ANAIS – 2º Simpósio Brasileiro de Atenção Primária à Saúde: Os desafios da atenção, gestão e educação em saúde no Brasil.
Revista Portal – Saúde e Sociedade E - ISSN 2525-4200 Volume 11 (2024), ANAIS – 2º Simpósio Brasileiro de Atenção Primária à Saúde: Os desafios da atenção, gestão e educação em saúde no Brasil.
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E - ISSN 2525-4200
Volume 11 (2024), ANAIS – 2º Simpósio Brasileiro de Atenção Primária à Saúde:
Os desafios da atenção, gestão e educação em saúde no Brasil.
2º Simpósio Brasileiro de Atenção Primária à Saúde: os desafios da atenção,
gestão e educação em saúde no Brasil
Instituição/ Associação Promotora:
Mestrado Profissional em Saúde da Família – PROFSAUDE/ UFAL
Organizadores:
Diego Figueiredo Nobrega
Josineide Francisco Sampaio
Maria das Graças Monte Mello Taveira
Priscila Nunes de Vasconcelos
Ricardo Fontes Macedo
Ewerton Amorim dos Santos
Carlos Dornels Freire de Souza
Edina Araújo Rodrigues Oliveira
Kleynianne Medeiros de Mendonça Costa
Sônia Maria Lemos
Lauramaris de Arruda Regis Aranha
Sabrina Stefanello
Giovana Daniela Pecharki Vianna
Katia Fernanda Alves Moreira
Deivisson Vianna Dantas dos Santos
Josivan Ribeiro Justino
José Ivo Pedrosa
Ana Paula Nogueira Nunes
Lihsieh Marrero
Nicolás Esteban Castro Heufemann
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os autores e autoras
Copyright© dos autores e autoras. Todos os direitos reservados.
Preparação e diagramação:
Samuel Correia da Silva Moraes
Diego Figueiredo Nobrega
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Volume 11 (2024), ANAIS – 2º Simpósio Brasileiro de Atenção Primária à Saúde:
Os desafios da atenção, gestão e educação em saúde no Brasil.
SUMÁRIO
MORTALIDADE DE DOENÇA RENAL CRÔNICA NO BRASIL: REVISÃO SISTEMÁTICA
•
1
•
IMPLANTAÇÃO DO SISTEMA HÓRUS NAS UNIDADES BÁSICAS DE SAÚDE - UBS DE UM
MUNICÍPIO ALAGOANO COMO FERRAMENTA PARA FORTALECIMENTO DAS AÇÕES DE ASSISTÊNCIA
FARMACÊUTICA: RELATO DE EXPERIÊNCIA
2
•
CARACTERIZAÇÃO DE MULHERES PRIVADAS DE LIBERDADE E OS DESAFIOS DA PRODUÇÃO
DOS CUIDADOS EM SAÚDE
3
•
JORNAL DA JACY: TECNOLOGIA SOCIAL PARA PROMOÇÃO DE SAÚDE E CIDADANIA NO
SISTEMA PRISIONAL
4
MORTALIDADE DE INDÍGENAS MENORES DE UM ANO NO PARANÁ – 2010 A 2020
5
•
FORMAÇÃO INTERPROFISSIONAL EM SAÚDE: A PERSPECTIVA PARA A SAÚDE BUCAL NA
ATENÇÃO PRIMÁRIA A SAÚDE
6
•
ANÁLISE DA COBERTURA VACINAL E DOS CASOS CONFIRMADOS DE SARAMPO NAS
MACRORREGIÕES DE SAÚDE DE MINAS GERAIS, 2016-2021
7
•
SISTEMA DIGITAL DE GESTÃO NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE: ESTUDO DE VALIDAÇÃO.
8
•
IMPLANTAÇÃO DA ESTRATÉGIA “CONSULTÓRIO AVANÇADO” EM UMA FAVELA DO RIO DE
JANEIRO: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA MULTIPROFISSIONAL.
9
•
•
CAMINHOS DE SENSIBILIZAÇÃO: RECEBENDO MIGRANTES NO SUS
10
•
CARTILHA: PRESCRIÇÃO DE MEDICAMENTOS PELO ENFERMEIRO NO PRÉ-NATAL
11
•
ARTICULAÇÃO ENTRE DEMANDA ESPONTÂNEA E PROGRAMADA NA SAÚDE DA FAMÍLIA:
PROPOSTA DE UMA AGENDA DE ATENDIMENTOS
12
•
VENCENDO O ESTIGMA: RELATO DE EXPERIÊNCIA SOBRE CAMPANHA DE VACINAÇÃO CONTRA
O HPV
13
•
OFERTA DO DISPOSITIVO INTRAUTERINO DE COBRE POR ENFERMEIROS EM MATO GROSSO DO
SUL
14
•
TELEORIENTAÇÃO NO PRÉ-NATAL ODONTOLÓGICO DURANTE A PANDEMIA DE COVID-19 EM
VITÓRIA/ES
15
•
DESENVOLVIMENTO DE UMA PLATAFORMA ONLINE PARA O PROGRAMA MELHOR EM CASA EM
BENTO GONÇALVES/RS
16
•
EDUCAÇÃO ALIMENTAR E NUTRICIONAL SOBRE O PROCESSAMENTO DOS ALIMENTOS: RELATO
DE EXPERIÊNCIA
17
•
RODA DE CONVERSA COM GESTANTES: DIREITOS NO TRABALHO DE PARTO - RELATO DE
EXPERIÊNCIA
18
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•
GRUPO “ACOLHEDOR”: O PAPEL DA EMULTI NO AUTOCUIDADO DE PESSOAS COM
FIBROMIALGIA EM IBIRACI-MG
19
•
INCIDÊNCIA DE TUBERCULOSE PULMONAR E GRAU DE VULNERABILIDADE DE EQUIPES DA CF
DR. FELIPPE CARDOSO
20
•
ABSENTEÍSMO NA PUERICULTURA NO 1º ANO DE VIDA ENTRE CRIANÇAS DE UMA EQUIPE DA
CF DR. FELIPPE CARDOSO
21
•
FATORES ASSOCIADOS AO CONSUMO DE BEBIDAS AÇUCARADAS EM MENORES DE UM ANO NO
INTERIOR DA AMAZÔNIA
22
•
PERFIS PROFISSIONAIS ASSOCIADOS À VIGILÂNCIA ALIMENTAR E NUTRICIONAL NA ATENÇÃO
BÁSICA EM PERNAMBUCO
23
•
PRÁTICAS DE VIGILÂNCIA ALIMENTAR E NUTRICIONAL NAS UNIDADES BÁSICAS DE SAÚDE DE
PERNAMBUCO
24
•
MUDANÇA DO ESTILO DE VIDA DOS PROFISSIONAIS DA SAÚDE APÓS CURSO VOLTADO AO
CUIDADO DA OBESIDADE
25
•
ESTILO DE VIDA E EXCESSO DE PESO: UMA ANÁLISE GERAL DOS PROFISSIONAIS DA SAÚDE DE
PERNAMBUCO
26
•
ACOLHIMENTO COM CLASSIFICAÇÃO DE RISCO EM UMA UBS: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
27
•
POTÊNCIAS E LIMITAÇÕES DO E-SUS NO PROCESSO DE TRABALHO EM UMA CLÍNICA DA
FAMÍLIA DO RIO DE JANEIRO
28
•
VARAL DE SENTIMENTOS: UM OLHAR DOS RESIDENTES ACERCA DO CUIDADO EM SAÚDE
MENTAL EM UM GRUPO NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE
29
•
EDUCAÇÃO POPULAR E INSTRUMENTOS METODOLÓGICOS NO ACOLHIMENTO DA
POPULAÇÃO NAS UBS URBANAS E RURAIS DO DF
30
•
MANUAL TÉCNICO PARA REALIZAÇÃO DO TESTE DO SUSSURRO
31
•
A EDUCAÇÃO PERMANENTE NO PROCESSO DE PLANEJAMENTO E GESTÃO DA ATENÇÃO
PRIMÁRIA.
32
•
ELABORAÇÃO DE UM E-BOOK SOBRE ASSISTÊNCIA AO ENVELHECIMENTO LGBTQIAPN+ NA
ATENÇÃO PRIMÁRIA: RELATO DE EXPERIÊNCIA
33
•
RELEVÂNCIA DA EXTENSÃO EM SALA DE ESPERA EM UNIDADE DE SAÚDE: UM RELATO DE
EXPERIÊNCIA
34
•
VIVÊNCIAS DO PARTO INSTITUCIONAL ENTRE PROFISSIONAIS DE SAÚDE E DESAFIOS NA
ATENÇÃO MATERNA MUNICIPAL
35
•
PROMOÇÃO DA SAÚDE E INTEGRAÇÃO SOCIAL NA ATENÇÃO PRIMÁRIA ATRAVÉS DO GRUPO
FELIZ IDADE: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
36
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•
UTILIZAÇÃO DA VENTOSATERAPIA NA DOR MUSCULOESQUELÉTICA: UMA REVISÃO DA
LITERATURA
37
•
PERFIL DE DIABÉTICOS E HIPERTENSOS ADERENTES E NÃO ADERENTES AO PROGRAMA
PREVINE BRASIL
38
•
PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DA CHIKUNGUNYA NO ESTADO DE SERGIPE
39
•
ADESÃO AO TRATAMENTO FARMACOLÓGICO E AUTOCUIDADO DE PACIENTES COM
TUBERCULOSE: UMA PROPOSTA DE INTERVENÇÃO COM FOCO NA RECUPERAÇÃO DA SAÚDE
40
•
INTERVENÇÃO EDUCATIVA PARA PACIENTES PORTADORES DE PÉ DIABÉTICO EM UMA
UNIDADE BASICA DE SAÚDE DE MACEIÓ/AL - UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
41
•
EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA: UMA EXPERIÊNCIA SOBRE EDUCAÇÃO SEXUAL PARA
ADOLESCENTES DE UMA ESCOLA
42
•
EDUCAÇÃO EM SAÚDE: ABORDAGEM MULTIDISCIPLINAR NO TRATAMENTO DE DCNT.
43
•
A INTERSETORIALIDADE COMO INSTRUMENTO DE PROMOÇÃO À SAÚDE E PREVENÇÃO À
VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER
44
•
A PRÁTICA DA SALA DE ESPERA COMO FERRAMENTA DE EDUCAÇÃO DURANTE SURTO DE
MENINGITE EM MACEIÓ
45
•
ATUAÇÃO DE ACADÊMICOS DE ENFERMAGEM EM UMA SALA DE ESPERA NO COMBATE AO HPV
EM MACEIÓ/ALAGOAS
•
AVALIAÇÃO DA IMPLANTAÇÃO DA POLÍTICA NACIONAL DE HUMANIZAÇÃO EM UM
MUNICÍPIO DE ALAGOAS
47
•
O USO DE ELEMENTOS DA CULTURA POPULAR NUM GRUPO DE ESTÍMULO COGNITIVO PARA
IDOSOS EM UMA UNIDADE DE SAÚDE.
48
•
SAÚDE DA POPULAÇÃO NEGRA COMO DISCIPLINA: ANÁLISE DOCUMENTAL DOS CURSOS DA
SAÚDE NO BRASIL
49
•
TRANSFORMAÇÃO EDUCACIONAL NA FISIOTERAPIA: PRÁTICAS SUPERVISIONADAS
INTEGRANDO A ATENÇÃO PRIMÁRIA
50
•
AGEÍSMO E SUAS CONEXÕES NA PESQUISA CIENTÍFICA - REVISÃO DE ESCOPO
51
•
ANÁLISE CRÍTICA DOS INDICADORES DE SÍFILIS DURANTE A GESTAÇÃO E SÍFILIS CONGÊNITA
NA CIDADE DE MIRACEMA – RJ, NOROESTE FLUMINENSE.
52
•
PROMOVENDO A SAÚDE EM UMA ESCOLA: RELATO DE EXPERIÊNCIA SOBRE A SURPREENDENTE
VOCAÇÃO MORAL HUMANA
53
•
PREVALÊNCIA DE TRANSTORNOS MENTAIS EM PROFISSIONAIS DA ATENÇÃO PRIMÁRIA EM UM
MUNICÍPIO MINEIRO
54
46
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•
IMPORTÂNCIA DOS APARATOS SOCIAIS PARA O DESENVOLVIMENTO DAS ATIVIDADES DE
ESTÁGIO NA GRADUAÇÃO
55
•
OFICINA DE DANÇATERAPIA E RELAXAMENTO EM UMA UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE DO
PARANÁ
56
•
PERCEPÇÃO DOS PROFISSIONAIS DA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE FRENTE AO
PREENCHIMENTO DA ESCALA M-CHAT-R/F
57
•
GRUPO MULTIDISCIPLINAR, UMA ABORDAGEM PARA TRANSTORNO DE ANSIEDADE NA
ATENÇÃO BÁSICA
58
•
AVALIAÇÃO DA MORTALIDADE INFANTIL NO MUNICÍPIO DE SORRISO - MT NOS ANOS DE 2019
E 2020
59
•
A RETOMADA DO PLANEJAMENTO NA APS APÓS PANDEMIA NO MUNICÍPIO DE SORRISO. UM
RELATO DE EXPERIÊNCIA
60
•
A TERRITORIALIZAÇÃO COMO FERRAMENTA DE GARANTIA DE ACESSO AO CUIDADO: A
EXPERIÊNCIA DE RUSSAS-CE
61
•
MAPEAMENTO DE INTERNAÇÕES, ÓBITOS E TAXA MORTALIDADE POR SÍFILIS NO BRASIL (2020 E
2024)
62
•
PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DA ESQUITOSSOMOSE NO NORDESTE: DADOS E ENTRAVES NA
ATENÇÃO PRIMÁRIA
63
•
DESNUTRIÇÃO INFANTIL NO BRASIL: ABORDAGEM EPIDEMIOLÓGICA FOCADO NA ATENÇÃO
EM SAÚDE
64
•
INTERVENÇÃO DE PREVENÇÃO A INFECÇÕES SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS E GESTAÇÃO NA
ADOLESCÊNCI
65
•
PREVALÊNCIA E TAXA DE MORTALIDADE DA PNEUMONIA EM CRIANÇAS DE 1 A 4 ANOS NO
BRAS
66
•
TESTE RÁPIDO COMO MÉTODO PARA DIAGNÓSTICO DE IST´S
67
•
COMPETÊNCIAS PARA A GESTÃO DE UNIDADES BÁSICAS DE SAÚDE: PERCEPÇÃO DO
ESTAGIÁRIO
68
•
AÇÕES DE PROMOÇÃO DA VISIBILIDADE E DO CUIDADO À POPULAÇÃO LGBT+ NA ATENÇÃO
PRIMÁRIA À SAÚDE: A EXPERIÊNCIA DE RUSSAS – CE.
69
•
O USO DA PICTOGRAFIA COMO FERRAMENTA NA POLIFARMÁCIA EM PACIENTES IDOSOS E
ANALFABETOS NA APS
70
•
RELATO DE EXPERIÊNCIA: USO DA MEDICINA MINIMAMENTE DISRUPTIVA NA ATENÇÃO
PRIMÁRIA À SAÚDE
71
•
DOENÇA DE CHAGAS: A EXPERIÊNCIA DE VIGILÂNCIA À SAÚDE DE RUSSAS/CE
72
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•
PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DAS MÃES DE RN COM REGISTRO DE SÍFILIS CONGÊNITA EM
SORRISO- MT NO ANO DE 2024
73
•
INTERNAÇÕES HOSPITALARES POR SÍFILIS CONGÊNITA EM ALAGOAS: UMA CONDIÇÃO
SENSÍVEL À ATENÇÃO PRIMÁRIA
74
•
INCENTIVO À DOAÇÃO DE LEITE HUMANO EM UM GRUPO DE PUÉRPERAS: UM RELATO DE
EXPERIÊNCIA
75
•
PET-SAÚDE E A FORMAÇÃO PROFISSIONAL EM PSICOLOGIA: RELATO DE EXPERIÊNCIA
76
•
EDUCAÇÃO EM SAÚDE COMO ESTRATÉGIA PARA PREVENÇÃO E PROMOÇÃO DA SAÚDE: UM
RELATO DE EXPERIÊNCIA
77
•
O PROJETO TERAPÊUTICO SINGULAR COMO FERRAMENTA PARA O ENFRENTAMENTO DA
OBESIDADE NA ATENÇÃO PRIMÁRIA
78
•
A PSICOLOGIA NA ATENÇÃO PRIMÁRIA EM SAÚDE: REFLEXÕES A PARTIR DE UMA EXPERIÊNCIA
DE ESTÁGIO
79
•
A IMPORTÂNCIA DA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE NA AMPLIAÇÃO DO ACESSO E DA
SEGURANÇA DO PACIENTE EM ARAPIRACA
80
•
ATUAÇÃO DE RESIDENTES EM SAÚDE DA FAMÍLIA NA ATENÇÃO DOMICILIAR: UM RELATO DE
EXPERIÊNCIA.
81
•
EDUCAÇÃO EM SAÚDE SOBRE CÂNCER BUCAL: RELATO DE EXPERIÊNCIA
82
•
VITRINE FARMACÊUTICA - ESTRATÉGIA PARA PROMOÇÃO DA SAÚDE NA ATENÇÃO PRIMÁRIA:
RELATO DE EXPERIÊNCIA
83
•
RELATO DE EXPERIÊNCIA: MATRICIAMENTO TERAPIA OCUPACIONAL EM FOCO NA ATENÇÃO
PRIMÁRIA A SAÚDE
84
•
TECENDO DIÁLOGOS: A RODA DE CONVERSA COMO DISPOSITIVO DE CUIDADO NA ATENÇÃO
PRIMÁRIA
85
•
IMPACTO DA EDUCAÇÃO EM SAÚDE ORAL INFANTIL NA FORMAÇÃO DO CIRURGIÃODENTISTA: RELATO DE EXPERIÊNCIA
•
SAÚDE SEXUAL E REPRODUTIVA E ADOLESCER: INVISIBILIDADES DA INTERSECCIONALIDADE
N
87
•
ACESSO AO EXAME CITOPATOLÓGICO: BARREIRAS E POSSIBILIDADES NA ATENÇÃO PRIMÁRIA
À SAÚDE DE PALMEIRA DOS ÍNDIOS, ALAGOAS.
88
•
EDUCAÇÃO EM SAÚDE COM IDOSOS E PRINCIPAIS COMORBIDADES ASSOCIADAS À COVID-19:
RELATO DE EXPERIÊNCIA
89
•
86
90
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•
IMPACTO DA EDUCAÇÃO EM SAÚDE ORAL INFANTIL NA FORMAÇÃO DO CIRURGIÃODENTISTA: RELATO DE EXPERIÊNCIA
91
•
O SUS EM TODOS OS LUGARES: PROMOVENDO O CONTROLE DA TUBERCULOSE EM UMA
COMUNIDADE INDÍGENA NO INTERIOR DE ALAGOAS INTEGRANDO SABERES: EXPERIÊNCIA
DE FARMACÊUTICAS NO CUIDADO INTEGRAL AO PACIENTE EM UMA UDA/UFAL
92
•
ATUALIZAÇÕES DO MANUAL DE RECOMENDAÇÕES E CONTROLE DA TUBERCULOSE NO
BRASIL: UMA PESQUISA DOCUMENTAL
93
•
FERRAMENTAS DE MANEJO DA POLIFARMACIA E MÁ ADESÃO MEDICAMENTOSA DO IDOSO NA
ATENÇÃO PRIMÁRIA EM SAÚDE
94
•
DIAGNÓSTICO SITUACIONAL DE UMA UNIDADE DE SAÚDE DA FAMÍLIA NO SUDOESTE BAIANO
95
•
PORTFÓLIO COMO MÉTODO AVALIATIVO PSICOPROFISSIONAL DOS RESIDENTES EM
MEDICINA DE FAMÍLIA E COMUNIDADE NO MUNICÍPIO DE CAMPO GRANDE
96
•
DISPENSAÇÃO SAZONAL DE ANTIMICROBIANOS NA UBSF DE CAMPINA GRANDE-PB: 2022-2023
97
•
PRODUÇÃO DE MATERIAIS EDUCATIVOS SOBRE A VACINA DA COVID-19 PARA CRIANÇAS:
RELATO DE EXPERIÊNCIA
98
•
DA CULTURA À SAÚDE: EDUCAÇÃO EM SAÚDE ATRAVÉS DA LITERATURA DE CORDEL - RELATO
DE EXPERIÊNCIA
99
•
EDUCAÇÃO NUTRICIONAL NA ATENÇÃO PRIMÁRIA EM SAÚDE: UMA ABORDAGEM COM BASE
NA NOVA CESTA BÁSICA
100
•
POPULAÇÃO LGBTQIAPN+ DA PENITENCIÁRIA MASCULINA BALDOMERO CAVALCANTE DE
OLIVEIRA (PMBCO) - MACEIÓ/AL: O CUIDADO NA ATENÇÃO BÁSICA EM SAÚDE FACE À
VULNERABILIDADE DAS MINORIAS SEXUAIS.
101
•
IMPACTO DA PANDEMIA DE COVID-19 NA SAÚDE MENTAL DOS PROFISSIONAIS DA ÁREA DE
SAÚDE
102
•
FORTALECIMENTO DO PROCESSO DE PLANEJAMENTO: PROGRAMAÇÃO DAS AÇÕES DE SAÚDE
NAS UBS DA SMS/ARAPIRACA
103
•
A INSERÇÃO DE PRÁTICA MULTIPROFISSIONAL NO ESTÁGIO EM SAÚDE: EXPERIÊNCIA NA
ATENÇÃO PRIMÁRIA
104
•
O CONTROLE SOCIAL COMO MECANISMO DE FORTALECIMENTO DAS PRÁTICAS DE EDUCAÇÃO
EM SAÚDE NAS UNIDADES BÁSICAS DE SAÚDE DE MACEIÓ
105
•
UM OLHAR SOBRE AS DINÂMICAS DE CUIDADO DE PESSOAS TRANSEXUAIS NOS SERVIÇOS DE
APS EM DUQUE DE CAXIAS
106
•
QUAL SEU RISCO DE TER DIABETES TIPO 2? VOCÊ SABE COMO EVITÁ-LO?
107
•
ADESÃO AO PRÉ-NATAL ODONTOLÓGICO NAS UNIDADES BÁSICAS DE SAÚDE DO MUNICÍPIO
108
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DE TAPAUÁ-AM
•
PROMOÇÃO DA SAÚDE: AVANÇOS NO TRATAMENTO DO MELANOMA
109
•
REDE DE CUIDADO À MULHER EM SITUAÇÃO DE VIOLÊNCIA NO MUNICÍPIO DE CAPÃO
BONITO/SP.
110
•
TECNOLOGIAS DE SAÚDE PRESENTES NO COTIDIANO DO TRABALHO DAS EQUIPES
MULTIDISCIPLINAR DE SAÚDE INDÍGENA DO DSEI-MÉDIO RIO PURUS
111
•
POLÍTICAS PÚBLICAS DE SAÚDE DA MULHER: PERCEPÇÃO DOS PROFISSIONAIS DA ATENÇÃO
PRIMÁRIA.
112
•
MAPEAMENTO E CARACTERIZAÇÃO DAS UNIDADES BÁSICAS DE SAÚDE: ESTUDO A PARTIR DO
ROTEIRO SANITÁRIO DO MUNICÍPIO DE MACAPÁ-AP/BRASIL
113
•
PROTOCOLO DE TELESSAÚDE PARA ACOMPANHAMENTO DE USUÁRIOS COM DOENÇAS
CRÔNICAS NA ATENÇÃO PRIMÁRIA
114
•
CURSO SOBRE O CUIDADO ODONTOLÓGICO EM GESTAÇÃO DE ALTO RISCO PARA PROFISSIONAIS DA
ATENÇÃO PRIMÁRIA
115
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Os desafios da atenção, gestão e educação em saúde no Brasil.
MORTALIDADE DE DOENÇA RENAL CRÔNICA NO BRASIL: REVISÃO SISTEMÁTICA
Asbeque, ACF1,2*, Pinheiro, DR1, Leitão FNC1
1.
Laboratório Multidisciplinar de Estudos e Escrita Científica em Ciências da Saúde da Universidade Federal do
Acre (LaMEECCS/UFAC);1
2.
3.
Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde na Amazônia Ocidental, Rio Branco, Acre, Brasil;
Orientador Permanente do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde na Amazônia, PPGCSAO/UFAC,
Rio Branco, Acre, Brasil.
*ana.asbeque@sou.ufac.com
ÁREA TEMÁTICA: Atenção em Saúde
Introdução: A doença renal crônica é reconhecida como uma questão de saúde pública global. O
prognóstico continua desfavorável e os custos do tratamento são exorbitantes tanto na atenção
primária quanto na secundária. De acordo com Kalantar Sadeh (2021) a DRC está em constante
expansão global, afetando cerca de 10% da população adulta e resultando em 1,2 milhões de óbitos
anuais. Estima-se que, até 2040, a DRC se torne a quinta principal causa de morte em escala
mundial. Em 2017, a DRC foi responsável por 1,2 milhões de mortes, classificando-se como a 12ª
principal causa de óbito globalmente. No Brasil, essa condição crônica resultou em 35 mil mortes,
ocupando a 10ª posição entre as causas de morte. Estima-se que de 2,3 milhões a 7,1 milhões de
pessoas faleceram prematuramente devido à falta de acesso à Terapia Renal Substitutiva.
Estimativas recentes indicam um aumento significativo na prevalência e incidência de pacientes
em tratamento dialítico no Brasil. Esse fenômeno, provavelmente, está ligado ao envelhecimento
da população e à crescente demanda por melhorias no atendimento e acesso aos serviços de
diálise. Sendo assim, o objetivo deste estudo foi avaliar a mortalidade de Doença Renal Crônica no
Brasil no período de 2021 a 2023. Objetivo: avaliar a mortalidade de Doença Renal Crônica no
Brasil no período de 2021 a 2023. Método: trata-se de um resumo simples oriundo de um artigo de
revisão sistemática de todos os artigos publicados nas bases de literatura mais robustas, sendo:
Pubmed, Biblioteca Virtual em Saúde e SciELO. Os estudos publicados foram elegíveis ao
atenderem aos seguintes critérios: (1) estudos que envolvem doença renal crônica; (2) mortalidade;
(3) artigos que estudaram incidência; e (4) artigos publicados nos últimos 3 anos. Resultados:
foram encontrados 442 artigos. Como critérios de inclusão, envolvemos estudos que envolvem
doença renal crônica; mortalidade; artigos que estudaram incidência, e artigos publicados nos
últimos 3 anos. E como critérios de exclusão foi utilizar base de dados secundários (por exemplo,
livros, trabalhos teóricos ou resenhas); os que estudaram amostras que não incluem doença renal
crônica; duplicados; estudaram idade específica (somente idosos, crianças ou adultos); não tinham
relação direta com mortalidade e ter tido foco em assuntos diferentes (tipos de tratamentos,
método de prevenções e outros). Ao final da coleta, foram selecionados 13 artigos para leitura na
íntegra, todos com acesso on-line e em inglês. Conclusão: ficou evidente a complexidade da DRC e
os agravos à saúde primária associados a ela. As taxas de morbimortalidade continuam
aumentando anualmente e devem ser combatidas.
PALAVRAS-CHAVE: Prevalência. Doença Renal Crônica. Óbitos. Saúde Pública.
1
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IMPLANTAÇÃO DO SISTEMA HÓRUS NAS UNIDADES BÁSICAS DE SAÚDE - UBS DE
UM MUNICÍPIO ALAGOANO COMO FERRAMENTA PARA FORTALECIMENTO DAS
AÇÕES DE ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA: RELATO DE EXPERIÊNCIA
Farias KS*, Fernandes LL.
Secretaria Municipal de Saúde de Jaboatão dos Guararapes
*kathy_any_@hotmail.com
ÁREA TEMÁTICA: Gestão em saúde
Introdução: O HÓRUS é fornecido gratuitamente aos municípios e estados. Este software
possibilita a integração de informações gerenciais e assistenciais realizadas nas farmácias do SUS e
nas centrais de abastecimento farmacêutico, e é parte constituinte da Base Nacional de dados das
ações e serviços da assistência farmacêutica no SUS, instituída pela Portaria GM/MS n° 271/2012. A
implantação do sistema fornecerá dados e informações imprescindíveis para aprimorar a aplicação
dos recursos, monitorar os estoques nas unidades e garantir dispensação informatizada, tornando
os processos transparentes, rastreáveis e resolutivos. Relato de experiência: A experiência ocorreu
entre junho de 2022 e dezembro de 2023. A Coordenação de Assistência Farmacêutica, durante o
planejamento e consolidação das ações, identificou a necessidade de implantação do sistema
Hórus e de capacitação dos responsáveis pela entrega dos medicamentos, bem como de
informatização das UBS. A capacitação ocorreu em janeiro e a partir de fevereiro iniciaram-se as
dispensações via sistema. Dessa forma, isso possibilitou a apresentação de dados e informações
que contribuíram de forma significativa para o serviço de saúde prestado ao município. Discussão:
Verificou-se que o município não possuía dados informatizados a respeito dos estoques dos
medicamentos e das dispensações realizadas nas Unidades, o que tornava a tomada de decisões
dificultosa. Após informatizar todas as UBSs e capacitar os profissionais responsáveis, o município
obteve os seguintes dados: entre fevereiro e dezembro de 2023, as dez Unidades realizaram juntas
60.947 dispensações via sistema Hórus para uma população de aproximadamente 25 mil pessoas.
Os principais resultados alcançados foram às possibilidades de: planejamento, organização,
controle de estoque, estoque virtual e físico, organização do funcionamento do estabelecimento.
Estes benefícios proporcionaram melhoramento do setor farmacêutico e do serviço prestado à
população. Conclusão: Por meio dos resultados e informações geradas, foi possível direcionar
novas ações, para que os recursos possam ser dimensionados e aplicados com efetividade com
vistas à melhoria da saúde da população.
2
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CARACTERIZAÇÃO DE MULHERES PRIVADAS DE LIBERDADE E OS DESAFIOS DA
PRODUÇÃO DOS CUIDADOS EM SAÚDE
Hasse M1, Anastacio IBR2, Gardini GG2, Gontijo BDR3, Dias GC4, Faquim JPS5
1 Programa de Pós-Graduação em Saúde da Família da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Uberlândia;
Enfermeira da Equipe Além das Grades
2 Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Uberlândia, bolsista de Iniciação Científica
3 Escola Técnica de Saúde da Universidade Federal de Uberlândia
4 Faculdade de Odontologia da Universidade Federal de Uberlândia
5 Escola Técnica de Saúde da Universidade Federal de Uberlândia; University of Saskatchewan, Canada
* mhasse@ufu.br
*Financiadores: CNPq e FAPEMIG
ÁREA TEMÁTICA: Atenção em saúde
Introdução O Brasil tem uma das maiores populações carcerárias do mundo, ficando atrás apenas
dos Estados Unidos e China. A Política Nacional de Atenção Integral à Saúde das Pessoas Privadas
de Liberdade no Sistema Prisional (PNAISP) busca garantir o direito à saúde e o acesso dessa
população ao Sistema Único de Saúde (SUS). O sistema carcerário do país enfrenta desafios
sanitários, sociais e com infraestrutura, em particular para mulheres privadas de liberdade. Por
isso, conhecer o perfil de tais mulheres é fundamental para pensar na produção de cuidado em tal
contexto. Objetivo: Caracterizar o perfil de mulheres encarceradas no sistema prisional de uma
cidade brasileira e identificar possíveis desafios para a produção do cuidado em saúde. Método
Dados quantitativos foram coletados por meio de questionários estruturados, submetidos à dupla
digitação. Análises descritivas e inferenciais foram realizadas para caracterizar a amostra
utilizando o software estatístico SPSS. Todos os procedimentos seguiram diretrizes éticas,
incluindo obtenção de consentimento informado e garantia de confidencialidade dos dados.
Resultados O estudo incluiu 83 mulheres presas, a maioria jovem, autodeclaradas negras e com
baixa escolaridade. Há diversidade de orientações sexuais e predominância de mulheres solteiras.
A maioria tem três ou mais filhos, mas mantém pouco contato com eles e outros familiares, o que
destaca os desafios de suporte social. 80% possuem religião. Uso de medicamentos psicotrópicos é
frequente entre elas, assim como o uso de drogas antes do encarceramento. Conclusão Os
resultados sublinham a necessidade de cuidados em saúde que reconheçam marcadores sociais da
diferença para garantir equidade. Para garantir a integralidade do cuidado, o apoio psicossocial é
fundamental, além da articulação com políticas educacionais e de promoção de reintegração social
e profissional das mulheres. Essas iniciativas são essenciais para diminuir a reincidência criminal e
promover um futuro mais inclusivo e promissor.
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Volume 11 (2024), ANAIS – 2º Simpósio Brasileiro de Atenção Primária à Saúde:
Os desafios da atenção, gestão e educação em saúde no Brasil.
JORNAL DA JACY: TECNOLOGIA SOCIAL PARA PROMOÇÃO DE SAÚDE E CIDADANIA
NO SISTEMA PRISIONAL
Santos AR1*, Minucci GS2, Villar EB3, Faquim JPS4, Hasse M1
1 Programa de Pós-Graduação em Saúde da Família da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Uberlândia;
Enfermeira da Equipe Além das Grades
2 Médico da Equipe Além das Grades
3 Psicóloga da Equipe Além das Grades
4 Escola Técnica de Saúde da Universidade Federal de Uberlândia; University of Saskatchewan, Canada
* amasilia.veiga@missaosaldaterra.org.br
ÁREA TEMÁTICA: Atenção em saúde
Introdução A Política Nacional de Atenção Integral à Saúde das Pessoas Privadas de Liberdade no
Sistema Prisional (PNAISP) busca garantir o direito à saúde e o acesso dessa população ao Sistema
Único de Saúde (SUS). O sistema carcerário brasileiro apresenta imensos desafios sociais e
sanitários e, por isso, a efetiva implementação da PNAISP, o direito à saúde e à cidadania das
pessoas privadas de liberdade, ficam comprometidos. Nesse território tão singular, a equipe do
projeto “Além das Grades” desenvolveu o “Jornal da Jacy”. Relato da Experiência O jornal
impresso, destinado às pessoas privadas de liberdade, é uma estratégia que visa, através do acesso
à informação, promover saúde e cidadania. A proposta considerou especificidades da comunidade
prisional, que tem por característica o isolamento e diversas restrições, como o acesso a meios de
comunicação. Para atingir o objetivo proposto, foi criada uma equipe editorial para definição da
pauta, levantamento dos acontecimentos e assuntos relevantes para publicação e diagramação do
jornal. O jornal está em sua sexta edição, tendo distribuição mensal de um exemplar por cela, em
um universo de 1800 pessoas privadas de liberdade. Discussão A proposta é pioneira e inovadora,
pois considera a comunicação e o acesso à informação como parte do processo de produção de
cuidado em saúde. O “Jornal da Jacy” tem recebido a aceitação e elogios por parte dos leitores que,
diariamente, enviam bilhetes, poemas, desenhos e produções para as próximas edições. Conclusão
Pessoas que cometeram algum crime são penalizadas não apenas pelo sistema de justiça, mas
também pelas condições degradantes das unidades prisionais. Propor estratégias e utilizar
tecnologias como o Jornal da Jacy, que concretizam os princípios e diretrizes do SUS, garantem
uma melhor qualidade de vida e dignidade para as pessoas que estão inseridas no sistema
prisional.
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Os desafios da atenção, gestão e educação em saúde no Brasil.
MORTALIDADE DE INDÍGENAS MENORES DE UM ANO NO PARANÁ – 2010 A 2020
Silva GMB1, Zack BT1, Schonholzer TE1, Ruths JC1*
1
*
Universidade Federal do Paraná
ruthsjessica@ufpr.br
ÁREA TEMÁTICA: Atenção em Saúde
Introdução: nacionalmente, o país tem reduzido substancialmente a mortalidade infantil. Porém, é
importante a diferença quando se comparam as taxas de crianças indígenas e não indígenas. Em
2010, morreram 23,0 crianças a cada 1.000 nascidos vivos entre indígenas do Brasil, já não
indígenas a taxa foi de 15,6/1000. Objetivo: identificar o perfil de mortalidade de crianças
indígenas menores de um ano, residentes no Paraná entre 2010 e 2022. Métodos: pesquisa
descritiva, quantitativa, realizada por meio dos dados do Sistema de Informação de Mortalidade,
do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde do Brasil. Resultados: as principais
causas de mortalidade foram afecções originadas no período perinatal (40,77%), doenças do
aparelho respiratório (15,38%) e malformações congênitas (16,96%). Houve prevalência de óbitos
no sexo masculino (54,62%), no período pós-neonatal (48,46%), nascidas por parto vaginal
(57,69%), entre 37 e 41 semanas de gestação (31,54%) e com 3.000 a 3.999 kg (25,38%). Conclusão:
entre as características distintivas, destaca-se a vulnerabilidade enfrentada por essa população por
meio de óbitos entre crianças de baixo peso e prematuras, no período pós-neonatal, especialmente
em casos associados a mães adolescentes. Assim, torna-se imperativo implementar ações
específicas de políticas de saúde direcionadas aos indígenas, visando mitigar essas disparidades.
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Os desafios da atenção, gestão e educação em saúde no Brasil.
FORMAÇÃO INTERPROFISSIONAL EM SAÚDE: A PERSPECTIVA PARA A SAÚDE BUCAL
NA ATENÇÃO PRIMÁRIA A SAÚDE
Viana MWL1*, Carvalho RS1, Garcia, MRS1, Lemos ERL1, Pereira EM1, Barbosa MCL1
1
Universidade Federal do Maranhão – UFMA
*mwilmalacerda@gmail.com
ÁREA TEMÁTICA: Educação em Saúde
Introdução: O Brasil, um país de carências significativas, ainda enfrenta o desafio em estabelecer o
Programa de Saúde Bucal na Atenção Primária (APS), necessitando de investimentos na formação
profissional. Relato de Experiência: Projeto de conclusão do mestrado (TCM), intitulado Educação
e promoção da saúde: avaliação da saúde bucal em escolares de uma comunidade do município de
São Luís, Maranhão, Brasil, desenvolvido no âmbito do Programa Saúde na Escola, com escolares
na faixa etária de 6 a 16 anos. Trata-se de relato da experiência com a implantação do projeto na
fase de sensibilização dos escolares, da família, dos professores e da gestão para a etapa de
educação em saúde e intervenção. Realizou-se um trabalho interprofissional envolvendo alunos de
medicina e odontologia. Apesar da maior desenvoltura dos alunos de medicina com as ações
comunitárias, a utilização de metodologias problematizadoras e técnicas de dramatização,
possibilitou um resultado positivo para a troca de saberes e experiências. Houve a participação
ativa de toda comunidade escolar e dos familiares que compreenderam a importância da
integração na formação da rede-escola. Discussão: No desenvolvimento do projeto ficou evidente
a importância do Projeto Pedagógico do Curso de Graduação (PPC) no processo formativo do
aluno e na influência que exerce na valorização da Atenção Primária a Saúde. O Curso de Medicina
da Universidade Federal do Maranhão teve seu PPC modificado com base nas Diretrizes
Curriculares Nacionais de 2014 que prima no fortalecimento da APS. Conclusão: A integração
entre todos os membros da escola e da família, fundamental para a compreensão da importância
das ações educativas, foi um passo importante para o prosseguimento do projeto na perspectiva de
servir de Piloto para a capilarização dessa prática nas Unidades Escolares do Município de São
Luís, conforme proposta do Projeto Técnico a ser elaborado.
