5- Emmanuella Araújo de Oliveira - MÉTODO DE ENSINO PARA A PRÁTICA DE SUTURAS DE PELE

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UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS
FACULDADE DE MEDICINA
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ENSINO NA SAÚDE

EMMANUELLA ARAÚJO DE OLIVEIRA

MÉTODO DE ENSINO PARA A PRÁTICA DE SUTURAS DE PELE

MACEIÓ-AL
2017

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UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS
FACULDADE DE MEDICINA
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ENSINO NA SAÚDE

EMMANUELLA ARAÚJO DE OLIVEIRA

MÉTODO DE ENSINO PARA A PRÁTICA DE SUTURAS DE PELE

Trabalho Acadêmico de Mestrado apresentado ao
Programa de Pós-Graduação em Ensino na Saúde da
Faculdade de Medicina – FAMED da Universidade
Federal de Alagoas – UFAL como requisito para
obtenção do título de Mestra em Ensino na Saúde.
Orientadora: Profa. Dra. Lenilda Austrilino

MACEIÓ-AL
2017

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Catalogação na fonte
Universidade Federal de Alagoas
Biblioteca Central
Bibliotecária Responsável: Janaina Xisto de Barros Lima
O48m

Oliveira, Emmanuella Araújo de.
Método de ensino para prática de suturas de pele / Emmanuella Araújo de Oliveira.
– 2018.
50 f. : i l.
Orientadora: Lenilda Austrilino.
Dissertação (Mestrado Profissional em Ensino na Saúde) – Universidade
Federal de Alagoas. Faculdade de Medicina. Programa de Pós-Graduação em
Ensino na Saúde. Maceió, 2017.
Bibliografia: f. 20-21.
Apêndices: f. 22-49.
Anexo: f. 50.
1. Educação médica. 2. Procedimentos cirúrgicos ambulatoriais. 3. Técnicas de
sutura – Materiais de ensino. 4. Cirurgia. I. Título.
CDU: 616:378

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Agradecimentos

Agradeço aos meus pais, Lourival Cézar e Célia, por todo amor , estímulo e
exemplos desde sempre. Aos meus irmãos, Persis e Cézar, por toda amizade e
companheirismo . Ao meu amor, James , por ser meu maior incentivador e parceiro de
vida e de sonhos. As minhas filhas, Maria Thereza e Maria Clara, por serem o pra quê e
o por quê de tudo.
A Professora Dra Lenilda Austrilino por sua dedicação e amor ao ensino e a
ciência. Agradeço a oportunidade do enriquecedor convívio, a enorme generosidade do
ensino, a paciência pelos tropeços.
A Deus, por me conceder esta experiência de crescimento.

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Resumo

Objetivo: Apresentar um modelo de ensino inovador para a prática de sutura de pele na
graduação em Medicina. Mostrar as potencialidades de um modelo de bancada
utilizando materiais orgânicos e sintéticos de consistências diferentes, delineados para
propiciar o desenvolvimento de habilidades e aquisição de competências em sutura de
pele. Método: Estudo de caso com discentes do curso de medicina do 4º e 10º períodos.
Foi realizada uma oficina para a prática de suturas de pele utilizando materiais orgânicos
e sintéticos, propiciando a aplicação de técnicas básicas de sutura, com treinamento
simulado em três consistências de tecidos. Os dados foram coletados a partir da
aplicação de questionários com perguntas abertas e fechadas, antes e depois do
treinamento. Uma tabela de observação baseada na Escala de Avaliação Global foi
utilizada pelos tutores para avaliar o desempenho dos discentes e a efetividade do
método. Após a prática neste modelo de bancada, os discentes tiveram a oportunidade
de vivenciar uma situação real em ambiente ambulatorial. Resultados e discussão: Na
bancada as suturas foram realizadas nos seguintes materiais: EVA, berinjela e língua de
boi. Os aspectos observados foram: colocação do fio no porta agulhas, empunhadura do
porta agulhas, uso da pinça, distância do fio a margem da ferida, distância entre os
pontos, profundidade dos pontos, realização do nó, tensão do nó na sutura, eversão dos
bordos, coaptação dos bordos, corte do fio, destreza na realização da sutura. No
decorrer da oficina os discentes realizaram suturas utilizando ponto simples, simples
invertido, Donatti, U horizontal, sutura contínua e intradérmica. Apresentaram melhora
progressiva em relação ao tempo de execução das tarefas propostas e a qualidade das
suturas realizadas. Tiveram menor desempenho com o EVA e berinjela. Na escala de
observação obtiveram conceito entre bom e regular em todos os aspectos, inclusive na
prática ambulatorial. A expectativa dos discentes em relação a oficina foram alcançadas,
segundo eles a oficina despertou o interesse para a especialidade cirúrgica. Conclusão:
A estratégia de ensino utilizando material com diversas consistências mostrou-se efetivo
para o desenvolvimento de habilidades e aquisição de competências necessárias para a
prática de sutura de pele. Os resultados obtidos evidenciam que a prática em
consistências diferentes favorece a aprendizagem.
Palavras-chave: Educação Médica, Materiais de Ensino, Modelos Educacionais,
Cirurgia, Técnicas de Sutura, Procedimentos Cirúrgicos Ambulatoriais.

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Abstract

Objective: To present an innovative teaching model for the practice of skin suturing
in medical graduation. Show the potentialities of a bench model using organic and
synthetic materials of different consistencies, designed to foster skill development
and skill acquisition in skin suturing. Method: Case study with students of the
medical school of the 4th and 10th periods. A workshop was held to practice skin
sutures using organic and synthetic materials, providing basic suture techniques with
simulated training in three tissue consistencies. Data were collected from the
application of questionnaires with open and closed questions, before and after the
training. An observation table based on the Global Assessment Scale was used by
tutors to assess student performance and method effectiveness. After practicing in
this bench model, the students had the opportunity to experience a real situation in
an outpatient setting. Results and discussion: On the workbench the sutures were
made in the following materials: EVA, eggplant and ox tongue. The observed aspects
were: placing of the thread in the needle holder, handle of the needle holder, use of
the tweezers, distance of the thread at the edge of the wound, distance between
stitches, depth of stitches, node realization, knot tension in suture, eversion of lips,
coaptation of the edges, cut of the thread, dexterity in the accomplishment of the
suture. During the workshop the students performed sutures using simple point,
simple inverted, Donatti, U horizontal, continuous and intradermal suture. They
presented progressive improvement in relation to the time of execution of the
proposed tasks and the quality of the sutures performed. They had lower
performance with EVA and eggplant. In the observation scale they obtained a
concept between good and regular in all aspects, including in outpatient practice.
The expectation of the students regarding the workshop were reached, according to
them the workshop aroused interest for the surgical specialty. Conclusion: The
teaching strategy using material with several consistencies proved effective for the
development of skills and acquisition of skills necessary for the practice of skin
suture. The results show that practice in different consistencies favors learning.
Keywords: Medical Education, Teaching Materials, Educational Models, Surgery,
Suturing Techniques, Outpatient Surgical

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Lista de quadros

Quadro 1 - Global Rating Scale.................................................................................................... 10
Quadro 2 - Relação de Habilidades a serem adquirdas .............................................................. 15
Quadro 3 -Planilha de acompanhamento do desempenho discente ............. Erro! Indicador não
definido.
Quadro 4 - Aspectos avaliados .........................................................Erro! Indicador não definido.

