Guia para subsidiar os TCM do Organizadores

PRODUTOS TÉCNICOS/TECNOLÓGICOSDA ÀREA DA SAÚDE COLETIVA

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guia_ptt_profsaude_2025.pdf
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                    PRODUTOS TÉCNICOS/TECNOLÓGICOS
DA ÀREA DA SAÚDE COLETIVA
Guia para subsidiar os Trabalhos de
Conclusão de Mestrado do

Organizadores:
Adriana Dias Silva
Carla Pacheco Teixeira
Cleson Oliveira de Moura
Elen Petean Parmejiani
Josivan Ribeiro Justino
Katia Fernanda Alves Moreira
Tatiane Gomes Teixeira

1ª Edição

Porto Velho - RO
Maio, 2025

PRODUTOS TÉCNICOS/TECNOLÓGICOS
DA ÀREA DA SAÚDE COLETIVA
Guia para subsidiar os Trabalhos
de Conclusão de Mestrado do

Organizadores:
Adriana Dias Silva
Carla Pacheco Teixeira
Cleson Oliveira de Moura
Elen Petean Parmejiani
Josivan Ribeiro Justino
Katia Fernanda Alves Moreira
Tatiane Gomes Teixeira

1ª Edição
Porto Velho - RO
Maio, 2025

Universidade Federal de Rondônia
(UNIR)
Reitora
Marília Lima Pimentel Cotinguiba

Coordenação Nacional do
PROFSAÚDE
Coordenação Acadêmica Nacional
Carla Pacheco Teixeira

Vice- Reitor
Denny William de Oliveira Mesquita

Coordenação Acadêmica Adjunta
Cristina Guillam

Pró-reitor de Pesquisa e Pós-graduação
José Juliano Cedaro

Pró-Reitor/Abrasco
Deivison Vianna

Diretor do Núcleo de Saúde
Andonai Krauze de França
Coordenação do Mestrado Profissional em Saúde da Família na UNIR
Elen Petean Parmejiani
Katia Fernanda Alves Moreira

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)
(Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)
Produtos técnicos-tecnológicos da área da saúde coletiva : guia para subsidiar os trabalhos de
conclusão de mestrado / Adriana Dias Silva...[et al.] ; organização Elen Petean Parmejiani, Katia
Fernanda Alves Moreira, Carla Pacheco Teixeira. -- 1. ed. – Porto Velho, RO : Ed. dos Autores, 2025.
Outros autores: Carla Pacheco Teixeira, Cleson Oliveira de Moura, Elen Petean Parmejiani, Josivan
Ribeiro Justino, Katia Fernanda Alves Moreira, Tatiane Gomes Teixeira.
Bibliografia.
ISBN 978-65-01-51499-4
1. Saúde coletiva - Brasil 2. Saúde pública
I. Silva, Adriana Dias. II. Teixeira, Carla Pacheco. III. Moura, Cleson Oliveira de. IV. Parmejiani, Elen
Petean. V. Justino, Josivan Ribeiro. VI. Moreira, Katia Fernanda Alves. VII. Teixeira, Tatiane Gomes.
25-277607

Índices para catálogo sistemático:
1. Saúde pública 362.109
Eliete Marques da Silva - Bibliotecária - CRB-8/9380

CDD-362.109

INFORMAÇÕES SOBRE
OS ORGANIZADORES

Elen Petean Parmejiani é Enfermeira, Doutora em Enfermagem pela Escola de
Enfermagem Anna Nery da Universidade Federal do Rio de Janeiro (EEAN-UFRJ). É
docente adjunta do Departamento de Enfermagem da Fundação Universidade
Federal de Rondônia (UNIR). É docente permanente do Mestrado Profissional em
Saúde da Família (PROFSAÚDE/UNIR), docente da Residência Multiprofissional em
Saúde da Família (REMUSF/UNIR). Atua nas linhas de pesquisa: Atenção integral aos
ciclos de vida e grupos vulneráveis, Atenção à saúde, acesso e qualidade na atenção
básica em saúde, Educação e saúde – tendências contemporâneas da educação,
competências e estratégias e Vigilância em saúde.
Katia Fernanda Alves Moreira é Enfermeira, Doutora em Enfermagem em Saúde
Pública pela Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto (EERP-USP). É docente
associada do Departamento de Enfermagem da Fundação Universidade Federal de
Rondônia (UNIR). É docente permanente do Mestrado Profissional em Saúde da
Família (PROFSAÚDE/UNIR), tutora e docente da Residência Multiprofissional em
Saúde da Família (REMUSF/UNIR). Atua nas linhas de pesquisa: Atenção integral aos
ciclos de vida e grupos vulneráveis, Atenção à saúde, acesso e qualidade na atenção
básica em saúde, Educação e saúde - tendências contemporâneas da educação,
competências e estratégias e Vigilância em saúde.
Carla Pacheco Teixeira é Assistente Social e sanitarista. Doutora em saúde coletiva
pelo Instituto de Medicina Social (IMS/UERJ). Membro da Coordenação Colegiada do
Fórum de Coordenadores de Pós-Graduação em Saúde Coletiva. Coordenadora
Acadêmica Nacional do Mestrado Profissional em Saúde da Família (PROFSAÚDE).
Professora permanente e Responsável Nacional da disciplina de Seminários de
Acompanhamento no programa. Líder do Grupo de Pesquisa CNPq: Formação
Profissional na Saúde: estudos no âmbito da graduação e pós-graduação.

Adriana Dias Silva é Enfermeira, Doutora em Enfermagem pela Escola de
Enfermagem Anna Nery (EEAN/UFRJ), Mestre em Ensino em Ciências da Saúde
(UNIFESP), Especialista em Desenvolvimento Infantil e seus Desvios (UFPB) e em
Educação e Gestão pelo Trabalho no SUS (UFRN). Docente no Departamento
Acadêmico de Enfermagem da Fundação Universidade Federal de Rondônia (UNIR).
Coordenadora da Residência Multiprofissional em Saúde da Família
(REMUSF/UNIR). Pesquisadora do LaPHiSM-EEAN/UFRJ e CEPESCO-UNIR nas
linhas de pesquisa Enfermagem Psiquiátrica e Saúde Mental, Atenção em Saúde e
Atenção integral aos ciclos de vida e grupos vulneráveis.
Cleson Oliveira de Moura é Cirurgião-Dentista, Doutor em Enfermagem pela
Escola de Enfermagem Anna Nery da Universidade Federal do Rio de Janeiro
(EEAN-UFRJ). É docente adjunto do Departamento de Medicina da Fundação
Universidade Federal de Rondônia (UNIR). É docente permanente do Mestrado
Profissional em Saúde da Família (PROFSAÚDE/UNIR), tutor e docente da
Residência Multiprofissional em Saúde da Família (REMUSF/UNIR). Atua nas linhas
de pesquisa: Atenção integral aos ciclos de vida e grupos vulneráveis, Atenção à
saúde, acesso e qualidade na atenção básica em saúde, Educação e saúde tendências contemporâneas da educação, competências e estratégias e Vigilância
em saúde.
Josivan Ribeiro Justino é Estatístico, Mestre em Demografia e Doutor em
Bioinformática pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). É
docente adjunto do Departamento Acadêmico de Ciência da Computação (DACC)
da Fundação Universidade Federal de Rondônia (UNIR). É docente permanente do
Mestrado Profissional em Saúde da Família (PROFSAÚDE/UNIR). Atua nas linhas de
pesquisa: Informação e Saúde; Educação e saúde e Vigilância em saúde; Atenção à
saúde, acesso e qualidade na atenção básica em saúde.
Tatiane Gomes Teixeira é Graduada em Educação Física, Mestre em Gerontologia
e Doutora em Educação Física. Docente do Departamento de Educação Física da
Fundação Universidade Federal de Rondônia (UNIR). Líder do Grupo de Estudo e
Pesquisa em Educação Física e saúde (GEPEFS/UNIR). Docente colaboradora do
Mestrado Profissional em Saúde da Família (PROFSAÚDE/UNIR). Linha de
pesquisa: Atenção integral aos ciclos de vida e grupos vulneráveis.