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ANÁLISE DA COBERTURA VACINAL E DOS CASOS CONFIRMADOS DE SARAMPO NAS
MACRORREGIÕES DE SAÚDE DE MINAS GERAIS, 2016-2021
Pinto, EE1*, Nunes, APN2, Ribeiro, GC2
1
Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri - UFVJM
Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri – UFVJM
*
eva.emiliana@ufvjm.edu.br
2
ÁREA TEMÁTICA: Atenção em Saúde
Introdução: O sarampo é um grande problema de saúde pública, sendo uma doença de notificação
compulsória, que acomete principalmente crianças menores de cinco anos, pessoas desnutridas e
imunodeprimidas. Objetivo: analisar a cobertura vacinal e os casos confirmados de Sarampo nas
Macrorregiões de Saúde de Minas Gerais entre os anos de 2016 a 2021. Método: estudo
quantitativo evidenciado em uma Série Histórica com base nos dados coletados no DATASUS. As
variáveis escolhidas para analisar a cobertura vacinal são: a Tríplice Viral (D1, D2) e a Tetra viral, e
para os casos confirmados foram: raça e cor da pele, faixas etárias, sexo, escolaridade, evolução da
doença e os critérios de confirmação. Resultados: nenhuma das Macrorregiões alcançou a meta
preconizada para a cobertura vacinal da Tríplice viral D2 entre os anos de 2016 a 2021. As maiores
coberturas foram: no Sudoeste (90,61%) e Triângulo do Norte (87,71%). Existe significância
estatística em relação à queda da cobertura vacinal entre os anos de 2016 e 2021 (p=0,000) variando
a média de (89,66 a 67,48) e o desvio padrão de (± 8,159 a ±7,938). Dos 196 casos confirmados, 191
evoluíram para cura e 5 destes foram ignorados. Os casos confirmados ocorreram nos anos de
2019 (n=160), 2020 (n=34) e 2021 (n=2), a maior parte foi na faixa etária de 1 a 4 anos (28,06%), sexo
feminino (59,18%) e a raça/cor branca (61,22%). Destaca-se um elevado percentual de não
informação em relação à escolaridade: não se aplica (45,91%) e ignorado (21,42%). Os critérios de
confirmação da doença mais utilizados foram: laboratorial (80,10%) e o Clínico Epidemiológico
(13,26%). Conclusão: observa-se o aumento do número de casos de sarampo somado ao declínio
da imunoprevenção entre os anos de 2016 a 2021.
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Os desafios da atenção, gestão e educação em saúde no Brasil.
SISTEMA DIGITAL DE GESTÃO NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE: ESTUDO DE
VALIDAÇÃO.
Oliveira MS1*, Oliveira NCR1, Silva-Junior FL1
1
Universidade Federal do Delta do Parnaíba – UFDpar
*mailson.oliveira@ufpi.edu.br
ÁREA TEMÁTICA: Gestão em saúde.
Introdução: Para uma gestão eficiente na atenção primária à saúde, é imprescindível tomar
decisões baseadas em evidências e informações de qualidade, visando a otimização dos recursos
existentes e a melhoria dos processos de trabalho das equipes de saúde da família. Nesse contexto,
as tecnologias digitais em saúde podem ser utilizadas para apoiar e melhorar o desempenho do
sistema de saúde, assim como a qualidade do cuidado prestado. Diante da importância dessas
tecnologias no âmbito da gestão em saúde e da escassez de estudos de validação, torna-se
necessário validar cientificamente tais tecnologias para garantir seu uso eficaz, seguro e livre de
danos. Objetivo: Este estudo teve como objetivo validar o eSUS Feedback, um sistema digital de
gestão na atenção primária à saúde. Método: O estudo utilizou uma abordagem multimétodos:
avaliação de usabilidade por profissionais da Estratégia Saúde da Família, gestores que utilizam o
sistema digital e construção de um manual operacional do sistema. Para a coleta de dados, foram
utilizados questionários de caracterização dos juízes e a Escala de Usabilidade do Sistema (SUS).
Esta pesquisa foi aprovada pelo CEP UFDPAR, parecer nº N° 6.701.047 (CAAE
77070423.1.0000.0192). Resultados: Os resultados mostraram que o sistema digital é aceitável, com
um escore SUS de 77,5%, classificado quanto à usabilidade como excelente. Como produto técnico,
foi elaborado um manual operacional do eSUS Feedback. Conclusão: A validação do eSUS Feedback
demonstrou que o sistema possui excelente usabilidade, o que indica sua capacidade de atender de
forma eficiente às necessidades dos profissionais da saúde. A criação desse manual fornece
diretrizes sobre objetivos, perfis de acesso, gerenciamento de usuários, navegação, funcionalidades
e suporte, o que pode facilitar a adoção do sistema e potencialmente melhorar a satisfação dos
usuários a longo prazo.
Palavras-chave: Gestão em Saúde; Atenção Primária à Saúde; Tecnologia da informação e
comunicação; Informática Médica.
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Os desafios da atenção, gestão e educação em saúde no Brasil.
IMPLANTAÇÃO DA ESTRATÉGIA “CONSULTÓRIO AVANÇADO” EM UMA FAVELA DO
RIO DE JANEIRO: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA MULTIPROFISSIONAL.
De Paula LM*, Basílio AM, Turino FD, Santos GG, Pacheco GM, Maria ISNM.
Escola Nacional de Saúde Pública - ENSP/Fiocruz
*larissa2000paula@gmail.com
ÁREA TEMÁTICA: Atenção em Saúde
Introdução: A Territorialização é uma das diretrizes essenciais do Sistema Único de Saúde (SUS)
que consiste no processo de identificação de famílias, indivíduos e grupos de um território
adscrito, e os fatores condicionantes e determinantes de sua saúde. O território em saúde vai além
de uma extensão geométrica, o qual apresenta um perfil sócio-demográfico, político e cultural, que
se expressa em um território em permanente construção. Dessa forma, identifica-se a necessidade
de que as equipes da Estratégia de Saúde da Família, responsáveis pelo território adscrito, estejam
inseridas nesse, considerando sua dinamicidade. Uma forma de inserção no território pensada pela
equipe de Residência Multiprofissional em Saúde da Família da ENSP/Fiocruz é a estratégia
“Consultório Avançado”, a qual consiste na ida da equipe para o Território, a fim de prestar
atendimento no local. Relato de experiência: A estratégia foi implementada em junho de 2024, na
qual atuaram ativamente os residentes de todas as categorias profissionais, destacando-se à
assistência de enfermagem, odontologia, nutrição, psicologia e serviço social, as quais foram mais
demandadas. Ao todo, foram contabilizados 21 usuários atendidos pela manhã. Na ocasião, foram
pontuadas necessidades na organização e um levantamento dos materiais necessários para as
próximas atividades. Discussão: O Consultório Avançado demonstrou-se essencial para o alcance
de usuários que não acessam o serviço de saúde por falta de tempo ou dificuldade em relação à
mobilidade. Ademais, foi efetiva para solucionar demandas como agendamentos, renovação de
receita e revisão de exames. Os usuários demonstraram satisfação por não precisarem enfrentar
filas. Nota-se também que a presença da equipe no território auxilia na vinculação do usuário.
Conclusão: Sendo assim, espera-se que a estratégia adotada seja estabelecida de forma permanente
e sirva de modelo assistencial para as demais equipes de Saúde da Família, visto os benefícios para
os usuários e na otimização do serviço.
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Os desafios da atenção, gestão e educação em saúde no Brasil.
CAMINHOS DE SENSIBILIZAÇÃO: RECEBENDO MIGRANTES NO SUS
Jurgensen T 1,2*, Pazin DC 2, Santos DVD 2, Stefanello S 2
1
SEMSA – Secretaria Municipal de Saúde de Pinhais – PR
UFPR – UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ
terezajurgensen@ufpr.br
2
ÁREA TEMÁTICA: Atenção em saúde;
Introdução: O Brasil tem registrado aumento do número de migrantes em seu território, e a falta
de políticas para o acolhimento desta população contribui para a sua vulnerabilidade. No marco
dos princípios do SUS, a universalidade garante o direito à saúde para a população migrante, que
tem na Atenção Primária em Saúde sua porta de entrada. Objetivo: Construir ações para
sensibilização da equipe de saúde da família de um território para o acolhimento da população
migrante. Método: Trata-se de uma pesquisa-ação qualitativa, envolvendo trabalhadores da
equipe de saúde da família e usuários migrantes. Foram realizadas etapas cíclicas e repetidas com
ações de aproximação e sensibilização da equipe: visita domiciliar à população migrante,
apresentação da temática na reunião de equipe, atividade coletiva com os migrantes na UBS,
reunião de equipe ampliada reunindo usuários e trabalhadores. A coleta dos dados se deu por
diário de campo e grupo focal com as Agentes Comunitárias de Saúde. Resultados: Abrir espaço
para que os migrantes contassem suas histórias permitiu a criação do vínculo e o acolhimento
desta população. Permitiu reflexões para os preconceitos que as equipes de saúde da família têm
com relação às populações migrantes. Tais preconceitos são alimentados pela desconexão que as
pessoas possuem enquanto comunidade de um certo território. A metodologia democrática
favoreceu a co-construção de soluções sustentáveis, alinhadas às necessidades reais dos
participantes. Revelou a importância de reconhecer os migrantes como sujeitos ativos na produção
de sua própria saúde, em um processo de cogestão, garantindo a integralidade na atenção à saúde
para este grupo populacional. Conclusão: Mais que o desenvolvimento de uma competência
cultural racionalizada, é preciso promover espaços que permitam a criação de vínculos e rompam
com o preconceito, para assim poder aplicar políticas de acolhimento à população migrante no
território.
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Os desafios da atenção, gestão e educação em saúde no Brasil.
CARTILHA: PRESCRIÇÃO DE MEDICAMENTOS PELO ENFERMEIRO NO PRÉ-NATAL
Costa KMM¹*, Cruz JS¹, Souza SS¹, Santos MTL¹, Maciel VBS¹ .
¹Universidade Federal do Acre - Campus Floresta
*kleynianne.costa@ufac.br
ÁREA TEMÁTICA: Assistência em Saúde
Introdução: a prescrição de medicamentos por enfermeiros no contexto do pré-natal é uma prática
inovadora que visa otimizar o atendimento à gestante, melhorar os desfechos materno-fetais e
reduzir a sobrecarga no sistema de saúde. Porém, os enfermeiros apresentam dúvidas sobre a
prescrição de enfermagem no pré-natal. Objetivo: descrever a elaboração de um produto
técnico/tecnológico que tem como título “Cartilha: prescrição de medicamentos pela enfermagem
no pré-natal”. Método: a elaboração do produto foi realizada em quatro etapas sendo revisão
bibliográfica: pesquisa em bases de dados científicas para identificar diretrizes, estudos e
normativas sobre a prescrição de medicamentos por enfermeiros no pré-natal; análise de
protocolos existentes: avaliação de protocolos de prescrição do Ministério da Saúde;
desenvolvimento do produto técnico: organização do conteúdo e criação do design utilizando
uma plataforma de design gráfico, canva; catalogação: registro do material pela Biblioteca Central
da Universidade Federal do Acre. Resultados: o produto desenvolvido possui os medicamentos
frequentemente utilizados no cuidado pré-natal, com orientações claras sobre indicações e
posologia. Optou-se por inserir apenas os medicamentos padronizados nos protocolos que
apresentam Grau de Segurança A (estudos controlados não mostraram riscos) e B (sem evidência
de riscos em humanos). Para as situações que necessitem de medicamentos de Grau de Segurança
C (o risco não pode ser afastado, só deve ser prescrito se o risco terapêutico justificar o potencial
terapêutico) sugere-se a discussão e decisão compartilhada com o médico da equipe. A cartilha foi
entregue à Coordenação de Saúde da Mulher do município de Cruzeiro, Acre, e distribuída para
os enfermeiros da Atenção Primária à Saúde. O produto final pode ser consultado na íntegra no
endereço
h ps://www.ufac.br/site/noticias/2023/cartilha-orienta-sobre-prescricao-de-medicamentos-no-prenatal. Conclusão: a prescrição de medicamentos por enfermeiros no pré-natal é uma estratégia
eficaz para melhorar a qualidade do atendimento e a eficiência do sistema de saúde. A adoção do
produto proposto pode contribuir significativamente para a autonomia do enfermeiro, a segurança
da paciente e a otimização dos recursos de saúde.
Palavras-chave: 1. Enfermeiro; 2. pré-natal; 3. medicamentos
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Os desafios da atenção, gestão e educação em saúde no Brasil.
ARTICULAÇÃO ENTRE DEMANDA ESPONTÂNEA E PROGRAMADA NA SAÚDE DA
FAMÍLIA: PROPOSTA DE UMA AGENDA DE ATENDIMENTOS
NUNES, LA*1, CAMPOS, EMS1,
1
Universidade Federal de Juiz de Fora - UFJF
lais_dm@hotmail.com
ÁREA TEMÁTICA: ATENÇÃO EM SAÚDE
Introdução: Acolher usuários oferecendo demanda espontânea (DE) e programada (DP) é do
cotidiano do trabalho na APS. Compreender as necessidades e demandas da população é planejar
as ações por uma agenda que equilibre o acolhimento da DE e da DP, melhorando acesso e
resolutividade. Objetivo: elaborar uma semana padrão para a equipe de SF orientada pela
demanda dos atendimentos individuais (médicos e enfermeiros) e as necessidades da população,
articulando DE e DP. Método: Estudo quantitativo, observacional, transversal e descritivo.
Realizado em município mineiro com cobertura 100% ESF. Identificada a demanda registrada no
Prontuário Eletrônico do Cidadão (PEC) a partir dos relatórios analíticos de médicos e enfermeiros
(2018 a 2022) pelas variáveis: total de consultas médicas e enfermagem, turno, atendimento, tipo de
atendimento, desfecho, CIDs e CIAPs. Na sequência, articular a demanda, parâmetros, assistências
e carga horária de trabalho dos profissionais com vistas a elaborar uma agenda. Resultados: Foram
realizadas 44.566 consultas, sendo 72,6% consultas médicas, com seguinte perfil: turno da manhã
(50,3%), consulta no dia (91,66%) e alta do episódio (93,86%). CIDs prevalentes: Z000 - Exame
Geral e Investigação De Pessoas Sem Queixas Ou Diagnóstico Relatado, J00 - Nasofaringite Aguda
(Resfriado Comum), I10 - Hipertensão Essencial (Primária). As consultas de enfermagem
representaram 27,4%, com o perfil: turno da tarde (48%), escuta inicial/orientação (53,8%). A
variável desfecho não foi informada em 53,89%. CIAPs prevalentes: A98 - Medicina
Preventiva/Manutenção da Saúde, K86 - Hipertensão Sem Complicações e T90 - Diabete Não
Insulina-Dependente. Os códigos são representativos de DP. Com base na população cadastrada,
demanda, parâmetros assistências e a carga horária dos profissionais, foi proposta semana padrão.
Conclusão: Orientar o trabalho das equipes de SF por uma agenda que articule DE e DP contribuiu
para o atributo longitudinalidade na APS, especialmente em municípios do interior em que a APS
é o único ponto de atenção de referência.
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VENCENDO O ESTIGMA: RELATO DE EXPERIÊNCIA SOBRE CAMPANHA DE
VACINAÇÃO CONTRA O HPV
Santos RSC*¹, Costa LMC¹, Rêgo, DD²
¹Universidade Federal de Alagoas - UFAL
²Enfermeira da Estratégia de Saúde da Família - UBS CAIC Benedito Bentes
*rafael.coutinho@eenf.ufal.br
Financiador: Próprio
ÁREA TEMÁTICA: Educação em Saúde
Introdução: O Papilomavírus Humano (HPV) causa infecções transitórias e subclínicas devido à
rápida eliminação imunológica. A neoplasia intraepitelial cervical se desenvolve em algumas
mulheres com infecção cervical, podendo avançar para uma invasão. No entanto, as vacinas
profiláticas contra o HPV previnem essas infecções por meio da indução de anticorpos
neutralizantes. Relato de experiência: Realização de um mutirão de vacinação no dia 06.10.2023,
no Benedito Bentes. Foi presenciado o estigma associado à vacina contra o HPV, onde uma mãe se
recusou a levar a filha de 13 anos à Unidade Básica de Saúde (UBS), relatando que ao tomar a
vacina seria induzida à prática sexual precoce. Discussão: A experiência fez parte da Unidade de
Aprendizagem Integrada - Enfermagem na Atenção Primária II, do Curso de Graduação em
Enfermagem da Universidade Federal de Alagoas, materializando a integração ensino-serviçocomunidade. O planejamento estratégico situacional foi fundamental para a construção do
diagnóstico do território: calendário vacinal atrasado (HPV). Foram planejadas as seguintes
atividades: busca ativa a partir da realização de visitas domiciliares a todas as crianças e
adolescentes com calendário vacinal atrasado segundo o Prontuário Eletrônico (PEC); Atualização
do PEC e do CPF a partir do calendário físico das crianças; Encaminhamento à UBS de crianças e
adolescentes com calendário vacinal atrasado; Dia de “D” de atualização da vacinação na UBS;
Atividade Educativa na sala de espera com o tema: Mitos e Verdades sobre vacinação; Panfletagem
sobre a importância da vacinação; Animação com o personagem Zé Gotinha para incentivar e
divulgar a importância da vacinação; Confecção de um ponto instagramável para contribuir com a
difusão nas redes sociais da hashtag: “Vacina salva-vidas”. Conclusão: a falta de conhecimento
sobre a importância da vacinação pode gerar problemas futuros nas crianças e adolescentes.
Promover educação em saúde sobre a importância da vacinação deve ser prioridade na sociedade
atual.
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OFERTA DO DISPOSITIVO INTRAUTERINO DE COBRE POR ENFERMEIROS EM MATO
GROSSO DO SUL
Silva EKR*1, Duarte SJH2
1
Fundação Oswaldo Cruz – FIOCRUZ
2
Universidade Federal Mato Grosso do Sul- UFMS
*eliane_kelly@hotmail.com
ÁREA TEMÁTICA: Atenção à saúde
Introdução: no Brasil, o direito ao planejamento reprodutivo é regulamentado pelas leis nº 9.263/
1996 e n° 14.443/2022, ambas asseguram o direito sexual e reprodutivo, com métodos e técnicas
para a regulação da fecundidade. No que se refere ao uso de métodos contraceptivos reversíveis
de longa duração (LARC), como o dispositivo intrauterino (DIU) de cobre, apenas cerca de 4% das
mulheres brasileiras fazem uso desse LARC, e esse baixo índice pode ser resultante de barreiras de
acesso ao DIU. Neste contexto, estratégias que ampliem o acesso aos LARCS são importantes para
promover a redução de gravidez não intencional, aborto e morbimortalidade materna e infantil,
além de contribuir para o alcance dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, relacionados ao
planejamento reprodutivo. Objetivo: descrever os efeitos do manejo do dispositivo intrauterino
por enfermeiros na Atenção Primária à Saúde. Método: trata-se de estudo descritivo e transversal,
com enfermeiros habilitados atuantes na Atenção Primária à Saúde. A amostra foi obtida por
conveniência, os dados foram coletados online com 31 participantes de 12 dos 79 municípios do
Mato Grosso do Sul. Utilizou análise estatística de frequências e teste binomial, com nível de 5% de
significância. Resultados: a maioria das participantes era do sexo feminino (83,9%), com média
etária de 37,3 anos (±1,35). Do total, 87,1% possuem consultório de enfermagem equipado, 93,5%
utilizam protocolos assistenciais para guiar as condutas e 83,9% inserem DIU em nulíparas. Houve
significância nas variáveis: solicitam exames de imagem, prescrição de medicamentos e realização
de atividades educativas (p <0,001). A média mensal de inserções foi de 20,68 (±4,82) DIU.
Conclusão: o manejo do dispositivo intrauterino por enfermeiros amplia o acesso de mulheres ao
método contraceptivo de longa duração, e é capaz de contribuir com a redução de gravidez não
planejada e suas consequências.
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Os desafios da atenção, gestão e educação em saúde no Brasil.
TELEORIENTAÇÃO NO PRÉ-NATAL ODONTOLÓGICO DURANTE A PANDEMIA DE
COVID-19 EM VITÓRIA/ES
Monteiro NMG1*, Reis AC2
1
2
*
PROFSAÚDE, Fundação Oswaldo Cruz - Rio de Janeiro
Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio, Fundação Oswaldo Cruz - Rio de Janeiro
nadiamgmonteiro@gmail.com
ÁREA TEMÁTICA: Gestão em saúde
Introdução: Em 2020, mediante queda no índice de pré-natal odontológico devido à pandemia de
COVID-19, a Teleodontologia, via Teleorientação, foi adotada em Vitória/ES para organizar o
acesso e a continuidade do cuidado de gestantes. Objetivo: Analisar a implantação da
Teleorientação no pré-natal odontológico em tempos de pandemia através da percepção dos
cirurgiões-dentistas da Atenção Primária à Saúde de Vitória/ES. Método: Estudo exploratório e
descritivo, qualitativo e quantitativo, do tipo estudo de caso, com amostra de 42 cirurgiõesdentistas participantes de ações de pré-natal odontológico durante a pandemia. Dados foram
coletados via questionário semiestruturado online, entre setembro e outubro de 2023, com análise
objetiva por frequência simples e subjetiva pela análise de conteúdo de Bardin. Resultados: A
análise do perfil dos participantes revelou que a maioria dos cirurgiões-dentistas são mulheres
(78%), brancas (73,8%), entre 40-49 anos (54,8%), graduados em instituições públicas (73,2%) há
mais de 15 anos (83,4%), com especialização em Saúde Coletiva (85,8%). Possuem vínculo
estatutário (92,9%) municipal há mais de 10 anos (54,8%). Quanto à Teleorientação, verificou-se
que 50% dos cirurgiões-dentistas desconheciam as regulamentações, 54,8% não realizaram
treinamento, 90,5% relataram baixa infraestrutura digital no trabalho, 61,9% relataram baixo acesso
das gestantes a equipamentos digitais, era realizada no local de trabalho (88,9%), via ligações
telefônicas (80,5%) e foi bem-aceita pelas gestantes. Os profissionais indicaram continuidade da
Teleorientação pós-pandemia (87,8%) em função dos benefícios, como facilitar o acesso e fortalecer
o vínculo profissional-paciente. Conclusão: A Teleorientação é uma ferramenta complementar
valiosa que amplia acesso e vigilância em saúde bucal de gestantes. Sua implementação requer
melhorias em infraestrutura, processos de trabalho, serviços digitais e formação profissional.
Recomendam-se estudos nacionais para aprofundamento do tema. Como produto técnicotecnológico, elaborou-se um Infográfico de Boas Práticas em Teleorientação no Pré-natal
Odontológico, fruto do Programa de Pós-graduação stricto sensu Mestrado Profissional em Saúde
da Família (PROFSAÚDE).
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E - ISSN 2525-4200
Volume 11 (2024), ANAIS – 2º Simpósio Brasileiro de Atenção Primária à Saúde:
Os desafios da atenção, gestão e educação em saúde no Brasil.
DESENVOLVIMENTO DE UMA PLATAFORMA ONLINE PARA O PROGRAMA MELHOR
EM CASA EM BENTO GONÇALVES/RS
Imperatori CR¹*, Polidoro M²
¹ Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS
² Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS
* rosenildaimperatori@gmail.com
ÁREA TEMÁTICA: Gestão em Saúde
Introdução: Para garantir um cuidado integral e resolutivo, é fundamental conhecer os serviços de
saúde existentes, seus objetivos e fluxos dentro da Rede de Atenção à Saúde (RAS). O Programa
Melhor em Casa (PMC), inserido no Serviço de Atenção Domiciliar (SAD), desempenha um papel
crucial nessa rede. Objetivo: Promover a comunicação e divulgação do PMC para a população e a
rede de assistência à saúde de Bento Gonçalves, explicando seu funcionamento, acessibilidade e o
perfil dos pacientes atendidos pela equipe multidisciplinar. Metodologia: A pesquisa investigou
virtualmente municípios brasileiros com PMC ativo e páginas virtuais informativas, identificando
cerca de 43 cidades, com destaque para o Instagram como principal plataforma. Resultados: As
postagens analisadas focam na rotina de atendimentos, material audiovisual, fotos, textos,
reabilitação e educação contínua. Em Bento Gonçalves, optou-se por criar uma página no site da
Prefeitura Municipal para facilitar o acesso da população. Conclusão: A criação da página virtual
foi extremamente positiva na promoção da saúde e no fortalecimento do vínculo entre a
comunidade e o SAD. Ela desempenha um papel crucial na divulgação e no acesso aos serviços do
PMC, permitindo que a população obtenha informações de forma rápida e conveniente e
facilitando a comunicação entre usuários e profissionais de saúde.
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Volume 11 (2024), ANAIS – 2º Simpósio Brasileiro de Atenção Primária à Saúde:
Os desafios da atenção, gestão e educação em saúde no Brasil.
EDUCAÇÃO ALIMENTAR E NUTRICIONAL SOBRE O PROCESSAMENTO DOS
ALIMENTOS: RELATO DE EXPERIÊNCIA
Costa RS¹*, Silva AS¹, Farias AWS¹, Assis SF¹, Soares CBM¹
¹Universidade Federal do Acre – UFAC
*ronnila.costa@gmail.com
ÁREA TEMÁTICA: Educação em saúde
Introdução: O Guia alimentar para a população brasileira traz a abordagem dos quatro níveis de
processamento dos alimentos, orientando a priorizar o consumo de alimentos in natura e
minimamente processados, limitando os processados e evitando os ultraprocessados. Relato de
experiência: Considerando a pedagogia, as teorias de Piaget e Vygotsky foram escolhidas para a
Educação Alimentar e Nutricional (EAN). A atividade foi realizada com uma turma do 3º ano do
ensino fundamental, com 23 alunos de 07 e 09 anos. O encontro teve o objetivo de que os
participantes pudessem descrever, diferenciar e demonstrar os níveis de processamento dos
alimentos. Um alongamento foi realizado como técnica quebra-gelo e os níveis de processamento
foram apresentados e exemplificados. Como prática, foram divididos em grupos, com cada um
recebendo quatro figuras de alimentos em níveis de processamento diferentes. Após a discussão,
as imagens foram coladas no mural e revisadas com todos da turma. Foi feita proposta de darem
preferência por consumir alimentos in natura e minimamente processados, evitando
ultraprocessados. Cada aluno recebeu uma escala (“ruim, regular, bom ou ótimo”) para avaliar o
encontro. Discussão: Na idade escolar, é fundamental que a criança receba orientações adequadas
quanto às escolhas dos alimentos, visando qualidade de vida. O interesse da turma durante o
encontro e o desempenho positivo que obtiveram revelaram adequação das teorias escolhidas com
os objetivos da EAN alcançados. No primeiro momento, investigando os conhecimentos prévios,
adicionando novos e relacionando-os com o que já sabiam, seguindo Piaget, pareceu eficaz, uma
vez que, no segundo momento, os alunos aplicaram o que aprenderam sem dificuldades,
considerando a zona de desenvolvimento proximal de Vygotsky. Conclusão: Os objetivos da EAN
foram alcançados, apesar de metade da turma ainda ter rejeitado evitar o consumo de alimentos
ultraprocessados, mesmo com o conhecimento de seus malefícios.
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Os desafios da atenção, gestão e educação em saúde no Brasil.
RODA DE CONVERSA COM GESTANTES: DIREITOS NO TRABALHO DE PARTO RELATO DE EXPERIÊNCIA
Assis SF¹*, Farias AWS¹, Soares CBM¹, Costa RS¹, Silva AS¹
¹Universidade Federal do Acre - UFAC
*stefannyfurtado123@gmail.com
ÁREA TEMÁTICA: Educação em saúde
Introdução: A gestação é uma fase crucial, marcada por mudanças físicas, psicológicas e
emocionais. O parto, parte natural da vida, pode gerar medo e insegurança, envolvendo direitos
importantes que muitas mulheres desconhecem. Conhecer esses direitos é essencial para
empoderar futuras mães, combater a violência obstétrica e garantir um parto humanizado. Relato
de experiência: Este estudo relata uma experiência de educação em saúde com gestantes sobre os
direitos da mulher no parto, na Unidade de Saúde da Família Luiz Gonzaga de Lima Carneiro, em
Rio Branco, Acre. A abordagem educacional, baseada na andragogia e na teoria da aprendizagem
humanista, organizou-se em quatro momentos: apresentação e atividade de quebra-gelo, exibição
de um vídeo sobre humanização e direitos na gravidez, estudos de caso sobre violações de
direitos, e avaliação de aprendizagem onde as gestantes escreveram um direito aprendido. O
encontro terminou com feedback das participantes e sugestões de temas para futuros encontros. As
atividades garantiram que as gestantes se sentissem acolhidas, engajadas e empoderadas,
promovendo aprendizado significativo e suporte mútuo. Discussão: As gestantes mostraram
grande interesse e participação ativa, evoluindo no entendimento sobre seus direitos no parto.
Muitas desconheciam esses direitos previamente. A atividade de identificar violações de direitos
foi eficaz. As participantes relataram situações reais, sentiram-se mais confiantes para compartilhar
experiências e criaram um ambiente de apoio mútuo. A criação do cartaz consolidou o
aprendizado e o feedback foi positivo, com sugestões para futuros encontros. Conclusão: A roda
de conversa empodera mulheres, conscientizando-as sobre seus direitos e reduzindo a violência
obstétrica. Promove um parto humanizado, oferece apoio psicológico e emocional, e cria uma rede
de apoio que reduz medo e ansiedade. A educação em saúde durante a gestação esclarece dúvidas
e transforma a percepção dessa fase. Integrar essa ação com outras iniciativas de saúde é essencial
para um impacto duradouro.
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GRUPO “ACOLHEDOR”: O PAPEL DA EMULTI NO AUTOCUIDADO DE PESSOAS COM
FIBROMIALGIA EM IBIRACI-MG
Pinhal KC¹*, Gonçalves LP¹, Jacinto MEPT¹, Gonçalves AD¹, Alves TBJ¹, Emer R¹,
kaiopinhal1986@gmail.com
¹Prefeitura Municipal de Ibiraci-MG
ÁREA TEMÁTICA: Atenção em Saúde
Introdução: A fibromialgia é uma síndrome de extrema complexidade, sendo caracterizada por
dor crônica generalizada, distúrbios do sono, rigidez articular, ansiedade, depressão, fadiga
muscular e baixa tolerância ao esforço físico. Essa condição não possui uma etiologia definida, e
tem como prevalência o sexo feminino. Relato de experiência: O grupo “AcolheDOR” é uma
colaboração entre os profissionais da equipe multiprofissional (eMulti) da Atenção Primária à
Saúde (APS) do município de Ibiraci-MG, juntamente com as equipes da Estratégia de Saúde da
Família (ESF). Tem por objetivo promover o autocuidado em pessoas com diagnóstico clínico de
fibromialgia, ou com a presença de sinais e sintomas sugestivos da mesma. São realizadas
atividades duas vezes por semana no Espaço Vida Saudável, que contemplam exercício físico
orientado, hidroterapia, práticas integrativas e complementares, técnicas visando o manejo da dor
crônica, ações de educação em saúde, além de outras abordagens. O projeto encontra-se em
andamento e conta, em média, com a participação de 30 mulheres. Discussão: É possível observar
uma maior adesão e interesse por parte das participantes, quando comparadas às ações não
específicas para esse público realizadas na APS e na comunidade em geral. O manejo e as
estratégias de enfrentamento da dor crônica tem sido um ponto extremamente positivo dessa
abordagem, com as participantes relatando melhora na disposição e ânimo para a realização das
atividades diárias e laborais, contrastando com o caráter incapacitante da dor crônica presente
nessa patologia. Conclusão: A fibromialgia é uma síndrome de caráter extremamente
incapacitante, e uma abordagem multidisciplinar focada no indivíduo e em seu contexto, e não em
suas deficiências, tem se mostrado mais assertiva e eficaz. Pensando na APS como ordenadora do
cuidado, ações como o grupo “AcolheDOR” tornam-se extremamente necessárias, a fim de
promover o autocuidado e uma melhor qualidade de vida em pessoas com condições crônicas.
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INCIDÊNCIA DE TUBERCULOSE PULMONAR E GRAU DE VULNERABILIDADE DE
EQUIPES DA CF DR. FELIPPE CARDOSO
Morais SS¹*, Sousa MD²
¹ Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ
² Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ
*salvador.morais12@gmail.com
ÁREA TEMÁTICA : Atenção em saúde
Introdução: A tuberculose é definida como uma infecção bacteriana, dividida em pulmonar e
extrapulmonar, causadora de um número amplo de infecções no Brasil e no mundo. As condições
de vida e saúde, além dos determinantes sociais, corroboram para a ocorrência dessa infecção.
Objetivo: Avaliar a incidência de casos novos de tuberculose pulmonar nas quatorze equipes da
Clínica da Família Felippe Cardoso, localizada no Rio de Janeiro-RJ; avaliar a quantidade de
cadastros no Bolsa Família e a opinião de preceptores de medicina quanto à vulnerabilidade e
correlacioná-los. Método: Trata-se de um estudo quantitativo, descritivo, retrospectivo, transversal
e baseado na análise de dados secundários. Amostra composta de 163 casos novos de tuberculose
pulmonar entre 15/05/2023 e 14/05/2024. Resultados: Segundo os preceptores de medicina, as
equipes Coqueiro, Angra dos Reis, Caracol, Grotão e Vila Cruzeiro foram consideradas mais
vulneráveis socioeconomicamente, enquanto São José, Parque Shangai e Ary Barroso foram
consideradas as menos vulneráveis. No primeiro grupo, a porcentagem média de cadastros de
bolsa família foi de 33,72%, no segundo grupo de 14,62%. A incidência de tuberculose pulmonar
variou no primeiro grupo entre 3,01 a 9,19 casos novos para cada 1000 pessoas, enquanto no
segundo grupo de 0,54 a 1,85 casos novos para cada 1000 pessoas. Conclusão: Os resultados
apontam alta incidência de tuberculose pulmonar nas equipes mais vulneráveis
socioeconomicamente ao comparar com equipes menos vulneráveis, sendo o grau de
vulnerabilidade baseado na opinião técnica de quem está inserido diariamente nesse contexto e os
cadastros de bolsa família. Em todas as equipes, a incidência de casos novos encontra-se acima da
incidência nacional e estadual. É importante que medidas para minimizar essa realidade sejam
implementadas, tais como educação em saúde e ações territoriais.
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Os desafios da atenção, gestão e educação em saúde no Brasil.
ABSENTEÍSMO NA PUERICULTURA NO 1º ANO DE VIDA ENTRE CRIANÇAS DE UMA
EQUIPE DA CF DR. FELIPPE CARDOSO
Sousa MD¹*, Morais SS²
¹ Universidade Federal do Rio de Janeiro- UFRJ
² Universidade Federal do Rio de Janeiro- UFRJ
*martysduarte03@gmail.com
ÁREA TEMÁTICA: Atenção em saúde
Introdução: A puericultura é uma ferramenta essencial na saúde infantil, contribuindo para o
diagnóstico precoce de atrasos neuropsicomotores, a promoção da saúde, e para redução da
incidência de doenças, garantindo aos infantes desenvolvimento adequado. Contudo, o
absenteísmo em saúde, definido como falta de comparecimento a consultas agendadas, representa
um desafio para a consolidação do cuidado. Objetivo: Analisar quantitativamente o
comparecimento às consultas de puericultura entre crianças com até 2 anos atendidas pela Equipe
Ary Barroso da CF Felippe Cardoso, localizada no Rio de Janeiro-RJ; avaliar a compreensão dos
responsáveis sobre a importância desse acompanhamento. Método: Trata-se de um estudo
quantitativo, descritivo, retrospectivo e transversal, baseado na análise de dados secundários. A
amostra incluiu 44 crianças com idades de até 2 anos residentes no território adscrito em maio de
2024. Ademais, foi aplicado um questionário para avaliar o conhecimento dos responsáveis sobre a
adesão às consultas. Resultados: 29,5% das crianças compareceram a todas as consultas de
puericultura para a respectiva idade; 63,6% apresentaram uma ou mais faltas e 6,8% são
acompanhadas na rede privada. Consultas de 2 meses tiveram o maior número de faltas. Consultas
de 1ª semana e 1 mês mostraram um número significativo de ausências. Apesar das faltas críticas
nos primeiros meses, o absenteísmo persistiu durante o 1º ano, especialmente aos 12 meses. O
questionário evidenciou uma sobrecarga materna e que alguns responsáveis negam ter tido
informações adequadas sobre quantas consultas a criança deve frequentar durante o primeiro ano
de vida. Conclusão: O absenteísmo nas consultas de puericultura é um desafio enfrentado pela
Equipe Ary Barroso e reflete uma fragilidade no cuidado longitudinal. Melhorar a adesão ao
acompanhamento é crucial, considerando a responsabilidade frequentemente atribuída às mães, os
fatores que podem interromper o atendimento e a falta de conhecimento sobre a importância das
consultas.
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Os desafios da atenção, gestão e educação em saúde no Brasil.
FATORES ASSOCIADOS AO CONSUMO DE BEBIDAS AÇUCARADAS EM MENORES DE
UM ANO NO INTERIOR DA AMAZÔNIA
Costa KMM¹*, Cruz JS¹, Souza SS¹, Santos MTL¹, Maciel VBS¹.