Lista de figuras
Figura 1 - visão geral da bancada ................................................................................................ 12
Figura 2 - oficina em andamento ................................................................................................ 14

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Sumário
Apresentação ................................................................................................................................ 8
Introdução ..................................................................................................................................... 9
Resultados ................................................................................................................................... 15
Conclusão .................................................................................................................................... 18
Referências .................................................................................................................................. 19
Apêndice 1................................................................................................................................... 21
Apêndice 2................................................................................................................................... 33
Anexo 1........................................................................................................................................ 47
Anexo 2........................................................................................................................................ 49

8

Método de ensino para a prática de sutura de pele
Apresentação
Durante o curso de graduação em Medicina realizado na UFAL pude identificar
minha vocação para o ensino, em atividades de monitoria e programas de iniciação
científica dos quais participei. Tive oportunidade de fazer residência médica e
especialização em instituições com grande tradição em ensino e pesquisa, Universidade
Federal de Minas Gerais e Universidade de Sao Paulo, o que reafirmou meu desejo de
trabalhar com ensino. Nestes 9 anos de atividade profissional médica tenho participado
de atividades de ensino com alunos da área de saúde no Hospital Universitário Alberto
Antunes (HUPAA - UFAL), onde atuo como preceptora da residência de cirurgia geral e
do internato de clínica cirúrgica.
O ensino de técnicas cirúrgicas básicas para os discentes e residentes é bem
desafiador. A necessidade de desenvolver uma estratégia de ensino para a prática de
suturas de pele surgiu da observação da necessidade de instituir um treinamento em
laboratório mais sistematizado previamente ao início da prática clínica deles. Foi
delineada então uma Oficina de Sutura de Pele como proposta de uma metodologia de
ensino inovadora. Embora exista na literatura relatos de experiências sobre o uso desses
materiais para o treino de sutura de pele, a inovação proposta diz respeito ao uso
simultaneo de texturas diferentes, para o desenvolvimento de habilidades necessárias
a prática cirúrgica.
Pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal
de Alagoas, processo no 30171214.0.0000.5013. Estudo de abordagem qualitativa, na
modalidade pesquisa-ação, realizada no curso de graduação em Medicina da
Universidade Federal de Alagoas. O Termo de Consentimento Livre e Esclarecido foi
apresentando aos estudantes e ressaltado a confiabilidade dos dados. Todos os alunos
ficaram livres a participar da pesquisa sem haver nenhum tipo de constrangimento
Os resultados positivos obtidos, com a pesquisa desenvolvida, apontam para a
necessidade de implementar esta Oficina na matriz curricular do curso de Medicina da
UFAL, seja como conteúdo integrante na carga horária da disciplina de bases da técnica
cirúrgica e anestesia ,ou como projeto de extensão. Como produto dessa pesquisa, foi
elaborado um E-Book contendo demonstração em vídeos, sobre a temática
desenvolvida durante a oficina. O mesmo encontra-se disponivel em XXXXXXXXXXXXXXX

9

Método de ensino para a prática de sutura de pele

Introdução
As Diretrizes Curriculares Nacional (DCNs) estabelecem que a formação médica
deva prover o acadêmico de habilidades, competências e conhecimentos inerentes ao
médico generalista. Define atenção à saúde, tomada de decisões, comunicação,
administração e gerenciamento e educação permanente como competências gerais que
devem ser adquiridas durante os cursos de graduação. Além disso, requer destreza na
integração entre os conteúdos das diversas especialidades médicas. Orienta para a
utilização de metodologias que privilegiem a participação ativa do aluno na construção
do conhecimento e a integração entre os conteúdos, além de estimular a interação entre
o ensino, a pesquisa e a extensão/assistência; relaciona os conhecimentos,
competências e habilidades específicas que os graduandos devem ter e menciona que a
avaliação deverá basear-se nas competências, habilidades e conteúdos curriculares.
Entre os conhecimentos, habilidades e competências específicas as DCNs
estabelecem que os estudantes realizem procedimentos clínicos e cirúrgicos
indispensáveis para o atendimento ambulatorial e para o atendimento das urgências e
emergências. Para tal, indica que noções básicas – teóricas e práticas – de técnica
cirúrgica são indispensáveis para todos os estudantes do curso de medicina, mesmo
para aqueles que não pretendam dedicar-se às especialidades cirúrgicas, uma vez que a
formação é voltada para o médico generalista. Assim todos devem ter o domínio técnico
de procedimentos cirúrgicos utilizados em situações de urgência/emergência.
Em consonância com as DCNs o Projeto Pedagógico do Curso de Medicina da
Universidade Federal de Alagoas – PPC/UFAL em sua matriz curricular estabelece entre
os objetivos de aprendizagem para o ciclo teórico – prático: iniciar a prática do
atendimento global e acompanhamento do politraumatizado e das emergências clínico
cirúrgicas na criança, adulto e idoso; realizar procedimentos de suporte básicos e
avançados de vida e pequenas cirurgias ambulatoriais; e, desenvolver habilidades
psicomotoras para realizar intervenções clínico cirúrgicas de urgência e emergência.
Porém o tempo dedicado à conciliação teoria prática, as dificuldades de recursos
humanos e materiais requer o desenvolvimento de estratégias de ensino que
potencializem o adequado domínio das técnicas e o alcance dos objetivos propostos.
Tradicionalmente, o ensino de cirurgia se iniciava com a prática da observação,
animais ou cadáveres eram utilizados para treinar as técnicas, de modo a aproximar ao
máximo o modelo da realidade. Com as discussões sobre bioética foram introduzidos
modelos alternativos, eticamente aceitos. Há uma variedade de modelos propostos para