Introdução

07

1. Produtos Técnicos Tecnológicos na Área de Saúde Coletiva
1.1 Artigos publicados em revista técnica
1.2 Cursos de formação profissional
1.3 Evento organizado
1.4 Manual/protocolo
1.5 Material didático
1.6 Patente
1.7 Processo/tecnologia não patenteável
1.8 Produto de comunicação
1.9 Produto de editoração
1.10 Relatório técnico conclusivo
1.11 Software/aplicativo
1.12 Tecnologia social

10
11
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26

2. Registros dos Produtos Técnico Tecnológicos

28

Considerações Finais

29

Referências

30

APÊNDICE A - Formulário de Avaliação Produtos Técnicos/Tecnológicos

32

ANEXO A - Avaliação dos PTTs Conforme Normativa da CAPES - Área Saúde Coletiva

36

Com o objetivo de auxiliar os estudantes ingressantes no Mestrado Profissional
em Saúde da Família (PROFSAÚDE) da Fundação Universidade Federal de Rondônia
(UNIR), a comissão organizadora deste guia elaborou um documento de orientação
sobre possíveis Produtos Técnico/Tecnológicos (PTT) na Saúde da Família/Saúde
Coletiva, em colaboração com a Coordenação Nacional do PROFSAÚDE. Em sua
elaboração, o PROFSAÚDE/UNIR utilizou como base a publicação que divulga os
resultados de estudos e propostas originadas de Grupos de Trabalho criados pela
CAPES em 2019, e o documento da área de saúde coletiva com os doze produtos
técnicos. Esses produtos podem servir como projetos de intervenção (PI) para os
discentes.
Espera-se, que ao longo do desenvolvimento do Programa, este guia seja
consultado continuamente para ajudá-lo(a) na elaboração e no desenvolvimento dos
PTT, os quais demandem das necessidades do serviço e cujos produtos se insiram
no processo de produção de conhecimentos e experimentação tecnológica na área
de Saúde da Família/Saúde Coletiva, representando uma contribuição à gestão, ao
ensino, ao planejamento, à avaliação e às práticas de saúde coletiva no âmbito do
SUS.

Organizadores.

INTRODUÇÃO
Desde 1998, o Mestrado Profissional (MP) tem sido incentivado pela Coordenação
de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). Contudo, sua
regulamentação oficial ocorreu por meio da Portaria Normativa nº 17, de 28 de
dezembro de 2009 (Capes, 2009), e se caracteriza como um modelo de pósgraduação que busca flexibilizar o formato tradicional brasileiro, enfatizando a
aplicação do conhecimento científico na prática profissional.
O PROFSAÚDE constitui uma Rede Nacional liderada pela Fundação Oswaldo Cruz
(Fiocruz), e pela Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco). Essa rede é
composta por 45 instituições públicas de ensino superior e/ou de pesquisa. No
âmbito da Universidade Federal de Rondônia (UNIR), o programa foi
institucionalizado em 20 de abril de 2016, pelo Ato Decisório nº
380/CPG/CONSEA/UNIR.
A primeira turma do programa iniciou suas atividades em 2017 e, atualmente,
estamos na quinta turma. As duas primeiras turmas foram restritas a médicos,
atendendo às exigências dos órgãos financiadores, como o Ministério da Saúde e o
Ministério da Educação. A partir de 2020, o programa passou por um processo de
ampliação, incluindo profissionais de saúde envolvidos na Atenção Primária à Saúde
(APS), como cirurgiões-dentistas, enfermeiros, médicos e gestores. Atualmente, as
vagas estão abertas para todos os profissionais de nível superior atuantes na APS e
em equipes multiprofissionais (eMulti). Além disso, o PROFSAÚDE também se
destina à formação de docentes e gestores do Sistema Único de Saúde (SUS).
O objetivo do programa é atender à demanda de formação de profissionais de
saúde atuantes na Estratégia de Saúde da Família (ESF) e na Atenção Básica,
capacitando-os para qualificar funções docentes em cursos de graduação na área
da saúde, bem como atuarem como preceptores na ESF.
Para obter o título de mestre em Saúde da Família, é imprescindível que os
discentes desenvolvam um Trabalho de Conclusão de Mestrado (TCM) que consista
em uma investigação ou intervenção relacionada à prática ou ao ensino na área da
saúde, integrando evidências científicas de saúde da família/saúde coletiva. Além
disso, esse trabalho deve gerar impacto no SUS por meio do desenvolvimento de um
PTT, elaborado com base nas necessidades do serviço em que os mestrandos se
inserem.
Este guia tem como propósito fornecer orientações aos docentes/orientadores e
discentes para a elaboração do produto final, com a intenção de aprimorar os
processos de trabalho e o ensino, contribuindo para a qualificação contínua da
assistência e da formação em saúde.

07

Na área de Saúde Coletiva/Capes, considera-se que a produção técnica e
tecnológica de mestrados e doutorados profissionais deve envolver 12 itens
específicos (Capes, 2019a). Para isso, faz-se uso de referenciais como a Ciência de
Implementação ou Ciência da Melhoria (Bomfim, 2021) e a Melhoria da Qualidade
(QI), que oferecem estratégias mensuráveis ​e sustentáveis, baseadas em métodos
que visam aprimorar processos por meio de pequenas mudanças interativas,
promovendo melhorias na qualidade dos serviços de saúde (Corrêa et al., 2023).
Os profissionais de saúde envolvidos no Mestrado ou Doutorado Profissional,
especialmente no âmbito do PROFSAÚDE, são incentivados a desenvolver não
apenas produtos ou técnicas, mas também a refletir de maneira mais aprofundada
sobre suas práticas. Para tanto, espera-se que produzam pelo menos um PTT, que
deva ser aplicado em contextos reais de forma coletiva e que apresente inovação e
relevância. Este produto, de natureza tangível ou intangível, deve incorporar
conhecimentos científicos, técnicas e habilidades aplicadas de forma colaborativa,
com o objetivo de promover mudanças/transformações nos processos de trabalho
na Atenção Primária à Saúde.
No PROFSAÚDE, os PTT podem assumir diversas formas e devem ser resultado do
TCM, fundamentados na prática profissional, tendo como preocupação solucionar
problemas concretos, melhorar as condições de trabalho e beneficiar a comunidade
(Teixeira et al., 2024).
A análise do PTT deve considerar os seguintes itens:
Abrangência: nível local, regional, nacional ou internacional (Capes, 2019a);
Impacto: relacionado com as mudanças causadas pela introdução do produto no
ambiente social (Capes, 2019a);
Aplicabilidade: refere à facilidade com que se pode empregar o produto e a
possibilidade de replicabilidade em diferentes ambientes e grupos sociais
(Capes, 2019a; Brasil, 2020);
Inovação: entendida como a intensidade do uso de conhecimento inédito utilizado
para a criação do produto. Um produto derivado da adaptação de conhecimento
existente será considerado um produto técnico e não tecnológico (Capes, 2019a);
Complexidade: representa o grau de interação entre os atores, relações e
conhecimentos necessários à elaboração e ao desenvolvimento do produto
(Capes, 2019a).

08

Contribuição à sociedade: relevância dos produtos tanto para a sociedade em
geral quanto para a Saúde Coletiva/APS nos componentes assistência, gestão e
educação. Produtos que abordem questões importantes e possuam aplicabilidade
são valorizados.
Além desses, há conceitos adicionais importantes considerados relevantes pela
Comissão de elaboração desse guia: validação e registro, apesar de não estarem
explicitados nos documentos da Capes.
Validação: é importante na medida em que dá maior robustez
acadêmica/científica ao produto desenvolvido e credibilidade na replicabilidade
do PTT. O produto final é avaliado por juízes levando-se em consideração as
evidências científicas dos conteúdos, com o objetivo de garantir a adequação do
PTT a partir de critérios previamente estabelecidos (Cook; Hatala, 2016). Também
é fundamental a validação pelo público-alvo. Os PTT que necessitam de validação
são: cursos de formação profissional; produto de editoração; material didático;
software/aplicativo; produto de comunicação e manual/protocolo. A aplicação e
validação do PTT devem estar detalhadas nas etapas metodológicas e nos
resultados do TCM, quer dizer, o texto escrito deve apresentar claramente a
descrição da aplicação e a validação do PTT, por meio de protocolos de pesquisa e
análise de dados (Freitas; Altoé, 2023). A validação, dessa forma, se dá pelos
especialistas e público-alvo, por meio de várias técnicas, cuja escolhida, deve
estar descrita no TCM. A outra validação do PTT se dará pela banca de defesa de
dissertação/tese, com base no instrumento de validação descrito no TCM;
Registro: refere-se à catalogação formal do produto, incluindo direitos autorais,
propriedade intelectual ou sigilo, por meio de registros como ISBN, ISSN ou
licenças Creative Commons, conforme avaliação da banca examinadora.
Assim, espera-se que o PTT apresente em sua descrição, as especificações
técnicas, seja compartilhável, registrado, apresente aderência às linhas e aos
projetos de pesquisa do PROFSAÚDE, apresente potencial de replicabilidade por
terceiros, além de ter sido desenvolvido e aplicado para fins de validação,
prioritariamente, com o público-alvo a que se destina.
Por fim, este guia normatiza as produções técnicas/tecnológicas do PROFSAÚDE,
uma vez que os PTT desempenham um papel crucial no cenário da assistência, da
gestão e da educação, impulsionando o avanço científico, a inovação e a busca por
soluções transformadoras.