Universidade Federal do Acre – UFAC
¹Universidade Federal do Acre - Campus Floresta
*kleynianne.costa@ufac.br
ÁREA TEMÁTICA: Assistência em Saúde
Introdução: a nutrição das crianças a partir de seis meses deve ser feita obedecendo aos hábitos
alimentares dos familiares, sempre optando por alimentos in natura ou minimamente processados.
No entanto, atualmente observa-se um número elevado de crianças que consomem precocemente
bebidas açucaradas. Objetivo: analisar o consumo de bebidas açucaradas em crianças de 6 a 11
meses e 29 dias no município de Cruzeiro do Sul-Acre. Método: Estudo transversal, cujos dados
coletados foram de crianças entre 6 a 11 meses e 29 dias que compareceram às campanhas de
multivacinação de poliomielite em 2016 e na campanha de vacinação contra a influenza de 2017,
acompanhadas da mãe ou responsável. A variável dependente avaliada foi o consumo de bebidas
açucaradas e as variáveis preditoras foram os dados sociodemográficos da família e dados da
criança. Utilizou-se a estatística qui-quadrado e razões de prevalências, obtidas por meio da
regressão de Poisson. Permaneceram no modelo final apenas as variáveis que apresentaram valor
de p<0,05. Os dados foram analisados no programa Stata, versão 16. Resultados: Foram analisadas
237 crianças, com idade média de 8,3 meses (DP=1,7), sendo a maioria do sexo masculino 129
(54,43%), nascidas com idade gestacional e peso adequados, sendo 80,34% e 94,51%,
respectivamente. O consumo de bebidas açucaradas foi prevalente em 45,57%. O fator associado
ao menor consumo desta bebida foi a menor renda da família (RP 0,83; IC 0,61-1,12). Conclusão:
foi identificada uma alta prevalência no consumo de bebidas açucaradas entre a amostra estudada,
não estando de acordo com as recomendações do Ministério da Saúde. O desfecho foi
positivamente associado à renda. Medidas locais que promovam a educação alimentar e
nutricional dentro do contexto familiar das crianças, são prioritárias na região enquanto estratégia
para minimizar essa prática alimentar.
Palavras-chave: 1. Bebidas com adição de açúcar; 2. Consumo alimentar; 3. Nutrição infantil
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Volume 11 (2024), ANAIS – 2º Simpósio Brasileiro de Atenção Primária à Saúde:
Os desafios da atenção, gestão e educação em saúde no Brasil.
PERFIS PROFISSIONAIS ASSOCIADOS À VIGILÂNCIA ALIMENTAR E NUTRICIONAL
NA ATENÇÃO BÁSICA EM PERNAMBUCO
Figueiredo-Gadelha ATT1*, Souza NP1, Junior IRD1, Costa EC1
1
Universidade Federal de Pernambuco – UFPE
*amanda.tayna@ufpe.br
*Financiador: Chamada CNPq/MS/SAS/DAB/CGAN Nº 26/2018; Apoio da Coordenação de Aperfeiçoamento de
Pessoal de Nível Superior - Brasil (CAPES) - Código de Financiamento 001.
ÁREA TEMÁTICA: Atenção em saúde
Introdução: A vigilância alimentar e nutricional consiste na descrição contínua e na predição de
tendências das condições alimentares e nutricionais da população e seus determinantes, sendo
operacionalizada pelo monitoramento dos padrões alimentares e do estado nutricional de
usuários do Sistema Único de Saúde na atenção básica. Objetivo: Identificar características
profissionais relacionadas à realização da vigilância alimentar e nutricional nas unidades
básicas de saúde em Pernambuco. Método: Pesquisa quantitativa e transversal, com uma
amostra de 250 unidades básicas de saúde, representativa de Pernambuco. Para cada unidade
foi identificado um profissional de referência que participou da coleta por questionário
eletrônico autoaplicável sobre suas características sociodemográficas, profissionais e a vigilância
nas unidades, de julho a setembro de 2021. Foram obtidas frequências relativas da vigilância
segundo as demais variáveis. Aplicou-se o teste qui-quadrado com valor-p < 0,05 para verificar
associações. Resultados: A vigilância foi referida em 57,6% das unidades. A idade, a formação,
o tempo de atuação na unidade e o vínculo empregatício foram associados à realização da
vigilância, que apresentou maiores frequências naquelas unidades cujo profissional tinha até 29
anos (71,8%), era nutricionista (79,4%), com até 4 anos de atuação no equipamento (62,7%) e
vínculo temporário (62,9%). O sexo, a cor de pele e o tipo de equipe não apresentaram
associação. Conclusão: A realização da vigilância está aquém do desejável. A presença do
nutricionista na atenção básica parece promover a realização ou o reconhecimento da vigilância.
As associações encontradas evidenciam a necessidade de futuras pesquisas para se investigar
como características profissionais e condições trabalhistas podem aproximar as equipes de
atenção básica das agendas de alimentação e nutrição, incluindo a vigilância alimentar e
nutricional. Ainda, uma maior identificação da vigilância pelos profissionais com vínculos
temporários reitera a demanda por avaliações dos processos de trabalho visando fomentar esta
agenda entre servidores efetivos da atenção básica.
Palavras-chave: Vigilância Alimentar e Nutricional; Atenção Primária à Saúde; Política Nacional
de Alimentação e Nutrição; Política Pública; Recursos Humanos em Saúde.
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Volume 11 (2024), ANAIS – 2º Simpósio Brasileiro de Atenção Primária à Saúde:
Os desafios da atenção, gestão e educação em saúde no Brasil.
PRÁTICAS DE VIGILÂNCIA ALIMENTAR E NUTRICIONAL NAS UNIDADES BÁSICAS
DE SAÚDE DE PERNAMBUCO
Figueiredo-Gadelha ATT1*, Souza NP1, Junior IRD1, Costa EC1
1
Universidade Federal de Pernambuco - UFPE
*amanda.tayna@ufpe.br
*Financiador: Chamada CNPq/MS/SAS/DAB/CGAN Nº 26/2018; Apoio da Coordenação de Aperfeiçoamento de
Pessoal de Nível Superior - Brasil (CAPES) - Código de Financiamento 001
ÁREA TEMÁTICA: Atenção em saúde
Introdução: O ciclo individual e coletivo da gestão e produção do cuidado na atenção básica
ocorre pelas etapas de coletar dados e produzir informações; analisar e decidir; agir; e avaliar.
Este ciclo se aplica à vigilância alimentar e nutricional, onde conta com o acompanhamento de
dados antropométricos e de consumo alimentar dos usuários das unidades básicas de saúde e
territórios adscritos. Objetivo: Identificar práticas de vigilância alimentar e nutricional nas
unidades básicas de saúde em Pernambuco. Método: Estudo quantitativo e transversal, com
uma amostra de 250 unidades básicas de saúde, representativa de Pernambuco. Identificou-se
um profissional de referência para cada unidade, que participou do estudo por questionário
eletrônico autoaplicável, sobre processos de trabalho em suas respectivas unidades, de julho a
setembro de 2021. Resultados: O processo de coleta, registro e análise de dados antropométricos
ocorria em 21,2% das unidades, e de consumo alimentar em 30,0%. As visitas domiciliares foram
identificadas como fonte de dados alimentares e nutricionais em 32,8% das unidades, enquanto
a escuta dos usuários foi em 26,0% e os estudos dos condicionantes alimentares do território em
12,4%. Os indicadores de vigilância alimentar e nutricional do território eram discutidos
internamente em 28,4% das unidades, 13,6% discutiam com a coordenação municipal de atenção
básica e 16,0% com a de nutrição. Conclusão: As práticas investigadas se encontram muito
aquém do desejável, sobretudo por dependerem majoritariamente de tecnologias leves-duras e
de atribuições previstas na atenção básica. O reconhecimento da visita domiciliar como prática
mais frequente de vigilância alimentar e nutricional sugere que atividades que conciliam o
atendimento individual ou coletivo com a vivência dos profissionais no território adscrito à
unidade básica de saúde são ferramentas estratégicas para a vigilância e permitem uma
aproximação destes com diversas condições e determinantes alimentares e nutricionais da
população no contexto local em que estão inseridos.
Palavras-chave: Vigilância Alimentar e Nutricional; Atenção Primária à Saúde; Política Nacional
de Alimentação e Nutrição; Antropometria; Consumo Alimentar.
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Volume 11 (2024), ANAIS – 2º Simpósio Brasileiro de Atenção Primária à Saúde:
Os desafios da atenção, gestão e educação em saúde no Brasil.
MUDANÇA DO ESTILO DE VIDA DOS PROFISSIONAIS DA SAÚDE APÓS CURSO
VOLTADO AO CUIDADO DA OBESIDADE
Junior IRD1*, Figueiredo-Gadelha ATT1, Souza NP1, Lira PIC1
1
Universidade Federal de Pernambuco - UFPE
*ivanildo.ribeiro@ufpe.br
*Financiador: Processo nº: IBPG-1473-4.05/22; FACEPE - Fundação de Amparo à Ciência e
Tecnologia do Estado de Pernambuco - Código de Financiamento 001
ÁREA TEMÁTICA: Educação em saúde
Introdução: O estilo de vida pode ser definido como o conjunto de hábitos e costumes
modificáveis, incluindo alimentação e exercício, além do uso de substâncias como o álcool e
tabaco. Os profissionais de saúde são responsáveis por promover estilos de vida mais saudáveis,
mas nem sempre conseguem incluir essas práticas em suas rotinas. Objetivo: Avaliar as
mudanças no estilo de vida de profissionais da saúde após a participação em curso voltado ao
cuidado de pessoas com obesidade. Método: Esta pesquisa faz parte do projeto “Processos
formativos para o enfrentamento e controle da obesidade no âmbito do Sistema Único de Saúde
em Pernambuco – ECOASUS-PE. Trata-se, de um estudo do tipo quase experimental, utilizando
o método de série consecutiva, tendo como público-alvo os profissionais de saúde da atenção
básica de Pernambuco. O grupo intervenção (GI) foi composto por profissionais que realizaram
o curso ECOASUS-PE, e o grupo controle (GC) por profissionais que não participaram.
Resultados: Participaram do estudo 109 profissionais de saúde, 51 constituindo o GI e 58 o GC.
No GI, observou-se aumento significativo no hábito de "comer fruta no café da manhã", (p =
0,001), após o curso. Além disso, a maioria dos profissionais de saúde melhorou a autopercepção
de saúde (p=0,049) e melhoraram o estilo de vida (p= 0,038). Na etapa final, o excesso de peso foi
significativamente menor no GI (p = 0,038), assim como, o estilo de vida não saudável (p=0,007).
Conclusão: A participação no curso ECOASUS-PE gerou mudanças positivas no autocuidado e
no estilo de vida dos profissionais da saúde. Espera-se que o cuidado com quem cuida seja uma
condição indispensável para qualificação dos cuidadores do SUS, em seus respectivos territórios
vivos, assim como, que essa pauta esteja presente nos diálogos, ações e políticas estratégicas de
cuidado a saúde dos brasileiros.
Palavras-chave: Estilo de vida; Obesidade; Profissional de saúde; Autocuidado.
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Os desafios da atenção, gestão e educação em saúde no Brasil.
ESTILO DE VIDA E EXCESSO DE PESO: UMA ANÁLISE GERAL DOS PROFISSIONAIS
DA SAÚDE DE PERNAMBUCO
Junior IRD1*, Figueiredo-Gadelha ATT1, Souza NP1, Lira PIC1
1
Universidade Federal de Pernambuco - UFPE
*ivanildo.ribeiro@ufpe.br
*Financiador: Processo nº: IBPG-1473-4.05/22; FACEPE - Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia do Estado de
Pernambuco - Código de Financiamento 001
ÁREA TEMÁTICA: Atenção em saúde
Introdução: Segundo a OMS, o estilo de vida é um conjunto de hábitos que podem ser alterados
pelo aprendizado e têm grande influência na saúde. Fatores como alimentação, atividade física,
controle do estresse e bons relacionamentos são essenciais para o bem-estar. No Brasil, há uma
transição epidemiológica onde novos problemas de saúde pública, como o excesso de peso,
coexistem com antigos problemas como desnutrição, fome e pobreza. Objetivo: Avaliar o estilo de
vida e a prevalência de excesso de peso entre profissionais da saúde após a participação em curso
voltado ao cuidado de pessoas com obesidade. Método: Pesquisa do projeto “Processos formativos
para o enfrentamento e controle da obesidade no âmbito do Sistema Único de Saúde em
Pernambuco – ECOASUS-PE". Estudo quase experimental com profissionais de saúde da atenção
básica de Pernambuco, divididos em grupo intervenção (GI), que realizou o curso, e grupo
controle (GC), que não participou. Resultados: Participaram 109 profissionais, 51 no GI e 58 no GC.
O excesso de peso foi menor no GI (GI = 35,2%; GC = 55,2%; p = 0,038), assim como a
autopercepção do estado nutricional, com 45,5% no GI apresentando IMC < 25 e estilo de vida não
saudável (GI final = 9,8%; GC final = 31,0%; p=0,007). Em Pernambuco, 61,0% das mulheres e 56,1%
dos homens entre 20 e 59 anos apresentam excesso de peso, com 25,9% e 19,6% classificados como
obesos, respectivamente, segundo os dados do atlas da situação alimentar e nutricional em
Pernambuco. Conclusão: A participação no curso ECOASUS-PE gerou mudanças positivas na
redução do excesso de peso entre os profissionais da saúde. É essencial que o cuidado com os
cuidadores do SUS seja uma condição fundamental para a qualificação desses profissionais nos
territórios, e que essa questão esteja incluída nos diálogos, ações e políticas estratégicas de saúde
no Brasil.
Palavras-chave: Excesso de peso; Obesidade; Profissional de saúde; Autocuidado.
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Volume 11 (2024), ANAIS – 2º Simpósio Brasileiro de Atenção Primária à Saúde:
Os desafios da atenção, gestão e educação em saúde no Brasil.
ACOLHIMENTO COM CLASSIFICAÇÃO DE RISCO EM UMA UBS: UM RELATO DE
EXPERIÊNCIA
Silva RA1*, Costa EVC1, Moreira MVS1, Macena YO1, Sá LGS1
1
Universidade Federal de Alagoas Campus Arapiraca - UFAL Campus Arapiraca
*rafaela.aquino@arapiraca.ufal.br
ÁREA TEMÁTICA: Educação em saúde
Introdução: A Estratégia Saúde da Família (ESF) é a ordenadora da Atenção Primária à Saúde no
Brasil, sendo fundamental para a sua consolidação. A garantia de acesso, com acolhimento de
demanda espontânea, é um desafio na prática das equipes de Saúde da Família, sendo o
Acolhimento com Classificação de Risco uma tecnologia capaz de qualificar os processos de
trabalho. Relato de experiência: Experiência vivenciada por graduandos em Medicina em uma
Unidade Básica de Saúde (UBS) no interior de Alagoas, em atividade curricular com a temática da
educação em saúde. Após realizado mapeamento das necessidades da UBS, foram desenvolvidos
encontros para discussão sobre Acolhimento com Classificação de Risco, tendo como base o
Protocolo Manchester, suas potencialidades e limitações na ESF. O momento incluiu uma roda de
conversa onde acadêmicos, médicos, enfermeiros e agentes comunitários de saúde discutiram
situações-problema, esclarecendo dúvidas. Um banner contemplando o tema trabalhado foi
elaborado e entregue aos profissionais para possibilitar consultas futuras. Discussão: A atividade
demandou aprofundamento técnico e criação de recursos fundamentados em conhecimento
científico, adaptáveis para as necessidades da UBS. Os graduandos desenvolveram competências
como gestão de recursos, comunicação e liderança ao interagir com profissionais que enfrentam os
desafios e as potencialidades do sistema de saúde. A diversidade do grupo de profissionais exigiu
uma linguagem pensada, garantindo a compreensão sem ser simplista. O momento fortaleceu o
trabalho em equipe e ajudou os profissionais a entenderem a importância da classificação de risco
no contexto da ESF. Conclusão: A experiência possibilitou a qualificação do processo de trabalho
da equipe de saúde, além de apoiar o desenvolvimento de competências fundamentais para a
prática em saúde pelos estudantes.
Palavras-chave: Acolhimento; Medição de risco; Estratégias de Saúde Nacionais.
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Volume 11 (2024), ANAIS – 2º Simpósio Brasileiro de Atenção Primária à Saúde:
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POTÊNCIAS E LIMITAÇÕES DO E-SUS NO PROCESSO DE TRABALHO EM UMA CLÍNICA
DA FAMÍLIA DO RIO DE JANEIRO
Turino FD*, Apolinário AMBS, De Paula LM, Santos GG, De Sá LG e Santos CF.
Escola Nacional de Saúde Pública - ENSP/Fiocruz
fabianadantasturino@gmail.com
INTRODUÇÃO: Esta Clínica da Família (CF) do município do Rio de Janeiro, diferentemente das
demais unidades, utiliza como prontuário eletrônico a plataforma e-SUS Atenção Básica (AB). Tal
plataforma constitui-se como uma ferramenta gratuita e pública de qualidade utilizada na
Estratégia da Saúde da Família (ESF) e disponibilizada pelo Ministério da Saúde em parceria com a
UFSC. RELATO DE EXPERIÊNCIA: O e-SUS AB apresenta potências e limitações que foram
observadas durante o processo de trabalho (atualização cadastral e atendimentos clínicos)
realizado de março a junho de 2024 pelos sete residentes da Residência Multiprofissional em Saúde
da Família da ENSP/Fiocruz. Como potencialidades, foram identificadas a existência de um layout
intuitivo e de fácil manuseio, campo para visualização da lista de atendimentos de toda unidade,
fichas de atividade e campo para registro tardio de atendimento. Dentre as limitações foi
observada a ausência de relatório específico de cadastros desatualizados, falta da contabilização
dos registros tardios de atendimentos na produção do profissional e de campo para inserção de
detalhes sobre fornecimento de insumos ou informações ao paciente nas fichas de atividade
coletiva. DISCUSSÃO: O processo de trabalho possibilitou um contato próximo com a ferramenta,
tornando assim possível a identificação desta dualidade. Apesar das limitações apontadas, deve
ser incentivado o uso de sistemas gratuitos no SUS, a fim de que sejam diminuídos gastos ou
possíveis perdas de dados dos usuários durante mudança no sistema informatizado nas mais de 30
mil CF do país. CONCLUSÃO: Há algumas avaliações localizadas do e-SUS AB, porém não em
todo território brasileiro. Neste caso, estimula-se a produção de uma avaliação de abrangência
nacional do e-SUS AB, para que assim pontos positivos e negativos sobre o sistema possam ser
descritos, avaliados e resolvidos, bem como estimular a adoção da ferramenta em mais unidades
da ESF.
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VARAL DE SENTIMENTOS: UM OLHAR DOS RESIDENTES ACERCA DO CUIDADO EM
SAÚDE MENTAL EM UM GRUPO NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE
¹Maria da Silva Soares; ²Pyhe ra Gheorghia da Silva Santana Melo; ³Emanoel Feliciano Alves de Souza, 4João Vitor De
Araújo Silva 5 Íris Rosa Galdino da Silva 6 Carla Mirella
¹Sanitarista. Residente em Saúde da Família pela Universidade Federal de Pernambuco. ²Enfermeira. Residente em
Saúde da Família pela Universidade Federal de Pernambuco. ³Psicólogo. Residente em Saúde da Família pela
Universidade Federal de Pernambuco. 4Profissional de Educação Física. Residente em Saúde da Família pela
Universidade Federal de Pernambuco.
5
Nutricionista.Residente em saúde da família pela Universidade Federal de Pernambuco.
6
Nutricionista.Residente em saúde da família pela Universidade Federal de Pernambuco.
iris.rosa@ufpe.br
ÁREA TEMÁTICA: Educação em Saúde
INTRODUÇÃO: A Atenção Primária à Saúde-APS, é a principal porta de entrada do usuário,
sendo a estratégia prioritária para universalidade e integralidade do cuidado à saúde no Brasil.
Pela proximidade do território e capacidade de construção de vínculo longitudinal com a
população.Além disso, na atenção primária à saúde, é possível articular ações intersetoriais para
promoção e o cuidado com a saúde mental.METODOLOGIA: Trata-se de um estudo descritivo do
tipo relato de experiência que foi realizado em um grupo de saúde mental de uma Unidade Básica
de Saúde na cidade de Vitória de Santo Antão-PE.O grupo “Amigos do bem”, foi criado por
residentes do Programa de Residência Multiprofissional em Interiorização de Atenção à Saúde
(PRMIAS) e tem encontros mensais, com propostas temáticas diversas, trabalhando a saúde mental
de forma lúdica.Para construção deste relato, foram considerados registros de falas e reflexões
elaborados por comunitários e residentes, sobre a prática clínica e sua importância para a saúde
mental.OBJETIVOS: O trabalho tem como objetivo descrever uma atividade realizada por
Residentes do Programa de Residência de Interiorização de Atenção à Saúde da Universidade
Federal de Pernambuco em um grupo de saúde mental de uma Unidade Básica de Saúde no
município de Vitória de Santo Antão, Pernambuco. RESULTADOS: Foi formado um varal
intitulado “Varal de sentimentos”, no qual cada usuário pode expressar suas emoções e percepções
a partir desse processo. Durante o andamento do encontro, foi interessante observar como
“materializar” as emoções através da escrita ou do desenho. A exposição a partir do “varal de
sentimentos” trouxe outras perspectivas de como cada pessoa se enxergava no momento. No
território no qual os residentes estão inseridos, sentiu-se a necessidade pela ESF da implantação de
um grupo de saúde mental devido ao elevado índice de procura por demandas psicológicas como
ansiedade e depressão. Essa abordagem permitiu que os participantes compartilhassem suas
experiências, sentimentos e expectativas, promovendo um ambiente de apoio e empatia.
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EDUCAÇÃO POPULAR E INSTRUMENTOS METODOLÓGICOS NO ACOLHIMENTO DA
POPULAÇÃO NAS UBS URBANAS E RURAIS DO DF
Vasconcelos FM*; Gasque, KC; Santana, MM; Pontes, AC; Fenner, AL
PROFSAUDE-FIOCRUZ BRASÍLIA
bianemiranda@gmail.com
Finaciador: FIOCRUZ
ÁREA TEMÁTICA: Educação em Saúde
Introdução: No sistema de saúde pública, implementar o acolhimento conforme as diretrizes do
SUS é desafiador devido à sobrecarga e às limitações estruturais enfrentadas pelos profissionais de
saúde, o que pode resultar em uma atenção desqualificada aos usuários e aos profissionais.
Objetivo: Analisar estratégias pedagógicas de acolhimento para acesso em Unidades Básicas de
Saúde (UBS) rurais e urbanas do Distrito Federal. Identificar os instrumentos utilizados no
acolhimento das UBS rurais e urbanas do DF. Reconhecer as diferenças no acolhimento ocorrido
nas UBS urbanas e rurais. Método: Será realizada uma pesquisa qualitativa de caráter descritivo e
observacional, em 4 etapas: etapa 1- Fase preliminar: revisão da literatura, elaboração de
perguntas, levantamento de riscos. Etapa 2- fase experimental: ocorrerá aplicação do questionário
aos trabalhadores e usuários. Etapa 3 – Resultados e Discussões: será realizado tratamento dos
dados coletados, triangulação de dados e elaboração de glossário. Etapa 4 - realização de cartilha
como produto técnico. Resultados esperados: Espera-se classificar as ações estratégias
pedagógicas humanizadoras e democráticas do acolhimento de maneira a possibilitar a proposição
de uma cartilha com linguagem acessível e inclusiva, incorporando as técnicas de educação
popular para promover um modelo de saúde participativo e centrado no usuário. Essa iniciativa
visa reduzir a distância entre os serviços de saúde e a comunidade, capacitando os usuários com
informações relevantes, promovendo autonomia e inclusão digital.
Conclusão: É crucial
promover uma cultura organizacional humana e eficaz que permita o acolhimento conforme
diretrizes do SUS. Estratégias humanizadoras e democráticas do acolhimento devem ser mantidas
e propagadas nas Unidades Básicas de Saúde do Distrito Federal, por meio de ferramentas da
Educação Popular em Saúde, ao qual oferece um papel fundamental ao promover a integralidade
no cuidado, incentivando o empoderamento individual e coletivo em relação à saúde, reforçando
os princípios fundamentais do Sistema Único de Saúde, como universalidade, integralidade e
equidade.
PALAVRAS-CHAVE: Acolhimento. Instrumentos Pedagógicos. Instrumentos de acolhimento.
Atenção Básica de Saúde. Estratégia de Saúde da Família.
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MANUAL TÉCNICO PARA REALIZAÇÃO DO TESTE DO SUSSURRO
Andrade DS1*, Ramos MSX1, Fonseca ALB1, Rabelo DF1, Costa EES1, Cruz SS1
1
Universidade Federal do Recôncavo da Bahia – UFRB
*driellyandrade.enf@gmail.com
*Financiador: PPSUS/FAPESB – 2020 (Protocolo: SUS 29/21) e Universal, 2021 (Protocolo: 404994/2021-0)
ÁREA TEMÁTICA: Educação em saúde
INTRODUÇÃO: A perda auditiva é caracterizada, em grande parte, pela alteração do órgão
auditivo e/ou vias auditivas decorrentes do processo de envelhecimento. As consequências desse
agravo, relacionadas à fase idosa, são subestimadas. No entanto, seu tratamento, quando
identificado de forma precoce, pode reduzir os desfechos adversos de maneira efetiva. A Política
Nacional de Saúde da Pessoa Idosa ressalta a relevância do diagnóstico precoce da perda auditiva
e intervenção em tempo adequado, bem como a necessidade do acompanhamento das equipes de
saúde, com a execução de testes de triagem para detecção de distúrbios auditivos, dentre eles, o
Teste do Sussurro. OBJETIVO: Auxiliar as equipes de saúde na realização do Teste do Sussurro,
atuando como guia para o procedimento, disseminando informações instrutivas e padronizadas
para a execução da triagem. MÉTODO: Para a produção do manual, foi definido o tema a partir de
atividades desenvolvidas nas Unidades Básicas de Saúde do município de Santo Antônio de Jesus.
Foram detalhadas as características do rastreio da perda auditiva em idosos e do Teste do
Sussurro. Utilizaram-se elementos textuais e fotografias autorais para melhor entendimento sobre
a realização do teste. RESULTADO: A obtenção do Manual Técnico auxiliará no direcionamento
das ações de aprimoramento dos profissionais de saúde, bem como poderá proporcionar uma
repercussão positiva na formação crítica. CONCLUSÃO: Até o presente momento, os dados
referentes à padronização e à validação da técnica, a partir de estudos nacionais que indiquem
sensibilidade, especificidade, reprodutibilidade inter examinador e valor de predição do Teste do
Sussurro como metodologia de triagem na população idosa são insuficientes. Apesar de ser
recomendado pelo Ministério da Saúde, ainda existe uma lacuna referente ao tema. Dessa forma,
através do manual, é possível identificar possíveis desvios na execução e fazer a correção,
incluindo a técnica necessária para um bom resultado e referenciamento adequado no Serviço de
Saúde.
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A EDUCAÇÃO PERMANENTE NO PROCESSO DE PLANEJAMENTO E GESTÃO DA
ATENÇÃO PRIMÁRIA.
Feitosa, RH¹*.
1 Universidade Federal de Alagoas – UFAL.
*rhaylanneholanda@gmail.com
ÁREA TEMÁTICA: Educação em saúde.
Introdução: Apresentando uma proposta de intervenção relacionada à educação permanente no
processo de planejamento e gestão em uma unidade básica de saúde do município de Maceió. A
Educação Permanente em Saúde (EPS) é a formação contínua dos profissionais de saúde, visando
mantê-los atualizados sobre práticas, tecnologias e descobertas na área. Com base em aprendizado
reflexivo e contínuo, a EPS considera tanto as experiências do profissional quanto as demandas do
contexto em que ele trabalha. Objetivo: Implementar a educação permanente como estratégia
integrada durante o planejamento dos processos de trabalho rotineiros da UBS Jorge Duarte
Quintela Cavalcante. Método: Desenvolveu-se aplicando o método do Planejamento Estratégico
Situacional/ Estimativa rápida, para determinar o problema prioritário, os nós críticos e as ações,
de acordo com o planejamento e avaliação das ações em saúde. Resultados: Serão realizados para
fins da intervenção os seguintes projetos de ação: trilhando o caminho da requalificação, da
desordem à eficiência: estratégias para organizar o processo de trabalho e desvendando os
caminhos: em olhar sobre o fluxo de atendimento na unidade. Dessa forma, reconhecemos que o
sucesso do planejamento em saúde vai além da elaboração de estratégias bem fundamentadas. É
essencial investir na capacitação e no desenvolvimento dos profissionais de saúde, de modo a
garantir que estejam aptos a enfrentar os desafios do cotidiano e a adaptar-se às mudanças
constantes no campo da saúde. Conclusão: Desta forma torna-se evidente que esta estratégia de
intervenção é contínua e desafiadora, enfrentando uma série de obstáculos e dificuldades ao longo
do caminho. Este trabalho demanda esforço contínuo e uma visão de futuro, porém, seus frutos
podem revolucionar a realidade local, visando alcançar plenamente o êxito almejado.
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Os desafios da atenção, gestão e educação em saúde no Brasil.
ELABORAÇÃO DE UM E-BOOK SOBRE ASSISTÊNCIA AO ENVELHECIMENTO
LGBTQIAPN+ NA ATENÇÃO PRIMÁRIA: RELATO DE EXPERIÊNCIA
Rodrigues RG*1; Freitas GRM1; Sousa RP1; Sousa ESS1
Universidade Federal da Paraíba – UFPB1
*romario.rodriguessh@hotmail.com*
ÁREA TEMÁTICA: Atenção em Saúde
Introdução: A população LGBTQIAPN+ (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais, Queer,
Intersexuais, Assexuais, Pansexuais e Não-binários) enfrenta desafios específicos ao envelhecer,
como discriminação, isolamento social e dificuldades de acesso à saúde. A Atenção Primária à
Saúde (APS) é essencial para oferecer cuidados inclusivos a essa população. Este trabalho descreve
a criação de um e-book sobre o envelhecimento de minorias sexuais e de gênero, com o objetivo de
fomentar reflexões e mudanças nos cenários assistenciais. Relato de Experiência: O e-book,
intitulado “Abordando o envelhecimento LGBTQIAPN+ na Atenção Primária à Saúde”, foi
desenvolvido no Programa de Mestrado Profissional em Saúde da Família (PROFSAÚDE). O
processo de elaboração seguiu três etapas: planejamento e pesquisa: foi realizada uma revisão de
escopo sobre a assistência ao envelhecimento de minorias sexuais e de gênero na APS, utilizando
bases como PubMed, LILACS, SciELO e EMBASE; desenvolvimento e conteúdo: A pesquisa
resultou em seis capítulos, abordando o cuidado integral às minorias sexuais e de gênero, a
demografia do envelhecimento LGBTQIAPN+ e as barreiras de acesso à saúde. O conteúdo foi
elaborado com linguagem clara e ilustrações para facilitar a compreensão; revisão e distribuição: O
material, com 53 páginas e registrado com ISBN, foi revisado e está disponível gratuitamente no
site da editora Ideia. Discussão: A marginalização dos indivíduos LGBTQIAPN+ é histórica, e o
envelhecimento dessa população é marcado por discriminação, especialmente nos cuidados de
saúde. O e-book busca fornecer para gestores, profissionais da APS e idosos LGBTQIAPN+
informações críticas que fomentem práticas de cuidado mais inclusivas e compassivas. Conclusão:
O e-book representa uma iniciativa importante para melhorar o atendimento à população idosa
LGBTQIAPN+ na APS. Espera-se que ele sirva como recurso valioso, promovendo práticas de
cuidado mais inclusivas e sensíveis às necessidades dessa comunidade.
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RELEVÂNCIA DA EXTENSÃO EM SALA DE ESPERA EM UNIDADE DE SAÚDE: UM
RELATO DE EXPERIÊNCIA
Campos JCGM¹*, Silva IS¹, Lopes CO¹, Freire RC¹, Leone SMS¹, Ferreira MLS¹
¹Universidade Federal da Bahia – UFBA
*joaogonelli@u a.br
ÁREA TEMÁTICA: Educação em saúde
Introdução: A prática extensionista permite a construção conjunta de saberes a partir do encontro
entre acadêmicos e a comunidade. Nesse contexto, as salas de espera de uma Unidade de Saúde da
Família (USF) se apresentam como um ambiente favorável para tais práticas, visto que permite o
diálogo com a comunidade do território e a prática de educação em saúde. Relato de experiência:
As atividades na Sala de Espera da Unidade de Saúde da Família Professor Sabino Silva realizadas
pela Liga Acadêmica de Atenção Primária à Saúde (LAPS/UFBA) ocorrem quinzenalmente entre os
dias de segunda a sexta-feira e são estruturadas de forma contínua com a unidade para definir as
temáticas abordadas, baseadas no calendário do Ministério da Saúde. Os encontros são pautados a
partir do diálogo entre os estudantes e a população do território acerca de uma temática préestabelecida, como a saúde da população LGBT, da mulher e do idoso. Os ligantes costumam se
organizar em grupos de dois a quatro integrantes para a realização da atividade e a população
abrangida varia de acordo com a demanda da unidade. Discussão: A sala de espera é uma
atividade extensionista de grande relevância, pois constitui um espaço rico em aprendizados e
compartilhamentos de saberes e práticas entre a universidade e a população. Durante os diálogos
sobre as diversas temáticas, os estudantes têm a oportunidade de refletir acerca do conhecimento
previamente adquirido e de exercitar a escuta sensível, visto que o protagonismo do espaço
pertence às pessoas da comunidade. Assim, ocorre uma construção conjunta de saberes através da
troca entre as partes. Conclusão: A experiência abordada reflete o potencial do ambiente da sala de
espera na prática da educação em saúde e reforça a importância da extensão na formação
acadêmica por meio de uma abordagem participativa.
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VIVÊNCIAS DO PARTO INSTITUCIONAL ENTRE PROFISSIONAIS DE SAÚDE E
DESAFIOS NA ATENÇÃO MATERNA MUNICIPAL
Santos, TF¹*, Alvarez, REC²
¹ Universidade Federal do Sul da Bahia – UFSB
² Universidade Federal do Sul da Bahia – UFSB
*talineferreira@yahoo.com.br
*Financiador: autofinanciado.
ÁREA TEMÁTICA: Atenção em Saúde
Introdução: O cuidado materno perpassa por um complexo emaranhado de normas institucionais
e condutas profissionais que tem trazido desafios para a humanização da assistência materna,
desde o pré-natal até a culminação do parto institucional no SUS. O problema mais preocupante é
a violência obstétrica e o pouco embasamento profissional na ética do cuidado, em detrimento do
respeito, autonomia e dignidade das mulheres no processo gravídico-puerperal. Objetivo:
Analisar as vivências de profissionais de saúde durante o parto institucional e os desafios na
atenção materna. Método: Estudo qualitativo, de caráter descritivo e exploratório, com sete
profissionais de saúde de uma maternidade municipal sul baiana. O Modelo Estrutural Dialético
dos Cuidados (MEDC) foi o método adotado para suporte na coleta e análise de dados.
Resultados: Emergiram 4 categorias, significados sobre a ética do cuidado materno; a violência
obstétrica velada que cerca o parto institucional; fazendo o possível para humanizar o parto e; os
desafios na atenção materna desde o pré-natal até o parto institucional. Conclusão: Existe
conhecimento sobre a ética da justiça baseada nas leis, direitos, normas e rotinas, mas tímida
reflexão sobre a ética do cuidado materno com base nos seus elementos da atenção,
responsabilidade, competência e capacidade de resposta. A violência obstétrica ainda aparece
sutilmente ou velada como uma negação ao problema, e incide em alguns médicos no contexto da
prática. Ao mesmo tempo, fazer o possível nesse ambiente hospitalar é importante para humanizar
a experiência das mulheres com seus partos. Entretanto, ainda existem desafios a superar desde o
pré-natal até o parto, como intensificar a preparação das gestantes na UBS, maior utilização do
plano de parto, demanda continuada de capacitação e melhores recursos para a melhoria da
assistência materna no município. Como limitação, as vivências relatadas não foram confrontadas
com a observação das práticas neste estudo.
Palavras-chave: Atenção materna; Violência obstétrica; Ética; Parto.
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PROMOÇÃO DA SAÚDE E INTEGRAÇÃO SOCIAL NA ATENÇÃO PRIMÁRIA ATRAVÉS
DO GRUPO FELIZ IDADE: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
Prazeres JFOS¹*, Carvalho FVB², Borges GM¹, Oliveira GB¹, Campos JCGM¹, Bonfim GCFG¹
¹ Universidade Federal da Bahia - UFBA
² Prefeitura Municipal de Salvador
*joaofosp@u a.br
ÁREA TEMÁTICA: Educação em saúde
Introdução: O grupo Feliz Idade, idealizado em 2017 pela enfermeira Fabiana Vanni na USF
Menino Joel, trabalha a educação em saúde com pessoas idosas da comunidade do Nordeste de
Amaralina, em Salvador, Bahia. Entendendo a extensão como uma atividade inerente à
Universidade, a Liga Acadêmica de Atenção Primária à Saúde (LAPS) da Faculdade de Medicina
da UFBA, criou vínculos com a USF para realizar atividades que promovessem a saúde e o bemestar das comunidades, vinculadas aos atributos da APS. Relato de experiência: As atividades na
Unidade ocorrem quinzenalmente às quintas-feiras, sendo previamente planejadas entre o
responsável da liga e a coordenadora do grupo, transcorrendo por dois semestres (2023.2-2024.1).
Houve a realização de diversas práticas para promover bem-estar e integração social, além de
oferecerem oportunidades de aprendizado sobre o cuidado ampliado, tais como: oficina de
artesanato, oficina ao ar livre com atividade física, rodas temáticas de conversa (a exemplo da
oficina sobre o conceito ampliado de saúde), sessão de auriculoterapia, etc. A interação entre
estudantes e a comunidade mostrou-se fundamental, dada a troca enriquecedora de saberes entre
ambos. Discussão: O exercício extensionista proporcionou uma formação rica aos acadêmicos, pois
os estudantes tiveram a oportunidade de se fazerem presentes em um espaço empoderador sem as
barreiras do etarismo. Portanto, afirma-se que tal aprimoramento técnico e humano não ocorreria
em uma formação restrita à Universidade. Dessa forma, tornam-se possíveis a criação e
fortalecimento de vínculo entre ligantes e membros do grupo, sendo fundamental para a educação
em saúde no contexto da APS. Conclusão: A experiência com o grupo demonstrou o impacto
positivo da extensão universitária na promoção da saúde de idosos da comunidade. Esse relato
reforça a importância da participação ativa de estudantes em práticas extensionistas, contribuindo
para a formação acadêmica e para o desenvolvimento de habilidades interpessoais e profissionais.