10

o desenvolvimento de habilidades em práticas cirúrgicas que estão sintonizados com a
complexidade do processo ensino aprendizagem, com o desenvolvimento tecnológico e
com as questões éticas contemporâneas são modelos que utilizam como recurso
educativo materiais sintéticos, materiais orgânicos, softwares, vídeos ilustrativos,
programas interativos, entre outros. O modelo de bancada mais utilizado nos
programas de residência médica em dermatologia nos EUA é a pata de porco por simular
a pele humana (Purim, 2013). Com propósito semelhante, outros modelos utilizam
animais post-mortem, principalmente pele de galinha (Denadai, 2007) e língua bovina,
(Franco, 2008).
A participação ativa do discente na utilização de modelos de bancada é
importante para o desenvolvimento de habilidades e para o domínio da prática antes de
executá-la em ambiente real. Independente do modelo utilizado há um conjunto de
aspectos a serem avaliados na perspectiva de identificar o grau de conhecimento
adquirido e o desempenho dos estudantes nas habilidades requeridas durante a
realização dos treinamentos em bancada.
De acordo com Hauser, (2009) para estudantes iniciantes instruções explicitas e
fornecimento de feedback sobre o desempenho são estratégias que facilitam a
aprendizagem de habilidades motoras. Repetição e prática contínua melhoram o
desempenho, bem como a avaliação pautada em listas de classificação com critérios
específicos relacionados a cada etapa do treinamento pode ser ferramenta valiosa para
avaliado e avaliador.
O quadro 1, mostra a Global Rating Scale (GRS), uma escala validada
internacionalmente na qual é possível identificar aspectos genéricos do desempenho
dos estudantes em oito áreas principais, da prática cirúrgica, sem necessidade de
desenvolver listas específicas para cada procedimento (Khan, 2007). Os principais
aspectos avaliados são: respeito ao tecido; tempo de movimento; manipulação do
instrumento; técnica de sutura; técnica de biopsia excisional elíptica; fluxo de operação;
conhecimento do procedimento específico e desempenho global.

11
Quadro 1 - Global Rating Scale
Respeito para o tecido

1

2

Usou frequentemente força
desnecessária no tecido ou
gerou danos pelo uso
inadequado dos instrumentos
Tempo no movimento

1

1

2

Técnica de biopsia
excisional elíptica **

2

1
Desajeitado e inseguro,
amarrando os nós
inadequadamente e
incapacidade para manter a
tensão

2

1

2

1

1

1

2

2

1
Muito pobre

Máximo de pontos
Marque a nota final

3

3

2

4

4

4

3

4

3
Competente

5

Margens adequadas (2-10mm),
ângulos nas extremidades da
elípse de 30°, relação
comprimento-largura de 3-4:1
5
A operação foi executada com
eficiência, com progressão
adequada de um movimento
para outro
5
Demonstrou familiaridade com
todas as etapas da operação
4

Competente
2

5
Excelente controle da sutura
com colocação adequada dos
nós e correta tensão

3
Demonstrou algum
planejamento para a execução
do procedimento, com
progressão razoável dos
passos

3

5

Manipulação adequada dos
instrumentos, sem dificuldades

Tem noção de todas as etapas
importantes da operação

Muito pobre
Desempenho global

4

Margens adequadas (2-10mm),
ângulos nas extremidades da
elípse ligeiramente diferentes
que 30°, relação comprimentolargura diferente do que 3-4:1

Conhecimento deficiente
Qualidade do produto final

3

5
Clara economia de movimento
e máxima eficiência

Cuidadoso e lento, com
maioria dos nós colocados
adequadamente com tensão
adequada

Frequentemente hesitou na
execução do procedimento e
parecia incerto (ou inseguro)
quanto ao próximo passo
Conhecimento do
procedimento específico

4

Utilizou de forma competente
os instrumentos, mas, as vezes,
pareceu inflexível (rígido) ou
desajeitado (inábil)

Falta conhecimento sobre os
parâmetros (< 2mm ou > 10mm
de margens), âgulos muito
diferentes do que 30°, relação
comprimento-largura muito
diferente do que 3-4:1
Fluxo da operação

3

5
Tecidos manipulados
adequadamente, com danos
mínimos

Tempo e movimento eficientes,
mas alguns movimentos
desnecessários

Fez repetidamente movimentos
inábeis ou hesitantes, através
da utilização inadequada dos
instrumentos
Técnica de sutura *

4

Manuseio cuidadoso do tecido,
mas ocasionalmente gerou
danos

Tempo insatisfatório / Muitos
movimentos desnecessários
Manipulação do
instrumento

3

5
Excepcional

4

5
Excepcional
(40)
( )

* Este parâmetro deve ser excluído para a avaliação do treinamento de biópsias. ** Este parâmetro deve ser excluído para a avaliação do treinamento de
suturas

Global Rating Scale para avaliação objetiva da aquisição de habilidades cirúrgicas (Denadai, 2014)

Além da avaliação segundo critérios preestabelecidos, os estudantes devem
fazer auto avaliação e receber, após cada fase do treinamento, feedebacks individuais
(Purim, 2013) visando identificar qualidades, erros e deficiências nos movimentos
específicos executados para cada técnica. Por meio do feedeback construtivo, os alunos
podem aperfeiçoar suas habilidades, praticar repetidamente e consequentemente
desenvolver habilidades ao longo do tempo, (Denandai, 2013).

12

Para proporcionar uma aprendizagem significativa em técnicas cirúrgicas foi
desenvolvida uma pesquisa visando identificar as potencialidades de um método de
ensino utilizando materiais orgânicos e sintéticos de diferentes consistências, delineado
para propiciar o desenvolvimento de habilidades e aquisição de competências em sutura
de pele. O presente trabalho visa descrever a pesquisa realizada, a partir dessa
estratégia de ensino inovadora utilizada para a prática de sutura de pele na graduação
em medicina.
METODOLOGIA
A pesquisa utilizou o método de estudo de caso (Yin, 2010; Deus, 2010) com
discentes do 4º e 10º período do curso de Medicina visando compreender a ação
educativa, no que concerne a habilitação para a realização de procedimentos cirúrgicos,
definindo como caso a ser estudado a implantação de uma estratégia de ensino
inovadora para a prática de sutura de pele. A estratégia intitulada “Oficina de sutura de
pele” utilizou um modelo de bancada, composto com material sintético e orgânico –
vegetal e animal –, seguido de uma prática supervisionada em ambulatório. Os
estudantes tiveram a oportunidade de treinar suturas em tecidos de consistências
diferentes, aplicar diversas técnicas de sutura e realizar sutura em ambulatório, sob a
supervisão da pesquisadora.

Figura 1 - visão geral da bancada

13

A atividade foi realizada no período de 15 de setembro a 7 de novembro de 2016,
com encontros semanais, totalizando 20 horas de treinamento, mais quatro horas de
prática ambulatorial. Participaram seis discentes do 4º período da graduação em
medicina e seis discentes do 10º período que atuaram como tutores, na proporção de
um tutor para cada discente, todos com a supervisão da pesquisadora. Inicalmente os
discentes foram orientados quanto aos aspectos operacional da oficina e
preenchimento de questionários, recebendo kits cirúrgicos individualizados contendo
tesoura, pinça anatômica, pinça dente de rato, porta agulhas, cabo e lâminas de bisturi,
fios agulhados, luvas de procedimento.
O roteiro dos exercicios práticos incluiam seis estações de sutura de pele, em
cada estação havia três texturas diferentes – EVA, berinjela e língua de boi. Cada
exercício foi precedido de explicação detalhada, bem como demonstração em
multimídia. As estações correspondiam a cada um dos tipos de suturas propostas. As
suturas foram: ponto simples, ponto simples invertido, ponto em U horizontal, ponto
em U vertical (Donatti), sutura contínua e sutura intradérmica. A última etapa foi
realizada em ambiente real com paciente.
Os discentes trabalharam em duplas um do 4º período com um do 10º que
acompanhou diretamente a execução de cada técnica, observando e estimulando a
esclarecer dúvidas. Ao final da oficina os estudantes foram para o centro cirúrgico de
pequenas cirurgias e supervisionados pela docente/pesquisadora realizaram suturas em
pacientes, o desempenho dos alunos foi avaliado e registrado nas fichas individuais de
cada um.

