC – Ministério da educação e Cultura
SMS – Secretaria Municipal de Saúde
SUS – Sistema Único de Saúde
UDA- Unidade Docente Assistencial

LISTA DE QUADROS

Quadro 1 – Sinopse do vídeo Caminhos para uma boa integração ensino
serviço.

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LISTA DE FIGURAS

Figura 1 – Tela com área de trabalho do aplicativo Animation Studio

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Figura 2 – Tela com visualização da animação.

11

Figura 3 – Tela com visualização da união entre o aplicativo e as imagens no

11

formato PNG.
Figura 4 – Tela com identificação na finalização do vídeo

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SUMÁRIO

1

PRODUTO

7

1.1 Título

7

1.2 Público Alvo

7

1.3 Introdução

7

1.4 Objetivos

9

Objetivo geral

9

Objetivos específicos

9

1.5 Metodologia

9

1.6 Resultados

12

Referências

13

APÊNDICE:

15

Quadro 1 – Sinopse do vídeo Caminhos para uma boa integração 15
ensino serviço.

7

1 PRODUTO
Vídeo educativo

1.1 TÍTULO
VÍDEO EDUCATIVO: Caminhos para uma boa integração ensino-serviço.
EDUCATIONAL VIDEO: Pathways to good teaching-service integration.

1.2 PÚBLICO-ALVO
Docentes do grupo do Cesmac Integrado e Servidores municipais de saúde
que trabalham na UDA – Rosa Maria Silva Medeiros.

1.3 INTRODUÇÃO
Atualmente no mundo globalizado, novas tecnologias de comunicação e
serviços são lançadas diariamente. A educação encontra-se também em um processo
de inovação para acompanhar o ritmo acelerado dessas novas tecnologias, e se faz
necessário a apropriação de maneiras diferenciadas e inovadoras de ensinar,
renunciando os métodos tradicionais de ensino, no intuito de despertar o maior
interesse das pessoas na busca do conhecimento.
Dentro destas novas metodologias de ensino, encontra-se os recursos
audiovisuais, ou seja, os vídeos educativos, que segundo Salvador et al (2017), os
vídeos, são mundialmente reconhecidas como benéficas para o processo inovador e
diferenciado de ensino, que se exige atualmente dos ambientes de aprendizagem,
pois contribuir para o pensamento crítico, as decisões complexas, as habilidades
práticas, o trabalho em equipe, dentre outros.
Para Rezende Filho et al (2015), quando transposto para o campo do ensino o
uso dos recursos áudio visuais como os vídeos, o referencial da recepção vem
mostrando, pelos primeiros resultados encontrados em seu trabalho de pesquisa, que
a consideração sobre o papel do espectador-aluno traz diversas elucidações e
nuances a afirmações encontradas, de acordo com as quais a exibição de vídeos em
sala de aula é, em si mesma, motivadora e facilitadora da aprendizagem.

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Em se tratando de ensino-aprendizagem na saúde, Miyamoto (2014) acredita,
que o processo de formação e desenvolvimento profissional não termina com o fim de
um curso, seja ele de qualquer nível e sua continuidade é fundamental para
atualização e adequação de ações e práticas no dia-a-dia do exercício profissional. O
autor conclui que a Educação Continuada (EC) e Educação Permanente (EP) são
processos que se caracterizam pela continuidade das ações educativas, no intuito de
melhorar e atualizar, ainda que baseadas em diferentes metodologias, os profissionais
de saúde.
De acordo com a portaria Nº 198/GM Em 13 de fevereiro de 2004 do Ministério
da saúde, institui a Política Nacional de Educação Permanente em Saúde como
estratégia do Sistema Único de Saúde para a formação e o desenvolvimento de
trabalhadores para o setor e dá outras providências. Considera que a Educação
Permanente é o conceito pedagógico, no setor da saúde, para efetuar relações
orgânicas entre ensino e as ações e serviços e entre docência e atenção à saúde,
(BRASIL,2004). Mais tarde em agosto de 2007, surge uma nova portaria Nº1.996, que
no seu art. 6º- inciso III, incentivar a adesão cooperativa e solidária de instituições de
formação e desenvolvimento dos trabalhadores de saúde aos princípios, à condução
e ao desenvolvimento da Educação Permanente em Saúde, ampliando a capacidade
pedagógica em toda a rede de saúde e educação (BRASIL,2007). Desta forma
incentivando a formação de parcerias entre IES e o SUS, na qualificação de
profissionais dos serviços de saúde.
A articulação entre a educação e a saúde, encontra-se pautada tanto nas ações
dos serviços de saúde, quanto de gestão e de instituições formadoras. Assim, tornase um desafio implementar processos de ensino-aprendizagem que sejam
respaldados por ações crítico-reflexivas. É necessário realizar propostas de educação
permanente em saúde com a participação de servidores da saúde que atuam nos
serviços, professores e profissionais das instituições de ensino (MICCAS, SILVA
BATISTA, 2016).
Diante do exposto, o presente estudo propõe o uso de metodologias
inovadoras de ensino, como o vídeo educativo, para ser utilizado durante oficina de
EP realizada para docentes e servidores de saúde da UDA- Rosa Maria Silva
Medeiros. Utilizar recurso audiovisual, no formato de vídeo educativo, pode significar
uma sofisticação na relação ensino-aprendizagem, visto que, por meio dele,