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UTILIZAÇÃO DA VENTOSATERAPIA NA DOR MUSCULOESQUELÉTICA: UMA REVISÃO
DA LITERATURA
¹
Ingrid de Oliveira Carvalho; ² Victória Lorrany Alencar da Costa;
1,2,
Residente do Programa de Residência Multiprofissional em Saúde da Família pela Universidade Estadual do Piauí –
UESPI.
ingridfisioterapeuta95@gmail.com
Introdução: a ventosaterapia consiste em uma PIC que é aplicada por copos que produzem efeito
analgésico no ponto aplicado produzindo aumento do fluxo sanguíneo, aumento da oxigenação
tecidual e mobilidade muscular, trazendo sensação de relaxamento e bem-estar, por esse motivo
quando aplicada em alguma disfunção musculoesquelética promove a redução da dor. Objetivo:
avaliar como a ventosaterapia pode ser empregada para aliviar dores musculoesqueléticas.
Metodologia: Esta pesquisa trata-se de uma revisão de literatura, incluiu publicações nacionais e
internacionais a partir dos bancos de dados CAPES, SCIELO, LILACS e Google Acadêmico
publicados nos últimos oito anos, de 2016 a 2024, a princípio foram encontrados 50 estudos e após
os critérios de inclusão 12 artigos foram inclusos na pesquisa. Resultados: a maior parte dos
estudos realizaram um protocolo de atendimento de ventosaterapia em condições como
cervicalgia, lombalgia e dor crônica, o principal instrumento avaliativo foi a escala de EVA em que
era aplicada em diferentes momentos nos atendimentos, nos estudos os protocolos contavam com
sessões de uma a duas vezes na semana com tempo médio de duração de 10 a 20 minutos, e as
técnicas empregadas eram ventosaterapia estática e dinâmica. Conclusão: o presente estudo
evidenciou que a utilização da ventosaterapia na dor musculoesquelética tem efeitos na redução
da dor, desde que aplicado de maneira correta e em um adequado intervalo de tempo.
*Palavras-chave: dor; ventosaterapia; musculoesquelética.
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PERFIL DE DIABÉTICOS E HIPERTENSOS ADERENTES E NÃO ADERENTES AO
PROGRAMA PREVINE BRASIL
Souza SG¹*, Assis MA¹, Pinhal KC¹, Costa HS¹, Alcântara MA¹
¹Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri
*sara.gabrielle@ufvjm.edu.br
ÁREA TEMÁTICA: Educação em Saúde
Introdução: Entender a aderência da população aos cuidados de saúde é fundamental para
compreender facilitadores e barreiras que incidem sobre políticas públicas, garantindo que tais
programas melhorem a saúde da população. Objetivo: Comparar características
sociodemográficas, hábitos e estilos de vida e estado de saúde de pessoas com hipertensão e
diabetes que aderiram ou não ao Programa Previne Brasil. Metodologia: Um total de 195 usuários
da Atenção Primária à Saúde (APS) de Diamantina, Minas Gerais, respondeu ao World Health
Organization Disability Assessment Schedule (WHODAS 2.0), ao 12-Item Short-Form Health
Survey e um formulário estruturado. Adotou-se a significância de 5% para as comparações entre
grupos. Resultados: A amostra foi composta por 95 hipertensos (50,5%), 40 diabéticos (21,3%) e 53
usuários com ambos os diagnósticos (28,2%). Encontrou-se uma proporção significativamente
maior de usuários com comorbidade (hipertensão e diabetes) entre os aderentes. Não houve
diferença entre aderentes e não aderentes em relação às características sociodemográficas. Em
relação aos hábitos e estilos de vida, maior proporção de usuários aderentes afirmou realizar
atividades vigorosas, embora relataram pior qualidade do sono e uso de medicamentos para
dormir. Não foram encontradas diferenças no estado de saúde entre grupos, com exceção ao maior
IMC entre os aderentes. Os usuários aderentes também apresentaram maior incapacidade
funcional (WHODAS 19,3 vs. 16,9) e pior saúde mental (SF-12 45,3 vs. 47,6) em comparação aos
não aderentes. Conclusão: Os resultados mostraram que o perfil mais propenso a aderir ao Previne
Brasil foi de usuários com maior necessidade de cuidados intensivos e apoio contínuo. A APS
precisa adaptar estratégias para melhor atender às necessidades dos aderentes, incluindo o manejo
integrado de múltiplas condições crônicas, apoio psicossocial mais robusto e programas de
recuperação funcional. Entretanto, torna-se indispensável considerar abordagens personalizadas
para incentivar a participação ativa dos usuários nos programas de prevenção e promoção da
saúde.
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Os desafios da atenção, gestão e educação em saúde no Brasil.
PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DA CHIKUNGUNYA NO ESTADO DE SERGIPE
Alves, JCR¹*
¹Consultor técnico da Coordenação Geral de Vigilância de Arboviroses do Ministério da Saúde
(CGARB/MS).
*
juliocesarrabeloalves@gmail.com
ÁREA TEMÁTICA: Atenção em Saúde.
Introdução: O estado de Sergipe tem aproximadamente 92% de cobertura da Atenção Primária à
Saúde para conter o avanço das arboviroses. Dentre elas, a chikungunya é a segunda doença mais
notificada pela picada do mosquito Aedes aegypti infectado, atrás apenas da dengue. Objetivo:
Descrever o perfil epidemiológico dos casos de chikungunya, nos últimos 10 anos, no estado de
Sergipe. Método: Foi realizado um estudo descritivo das notificações de chikungunya em Sergipe,
de 2014 a 2023, de acordo com os registros na base de dados do Sistema de Informação de Agravos
de Notificação do estado, exportado no dia 29 de abril de 2024. Foram utilizadas as ferramentas
TABWIN do DATASUS para tabulação dos dados, além do Microsoft Excel, sem necessidade de
uma análise pelo Comitê de Ética. Resultados: O ano de 2016 foi o que teve o maior número de
casos confirmados para a chikungunya, com 4.162 pessoas. A faixa etária mais acometida está entre
35 e 49 anos e o sexo feminino é o mais predominante, com aproximadamente 62% dos casos
prováveis nos últimos 10 anos. Desde 2019, a análise laboratorial foi o principal critério diagnóstico
para a chikungunya, mas evidencia-se nessa série histórica a quantidade considerável de casos não
finalizados, sobretudo no ano de 2017, com 33% ainda “em investigação”. Em relação à evolução
da doença, em 2023, nove pessoas foram a óbito por este agravo. Outrossim, percebe-se uma
porcentagem alta dos casos sem descrição evolutiva, ignorados ou em branco, com
aproximadamente 7%. Ademais, 92% dos casos prováveis evoluíram para a cura. Conclusão: A
chikungunya é caracterizada por deixar sequelas e por isso demanda ainda mais de um registro
qualificado dos dados e um monitoramento contínuo dos casos pela equipe da Estratégia de Saúde
da Família, além de intensificar as ações para o controle vetorial junto à comunidade.
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ADESÃO AO TRATAMENTO FARMACOLÓGICO E AUTOCUIDADO DE PACIENTES COM
TUBERCULOSE: UMA PROPOSTA DE INTERVENÇÃO COM FOCO NA RECUPERAÇÃO
DA SAÚDE
SILVA MM1*, SOUSA ECG 2
1 Centro Universitário Cesmac – CESMAC
2 Universidade Federal de Alagoas – UFAL
*marcia_2m@yahoo.com.br
ÁREA TEMÁTICA: Gestão em Saúde
Introdução : A tuberculose é uma doença que é causada pela bactéria Mycobacterium
tuberculosis, também chamada de bacilo de Koch, em homenagem a Robert Koch (que descobriu
o agente etiológico no ano de 1982). Ela afeta majoritariamente os pulmões e sua transmissão vai
de pessoa para pessoa, através de via aérea, pela inalação de gotículas expelidas por pessoas
infectadas com a doença ativa na tosse, espirro ou fala. É essa inalação das gotículas que pode
levar à infecção do bacilo de Koch em um humano saudável. Objetivo: Ampliar a adesão ao
tratamento de pacientes com Tuberculose cadastrados no município de Maceió – Alagoas.
Método: Trata-se de uma proposta de intervenção baseada na análise situacional do território de
Maceió – Alagoas e seguindo os preceitos do Planejamento Estratégico, seguindo os oito passos
propostos por Faria, Campos e Santos em 2018. Resultados: Através do diagnóstico situacional
foram detectados problemas que prejudicam a saúde da população adscrita, são eles: A baixa
adesão ao tratamento, o baixo vínculo do paciente com as equipes e pouca sensação de
pertencimento do usuário com a equipe de saúde, a negação do autocuidado, sobrecarga da
equipe, o não comparecimento das equipes multiprofissionais nas visitas domiciliares, e a falta de
consultas com especialistas fazem com que os usuários desistam do tratamento. O número de
pessoas com Tuberculose cadastradas na área é baixo, porém com descontinuidade do tratamento
alta. Essa problemática despertou o desejo de intervir para a melhoria da população por meio de
um plano de intervenção, possibilitando o aumento da adesão ao tratamento. Conclusão: Em
todo processo de elaboração deste projeto, ficou evidente a importância da equipe de saúde para
a adesão dos pacientes no acompanhamento de rotina e tratamento da tuberculose. Evidenciou-se
também o quão é importante planejar e organizar estratégias de ações em saúde para a melhoria
do acolhimento, trazendo benefícios a toda população adscrita.
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Volume 11 (2024), ANAIS – 2º Simpósio Brasileiro de Atenção Primária à Saúde:
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INTERVENÇÃO EDUCATIVA PARA PACIENTES PORTADORES DE PÉ DIABÉTICO EM
UMA UNIDADE BASICA DE SAÚDE DE MACEIÓ/AL - UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
SILVA MM1*, SOUSA ECG 2
1 Centro Universitário Cesmac – CESMAC 2
Universidade Federal de Alagoas - UFAL
*marcia_2m@yahoo.com.br
INTRODUÇÃO: Uma das complicações mais comuns do Diabetes Mellitus (DM) é o pé
diabético, estado fisiopatológico caracterizado por deformidades ou lesões nos pés por causa de
alterações vasculares e neurológicas, levando à destruição de tecidos periféricos. Essa
complicação é responsável por 85% dos casos de amputações não relacionadas a traumas.
DESCRIÇÃO DO RELATO: Durante nossa rotina de trabalho, observamos que os pacientes com
histórico de pé diabético apresentam um nível de ansiedade elevado, déficit no autocuidado e no
controle glicêmico devido à escassez de informação sobre a doença e suas repercussões. Nesse
cenário, o enfermeiro tem papel imprescindível na promoção, prevenção e tratamento das úlceras
diabéticas. Diante disso, observa-se a necessidade de educação em saúde voltada à monitorização
do pé diabético e seus fatores de risco. DISCUSSÃO: Foi observado que nessa unidade existe um
número elevado de pacientes com DM, os quais realizam curativos diariamente em ambos os
horários de funcionamento da unidade, por complicações de pé diabético e destes curativos a
maior parte passará por procedimento cirúrgico de amputação. Foi analisado que esses curativos
não apresentam bom prognóstico, pelo fato desses pacientes não conhecerem de fato essa doença,
pelo seu estilo de vida, falta de controle glicêmico e apresentarem nível de ansiedade aumentado.
A atuação do enfermeiro nesse contexto é primordial. Com as consultas de enfermagem que irão
investigar se o paciente apresenta risco para a lesão, podendo assim orientá-lo aos cuidados que
deverão ter com os pés, como andar com sapato fechado. Avaliar os pés em busca de calosidades
e bolhas. Bem como realizar educação em saúde proporcionando a conscientização por parte do
paciente diminuindo uma futura complicação de uma lesão ou amputação CONCLUSÃO: Notase que as orientações aos pacientes com Pé Diabético são de fundamental importância para o
esclarecimento das indagações que o paciente apresenta acerca dos cuidados que devem ser
tomados mediante ao pé diabético.
PALAVRAS-CHAVE: Enfermagem; Educação em Saúde; Intervenção; Paciente; Pé Diabético.
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EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA: UMA EXPERIÊNCIA SOBRE EDUCAÇÃO SEXUAL PARA
ADOLESCENTES DE UMA ESCOLA
Beserra LHL¹*, Santos ME¹, Silva JCNC¹, Santos LEL¹, Chaves KKS¹, Júnior RRF¹
¹Universidade Federal de Alagoas - UFAL
*lyzandra.beserra@arapiraca.ufal.br
ÁREA TEMÁTICA: Educação em saúde
Introdução: A adolescência - abrangendo a faixa etária de 10 a 24 anos - é uma fase do processo
contínuo de crescimento humano, caracterizada por mudanças físicas, emocionais e sociais
complexas. Os programas de educação sexual para adolescentes na rede pública de ensino são
embasados em evidências científicas e diretrizes pedagógicas atuais. Inspirado em estudos como o
de Kirby et al. (2007) e nas diretrizes do Ministério da Saúde e da Educação, busca promover uma
cultura de respeito e autonomia entre os jovens, contribuindo para seu desenvolvimento saudável.
Relato de experiência: A atividade ocorreu em duas etapas. Primeiramente, exibimos um vídeo
sobre a importância dos cuidados pessoais na adolescência, seguido por um breve debate com as
turmas do 8° e 9° ano, com o objetivo de incentivar perguntas sobre saúde para desmistificar
conceitos duvidosos. Em ambas as turmas, houve dificuldades na elaboração das perguntas, mas
permanecemos atentos às necessidades dos adolescentes, ajudando na formulação. Por meio de
um documento online compartilhado, na segunda etapa, apresentamos os conceitos
desmistificados, fornecendo informações sobre educação sexual, cuidados com o corpo e hábitos
saudáveis, baseados em evidências científicas. Discussão: Compreendendo-a como um período de
descobertas e de decisões que reverberam no futuro, tornou-se imprescindível abordar a temática
da educação sexual durante a adolescência. Especialmente nas instituições de ensino público, onde
essa dimensão curricular ainda carece de presença, o que, por consequência, contribui para a
elevada incidência de gravidez precoce. Conclusão: A iniciativa mostrou-se bem-sucedida, pois
observou-se mudanças significativas na perspectiva dos jovens, tanto em relação ao próprio corpo
quanto a questões de sexualidade e prevenção de abuso. Ademais, conseguiu-se esclarecer
diversas dúvidas sobre saúde feminina, respeito e diversidade. Logo, é essencial integrar a
educação sexual no currículo das escolas, ampliar o espaço para essas discussões, promover o
conhecimento, além de combater a ignorância.
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EDUCAÇÃO EM SAÚDE: ABORDAGEM MULTIDISCIPLINAR NO TRATAMENTO DE
DCNT.
Silva LP¹*, Viegas AAC¹.
1
Prefeitura Municipal de Jacareí
*fst.lucas.pereira@gmail.com
ÁREA TEMÁTICA: Atenção em saúde
Introdução: As doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) estão entre os principais problemas de
saúde pública do Brasil. Em 2019, foram responsáveis por 41,8% do total de mortes ocorridas
prematuramente. Além de fatores hereditários, a ocorrência está ligada a hábitos de vida, como a
alimentação e atividade física.
Nos encaminhamentos para a eMulti nota-se que grande parte deles estão diretamente
relacionados a estes temas, sendo frequente as demandas de obesidade, hipertensão, diabetes e
complicações decorrentes.
Embora patologias diferentes, possuem um ponto em comum: alimentação e atividade física
inadequadas. Pensando nisso, construiu-se uma proposta de intervenção através da eMulti, na
qual é ofertada uma construção de conhecimento acessível sobre DCNT e estratégias de controle
Objetivo: Promover educação em saúde sobre as DCTN de modo integral; promover uma
abordagem humanizada baseada nos hábitos de vida. Método: A intervenção constitui-se de três
encontros com diferentes propostas, no primeiro é discutido sobre os potenciais riscos das doenças
e responsabilização; no segundo encontro, se trabalha as informações sobre a classificação dos
alimentos (in natura, minimamente processado, processado e ultraprocessado), bem como a
estrutura das refeições; e por último, no terceiro, é feito uma espécie de “alfabetização” de leitura
de rótulos e embalagens. Toda a intervenção é baseada em informações já predefinidas, mas sem
abrir mão do espaço para diálogo e dúvidas. Resultados: Observa-se um engajamento do paciente,
e aumento do interesse na participação, com grande participação nas dinâmicas e devolutivas a
respeito de evoluções alcançadas em seus hábitos de vida, como, por exemplo, alguns ingressarem
em grupos de caminhada das unidades de saúde. Além disso, nota-se o aumento da integração dos
profissionais, bem como do conhecimento a respeito da área de atuação do outro, além de se
construir um maior entendimento sobre as implicações dos determinantes sociais de saúde.
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A INTERSETORIALIDADE COMO INSTRUMENTO DE PROMOÇÃO À SAÚDE E
PREVENÇÃO À VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER
DIAS, M.B.C. *, COSTA. C.B.C2.
Escola Nacional de Saúde Pública - ENSP
Faculdade Holistica – FAHOL
mariabeatrizcosta23@gmail.com
2
ÁREA TEMÁTICA: Atenção em saúde
Introdução: Trabalhar a intersetorialidade como instrumento de promoção à saúde e prevenção à
violência contra a mulher, se originou da importância de abordar essa temática na saúde em um
município no interior do Piauí, evidenciando que o caminho está na construção do cuidado, do
planejamento e da organização dos serviços de saúde, e assistência social, compreendendo a rede
intersetorial, para além de um conjunto de serviços de triagem e encaminhamento, mas como um
aliado para efetivação da assistência integral e integrada. Relato de experiência: A proposta
metodológica da intervenção teve como objetivo; estimular atualização dos profissionais da rede
intersetorial quanto acolhimento e cuidado as mulheres vítimas de violência e construir estratégias
de monitoramento e redução da subnotificação de violências, a partir do reconhecimento do fluxo
de atendimento intersetorial. Público-alvo, profissionais dos serviços de saúde e assistência social
do município, composto por um representante de cada serviços e dois da UBS, sendo um ACS,
foram planejando um encontro mensal, com duração de 2 horas cada, a acontecerem no primeiro
semestre de 2022, as sextas-feiras pela manhã. Atividades propostas: discussão, atualização,
oficinas de educação continuada e construção de fluxo intersetorial, com diversos serviços de
saúde e assistência social. Conclusão: Essa ação buscou contribuir com discussão e a construção de
caminhos para atenção e cuidado as mulheres vítimas de violência, a partir da perspectiva da
atuação intersetorial, e da articulação dos serviços, entendendo o diálogo, a atualização e a
educação continuada como essenciais para o cuidado integral à mulher vítima de violência, sendo
relevante destacar que entre as ações foi trabalhado as questões relativas ao acolhimento, escuta e
importância das notificações, que foram realizadas por meio de oficinas, acreditasse que tal ações
tenham contribuído para melhora na identificação, acolhida e redução da subnotificação, contudo,
não foi possível a conclusão do fluxo intersetorial.
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A PRÁTICA DA SALA DE ESPERA COMO FERRAMENTA DE EDUCAÇÃO DURANTE
SURTO DE MENINGITE EM MACEIÓ
Silva JVM1*, Abdala MGG1, Oliveira SMB1
1
Universidade Federal de Alagoas – UFAL
* jose.melo@eenf.ufal.br
ÁREA TEMÁTICA: Educação em saúde
Introdução: A meningite meningocócica, causada pela bactéria Neisseria meningitidis, é uma doença
grave que pode levar a complicações severas e até a morte, se não for tratada rapidamente.
Durante surtos, a rápida disseminação da doença e a gravidade dos casos aumentam a necessidade
de medidas eficazes de prevenção e controle. A sala de espera das unidades de saúde pode servir
com um importante instrumento de educação, otimizando o tempo de espera e capacitando a
população a combater surtos de forma mais eficaz. Relato de experiência: A experiência foi
conduzida em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) de Maceió/Alagoas, durante o período crítico
do surto de meningite meningocócica. As atividades ocorreram como parte da disciplina
Intervenção e Gerenciamento de Enfermagem no Processo de Saúde/Doença da Pessoa Adulta e
Idosa I, do curso de Enfermagem de uma Universidade Pública. A abordagem educativa incluiu
palestras interativas realizadas pelos discentes de Enfermagem, sob supervisão, abordando tópicos
como o que é a meningite meningocócica, seus sinais e sintomas, meios de transmissão, tratamento
e prevenção. A palestra, com duração de dez minutos, foi seguida de uma sessão de perguntas e
respostas, com uma média de quinze participantes. Além disso, materiais informativos foram
distribuídos para reforçar as informações apresentadas. Discussão: Utilizar a sala de espera como
um ambiente educativo provou ser uma estratégia eficaz, especialmente durante o surto. O tempo
de espera foi transformado em uma oportunidade de aprendizado, proporcionando uma
abordagem educativa que atendeu a diferentes necessidades de aprendizado, tornando a educação
em saúde mais abrangente e inclusiva. Conclusão: O surto dessa doença destacou a necessidade
da vigilância epidemiológica e da resposta rápida das autoridades locais de saúde. Integrar
atividades educativas nas salas de espera da UBS provou sua eficácia para aumentar o
conhecimento dos pacientes e fortalecer a relação com os serviços de saúde.
Palavras-chave: Atenção Primária à Saúde; Educação em Saúde; Sala de Espera.
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ATUAÇÃO DE ACADÊMICOS DE ENFERMAGEM EM UMA SALA DE ESPERA NO
COMBATE AO HPV EM MACEIÓ/ALAGOAS
Abdala MGG¹*, Silva JVM¹, Silva AP¹, Sena ETS¹, Oliveira SMB¹
¹Universidade Federal de Alagoas - UFAL
*maria.abdala@eenf.ufal.br
ÁREA TEMÁTICA: Educação em saúde
Introdução: O Papilomavírus Humano (HPV) é uma das infecções sexualmente transmissíveis
mais prevalentes pelo mundo, sendo responsável pela maioria dos casos de câncer de colo do
útero, além de associar-se a outros tipos de tumores em mulheres e homens. Nesse contexto, a
vacina é uma medida eficaz para prevenção contra a infecção e por meio da ação na sala de espera
é possível destacar a importância da prevenção, diagnóstico e tratamento, haja vista que a
educação em saúde é uma prática que visa aumentar a responsabilidade pelo autocuidado. Relato
de Experiência: Este relato descreve uma intervenção realizada por acadêmicos de enfermagem de
uma Universidade Pública durante a disciplina Intervenção e Gerenciamento de Enfermagem do
Processo Saúde e Doença da Pessoa Adulta e Idosa I, sob supervisão, em uma Unidade Básica de
Saúde na periferia de Maceió. Em uma apresentação de 15 minutos, foram abordados o conceito de
HPV, suas formas de transmissão, sinais e sintomas e métodos de prevenção. A sessão foi
finalizada com uma dinâmica de "verdades e mitos", que visou esclarecer dúvidas e reforçar
informações corretas sobre o vírus, promovendo a conscientização e o engajamento dos
participantes. Discussão: Realizar a sala de espera foi uma prática relevante no processo saúdedoença, pois promoveu a educação em saúde, com baixo custo, desmistificando tabus relacionados
à infecção e vacina pelo papilomavírus, uma vez que permitiu uma aprendizagem mútua,
beneficiando tanto os discentes, que conduziram as atividades, quanto os pacientes, que utilizaram
seu tempo na sala de espera para adquirir conhecimento e conscientização. Conclusão: Essa
abordagem possibilitou a reflexão e o aprendizado, corroborando para a melhoria da saúde
pública por meio de medidas preventivas, como a vacinação. Ademais, proporcionou aos
acadêmicos a oportunidade de aplicar os conhecimentos adquiridos em sala de aula e aprimorar as
habilidades no que tange às intervenções educativas.
Palavras-chave: Enfermagem; Saúde Coletiva; Educação em Saúde;
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AVALIAÇÃO DA IMPLANTAÇÃO DA POLÍTICA NACIONAL DE HUMANIZAÇÃO EM
UM MUNICÍPIO DE ALAGOAS
Moreira AEMS¹*, Taveira MGMM¹, Macedo RF¹
¹ Universidade Federal de Alagoas – UFAL
* amandaemsm@gmail.com
ÁREA TEMÁTICA: Gestão em saúde
Introdução: A Política Nacional de Humanização (PNH) vem propor a reorganização dos serviços
de saúde para a adoção de um modelo de atenção à saúde focado em práticas que tenham
potencial de transformação, respeitem o cidadão e elevem a qualidade dos serviços. Por ser uma
política de saúde, a humanização deve ser colocada no contexto das avaliações, quanto à sua
implantação, permitindo um diagnóstico institucional. Objetivo: avaliar a percepção dos avanços e
das lacunas da implantação da política nacional de humanização nas Unidades Básicas de Saúde
(UBSs) de um município de Alagoas. Método: Trata-se de um estudo quantitativo, descritivo e de
levantamento de campo, com a utilização de questionários validados e que foram aplicados a uma
amostra de 207 pessoas, sendo 61 trabalhadores, 08 gestores e 138 usuários. Resultados: Os
principais avanços identificados nas respostas dos atores envolvidos na pesquisa foram: a
autonomia para organizar e executar o trabalho (trabalhadores das UBSs); o atendimento digno e
respeitoso (usuários das UBSs); e o atendimento acolhedor e resolutivo, a política de redução das
filas, e a liberdade de expressão de crenças religiosas (gestores das UBSs), e como principais
lacunas: a identificação dos profissionais (trabalhadores das UBSs); a participação na gestão
(usuários das UBSs); e a horizontalização das linhas de mando (gestores das UBSs). Conclusão: A
partir dos resultados, é possível gerar reflexões sobre as práticas que estão sendo desenvolvidas.
Visando o aprimoramento da atenção básica, sugere-se a capacitação dos trabalhadores e gestores
inseridos neste nível de atenção, quanto ao tema desta pesquisa.
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O USO DE ELEMENTOS DA CULTURA POPULAR NUM GRUPO DE ESTÍMULO
COGNITIVO PARA IDOSOS EM UMA UNIDADE DE SAÚDE.
Silva LP¹*
1
Prefeitura Municipal de Jacareí
fst.lucas.pereira@gmail.com
ÁREA TEMÁTICA: Atenção em Saúde
Introdução: Os grupos de estímulo cognitivos são uma importante ferramenta para promoção de
saúde no território, principalmente para estimular habilidades de raciocínio, memória e atenção, e
para isso, pode-se trabalhar de forma muito diversificada várias dinâmicas e atividades, como
desenhos, pinturas, jogos e outros. Os grupos, frequentemente conduzidos por psicólogos,
fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais e ACS’s buscam diversificar as atividades, enfrentando
desafios importantes, como a falta de recursos, e a heterogeneidade dos participantes, que
possuem diferentes graus de escolaridade, culturas e vivências. Frente a isso, na criação das
propostas, uma das possibilidades a se explorar são as dinâmicas já conhecidas popularmente
pelos programas de TV.
Objetivo: Promover dinâmicas de fácil compreensão e baixo custo em grupos de estímulo
cognitivo. Método: Trata-se de um relato descritivo, qualitativo, sobre a construção de atividades
competitivas baseadas em dinâmicas de programas de TV num grupo de estímulo cognitivo,
optou-se por competições que envolvessem músicas, sendo que o repertório foi baseado em
músicas das décadas de 70 a 90. Dividiu-se os participantes em dois “times”, aos quais podiam
ganhar pontos a cada rodada, na primeira dinâmica tocava-se aleatoriamente uma música, onde
vencia o primeiro a nomear a música ou o artista; na segunda dinâmica, alternadamente, tocava-se
uma música, e aleatoriamente pausava-se, e neste momentos a equipe em questão deveria
continuar a letra da onde parou ou parar a vez. Resultados: Observou-se uma rápida e fácil
assimilação das dinâmicas propostas, que levou a uma grande interação entre todos; alto grau de
entretenimento dos participantes; verbalização de sentimentos de nostalgia.
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SAÚDE DA POPULAÇÃO NEGRA COMO DISCIPLINA: ANÁLISE DOCUMENTAL DOS
CURSOS DA SAÚDE NO BRASIL
Silva CV*, Ribeiro ADF, Alcântara SG, Oliveira BWC, Nunes, APN
Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri – UFVJM
*cleany.silva@ufvjm.edu.br
Financiador: FAPEMIG
ÁREA TEMÁTICA: Educação em Saúde
Introdução: O tema “Saúde da População Negra” é extenso e primordial à formação em saúde,
sendo necessária uma abordagem que supere breve menções dentro das ementas das disciplinas
dos cursos dessa área. Nesse sentido, as disciplinas específicas sobre saúde da população negra
podem emergir para suprir as deficiências da grade curricular de forma mais aprofundada.
Objetivo: Analisar a presença de disciplinas relacionadas à saúde da população negra nos cursos
da área da saúde de universidades públicas brasileiras e investigar a correlação entre a menção das
palavras-chave nos Projetos Político-pedagógicos (PPP) de curso e a oferta efetiva de disciplinas
específicas sobre o tema. Metodologia: Trata-se de estudo documental misto, baseado na
localização de 14 palavras-chave e suas variantes nos PPP. Além disso, foi verificada a presença de
disciplinas sobre a saúde da população negra. A amostra contou com 305 cursos de universidades
federais e estaduais brasileiras. Resultados: Dos 305 cursos, 17,7% apresentaram disciplina
específica sobre Saúde da População Negra. Norte e nordeste foram as regiões com maior
expressividade, apresentando 67,9% das disciplinas. Analisando os resultados obtidos, é possível
descrever as disciplinas como majoritariamente teóricas (64,8%), não-obrigatórias (57,4%) e
prevalentes nos PPP atualizados nos últimos seis anos (73,6%). A presença de disciplina sobre o
tema se relacionou com a maior presença de palavras-chave. Conclusão: Avanços podem ser
observados na inserção da Saúde da População Negra nas graduações em saúde no Brasil.
Entretanto, a maioria das universidades ainda não confere adequada atenção ao tema, e a maioria
das disciplinas existentes permanece na condição de optativa ou eletiva. Diferenças regionais estão
presentes quanto à distribuição das disciplinas pelo país. Um debate democrático e amplo sobre a
inserção do tema deve ser promovido, visando a efetiva adequação ao preconizado na Política
Nacional de Saúde Integral da População Negra.
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TRANSFORMAÇÃO EDUCACIONAL NA FISIOTERAPIA: PRÁTICAS SUPERVISIONADAS
INTEGRANDO A ATENÇÃO PRIMÁRIA
ASSIS, VLB¹*; CARVALHO, VL1**: MOURÃO, ARC1**
¹Univesidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas
*vivibiana@gmail.com
ÁREA TEMÁTICA: Atenção em Saúde
Introdução: A Formação em saúde no Brasil deve ser voltada para o Sistema Único de Saúde
(SUS), os profissionais de saúde, desde a formação acadêmica, precisam vivenciar e aprender como
cuidar de forma singular e centrada na pessoa. Críticas frequentes têm sido direcionadas ao
modelo de formação biomédico existente, levando entidades e instituições de ensino a sugerir
recomendações para um novo paradigma educacional. Esse novo modelo prioriza a pronta
integração na atenção primária à saúde (APS). Relato da Experiência: No estágio supervisionado
de Saúde e Sociedade V e VI do curso de Fisioterapia da UNCISAL, os estudantes, sob a orientação
docente, elaboram e executam atividades educativas e de assistência domiciliar. As atividades
englobam: a) grupos educativos masculina, gestacional e infantil; b) salas de espera; c) grupos de
práticas corporais com mulheres; d) atendimento domiciliar a pacientes acamados ou com
mobilidade reduzida; e) saúde do trabalhador com os servidores da UBS e f) supervisão e
planejamento das atividades. Todas essas ações são planejadas conforme um roteiro préestabelecido, que deve ser submetido às docentes do estágio com antecedência. Discussão: A
experiência vivenciada na APS é profundamente enriquecedora, pois estimula uma visão integral
da saúde. A relação horizontal estabelecida com a comunidade fortalece os vínculos com a
comunidade e com a equipe de saúde, fomentando a prática de uma assistência humanizada,
destacando a importância de uma perspectiva ampla sobre o conceito de saúde. Conclusão: Os
estágios de Saúde e Sociedade V e VI representam uma oportunidade significativa para os
estudantes vivenciarem a atuação da fisioterapia na APS. Durante esse período, os acadêmicos
desenvolvem uma compreensão mais abrangente da saúde. Esta experiência não apenas amplia o
horizonte profissional dos estudantes, mas também os sensibiliza para a importância crucial do
trabalho na promoção de cuidados de saúde eficazes e centrados no paciente.
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AGEÍSMO E SUAS CONEXÕES NA PESQUISA CIENTÍFICA - REVISÃO DE ESCOPO
Seabra, CAM1*, Machado, MFAS2, Lopes, MSV1, Forte, FDS3, Moreira, MRC4.
1
Universidade Regional do Cariri-URCA
Fiocruz-Ceará
3
Universidade Federal da Paraíba-UFPB
4
Universidade Federal do Cariri-UFCA
*amandaseabra@gmail.com
2
ÁREA TEMÁTICA: Educação em saúde
Introdução: O ageísmo refere-se à discriminação e aos estereótipos negativos associados às pessoas
com base na sua idade. O ageísmo não apenas limita as oportunidades de emprego e
desenvolvimento pessoal para os indivíduos mais velhos, mas também perpetua visões negativas
sobre o envelhecimento, contribuindo para a marginalização social. Este trabalho objetiva
identificar as conexões entre temas transversais e ageísmo na literatura. Método: Trata-se de uma
revisão de escopo, realizada em julho de 2024, nas Bibliotecas Pubmed, Scielo e Biblioteca Virtual
em Saúde, em todas as bases de dados, sem limite temporal, e em todos os idiomas, pois visa
avaliar pelos títulos dos artigos quais temas transversais mais se relacionam ao ageísmo. Foram
utilizadas as palavras-chave: ageísmo, idadismo, etarismo, além do termo em inglês “ageism”.
Foram excluídos estudos de revisão, estudos de validação de questionários/escalas, estudos
teóricos/ensaios. Foram encontrados 5976 artigos, sendo que 4783 estavam duplicados nas bases de
dados, ficando ao final com 2409, sendo excluídos 2186, e restando para análise 223. Os títulos
foram analisados utilizando o Iramuteq. Resultados: Percebe-se maior conexão dos estudos sobre
ageísmo relacionados à pandemia da Covid-19 e o preconceito vivenciado no contexto de saúde
nesse período. Com relação às categorias dos participantes mais relatados, foram primeiramente os
médicos, seguidos de estudantes de curso superior e enfermeiros, para análise de ageísmo no
cotidiano. Os títulos mostram a importância do cuidado que se deve ter para evitar atitudes
ageístas e sofrimento dele decorrente, como ansiedade, e que estratégias devem ser desenvolvidas
para seu combate. Conclusão: Através de uma revisão da literatura, espera-se promover uma
compreensão do que se tem pesquisado sobre ageísmo, para fomentar o interesse em se
aprofundar o conhecimento sobre esse tema emergente e de realizar práticas mais inclusivas e com
valorização das pessoas de todas as idades.
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ANÁLISE CRÍTICA DOS INDICADORES DE SÍFILIS DURANTE A GESTAÇÃO E SÍFILIS
CONGÊNITA NA CIDADE DE MIRACEMA – RJ, NOROESTE FLUMINENSE.
SILVA GAS*
UBS Maria da Glória Moreira Padilha – Miracema-RJ
*gabriellaalvarezsimoes@hotmail.com
ÁREA TEMÁTICA: Atenção em saúde
Introdução: o tema tem foco no processo “saúde-doença-cuidados” com base em dados clínicos
compartilhados no Sistema de Informação de Agravos e de notificação, de casos de Sífilis
(gestacional e congênita), no período de 2019 a 2024, no bairro Alto do Cruzeiro, na cidade de
Miracema–RJ. Os dados lançados no SINAN destacam o Cruzeiro como origem de maior número
de notificações tanto em sífilis quanto em sífilis gestacional, se comparado aos demais da cidade.
Relato de experiência: a prática territorial permitiu observar um grande desafio, que é conduzir a
rápida captação de mulheres grávidas e seu direcionamento para cumprirem a primeira consulta
de pré-natal, o que permitiria conduzi-las com mínimo de intercorrências. Discussão: Dentre as
adversidades referentes à saúde gestacional, a transmissão de Sífilis na gestação e congênita têm se
mostrado impactantes na população brasileira, que são refletidos pelos dados de saúde coletados
no bairro proposto como campo da pesquisa. O diagnóstico e a intervenção da sífilis são de baixo
valor, alcançando proporções próximas ao total de cura, demonstrando que as atividades de
diagnóstico e cuidados necessitam ser qualificadas e fortalecidas, principalmente, no pré-natal e no
parto. No município de Miracema–RJ, em um período de 5 anos, constatou-se que,
aproximadamente, um terço dos casos de sífilis ocorreu em gestantes, demonstrando urgência no
sentido de se apresentar soluções para esta controversa realidade. Conclusão: Os dados obtidos
com entrevistas, dentro do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, com revisão bibliográfica
e dos prontuários desde 2019, foi possível identificar que o bairro, traz à tona questões territoriais
distintas, incluindo suas dimensões culturais, sociais, políticas e geográficas. O contexto social é
fundamental para a relação que a mulher e sua família estabelecerão com o futuro bebê, por isso, a
educação continuada, as salas de espera e a busca ativa nas regiões mais carentes do bairro Alto do
Cruzeiro.
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Volume 11 (2024), ANAIS – 2º Simpósio Brasileiro de Atenção Primária à Saúde:
Os desafios da atenção, gestão e educação em saúde no Brasil.
PROMOVENDO A SAÚDE EM UMA ESCOLA: RELATO DE EXPERIÊNCIA SOBRE A
SURPREENDENTE VOCAÇÃO MORAL HUMANA
Normande RM1*, Neves, RSS1
1 Centro Universitário Cesmac - Campus I
*rafael.normande@cescmac.edu.br
ÁREA TEMÁTICA: Educação em saúde.