09

1 PRODUTOS TÉCNICO/TECNOLÓGICOS NA ÁREA DE SAÚDE COLETIVA
Ao compreender os conceitos e definições relacionados aos PTT, os docentes e
discentes estarão mais bem preparados para desenvolver e registrar
adequadamente seus produtos, contribuindo assim para a excelência acadêmica e a
aplicação do conhecimento científico em prol da sociedade e da Saúde
Coletiva/Atenção Primária à Saúde.
Os 12 PTT da área de saúde coletiva são:

01

04

Artigos
publicados
em revista
técnica

Manual/
protocolo

02

Curso para
formação
profissional

05

07

Processo
/tecnologia
não
patenteável

08

10

Relatório
técnico
conclusivo

11

Material
didático

Produto de
comunicação

Software
/aplicativo

10

03

06

09

12

Evento
organizado

Patentes

Produto de
editoração

Tecnologia
social

1.1 ARTIGOS PUBLICADOS EM REVISTA TÉCNICA
Um artigo publicado em revista técnica é uma produção bibliográfica que traz
informações sobre avanços tecnológicos, inovações e aplicações, com ênfase em
conhecimentos de aplicação prática na área da saúde. Essas publicações costumam
tratar de temas específicos para soluções específicas de problemas do mundo real
da área da saúde, fornecendo insights importantes para o desenvolvimento e a
melhoria de tecnologias, produtos e serviços.
Exemplos de revistas técnicas:

R-BITS - Revista Brasileira de
Inovação Tecnológica em Saúde
https://periodicos.ufrn.br/reb/ab
out/submissions

Revista científica
https://recisatec.com.br/index.
php/recisatec

11

1.2 CURSOS DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL
Consiste em um conjunto de conteúdos organizados de acordo com as
competências e os objetivos de aprendizagem necessários para a formação
profissional. Quanto à sua natureza, podem ser classificados em:
a) Oferta regular: disponibilização contínua e integrada às atividades das
instituições envolvidas no processo de pesquisa — Exemplo: Formação
contínua para profissionais da APS;
b) Oferta em alternância: disponibilização intermediária, podendo estar
integrada às instituições envolvidas na pesquisa — Exemplo: oferta especial
para profissionais envolvidos com os projetos de pesquisa;
c) Formação em exercício: oferta regular ou intermitente, destinada aos
profissionais vinculados às instituições que participam do processo de
pesquisa — Exemplo: Formação pedagógica para preceptores;
d) Atividades de formação profissional de curta duração: atividades
educativas com duração mínima de 20 horas;
e) Curso de curta duração: atividades de extensão ou aperfeiçoamento, com
carga horária (CH) de 20 a 360 horas, oferecidas presencialmente ou na
modalidade EAD. Disciplinas ou módulos em curso aperfeiçoamento/extensão
de modo presencial ou em EAD, com CH de 60 a 360 horas;
f) Curso de formação: especialização ou residência, com CH mínima de 360 ​
horas.
Estrutura do Curso:
O Projeto de Curso de formação profissional (20 horas ou mais) deve conter como
campos obrigatórios:
Modalidade (criação, organização, docência);
Estrutura curricular correspondente à visão geral da organização dos
componentes curriculares (matriz de competência);
Objetivos do curso e objetivos de aprendizagem;
Contextualização e criticidade dos conhecimentos, expressando a flexibilidade da
estrutura curricular, através de diferentes atividades acadêmicas de modo a
favorecer o atendimento às expectativas e interesses dos alunos-profissionais;

12

Conteúdo teórico-prático, facilitadores, metodologia, tipologia do curso
(presencial, EaD, híbrido) para elaboração e socialização dos conhecimentos;
Processo de avaliação do aprendizado;
Perfil do egresso, entendendo a caracterização do profissional após a realização
do curso (as competências que ele deverá ser capaz de realizar no seu domínio
profissional e no âmbito do SUS);
Carga horária mínima de 20 horas;
Referências.
Essas informações não se aplicam aos cursos ofertados que não estejam
relacionados à produção científica, acadêmica e tecnológica, projeto do TCM e linha
de pesquisa.
OBS.: Um curso de formação profissional, para ter validade científica e pedagógica,
deverá ser validado por expertises da APS ou da área temática e/ou pelo públicoalvo. Confira, no Link a seguir, o material de exemplo: https://profsaudeabrasco.fiocruz.br/bibliotecas/publicacoes

13

1.3 EVENTO ORGANIZADO
Produto resultante de ações de divulgação e/ou disseminação do conhecimento
técnico-científico promovido pelo Programa de Pós-Graduação, destinado ao público
acadêmico ou geral, por meio de atividades planejadas formalmente. A abrangência
do evento é considerada em nível local, regional ou nacional, incluindo também
eventos institucionais.
Evento internacional refere-se àquele realizado no exterior ou itinerante no Brasil,
bem como eventos realizados no Brasil com a participação, como organizadores de
instituições e/ou pesquisadores de outros países.
Os eventos científicos são um importante espaço de dinamização de discussões,
promovendo a integração do ensino e o desenvolvimento cultural e científico na
sociedade. Os diversos tipos de encontros científicos variam principalmente em
abrangência e objetivos, mas, de maneira geral, exibem estrutura semelhante.
Para ser considerado evento organizado para o PROFSAÚDE, este deverá ter carga
horária mínima de 10 horas.
Exemplos:
Encontro com profissionais mestrandos e
gestores municipais e estaduais;
Encontro Nacional do PROFSAÚDE;
I Simpósio Nacional de UDA na Atenção
Básica e II Simpósio Brasileiro de APS: os
desafios da gestão, educação e atenção
em saúde no Brasil:
https://www.even3.com.br/simposiosudae
aps/
OBS.: Informar ainda: edição, site, periodicidade, abrangência, instituição
organizadora e país de origem (informar se é evento itinerante realizado no país
naquele ano). Não se aplica: participação individual de docentes em atividades de
organização de eventos não correlacionados à área de concentração e linhas de
atuação do Programa.

14

1.4 MANUAL/PROTOCOLO
Conjunto das informações, decisões, normas e regras que se aplicam à
determinada atividade, que encerra os conhecimentos básicos de uma ciência, uma
técnica, um ofício ou procedimento. Pode ser um guia de instruções que serve para o
uso de um dispositivo, para correção de problemas ou para o estabelecimento de
procedimentos de trabalho. No formato de compêndio, livro/guia pequeno ou um
documento/instrução normativa, nota técnica, POP impresso ou digital, que
estabelece como se deve atuar em certos procedimentos.
Documento organizacional que traduz o planejamento das tarefas a serem
realizadas, apresentando uma descrição detalhada de todas as ações permitidas
para a execução de uma atividade — incluindo rotinas, normas, fluxogramas,
árvores de decisão, protocolos e outros instrumentos de gestão e assistência.
OBS.: Não se aplica às atividades
necessárias à construção dos manuais e
protocolos de qualquer tipo, manuais que
integram produtos e procedimentos já
apresentados como produto do programa,
ou seja, quando o manual faz parte de um
produto já apresentado em outra categoria,
como ativo de propriedade intelectual, ele é
parte desse produto, não sendo permitida
uma dupla contagem com a apresentação
somente do manual.
A criação de manuais exige fundamentação em evidências científicas atualizadas,
incluindo uma revisão de literatura robusta (como revisões integrativas,
sistemáticas, de escopo, metassíntese ou metanálise), garantindo clareza na
comunicação e facilitando a compreensão e o seguimento das instruções pelos
usuários. Além disso, esses manuais devem ser atualizados periodicamente para
refletir sobre as melhores práticas. Para garantir sua utilidade em diferentes
contextos (local, regional ou nacional), é imprescindível que sejam validados.