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consegue-se captar a atenção do público, bem como despertar sua curiosidade em
relação aos assuntos abordados (RODRIGUES JUNIOR et al, 2017).
1.4 OBJETIVOS

1.4.1 OBJETIVO GERAL
Apresentar Vídeo Educativo como metodologia de ensino e aprendizagem na
educação permanente de docentes e servidores da saúde.

1.4.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS
- Aliar eficácia e aceitabilidade do uso de vídeos educativos, em especial do
vídeo exposto no presente trabalho.
- Estimular e facilitar o aprendizado por parte dos docentes e servidores da
saúde, de conceitos essenciais sobre Integração ensino- serviço, que permitem a
construção de um alicerce sólido para aquisição de novos conhecimentos e práticas.

1.5 METODOLOGIA
Foi criado um vídeo educativo intitulado: “Caminhos para uma boa Integração
ensino-serviço”, a partir dos resultados de pesquisa qualitativa, sobre o entendimento
dos docentes e servidores municipais de saúde que trabalham integrados na UDARosa Maria Silva Medeiros, em relação a integração ensino-serviço, no intuito de
reduzir barreiras e contribuir para uma melhor forma de trabalho entre os envolvidos.
A construção do vídeo seguiu as seguintes etapas:
Pré-produção: consiste na preparação, planejamento e projeto do vídeo a ser
produzido, abrangendo todas as atividades realizadas, desde a concepção da ideia.
Revisão da literatura acerca da construção de vídeos educativos e uso de recursos
audiovisuais na educação, construção de sinopse, que representa um resumo geral
do que vai ser exibido no vídeo e pôr fim a construção de um roteiro para ser usado
como falas, que foi desenvolvido visando à comunicação por mídia não impressa,
usando para tal literatura científica sobre o assunto de escolha a ser abordado no
vídeo: integração ensino-serviço, afim de orientar durante a produção (ver apêndice).
Produção: optou-se por construir o vídeo com duração de 4 min e 30 segundos, este
tempo foi definido para que o vídeo não se tornasse longo e cansativo, também para

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que depois de sua visualização, fosse possível abrir diálogo sobre o assunto com os
espectadores. Utilizou para a construção o aplicativo on-line “Animation Studio”,
projetado para criar vídeos de estilo cartoon, explicativos de qualidade profissional,
que faz uso de recursos digitais de animação, sem a utilização de imagens reais de
pessoas e lugares. A partir deste foi possível escolher imagens de fundo, os avatares
e incluir algumas imagens no formato png, pega dos sites pixabay, freepik, pngtree.
Figura 1 – Tela com area de trabalho do aplicativo Animation Studio

Fonte: Autora, 2020.

Buscou-se o predomínio do uso de cores frias e tons pastéis e imagens de
fundo neutras que acalmam o ambiente e transmite tranquilidade, deixam o visual
mais leve no vídeo. A mesma preocupação foi seguida na escolha da trilha sonora e
o tom de voz das falas usadas, havendo uma alternância de falas masculina e
feminina. Deixando o áudio do vídeo mais atrativo e ao mesmo tempo mais divertido.
A utilização de imagens de quaisquer formas consiste em importante
ferramenta no processo educativo. Nos vídeos, ressaltam-se a qualidade das
imagens, que se apresentam em movimento, fazendo com que a mensagem a ser
compartilhada se aproxime ainda mais da realidade (ITAKUSSU et al, 2014, p. 237).
Após a etapa final de construção do vídeo, partiu-se para a busca da trilha
sonora, para ser usada como música de fundo, no site you tube, músicas gratuitas
sem direitos autorais, de domínio público. A música foi usada como ferramenta para
trazer mais interesse, animação e conforto aos espectadores durante a apresentação
do vídeo.

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Figura 2– Tela com visualização da animação.

Fonte: Autora,2020.

Após escolha da música foi feita a edição da trilha sonora, de forma que não
trouxesse prejuízo para as falas usadas na construção do vídeo. Foram usadas vozes
masculina, mais grave, alternada com voz feminina de forma pausada para facilitar a
compreensão da linguagem.

Figura 3 – Tela com visualização da união entre o aplicativo e as imagens no formato
PNG.