Introdução: Na lei Nº 8080/90 é dito que os serviços públicos que integram o Sistema Único de
Saúde (SUS) constituem campo de prática para ensino. Esse conceito foi ampliado no decreto Nº
6286/07, que instituiu o Programa Saúde na Escola (PSE) com a finalidade de contribuir para a
formação integral dos estudantes da rede pública. Este programa é coordenado pela equipe
designada ao território da escola e é conduzido através de ações de prevenção, promoção e
atenção à saúde. Relato de experiência: Experiência vivenciada por médico residente de
medicina de família e comunidade sob a orientação de sua preceptora. Foi escolhida uma escola
no território da UBS onde seria aplicado o PSE com o tema “Gravidez na Adolescência” e
planejada sua abordagem. Os ouvintes eram adolescentes do ensino fundamental. Discussão:
Com um total de aproximadamente 140 alunos, as atividades ganharam o formato de debate
aberto no qual eles construíam o conhecimento com base nas nossas perguntas. Em pouco
tempo, os adolescentes se interessaram além do assunto título, tocando temas como
contracepção, abortamento e outros dentro da sexualidade humana, sempre com um foco
particular na moralidade. Eles ficaram confortáveis para detalhar o que pensam sobre valores
morais e a origem de direitos e obrigações, além de aguçarem o raciocínio ético. Conclusão: A
experiência não só serviu como exercício de comunicação em promoção de saúde, mas como
forma de edificação e exercício cidadão. Por fim, ela sugere uma vocação natural da espécie
humana para reflexão moral e a escola enquanto espaço de desenvolvimento e amadurecimento
dessas reflexões.
Palavras-Chave: Bioética; Educação em saúde; Estratégias de Saúde Nacionais.
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Volume 11 (2024), ANAIS – 2º Simpósio Brasileiro de Atenção Primária à Saúde:
Os desafios da atenção, gestão e educação em saúde no Brasil.
PREVALÊNCIA DE TRANSTORNOS MENTAIS EM PROFISSIONAIS DA ATENÇÃO
PRIMÁRIA EM UM MUNICÍPIO MINEIRO
Carlos EP*1, Ramos AAM2, Almeida PHC3, Silva GA4.
1
Mestranda PROFSAUDE, Universidade Federal de Juiz de Fora
Docente PROFSAUDE, Universidade Federal de Juiz de Fora
3
Discente Departamento de Estatística, Universidade Federal de Juiz de Fora
4
Discente Departamento de Estatística, Universidade Federal de Juiz de Fora
*elizete15carlos@gmail.com
2
ÁREA TEMÁTICA: Atenção em Saúde
Introdução: O trabalho em saúde tem sido apontado como atividade ocupacional de significativo
estresse e adoecimento mental. Objetivo: Conhecer o estado de saúde mental dos profissionais da
atenção básica em um Município Mineiro; descrever a ocorrência de transtornos mentais segundo
características sociodemográficos, comportamentais, de morbidade, do vínculo ocupacional e
condições de trabalho; comparar a ocorrência de transtornos mentais segundo a categoria
profissional. Método: Foi conduzido um inquérito com delineamento transversal. A população foi
composta de 120 profissionais, das diferentes categorias das Equipes de Saúde da Família, que
responderam a um questionário autoaplicável com perguntas sobre dados sociodemográficos,
condições de saúde e de trabalho. Os níveis de transtornos mentais foram considerados como
desfecho e foram obtidos por meio da versão adaptada do Self-Reporting Questionnaire (SRQ-20).
Resultados: A prevalência de Transtorno Mental Comum foi de 39.16%, sendo mais elevada entre
Agentes Comunitários de Saúde, Dentistas e Técnicos/auxiliares de enfermagem, respectivamente.
Quanto ao trabalho, 81,7% têm vínculo empregatício estatutário, 64,2% têm 10 a 20 anos no serviço
e 61,6% 10 a 20 anos na função. No modelo final de análise, as variáveis que demonstraram
correlação significativa foram uso de medicamentos, relevância do trabalho e oportunidade de
crescimento no trabalho. O estudo produziu um Produto Técnico caracterizado pela criação de um
banco de dados com as informações dos trabalhadores da APS avaliados que servirá como
questionário on-line para aplicação anual e seguimento da população. Também foi criado um
fluxograma para organização da avaliação do estado mental e assistência daqueles que foram
considerados possíveis casos. Conclusão: Os dados demonstram tratar-se de uma população com
expressiva prevalência de adoecimento mental, necessitando de cuidados de vigilância e
assistência. A produção do fluxograma de avaliação anual permitirá que o município realize, pela
primeira vez, um programa de vigilância e assistência sistematizada do estado mental entre os
trabalhadores da APS.
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Volume 11 (2024), ANAIS – 2º Simpósio Brasileiro de Atenção Primária à Saúde:
Os desafios da atenção, gestão e educação em saúde no Brasil.
IMPORTÂNCIA DOS APARATOS SOCIAIS PARA O DESENVOLVIMENTO DAS
ATIVIDADES DE ESTÁGIO NA GRADUAÇÃO
ASSIS, VLB¹*; CARVALHO, VL1 , MOURÃO, ARC1
¹Univesidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas
*vivibiana@gmail.com
ÁREA TEMÁTICA: Educação em Saúde
Introdução: As atividades de estágio curricular obrigatório tem a finalidade de preparar o discente
para desenvolver a profissão por ele escolhida baseado em um serviço e/ou território real a fim de
inseri-lo na prática profissional. Essa prática irá desenvolver no discente competências como
conhecimento, habilidade e atitudes com o paciente individualmente e/ou em grupo e com a
equipe de saúde do serviço local. No território em saúde, além do serviço de saúde, temos outros
locais de aprendizado com tanto ou mais oportunidades de aprendizado, a exemplo dos aparatos
sociais. Relato da Experiência: No âmbito do estágio supervisionado de Saúde e Sociedade V e VI
do curso de Fisioterapia da Universidade Estadual de Ciências da Saúde, os discentes possuem um
campo de estágio no Pontal da Barra para desenvolvimento de atividades de fisioterapia na
Atenção Primária a Saúde (APS) que ocorre sob supervisão docente. As atividades são
desenvolvidas na Unidade Básica e nos diversos aparatos sociais do território, que são: quadra
poliesportiva, creche, escola, balança dos pescadores e colônia de pescadores. Neles são realizadas
atividades educativas e de práticas corporais, todas respeitando os públicos alvos: crianças,
adolescentes, mulheres, homens e idosos. Discussão: A vivência durante o estágio se revela
enriquecedora, pois proporciona uma oportunidade para expandir e aprofundar a compreensão
sobre a atuação profissional no campo da saúde. Além disso, aproxima-se da realidade prática,
permitindo-nos aplicar teorias aprendidas em sala de aula a situações reais e desafiadoras.
Conclusão: Os estágios de Saúde e Sociedade V e VI representam uma oportunidade para os
estudantes vivenciarem a atuação da fisioterapia na APS em ambientes que extrapolam os serviços
de saúde se aproximando mais da realidade e vulnerabilidade social da comunidade e acrescentase a isso a maior sensação de pertencimento ao território e aproximação da comunidade
estreitando os laços de forma horizontal com eles.
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Os desafios da atenção, gestão e educação em saúde no Brasil.
OFICINA DE DANÇATERAPIA E RELAXAMENTO EM UMA UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE
DO PARANÁ
Zanela o GCA*, Rosa JC, Jurgensen T, Stefanello S, Santos DVD
Universidade Federal do Paraná – UFPR
*gzanela o.amaro@gmail.com
ÁREA TEMÁTICA: Educação em saúde
Introdução: A promoção à saúde do trabalhador é de extrema importância em qualquer ambiente
laboral, incluindo-se as Unidades Básicas de Saúde (UBSs). Baseando-se nos princípios da
Educação Popular em Saúde (EPS), foi realizada prática voltada para a promoção do bem-estar e
saúde dos trabalhadores de uma UBS no estado do Paraná, utilizando a dançaterapia como
ferramenta. Foi planejada e idealizada dialogicamente com os trabalhadores, e conduzida por
estagiárias de medicina que possuíam experiência em dança de salão. Relato de experiência: A
prática ocorreu no espaço externo da UBS, no momento da reunião de equipe. Com abordagem
mista entre roda de conversa e práticas corporais, a base da oficina foi a introdução de passos
iniciais de dança de salão, em especial do ritmo forró, escolhidos por sua capacidade de envolver
os participantes de forma divertida e acessível, independentemente do nível de experiência prévia
com dança. Promoveu-se ambiente acolhedor e seguro, onde cada indivíduo se sentiu encorajado a
se expressar através da dança, sendo notável o clima de descontração e bem-estar estabelecido.
Discussão: A prática permitiu aos trabalhadores desconectarem-se das demandas e estresses do
ambiente de trabalho, proporcionando pausa revigorante e momento de cuidado consigo mesmos.
A atividade despertou o interesse dos participantes pela dança, levando muitos a buscar locais
especializados para dar continuidade à prática. A repercussão positiva evidencia a relevância da
oferta de atividades físicas no local de trabalho, alinhada aos direitos humanos e à promoção da
saúde. Oferecer atividades de promoção à saúde no ambiente de trabalho pode contribuir para
melhorar a qualidade de vida e reduzir impactos negativos do estresse laboral. Conclusão: A
atividade, baseada em princípios da EPS e no diálogo de saberes, incentivou a participação ativa e
a construção coletiva do conhecimento, promoveu cidadania, interação entre equipe, autocuidado
e empoderamento dos trabalhadores.
Palavras-chave: Educação popular em saúde. Atenção primária à saúde. Dança terapia. Saúde do
Trabalhador. Equipe multidisciplinar.
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Os desafios da atenção, gestão e educação em saúde no Brasil.
PERCEPÇÃO DOS PROFISSIONAIS DA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE FRENTE AO
PREENCHIMENTO DA ESCALA M-CHAT-R/F
Sousa FKM1*, Claro ML2, Galiza FT3, Oliveira EAR4
1,4
Universidade Federal do Piauí/CSHNB – UFPI
Universidade Federal do Piauí/CMPP – UFPI
*kaylanysousa@ufpi.edu.br
2,3
ÁREA TEMÁTICA: Atenção em Saúde
Introdução: A primeira infância é marcada pelo constante processo de crescimento e
desenvolvimento, sendo a fase que envolve mudanças e aquisição de habilidades. Os profissionais
devem estar atentos aos sinais e sintomas indicativos do Transtorno do Espectro Autista, para
assegurar um diagnóstico e tratamento precoce. A escala M-CHAT-R/F torna-se um importante
instrumento a ser utilizado dentro da Atenção Primária, na detecção precoce do autismo, sendo
aplicada em crianças entre 16 e 30 meses. Objetivo: Revisar na literatura a percepção dos
profissionais de saúde na Atenção Primária à Saúde frente ao preenchimento da escala M-CHATR/F, para rastreio precoce do autismo. Metodologia: Revisão crítico-reflexiva acerca das
percepções de relevância e aplicabilidade da escala M-CHAT-R/F nas consultas com crianças no
âmbito da Atenção Primária. Busca realizada na SciELO, Biblioteca Virtual em Saúde e Google
Acadêmico, com os descritores Autismo Infantil, Atenção Primária à Saúde, combinado aos
operadores booleanos “AND”. Foram selecionados trabalhos publicados entre 2015 e 2024.
Resultados: Na busca literária, foi possível observar um quantitativo ainda escasso de debates
sobre a temática, todavia os artigos encontrados demonstram que 79% dos profissionais não
utilizam a escala e 66% a desconhecem. É possível concluir que existem entraves no conhecimento
dos profissionais da APS, visto que há uma parcela significativa que não compreende a escala e,
consequentemente, não utiliza nas consultas de puericultura. Ademais, demonstrou-se efetiva
quando aplicada, já que é sensível e confiável na identificação precoce de autismo. Conclusão:
Através do estudo, observa-se a importância e benefícios da utilização da escala nos serviços de
saúde, porém emerge a necessidade de fornecer empoderamento aos profissionais da Atenção
Primária, através de atividades de educação permanente, para favorecer diagnóstico em tempo
oportuno, garantindo assistência ampla à criança portadora de autismo, tendo em vista suas
necessidades singulares, fornecendo-lhes apoio assistencial dentro do nível primário pela equipe
multiprofissional.
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Os desafios da atenção, gestão e educação em saúde no Brasil.
GRUPO MULTIDISCIPLINAR, UMA ABORDAGEM PARA TRANSTORNO DE ANSIEDADE
NA ATENÇÃO BÁSICA
VianA GM*¹, Silva LP¹, Viegas AAC¹, Cristovao AKB¹, Piasentin LR¹, Uchoa KAS¹.
¹Prefeitura Municipal de Jacareí.
grasiellevianapsi@gmail.com
ÁREA TEMÁTICA: Atenção em saúde
Introdução: De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), 2017, o Brasil é líder no
mundo em prevalência de transtorno de ansiedade. Questões como falta de acesso a serviços
especializados, demora nos atendimentos devido à grande demanda no serviço público dificultam
a realização de um diagnóstico preciso, já que muitos não sabem diferenciar a ansiedade natural
da patológica. Diante disso, estruturou-se uma proposta de grupo através dos profissionais da
eMulti, na qual se oferece meios de identificar os sintomas e ferramentas para controle da
ansiedade. Objetivo: Diferenciar ansiedade patológica da natural. Ofertar métodos para auxiliar
no controle e diminuição da ansiedade. Método: Quatro encontros em grupo em formato de
Educação em Saúde, cujo público-alvo são pacientes adultos encaminhados pelas equipes de saúde
da unidade e que tenham como queixa sintomas relacionados à ansiedade. Em cada encontro, um
tema pré-estabelecido é abordado em formato de roda de conversa, contando com a participação
da eMulti, onde o profissional leva perspectivas e intervenções relacionadas à sua especialidade.
Os temas escolhidos se propõe a ofertar uma visão integral sobre as questões biopsicossociais, os
quais incluem: fazer a diferenciação entre a ansiedade patológica e a considerada “natural”,
intrínseca aos acontecimentos cotidianos; fatores relacionados à mudança de comportamento,
como atividade física e alimentação saudável; e ainda questões relacionadas a planejamento e
mudança de hábitos. Além disso, ao final de cada encontro, é ensinada uma técnica para amenizar
os sintomas. Resultados: Nota-se um maior entendimento sobre o assunto entre os pacientes que,
através da construção de vínculos entre pares e com os profissionais, passam a ter mais autonomia
de seus cuidados fortalecidos por mais conhecimento sobre seus sintomas. Além disso, observa-se
mais agilidade nos atendimentos, tendo em vista que no grupo atinge-se número maior de pessoas
do que o atendimento tradicional individual.
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Os desafios da atenção, gestão e educação em saúde no Brasil.
AVALIAÇÃO DA MORTALIDADE INFANTIL NO MUNICÍPIO DE SORRISO - MT NOS
ANOS DE 2019 E 2020
Venites CFL¹*, Gama ARS¹, Vacaro T¹.
Secretaria Municipal de Saúde de Sorriso – MT
*planejasaudesorriso@gamil.com
ÁREA TEMÁTICA: Atenção à saúde.
Introdução: A mortalidade infantil constitui todos os óbitos ocorridos em crianças menores de um
ano. A Taxa de Mortalidade Infantil (TMI) representa o número de crianças que morreram antes de
completar um ano de vida por mil nascidos vivos. Seus componentes são: mortalidade neonatal
precoce, mortalidade neonatal tardia e mortalidade pós-neonatal. A TMI do Brasil apresenta
declínio no período de 1990 a 2015, passando de 47,1 para 13,3 óbitos infantis por mil NV (BRASIL,
2021). Em 2016, observou-se um aumento da TMI, passando para 14,0. De 2017 a 2019, voltou ao
patamar de 13,3 óbitos por mil nascidos vivos. Objetivo: Comparar a taxa de mortalidade infantil
no município de Sorriso entre os anos de 2019 e 2020 com os resultados estadual e nacional e
analisar a idade da ocorrência do óbito, idade gestacional e principais CID registrados. Método:
Análise das Declarações de Óbito do Sistema de Informação de Mortalidade do Ministério da
Saúde. Resultados: Dos 28 óbitos registrados em 2019, 53% foram neonatal precoces, 25% tiveram
como básica má formação ou alguma síndrome, 21% têm a idade estacional registrada abaixo de
28 semanas, considerados prematuros extremos. Um óbito relacionado a aspiração de mecônio.
Dos 30 óbitos registrados em 2020, 50% foram considerados neonatais precoces, 16% tiveram como
básica má formação ou alguma síndrome, 40% têm a idade gestacional abaixo de 28 semanas,
considerados prematuros extremos. Um óbito relacionado à asfixia grave ao nascer. Com uma taxa
de mortalidade de 14,36 em 2019 e 15,31 em 2020, Sorriso apresenta um resultado inversamente ao
resultado nacional e estadual. consequentemente, Sorriso não consegue avançar no declínio da
taxa de mortalidade infantil. Conclusão: Diante desse cenário, é evidente a necessidade da análise
do processo de pré-natal, parto e puerpério, para um possível entendimento dos possíveis
processos que possam ser fortalecidos e como resultado um declínio da TMI.
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Os desafios da atenção, gestão e educação em saúde no Brasil.
A RETOMADA DO PLANEJAMENTO NA APS APÓS PANDEMIA NO MUNICÍPIO DE
SORRISO. UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
Venites CFL¹*, Gama ARS¹, Vacaro T¹, Vilela MSC¹
1 Secretaria Municipal de Saúde de Sorriso – MT
*planejasaudesorriso@gmail.com
ÁREA TEMÁTICA: Atenção à saúde.
Introdução: Na organização do SUS, o processo de formulação ascendente e integrado do
Planejamento da Saúde é um dos mecanismos relevantes para assegurar a unicidade e os
princípios constitucionais do SUS. O planejamento constitui-se num instrumento contínuo para
diagnosticar a realidade e propor as alternativas para transformá-la, os meios para viabilizar que
isso aconteça e as oportunidades para executar as ações pensadas, o que demandará o reinício do
ciclo. Peter Drucker diz que o planejamento refere-se às implicações futuras de decisões presentes,
e não às decisões futuras (DRUCKER, 2002). Com as restrições impostas pela Pandemia causada
pelo CORONAVÍRUS, essa prática se perdeu e emergiu a necessidade da retomada. Relato da
Experiência: Compreender a aplicabilidade do planejamento como ferramenta de Gestão dos
Processos de Trabalho das equipes da AP e conduzir o Planejamento da Atenção Primária
Integrada – PAPI. A equipe gestora em 2023 propôs para as 29 Unidades que da AP a elaboração
do PAPI. Foram ofertadas quatro oficinas presenciais para integrantes das equipes com a condução
dos temas: importância do planejamento, levantamento da situação epidemiológica do município e
das unidades, pontos fortes e fracos, uso do mapa inteligente nas áreas e por fim um documento
com as propostas de trabalho para 12 meses. Discussão: O trabalho que a princípio tinha no
cronograma um encontro mensal, e quatro meses para a finalização, precisou ser expandido, pela
dimensão que o tema tomou tanto nas dificuldades de compreensão de temas básicos, como
também na adequação das agendas para a execução de forma conjunta com toda equipe.
Resultado: 90% das unidades apresentaram no final de seis meses um documento contendo todas
as análises e propostas, porém, emergiu a dificuldade de análise de informações e da escrita por
mais de 50% das unidades e consequentemente a necessidade de estímulo na construção contínua
do planejamento estratégico.
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Os desafios da atenção, gestão e educação em saúde no Brasil.
A TERRITORIALIZAÇÃO COMO FERRAMENTA DE GARANTIA DE ACESSO AO CUIDADO: A EXPERIÊNCIA
DE RUSSAS-CE
Santiago LHR¹*, Lima NCC¹, Nogueira ALN¹
¹Secretaria Municipal de Saúde de Russas-CE.
*lusantiago25@hotmail.com
ÁREA TEMÁTICA: Atenção em saúde.
Introdução: Será relatada experiência de territorialização desenvolvida em Russas, município
cearense de 72.928 habitantes, cuja APS é composta por 27 ESF e 2 Equipes de Atenção Primária
(EAP). A motivação para a execução do processo foi a sobrecarga das equipes da APS, em razão de
estarem responsáveis pelo cuidado de quantitativo populacional superior ao recomendado, ou
com maior vulnerabilidade socioeconômica. Relato de experiência: Inicialmente, foi analisado o
quantitativo de usuários cadastrados por cada ESF. As que possuíam mais de 4.000 pessoas foram
selecionadas para dar início ao processo, no ano de 2022. Finalizado o processo, a coordenação do
Programa de Agentes Comunitários de Saúde (PACS) apresentou os resultados para a gestão
municipal do SUS, e, em seguida, foi dada ciência ao Conselho Municipal de Saúde. A experiência
resultou na adequação do quantitativo de usuários adscritos em todas as equipes de saúde do
município. Discussão: Durante o processo, foram identificadas áreas descobertas pelo
acompanhamento da ESF. O processo garantiu cadastro domiciliar e individual, vinculação e
acompanhamento da população destas localidades a uma ESF definida. Comprova este resultado o
relatório de cadastros vinculados do Sistema de Informação em Saúde para a Atenção Básica
(SISAB), segundo o qual, entre dezembro de 2021 e dezembro de 2023, o quantitativo de cidadãos
com cadastro vinculado a uma ESF passou de 70.691 para 76.205, representando aumento
percentual de 7,8%. Conclusão: A realização da experiência demonstrou a importância do processo
para a garantia da base cadastral do município atualizada, permitindo o conhecimento do perfil
populacional e o planejamento do cuidado. Também foi possível reconhecer a necessidade de
continuidade da experiência, pelos resultados apresentados e pela dinamicidade do território e das
relações que nele se processam.
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Os desafios da atenção, gestão e educação em saúde no Brasil.
MAPEAMENTO DE INTERNAÇÕES, ÓBITOS E TAXA MORTALIDADE POR SÍFILIS NO
BRASIL (2020 E 2024)
Vasconcelos LN1*, Ribeiro GL¹, Carneiro DNF¹, Saraiva MN¹, Mariano AGJA¹, Oliveira VM²
1
Graduandos do Curso de Medicina pela Universidade Federal do Acre-UFAC
Professor do Curso de Medicina pela Universidade Federal do Acre-UFAC
*luana.vasconcelos@sou.ufac.br
2
ÁREA TEMÁTICA: Atenção em saúde
Introdução: Treponema pallidum (T. pallidum) é o agente etiológico causador da sífilis e pode ser
contraído por contaminação sexual e transmissão vertical durante a gravidez. Apesar de existirem
diversos testes diagnósticos de fácil acesso, essa doença ainda é considerada um problema de
saúde pública. Isso se deve não somente pela transmissão sexual e o impacto na vida adulta, mas
também à quantidade de natimortos e mortes de neonatais devido à doença. Objetivo: Definir o
perfil epidemiológico da sífilis no Brasil. Método: Trata-se de pesquisa quantitativa e de caráter
retrospectivo, tendo sido realizada através de dados disponíveis online do Departamento de
Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS). Por meio do uso do TABNET, morbidade
hospitalar do SUS (SIH/SUS), por local de internação, Brasil por Regiões, e faixa etária 2 (15 a 29
anos), investigando: internações, óbitos e mortalidade, a partir da lista de morbidade CID-10
(Sífilis congênita, precoce e outros tipos), entre maio/2020 e maio/2024. Resultados: Durante os
últimos 5 anos, foram registradas 2.253 internações, destacando-se sudeste (33,68%; n=759) e
nordeste (26,89%; n=606). Em contrapartida, o Norte registrou o menor número (7,23%; n=163). Ao
analisar a quantidade de casos gerais por ano, nota-se uma ampliação nos registros, evidenciandose que entre 2020 e 2021 houve um aumento de 78,54% (n=238). O Brasil registrou um total de 25
óbitos, tendo maior quantidade as regiões: Norte, Nordeste e sudeste com 36% (n=9), 28% (n=7),
24% (n=6), respectivamente. Já as regiões Sul e Centro-Oeste demonstraram menor quantia, sendo
4% (n=1) e 8% (n=2). A taxa de mortalidade foi 1,11, com Norte (5,52), Nordeste (1,16), sudeste
(0,79), Sul (0,44) e Centro-Oeste (0,40). Conclusão: É notável o crescimento constante da sífilis,
demonstrando a necessidade de envolvimento da comunidade, da sociedade científica e
administração governamental, prevenindo e informando.
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Os desafios da atenção, gestão e educação em saúde no Brasil.
PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DA ESQUITOSSOMOSE NO NORDESTE: DADOS E
ENTRAVES NA ATENÇÃO PRIMÁRIA
Ferreira AG¹*, Figueiredo AMO¹, Vasconcelos LN¹, Ribeiro GL¹, Mariano, AGJA¹, Carneiro, DNF¹.
1
Universidade Federal do Acre - UFAC
*gabiferreira.lira@gmail.com
ÁREA TEMÁTICA: Atenção em saúde
Introdução: A esquistossomose é uma doença parasitária ocasionada pelo trematódeo Schitosoma
mansoni. Os hospedeiros intermediários são os caramujos do gênero Biomphalaria, enquanto as
formas adultas estão alojadas no hospedeiro definitivo (homem). Objetivo: Traçar um perfil
epidemiológico acerca dos pacientes com esquistossomose no Nordeste, analisando as internações,
mortalidade, óbitos e permanência, buscando compreender a alta incidência apresentada nessa
região no período entre maio/2014 e maio/2024. Método: O presente estudo é retrospectivo,
realizado através da coleta de dados do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde
(DATASUS). Para acesso, foi realizada a sequência: epidemiológicas e morbidade, por local de
internação a partir de 2008, sendo selecionado Brasil por região e Unidade da Federação, para,
posteriormente, serem determinadas as variáveis (sexo/raça/faixa etária), observando: internações,
valor dos serviços hospitalares, permanência, óbitos e mortalidade, a partir do capítulo CID-10
(algumas doenças infecciosas e parasitárias), lista de morbidade CID-10 (esquistossomose), regime
(público/privado) e caráter de atendimento (eletivo/urgência). Resultados: Foram registradas 1.690
internações no território brasileiro, sendo que 48,76% foram constatadas no Nordeste, o qual
possui maior número de registros, seguido do Sudeste (43,14%), norte (3,79%), Centro-Oeste
(2,14%) e sul (1,78%). A média de permanência no país (8,2) foi somente ultrapassada pela região
Sudeste (8,5), o Nordeste (8,1) apresentou o segundo maior valor. Ocorreram 76 óbitos no Brasil,
em que 80,26% representam os nordestinos, enquanto o Norte e Nordeste unidos correspondem a
2,64%. A taxa de mortalidade registrada foi de 4,50; a região Nordeste apresentou valor muito
superior (7,40); em contrapartida, no Sul, não houve registros. Conclusão: Os resultados apontam
que o Nordeste apresenta dificuldade em controlar as ocorrências dessa enfermidade, em
comparação às regiões restantes. Ademais, a relação estabelecida entre o ciclo do parasita e
saneamento básico, educação em saúde, além de disponibilidade do tratamento antiparasitário na
atenção primária, são fatores a serem investigados nessa população.
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DESNUTRIÇÃO INFANTIL NO BRASIL: ABORDAGEM EPIDEMIOLÓGICA FOCADO NA
ATENÇÃO EM SAÚDE
Figueiredo AMO1*, Maia AGFLM1, Frota DNC1, Silva GLR1, Vasconcelos LN1, Oliveira VM22
1
Graduandas em Medicina pela Universidade Federal do Acre – UFAC
Professor do Curso de Medicina da Universidade Federal do Acre – UFAC
*anneorfano@gmail.com
2
ÁREA TEMÁTICA: Atenção em saúde.
Introdução: A desnutrição infantil é um problema grave de saúde pública brasileira, relacionada à
pobreza, que afeta o crescimento e o desenvolvimento adequado, levando também, a queda do
sistema imunológico e a uma maior vulnerabilidade à contração de doenças e ao atrofiamento do
organismo. Objetivo: Analisar os casos diagnosticados com desnutrição infantil no Brasil. Método:
Trata-se de um estudo retrospectivo, realizado por meio do DATASUS, analisando o período de
Maio/2019-Maio/2024. Selecionou-se Brasil por Região, Capítulo CID-10 (Doenças endócrinas,
nutricionais e metabólicas), Lista Morb CID-10 (Desnutrição) e a faixa etária de menor que 1 ano, 1
a 4 anos, 5 a 9 anos e 10 a 14 anos. Resultados: Notificaram-se 26.242 casos de internações de
desnutrição infantil nos últimos 5 anos. O Nordeste apresentou uma grande concentração do
número de internações (36,46%), seguido do Sudeste (25,55%), Norte (13,55%), Sul (12,68%) e, por
fim, do Centro-Oeste (9,74%). No Brasil, foram documentados 503 óbitos, sendo o Nordeste
representado pela maior porcentagem, 40,15%. Em contrapartida, o Sul apresentou o menor valor
dentre todas as regiões (5,16%). A taxa de mortalidade nacional foi de 1,92. O Norte possui a maior
taxa de mortalidade (3,91), enquanto que o Sul registrou a menor (0,78). Conclusão: A identificação
das regiões mais afetadas pela desnutrição infantil no país é o primeiro passo para adoção de
medidas preventivas, auxiliando a criação de políticas públicas e de planos de intervenção em
saúde, tais como, programas de nutrição e suplementação, campanhas de conscientização sobre as
necessidades nutricionais da criança, melhoria do sistema de monitoramento e triagem na rede
pública e, melhor capacitação da equipe multidisciplinar das unidades básicas de saúde. Dessa
forma, será possível reduzir a taxa de pacientes pediátricos desnutridos, buscando integrar a
atenção primária à saúde, a educação e a assistência social para oferecer suporte para as famílias
afetadas.
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Volume 11 (2024), ANAIS – 2º Simpósio Brasileiro de Atenção Primária à Saúde:
Os desafios da atenção, gestão e educação em saúde no Brasil.
INTERVENÇÃO DE PREVENÇÃO A INFECÇÕES SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS E
GESTAÇÃO NA ADOLESCÊNCIA
Ferreira PS¹*; Filho CHSG¹; Xavier FSSL¹
1 Universidade Federal de Alagoas - UFAL
*paulasouzafr@gmail.com
ÁREA TEMÁTICA: Atenção em saúde.
INTRODUÇÃO: A gravidez na adolescência (GA) é um problema de saúde pública que impacta
negativamente a vida da mulher e do feto. Cerca de 11% dos nascimentos no mundo são de
adolescentes e 90% destes ocorrem em países de baixa e média renda. Este relato de experiência
tem como objetivo expor uma intervenção de prevenção a ISTs e GA em uma comunidade
adjacente à Unidade Docente Assistencial (UDA). DESCRIÇÃO DO RELATO: A equipe
responsável pela atividade descrita foi formada por acadêmicos de medicina junto aos residentes
que estavam estagiando na UDA. Inicialmente, a equipe foi requisitada para realizar atendimentos
básicos à saúde dentro da comunidade adjacente, onde foi diagnosticado pelos integrantes do
grupo que havia muita vulnerabilidade socioeconômica no local, além de uma grande quantidade
de adolescentes. Após conversar com a liderança da comunidade, foi informado que havia uma
demanda importante de GA e ISTs. Assim, foi marcado um momento de intervenção em saúde
uma semana após esse primeiro encontro. A ação foi realizada em formato de roda de conversa.
Primeiramente, foi solicitado que os adolescentes se identificassem falando seu nome, idade e uma
banda que gosta de ouvir. Essa estratégia foi utilizada para envolver o público-alvo. Após a
apresentação, o tema de saúde sexual foi introduzido por meio de perguntas, identificando o nível
de conhecimento que eles tinham sobre saúde sexual. A segunda etapa foi uma dinâmica sobre
métodos contraceptivos por meio de perguntas de “verdadeiro” ou “falso” e posteriormente
explicando cada detalhe da assertiva. No final da segunda etapa, o grupo ensinou como usar o
preservativo masculino e feminino. Na terceira etapa, foi conversado com os adolescentes sobre
ISTs, com destaque para o HPV e a vacinação que é disponibilizada na UDA. No final da atividade
foram distribuídos lubrificantes e camisinhas. CONCLUSÃO: A redução de ISTs e GA continua
sendo um desafio para profissionais de saúde em vários países, por conseguinte, a prevenção
desses problemas de saúde exige esforços amplos que envolvam serviços de saúde e a
comunidade. Deve-se garantir que o grupo-alvo esteja bem informado sobre os riscos e medidas de
prevenção. Essa intervenção realizada pelos estagiários da UDA evidencia a importância de que as
ações em saúde devem ser realizadas de forma didática, dinâmica e constante envolvendo o
grupo-alvo. Destacando a necessidade do trabalho em equipe com as diversas áreas profissionais, e
mostrando como uma UDA pode impactar na comunidade.
PALAVRAS-CHAVE: Adolescência; Gravidez
Transmissíveis; Prevenção de Doenças.
na
Adolescência;
Infecções
Sexualmente
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Volume 11 (2024), ANAIS – 2º Simpósio Brasileiro de Atenção Primária à Saúde:
Os desafios da atenção, gestão e educação em saúde no Brasil.
PREVALÊNCIA E TAXA DE MORTALIDADE DA PNEUMONIA EM CRIANÇAS DE 1 A 4
ANOS NO BRASIL
Ribeiro GL1*, Ag Ferreira1, Figueiredo AMO1, Carneiro, D. N. F.1, Vasconcelos LN1, Oliveira VM2.
1
Graduandas em Medicina pela Universidade Federal do Acre – UFAC
2
Professor do Centro de Ciências da Saúde e do Desporto, Universidade Federal do Acre – CCSD/UFAC
*giovanaliz27@gmail.com
ÁREA TEMÁTICA: Atenção em saúde
Introdução: Ao nível mundial, a pneumonia é a principal causa de morte em crianças menores de
5 anos. Dessa forma, a doença pode evoluir para um estágio grave, culminando em complicações
como sepse, falência de múltiplos órgãos, síndrome do desconforto respiratório agudo e podendo
levar até a morte. Objetivo: Avaliar o número de internações e a taxa de mortalidade por
pneumonia em crianças menores de 9 anos no Brasil. Método: Realizou-se um estudo
retrospectivo, produzido através da coleta de dados da plataforma do Departamento de
Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS). Para a aquisição dos dados, seguiram-se tais
passos: epidemiológicas e morbidade, morbidade hospitalar do SUS (SIH/SUS), sendo selecionado
o Brasil por Região e Unidade da Federação, entre o período de Abr de 2015 a Abr de 2024,
observando as internações, valor dos serviços hospitalares, média de permanência, óbitos e taxa de
mortalidade, a partir do Capítulo CID-10 (V. Doenças do Aparelho Respiratório) e lista de
morbidade CID-10 (Pneumonia). A faixa etária selecionada corresponde de “menor de 1 ano”, “1 a
4 anos” e “5 a 9 anos”. Resultados: Em conformidade com os registros do Ministério da Saúde, foi
identificado um total de 1.787.581 casos de internações em todo território nacional, tendo como
valor total R$ 1.444.732.351,16 os serviços hospitalares. Brasil. A média de permanência foi de 5,2.
Foi documentado um total de óbitos de 9.782. Quando analisada a taxa de mortalidade, nota-se
que o país apresenta 0,55. Conclusão: Os índices de casos de internações e mortalidade são
fundamentais para o desenvolvimento de medidas eficazes que aprimorem a abordagem da
pneumonia pediátrica. A análise destaca a necessidade urgente de estratégias de saúde para
melhorar diagnóstico, tratamento e prevenção dessa doença respiratória, que representa uma
significativa preocupação de saúde pública para crianças.
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Volume 11 (2024), ANAIS – 2º Simpósio Brasileiro de Atenção Primária à Saúde:
Os desafios da atenção, gestão e educação em saúde no Brasil.
TESTE RÁPIDO COMO MÉTODO PARA DIAGNÓSTICO DE IST´S
Ferreira PS1*; Oliveira AC1; Santos AAP1; Silva AL1.
1
Universidade Federal de Alagoas – UFAL
*paulasouzafr@gmail.com
ÁREA TEMÁTICA: Atenção em Saúde
INTRODUÇÃO: Os testes rápidos são ferramentas diagnósticas indicativas da presença ou
ausência de determinadas Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST's) em amostras biológicas.
Por meio desses exames, as unidades de saúde em atenção básica, podem oferecer diagnósticos
sem a necessidade de estruturas laboratoriais. OBJETIVO: Avaliar a importância da realização dos
testes rápido como método diagnóstico de Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST's) na
Atenção Básica, tempo de resposta e impacto na saúde pública. MÉTODOS: Trata-se de um
estudo ecológico, descritivo, no qual foram contabilizados em livros de registro próprio, um
número de 541 testes rápidos realizados num período de um ano na unidade docente assistencial
Prof. Gilberto de Macedo (UDA/UFAL). RESULTADOS: Os testes foram realizados em um
período que compreendeu os meses de junho de 2023 a junho de 2024, destes 167 eram pessoas do
sexo masculino e 374 do sexo feminino. Dentre o total de testantes analisados, 21 positivaram para
Sífilis, 7 para o HIV e 2 para Hepatite B, nenhum paciente apresentou positivo para Hepatite C no
período analisado. CONCLUSÃO: Evidenciou-se que os testes rápidos representam uma
ferramenta promissora e viável para o diagnóstico de ISTs na Atenção Básica com tempo hábil
para definição de condutas que possam ajudar no controle maior das ISTs, bem como, propiciar
estratégias que contribuam na prevenção e promoção da saúde dos indicadores que fortalecem a
busca por redução nos agravos. A facilidade do diagnóstico rápido, juntamente com a aceitação
positiva dos pacientes e a simplificação da gestão clínica, indicam um potencial relevante para o
uso e manutenção dos testes rápidos nas unidades de saúde. Além disso, a implementação ética e
cuidadosa desses testes pode amenizar desafios operacionais, promovendo uma abordagem mais
eficaz no enfrentamento das ISTs.
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Volume 11 (2024), ANAIS – 2º Simpósio Brasileiro de Atenção Primária à Saúde:
Os desafios da atenção, gestão e educação em saúde no Brasil.
COMPETÊNCIAS PARA A GESTÃO DE UNIDADES BÁSICAS DE SAÚDE: PERCEPÇÃO DO
ESTAGIÁRIO
Oliveira AC1*; Ferreira PS1; Santos AAP1; Silva AL1.