15

1.5 MATERIAL DIDÁTICO
O material deve atuar como suporte pedagógico na mediação dos processos de
ensino e aprendizagem em diversos contextos educacionais. Seu objetivo é facilitar
a transmissão e compreensão de conhecimentos, oferecendo recursos e
ferramentas que apoiem tanto os educadores quanto os estudantes ou
participantes.
Podem ser classificados em:
Material Impresso: Inclui coleções, livros didáticos e
paradidáticos, guias, cartilhas, mapas temáticos, álbuns
seriados, jogos educativos e outros materiais impressos
utilizados na sala de aula e em outros ambientes de
aprendizagem. Esses recursos são amplamente utilizados e
apresentam diversas formas, abrangendo várias áreas do
conhecimento;

Material Didático Audiovisual: Compreende recursos
como fotografias, painéis cronológicos, programas de
televisão (abertos ou fechados) e programas de rádio
(comunitários, universitários ou alternativos). A utilização
de elementos visuais e sonoros contribui para tornar o
processo de aprendizagem mais dinâmico e interativo;

Material Didático em Novas Mídias: Envolve recursos
digitais, como CDs, CD-ROMs, DVDs e e-books. Esses
materiais ganham cada vez mais espaço no contexto
educacional, possibilitando acesso ao conteúdo de forma
mais flexível e interativa. As novas mídias ampliam as
possibilidades de ensino, oferecendo recursos multimídia e
interativos que enriquecem a experiência de aprendizagem.

16

Estrutura:
Texto contendo o desenvolvimento de produtos, processos ou técnicas, passíveis
ou não de proteção, demonstrando a possibilidade de replicabilidade em outros
contextos. Deve-se orientar pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).
Não se aplica para apostilas, slides, apresentações e outros materiais elaborados
exclusivamente para apoio da atividade do docente nas aulas regulares da
graduação e pós-graduação e atividades de extensão.

Link Material de exemplo: https://ri.unir.br/jspui/handle/123456789/5565

Guias, cartilhas, mapas temáticos; álbuns seriados,
jogos educativos, tutoriais, e-books dentre outros
requerem evidências científicas atualizadas, o que
significa uma robusta revisão de literatura
(integrativa, sistemática: de escopo, metassíntese,
metanálise), que produza clareza na comunicação, a
fim de garantir que as informações sejam
compreendidas e seguidas. Além disso, para garantir
sua aplicabilidade em vários contextos (local,
regional e/ou nacional), necessitam de validação.

17

1.6 PATENTE
É um ativo de propriedade intelectual. Patente é um título de propriedade
temporária sobre uma invenção ou modelo de utilidade, outorgado pelo Estado aos
inventores, autores ou ainda pessoas físicas ou jurídicas detentoras de direitos sobre
a criação.
Modalidades:
patentes de invenção (produtos ou processos que atendam
aos requisitos de atividade inventiva, novidade e aplicação
industrial).
modelos de utilidade (nova forma ou disposição em um
objeto de uso prático ou parte deste, visando melhoria
funcional no seu uso ou em sua fabricação. Exemplos:
tesoura para canhoto, porta sabão em pó com dosador,
organizador modular de gavetas).
Os programas de Pós-graduação precisam alicerçar suas atividades no
empreendedorismo social, privilegiando a formação e a transformação do sujeito
como agente de mudança social.
Exemplos:
Kit didático para processo de obtenção do frasco-ampola placebo (FAB) e para a
prática de técnica de preparos de substância similar a medicamento apresentado
em frasco ampola;
Jogo de tabuleiro educativo informatizado para enfermagem;
Modelo artesanal para treinamento de estomia intestinal SafeCare: Gestão para
segurança do paciente CuidarTech exame dos pés.
OBS.: Não se aplica a outros ativos de propriedade intelectual, como marcas,
desenho industrial, software, indicação geográfica. Descrição da patente e de sua
finalidade (até 50 palavras).

18

1.7 PROCESSO/TECNOLOGIA NÃO PATENTEÁVEL
É uma sequência de atividades que deve ser executada, representando o modo de
fazer alguma coisa, o método, a maneira ou o procedimento para alcançar um
determinado objetivo. A tecnologia é constitutiva de várias dimensões sobre a
realidade, que compreendem tanto os processos e procedimentos quanto uma
mentalidade, atitude e a fabricação de objetos.
Exemplos:
Desenvolvimento de material didático e instrucional;
Estudo de Adaptação Transcultural;
Transcrição e validação de questionários;
Estudo Metodológico;
Metodologia da Pesquisa-ação - descrever as etapas;
Sequência de atividades utilizando um ou mais instrumentos para a obtenção de um
resultado (Fluxograma, PDSA, SWOT, ISHIKAWA, etc). Exemplo disponível em:
http://retebrasil.com.br/arquivos/File/PTT%20-NA%20ENFERMAGEM-min.pdf
Oficinas EPS; Círculos de cultura; Arco de Maguerez
http://retebrasil-.com.br/arquivos/File/PTT%20NA%20ENFERMAGEM-min.pdf
Processos de gestão, ensino e assistência uni ou interprofissional para identificar,
organizar, executar, documentar, medir, monitorar, controlar e melhorar processos
de trabalho na assistência, na gestão ou no ensino:
http://retebrasil.com.br/arquivos/File/PTT%20NA%20ENFERMAGEMmin.pdf

19

1.8 PRODUTO DE COMUNICAÇÃO
Produto veiculado, divulgado em meios de comunicação de massa (rádio, televisão,
cinema, jornais, revistas, mídias digitais) com o objetivo de comunicar e informar o
público em geral.
Tipos:
Produto (informativo) em formato visual: recurso de texto e/ou imagem
(reportagem, panfleto, folder, infográfico) disponibilizado em jornal, revista ou
plataforma digital de ampla circulação (Facebook e Instagram);
Produto em formato de áudio: programa de rádio ou podcast;
Produto em formato audiovisual: comercial, documentário, reportagem em
formato de vídeo;
Participação em veículo de comunicação sob forma de entrevista, mesa redonda,
comentários, programa de rádio ou TV, jornal, internet, mídia eletrônica (ex.:
Youtube).
O produto de comunicação difere do material didático principalmente por sua
finalidade. O produto de comunicação não tem como objetivo ensinar ou fazer parte
de um processo de ensino e aprendizagem, mas sim transmitir informações ao
público de forma acessível. Ressalta-se também que a simples participação em um
programa, mesmo abordando um tema relacionado com a investigação realizada no
Mestrado, não caracterizando um PTT do tipo produto de comunicação. Para que
isso aconteça, é necessário que o aluno esteja envolvido na elaboração do produto
de comunicação.
Não se aplica: Participação de docentes e discentes em programas de mídia ou
mídia social sem que o autor participe do processo de elaboração do produto, o qual
deverá estar aderente ao PPG.
Passos para a criação do Podcast:
a) Escolha do tema;
b) Definição do objetivo do Podcast;
c) Planejamento do formato: é o momento de decidir
se o podcast será solo, entrevistas, debates ou outro
formato;

20

d) Elaboração de um roteiro para cada episódio (fazer um roteiro a partir de
evidências científicas atualizadas);
e) Definição dos participantes (quem vai participar);
f) Definição do Público-alvo: a quem se destina;
g) Seleção das Vinhetas/Músicas de Abertura e Encerramento;
h) Definição dos Recursos (microfone, Local sem ruídos, Computador ou equipamento de
gravação, Computador para edição);
i) Gravação dos episódios (máximo1h30min, fracionados em vários episódios de
podcast). Entre 10-20 minutos para um (1) único podcast;
j) A frequência ideal do Podcast– semanal ou quinzenal;
k) Fazer a arte da capa do seu Podcast;
l) Criar uma página de podcast;
m) Produzir e lançar um Podcast.
OBS: Precisa de Validação.
Para a elaboração de vídeo, enquanto tecnologia educacional, é necessário usar a
metodologia específica e o produto deverá ser validado por juízes e pelo públicoalvo a fim de que as informações ali contidas sejam validadas.