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Figura 2 - oficina em andamento

As suturas realizadas em cada estação foram avaliadas por observação da
professora e pelos discentes do 10º périodo, a partir de um roteiro previamente
elaborado, Anexo I. Os resultados das observações foram cotejados com as respostas
aos questionários aplicados pré e pós-treinamento e com os resultados das
autoavaliações, compondo assim um banco de dados das respostas dos sujeitos da
pesquisa.
Os questionários pré e pós-treinamento abordaram sobre as habilidades e
competências adquiridas e necessárias ao fazer médico em cirurgia, foram compostos
por perguntas abertas e fechadas, as quais buscaram identificar as expectativas dos
estudantes com a oficina, o conhecimento prévio e habilidades em técnicas cirúrgicas e
o interesse pela área de cirurgia. As respostas foram sistematizadas e analisadas
individualmente por estudante – síntese horizontal -, e no coletivo, por questão – síntese
vertical. Anexo II . A cada estação, um conjunto de aspectos era observado e um conceito
bom, regular ou insuficiente era atribuido pelo tutor que fazia uma avaliação do
desempenho do discente para cada uma das textutras utilizadas. Ao final de cada
encontro os discentes faziam autoavaliação identificando aspectos que os auxiliassem
para um melhor desempenho. Os pontos observados foram: colocação do fio no porta
agulhas, profundidade do ponto, distância do fio a margem da ferida, distância entre os
pontos, empuhadura do porta agulhas, uso da pinça, realização do nó, tensão do nó da
sutura, eversão dos bordos, coaptação dos bordos, destreza na realização da sutura e
corte do fio.
A pesquisa foi submetida ao comite de ética parecer nº 1718134. A oficina
também considerou a legislação sanitária para descarte de material orgânico e perfurocortante.

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Resultados e Discussão
Em questionário aplicado pré-treinamento os discentes participaram da Oficina
com a expectativa de “aprender o máximo, visto que esse é um momento raro da rotina
acadêmica antes do internato”(D5). Aprender as técnicas corretas ... ter experiência
prévia antes de chegar ao paciente” (D2). Apresentavam interesse na especialidade
cirúrgica, exceto um discente. Quatro dos participantes informaram ter assistido a
algum tipo de cirurgia.
Solicitados a informar quais habilidades já possuiam, quadro 2, três discentes
afirmaram ter conhecimeto sobre suturas com ponto simples e, um além do ponto
simples, com sutura contínua.

Quadro 2 - Relação de Habilidades a serem adquiridas
TECNICA CIRURGICA
HABILIDADES PRÉVIA AO TREINAMENTO
SUTURA COM PONTOS SIMPLES
SIM ( )
NÃO( )
SUTURA COM PONTOS SIMPLES INVERTIDO

SIM ( )

NÃO( )

SUTURA CONTÍNUA

SIM ( )

NÃO( )

SUTURA DONATI
SUTURA EM U HORIZONTAL

SIM ( )
SIM ( )

NÃO( )
NÃO( )

SUTURA INTRADÉRMICA

SIM ( )

NÃO( )

Fonte: própria autora
Quadro 3 - Planilha de acompanhamento do desempenho discente
Estação
Textura

1

1
2

3

1

2
2

3

1

3
2

3

1

4
2

3

1

5
2

3

1

6
2

3

Conceito
Escore
Tempo

Fonte: própria autora

O quadro 3, mostra o modelo de planilha utilizada para acompanhar o
desempenho do discente durante as seis estações, nas três texturas disponiveis. O
tempo foi um indicador de destreza, mostrando o grau de dificuldade relacionado ao
tipo de sutura e a textura utilizada. Ao final de cada encontro os tutores apresentavam
um feedback do trabalho realizado atribuindo um conceito de acordo com os aspectos
descritos no quadro 4. Os aspecto avaliados foram elaborados baseados na Global
Rating Scale, (Quadro 1)

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Quadro 4 - Aspectos avaliados

Aspectos a observar

Bom

Regular

Insuficiente

1 colocação do fio no porta agulhas
2 empunhadura do porta agulhas
3 uso da pinça
4 distância do fio a margem da ferida
5 distância entre os pontos
6 profundidade do ponto
7 realização do nó
8 tensão do nó na sutura
9 eversão dos bordos
10 coaptação dos bordos
11 corte do fio
12 destreza na realização da sutura
Fonte: própria autora

Na avaliação dos tutores todos os alunos obtiveram conceito entre bom e
regular, houve uma melhora progressiva no decorrer da oficina, com diminuição do
tempo para a execução das tarefas propostas. Em relação as diferentes texturas houve
maior dificuldade com EVA e berinjela.

Na avaliação da Oficina os discentes colocaram que:
“o treinamento em diferentes texturas contribui para perceber os diferentes aspectos
relacionados a sutura, simetria, força e outros. Adorei” (D4).
“Muito importante para aprender pontos mais estéticos, e mais sofisticados, aumentar
a prática com os nós e a técnica correta da mão” (D1).
“Foi muito bom consegui fazer a técnica e treinar, pude aprender e aprimorar com a
repetição” (D5).
“No inicio foi difícil o manuseio dos instrumentos principalmente o porta agulha, com o
passar da prática a habilidade foi melhorando consegui ver melhoras (sic) inclusive na
qualidade dos pontos” (D6).
“... tive mais dificuldade com o emborrachado, mais facilidade com a língua de boi, com
a berinjela tive alguma dificuldade em manter a delicadeza, o fio estourou algumas
vezes...” (D2).
“Consegui aprimorar a técnica ... como a maneira de segurar o porta agulhas, aproximar
as bordas a partir do meio para diminuir a tensão, consegui melhorar o nó com a prática
e deixar o ponto simétrico com o mesmo espaçamento na tensão correta” (D3).