Fonte: Autora, 2020.

Todo processo de produção e edição teve a duração de 2 meses, até ser
concluído a finalização do vídeo. Ao se construir um vídeo educativo se faz necessário
a combinação do planejamento, da seleção das imagens, a produção de roteiros e a

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animação ao fator criatividade, o que transforma a produção deste material em um
grande desafio, que deve ser capaz de transmitir ao público alvo, a informação
desejada.

Este

vídeo

pode

ser

visto

no

canal

do

youtube

pelo

link

https://www.youtube.com/watch?v=bQgETGMmFHg ,com acesso público.

Figura 4 – Tela com identificação na finalização do vídeo

Fonte: Autora, 2020.

1.6 RESULTADOS
As novas tecnologias de ensino são alternativas coerentes nas transformações
do processo de aprendizagem, pois estas qualificam a formação dos profissionais em
saúde, assim como todos os integrantes dos serviços, desta forma estas tecnologias
têm consolidado a interface entre a teoria e prática, usadas em oficinas de Educação
permanente para os recursos humanos do SUS.
Com o uso do vídeo educativo, durante o momento de educação Permanente na
Unidade Docente Assistencial- UDA Rosa Maria Silva Madeiros para os servidores e
docentes, seja uma estratégia eficaz para o aprimoramento dos mecanismos de
construção de conhecimento, além de poder despertar maior interesse dos
participantes, deixando o momento mais interativo e participativo, com conteúdo que
poderão ser utilizados de acordo as necessidades e ritmos de aprendizagem de cada
um.
Almeja-se que mais recursos audiovisuais possam ser criados e que estes
possam ser usados em outras Unidades de saúde para qualificação profissional, até

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mesmo para os usuários nas salas de espera, como uma metodologia de ensino para
educação e promoção de saúde.

REFERÊNCIA

ALVES, M.I.M.; COSTA, A.C.S.: Vídeo educativo: Caminhos para uma boa
integração ensino-serviço. Maceió- Al, 08 de set. 2019. Disponível em:
https://www.youtube.com/watch?v=bQgETGMmFHg

BRASIL. MS. Ministério da Saúde. Portaria Nº 198/GM Em 13 de fevereiro de 2004.
Institui a Política Nacional de Educação Permanente em Saúde como estratégia do
Sistema Único de Saúde para a formação e o desenvolvimento de trabalhadores
para o setor e dá outras providências. Brasília-DF, 2014. Disponível em ;
https://www.nescon.medicina.ufmg.br/biblioteca/registro/Portaria_n__198_GM_MS__
de_13_de_fevereiro_de_2004/58.Acesso em: 09 de jan. 2020.
BRASIL. MS. Ministério da Saúde. Portaria Nº 1.996, de 20 de agosto de 2007.
Dispõe sobre as diretrizes para a implementação da Política Nacional de Educação
Permanente em Saúde. Brasília-DF, 2007. Disponível em:
http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2007/prt1996_20_08_2007.html.
Acesso em: 09 de jan. 2020.
ITAKUSSU, E. Y. et al; Elaboração de vídeo educativo sobre uso da malha
compressiva após queimadura. Revista Brasileira de Queimaduras, Goiânia- GO.
Vol.13(4), p. 236-239, 2014.
MICCAS, F.L.; SILVA BATISTA, S.H.S.; Educação permanente em saúde:
metassíntese. Revista Saúde Pública, São Paulo- SP. vol. 48 (1), p. 170-185,
Fev. 2014.
MIYAMOTO, G.A.; Núcleo de Educação Permanente em região de municípios de
pequeno/médio porte: desafios e potencialidades. Dissertação (mestrado) Programa de Mestrado Profissional em Saúde Coletiva da Coordenadoria de
Recursos Humanos da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo. São Paulo SP, p.85, 2014.
REZENDE FILHO, L.A.C. et al; Contribuições dos Estudos de Recepção Audiovisual
para a Educação em Ciências e Saúde. Revista de Educação em Ciência e
Tecnologia, Rio de Janeira- RJ, vol.8, n.2, p.143-161, junho 2015.
RODRIGUES JUNIOR, J.C. et al: Construção de vídeo educativo para a promoção
da saúde ocular em escolares. Revista de Enfermagem- UFC. Fortaleza -CE. Vol.
26(2), p. 1-11, 2017.

14

SALVADOR, P.T.C.O et al; Vídeos como tecnologia educacional na enfermagem:
avaliação de estudantes. Revista de enfermagem - UERJ, Rio de Janeiro - RJ, vol.
25: [e18767], jan.-dez 2017.

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APÊNDICE

Quadro 1– Sinopse do vídeo Caminhos para uma boa integração ensino serviço.

Fonte: Autora (2020).