21

1.9 PRODUTO DE EDITORAÇÃO
O produto de editoração resulta das atividades editoriais relacionadas aos
processos de edição e publicação de obras de ficção e não-ficção. Envolve o
planejamento e a execução, tanto de forma intelectual quanto gráfica, de mídias
impressas (jornal, revista, livro, panfleto, cartaz, etc.), eletrônicas (e-books, mídias
interativas) ou digitais (internet, dispositivos móveis), sempre alinhados ao Programa
(projetos, linhas, discentes/egressos).
Produtos editoriais que circulem de forma regular e abrangente fornecem
conhecimentos específicos aos profissionais das mais diversas áreas do
conhecimento. Essas informações e conteúdos alinhados à produção das atividades
desenvolvidas requerem algumas competências como: solução de problemas,
criatividade, dinamismo, interatividade e comunicação com diferentes áreas da
ciência. Inclui mídia impressa (jornal, revista, livro, panfleto, cartaz, etc.), eletrônica
(e-books, mídias interativas) ou digital (internet, celular).
Exemplo:
Organização de livro, catálogo, coletânea e
enciclopédia;
Atividades de edição e publicação de obras
impressas (jornal, revista, livro, panfleto, cartaz,
etc.), eletrônicas (e-books, mídias interativas) ou
digitais (site de internet, celular)
https://ampllaeditora.com-.br/publicacoes/3339;
Organização de revista, anais (incluindo editoria e
corpo editorial);
Organização de catálogo de produção artística.
Atividades que podem constar como produção técnica no currículo Lattes: Editor
científico; Editor associado; Revisor de periódico (parecerista/consultor ad hoc de
periódico).
OBS.: Não serão contabilizados os pareceres, mas os periódicos em que o docente
permanente é parecerista/ consultor.

22

1.10 RELATÓRIO TÉCNICO CONCLUSIVO
Trata-se de um documento elaborado de forma resumida, que reúne informações
planejadas sobre o projeto ou atividade realizada, desde a fase de planejamento até
suas conclusões. Seu objetivo é apresentar, de maneira clara e objetiva, os resultados
obtidos, bem como suas implicações e a importância do impacto na área da saúde.
Nesse relatório, são descritos os passos e as metodologias utilizadas durante o
desenvolvimento do projeto ou atividade, oferecendo uma visão geral de como o
trabalho foi conduzido. São as visualizações dos dados encontrados, as análises
realizadas e as principais descobertas ao longo do processo.
Um aspecto fundamental desse documento é evidenciar a importância dos
resultados propostos e das conclusões/recomendações. Isso envolve explicar como
esses resultados podem beneficiar a sociedade ou a saúde, demonstrando o impacto
positivo que o conhecimento gerado pode proporcionar na área de estudo ou na
resolução de problemas específicos.
Além disso, o Relatório Técnico Conclusivo destaca a aplicação prática dos
resultados, apontando como as descobertas podem ser utilizadas para solucionar
questões reais e gerar benefícios concretos para a comunidade, a APS ou a gestão
da APS.
A clareza e a objetividade são características essenciais desse tipo de relatório,
garantindo que as informações sejam transmitidas de forma acessível e
compreensível para diferentes públicos, sejam eles especializados ou não na área de
estudo.
Os tipos de relatórios incluem:
Relatórios técnicos e/ou científicos: a NBR 10719 é uma norma que especifica os
princípios gerais para a elaboração e a apresentação desse tipo de relatório (ex:
Relatório de Conferências de Saúde).
Relatórios técnicos de pesquisa: relatório de andamento ou de conclusão de fatos
verificados mediante pesquisas em andamento, parcial, ou que está concluindo,
final.
Relatório ou Laudo Técnico: relatório detalhado realizado pelo técnico e
profissional especializado naquele assunto com o objetivo de apontar possíveis
diagnósticos.

23

Relatórios gerenciais: são documentos escritos, baseados em fatos, contendo
indicadores ou informações relevantes para avaliação e possíveis tomadas de
decisão (ex: Planos de Saúde).
Não havendo uma norma específica, devem ser seguidas as orientações da
Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).
Estrutura:
O Relatório pode ser dividido nas seguintes partes
principais:
Título do projeto;
Autores; parceiros (se houver);
Preliminares ou Pré-texto: Capa (primeira e segunda, isto é, frente e verso), Folha
de rosto (ou ficha de identificação do relatório) e Prefácio (apresentação);
Listas (lista de símbolos, unidades, abreviaturas, etc.; Lista de ilustrações e
Sumário);
Resumo;
Texto: Introdução, problema, justificativa e objetivo; Desenvolvimento - método,
Resultados/discussão; Objetivos propostos versus objetivos alcançados;
Resultados esperados versus resultados obtidos; Conclusões e recomendações.
Pós-liminares ou pós-texto: Referências; Agradecimentos; Apêndices, Anexos;
Informações adicionais.

24

1.11 SOFTWARE/APLICATIVO
Software é o termo genérico usado para descrever programas, aplicativos, scripts,
macros e instruções de código embarcado diretamente (firmware), de modo a ditar o
que uma máquina deve fazer. Todo programa de computador, celular, tablet, smart
TV, console de videogame é um software, seja ele um editor de textos, um navegador,
um editor de áudio ou vídeo, ou um jogo, programa de simulação, software de
pesquisa operacional, softwares de gestão, aplicativos educacionais.
Um programa é um conjunto de instruções ou declarações, escritas em linguagem
própria, a serem usadas direta ou indiretamente por um computador, a fim de obter
determinado resultado. A proteção dos direitos de autor abrange todas as partes das
expressões no programa de computador.
Um software aplicativo (APP) é um tipo de software concebido para desempenhar
tarefas práticas, de modo que o usuário possa concretizar determinados trabalhos.
Esta característica distingue-o de outros tipos de programas, como os sistemas
operativos (que são os que fazem funcionar o computador), as linguagens de
programação (que permitem criar os programas informáticos em geral) e os
utilitários (que realizam tarefas de manutenção ou de uso geral).
Os Aplicativos são softwares presentes em celulares e em outros diversos
dispositivos inteligentes, como smart TV. Os APPs podem ser gratuitos ou pagos e
desempenham diversas funções: mensageiros online, streaming, gerenciadores,
editores.
Exemplos:
a) Software de programação: são as ferramentas usadas pelo
programador para desenvolver novos softwares e programas por
meio do conhecimento lógico e de linguagem de programação
orientada a objetos.
b) Software de sistema: são os programas encarregados de fazer a comunicação entre o
computador e o usuário, sendo a base em que outros softwares, como os de aplicação e
os de programação irão rodar. Os sistemas operacionais como Windows, Linux, iOS,
Android, por exemplo, são softwares de sistema.
c) Software de aplicação: são programas derivados de um software de programação, e
que cumprem uma tarefa específica em quase todas as áreas da vida cotidiana. São
software do tipo players de vídeo e música, jogos, editores de textos, calculadoras,
navegadores, aplicativos de redes sociais.

25

1.12 TECNOLOGIA SOCIAL
Conjunto de técnicas e metodologias inovadoras, criadas ou aplicadas na interação
com a população e que são apropriadas por ela, que representam soluções para
inclusão social e melhoria das condições de vida. A tecnologia social envolve:
compromisso com a mudança social; criação de um espaço para identificar
necessidades sociais; relevância e eficácia na transformação social;
sustentabilidade socioambiental e econômica; inovação; organização e
sistematização do conhecimento; acessibilidade e apropriação dessas tecnologias;
além de um processo participativo de planejamento, monitoramento e avaliação.
A concepção da Tecnologia Social baseia-se em princípios que visam torná-la
acessível e adaptável às particularidades de cada comunidade. Para ser considerada
uma tecnologia social, uma solução deve cumprir requisitos essenciais, como
simplicidade, baixo custo, facilidade de implementação e possibilidade de
replicação.
A simplicidade é uma característica fundamental das tecnologias sociais. Elas são
pensadas para serem compreendidas e usadas facilmente pelas próprias
comunidades beneficiadas, sem necessidade de recursos ou conhecimentos
complexos. Essa abordagem simplificada favorece a rápida e eficiente adoção das
tecnologias.
Outro aspecto importante é o baixo custo. As soluções devem ser financeiramente
acessíveis e viáveis ​para as comunidades, especialmente aquelas com recursos
limitados. Assim, tornam-se mais sustentáveis ​e podem ser aplicados em diferentes
contextos, ampliando seu alcance.
A facilidade de aplicação prática também é essencial na Tecnologia Social. Ela
busca garantir que as soluções possam ser inovadoras de forma simples e ajustadas
às condições específicas de cada comunidade. Dessa forma, as tecnologias podem
ser reproduzidas em diversas regiões, beneficiando um maior número de pessoas.
A replicabilidade é um princípio-chave na criação dessas tecnologias. Elas devem
ser projetadas de forma que possam ser reproduzidas em diferentes ambientes sem
perder sua eficácia ou impacto positivo. Isso favorece a disseminação do
conhecimento e a adoção de boas práticas em diversas comunidades.
A interação direta com a população é uma característica distintiva da Tecnologia
Social. Ela foi concebida e inventada em parceria com as comunidades beneficiadas,
envolvendo-se como ativo na criação e na aplicação das soluções. Essa abordagem