17

A avaliação no centro cirúrgico mostrou os aspectos que os discentes
apresentaram mais dificuldades, recebendo conceito regular nos seguintes itens:
coaptação dos bordos (4 de 6 discentes), uso da pinça (todos os alunos por exigir o uso
da mão não dominante). Tais dificuldades podem ser justificadas devido a presença do
paciente, da preceptora e do ambiente que eles não estão habituados.
Os resultados das observações foram cotejados com as autoavalições e, com os
conceitos da avaliação feita pela docente durante o procedimento no centro cirúrgico ,
mostrando que houve aquisição e transfêrencia de habilidades, do modelo utilizado
para a prática clínica.
Comparando as resposta dos questionários pré-treinamento com as do póstreinamento os discentes avaliaram que a oficina despertou o interesse pela
especialidade, destacando o discente (D6), que inicialmente respondeu sobre a sua
participação na oficina “não tenho interesse em seguir a especialidade cirúrgica, desejo
melhorar a formação inicial” e no pós-treinamento afirma “o curso foi além do que eu
esperava. Despertou o interesse, mostrando ser mais prazeroso do que imaginava”.
Stain et al, 2013, diz que a exposição de estudantes ao âmbito cirúrgico influencia de
maneira positiva a escolha pela carreira. O ensino aprendizagem das habilidades
cirúrgicas básicas é de interesse especial, pois estas competências são o alicerce sobre
o qual o restante das aptidões será construido.
Os discentes participantes afirmaram ter evoluido na aprendizagem “pude
treinar várias vezes em diferentes formas de tecidos o que me proporcionou aprimorar
a técnica”(D5) “pude aprender e aprimorar com a repetição” (D6). A repetição é um
fator importante na aquisção de habilidades em técnicas cirúrgicas, foram seis estações
em três texturas diferentes totalizando 18 momentos de contato com a técnica e com a
oportunidade de desnvolvimento de habilidades e de evolução dos estágios de
competência.
Fitts &Posner (1967), Chambers (1993) defendem que a aprendizagem motora
acontece em estágios ou etapas, onde o aprendiz passa por diferentes situações desde
o primeiro (Denadai, Saad Hossne, & Souto, 2013)contato com o novo movimento até
dominá-lo completamente. Para Chambers (1993) em sua teoria das habilidades
motoras, esses estágios são: novato, inicante, competentes, proficiente e perito.
Considerando as observações feitas os estudates atingiram o estágio de competentes,
(HAUSER, 2009) ou seja, prontos para começar a prática de maneira independente.
Os materiais utilizados na oficina para o modelo de bancada possuiam texturas
diferentes visando desenvolver habilidades de coordenação motora e regular o uso da
força para as diferentes resistências dos tecidos, uma vez que tecidos friáveis vão
requerer uma coordenação motora diferenciada. Entre as texturas disponiveis a da
berinjela ofereceu maior dificuldade para os estudantes “no uso da berinjela tive alguma
dificuldade em manter a delicadeza, o fio estourou algumas vezes”(D2) “a berinjela para

18

o ponto simples atende bem as necessidades didáticas”(D3). Para Denadai (2013) a
fidelidade do modelo não é importante e não está relacionada a habilidade adquirida,
fundamental é a transferencia da habildade do ambiente de laboratório para a prática
clínica.
A transferência das habilidades desenvolvidas durante a repetição dos seis tipos
de ponto/sutura em texturas diferentes favoreceu a evolução nos estágios de
competências, haja vista o desempenho dos estudantes durante a prática ambulatorial.
O feedback imediato após cada estação facilitou a progressão e aperfeiçoamento das
habilidades. “... quando tive dificuldade a minha dupla interno (sic) sempre me ajudou
a melhorar” (D5). O fato de ter um monitor para cada estudante também contribuiu
para a rapidez da avaliação, tendo os estudantes um interlocutor para dirimir suas
dúvidas durante todo o processo.
Os aspectos observados durante a oficina validaram o processo de treinamento,
uma vez que seguiram o roteiro indicado pela GRS para avaliação do processo de
aquisição das habilidades necessárias a técnicas básicas de sutura de pele.

Conclusão
A pesquisa mostrou que a Oficina de Sutura de Pele foi um momento de
aprendizagem significativa, uma vez que os discentes participantes adquiriram
habilidades para a prática de uma sutura simples de pele realizada em ambiente real.
O modelo tem potencialidades uma vez que a conformação da bancada proposta
favorece aos discentes o desenvolvimento de destrezas diferenciadas. Ao identificar que
cada textura utilizada requer coordenação motora e regulação do uso da força,
demonstram que a pratica em consistências diferentes favorece a aprendizagem e o
desenvolvimento de habilidades e competências imprescindíveis a realização de
suturas.
A oficina também demonstrou ser motivadora para a escolha da especialidade
cirúrgica.

19

Referências
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experimental surgery and its importance in medical training. Revista Brasileira de
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Alagoas. Maceió, 2013.
YIN, R. Estudo de caso: planejamento e métodos Bookman: Porto Alegre. 2010.

21

Apêndice 1
1ª ESTAÇÃO – SUTURA COM PONTO SIMPLES
Data............................
Nome do discente a ser observado ...........................................................................................
Textura 1 – Sintético
Pontos a observar

Bom

Regular

Insuficiente

Colocação do fio no porta-agulhas
Profundidade do ponto
Distância do fio a margem da ferida
Distancia entre os pontos
Empunhadura do porta-agulhas
Uso da pinça
Realização do nó
Tensão do nó da sutura
Eversão dos bordos
Coaptação dos bordos
Destreza na realização da sutura
Tempo inicial

Tempo final

Textura 2 – tecido vegetal
Pontos a observar

Bom

Tempo total (em minutos)

Regular

Insuficiente

Colocação do fio no porta-agulhas
Profundidade do ponto
Distância do fio a margem da ferida
Distancia entre os pontos
Empunhadura do porta-agulhas
Uso da pinça
Realização do nó
Tensão do nó da sutura
Eversão dos bordos
Coaptação dos bordos
Destreza na realização da sutura
Tempo inicial

Tempo final

Tempo total (em minutos)

22
Textura 3 – tecido animal
Pontos a observar

Bom

Regular

Insuficiente

Colocação do fio no porta-agulhas
Profundidade do ponto
Distância do fio a margem da ferida
Distancia entre os pontos
Empunhadura do porta-agulhas
Uso da pinça
Realização do nó
Tensão do nó da sutura
Eversão dos bordos
Coaptação dos bordos
Destreza na realização da sutura
Tempo inicial

Tempo final

Tempo total (em minutos)

Nome observador: _______________________________________________________

Assinatura : _____________________________________________________________

23
2ª ESTAÇÃO – SUTURA CONTINUA

Data ............................