1
Universidade Federal de Alagoas - UFAL
*aparecida.oliveira@esenfar.ufal.br
ÁREA TEMÁTICA: Gestão em Saúde
Introdução: A gestão da unidade básica de saúde (UBS) demanda habilidades multifacetadas que
vão desde a organização operacional até a gestão de recursos humanos e financeiros. Nesse
contexto, participar do processo de gestão numa UBS pode ajudar na formação direta dos
profissionais de saúde, incluindo estagiários da área da saúde, no que tange ao desenvolvimento e
habilidades frente à gerência das inúmeras demandas que compõem o serviço público (BRASIL,
2017). Objetivo: o estudo teve como objetivo descrever como estagiários da área da saúde
percebem as competências essenciais para a gestão de UBS, identificando lacunas na formação
acadêmica. Métodos: trata-se de estudo qualitativo, realizado com estagiários de diferentes áreas
da saúde que atuavam na UBS. Das análises das entrevistas, surgiram temas recorrentes das
percepções comuns sobre as competências de gestão. Resultados: Os estagiários destacaram a
importância de competências como liderança, comunicação eficaz, habilidades interpessoais,
capacidade de tomada de decisão e gestão de conflitos. Eles identificaram lacunas existentes na
formação acadêmica como a prática de gestão e a administração de recursos. Conclusão:
Evidenciou-se que existe uma necessidade de currículos acadêmicos que integrem mais
profundamente aspectos práticos da gestão dos serviços públicos e dentre eles as UBS, preparando
melhor os futuros profissionais para os desafios do campo. Além disso, programas de estágio
estruturados e orientados podem ser uma estratégia eficaz para o desenvolvimento dessas
competências. Investir na formação em gestão pode resultar em melhorias significativas na
eficiência e na qualidade dos serviços prestados pelas UBS, beneficiando diretamente a saúde da
comunidade atendida.
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Volume 11 (2024), ANAIS – 2º Simpósio Brasileiro de Atenção Primária à Saúde:
Os desafios da atenção, gestão e educação em saúde no Brasil.
AÇÕES DE PROMOÇÃO DA VISIBILIDADE E DO CUIDADO À POPULAÇÃO LGBT+ NA
ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE: A EXPERIÊNCIA DE RUSSAS - CE.
Nogueira ALN¹*, Carvalho FNT¹, Jesus ACF¹, Lima NCC¹
¹ Secretaria Municipal de Saúde de Russas – CE
*enfdriliman@gmail.com
ÁREA TEMÁTICA: Educação em saúde
Introdução: A Secretaria Municipal de Saúde de Russas, após participar de reuniões do Conselho
Municipal dos Direitos da População LGBT+, foi levada a refletir a respeito da visibilidade desta
população e de suas demandas pelos serviços inseridos nas Redes de Atenção à Saúde. Relato de
experiência: foram desenvolvidas ações de Educação Permanente em Saúde (EPS), visando
qualificar os profissionais da Atenção Primária à Saúde (APS) para a oferta de cuidado
humanizado aos usuários LGBT+. A primeira etapa, em junho de 2023, consistiu em atividade
destinada aos Agentes Comunitários de Saúde (ACS), momento que contou com exposição
conduzida por profissional psicóloga, abordando aspectos como orientação sexual e identidade de
gênero, esclarecimentos de profissional advogada sobre o processo de retificação de nome e
gênero, e fala da coordenação da APS municipal sobre os serviços ofertados pelo Sistema Único de
Saúde (SUS), e a importância do preenchimento correto dos campos orientação sexual e identidade
de gênero no cadastro individual. Posteriormente, foi promovido, em agosto de 2023, seminário
voltado para os profissionais das demais categorias, conduzido por uma profissional mulher
transexual, ativista da causa LGBT+, e com histórico de trabalho com políticas públicas voltadas a
este público. Discussão: Os momentos de EPS resultaram no aumento no nível de conhecimento
dos profissionais acerca das particularidades envolvidas na assistência humanizada ao público
LGBT+ e, também, na percepção do aumento no número de cadastros individuais nos quais as
informações sobre orientação sexual e identidade de gênero estavam preenchidas. Conclusão:
Diante do êxito obtido com a execução desta experiência, percebe-se a importância da educação
profissional em saúde para a qualificação dos servidores, a fim de que tenham sua sensibilidade
aguçada na percepção das demandas dos usuários e possam, também, aprimorar a prática
cotidiana do cuidado em saúde nos territórios.
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Os desafios da atenção, gestão e educação em saúde no Brasil.
O USO DA PICTOGRAFIA COMO FERRAMENTA NA POLIFARMÁCIA EM PACIENTES
IDOSOS E ANALFABETOS NA APS
Wanderley RA²*, Junior ASL¹, Correia RCC¹
¹Centro Universitário Cesmac - CESMAC
²Médica da estratégia de Saúde da Família
*roberta.a.wanderley@gmail.com
ÁREA TEMÁTICA: Atenção em Saúde
INTRODUÇÃO: O analfabetismo apresenta indícios de queda no país, porém ainda mantém uma
característica marcante: quanto mais velho o grupo populacional, maior a quantidade de
analfabetos. Um fator importante contribuindo com a má adesão à prescrição de medicações é o
analfabetismo. Os pictogramas são representações gráficas de conceitos e objetos, de forma
simplificada, seu uso é relevante, tendo em vista que auxilia no grau de compreensão dos
pacientes, principalmente idosos e analfabetos. OBJETIVO: Avaliar e constatar a relevância do uso
de pictogramas como ferramenta de compreensão da prescrição médica para idosos/analfabetos na
atenção primária. MÉTODO: Será realizado um estudo bibliográfico qualitativo, exploratório e
epidemiológico. As fontes de dados incluirão artigos acadêmicos, livros, teses e dissertações,
obtidos principalmente de bases de dados como PubMed, BVSalud e Google Scholar; utilizando as
palavras-chave: Alfabetização and Preparações Farmacêuticas and Idosos and Linguagem não
verbal. Pelo Google Scholar, foram encontrados 587 resultados, destes 11 foram selecionados pelos
critérios: fontes publicadas nos últimos dez anos, em português e inglês, que abordam diretamente
o uso de pictogramas auxiliando a compreensão da prescrição médica para idosos/analfabetos, os
demais 576 resultados foram excluídos por não cumprimento dos requisitos. RESULTADOS:
Certas características do paciente implicam na compreensão do tratamento, como: idade, educação
e função cognitiva. Diversos estudos demonstraram significativa melhora da aderência do
paciente ao tratamento com o uso da pictografia. Principalmente quando existe a orientação verbal
da prescrição medicamentosa atrelada ao pictograma. CONCLUSÃO: Através da literatura
pesquisada, foi possível constatar êxito no uso de pictogramas como auxílio de adesão ao
tratamento para idosos/analfabetos, sendo necessário para sua implantação um formato
abrangente para a compreensão de todos e testes para produzir imagens com significados claros e
culturalmente aceitáveis. O uso da pictografia atrelada à orientação verbal contribui para menor
iatrogenia no contexto da atenção primária.
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Os desafios da atenção, gestão e educação em saúde no Brasil.
RELATO DE EXPERIÊNCIA: USO DA MEDICINA MINIMAMENTE DISRUPTIVA NA
ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE
Wanderley RA²*, Junior ASL¹, Correia RCC¹
¹Centro Universitário Cesmac - CESMAC
²Médica da estratégia de Saúde da Família
*roberta.a.wanderley@gmail.com
ÁREA TEMÁTICA: Atenção em Saúde
INTRODUÇÃO: A medicina minimamente disruptiva (MMD) busca adaptar a rotina de
tratamento para as realidades e preferências dos pacientes, respeitando as evidências científicas e
suas limitações, tendo a método clínico centrado na pessoa como um norteador do cuidado,
otimizando a adesão terapêutica e melhoria de saúde. Este artigo tem como objetivo relatar a
experiência de saúde do idoso vivenciada por acadêmicos da graduação do curso de medicina,
durante o estágio curricular obrigatório de medicina da família e comunidade numa UBS de
Arapiraca. RELATO DE EXPERIÊNCIA: Trata-se de uma realidade desafiadora o manejo da
polifarmácia, se fazer compreensível e realizar o adequado plano terapêutico, respeitando a carga
terapêutica possível de manejar, evitando erros ligados a autoadministração, iatrogenia e reações
adversas medicamentosas. Visando o crescente número de comorbidades em idosos, a MMD traz
incentivo à racionalização de solicitações de exames e medicalização por rotulação científica e
hiper estímulos de farmacêuticas, estimulando o valor da longitudinalidade e a observação ativa.
Frequentemente, pacientes chegavam ao consultório instruídos a solicitar medicações ou exames,
incentivados por mídias, familiares e amigos sem o entendimento do que realmente traria
melhorias reais à sua saúde. DISCUSSÃO: Em pacientes idosos onde a polifarmácia e/ou o uso de
medicações impróprias podem gerar interações medicamentosas e reações adversas que podem
impactar negativamente na saúde dos pacientes, realizar a demora permitida e aguardar a
evolução do quadro do paciente usar medidas não medicamentosas e a longitudinalidade são
medidas muito utilizadas na APS. CONCLUSÃO: Tendo em vista que facilita os cuidados ao
paciente em sua realidade, a MMD é relevante no âmbito da APS uma vez que procura entender os
impactos que a proposta terapêutica traz ao paciente, enxerga o perfil do nosso paciente nas
evidências relevantes, envolve o paciente nas decisões e utilizando um cuidado centrado na pessoa
que se atende.
Palavras-chave: Relatos de casos; Atenção primária; Sobremedicalização; Sobrediagnóstico
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DOENÇA DE CHAGAS: A EXPERIÊNCIA DE VIGILÂNCIA À SAÚDE DE RUSSAS/CE
Nogueira ALN¹*, Lima NCC¹, Santiago LHR¹
¹Secretaria Municipal de Saúde de Russas-CE.
*enfdriliman@gmail.com
ÁREA TEMÁTICA: Atenção em Saúde
Introdução: No tocante à Doença de Chagas, condição infecciosa crônica de elevada
morbimortalidade no Brasil, Russas, no Ceará, destaca-se entre as cidades do estado com maior
quantitativo de diagnósticos sorológicos IgG. Entretanto, verificava-se ausência de fluxo para
encaminhamento de espécimes de Trypanosoma cruzi para análise, além de fragilidades no
retorno da informação às equipes da Atenção Primária à Saúde (APS) para atenção aos usuários
expostos aos vetores. Relato de experiência: Objetivando implementar fluxograma para
identificação de triatomíneos intradomiciliares infectados, e estabelecer rotina de investigação
laboratorial dos pacientes a eles expostos, as coordenações da Secretaria Municipal de Saúde
reuniram-se, em abril de 2023, para a construção do fluxo proposto. No mês de agosto, as equipes
da APS foram reunidas para repasse do fluxograma, segundo o qual as Unidades Básicas de Saúde
funcionariam como Postos de Informação de Triatomíneos (PIT), sendo responsáveis por
preencher a ficha de controle de exames para Doença de Chagas, receber vetores encontrados no
intradomicílio, e direcioná-los ao setor de Endemias e Zoonoses, incumbido de encaminhar o
espécime para avaliação laboratorial. Em caso de teste negativo, a investigação seria encerrada e,
em caso positivo, o caso retornaria à equipe de origem, que deveria realizar busca ativa e
acompanhamento dos pacientes. Discussão: Com o novo fluxograma, as populações residentes em
todas as áreas do município passaram a ter a possibilidade de encaminhar um inseto encontrado
em seu intradomicílio para investigação, o que trouxe aumento considerável no número de
espécimes encaminhados para análise. Também foi identificada melhora na qualidade dos
registros encaminhados pelas equipes da APS, permitindo melhor localizar e conduzir os casos
positivos. Conclusão: Entende-se que a iniciativa já tem produzido resultados importantes para o
entendimento e o monitoramento da realidade sanitária do município de Russas, no que diz
respeito a DC.
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Os desafios da atenção, gestão e educação em saúde no Brasil.
PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DAS MÃES DE RN COM REGISTRO DE SÍFILIS CONGÊNITA
EM SORRISO- MT NO ANO DE 2024
Gama ARS¹*, Venites CFL¹*, Vacaro T¹.
1
Secretaria Municipal de Saúde de Sorriso – MT
*planejasaudesorriso@gmail.com
ÁREA TEMÁTICA: Atenção à saúde.
Introdução: A Sífilis Congênita uma doença transmitida da mãe com sífilis não tratada ou tratada
de forma não adequada para criança durante a gestação (transmissão vertical). Por isso, é
importante fazer o teste para detectar a sífilis durante o pré-natal e, quando o resultado for
positivo (reagente), tratar corretamente a mulher e sua parceria sexual, para evitar a transmissão.
Foram notificados em 2024 17 casos de sífilis congênita, um aumento de 30% em comparação ao
ano de 2019. Objetivo: Traçar um perfil epidemiológicos das mães de RN com registro de Sífilis
Congênita em 2024 no município de Sorriso- MT. Método: Análise das fichas de notificação
inseridas no Sistema de informação de agravos de notificação do Ministério da Saúde. Resultados:
Os registros evidenciam que 100% das notificações são oriundas do Hospital Regional de Sorriso.
Em relação à raça, 76% dos registros trazem a parda, 18% branca e 6% preta. Em relação à idade,
41% estão entre 16-20 anos, 24% entre 21-25, 12% entre 26 a 30, 18% entre 31 a 35 e 6% acima de 36
anos. Quanto à escolaridade, 23% tinham ensino fundamental incompleto, 18% ensino
fundamental completo, 41% ensino médio completo, 6% com ensino superior incompleto e 6% com
ensino superior completo. Quanto a ocupação, 59% dos registros apontam que são dona de casa,
12% não informado e 6% de cada cabeleireira, estoquista, manicure e secretária. Em relação à
unidade da realização do pré-natal, não houve destaque para nenhuma unidade. Conclusão:
Destaca-se dessa análise a ocupação como um grande percentual de mulheres que apontaram ser
donas de casa e também a idade, sendo as mulheres abaixo de 20 anos quase a metade de todas as
registradas. O desafio doravante é atingir esse público para aderir ao pré-natal de forma efetiva e a
todos os tratamentos necessários.
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Os desafios da atenção, gestão e educação em saúde no Brasil.
INTERNAÇÕES HOSPITALARES POR SÍFILIS CONGÊNITA EM ALAGOAS: UMA
CONDIÇÃO SENSÍVEL À ATENÇÃO PRIMÁRIA
Santos JAM1*; Menezes EDJ1; Santos AMF1; Capucho HC1; Santos AAP2; Gaedke MA3
Universidade de Brasília- UnB
Universidade Federal de Alagoas-UFAL
Universidade de Santa Cruz do Sul-UNISC
*augustinhomendes1@gmail.com
Financiador: Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES).
ÁREA TEMÁTICA: Atenção em saúde.
Introdução: A sífilis congênita (SC) é um importante problema de saúde pública que ocorre
quando o feto é infectado pelo Treponema pallidum, sendo transmitida via placenta em qualquer
fase da gestação ou estágio clínico da doença em gestantes que não realizaram o tratamento de
forma adequada. Objetivo: Descrever o número e os custos diretos das internações hospitalares
por SC em crianças menores de um ano usuárias da rede pública de saúde do estado de Alagoas,
no período de 2014 a 2023. Método: Estudo ecológico, que utilizou os dados do Sistema de
Informação Hospitalares do SUS do Departamento de informática do Sistema Único de Saúde. Os
participantes selecionados foram os indivíduos com idade inferior a um ano e que tiveram
internação hospitalar por SC. As variáveis analisadas foram: número de internações, região de
saúde (RS), sexo, cor/raça, valor das internações e dias de permanência hospitalar. A coleta de
dados ocorreu em julho de 2024. Foi utilizado o Microsoft Office Excel 2023 para análise descritiva.
Resultados: No período em estudo, ocorreram 4.130 internações em menores de 1 ano por SC em
Alagoas. Em 2014, foram registradas 373 internações e em 2023, 451. A 1º RS foi a responsável pelo
maior número de internações (59,8%), sendo a capital Maceió responsável por 75% das internações
registradas para a região. No que se refere ao sexo, 51% eram do sexo feminino. Em relação à
cor/raça, 84% eram pardos. Foram gastos quase 7 milhões de reais com as internações, com uma
média de R$1.668,87 por internação. A média de dias de permanência hospitalar foi de 10,2 dias.
Conclusão: Observou-se aumento do número de internações por SC, consequentemente maior
destinação de recursos financeiros. É importante destacar que SC é uma causa sensível à Atenção
Primária à Saúde e sua ocorrência evidencia fragilidades nos serviços de saúde.
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INCENTIVO À DOAÇÃO DE LEITE HUMANO EM UM GRUPO DE PUÉRPERAS: UM
RELATO DE EXPERIÊNCIA
Santos RCC1*; Silva DO1; Lima LS2
1
Secretaria Municipal de Saúde - SMS
Universidade Federal de Alagoas - UFAL
* ritacerqueira.obstetra@gmail.com
2
ÁREA TEMÁTICA: Educação em Saúde
Introdução: Desde 1998, a rede BLH, promove, protege e apoia o aleitamento materno, coletando e
distribuindo leite de qualidade, colaborando para a diminuição da morbimortalidade infantil.
Descrição da experiência: Trata-se de um relato de experiência de uma Enfermeira Obstetra na
coordenação de um posto de coleta de leite humano vinculado ao BLH, sendo o primeiro do
Estado de Alagoas no ano de 2006. Neste período, observou-se uma perda significativa de leite
humano, onde a maior parte do leite era desprezada por situações diagnosticadas mediante a
pasteurização. Com isso, verificou-se a necessidade de trabalhar as técnicas para a coleta
adequada, através de um grupo educativo. O grupo com as nutrizes era realizado duas vezes por
mês, onde eram discutidos diversos temas, como: a importância da doação de leite materno, quem
pode doar e a técnica para coleta e armazenamento do leite materno. Além da sensibilização das
doadoras, lembrando-as de que todo leite doado/pasteurizado contribuiria para o crescimento e
desenvolvimento de crianças. A partir dessa experiência, foi criado um grupo de gestantes na
Unidade de Saúde Village Campestre II, UDA/UFAL vinculado ao mesmo BLH, em parceria com a
Secretaria Municipal de Saúde de Maceió, com o objetivo de incentivar a doação de leite materno.
Discussão: A partir da sensibilização das doadoras, houve um aumento significativo na doação de
leite. Com isso, destaca-se que a doação, muitas vezes está associada a ação dos profissionais de
saúde, mostrando que o envolvimento do profissional na sensibilização e no incentivo a doação,
promove um maior recrutamento de doadoras, e a percepção da utilização do leite humano não
apenas como um produto nutricional, mas também como prática que salva vidas. Conclusão:
Conclui-se que o enfermeiro exerce papel fundamental na educação em saúde, com a disseminação
e o incentivo à doação de leite materno.
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PET-SAÚDE E A FORMAÇÃO PROFISSIONAL EM PSICOLOGIA: RELATO DE
EXPERIÊNCIA
Medeiros LMG1*
1
Faculdade de Ciências da Saúde do Trairi - FACISA, unidade da Universidade Federal do Rio Grande do Norte - UFRN
* livya50@gmail.com
ÁREA TEMÁTICA: Educação em Saúde
Introdução: O Programa de Educação pelo Trabalho para a Saúde (PET-Saúde) é uma ação
intersetorial com o intuito de qualificar estratégias no contexto do Sistema Único de Saúde (SUS).
Desse modo, apresenta-se como um recurso de ensino-aprendizagem para a inserção de
estudantes de graduação nos dispositivos públicos de saúde, desenvolvendo vivências e
produzindo conhecimentos, sendo de suma relevância para a formação profissional em Psicologia.
Nessa perspectiva, o objetivo deste resumo é relatar a experiência de uma acadêmica do curso de
Psicologia na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), participante da 10ª edição do
PET-Saúde, com o tema “Gestão em Saúde e Assistência à Saúde”, na V Unidade Regional de
Saúde (Ursap) – sediada na cidade de Santa Cruz/RN com abrangência de 21 municípios. Relato
de experiência: Durante o período de experiência no programa, foram realizadas visitas de
acompanhamento e imersão na prática diária dos trabalhadores da V Ursap. As atividades
englobaram: participação nas reuniões com a equipe gestora; encontros de formação sobre o
Previne Brasil, o controle social e campanhas de vacinação; construção de oficinas em parceria com
a Universidade; visitas aos dispositivos da rede de saúde, como a UNICAT (Unidade Central de
Agentes Terapêuticos). Discussão: Essas atividades visaram a discussão de ações em saúde de
acordo com as características do território, bem como seus desdobramentos no âmbito da Saúde
Coletiva e da Atenção Primária à Saúde (APS) na área abrangida pela Ursap, possibilitando aos
estudantes o contato com estratégias e tecnologias para planejamento e consolidação de práticas
em saúde humanizadas ainda durante a graduação, fortalecendo sua formação e futura atuação
profissional. Conclusão: Desse modo, percebe-se que a experiência no programa contribuiu para
uma formação em psicologia integrada com a comunidade e voltada para o SUS, considerando
suas especificidades, princípios e diretrizes, com equidade, ética e justiça social.
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EDUCAÇÃO EM SAÚDE COMO ESTRATÉGIA PARA PREVENÇÃO E PROMOÇÃO DA
SAÚDE: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
Queiroz EOS1*, Araújo MLB1, Santos CRC1, Silva VCO1, Sales FMBL1, Santos MM1
1
*
Secretaria Municipal de Saúde de Maceió
eladja_servicosocial@hotmail.com
ÁREA TEMÁTICA: Educação em Saúde
Introdução: Educação em Saúde é uma estratégia para fomentar conhecimento, orientações e
informações à população com bases em temas relevantes que fomentam a prevenção e promoção à
saúde. Relato de Experiência: Trata-se de um estudo descritivo pautado no relato de experiência
referente às atividades de educação em saúde realizada com o Grupo Saúde & Bem-estar,
composto por usuários com doenças crônicas, com prevalência da participação de pessoas idosas.
As atividades ocorreram entre os meses de outubro de 2023 a junho de 2024, em uma unidade de
saúde, sempre na segunda sexta-feira de cada mês, às 9h, com duração de 1h30min e com a
participação de 25 pessoas. As escolhas das temáticas trabalhadas foram pactuadas com o grupo, a
saber: direitos à saúde, cidadania e direitos humanos, saúde mental, prevenção de violência,
promoção à saúde e prevenção de doenças crônicas, alimentação saudável e incentivo à
participação social. A cada encontro, um profissional com conhecimento sobre o tema facilitava a
atividade, fomentando a interação, participação e autonomia do grupo. Utilizavam-se panfletos,
dinâmicas de grupo e perguntas disparadoras como forma de motivar a participação dos usuários.
A equipe interprofissional era composta por assistente social, nutricionista, psicólogo, técnico de
enfermagem e enfermeira. Nos encontros, quando possível, os estudantes e a gerente da unidade
de saúde participavam das natividades. Discussão: é indiscutível que a educação em saúde é uma
grande técnica e traz bons resultados quando utilizado a comunicação dialógica, permitindo aos
participantes compartilharem saberes e experiências, tornando o processo mais linear e com
mudanças no cuidado em saúde. Conclusão: Conclui-se que as ações de educação em saúde
contribuíram na autonomia, qualidade de vida e autocuidado dos participantes, tornando-os
agentes multiplicadores de informações em seus espaços familiares e comunitários. Foi perceptível
que o trabalho interprofissional e colaborativo fortaleceu o trabalho em equipe.
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Volume 11 (2024), ANAIS – 2º Simpósio Brasileiro de Atenção Primária à Saúde:
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O PROJETO TERAPÊUTICO SINGULAR COMO FERRAMENTA PARA O
ENFRENTAMENTO DA OBESIDADE NA ATENÇÃO PRIMÁRIA
Rocha MA*¹, Gadelha ATTF¹, Lira ALS², Silva LF³
¹ Universidade Federal de Pernambuco – UFPE
² Prefeitura do Recife – Secretaria de Desenvolvimento Social, Direitos Humanos, Juventude e Política sobre Drogas
³ Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco
*marcellyalpiano@gmail.com
ÁREA TEMÁTICA: Atenção em saúde
Introdução: A construção do Projeto Terapêutico Singular (PTS) constitui-se como espaço de
produção do cuidado compartilhado. Esse trabalho, coproduzido entre profissionais de uma
equipe, ou entre equipes, e usuários/as, propõe-se a articular uma série de intervenções
terapêuticas, cujas ações prioritárias são definidas em conjunto, criando projetos articulados ao
contexto de vida das pessoas e as redes. Relato de experiência: Apresenta-se a experiência de
construção do PTS junto a mulheres avaliadas com obesidade, usuárias de uma Unidade de Saúde
da Família (USF), em Recife-PE. O trabalho foi desenvolvido por uma equipe de residentes e duas
equipes da USF, após discussões em reunião, encaminhamento e atendimento de três usuárias
pelas residentes fisioterapeutas, nutricionista e psicóloga. Realizou-se o convite, as usuárias e
agendados encontros quinzenais, cujo primeiro destinou-se a realizar o levantamento situacional.
Posteriormente, construíram-se as metas do projeto e a divisão de responsabilidades. As ações
envolveram interconsultas, acompanhamento psicológico, atividade física, rodas de conversa e
outros. Durante o processo, estimulou-se a reflexão sobre as estratégias adotadas, visando
priorizar a qualidade de vida, sem limitar-se a resultados antropométricos. Observaram-se
mudanças de hábitos, participação das famílias e melhora na saúde física e mental. Discussão: A
Atenção Primária à Saúde, porta de entrada prioritária da Rede de Atenção à Saúde, representa um
espaço estratégico para o enfrentamento da obesidade. Considerando a complexidade dos fatores
que contribuem com esse problema de saúde pública, que envolve questões biológicas,
socioeconômicas, psicológicas e ambientais, optou-se pelo PTS por sua capacidade de acolher
demandas objetivas e subjetivas, valorizar o protagonismo do sujeito e a autonomia na produção
do cuidado (Pinto et al., 2011). Conclusão: O PTS configurou-se como uma ferramenta de
construção conjunta e sustentação de intervenções transformadoras. Para tanto, considera-se a
autonomia das usuárias e a atuação interdisciplinar o alicerce das ações cotidianas na busca pela
qualidade de vida.
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A PSICOLOGIA NA ATENÇÃO PRIMÁRIA EM SAÚDE: REFLEXÕES A PARTIR DE UMA
EXPERIÊNCIA DE ESTÁGIO
Rebouças LRS¹*, Quirino TRL²
¹ Universidade Federal do Rio Grande do Norte - UFRN campus FACISA
² Universidade Federal do Rio Grande do Norte - UFRN campus FACISA
* leonara.reboucas.128@ufrn.edu.br
ÁREA TEMÁTICA: Atenção em saúde
Introdução: A formação em psicologia possui diversos espaços e possibilidades de atuação. A
Atenção Primária em Saúde (APS) constitui um cenário promissor para a profissão, haja vista a
necessidade de se compreender e repensar o processo saúde-doença-cuidado de sujeitos e
coletividades. Este trabalho pretende relatar a experiência do Estágio Supervisionado
desenvolvido na Ênfase de Saúde do curso de Psicologia da FACISA/UFRN, realizado em uma
Unidade Básica de Saúde, no município de Santa Cruz/RN. Relato de experiência: O estágio, ainda
em curso, acontece por meio da inserção em uma equipe da Estratégia Saúde da Família. Há
diversas atividades em desenvolvimento junto à equipe, como o levantamento de informações,
identificação e acompanhamento de demandas de saúde mental dos/as usuários/as na área de
cobertura da equipe; visitas domiciliares junto a enfermeiras e agentes comunitários/as de saúde
voltadas às pessoas impossibilitadas de comparecer ao serviço; atividades grupais, dentre outras.
Tais atividades são supervisionadas semanalmente através de encontros para debater as
experiências. Discussão: A inserção e a atuação de estudantes de Psicologia na APS possibilitam a
vivência em diferentes realidades, visibilizando demandas por meio de ações que visam a
prevenção e a promoção da saúde. A experiência tem demonstrado, particularmente, que, no
âmbito da saúde mental, apresenta-se a necessidade de trabalhar sob a perspectiva do apoio
matricial, em conjunto com outros serviços da rede de saúde, como o CAPS. Ademais, repensar a
atuação da Psicologia e construir práticas emancipatórias tem-se mostrado essencial para a
operacionalização de estratégias antimanicomiais na APS. Conclusão: Percebemos que a APS é um
campo complexo e multifatorial imprescindível para a atuação da Psicologia, visto que contribui
para a produção integral da saúde e o fortalecimento das práticas de cuidado. Todavia, ainda se
observam desafios, como a necessidade de maior articulação com a Rede de Atenção Psicossocial.
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A IMPORTÂNCIA DA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE NA AMPLIAÇÃO DO ACESSO E
DA SEGURANÇA DO PACIENTE EM ARAPIRACA
Celso Marcos da Silva1, Katyenny Christine Alessandra da Silva2, Carlos Eduardo Leonel dos Santos3
1
Universidade Federal de Alagoas - UFAL, celsomarmed.ufal@gmail.com
Centro de Estudos Superiores de Maceió, katyennychristine@gmail.com
3
Universidade Federal de Alagoas - UFAL, carlos.leonel@arapiraca.ufal.br
2
ÁREA TEMÁTICA: Atenção em saúde
Introdução: A Atenção Primária à Saúde (APS) é vista como a porta de entrada essencial do
sistema de saúde, oferecendo serviços ambulatoriais para atender às necessidades da população.
Embora o Sistema Único de Saúde (SUS) tenha ampliado significativamente a rede de serviços,
ainda existem desafios no acesso devido a fatores como localização geográfica, disponibilidade e
qualidade do atendimento. Objetivo: Investigar como o acesso aos serviços de saúde pode
melhorar a segurança do paciente, identificando barreiras de acesso, avaliando a distribuição dos
atendimentos nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) em Arapiraca. Método: Dados quantitativos
de 2023 foram coletados das UBS de Arapiraca através do sistema e-SUS, analisando a distribuição
dos atendimentos. As variáveis incluíram o número de atendimentos médicos mensais, tipo de
atendimento, e características das unidades de saúde. O volume total de atendimentos foi de
233.527, com uma média mensal de 19.461 e um desvio padrão mensal de 3.187. Entre as UBS, o IV
Centro de Saúde teve o maior volume anual (14.782) e a UBS Vila São Francisco o menor (2.336),
evidenciando uma alta dispersão, com algumas unidades apresentando até cinco vezes mais
atendimentos que outras. Além disso, 9,8% dos atendimentos totais são de Consultas de Urgência
e 20,3% se encaixam na Demanda Espontânea, demonstrando a busca em ampliar o acesso em
Arapiraca. Resultados: Os dados obtidos revelam um panorama extremamente positivo da
atenção primária à saúde em Arapiraca, destacando as UBS como peças fundamentais no processo
de acolhimento e acesso aos serviços de saúde. Conclusão: Possibilitar o acesso universal e de
qualidade à APS em Arapiraca é crucial para garantir a segurança do paciente, promover a saúde
da população e reduzir o acúmulo de pessoas nas portas de urgência e emergência, além de
minimizar os custos com internações e procedimentos.
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ATUAÇÃO DE RESIDENTES EM SAÚDE DA FAMÍLIA NA ATENÇÃO
RELATO DE EXPERIÊNCIA.
¹
DOMICILIAR: UM
Ingrid de Oliveira Carvalho*; ² Victória Lorrany Alencar da Costa; ³Júlio César Paiva e Silva
1,2,3
Residente do Programa de Residência Multiprofissional em Saúde da Família pela Universidade Estadual do Piauí –
UESPI.
ingridfisioterapeuta95@gmail.com
Introdução: A Assistência Domiciliar foi estabelecida pela portaria n°2029 em 2011 pela Política
Nacional de Atenção Domiciliar (PNAD) e consiste em uma forma de cuidado em saúde prestado
no domicílio, assegurando a integralidade e a longitudinalidade do cuidado ao indivíduo em sua
casa. Na Atenção Primária, esse cuidado é realizado de maneira interdisciplinar, com foco na
prevenção, tratamento, paliação e promoção da saúde. Relato de experiência: Foram realizadas
visitas domiciliares com o apoio dos Agentes Comunitários de Saúde vinculados a UBS em
questão. A equipe de residentes ofereceu suporte a esses usuários, realizando visitas iniciais, um
retorno após 15 dias e outro após 30 dias. Fisioterapeuta, assistente social e nutricionista
conduziram as visitas, fornecendo orientações e intervenções personalizadas com base nas
necessidades dos usuários e na rede de apoio disponível. Discussão: Durante as visitas, os
residentes analisaram cada indivíduo e, por meio dessa análise, identificaram as principais
necessidades de cada um. A Fisioterapeuta desenvolveu um panfleto com uma série de exercícios a
serem realizados em casa para melhorar a mobilidade, fortalecer a musculatura e evitar possíveis
complicações na locomoção. O Assistente social criou uma ficha de acolhimento contendo
informações sobre os benefícios aos quais cada usuário tinha direito, e a Nutricionista elaborou um
plano alimentar personalizado com base nas necessidades de cada um. Conclusão: A cada visita de
retorno observou-se que o usuário e a rede familiar seguiram as orientações propostas pelos
residentes. Isso resultou em um acesso maior aos benefícios disponíveis, além de contribuir para a
melhora da autonomia e da saúde do usuário de modo geral. Com isso, podemos concluir que o
cuidado domiciliar desempenha papel fundamental na atenção primária, sendo crucial devido à
sua abordagem integral e contínua.
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EDUCAÇÃO EM SAÚDE SOBRE CÂNCER BUCAL: RELATO DE EXPERIÊNCIA
Andrade IMV1*, Araújo EL1 ,Canuto JRC1 ,Damasceno B1 ,Silva VCO1
1
Secretaria Municipal de Saúde de Maceió - SMS/MACEIÓ
*imvandrade@hotmail.com
ÁREA TEMÁTICA: Educação em Saúde
Introdução: Algumas lesões podem anteceder o câncer bucal, sua identificação precoce pode levar
a cura do paciente e reforçar a importância da atuação do cirurgião-dentista na prevenção e
promoção de saúde. Relato de experiência: Trata-se de um relato de experiência do tipo descritivo
acerca da vivência da equipe de odontologia no desenvolvimento de atividade de educação em
saúde. Inicialmente, foi realizado contato prévio com a pessoa responsável pela instituição de
idosos da comunidade, propondo esta atividade educativa, de prevenção e promoção à saúde,
sendo acordado o dia e hora para o evento. No dia e hora combinados, estavam presentes a equipe
de saúde bucal, outros profissionais da equipe de saúde da UBS e aproximadamente 60 idosos
assistidos pela instituição, onde foi feita uma exposição oral do tema, ilustrada com banner, em
uma roda de conversa. Foi feita também demonstração de técnicas de escovação dental.
Posteriormente, em uma dinâmica, o grupo esclareceu dúvidas que porventura surgiram no
decorrer da apresentação. Ao final, todos os participantes receberam kits de higiene bucal.
Discussão: A atividade teve o intuito de orientar os idosos para a prevenção dessas patologias
através do autoexame bucal, conhecer as principais lesões cancerizáveis que acometem a cavidade
bucal e incentivo às visitas regulares ao cirurgião-dentista para busca de lesões com potencial de
transformação maligna, tendo em vista que muitas delas têm tratamento com prognóstico
favorável, quando detectadas precocemente. Conclusão: A experiência foi proveitosa e positiva.
Foi constatado que ainda existe muito trabalho a ser feito com a comunidade a respeito do tema, já
que ainda existem muitas dúvidas e tabus a serem esclarecidos. Os idosos receberam orientação
quanto à prevenção ao câncer bucal, esclareceram dúvidas sobre a doença e a importância de
visitar o cirurgião-dentista de forma regular para a detecção de lesões cancerizáveis e outros
agravos. Também foram estimulados a fazer uma melhor higienização bucal.
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VITRINE FARMACÊUTICA - ESTRATÉGIA PARA PROMOÇÃO DA SAÚDE NA ATENÇÃO
PRIMÁRIA: RELATO DE EXPERIÊNCIA
AIRES CCNF1*, ALMEIDA DTA2
1
Secretaria Municipal de Saúde de Maceió – AL
Instituto de Gestão Aplicada
*ccnfa@yahoo.com.br
2
ÁREA TEMÁTICA: Educação em Saúde
Introdução: Considerando que a Farmácia é um estabelecimento de saúde, legalmente reconhecida
em 2014, seja esta pública ou privada, sua vitrine pode ser utilizada como ferramenta de
informação para a população, auxiliando o farmacêutico a exercer um dos seus papéis
fundamentais que é promover educação em saúde de forma individual e coletiva. Relato de
experiência: A antiga janela de dispensação de uma Unidade Docente Assistencial que possui uma
equipe de Saúde da Família vem sendo utilizada como um ponto de informação para a população
desde junho de 2023 através da exposição de conteúdo de fácil entendimento e leitura rápida para
os usuários que se encontram na recepção da unidade. O tema abordado é alterado mensalmente
de acordo com o calendário proposto pelo Ministério da Saúde e conta com cores e imagens
relacionados ao assunto escolhido, além disso, em alguns meses há exposição de cordéis
produzidos pela funcionária do setor. Aliado ao conteúdo exposto, a farmacêutica realiza
atividade educativa em sala de espera. Discussão: Apesar de escassos trabalhos que retratem esta
temática, um artigo do ano 2000 foi inspiração para o desenvolvimento deste projeto, embora
enfatize o serviço privado e a importância, naquela época, de demostrar que a Farmácia não era
um simples estabelecimento comercial. Conclusão: A vitrine farmacêutica pode ser elaborada com
poucos recursos e bastante criatividade, buscando exibir conteúdos que chamem a atenção dos
usuários para temáticas importantes no intuito de conscientizá-los e motivá-los para o autocuidado
e para procurar a equipe de saúde quando necessário.