26

participativa garante que as tecnologias atendam às necessidades reais das
comunidades, aumentando sua facilidade e efetividade.
Em resumo, a Tecnologia Social busca oferecer soluções transformadoras, e
acessíveis à inclusão social e à melhoria das condições de vida. Por meio de métodos,
processos ou produtos desenvolvidos em colaboração com as comunidades e por
elas apropriadas, essas tecnologias representam uma valiosa contribuição para a
promoção do desenvolvimento sustentável e o bem-estar das pessoas.
Exemplos de Tecnologia Social:
Cursos, projetos, oficinas permanentes voltadas à população;
Capacitação de lideranças comunitárias;
Programa para educação social e financeira de jovens;
Produção de fotografias para reflexão de problemáticas
comunitárias;
Programa do Unicef para capacitar jovens;
Projeto para qualificação técnica e produtiva para o protagonismo de mulheres na
construção da economia solidária;
Rede de Economia Solidária e Feminista (Resf);
Projeto de Leitura nos Terminais de ônibus, Técnicas alternativas de agricultura,
educação em saúde bucal em determinados grupos populacionais, soro caseiro,
cisternas de placas, terapia comunitária integrativa (TCI), etc.
No site do Banco do Brasil possui uma lista de tecnologias sociais:
https://transforma.fbb.org.br/.
Não se aplica para método, processo ou produto que não apresente uma
transformação social positiva evidente e que não seja voltado para a coletividade e
que não tenha manifestação de interesse da coletividade.
OBS.: No currículo Lattes sempre que possível vincular a produção a projeto de
pesquisa e linha de pesquisa vinculada ao programa (sugere-se a utilização do
campo outras informações). No item observações, foram citados campos descritivos
de preenchimento obrigatório na Sucupira de cada produto, recomenda-se que estes
itens estejam presentes no capítulo que trata o PTT e/ou no formulário de avaliação
anexo a Ata de Defesa.

27

2. REGISTROS DOS PRODUTOS TÉCNICO/TECNOLÓGICOS
O registro do PTT certifica a autoria ou a titularidade de uma obra intelectual com
o objetivo de protegê-la. Esse certificado auxilia na produção de provas em eventuais
discussões sobre a autoria, garantindo que não seja plagiada ou divulgada sem a
autorização de seu autor. A autoria é sempre de uma pessoa física, com exceção das
obras coletivas, em que o organizador pode ser também titular originário.
São exemplos de PTT que podem ter registro autoral:
Livro
Artigos
Desenho
Ilustração
Fotografia
O autor pode e deve solicitar o registro de direitos autorais. Alguns endereços para
o registro e divulgação do produto técnico:
Repositório das IES (Ministério da Educação, 2020);
Centro Brasileiro do ISSN (BRASIL, 2020);
Agência Brasileira de ISBN (CBL, 2024a) – O mesmo site
oferece serviços para ficha catalográfica e registro
autoral;
Banco internacional de objetos educacionais (BRASIL, 2015);
Portal do Professor (BRASIL, 2014a) (BRASIL, 2022);
No Portal eduCapes, os produtos educacionais podem ser postados como:
imagem, vídeos, aplicativo móvel, livro digital, animação, aulas e cursos,
ferramentas, jogo, laboratório, mapa, áudio e portal;
Registro de marcas e patentes (software, aplicativos) - (BRASIL, 2014b) Registro de
vídeos, animações, filmes - (BRASIL, 2024b).

28

CONSIDERAÇÕES FINAIS
Este Guia é baseado no trabalho do grupo de trabalho da Comissão de PTT do
PROFSAÚDE/UNIR, cujo objetivo foi apresentar para os mestrandos as várias
possibilidades de construção de PTT no campo da saúde coletiva.
Ao utilizar o conteúdo deste livro, os leitores terão à disposição uma fonte confiável
e abrangente de informações sobre os produtos técnicos e tecnológicos da área de
saúde coletiva reconhecidos pela Capes.
Espera-se que esta primeira edição do Guia seja útil para docentes, pesquisadores,
estudantes e profissionais, contribuindo assim para o avanço da ciência, tecnologia e
inovação em nosso estado e país.
Espera-se assim, contribuir com a área de saúde coletiva/Capes, com a Rede
PROFSAÚDE e com os leitores para o desenvolvimento de PTT que atendam às
necessidades dos serviços, fortalecendo cada vez mais a APS.

29

REFERÊNCIAS
BOMFIM, R. A. (ed). Introdução à ciência de implementação para profissionais da saúde.
Campo Grande, MS: Fundação Universidade Federal De Mato Grosso Do Sul, 2021.
BRASIL, Ministério da Cultura. Agência Nacional do Cinema– ANCINE, 2024. Disponível em:
https://www.gov.br/ancine/pt-br/pagina-inicial
BRASIL, Ministério da Educação. Portal eduCapes: Sobre o eduCAPES., 2022 Disponível em:
https://educapes.capes.gov.br/redirect?action=about
BRASIL, Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia. Solicitar ISSN, 2020a.
Disponível em: https://cbissn.ibict.br/index.php/solicitar-issn
BRASIL, Ministério da Educação. Considerações sobre Classificação de Produção Técnica e
Tecnológica. Brasília. Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior CAPES, 2020b. Disponível em:
https://mpea.uff.br/wp-content/uploads/sites/337/2024/06/Consideracoes-sobreClassificacao-de-Producao- Tecnica-e-Tecnologica-PTT-Enfermagem-1.pdf
BRASIL, Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. Instituto Nacional
da Propriedade Industrial. INPI, 2020c. Disponível em: https://www.gov.br/inpi/ptbr/copy2_of_nova-home-page
BRASIL, Ministério da Educação. Banco Internacional de Objetos, 2015. Disponível em:
http://objetoseducacionais.mec.gov.br/#/inicio
BRASIL, Ministério da Educação. Portal
http://portaldoprofessor.mec.gov.br/index.html

do

Professor,

2014.

Disponível

em:

CAPES, Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior. Intruções
preenchimento de dados complementares dos produtos técnicos/tecnológicos (PTT) e
livros. Área 22 - Saúde Coletiva. Brasília: CAPES, 2023. Disponível em:
https://www.gov.br/capes/pt-br/acesso-a-informacao/acoes-e-programas/avaliacao/sobre-aavaliacao/areas-avaliacao/sobre-as-areas-de-avaliacao/colegio-de-ciencias-da-vida/ciencias-dasaude/AnexoInstrucoes_dados_complementares_2025.pdf.

CAPES, Ministério da Educação. Produção Técnica. Grupo de Trabalho. Brasília: CAPES,
2019a. Disponível em: https://www.gov.br/capes/pt-br/centrais-de -conteudo/10062019producao-tecnica-pdf
CAPES, Ministério da Educação. GT Inovação e Transferência de Conhecimento. Relatório
final. Brasília: CAPES, 2019b. Disponível em: https://www.gov.br/capes/pt-br/centrais-deconteudo/2020-01-03-relatorio-gt-inovacao-e-transferencia-de-conhecimento-pdf
CAPES, Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior.
Portaria Normativa No - 17, de 28 de Dezembro de 2009. Dispõe sobre o Mestrado
Profissional no Âmbito da Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível
Superior - Capes. Brasília, 2009. Disponível em: https://cad.capes.gov.br/ato-administrativodetalhar?idAtoAdmElastic=753#anchor.