Nome do discente a ser observado ...........................................................................................
Textura 1 - luva
Pontos a observar

Bom

Regular

Insuficiente

Colocação do fio no porta-agulhas
Profundidade do ponto
Distância do fio a margem da ferida
Distância entre os pontos
Empunhadura do porta-agulhas
Uso da pinça
Eversão dos bordos
Coaptação dos bordos
Destreza na realização da sutura

Tempo inicial

Tempo final

Textura 2 – tecido vegetal
Pontos a observar

Bom

Tempo total (em minutos)

Regular

Insuficiente

Colocação do fio no porta-agulhas
Profundidade do ponto
Distância do fio a margem da ferida
Distância entre os pontos
Empunhadura do porta-agulhas
Uso da pinça
Eversão dos bordos
Coaptação dos bordos
Destreza na realização da sutura

Tempo inicial

Tempo final

Tempo total (em minutos)

24

Textura 3 – tecido animal
Pontos a observar

Bom

Regular

Insuficiente

Colocação do fio no porta-agulhas
Profundidade do ponto
Distância do fio a margem da ferida
Distância entre os pontos
Empunhadura do porta-agulhas
Uso da pinça
Eversão dos bordos
Coaptação dos bordos
Destreza na realização da sutura

Tempo inicial

Tempo final

Tempo total (em minutos)

25
3ª ESTAÇÃO – SUTURA COM PONTOS EM U VERTICAIS (DONATI)
Data ............................
Nome do discente a ser observado ...........................................................................................
Textura 1 - luva
Pontos a observar

Bom

Regular

Insuficiente

Colocação do fio no porta-agulhas
Profundidade do ponto
Distância do fio a margem da ferida
Distância entre os pontos
Empunhadura do porta-agulhas
Uso da pinça
Eversão dos bordos
Coaptação dos bordos
Destreza na realização da sutura

Tempo inicial

Tempo final

Textura 2 – tecido vegetal
Pontos a observar

Bom

Tempo total (em minutos)

Regular

Insuficiente

Colocação do fio no porta-agulhas
Profundidade do ponto
Distância do fio a margem da ferida
Distância entre os pontos
Empunhadura do porta-agulhas
Uso da pinça
Eversão dos bordos
Coaptação dos bordos
Destreza na realização da sutura

Tempo inicial

Tempo final

Tempo total (em minutos)

26
Textura 3 – tecido animal
Pontos a observar

Bom

Regular

Insuficiente

Colocação do fio no porta-agulhas
Profundidade do ponto
Distância do fio a margem da ferida
Distância entre os pontos
Empunhadura do porta-agulhas
Uso da pinça
Eversão dos bordos
Coaptação dos bordos
Destreza na realização da sutura

Tempo inicial

Tempo final

Tempo total (em minutos)

27

4ª ESTAÇÃO – SUTURA COM PONTOS EM U HORIZONTAL

Data ............................

Nome do discente a ser observado ...........................................................................................
Textura 1 - luva
Pontos a observar

Bom

Regular

Insuficiente

Colocação do fio no porta-agulhas
Profundidade do ponto
Distância do fio a margem da ferida
Distância entre os pontos
Empunhadura do porta-agulhas
Uso da pinça
Eversão dos bordos
Coaptação dos bordos
Destreza na realização da sutura

Tempo inicial

Tempo final

Textura 2 – tecido vegetal
Pontos a observar

Bom

Tempo total (em minutos)

Regular

Insuficiente

Colocação do fio no porta-agulhas
Profundidade do ponto
Distância do fio a margem da ferida
Distância entre os pontos
Empunhadura do porta-agulhas
Uso da pinça
Eversão dos bordos
Coaptação dos bordos
Destreza na realização da sutura

Tempo inicial

Tempo final

Tempo total (em minutos)

28
Textura 3 – tecido animal
Pontos a observar

Bom

Regular

Insuficiente

Colocação do fio no porta-agulhas
Profundidade do ponto
Distância do fio a margem da ferida
Distância entre os pontos
Empunhadura do porta-agulhas
Uso da pinça
Eversão dos bordos
Coaptação dos bordos
Destreza na realização da sutura

Tempo inicial

Tempo final

Tempo total (em minutos)

29
5ª ESTAÇÃO – SUTURA COM PONTOS INVERTIDOS
Data ............................
Nome do discente a ser observado ...........................................................................................
Textura 1 - luva
Pontos a observar

Bom

Regular

Insuficiente

Colocação do fio no porta-agulhas
Profundidade do ponto
Distância do fio a margem da ferida
Distância entre os pontos
Empunhadura do porta-agulhas
Uso da pinça
Eversão dos bordos
Coaptação dos bordos
Destreza na realização da sutura

Tempo inicial

Tempo final

Textura 2 – tecido vegetal
Pontos a observar

Bom

Tempo total (em minutos)

Regular

Insuficiente

Colocação do fio no porta-agulhas
Profundidade do ponto
Distância do fio a margem da ferida
Distância entre os pontos
Empunhadura do porta-agulhas
Uso da pinça
Eversão dos bordos
Coaptação dos bordos
Destreza na realização da sutura

Tempo inicial

Tempo final

Tempo total (em minutos)

30
Textura 3 – tecido animal
Pontos a observar

Bom

Regular

Insuficiente

Colocação do fio no porta-agulhas
Profundidade do ponto
Distância do fio a margem da ferida
Distância entre os pontos
Empunhadura do porta-agulhas
Uso da pinça
Eversão dos bordos
Coaptação dos bordos
Destreza na realização da sutura

Tempo inicial

Tempo final

Tempo total (em minutos)

31
6ª ESTAÇÃO – SUTURA INTRADÉRMICA

Data ............................

Nome do discente a ser observado ...........................................................................................

Textura 2 – tecido vegetal
Pontos a observar

Bom

Regular

Insuficiente

Colocação do fio no porta-agulhas
Profundidade do ponto
Coaptação dos bordos
Destreza na realização da suturas

Tempo inicial

Tempo final

Textura 3 – tecido animal
Pontos a observar

Bom

Tempo total (em minutos)

Regular

Insuficiente

Colocação do fio no porta-agulhas
Profundidade do ponto
Coaptação dos bordos
Destreza na realização da suturas

Tempo inicial

Observações e comentários

Tempo final

Tempo total (em minutos)

32
Nome do observador .....................................................................................................
Assinatura...........................................................................................
7ª ESTAÇÃO – PRÁTICA EM CENTRO CIRURGICO
Data ............................
Nome do discente a ser observado ...........................................................................................
Pontos a observar

Bom

Regular

Insuficiente

Realização da técnica de infiltração
Adequação da técnica de sutura escolhida
Adequação do fio escolhido
Realização da sutura

Nome do discente a ser observado ...........................................................................................
Pontos a observar

Bom

Regular

Insuficiente

Realização da técnica de infiltração
Adequação da técnica de sutura escolhida
Adequação do fio escolhido
Realização da sutura

Observações e comentários

Nome do observador .....................................................................................................

Assinatura...........................................................................................

33

Apêndice 2
QUESTINÁRIO PRÉVIO A OFICINA SUTURAS DE PELE

DTA .............................
NOME ............................................................