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RELATO DE EXPERIÊNCIA: MATRICIAMENTO TERAPIA OCUPACIONAL EM FOCO NA
ATENÇÃO PRIMÁRIA A SAÚDE
CABRAL WL.N¹*²
¹Universidade Federal da Paraíba – UFPB
²Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa – SMS/PMJP
*wladimirlenin.to@gmail.com
ÁREA TEMÁTICA: Educação em saúde
Introdução: A fragilidade dos profissionais em compreender a prática da Terapia Ocupacional na
Atenção Primária a Saúde leva a necessidade e a importância de realização de matriciamentos
acerca do arcabouço teórico-prático deste profissional. Objetivo: Promover conhecimentos dos
recursos terapêuticos ocupacionais na atenção básica e facilitar a integralidade do cuidado e a
resolubilidade das demandas dos usuários perante este profissional. Método: Trata-se de um
relato de experiência de um matriciamento realizado por um Terapeuta Ocupacional, integrante da
Residência Multiprofissional em Saúde da Família e Comunidade – RMSFC, na Unidade Integrada
de Saúde da Família (USF) do Município de João Pessoa-PB. Resultados: Participaram do
matriciamento quatro equipes de saúde da família, foram apresentados slides com conteúdos
sobre a história, atribuições e domínios da Terapia Ocupacional na Atenção Básica e entregue um
jornal informativo intitulado Terapia Ocupacional com Ênfase na Estratégia Saúde da Família,
posteriormente foram realizadas duas práticas: 1- Quadro de pintura a dedo para explorar a
criatividade, a autoexpressão e o sentimento de realização por meio da pintura; 2- Apresentação de
Objetos Pessoais para o fortalecimento de vínculos, estimulação da memória e valorização da
diversidade cultural. Conclusão: Percebeu-se que existiam muitas dúvidas referentes às
competências e domínios do Terapeuta Ocupacional e observamos que o matriciamento contribuiu
para melhor esclarecimento acerca do trabalho da Terapia Ocupacional na Atenção Básica, como
também colaborou para o fortalecimento e integração dos profissionais, demonstrando a
necessidade de realização de outros espaços de troca e conhecimento sobre essa temática.
PALAVRAS-CHAVE: Matriciamento; Saúde da Família; Terapia Ocupacional.
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TECENDO DIÁLOGOS: A RODA DE CONVERSA COMO DISPOSITIVO DE CUIDADO NA
ATENÇÃO PRIMÁRIA
Silva ML*¹, Duarte MKFS¹, Rocha MA²
¹ Faculdade Anhanguera de Maceió
² Universidade Federal de Pernambuco
*m34437@gmail.com
ÁREA TEMÁTICA: Atenção em saúde
Introdução: Este trabalho aborda uma experiência de estágio na Atenção Primária a Saúde (APS) e
objetiva discutir a utilização da roda de conversa como metodologia de trabalho. A roda de
conversa é uma ferramenta que facilita a troca de experiências e reflexão, promovendo um
ambiente de interação com os pares e a reflexividade (Moura; Lima, 2014). Relato de experiência:
Trata-se do relato de uma experiência de Estágio Supervisionado em Psicologia na Faculdade
Anhanguera, em Branquinha-AL, no primeiro semestre de 2024. As atividades foram
desenvolvidas junto a uma equipe Multiprofissional (e-Multi), responsável por prestar apoio a
cinco equipes de Saúde da Família (eSF). As Rodas de Conversa foram realizadas junto a usuários
vinculados a uma das eSF e aconteciam no espaço da sala de espera, as sextas-feiras. A
participação era voluntária e as temáticas discutidas foram definidas junto à comunidade, a partir
de suas demandas, abordando temas como ansiedade, depressão, dependência emocional, entre
outros. A construção da conversa ocorria de maneira espontânea, cada pessoa trazia experiências e
perspectivas ou exercia a escuta, promovendo um espaço de aprendizado coletivo e acolhimento.
Discussão: Nas rodas, destacava-se o propósito de promover a participação coletiva para debater
uma temática, o que permitia o diálogo entre os participantes, que expressavam e escutavam uns
aos outros. Considera-se que a construção e reconstrução dos saberes acontecia a partir da troca de
experiências (Warschauer, 2017), de modo horizontal. Não havia protagonismo dos profissionais,
todos os participantes estavam sentados em círculo, contribuindo de forma igualitária. Conclusão:
A APS se caracteriza por um conjunto de ações de saúde, no âmbito individual e coletivo, que
abrange a promoção e a proteção da saúde (Brasil, 2017). Assim, as rodas constituem-se como uma
das ferramentas para a promoção do cuidado em saúde, que facilitam a partilha de conhecimentos
e fortalecem os laços comunitários.
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IMPACTO DA EDUCAÇÃO EM SAÚDE ORAL INFANTIL NA FORMAÇÃO DO
CIRURGIÃO-DENTISTA: RELATO DE EXPERIÊNCIA
Prazeres MCB¹*, Alencar YTF¹, Costa EM¹
¹Universidade Federal de Alagoas
*maria.prazeres@foufal.ufal.br
ÁREA TEMÁTICA: Educação em saúde
Introdução: A inserção da Saúde Bucal na Atenção Primária à Saúde (APS) prevê a realização de
promoção da saúde e prevenção dos agravos em saúde bucal em diferentes fases da vida, através
de estratégias como a visita domiciliar e o Programa Saúde na Escola (PSE). Paralelamente, a
formação do cirurgião-dentista passou a ser mais integrada ao Sistema Único de Saúde e menos
curativista, valorizando estratégias de educação em saúde bucal em espaços que transcendem os
estabelecimentos de APS. Portanto, o objetivo deste trabalho é descrever as estratégias de educação
em saúde bucal no espaço escolar em distintas fases da infância na formação dos discentes do
curso de Odontologia da Universidade Federal de Alagoas (UFAL). Relato de experiência: Este é
um relato de experiência desenvolvido a partir da disciplina “Saúde e Sociedade” por discentes do
primeiro período do curso de Odontologia da UFAL. Os alunos visitaram dois locais: a Escola
Municipal Professora Silvia Celina Nunes Lima (5 a 12 anos), no dia 19 de julho de 2023, e Creche e
Escola Municipal Professora Fúlvia Maria De Barros Mo Rosemberg (4 meses a 5 anos), no dia 27
de setembro de 2023, ambas localizadas em Maceió. Discussão: Foram realizadas orientações de
higiene bucal, incluindo práticas educativas de forma lúdica e acessível sobre a escovação dentária
(Técnica dos Fones), o uso do fio dental e estímulo à dieta saudável. Essa atividade foi considerada
exitosa por contemplar crianças em territórios vulneráveis da cidade de Maceió e em diferentes
fases da infância, apontando a importância de estabelecer o cuidado em saúde bucal de forma
precoce. Conclusão: A inserção de práticas educativas no processo formativo desde o início do
curso de odontologia contribui para uma formação humanística e interdisciplinar, fortalece o
vínculo entre a universidade e o SUS, em especial a APS.
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SAÚDE SEXUAL E REPRODUTIVA E ADOLESCER: INVISIBILIDADES DA
INTERSECCIONALIDADE NA ATENÇÃO PRIMÁRIA
Mendes VM1*, Calazans GJ2, Devincenzi, MU3, Guimarães JS4, Ayres JRCM1
1
Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo – FMUSP
Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo – IPUSP
3
Instituto de Saúde e Sociedade da Universidade Federal de São Paulo – ISS/UNIFESP
4
Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG
1
Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo – FMUSP
*valeriamonteiromendes@gmail.com
* Financiador: Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP).
2
ÁREA TEMÁTICA: Atenção em saúde
Introdução: A produção da atenção à saúde sexual e reprodutiva (SSR) de Adolescentes e
Jovens (A&J) na atenção primária requer a compreensão das intersecções entre os marcadores
sociais e desigualdades e os desafios impostos pela pandemia da IST/Aids, a qual se somaram a
da Covid-19 e a de sofrimento mental, com vistas à tessitura de cuidados mais coerentes com
viver destes sujeitos. Objetivo: Compreender o cuidado em SSR para A&J produzido na APS
dos municípios de São Paulo e Santos. Método: Estudo composto por métodos mistos, de base
etnográfica, conceitualmente orientado pelo quadro da Vulnerabilidade e do Cuidado,
Abordagem Psicossocial e Multicultural de Direitos Humanos e interseccionalidade, baseado
em entrevistas com trabalhadoras/es e A&J e observação de serviço, realizado entre 2019-2024.
Resultados: segundo os/as profissionais, as necessidades e demandas mais frequentes de A&J
são a busca por métodos contraceptivos e testes de gravidez (pelas adolescentes) e
exames/tratamentos para IST (pelos adolescentes), perdurando o olhar marcado pelo
componente biológico/generalizações com pouco adensamento para as intersecções entre
gênero/orientação sexual, raça/etnia, desigualdades, violências e modos de viver no adolescer.
Sem desconsiderar a oferta de informações em consultas médicas/enfermagem e o
reconhecimento pelas/os profissionais da necessidade de grupos para A&J, o Planejamento
Familiar segue como espaço privilegiado para abordar SSR. Tais encontros, com baixa
participação de A&J, privilegiam o formato de palestra (modelo preventivista) com ênfase nas
doenças e apresentação de métodos contraceptivos a serem “escolhidos”, havendo baixa
criticidade e porosidade das profissionais para abordagem mais crítica, participativa e
interseccional da SSR de A&J. Conclusão: Os efeitos dos sucessivos desmontes/ataques à
atenção primária, focado em parametrização e processos de trabalho distanciados do viver,
dificultam também um cuidado mais coerente, participativo e interseccional da SSR de A&J,
que seguem experienciando um não lugar neste âmbito da atenção.
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Os desafios da atenção, gestão e educação em saúde no Brasil.
ACESSO AO EXAME CITOPATOLÓGICO: BARREIRAS E POSSIBILIDADES NA ATENÇÃO
PRIMÁRIA À SAÚDE DE PALMEIRA DOS ÍNDIOS, ALAGOAS.
Amorim, RS¹*, Machado, MF².
¹Universidade Federal de Alagoas - UFAL
²Universidade Federal de Alagoas – UFAL
*rodrigoamorimenf@gmail.com
ÁREA TEMÁTICA: Atenção em saúde
Introdução: O acesso aos serviços de saúde refere-se à capacidade das pessoas de obterem os
cuidados e serviços de saúde necessários quando precisam. A Atenção Primária à Saúde (APS) tem
o papel de desenvolver estratégias para prevenção do câncer do colo do útero, sendo a realização
periódica do exame citopatológico a estratégia mais adotada para o seu rastreamento. Objetivos:
Conhecer as barreiras de acesso ao exame citopatológico na atenção primária no município de
Palmeira dos Índios, Alagoas, na percepção das usuárias. Método: Trata-se de estudo descritivo
exploratório com abordagem quantitativa. A amostra foi composta por 90 mulheres na faixa etária
de 25 a 64 anos, selecionadas por meio dos relatórios do Programa Previne Brasil do Ministério da
Saúde, utilizando o critério da amostragem por conveniência. Resultados: Foi encontrada uma boa
adesão ao exame citopatológico nos últimos 3 anos (80,46%), entretanto, a maioria das mulheres
afirmou ter realizado em consultório particular (64,20%). Questões relacionadas à organização do
serviço de saúde, como a falta de privacidade, a demora na entrega do resultado e o fato de ser um
profissional do sexo masculino responsável pela coleta, contribuem para essa realidade. As que
nunca realizaram (6,90%) apontam como principais motivos o fato de estarem bem de saúde (40%),
além da vergonha ou falta de tempo (13,33%). Houve deficiência no conhecimento sobre exame,
pois embora a maioria considerasse o exame importante (98,89%), muitas (18,52%) não sabiam o
real motivo para a sua realização e 35,56% referiu querer receber mais informações sobre o tema.
Conclusão: Muitas mulheres até realizam o exame, porém optam em fazer no serviço privado,
possuem vínculo fragilizado com a equipe e necessitam de mais informações sobre o tema. Faz-se
necessário a (re)organização do processo de trabalho, considerando as reais necessidades das
mulheres do território, seu modo de vida, seus costumes e crenças.
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EDUCAÇÃO EM SAÚDE COM IDOSOS E PRINCIPAIS COMORBIDADES ASSOCIADAS À
COVID-19: RELATO DE EXPERIÊNCIA
Sales FMBL¹*, Lopes MES², Barros MDR², Silva YCB², Silva VCO¹
¹Secretaria Municipal de Saúde de Maceio – SMS Maceió
² Universidade Federal de Alagoas - UFAL
*Fernanda.leite@fanutr.ufal.br
ÁREA TEMÁTICA: Educação em saúde
Introdução: A COVID-19 (do inglês Coronavirus Disease 19) pode apresentar complicações letais,
em especial em pessoas com obesidade e suas comorbidades, como diabetes mellitus e hipertensão
arterial. Assim, o controle dessas condições pode melhorar o prognóstico da doença. Relato de
Experiência: Foram realizadas três ações de educação em saúde em idosos de um espaço de
convívio da terceira idade de um conjunto situado no VII Distrito Sanitário (DS) de Maceió por
estudantes de nutrição e nutricionista integrantes da décima edição do Programa de Educação pelo
Trabalho para a Saúde. Essas tinham ênfase no papel da alimentação adequada nas comorbidades
mais prevalentes na morbimortalidade da COVID-19 nesse DS durante a pandemia, a saber:
hipertensão, diabetes e obesidade. Na primeira ação sobre hipertensão foi apresentada a
quantidade de sal de alimentos, formas alternativas de melhorar o sabor dos alimentos e entrega
de amostras de sal de ervas para incentivar a redução da ingestão de sódio. Na segunda, o foco foi
diabetes com uma dinâmica sobre mitos e verdades sobre a doença. Por último, foi abordado o
tema obesidade, mostrando documentário sobre alimentos ultraprocessados, além de amostras
visuais com quantidades de açúcar e gordura de alguns alimentos e uma proposta de substituição
por outros mais saudáveis e, por fim, apresentado um cartaz com a variação de preços desses
alimentos em mercados locais, com o intuito de mostrar que é possível uma alimentação saudável
e financeiramente acessível. Discussão: Ao final de cada ação, os idosos tiravam dúvidas e
trocavam experiências, sendo essas ações de educação em saúde importantes para construção de
conhecimento e, consequentemente, na prevenção primária e secundária dessas doenças
trabalhadas a partir de conhecimento. Conclusão: Assim, foi possível mostrar os benefícios da
alimentação saudável e estimular autonomia e mudança de hábito dos participantes e,
consequentemente, promover a saúde destes.
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IMPACTO DA EDUCAÇÃO EM SAÚDE ORAL INFANTIL NA FORMAÇÃO DO
CIRURGIÃO-DENTISTA: RELATO DE EXPERIÊNCIA
Prazeres MCB¹*, Alencar YTF¹, Costa EM¹
¹Universidade Federal de Alagoas
*maria.prazeres@foufal.ufal.br
ÁREA TEMÁTICA: Educação em saúde
Introdução: A inserção da Saúde Bucal na Atenção Primária à Saúde (APS) prevê a realização de
promoção da saúde e prevenção dos agravos em saúde bucal em diferentes fases da vida, através
de estratégias como a visita domiciliar e o Programa Saúde na Escola (PSE). Paralelamente, a
formação do cirurgião-dentista passou a ser mais integrada ao Sistema Único de Saúde e menos
curativista, valorizando estratégias de educação em saúde bucal em espaços que transcendem os
estabelecimentos de APS. Portanto, o objetivo deste trabalho é descrever as estratégias de educação
em saúde bucal no espaço escolar em distintas fases da infância na formação dos discentes do
curso de Odontologia da Universidade Federal de Alagoas (UFAL). Relato de experiência: Este é
um relato de experiência desenvolvido a partir da disciplina “Saúde e Sociedade” por discentes do
primeiro período do curso de Odontologia da UFAL. Os alunos visitaram dois locais: a Escola
Municipal Professora Silvia Celina Nunes Lima (5 a 12 anos), no dia 19 de julho de 2023, e Creche e
Escola Municipal Professora Fúlvia Maria De Barros Mo Rosemberg (4 meses a 5 anos), no dia 27
de setembro de 2023, ambas localizadas em Maceió. Discussão: Foram realizadas orientações de
higiene bucal, incluindo práticas educativas de forma lúdica e acessível sobre a escovação dentária
(Técnica dos Fones), o uso do fio dental e estímulo à dieta saudável. Essa atividade foi considerada
exitosa por contemplar crianças em territórios vulneráveis da cidade de Maceió e em diferentes
fases da infância, apontando a importância de estabelecer o cuidado em saúde bucal de forma
precoce. Conclusão: A inserção de práticas educativas no processo formativo desde o início do
curso de odontologia contribui para uma formação humanística e interdisciplinar, fortalece o
vínculo entre a universidade e o SUS, em especial a APS.
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O SUS EM TODOS OS LUGARES: PROMOVENDO O CONTROLE DA TUBERCULOSE EM
UMA COMUNIDADE INDÍGENA NO INTERIOR DE ALAGOAS
Amorim, RS¹*, Machado, MF².
¹Universidade Federal de Alagoas - UFAL
²Universidade Federal de Alagoas – UFAL
*rodrigoamorimenf@gmail.com
ÁREA TEMÁTICA: Atenção em saúde
Introdução: A tuberculose é uma doença infectocontagiosa, que mesmo com as estratégias
historicamente desenvolvidas e das reduções nos coeficientes de mortalidade e incidência, ainda é
um grande problema de saúde pública brasileiro. Os fatores de perpetuação estão associados ao
processo de desigualdades sociais, especialmente, populações historicamente excluídas como os
povos indígenas. Relato de experiência: A ação articulada entre APS e Vigilância em Saúde,
realizada ao longo de 2023, buscou promover o controle da tuberculose na comunidade tradicional
Aldeia Fazenda Canto dos Xucurus-Kariris, em Palmeira dos Índios, Alagoas, após a exposição da
população a um caso índice de TB pulmonar. Etapas: 1) busca ativa e avaliação dos contatos com a
oferta da prova tuberculínica (PT) no domicílio; 2) Educação em saúde na comunidade. 3)
avaliação e monitoramento dos casos de infecção latente de tuberculose. Foram identificados 34
contatos. Realizaram a prova tuberculínica 26 indígenas, sendo 13 no domicílio, uma vez que 08 já
tinham apresentado reatividade ao exame em 2020, quando teve outro caso de TB na comunidade.
Somando-se, desde 2020 foram realizadas 39 PT, 15 indígenas apresentaram reatividade,
apontando um percentual preocupante de 38%. Todos realizaram radiografia de tórax,
descartando doença ativa, iniciando o tratamento para ILTB e seguem monitorados. Discussão:
Ações de prevenção e promoção da saúde no contexto da tuberculose, ofertadas mais próximas à
comunidade, têm melhor impacto no controle da doença, principalmente nas populações
vulneráveis, como os povos indígenas, que possuem um risco três vezes maior para desenvolver o
agravo. Conclusão: Os resultados dessa experiência podem colaborar na discussão da organização
dos serviços de saúde, refletindo no processo de trabalho das equipes, numa perspectiva de
ampliação da cobertura de investigação de contatos e na implementação de medidas que
contribuam para a melhor estruturação do programa de controle da tuberculose no contexto da
saúde indígena.
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INTEGRANDO SABERES: EXPERIÊNCIA DE FARMACÊUTICAS NO CUIDADO INTEGRAL
AO PACIENTE EM UMA UDA/UFAL
Xavier, ALM¹*, Alves, NS¹
¹Universidade Federal de Alagoas - UFAL
*analuisamx08@gmail.com
ÁREA TEMÁTICA: Educação em saúde
Introdução: A Residência Multiprofissional em Saúde do Adulto e do Idoso da UFAL é uma
modalidade de pós-graduação e possui como um dos cenários de prática, a atenção primária (AP).
É na AP onde o farmacêutico tem um importante papel tanto na assistência quanto na atenção
farmacêutica. No que concerne à assistência farmacêutica (AF), pode atuar na garantia da
disponibilidade, qualidade, conservação e controle de estoque dos medicamentos. Já na atenção
farmacêutica, atua na supervisão da farmacoterapia como um todo, avaliando a prescrição,
orientando o paciente e sua família, além de difundir informações sobre medicamentos e saúde.
Relato de experiência: Trata-se de um estudo descritivo, do tipo relato de experiência, acerca da
vivência de duas farmacêuticas inseridas em uma Unidade Docente Assistencial (UDA/UFAL), no
município de Maceió-AL. Durante nossa atuação na UDA, foram dispensadas diversas classes de
medicamentos que compõem o componente básico da AF. Buscando aperfeiçoar a dispensação de
medicamentos, foram utilizados recursos audiovisuais com o objetivo de facilitar o entendimento
sobre como e quando tomar os medicamentos, adaptando as informações às necessidades
individuais. Além disso, foram realizadas orientações no ato de dispensação da insulina,
glicosímetro, tiras e lancetas para o paciente diabético, dando ênfase à importância da adesão ao
tratamento, monitorização adequada e segura da glicose. Discussão: O farmacêutico na atenção
básica é um profissional multifacetado, cuja atuação é fundamental para a promoção da saúde e a
melhoria da qualidade de vida dos pacientes. Suas atribuições vão além do simples ato de
dispensar medicamentos, isto é, visam à orientação do paciente quanto ao uso correto de
medicamentos. Essa prática é considerada pela OMS como um serviço indispensável na relação
paciente-medicamento. Conclusão: Essas experiências foram enriquecedoras e nos permitiram
aplicar nossos conhecimentos teóricos na prática, contribuindo significativamente para a saúde e o
bem-estar dos pacientes atendidos na UDA.
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ATUALIZAÇÕES DO MANUAL DE RECOMENDAÇÕES E CONTROLE DA TUBERCULOSE
NO BRASIL: UMA PESQUISA DOCUMENTAL
Nunes ICM*, Santos GV, Silva JS, Tavares CM, Almeida AGCS
Universidade Federal de Alagoas - UFAL
*izabelly.nunes@esenfar.ufal.br
ÁREA TEMÁTICA: Atenção em saúde
Introdução: A tuberculose é uma doença infecciosa, causada pelo Mycobacterium tuberculosis, de
transmissão respiratória, por inalação de aerossóis, e está entre as dez doenças que mais matam no
mundo atualmente, sendo considerada um grande problema de saúde pública. Além da doença
ativa e sintomática, existe a Infecção latente da Tuberculose (ILTB), pois parte da população possui
imunidade parcial ao bacilo, configurando a convivência assintomática com o bacilo. Objetivo:
Descrever de forma comparativa as principais atualizações do Manual de Recomendações e
Controle da Tuberculose no Brasil. Método: Trata-se de um estudo qualitativo, documental, com
análise comparativa de conteúdo, construído a partir da revisão dos Manuais de Recomendações e
Controle da Tuberculose no Brasil, publicados em 2011 e 2019. Resultados: Diagnóstico de TB
bacteriológico, entrada do Teste rápido molecular para tuberculose (TRM-TB). Com relação ao
diagnóstico da ILTB, houve a recomendação de um novo método, o Interferon-gama release assay
(IGRA). Na nova publicação, pessoas com diabetes Mellitus e infectadas pelo bacilo passam a ter
recomendações específicas durante seu tratamento, devido ao risco de progressiva evolução. A
revacinação da vacina Bacilo de Calme e e Guérin (BCG) não está mais indicada, mesmo que não
haja formação de cicatriz e a faixa etária é atualizada para 4 anos, 11 meses e 29 dias. O manual
também atualiza as recomendações para o tratamento da ILTB, incluindo a possibilidade de
utilização de esquemas com rifampicina, além do esquema clássico com isoniazida. Conclusão: As
atualizações no Manual de Tuberculose no Brasil, com novos métodos diagnósticos e opções de
tratamento, representam um avanço importante, melhorando a detecção e a adesão no controle da
doença.
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FERRAMENTAS DE MANEJO DA POLIFARMACIA E MÁ ADESÃO MEDICAMENTOSA DO
IDOSO NA ATENÇÃO PRIMÁRIA EM SAÚDE
Silva ALB ¹*, Sequeira HT¹, Martins VM¹, Vieira FERM², Souza MMMS²
¹ Universidade Federal do Mato Grosso do Sul
² Preceptor de Medicina de Família e Comunidade
*ana.branquinho@ufms.br
ÁREA TEMÁTICA: ATENÇÃO EM SAÚDE
Introdução: O Plano Terapêutico Singular (PTS) é uma ferramenta, que orienta o manejo e
estabelecimento de metas por meio de uma abordagem holística, centrada na pessoa. Faz-se
imprescindível em situações de alta complexidade, como abordagem da polifarmácia, e má adesão
medicamentosa no idoso. Objetivo: Compreender a aplicabilidade do PTS na atenção primária,
como recurso para desenvolvimento da autonomia do indivíduo, e elaboração de objetivos, metas
e propostas terapêuticas multiprofissionais sob suas especificidades. Método: Trata-se de um
estudo descritivo, exploratório, na modalidade de relato de caso clínico, desenvolvido no âmbito
da Atenção primária, com elaboração de PTS. Resultados: R.V, 82 anos, feminino, viúva,
evangélica, alfabetizada em domicílio, hipertensa, diabética tipo 2, dislipidêmica, apresenta má
adesão às medicações de uso contínuo, refratária a múltiplas tentativas de abordagem e
dispensação medicamentosa. Em prontuário online, apresenta histórico de busca recorrente da
unidade por dispneia incapacitante e ortopneia em uso de medicação inalatória de resgate. Ao
exame físico, apresenta estertores crepitantes bibasais a ausculta pulmonar, e edema importante de
membros inferiores sem demais alterações. Aos exames complementares, apresenta elevação de
Pró-BNP (159), e ecocardiograma com aumento do átrio esquerdo, que suscitou hipótese
diagnóstica de Insuficiência Cardíaca, possibilitando otimizar o esquema terapêutico, visto que a
polifarmácia favorece interação medicamentosa, com consequente hospitalização na pessoa idosa.
Assim, para elaboração do PTS, precedeu-se visita domiciliar, elaboração de genograma e
ecomapa, possibilitando propostas como dispensação semanal de medicações, mudança do estilo
de vida e controle da sintomatologia, a curto, médio e longo prazo respectivamente. Ademais,
postulou-se plano de divisão de responsabilidades entre equipe multiprofissional, paciente e
membros da família, com intuito de gerar senso de gestão da própria saúde e entendimento do
quadro clínico subjacente e sua relação com as redes de apoio, funcionalidade e melhora da
qualidade de vida do Idoso.
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DIAGNÓSTICO SITUACIONAL DE UMA UNIDADE DE SAÚDE DA FAMÍLIA NO
SUDOESTE BAIANO
Soares AA¹*, Porto LS¹, Cotrim ACS¹, Guimarães CF¹
¹Universidade do Estado da Bahia (UNEB), Campus XII
*alexandrealmeida.as83@gmail.com
ÁREA TEMÁTICA: Gestão em saúde
Introdução: A ferramenta do diagnóstico situacional (DS) constitui um elemento fundamental para
a construção do adequado planejamento estratégico que contemple as necessidades dos usuários e
profissionais da unidade de saúde. Desse modo, o objetivo do estudo consiste em relatar a vivência
de acadêmicos da graduação de Enfermagem na construção do diagnóstico situacional de uma
Unidade de Saúde da Família (USF) do sudoeste baiano. Relato de experiência: O relato de
experiência resulta do processo de realização do DS por acadêmicos da Universidade do Estado da
Bahia (UNEB) para atender a proposta do estágio curricular na disciplina de Gerenciamento em
Enfermagem I desenvolvido em uma USF do município de Guanambi, localizado a 796 km de
Salvador. A construção se deu em três etapas, tendo primeiramente a construção de um
instrumento com questões levantadas por estudantes e docentes em sala de aula para nortear as
entrevistas com os profissionais da referida unidade. Posteriormente, ocorreu a observação
participante dos acadêmicos no fluxo de atendimento, oferta de serviços, estrutura física, recursos
materiais e humanos disponibilizados na USF. Na última etapa, houve a socialização das vivências
com a síntese do diagnóstico situacional conduzido pelos estudantes sob preceptoria dos docentes,
além do compartilhamento de possíveis proposições para intervir nas problemáticas evidenciadas
na unidade. Discussão: O diagnóstico situacional possibilita o levantamento de dados e
informações que colaboram com propostas de intervenções aos desafios apresentados durante a
análise, a fim de melhorar a gestão e qualidade dos serviços de saúde. Conclusão: Para o
desempenho de uma assistência resolutiva e integral à saúde dos usuários há a necessidade da
análise eficiente das demandas e necessidades do território que a USF encontra-se localizada,
tornando assim essencial o DS com informações de qualidades e bem interpretadas pelos
profissionais e gestores da saúde.
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PORTFÓLIO COMO MÉTODO AVALIATIVO PSICOPROFISSIONAL DOS RESIDENTES EM
MEDICINA DE FAMÍLIA E COMUNIDADE NO MUNICÍPIO DE CAMPO GRANDE
Souza YMMM¹
¹ Preceptor de Medicina de Família e Comunidade da Secretária Municipal de Saúde de Campo Grande/Fiocruz
yurimateusmuniz96218@gmail.com
ÁREA TEMÁTICA: Educação em Saúde
Introdução: Atualmente na residência médica em medicina de família e comunidade no município
de Campo Grande em parceria com a Fiocruz através do projeto TEIAS (territórios integrados de
atenção à saúde) é utilizado a ferramenta portfólio no processo de avaliação de aquisição de
competências e habilidades previstas no processo de formação. Relato de experiência: O
instrumento é realizado semanalmente pelos residentes, sendo analisado e avaliado pelo
preceptor. Os residentes precisam executar o registro de procedimentos realizados durante a
semana, discussão de casos clínicos apresentados, reflexão sobre aulas e sessões clínicas
apresentadas na unidade. Este espaço tornou-se um aliado dos residentes que podem expressar
seus sentimentos através do sentimentograma, reflexões sobre os desafios na sua prática clínica e
suas fragilidades para serem trabalhadas juntamente com o seu preceptor. Como fomentador do
conhecimento, utilizamos esta ferramenta para estimular que os residentes realizem leituras de
artigos, revisão técnica de procedimentos e até mesmo problematizações de situais reais de sua
vivência na unidade de saúde da família com o propósito de criar soluções técnicas e ampliar a
formação dos residentes em gestão, umas das atribuições necessárias do médico de família.
Discussão e conclusão: O portfólio agrega conhecimento teórico aplicado a prática clínica
tornando um instrumento de recorde temporal do processo avaliativo do residente, tornando mais
palpável a supervisão do mesmo, garantindo uma análise documental da evolução do residente,
criando um universo, na qual o residente realiza suas próprias reflexões sobre sua evolução
durante sua formação profissional.
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DISPENSAÇÃO SAZONAL DE ANTIMICROBIANOS NA UBSF DE CAMPINA GRANDE-PB:
2022-2023
Farias AS¹*, Belem LF¹, Silva WB¹, Oliveira MLS¹, Diniz JB¹, Rocha,BP 1
¹Universidade Estadual da Paraíba - UEPB
*alan.farias@aluno.uepb.edu.br
*Financiador: CIM/UEPB
ÁREA TEMÁTICA: Atenção em Saúde
Introdução: A descoberta de antimicrobianos foi um marco na expectativa de vida dos seres
humanos, visto que possibilitou a diminuição da mortalidade e o aumento da qualidade de vida
de pessoas que vivem com enfermidades causadas por bactérias. Objetivos: O objetivo deste
estudo é avaliar a dispensação de antimicrobianos na Unidade Básica de Saúde Odete Leandro de
Oliveira nos anos de 2022 a 2023, destacando os meses de julho a setembro como os períodos de
maior distribuição desses fármacos. Método: Trata-se de um estudo quantitativo, observacional e
transversal que analisa os antimicrobianos dispensados entre julho e setembro no período de 2022
e 2023. Resultados: Durante os meses de julho a setembro de 2022 e 2023, foi observado um
aumento significativo na distribuição de antimicrobianos ao longo desses três meses, nos dois
anos. Em 2022, foram dispensados 180 antimicrobianos, sendo que 40,2% dessas dispensações
ocorreram durante os meses de julho a setembro. Em comparação, em 2023, houve a dispensação
de 109 antimicrobianos, e 30,3% dessas prescrições ocorreram durante julho a setembro.
Conclusão: Dessa forma, é importante a atuação do farmacêutico no controle da dispensação de
antimicrobianos, administrando tanto o uso correto quanto a necessidade do antibiótico no
tratamento da enfermidade do paciente, evitando o desenvolvimento de resistência bacteriana
futura.
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PRODUÇÃO DE MATERIAIS EDUCATIVOS SOBRE A VACINA DA COVID-19 PARA
CRIANÇAS: RELATO DE EXPERIÊNCIA
Queiroz EOS1*, Oliveira SEA2, Gonçalves MNRG2, Rocha MV2, Santos PVS2, Filho ALM2
1
Secretaria Municipal de Saúde de Maceió – SMS/MACEIÓ
Universidade Federal de Alagoas – UFAL
*eladja_servicosocial@hotmail.com
2
ÁREA TEMÁTICA: Educação em Saúde
Introdução: A vacina da Covid-19 para crianças e adolescentes foi um avanço para o
enfrentamento à pandemia, buscando protegê-las da forma mais grave da doença. Relato de
Experiência: Trata-se de um relato de experiência do tipo descritivo acerca da vivência dos
integrantes do PET-Saúde na produção de materiais educativos para utilização nas ações de
educação em saúde com estudantes de uma escola pública abordando a importância da vacinação
contra a Covid-19. No dia 28/04/2023, foi realizada uma reunião com a direção e coordenadora
pedagógica da escola para apresentação da proposta das atividades de educação em saúde,
definição de datas, horários e turmas a serem contempladas. Entre os dias 01 e 11 de maio, os
petianos fizeram a leitura de textos e boletins informativos sobre Covid-19 e elaboraram os
materiais educativos na plataforma Canva. Foram construídos crachás (vírus x vacina), jogo da
memória, jogo de labirinto, jogo de verdade x mentira, quebra-cabeça e a solicitação da confecção
do Zé Gotinha. Outro material desenvolvido foi um banner com esquema vacinal completo para
crianças e adolescentes. Os materiais sempre enfatizavam a importância da vacinação e o lema:
Vacinas Salvam vidas! As três atividades de educação em saúde ocorreram nos dias 12, 19 e 26 de
maio de 2023, no horário vespertino, no pátio da escola, com a participação de 220 crianças na faixa
etária de 6 a 10 anos. Discussão: A produção dos materiais educativos com a contribuição dos
graduandos das diversas áreas de formação permite desenvolver habilidades e competências
necessárias para o trabalho em equipe e colaborativo. Conclusão: conclui-se que a utilização dos
materiais educativos proporcionou maior participação das crianças durante a execução das
atividades. Permitiu aos petianos a vivência do trabalho em equipe de forma colaborativa e
desenvolvimento de competências.
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DA CULTURA À SAÚDE: EDUCAÇÃO EM SAÚDE ATRAVÉS DA LITERATURA DE
CORDEL - RELATO DE EXPERIÊNCIA
DARA THERESA AMANCIO DE ALMEIDA1; CLÁUDIA CRISTINA NÓBREGA DE FARIAS AIRES2
1
Instituto de Gestão Aplicada – IGA
Secretaria Municipal de Saúde de Maceió – AL
*dar_almeida@hotmail.com
2
INTRODUÇÃO: Dentro da perspectiva das Diretrizes da Política Nacional de Promoção à Saúde,
o cordel vem sendo trabalhado de forma ativa e tem se tornado um aliado no processo de
prevenção e promoção à saúde por sua formatação lúdica em versos e rimas e de linguagem
acessível para o usuário. O objetivo deste projeto é utilizar o cordel como uma das estratégias para
o desenvolvimento de Promoção à Saúde na Atenção Primária.
DESCRIÇÃO DO RELATO: A realização de atividades educativas com os cordéis vem sendo
desenvolvida em uma Unidade Docente Assistencial desde maio de 2022, apresentados de forma
oral nos eventos da unidade e em salas de espera, além de serem entregues os folhetos para a
comunidade e expostos na vitrine da Farmácia. Os temas abordados são elaborados de acordo com
o calendário proposto pelo Ministério da Saúde, buscando levar a informação de fácil acesso para o
usuário. Os cordéis são escritos pela funcionária da própria unidade de saúde.
DISCUSSÃO: Em 1.947, a Organização Mundial da Saúde definiu saúde como “um estado de
completo bem-estar físico, mental e social e não apenas a ausência de doença”, vendo o ser
humano como um ser biopsicossocial. Dentro destes aspectos, devem ser priorizadas ações de
prevenção e promoção à saúde e inserir a literatura de cordel neste cenário pode favorecer a
compreensão dos ouvintes sobre o tema abordado.
CONCLUSÃO: A linguagem simples utilizada em versos e rimas encontradas nos folhetos de
cordel, facilita a conscientização durante as atividades de educação em saúde, portanto a literatura
de cordel tem sido uma ferramenta importante no processo educativo.
PALAVRAS-CHAVES: Educação em Saúde, Literatura de Cordel, Promoção à Saúde.
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EDUCAÇÃO NUTRICIONAL NA ATENÇÃO PRIMÁRIA EM SAÚDE: UMA ABORDAGEM
COM BASE NA NOVA CESTA BÁSICA
Gevú KSS1*, Calazans RS2, Paulo FGGN3, Teixeira CP4
1,2
Universidade Federal Fluminense - UFF
Centro de Saúde Extensão do Bosque – CSEB
3
Fundação Osvaldo Cruz – FIOCRUZ
ksiqueira@id.uff.br
3
ÁREA TEMÁTICA: Educação
Introdução: A educação em saúde constitui-se essencial para a promoção da saúde, sendo uma
abordagem bem difundida e relevante na atenção primária. Relato de experiência: o objetivo do
presente trabalho é relatar a experiência da educação em saúde na atenção básica realizada por
universitários frente ao projeto de extensão universitária. Trata-se de uma abordagem através de
ação educativa relacionada à saúde e nutrição. Atividades foram realizadas no centro de saúde da
extensão do bosque de Rio das Ostras, um município da baixada litorânea do Rio de Janeiro. O
público de usuários da atenção básica do centro de saúde que aguardavam atendimento foram
submetidos a ações de educação nutricional realizadas por alunos de graduação em enfermagem
da Universidade Federal fluminense junto à docente, em três sextas-feiras consecutivas do mês de
setembro de 2024. Três principais atividades foram realizadas. Uma conversa com o público, que
aguardava o atendimento, de em média 50 pessoais, sendo em média de meia-idade, foi realizada
contemplando o tema alimentação saudável, baseado no guia alimentar da população brasileira e
na nova cesta básica. Uma outra atividade realizada foi a de avaliação nutricional, que aconteceu
na sala da triagem, para todos que tinham interesse; e uma orientação nutricional complementar
foi realizada para aqueles que demandaram cuidados em consultório a parte. Discussão: Destacar
a relevância do conhecimento em nutrição na promoção da educação em saúde torna-se de
extrema importância, uma vez que ele não apenas auxilia na promoção de um estado geral de
bem-estar. Conclusão: O acesso à informação e a conscientização sobre educação alimentar e
nutricional pode ter um impacto positivo direto na população, capacitando as pessoas a fazerem
escolhas alimentares mais saudáveis e a adotarem hábitos que contribuam para uma vida
melhor. Estratégias na atenção básica que promovam estas ações são extremamente importantes.