30

CBL. Câmara Brasileira do Livro. Agência Brasileira do ISBN, 2024. Disponível em:
https://www.cblservicos.org.br//isbn/
COOK, D. A.; HATALA, R. Validation of educational assessments: a primer for simulation and
beyond. Advances in Simulation, Reino Unido, v. 1, n. 31, p. 1–12, 2016. Disponível em:
https://doi.org/10.1186/s41077-016-0033-y
CORRÊA, B.L.M. de A.L. et al. Melhoria de qualidade no paradigma da ciência da
implementação em programas profissionais: revisão de escopo. Revista Gaúcha de
Enfermagem,
v.
44,
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e20220159,
2023.
Disponível
em:
https://www.scielo.br/j/rgenf/a/tjZRBc39xxDQpnFfH8x3Pfw/?lang=pt
FIOCRUZ, Fundação Oswaldo Cruz. Mestrado ProfSaúde. Rio de Janeiro, 2024. Disponível
em: https://profsaude-abrasco.fiocruz.br/
FREITAS, R.; ALTOÉ, R. O protagonismo dos produtos/processos educacionais em
dissertações de mestrados profissionais da área de ensino. Educação Profissional e
Tecnológica,
Vitória-ES,
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7,
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1,
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68–93,
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Disponível
em:
https://pt.scribd.com/document/660917070/2076-Texto-do-artigo-14722-1-10-202305 19
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO, Fundação Universidade Federal de Rondônia (UNIR).
Repositório Institucional da Universidade Federal de Rondônia. Disponível em:
https://ri.unir.br/jspui/
RIZZATTI, I. M. et al. Os produtos e processos educacionais dos programas de pósgraduação profissionais: proposições de um grupo de colaboradores. ACTIO: Docência em
Ciências,
v.
5,
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2,
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1–17,
2020.
Disponível
em:
https://periodicos.utfpr.edu.br/actio/article/view/12657
SANTOS, G. B. dos et al. Similaridades e diferenças entre o Mestrado Acadêmico e o
Mestrado Profissional enquanto política pública de formação no campo da Saúde Pública.
Ciência & Saúde Coletiva, v. 24, n. 3, p. 941–952, mar. 2019. Disponível em:
https://efivest.com.br/wp-content/uploads/2019/09/TecnologiaSaude-uece.pdf
TEIXEIRA, C.P. et al. Portfólio de produção técnica e tecnológica do PROFSAÚDE. Porto
Alegre:
Rede
Unida,
2024.
Disponível
em:https://profsaudeabrasco.fiocruz.br/sites/default/files/publicacoes/portfolio_profsaud e_1.pdf.
Links consultados:
CANAL TECH. O que é software. Disponível em: https://canatech.com.br/software/o-que-esoftware/#google_vignette Acesso em 12 de maio de 2025.
EQUIPE EDITORIAL DE CONCEITO. (8 de Julho de 2011). Atualizado em 17 de Junho de 2019.
Software aplicativo - O que é, conceito e definição. Conceito.de. Disponível em:
https://conceito.de/software-aplicativo. Acesso em 12 de maio de 2025.
CAPES. Brasília, 2019. Relatório de Grupo de Trabalho. Disponível em:
https://www.gov.br/capes/pt-br/centrais-de-conteudo/10062019-producao-tecnica-pdf.
Acesso em 25 de novembro de 2024.
COLLAB UVV. Repositório Universidade de Vila Velha. Vila Velha. Disponível em:
https://repositorio.uvv.br/handle/123456789/18 . Acesso em 12 de maio de 2025. Base de
dados.

31

APÊNDICE A - FORMULÁRIO DE AVALIAÇÃO PRODUTOS
TÉCNICOS/TECNOLÓGICOS
Esse formulário tem por finalidade a avaliação do processo de elaboração dos PTT
produzidos no PROFSAÚDE/UNIR. Deve ser enviado para os membros da banca junto
com a versão do TCM e PTT, posteriormente devendo ser enviado junto a Ata de
Defesa Pública uma via deste formulário contendo a avaliação consolidada de todos
os membros.
Analisando o relatório técnico da Capes sobre produção técnica (BRASIL, 2019), e
comparando os conceitos lá expostos, propomos os seguintes conceitos, os quais
devem ser considerados na análise dos PTT.
COMPLEXIDADE – compreende-se como uma propriedade do produto/processo
relacionada às etapas de elaboração, desenvolvimento e/ou validação. Entende-se
que a complexidade é uma dimensão do PTT a ser contabilizada no Qualis Saúde
Coletiva/Capes para ser emitido pela banca de dissertação ou TCM.
IMPACTO – considera-se a forma como o PTT foi utilizado e/ou aplicado nos
sistemas educacionais, gestão ou de saúde. Esse dado será avaliado pelas bancas de
defesa de TCM, objetivando a compreensão do motivo para a criação do PTT, a
relevância, o foco de aplicação do Produto, permitindo assim, avaliar o potencial
impacto de mudanças no serviço/território.
APLICABILIDADE – relaciona-se à facilidade de acesso e propriedade de aplicação
do PTT, para que seja acessado e utilizado de forma integral e/ou parcial em
diferentes cenários. A propriedade de aplicação refere-se ao processo e/ou artefato
(real ou virtual) e divide-se em três níveis:
1) aplicável (quando o PTT tem potencial de utilização direta, mas não foi
aplicado);
2) aplicado (quando o PTT foi aplicado uma vez, podendo ser na forma de um
piloto/protótipo);
3) replicável (o PTT está acessível e sua descrição permite a utilização por
terceiros considerando a possibilidade de mudança de contexto de aplicação).
Compreende-se, portanto, que para o PROFSAÚDE, o PTT deve ser aplicável e é
recomendado que seja aplicado. Esse conceito será avaliado a partir do acesso e da
aplicabilidade avaliados pela banca de TCM.

32

INOVAÇÃO – Define-se a partir do grau de novidade do PTT apresentado. Para a
avaliação da inovação considera-se em que magnitude o PTT foi elaborado a partir
de algo novo, ou da reflexão/modificação de algo já existente revisitado para a/em
prol da realidade estudada. A propriedade de inovação refere-se ao processo ou ao
artefato (real ou virtual) e divide-se em três níveis, conforme proposto no Relatório
Inovação e Transferência de Conhecimento (Capes, 2019b): Alto teor inovador; médio
teor inovador; baixo teor inovador.
Ainda nesse sentido, Inovação não deriva apenas do PTT em si, mas da sua
metodologia de desenvolvimento, do emprego de técnicas e recursos para torná-lo
mais acessível, de utilizá-lo em contexto social, dentre outros. Entende-se que a
inovação (tecnológica, educacional e/ou social) no ensino está atrelada a uma
mudança de mentalidade e/ou a um modo de fazer de educadores, profissionais de
saúde, gestores, sociedade e egressos. São exemplos de inovação: conscientização
sobre cidadania e saúde, melhoria na qualidade de rotina gerencial/assistencial,
aplicação de temas de vanguarda, etc.
ADERÊNCIA – compreende-se a origem do PTT nas atividades oriundas das linhas
e dos projetos de pesquisas do PROFSAÚDE. É possível considerar a produção do
docente/discente elaborado em conjunto com discentes de PIBIC, TCC, Residências
em Saúde, serviços de saúde, desde que tenha obrigatoriamente aderência às linhas
e aos projetos de pesquisa vinculados ao programa do PROFSAÚDE.
REGISTRO – refere-se a uma catalogação do PTT, na qual podem fornecer
informações sobre direitos autorais, propriedade intelectual, ou ainda, sigilo (ISBN,
ISSN, registro em bibliotecas, licença Creative Commons e outras).
De posse desses conceitos, essa ficha poderá (a critério do discente e do orientador)
ser considerada como uma opção de 1ª instância de validação para PTT elaborados
pelos docentes do PROFSAÚDE/UNIR e que pode constar da documentação anexada
na Plataforma Sucupira nas informações complementares sobre Produção
Técnica/Tecnológica.

33

I – PARTE: Preenchimento do discente
IES:
Data da defesa:
Título:
Discente:
Orientador:
Coorientador:

/

/

Tipo de produto técnico (seguir descrição PTT - área Saúde Coletiva/CAPES):
( ) tecnologia social
( ) material didático
( ) manual ou protocolo
( ) processo, tecnologia e produto, material não patenteável
( ) alvos de propriedade intelectual
( ) software, aplicativo
( ) produção de editoração
( ) curso de formação profissional
( ) produto bibliográfico técnico, tecnológico
( ) produtos de comunicação
( ) relatório técnico conclusivo
( ) evento organizado
Objetivo do PTT:

Contribuições do orientador/coorientador ao longo do processo de construção do
PTT:

Descrição do PTT (máximo 300 palavras):

Apresentação do PTT (link, vídeo, áudio, documento).