1) Quais as expectativas com sua participação nessa oficina?
2) Há interesse de sua parte seguir alguma especialidade cirúrgica? Qual?
3) Já teve alguma experiência prática em cirurgia? Especifique, qual, onde e quando?
4) Marque sim ou não para as habilidades a seguir relacionadas
TECNICA CIRURGICA

HABILIDADES PRÉVIA AO TREINAMENTO

INFILTRAÇÃO ANESTÉSICA

SIM ( )

NÃO( )

SUTURA COM PONTOS SIMPLES

SIM ( )

NÃO( )

SUTURA CONTÍNUA

SIM ( )

NÃO( )

SUTURA DONATI

SIM ( )

NÃO( )

SUTURA EM U HORIZONTAL

SIM ( )

NÃO( )

SUTURA INTRADÉRMICA

SIM ( )

NÃO( )

34

QUESTINÁRIO PÓS OFICINA SUTURAS DE PELE
DTA .............................
NOME ............................................................
1) Marque sim ou não para as habilidades adquiridas após participação na Oficina
Suturas de Pele
TECNICA CIRURGICA

HABILIDADES APÓS O TREINAMENTO

INFILTRAÇÃO ANESTÉSICA

SIM ( )

NÃO( )

SUTURA COM PONTOS SIMPLES

SIM ( )

NÃO( )

SUTURA CONTÍNUA

SIM ( )

NÃO( )

SUTURA DONATI

SIM ( )

NÃO( )

SUTURA EM U HORIZONTAL

SIM ( )

NÃO( )

SUTURA INTRADÉRMICA

SIM ( )

NÃO( )

2) Suas expectativas foram alcançadas?

3) Sua participação nessa oficina o motivou para a área de cirurgia?

4) Na sua opinião quais os pontos positivos e negativos desta atividade?

5)

Sugestões

34

Pré teste
Questões

1

2

3

4

Síntese horizontal

Aprimorar
habilidades e
aprender diversos
tipos de sutura
Aprender as técnicas
corretas para o bom
execução dos pt
abordados ter
experiência previa
antes de chegar ao
paciente
Aprender diferentes
técnicas de sutura

Sim cirurgia do
aparelho
digestivo

Acompanhar cirurgia
ortopédica há 1 ano

Sim na 1

Já acompanhou cirurgia, tem interesse em ser
cirurgião e quis aprimorar habilidades

Ainda em dúvida
mas interesse em
cirurgia ou
especialidades
que envolvam
procedimentos

Sim desde o primeiro
ano acompanha
cirurgia geral e trauma

Sim na 1 e 2

Já acompanhou cirurgia, tem interesse em ser
cirurgião, mas não sabe especialidade ter um
embasamento mais aprofundado e ter segurança no
procedimentos a serem realizados

Sim geral e
neurocirurgia

Sim 1, 2 e ultima

4

Aprender técnicas
de sutura antes da
pratica com
pacientes

Tenho interesse
mas, não tenho
especialidade

Já acompanhou cirurgias, tem interesse em ser
cirurgião e quer diversificar o conhecimento sobre
sutura
Já acompanhou, tem interesse cirurgião, mas não
decidiu a especialidade

5

Aprender o máximo
de habilidades
possíveis visto q esse
e um momento raro
da rotina acadêmica
antes do internato

Sim cirurgia geral,
mas não sei a
especialidade

Sim acompanhou no
HU realizei suturas
com pts simples
Já acompanhei no HU
mastectomia,
esterctomia e nos
sanatorio
tireodectomia
Não

discentes
1

2

3

Não em todas

Não em todas

Não acompanhou cirurgia, tem interesse em ser
cirurgião, não sabe a especialidade, mas busca
oportunidades de aprender e melhorar a formação

35

6

Síntese
Vertical

Aprender o básico de
sutura para melhor
atender os pacientes
Aprender técnicas e
aprimorar as
habilidades
Experiência previa
Aproveitar
oportunidades de
desenvolver
habilidades práticas
Preocupação com
um atendimento de
qualidade
Ter uma
aprendizagem
significativa
Diversidades de
técnicas a serem
aprendidas
Melhorar a formação

No momento não
tem interesse
Maioria tem
interesse e já tem
expectativa de
qual
especialidade
seguir, 1 tem
interesse mas não
escolheu a área e
1 não tem
interesse

Não apenas assisti a
cirurgia mas não
participei
Metade já
acompanhou
procedimentos
cirúrgicos

Não em todas

Não tem interesse em seguir a especialidade
cirúrgica, deseja melhorar a formação geral

Metade sabia
fazer pt simples e
1 pt simples e
simples invertido
e 1 simples
invertido e
intradérmico

Aprender e melhorar as habilidades praticas em
técnicas de sutura, maioria com interesse em seguir a
especialidade cirúrgica,

OBS: Apelo da oficina para o conhecimento da técnica e envolvimento com a formação de qualidade e ampliada

36

Pós teste
Discente 1
1
Sim para
todas

2
Sim

3
Sim

4 positivo
Fornece prática
importante no
internato que falta
no currículo
tradicional
Aulas práticas e
simples altamente
instrutivas

negativos

5
Procurar
tecido mais
adequado que
a berinjela

Síntese horizontal
Sim houve um evolução na
aprendizagem
Destaca a importância de aulas
praticas
Dificuldades de desenvolver as
técnicas em textura vegetal

2

Sim para
todas

Sim achei a
oficina muito
proveitosa por
ser
eminentemente
pratica

Curso prático pts
importantes q são
usados na pratica

Sim houve um evolução na
aprendizagem
Destaca a importância de aulas
praticas
Dificuldades de desenvolver as
técnicas em textura vegetal

Sim para
todas

Sim

Alguns materiais
como a berinjela
não apresentam
tanto a realidade
como podemos
ter com a língua
de boi
Alguns pts foram
complicados para
ser realizados em
alguns materiais

Abrir para
mais
estudante se
for possível e
ver outros
pontos

3

Sim já
possuía
interesse e
com as
praticas
estou mais
motivados
Sim

Tentar novos
materiais

4

Sim para
todos

Sim

Sim

Atividade não
comum no
currículo
tradicional

Sim houve um evolução na
aprendizagem
Destaca a importância de aulas
praticas
Dificuldades de desenvolver as
técnicas em textura vegetal
Sim houve um evolução na
aprendizagem
Destaca a importância de aulas
praticas Dificuldades de
desenvolver as técnicas em
algumas textura

Oportunidade de
aprender técnicas
mais cedo

Mas tempo
para prática
nos pacientes

37

5

Sim para
todos

Sim

Sim ainda
mais

Ter um monitor
interno ajudando

Beringela não foi
um bom material

Sem
sugestões
bem
organizado

Sim houve um evolução na
aprendizagem
Dificuldades de desenvolver as
técnicas em textura vegetal

6

Sim para
todos

Sim o curso foi
além do que eu
esperava

Despertou
interesse
mostrando
ser mais
prazerosa do
que
imaginava

A presença de
doutorandos
acompanhando e
orientando

Praticas da
berinjela não
somou no
aprendizado

Sim houve um evolução na
aprendizagem
Despertou o interesse em
cirurgia, viu que era prazeroso
acompanhamento de
monitores auxiliou a
aprendizagem