Palavras-chave: Educação Nutricional, nova cesta básica, atenção primária
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POPULAÇÃO LGBTQIAPN+ DA PENITENCIÁRIA MASCULINA BALDOMERO
CAVALCANTE DE OLIVEIRA (PMBCO) - MACEIÓ/AL: O CUIDADO NA ATENÇÃO
BÁSICA EM SAÚDE FACE À VULNERABILIDADE DAS MINORIAS SEXUAIS.
SILVA, RF*.
Universidade Federal de Alagoas – UFAL
Rejaneideassistentesocial@hotmail.com
ÁREA TEMÁTICA: Atenção em Saúde
Introdução: O trabalho aborda a luta da população LGBTQIAPN+ por direitos e igualdade,
destacando o impacto da ditadura militar e da epidemia de AIDS nas décadas de 70 e 80. A política
nacional de saúde voltada para a comunidade LGBTQIAPN+ é destacada como um marco
histórico importante, bem como as políticas públicas voltadas para o sistema prisional. A pesquisa
justifica-se pela necessidade urgente de discutir a situação de vulnerabilidade enfrentada por essa
comunidade no sistema prisional e a importância de garantir o acesso equitativo aos cuidados em
saúde. Objetivo: Analisar o modo como os reeducandos da comunidade LGBTQIAPN+ percebem
o cuidado em saúde durante o encarceramento na PMBCO. Método: Pesquisa qualitativa
exploratória, com entrevistas semiestruturadas e análise de conteúdo. Tendo como local de estudo
a Penitenciária Masculina Baldomero Cavalcante de Oliveira, Maceió/AL e participantes
Reeducandos da comunidade LGBTQIAPN+ no módulo destinado a esse público. Conclusão: Este
projeto de pesquisa visa a elucidar as experiências e desafios enfrentados pela população
LGBTQIAPN+ dentro do sistema prisional da Penitenciária Masculina Baldomero Cavalcante de
Oliveira (PMBCO), em Maceió/AL. Em um contexto histórico e social marcado por discriminação e
marginalização, especialmente dentro das instituições prisionais, a pesquisa busca compreender
como o cuidado em saúde é percebido e vivido por este grupo vulnerável. Através de uma
abordagem qualitativa e exploratória, esperamos identificar as principais vulnerabilidades e
necessidades dessa comunidade, além de avaliar a adequação das ações e cuidados oferecidos pela
Atenção Básica na penitenciária. A análise dos dados coletados permitirá uma compreensão mais
profunda das barreiras enfrentadas e das práticas que podem ser aprimoradas para garantir um
atendimento mais equânime e humanizado. O desenvolvimento de um guia de boas práticas,
como previsto neste projeto, é crucial para melhorar a qualidade do atendimento e promover a
inclusão e o respeito às identidades de gênero e orientações sexuais dos reeducandos. A pesquisa
contribuirá para o avanço das políticas públicas e práticas institucionais, fornecendo informações
valiosas para a formação de profissionais de saúde e para a implementação de estratégias mais
eficazes na promoção da saúde e bem-estar das populações privadas de liberdade. A importância
desta pesquisa é sublinhada pela necessidade urgente de enfrentar as disparidades e os desafios
específicos enfrentados pela comunidade LGBTQIAPN+ no sistema prisional. Com a adesão aos
princípios da ética e ao compromisso com a dignidade humana, esperamos que os resultados desta
pesquisa proporcionem um impacto significativo e positivo tanto para os reeducandos quanto para
o sistema de saúde prisional como um todo.
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E - ISSN 2525-4200
Volume 11 (2024), ANAIS – 2º Simpósio Brasileiro de Atenção Primária à Saúde:
Os desafios da atenção, gestão e educação em saúde no Brasil.
IMPACTO DA PANDEMIA DE COVID-19 NA SAÚDE MENTAL DOS PROFISSIONAIS DA
ÁREA DE SAÚDE
Marreiros MLA¹*, Nascimento EHS¹, Silva PWL¹, Oliveira VM¹
¹Universidade Federal do Acre
*marianalamarreiros@gmail.com
ÁREA TEMÁTICA: Gestão em saúde
Introdução: A pandemia de COVID-19 impôs desafios inéditos ao sistema de saúde no Brasil,
devido a fatores como a escassez de equipamentos intra-hospitalares, que amplificavam a pressão
psicológica experienciada pelos profissionais de saúde. Objetivo: avaliar o impacto da pandemia
na saúde mental dos profissionais da área de saúde após o período pandêmico. Método: Trata-se
de uma revisão de literatura de caráter descritivo e qualitativo, fundamentada em artigos
acessados nos bancos de dados Scielo e PubMed, utilizando como termos de busca: “COVID-19”,
“Mental Health”. Os critérios de inclusão foram estudos completos publicados em 2023,
disponíveis em português e inglês, sendo escolhidos 6 artigos para análise. Resultados: A
pandemia evidenciou a intensa demanda de trabalho dos profissionais da saúde, associada à má
gestão desses trabalhadores, o que aumentou o adoecimento mental e a taxa de mortalidade desse
grupo. Desafios como carga de trabalho excessiva, exposição contínua ao vírus, capacitação
insuficiente e o isolamento social contribuíram para a aparição e o agravo de sintomas de
ansiedade e depressão nesses profissionais desde 2020. Segundo alguns autores, as experiências
traumáticas vivenciadas na linha de frente de combate à COVID-19 aumentaram o risco de
desenvolvimento de Transtorno de Estresse Pós-Traumático e Síndrome de Burnout,
comprometendo a qualidade de vida desses profissionais. Os óbitos decorrentes da COVID-19,
somados ao aumento de suicídios entre esses trabalhadores são dados alarmantes, que amplificam
a insatisfação profissional e precarizam a saúde mental. Conclusão: É evidente que o trabalho em
saúde é uma atividade complexa, ainda mais quando não existem as condições ideais para a
realização deste: recursos, capacitação e apoio. Esses estudos auxiliam na formulação de
estratégias para a construção de um ambiente de trabalho com suporte psicológico e para a
prevenção e o controle de futuras emergências de saúde pública.
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Volume 11 (2024), ANAIS – 2º Simpósio Brasileiro de Atenção Primária à Saúde:
Os desafios da atenção, gestão e educação em saúde no Brasil.
FORTALECIMENTO DO PROCESSO DE PLANEJAMENTO: PROGRAMAÇÃO DAS
AÇÕES DE SAÚDE NAS UBS DA SMS/ARAPIRACA
Santos EMC*, Araújo NS, Santos EIV.
Secretaria Municipal de Saúde de Arapiraca/AL
*emmanuelle.ss@hotmail.com
ÁREA TEMÁTICA: Gestão em saúde
Introdução: O planejamento tem ganhado uma importância estratégica no setor saúde,
compreendido enquanto ferramenta tecnológica de gestão para ampliar a capacidade
resolutiva do SUS, organizar os processos de trabalho e gerir as ações e serviços de saúde em
diferentes espaços. Para tanto, essa experiência fomenta a prática de planejamento,
monitoramento e avaliação no âmbito da Atenção Primária à Saúde do município de
Arapiraca/AL, na perspectiva de identificação de prioridades e da viabilização de medidas
necessárias ao alcance de resultados oportunos e satisfatórios na Estratégia de Saúde da
Família. Relato de experiência: Foi construído um instrumento padronizado da Programação
Anual de Saúde (PAS), com definição de Diretrizes e Objetivos; Ação Prioritária; Descrição da
Meta; Indicador de Monitoramento; Atividades; Meta prevista; Período de Execução; além de
uma tabela da Programação Financeira/ano. Feito isso, foi elaborada pela Superintendência de
Planejamento Estratégico e Gestão Participativa - SUPGEP, uma Nota Técnica abordando as
principais orientações sobre o processo de construção da PAS. Foi organizada uma Oficina de
Planejamento voltada aos Gerentes das Unidades de Saúde, tendo como objetivo
instrumentalizá-los sobre o processo de construção da PAS. Discussão: O processo de
construção da PAS, foi legitimado com a entrega do produto final à SUPGEP, 100% das UBS
tiveram suas Programações Anuais de Saúde devidamente construídas e dialogadas com as
respectivas equipes, concretizando assim o resultado de todo esforço e trabalho
realizado. Conclusão: Com base no que foi apresentado, vale dizer que o processo de
Planejamento não finda com a elaboração da PAS, o planejamento das ações de saúde
necessariamente precisa estar interligado ao monitoramento e avaliação. Para que as ações de
planejamento possam contribuir para o aperfeiçoamento da gestão do SUS, os sujeitos
envolvidos no processo devem comprometer-se a realizar o monitoramento e a avaliação,
visando analisar os resultados alcançados e as estratégias empregadas para tal.
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Volume 11 (2024), ANAIS – 2º Simpósio Brasileiro de Atenção Primária à Saúde:
Os desafios da atenção, gestão e educação em saúde no Brasil.
A INSERÇÃO DE PRÁTICA MULTIPROFISSIONAL NO ESTÁGIO EM SAÚDE:
EXPERIÊNCIA NA ATENÇÃO PRIMÁRIA
Silva RAS¹ ²*, Alves CAO², Ferreira PQS², Conceição EM²
¹Faculdade de Medicina- FAMED/UFAL
²Secretaria Municipal de Saúde de Maceió
*renatasso1804@gmail.com
ÁREA TEMÁTICA: Educação em Saúde
Introdução: O estágio propícia um momento de aproximação com a realidade cotidiana do
trabalho em saúde, agregando importantes contribuições no processo de formação profissional do
indivíduo. Possibilita que as pessoas inseridas nos campos de estágio façam análises críticas e
conheçam a complexidade do campo sócio-ocupacional em que estão inseridas. Nesta perspectiva,
foi implantada em uma Unidade Básica de Saúde de uma capital do Nordeste a experiência do
estágio multiprofissional, no qual estagiários/as de diversas formações planejam e executam juntos
ações de promoção e prevenção de saúde, estimulando o trabalho cooperativo e corresponsável.
Relato de Experiência: Foram realizadas reuniões regulares com profissionais e estagiários/as de
diversas áreas de atuação como Serviço Social, Psicologia, Enfermagem, Farmácia e Nutrição, para
o planejamento das ações, nesses espaços através da troca de saber era incentivado a respeito e
colaboração entre as categorias que fazem a saúde. Discussão: As práticas de saúde são
qualificadas quando ocorrem de forma multiprofissional, implantar essa experiência ainda no
momento do estágio promove ampliação dessas práticas, trazendo benefícios para unidade, para
população e deixando um legado na formação de profissionais capacitados e comprometidos com
práticas multiprofissionais. Conclusão: Na Atenção Primária, as ações educativas de saúde devem
ser protagonistas no processo de trabalho, integrar profissionais em formação com outros colegas
de formação diferente, fortalecendo as práticas de Educação em Saúde. Os/as estagiários/as que
vivenciam essa experiência tendem a tornar-se profissionais com diálogo respeitoso com
profissionais com formação diferente da sua. Sendo valioso para a Unidade que o recebe como
estagiário, bem como para unidade que irá lhe receber como profissional.
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Os desafios da atenção, gestão e educação em saúde no Brasil.
O CONTROLE SOCIAL COMO MECANISMO DE FORTALECIMENTO DAS PRÁTICAS DE
EDUCAÇÃO EM SAÚDE NAS UNIDADES BÁSICAS DE SAÚDE DE MACEIÓ
Silva RAS¹ ²*, Alves CAO², Ferreira PQS², Conceição EM²
¹Faculdade de Medicina- FAMED/UFAL
²Secretaria Municipal de Saúde de Maceió
*renatasso1804@gmail.com
Área TEMÁTICA: Educação em Saúde
Introdução: A proposta de pesquisa visa investigar o Controle Social como mecanismo para
fortalecer a Educação Permanente em Saúde (EPS) nas Equipes de Atenção Primária (EAP). O
interesse surge da vivência na Unidade Básica de Saúde (UBS) de uma capital nordestina, que
devido ao aumento da demanda em decorrência da expansão habitacional no território, sem oferta
proporcional de outros equipamentos de Saúde Básica, prioriza o atendimento individual no
ambulatório, que oferta uma resposta imediata à população, em detrimento da fragilização das
práticas de EPS. Objetivos: Identificar a relação do Controle Social com o fortalecimento das ações
de EPS nos processos de trabalho das Equipes de Atenção Primária (EAP). Método: Estudo de
caráter qualitativo que será realizado em UBSs da mesma nordestina da UBS que originou o
interesse pela pesquisa e que possuem Conselho Gestor ativo. Participarão agentes do Controle
Social, Trabalhadores e Usuários do SUS. A coleta de dados incluirá entrevistas semi-estruturada e
observação participante. O estudo seguira rigorosamente os princípios éticos. Resultados: Esperase que o Controle Social se revele um aliado fundamental na consolidação da EPS, promovendo a
transformação das práticas profissionais e a qualificação do atendimento. Considerando que a
integração ensino e serviço é vital para a formação continuada dos profissionais, potencializando
os espaços de reflexão crítica sobre as práticas de Saúde. Conclusão: Historicamente, o controle
social desempenha um papel crucial na gestão e tomada de decisão na política de saúde. Fortalecer
essas instâncias pode legitimar e consolidar a EPS nos Serviços de Saúde, qualificando o
atendimento e contribuindo para a efetivação dos princípios do SUS.
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Os desafios da atenção, gestão e educação em saúde no Brasil.
UM OLHAR SOBRE AS DINÂMICAS DE CUIDADO DE PESSOAS TRANSEXUAIS NOS
SERVIÇOS DE APS EM DUQUE DE CAXIAS
FERRAZ, BS*, RIBEIRO, CR.
Universidade Federal Fluminense - UFF
* brunoferraz79@hotmail.com
ÁREA TEMÁTICA: Atenção em saúde
Introdução: Travestis e transexuais enfrentam diversos desafios, por conta de sua identidade de
gênero. Historicamente, essa população sofre transfobia nos serviços de saúde, inclusive em
Duque de Caxias-RJ. São inúmeras as barreiras de acesso ao cuidado, revelados em diversas
formas de transfobia. Objetivo: Investigar as dinâmicas de cuidado nos serviços de APS do
município, identificando barreiras para o acesso dessa população e desenvolver um instrumento
para mitigá-las, com foco na educação na saúde dos ACS. Metodologia: Estudo de abordagem
qualitativa utilizando-se de entrevistas com a população trans, pesquisa documental e em banco
de dados do município para a construção dos dados. Os dados foram analisados à luz da
Análise de Conteúdo. Resultados: Os dados apontaram inúmeras barreiras: falta de
sensibilidade e conhecimento sobre as peculiaridades e necessidades de saúde desta população.
Com relação aos ACS, acrescenta-se desconhecimento quase que total sobre questões de gênero e
dificuldade no acolhimento a esta população, revelando-se como uma barreira importante ao
acesso. No âmbito de um mestrado profissional em Saúde da Família, que além da pesquisa,
busca soluções para problemas do território, desenvolvemos um curso de atualização para ACS,
com CH de seis horas divididas em dois encontros com grupos de até 25 pessoas, tendo três
grandes temas de discussão: questões de gênero e sexualidade; acolhimento e especificidades de
saúde da população trans; direitos, políticas e combate à transfobia. Como fruto da troca de
saberes entre o pesquisador e os ACS, será construída uma cartilha sobre esses temas, a ser
distribuída de forma impressa e/ou eletrônica aos profissionais de saúde do município, com
expectativa de extrapolar os limites territoriais. Conclusão: Os dados revelaram diversas
fragilidades na atenção a travestis e transexuais, destacando-se a ação dos ACS. Esperamos com
o curso colaborar com a melhoria da qualidade do cuidado em saúde para estas pessoas.
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Os desafios da atenção, gestão e educação em saúde no Brasil.
QUAL SEU RISCO DE TER DIABETES TIPO 2? VOCÊ SABE COMO EVITÁ-LO?
Francinne Vitoria Silva
Universidade Federal de Pelotas/ Prefeitura Municipal de Blumenau
francinnevitoria1@hotmail.com
ÁREA TEMÁTICA: Educação em Saúde
O Ebook intitulado: “Qual seu risco de ter diabetes tipo 2? Você sabe como evitá-lo?”, ISSBN 97865-00-91239-5, foi elaborado para divulgar amplamente o escore FINDRISC-BR à população e a
comunidade científica, ao mesmo tempo que informa sobre fatores de risco modificáveis. Tais
fatores podem ser gerenciados desde a Atenção Primária à Saúde e a aplicação do escore possibilita
a detecção precoce de indivíduos em risco de desenvolver Diabetes Mellitus Tipo 2 (DM2).Este
material fornece informações abrangentes sobre o que é Diabetes Mellitus Tipo 2 (DM2), incluindo
uma explicação sucinta de suas causas, complicações e as melhores formas de prevenção. Descreve
os principais sintomas do DM2 e como identificá-los, além de destacar os principais fatores de
risco da doença e as formas de prevenção. O Ebook também apresenta o Escore FINDRISC-BR,
detalhando sua origem, os pesquisadores responsáveis pelo seu desenvolvimento e
recomendações de diversas entidades médicas que utilizam o escore como ferramenta para
identificar pessoas em risco de DM2. O escore FINDRISC-BR é apresentado na íntegra em formato
de questionário, com as oito perguntas e suas respectivas pontuações. Acompanha uma tabela
prática para auxiliar a identificar o IMC. O resultado do escore orienta o usuário a procurar
unidade de saúde ou um profissional de saúde para uma investigação clínica adequada. Além
disso, o e-book oferece diversas informações de saúde que incentivam os indivíduos a diminuir o
risco de desenvolver o DM2, incluindo imagens ilustrativas sobre alimentação (como ideias de
pratos saudáveis) e dicas práticas para evitar o DM2. Por fim, o material destaca os benefícios de
um estilo de vida saudável, estimulando mudanças positivas nos hábitos diários.
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Os desafios da atenção, gestão e educação em saúde no Brasil.
ADESÃO AO PRÉ-NATAL ODONTOLÓGICO NAS UNIDADES BÁSICAS DE SAÚDE DO
MUNICÍPIO DE TAPAUÁ-AM
Santos ER1*, Pinto ABS1, Monteiro AX1, Passos SMA1, Lins LMAM1, Aranha LAR1
1
Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Manaus-AM
*srocha.sandra@gmail.com
ÁREA TEMÁTICA: Atenção em Saúde
Introdução: O pré-natal odontológico (PNO) é importante para avaliação de risco para presença de
agravos bucais que possam comprometer a saúde e bem-estar da gestante e do bebê. É o momento
oportuno para identificar possíveis riscos à saúde bucal da gestante, realizar o tratamento curativo
oportuno e promover ações de natureza educativo-preventivo. Objetivo: Identificar a adesão ao
pré-natal odontológico no município de Tapauá-Amazonas, com propósito de contribuir para o
planejamento de ações e estratégias que fortaleçam o PNO no âmbito da Atenção Básica. Métodos:
Estudo transversal de natureza quantitativa envolvendo gestantes da Atenção básica de Tapauá,
Amazonas. Foi aplicado um questionário abordando questões relativas à saúde bucal das gestantes
e ao pré-natal odontológico (PNO). Composto também por perguntas para caracterização
demográfica, socioeconômica, acesso e utilização de serviços odontológicos, morbidade bucal
referida e percepção da gestante. Para análise de correlação utilizou-se o teste de Spearman
(p<0,05). Resultados: Participaram do estudo 132 gestantes, a maioria tinha menos de 24 anos,
55,3% não havia concluído o ensino médio e 65,9% residem com quatro pessoas ou mais no
domicílio, 96,2% das gestantes relataram não ter dificuldade em marcar consulta odontológica,
62,9% não tem medo de ir ao dentista durante a gravidez (p=0,015). Quanto à adesão ao PNO, a
maioria das gestantes (78,0%) relataram realizar o PNO. De acordo com a correlação de Spearman
os seguintes fatores apresentaram p<0,05: faixa etária, se a família recebe bolsa família, como avalia
a saúde bucal, presença de sangramento gengival durante a gestação, presença de alterações
periodontais durante a gestação e motivo da última consulta. Conclusão: Observou-se boa taxa de
adesão das gestantes ao PNO, no entanto, evidencia-se a necessidade de intensificar as ações de
educação em saúde bucal e melhorar a integração da equipe de saúde para encaminhamento das
gestantes às consultas odontológicas.
Palavras-chave: Saúde Bucal. Gestantes. Cuidado Pré-natal.
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Os desafios da atenção, gestão e educação em saúde no Brasil.
PROMOÇÃO DA SAÚDE: AVANÇOS NO TRATAMENTO DO MELANOMA
Lima YMX1*, Mariano AGJA¹, Siqueira GM¹, Araújo MLRR¹, Oliveira VM²
1
Graduandos do Curso de Medicina pela Universidade Federal do Acre-UFAC
Professor do Curso de Medicina pela Universidade Federal do Acre-UFAC
*matheusyan442@gmail.com
2
ÁREA TEMÁTICA: Atenção em saúde
Introdução: Devido à sua alta capacidade metastática e à resistência ao tratamento, o melanoma é
responsável por até 80% das mortes por câncer de pele. Apesar de ser a configuração mais
agressiva, os avanços nas terapias inovadoras, associados ao diagnóstico precoce, aumentaram a
sobrevida dos pacientes em até 90%, melhorando a qualidade de vida. Assim, este trabalho
objetivou realizar uma mini-revisão sobre a promoção da saúde para pacientes com melanoma.
Métodos: Trata-se de uma revisão narrativa, realizada por meio de pesquisa nas plataformas
PubMed e ScienceDirect, utilizando os termos "melanoma and treatment". Foram utilizados os
seguintes critérios: textos publicados nos últimos 5 anos, completos e gratuitos, sem restrição ao
idioma. Resultados: Várias estratégias terapêuticas estão disponíveis para o tratamento do
melanoma, dependendo do estágio da doença, das mutações moleculares presentes e recidiva. A
remoção cirúrgica da lesão é o tratamento padrão, variando o tamanho da excisão dos tecidos
adjacentes e a profundidade, sendo a cirurgia de Mohs a técnica mais comumente empregada.
Contudo, a excisão cirúrgica isolada pode não ser suficiente para a cura completa da patologia,
principalmente nos casos de estadiamento II-IV, onde a chance de recidiva sofre variação (30-90%),
tornando necessário o emprego de alternativas adjuvantes para o sucesso do tratamento. Entre as
alternativas disponíveis, destaca-se a terapia molecular direcionada (usando o dabrafenibe e
trametinibe), a imunoterapia com inibidores do checkpoint imunológico anti-PD1 (como
nivolumabe ou pembrolizumabe), seja isoladamente ou em associação com anti-CTLA-4. Para os
casos com mutação no gene BRAF, utiliza-se uma combinação de inibidores de BRAF e inibidores
de MEK. Conclusões: Os avanços no tratamento do melanoma visam garantir um bom
prognóstico para os pacientes, promovendo melhoria na qualidade de vida dos pacientes
diagnosticados com essa enfermidade.
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Os desafios da atenção, gestão e educação em saúde no Brasil.
REDE DE CUIDADO À MULHER EM SITUAÇÃO DE VIOLÊNCIA NO MUNICÍPIO DE
CAPÃO BONITO/SP.
Queiroz JA, Fegadolli C
Universidade Federal de São Paulo – UNIFESP
josianeqzm@gmail.com
ÁREA TEMÁTICA: Atenção em saúde
Introdução: A ausência de uma rede de cuidado à mulher em situação de violência percebida
durante os atendimentos de enfermagem na atenção básica motivou o desenvolvimento deste
projeto. As mulheres atendidas relatam experiências negativas ao precisarem do amparo de
serviços de saúde e de outros setores em situações de violência. Considerou-se a violência contra
as mulheres "qualquer ato de violência de gênero que resulte ou possa resultar em danos ou
sofrimentos físicos, sexuais ou mentais para as mulheres, inclusive ameaças de tais atos, coação ou
privação arbitrária de liberdade". Objetivo: Apresentar o processo de construção e ativação de
uma rede intersetorial de cuidados para mulheres em situação de violência no município de Capão
Bonito/SP. Material e Método: Pesquisa participativa do tipo pesquisa-ação com participação de
movimentos sociais para a construção de rede cuidados para o apoio à mulher em situação de
violência. Resultados: Foram elencadas parcerias para identificar e engajar equipamentos públicos
e privados e representantes da sociedade. Como etapa preliminar foram realizadas visitas a
serviços de outros municípios que possuem ofertam apoio a mulheres em situação de violência, a
fim de compreender metodologias de trabalho inspiradoras. No município, foram programados
eventos, rodas de conversa e palestras para mobilização dos diferentes atores. O trabalho deve
resultar em artigo científico e produtos técnicos, como um protocolo municipal intersetorial, uma
cartilha de serviços ofertados para sociedade em geral, em especial mulheres e cursos formativos
para a equipe de saúde, serviço social, educação e outros setores do município. Conclusão: A
construção e ativação da rede deve permitir qualificação dos serviços de atenção básica no
acolhimento e cuidado às mulheres em situação de violência, além de possibilitar a formação de
pontos de identificação de violência conectados intersetorialmente, permitindo ações de
enfrentamento à violência contra a mulher no município.
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Os desafios da atenção, gestão e educação em saúde no Brasil.
TECNOLOGIAS DE SAÚDE PRESENTES NO COTIDIANO DO TRABALHO DAS EQUIPES
MULTIDISCIPLINAR DE SAÚDE INDÍGENA DO DSEI-MÉDIO RIO PURUS
Santos LF1*, Valentin AF3, Martins FM2
1
Odontóloga no DSEI-Médio Rio Purús. Mestranda da IV turma do PROFSAÚDE-Fiocruz/AM.
Enfermeira Mestranda da IV turma do PROFSAÚDE-Fiocruz/AM.
3
Docente do Departamento de Saúde Coletiva/Faculdade de Medicina-UFAM/AM. Enfermeira. Doutora em Ciências do
Ambiente e Sustentabilidade na Amazônia. Docente do PROFSAÚDE Fiocruz/AM e UFAM/AM.
*leandra_freitas@outlook.com
2
ÁREA TEMÁTICA: Atenção em Saúde
Introdução: No campo da saúde, o termo "tecnologias" é utilizado para nomear, designar e
sistematizar as diversas maneiras de produzir saúde. Esse conceito abrange não apenas os
equipamentos e ferramentas, mas também os conhecimentos técnicos e as ações de trabalho
necessárias para operá-los, incluindo os processos de trabalho que compõem a prática de cuidado.
Objetivo: Analisar a micropolítica do trabalho no DSEI-Médio Purus tendo em vista as
composições tecnológicas do agir em saúde. Método: A cartografia, de base esquizoanalítica, foi o
método de pesquisa. Utilizamos a narrativa da própria trabalhadora e pesquisadora, bem como
suas relações existenciais no seu percurso de processo de trabalho em dois polos-base de atenção à
saúde indígena. Resultados: Percebe-se no processo micropolítico dos territórios cartografados
uma certa consonância com o que se estabelece (PNAB) e (PNASPI. Observam-se as presenças de
tecnologias leves, as tecnologias relacionais no âmbito do cuidado entre trabalhador e usuário, mas
também faltam tecnologias duras, indispensáveis para promover a integralidade. A partir de uma
oficina de Formação Permanente em Saúde Indígena para Valorização dos Saberes e Práticas em
saúde dos povos indígenas, foi desenvolvida uma cartilha cartográfica territorial e cultural, com
objetivo de ser um guia aos futuros trabalhadores desses territórios. Foi elaborada também uma
ferramenta de comunicação denominada “Traduwahá” que é um dicionário para traduzir as
principais palavras utilizadas pela equipe. Conclusão: Nossos resultados, embora parciais, são de
valor singular a serem compartilhados na perspectiva do cuidado diferenciado, pois consideramos
que os territórios estão sempre em movimento e se diferenciando, cocriando novas informações e
métodos de cuidado que nos instigam à aprendizagem cotidiana no trabalho.
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Os desafios da atenção, gestão e educação em saúde no Brasil.
POLÍTICAS PÚBLICAS DE SAÚDE DA MULHER: PERCEPÇÃO DOS PROFISSIONAIS DA
ATENÇÃO PRIMÁRIA.
Schmidt, T. D.
Universidade Federal do Paraná -UFPR
thaisschmidt@ufpr.br
ÁREA TEMÁTICA: Atenção em Saúde
Introdução: Às políticas públicas em saúde da mulher são guiadas pelo Programa Nacional de
Atenção Integral à Saúde da Mulher (PAISM), que busca promover avanços nas condições de vida
e saúde por meio de direitos constituídos e ampliação do acesso a serviços de promoção,
prevenção, assistência e recuperação. O PAISM visa reduzir a morbidade e mortalidade feminina,
especialmente por causas evitáveis, e alcançar mulheres em todos os ciclos de vida, oferecendo
atendimento
humanizado
e
qualificado
no
SUS
(BRASIL,
2004).
Objetivos: Relatar a pesquisa de um Trabalho de Conclusão de Curso que teve como objetivo
identificar a percepção dos profissionais de saúde de uma unidade sobre a saúde da mulher, com
enfoque de gênero, e a aplicação da Política Nacional de Saúde da Mulher, além de verificar
demandas e estratégias de intervenção. Metodologia: Pesquisa qualitativa de caráter exploratório.
A coleta de dados foi realizada por meio de entrevistas semiestruturadas individuais, com análise
fundamentada
na
Análise
de
Conteúdo
(BARDIN,
1977).
Resultados: Emergiram sete categorias: saúde ginecológica, sobrecarga dos profissionais,
desassistência devido à COVID-19, falta de preparo, saúde biopsicossocial, intervenção
medicamentosa e desatenção em saúde mental. Considerações Finais: A saúde da mulher é vista
de maneira integral, considerando aspectos biopsicossociais. Contudo, há dificuldades estruturais
na implementação do PNAISM e na articulação com outras políticas de saúde. Destaca-se o curto
tempo dos atendimentos, que impede uma abordagem integral, e a sobrecarga dos profissionais,
que compromete os serviços prestados. Questiona-se o modelo de atenção em vigor, que ainda
carrega resquícios do modelo biomédico. A saúde mental das usuárias da unidade é negligenciada,
e a intervenção mais comum é a medicamentalização, que não oferece o suporte adequado para
empoderamento e mudanças significativas nas vidas das mulheres.
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Volume 11 (2024), ANAIS – 2º Simpósio Brasileiro de Atenção Primária à Saúde:
Os desafios da atenção, gestão e educação em saúde no Brasil.
MAPEAMENTO E CARACTERIZAÇÃO DAS UNIDADES BÁSICAS DE SAÚDE: ESTUDO A
PARTIR DO ROTEIRO SANITÁRIO DO MUNICÍPIO DE MACAPÁ-AP/BRASIL
Fava MB¹, Pureza DY².
Programa de Pós-Graduação em Saúde da Família.
Universidade Federal do Amapá-UNIFAP
*favalindo@hotmail.com
*Financiador: sem financiamento.
ÁREA TEMÁTICA: Estratégia de Saúde da Família
Introdução: As ações sanitárias relacionadas aos estabelecimentos, produtos e serviços de baixo
risco sanitário devem ser realizadas pelos municípios. O monitoramento das condições sanitárias
de produtos e serviços sujeitos à vigilância constitui ações estratégicas para o controle sanitário e
gerenciamento do risco e deve ser desenvolvida de forma sistemática pelos entes federados.
Objetivo: Mapear as Unidades Básicas de Saúde (UBS) quanto aos padrões sanitários estabelecidos
pela legislação, baseado no roteiro de inspeção sanitário e levantamento epidemiológico
apresentados durante as inspeções; caracterizando quanto a adequação estrutural e organizacional
e na melhoria do processo saúde-doença. Método: Trata-se de um estudo qualitativo, documental e
epidemiológico realizado em 07 UBS do Município de Macapá/AP. Resultados: A identificação de
grau de risco na tabela em porcentagem de 0 a 4,5%. As UBS com maior grau de risco em acidentes
de 4% : Macapaba, Rubin. Em maior grau de risco biológico as UBS: Cidade Nova, São Pedro. Com
risco de acidentes em média 3% as UBS: Pedrinhas, Leozildo, Pantanal. Conclusão: Os resultados
apontam que existem riscos que afetam a saúde da população e colaboradores em porcentagem de
0 A 4,5%. Em relação aos acidentes com perfuro-cortantes a porcentagem ficou em 4% e que
ocasionam situações de afastamento de colaboradores por contaminação e ou sequelas que
impossibilitam o retorno ao trabalho. Assim como os acidentes por danos elétricos aos aparelhos
elétricos e ou incêndios, ficou em 4% por falta de identificação de voltagem, ocasionando
suspensão do atendimento aos usuários e provocando transtornos à saúde. Sendo fundamental a
padronização de voltagem, uso de caixa de perfuro-cortante com permanente inspeção da equipe
de obras assim como da coordenação responsável pelas UBS, solucionando situações que podem
ser evitadas aos usuários e colaboradores.
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Revista Portal – Saúde e Sociedade
E - ISSN 2525-4200
Volume 11 (2024), ANAIS – 2º Simpósio Brasileiro de Atenção Primária à Saúde:
Os desafios da atenção, gestão e educação em saúde no Brasil.
PROTOCOLO DE TELESSAÚDE PARA ACOMPANHAMENTO DE USUÁRIOS COM
DOENÇAS CRÔNICAS NA ATENÇÃO PRIMÁRIA
Raquel Maria Oliveira de Almeida, Silvia Lanzio i Azevedo da Silva.
Mestrado Profissional em Saúde da Família, Universidade Federal de Juíz de Fora (UFJF);
rmoamd30@gmail.com
ÁREA TEMÁTICA: Atenção em Saúde
Introdução: A prevenção, controle e tratamento das Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT)
exigem ações integradas e coordenadas entre o sistema de saúde, profissionais, indivíduos e
comunidade. A Telessáude se destaca como abordagem promissora, melhorando o acesso ao
cuidado. Objetivo: Elaborar e validar o conteúdo de um Protocolo de Telessaúde para
acompanhamento de usuários com DCNT na Atenção Primária a Saúde (APS). Método: Estudo
metodológico em três etapas: elaboração, validação e avaliação. A elaboração do protocolo e sua
avaliação final seguiram a metodologia AGREE II, sendo a construção das perguntas a partir de
uma revisão integrativa da literatura. A validação de seu conteúdo foi feita pela técnica Delphi. Os
participantes foram especialistas atuantes na APS há no mínimo 01 ano. Resultados: A revisão
integrativa incluiu 11 artigos e a primeira versão do protocolo de Telessaúde contou 30 questões
considerando: identificação do paciente, estilo de vida, medidas antropométricas e exames
bioquímicos. Participaram do estudo na primeira rodada 34 especialistas, que concordaram em no
mínimo 90% para a inclusão de grande parte dos itens e sua forma de redação. Algumas questões
obtiveram concordância inferior a 90% como "Identidade de Gênero", “Índice de Massa Corporal”,
“Circunferência Abdominal, “Exames de Triglicérides Alterado”, e foram alteradas conforme
sugestões ou excluídas. Essas questões reformuladas foram reenviadas e, na segunda rodada,
todas obtiveram mais de 90% de concordância, sendo reavaliadas por 25 especialistas. O protocolo
foi finalizado e validado com 28 questões. A pontuação dos domínios do AGREE II foi
aproximadamente 73,96%, indicando que este percentual nos 6 aspectos foram atingidos.
Conclusões: Foi elaborado e validado um protocolo de Telessaúde para acompanhamento de
usuários com DCNT que pode ser replicado pelas equipes de APS nos seus territórios, melhorando
o acesso dos usuários ao cuidado, minimizando barreiras e auxiliando profissionais pela
longitudinalidade do cuidado.
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Revista Portal – Saúde e Sociedade
E - ISSN 2525-4200
Volume 11 (2024), ANAIS – 2º Simpósio Brasileiro de Atenção Primária à Saúde:
Os desafios da atenção, gestão e educação em saúde no Brasil.
CURSO SOBRE O CUIDADO ODONTOLÓGICO EM GESTAÇÃO DE ALTO RISCO PARA
PROFISSIONAIS DA ATENÇÃO PRIMÁRIA
Lourenço RS1*, Marrero L1, Machado VA1
1Universidade do Estado do Amazonas – UEA
* rsl.msf22@uea.edu.br
ÁREA TEMÁTICA: Educação em saúde
Introdução: Os cuidados odontológicos compõem as ações previstas no pré-natal, com particular
importância em casos de alto risco. No entanto, a adesão das gestantes ainda é baixa. Objetivo:
Relatar a produção de um curso sobre o cuidado odontológico em gestação de alto risco. Método:
Estudo de produção técnica, do tipo “curso autoinstrucional”, conduzido entre setembro/2023 e
maio/2024, sobre o cuidado odontológico em gestação de alto risco, destinado a dentistas,
enfermeiros e médicos da atenção primária de saúde de Manaus-AM. Utilizou-se o modelo
ADDIE do Designer. Iniciou-se por uma Revisão de Literatura sobre as dificuldades de acesso de
gestantes ao cuidado odontológico para conhecer o cenário e identificar o problema. Em seguida,
estabeleceram-se os propósitos, os conteúdos e os elementos de aprendizagem, utilizando matriz
de conteúdo. A partir disto, desenvolveram-se os recursos pedagógicos. Na sequência,
estruturou-se o curso no Ambiente Virtual de Aprendizagem. Resultados: Na revisão de
literatura, identificou-se que os profissionais de saúde conhecem pouco sobre a importância e a
segurança do cuidado odontológico na gestação. O propósito do curso foi sensibilizar os
profissionais que acompanham pré-natal sobre o tema em casos de alto risco. O curso tem carga
horária de oito horas, organizado em cinco unidades. O conteúdo programático contempla os
assuntos: indicadores de saúde materna; Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher
e de Saúde Bucal; organização da atenção pré-natal de alto risco; influência dos profissionais na
adesão da gestante ao cuidado odontológico. As atividades foram executadas online, de forma
assíncrona; com interação professor-aluno por meio de roteiros de estudo, apostilas, vídeos e
podcast. A cada unidade, foram oferecidas atividades de fixação de conteúdo. Ao final, o cursista
realizava uma avaliação para a obtenção do certificado. Conclusão: O curso é uma ferramenta de
educação permanente em saúde que pode contribuir com a qualidade da atenção pré-natal.
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