34

II– PARTE: Preenchimento do avaliador

Aderência – compreende-se como o PTT
apresenta origens nas atividades oriundas das
linhas e projetos de pesquisas do PROFSAÚDE.

( ) Sem clara aderência às linhas de pesquisa ou
projetos de pesquisa do PROFSAÚDE.
( ) Com clara aderência às linhas de pesquisa ou
projetos de pesquisa do PROFSAÚDE.

Impacto - considera-se nesse quesito a forma
como o PTT foi utilizado e/ou aplicado na
assistência, gestão, ensino.

( ) PTT com alto potencial de impacto de mudança no
serviço/território
( ) PTT com moderado potencial de impacto de
mudança no serviço/território
( ) PTT com baixo potencial de impacto de mudança no
serviço/território

Aplicabilidade – relaciona-se ao potencial de
facilidade de acesso e compartilhamento que o
PTT possui, para que seja acessado e utilizado
de forma integral e/ou parcial em diferentes
contextos/cenários

( ) PTT aplicável
( ) PTT aplicado
( ) PTT replicável

Acesso i– relaciona-se à forma de acesso do PTT
(o mestrando sinalizará no produto como se dará
o acesso)

( ) PTT sem acesso
( ) PTT com acesso via rede fechada.
( ) PTT com acesso público e gratuito.
( ) PTT com acesso público e gratuito pela página do Programa.
(
) PTT com acesso por Repositório institucional nacional ou internacional - com acesso público e gratuito.

Inovação – considera-se que o PTT é/foi criado a
partir de algo novo ou da reflexão e modificação
de algo já existente revisitado de forma
inovadora e original, bem como sua metodologia
de desenvolvimento, emprego de técnicas e
recursos, torna-o acessível de utilizá-lo e outros
contextos

( ) PTT de alto teor inovador
( ) PTT com médio teor inovador
( ) PTT com baixo teor inovador

Validação - o produto foi validado

( ) Sim ( ) Não

Registroii- o produto possui registro de ISBN, no
INPI, Site institucional ou outros

( ) Sim ( ) Não

Breve relato sobre a abrangência e/ou a replicabilidade do PTT
Fonte: adaptado de (Rizzatti et al., 2020).
i O envio de repositório se dará somente após-defesa final, podendo estar citado onde se pretende depositar.
ii O registro se dará somente após defesa final, podendo estar citado o tipo de registro pretendido.

Assinatura dos membros da banca:
Presidente da banca:
Membro interno:
Membros externos:
Data da defesa:

35

ANEXO A - AVALIAÇÃO DOS PTT CONFORME NORMATIVA CAPES –
ÁREA SAÚDE COLETIVA
Cada produção será pautada na obrigatoriedade do preenchimento dos itens da nova
versão dos PTT’s da Plataforma Sucupira (PS):
Item
1. Finalidade

Opção de resposta

Observações

[texto]

[ ] Alto
[ ] Baixo
[ ] Médio

Refere-se às mudanças causadas pela
introdução do produto no ambiente social.
Alto: houve mudança permanente
Baixo: não houve mudança
Médio: houve mudança temporária

[ ] Espontânea
[ ] Por concorrência
[ ] Contratada

Espontânea: oferta de PTT pelo programa
espontaneamente, sem que haja demanda
de instituição.
Por Concorrência: programa apresentou
proposta para concorrência, p.ex. edital,
concurso.
Contratada: programa foi procurado por
instituição para desenvolver determinada
PTT. Não necessariamente envolve
recurso financeiro.

4. Impacto - Objetivo

[ ] Experimental
[ ] Solução de um Problema
previamente Identificado
[ ] Sem um foco de Aplicação
inicialmente definido

Experimental: protótipo, modelo, fase
inicial de PTT
Solução de um problema previamente
identificado: PTT direcionada para a
solução de um problema;
Sem um foco de aplicação inicialmente
definido: PTT que no decorrer de sua
produção teve identificado o potencial de
solução de um problema.

5. Impacto – Área Impactada

[ ] Econômico
[ ] Saúde
[ ] Ensino
[ ] Social
[ ] Cultural
[ ]Ambiental
[ ]Científico
[ ] Aprendizagem

Selecionar a área impactada mais
relevante da PTT.

[ ] Real
[ ] Potencial

Real: ocorreram mudanças, social,
econômica, educacional, na saúde e
outras, resultantes da PTT
Potencial: ainda não foi possível identificar
mudanças concretas resultantes da PTT

2. Impacto – nível

3. Impacto - demanda

6. Impacto – Tipo

36

Item

Opção de resposta

Observações

[ ] Sim
[ ] Não

Facilidade com que se pode empregar a PTT a
fim de atingir seus objetivos específicos para os
quais foi desenvolvida. Passível de ser replicada
em diferentes ambientes e grupos sociais.

[ ] Local
[ ] Internacional
[ ] Nacional
[ ] Regional

Local: instituição ou município.
Internacional: instituição em país diferente do
Brasil.
Nacional: uma ou mais instituição(ões) em
diferentes estados do território nacional.
Regional: uma ou mais instituição(ões) e/o
município(s) no mesmo estado.
Obs.: Refere-se a PTT desenvolvida e/ou
implementada e/ou aplicada conforme a
abrangência territorial.

[ ] Alta
[ ] Média
[ ] Baixa

Alta: sinergia ou associação de diferentes áreas
do conhecimento e interação de múltiplos atores,
identificável nas etapas/passos e nas soluções
geradas, associadas à PTT.
Média: combinação de conhecimentos préestabelecidos restrita à uma área do
conhecimento e participação de poucos atores.
Baixa: alteração/adaptação de conhecimento
existente e estabelecido sem a participação de
diferentes atores
Obs.: Refere-se a PTT desenvolvida e/ou
implementada e/ou aplicada conforme a
abrangência territorial.

10. Inovação

[ ] Alto teor inovativo
[ ] Sem inovação aparente
[ ] Baixo teor inovativo
[ ] Médio teor inovativo

Alto:
desenvolvimento
com
base
em
conhecimento inédito. Sem inovação aparente:
repetição de conhecimento já existente.
Baixo: adaptação de conhecimento existente.
Médio: combinação de conhecimentos préestabelecidos.
Obs.: Ação ou ato de inovar, podendo ser uma
modificação de algo já existente ou a criação de
algo novo.

11. Setor da sociedade
beneficiado pelo
Impacto

[ ] Agricultura, pecuária, pro
florestal, pesca
[ ] Industria de transformação
[ ] Água, esgoto, atividade de
gestão
de
resíduos
e
descontaminação
[ ] Outro:

Selecionar o setor da sociedade mais impactado
pela PTT.

7. Replicabilidade

8.Abrangência
territorial

9. Complexidade

37

Item

Opção de resposta

Observações

12. Declaração de vínculo
do produto com o Plano
de Desenvolvimento
Institucional (PDI)

[ ] Sim
[ ] Não

Anexar

13. Fomento

[] Financiamento
[ ] Não houve
[ ] Cooperação

Financiamento: externo ao programa.
Cooperação: desenvolvimento em
externa ao programa.
Anexar documento comprobatório

14. Registro/depósito de
Propriedade intelectual

[ ] Sim. Código do Registro
[ ] Não

Anexar documento Comprobatório

15. Estágio da Tecnologia

[ ] Piloto/Protótipo
[ ] Finalizado ou implantado
[ ] Em teste

Anexar documento comprobatório

16. Transferência de
tecnologia/
conhecimento

[ ] Sim
[ ] Não

Sim: PTT foi incorporado/implementado na(s)
instituição(ões).
Anexar documento comprobatório

17. Endereço URL

[texto]

Localizador Padrão de Recursos (URL)

Anexo

Dependendo
da
anexar em PDF

PTT,

38

parceria

Declaração emitida pela organização/instituição
demandante da PTT.
Declaração emitida pelo Núcleo de Inovação
Tecnológica, contrato de licenciamento ou
documento de patente.
Outros documentos emitidos por órgãos
públicos ou Privados (registro INPI, Fundações
Estaduais de Apoio, laboratórios de testes,
Inmetro, repositórios de software e código fonte
do programa).
Contrato Social da Empresa/Estatuto social da
organização, Registro em Junta Comercial.
Projeto e programação do Curso ou Declaração
de Parcerias entre Instituições.
Anais, programação ou outros documentos
considerados pertinentes que comprovem
participação na organização do evento. Termo de
ortoga. PDI da Universidade.