Síntese
vertical

Sim para
todos houve
evolução na
aprendizagem
das tecnicas

Expectativas
foram
alcançadas , por
ter realizado
procedimentos
praticos

Despertou o
interesse de
todos os
alunos
mostrou que
a
especialidade
pode ser
mais
prazerosa do
que se pensa

Aulas praticas
Aprender mais
cedo
Pts importantes
Acompanhamento
de doutorando
orientando os
procedimentos

A dificuldade
com a textura
vegetal

Dividir em
mais dias
tendo menos
pts por dia
ajudaria na
absorção de
quem esta
vendo pela
primeira vez
Pouco tempo
para a
realização

A oficina foi bem sucedida

38

Avaliação individual
Discente 1
1

2

3

4

5

6

1
2
3
1
2
3
1
2
3
1
2
3
1
2
3
1
2
B R
B R
B R
B R B R
B R B R B R B R B R B R B R B R B R B R B R B R
6 6
6 6
9 3
1
11 1 11 4 8 5 5 - 9 4 5 9 - - 9 7 2 8 1 - 9 4 - 25
50
35
30
25
20
15
15
25
25
15
25
15
30
20
Dia 1 – Teve evolução já no 1 dia começo no emborrachado – berinjela (50 minutos) e língua de boi executou melhor os pt observados (35m)

3
B
4

R
10

Dia 2 – teve regular no EVA, na berinjela e na língua de boi – três tipos de pt mais dificuldade no pt simples invertido, melhorou no Donatti e no pt em U
Dia 3 – melhorou bastante na sutura contínua
Embora a complexidade do pt fosse aumentando, as estações anteriores desenvolveram habilidades q auxiliaram na superação das dificuldades,
apresentadas devido a complexidade do ponto
Auto avaliação
1- Técnica correta posicionamento porta agulha tensão adequada do no pratica com tecidos mais delicados e treino com dois tipos de fio fundamentais
para realizar uma boa sutura
2- Muito importante e prática diversos tipos de pts diferentes foram aprendidos muito didática a as práticas conhecimento bem sedimentado em
diferentes tecidos
3- Muito importante para aprender pts mais estéticos e mais sofisticados aumenta a prática com os nós e a técnica correta da mão

39

Avaliação Centro cirúrgico
Pontos a observar
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11

Bom
X

Regular
x

X
X
X
X
X
X
X
X
X

40

Discente 2
Estação
Textura
Conceit
o
Escore

1

2

3

4

5

6

1
2
3
B R B R B

1
2
R B R B

3
R B

1
2
R B R B

3
R B

1
2
R B R B

3
R B

1
R B

2
3
R B R B

1
2
3
R B R B R B R

5

2

-

-

-

-

-

-

-

-

7

8

4

1
0

8

4

1
2

1
2

6

6

1
2

1
2

6

6

1
2

1
2

1
2

-

-

1
2

4

-

-

Tempo
25
30
20
30
15
20
20
20
25
40
10
30
20
15
30
Dia 1 – começou regular , melhorou na língua de boi o emborrachado foi o mais difícil no primeiro dia a berinjela para o pt simple atende bem as
necessidade didáticas

-

3

1
30

Dia 2 – dificuldade com o emborrachado em todos os pts
Dia 3 – foram muito bem com a sutura continua
Auto avaliação
1- Praticas muito interessante tanto a parte q usamos a berinjela qto a língua de boi tive mais dificuldade com o emborrachado e mais facilidade com a
língua, no uso da berinjela tive alguma dificuldade em manter a delicadeza, o fio estourou algumas vezes, de maneira geral achei as praticas muito
proveitosa e me ajudou a melhorar a técnica que eu pensava que sabia
2- Gostei muito das atividades em especial os pts Inverso e Donatti. O ponto em U no emborrachado foi muito trabalhoso porem o pt em U na língua foi
muito mais proveitoso. Percebo q minha habilidade em realizar os pts e ter manejo com os instrumentos aumento em relação ao primeiro encontro
3- Foi a mais proveitosa para mim, achei o pt Intradérmico muito bom de fazer nos materiais aprendi bem

41

Avaliação Centro cirúrgico
Pontos a observa
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11

Bom
X
X
X
X
X

Regular

X
X
X
X
X
X

No Centro cirúrgico os aspectos q mais recebeu regular foram: Coptação dos bordos ( alguns) e o uso da pinça (todos – exige a mão não dominante) foram
os aspecto que eles tiveram mais dificuldades, destreza na realização da sutura (três bons e três regular). Há de se considerar o presença do paciente, da
preceptora e do ambiente que eles não estão habituados.

42

Discente 3
Estação
Textura
Conceit
o
Escore

1
1
2
B R B

2
3
R B

R

9 3 1 1 1 1
2
Tempo
20
15
20
Auto avaliação

3

1
B

2
R B

3
R B

1
2
R B R B

1
2

-

-

-

15

1
2
10

1
2
15

4
3
R B

9 1 1 0
20
10

1
0
30

5

6

1
R B

2
R B

3
R B

1
2
3
1
2
3
R B R B R B R B R B R B R

-

-

-

-

1
0
35

1
0
10

1
0
15

8 1 10

-

8 1 4 25

35

-

-

4 15

1- Consegui aprimorar a técnica para sutura simples com as dicas passadas, como a maneira de segurar o porta agulha aproximar as bordas a partir do
meio para diminuir a tensão, consegui melhorar o nó com a pratica e deixar o pt simétrico com o mesmo espaçamento na tensão correta
2- Aprimorei o pt simples invertido, fazendo-o melhor e mais rápido aprendi a fazer o Donatti achei fácil e gostei o bastante, também aprendi o pt em U
3- Aprimorei a técnica de sutura intradérmica a qual já tinha certo conhecimento, tive dificuldade de realizar no emborrachado aprendi a continua foi
bom para realizar em ambos os materiais
Avaliação Centro cirúrgico
Pontos a observa
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11

Bom
X
X
X
X
X

Regular

X
X
X
X
X
X

43

Discente 4
Estação
Textura
Conceito
Escore
Tempo

1
1
B R
3 9
30

2
B R
4 8
30

2
3
B R
5 7
30

1
B
9

2
R B R
3 8 4
35
20

3
3
B
9

R
3
20

1
B R
7 2
20

2
B
7

R
2
20

4
3
B
8

R
1
25

1
B
7

R
2
25

2
B R
7 2
15

5
3
B
8

R
1
30

1
B
9

R
15

2
B R
- -

6
3
B
9

R
25

1
B R
4 15

2
B
-

R
-

3
B R
4 30

Auto avaliação
1- Já no primeiro encontro é notória a importância dela visto q no inicio há grande insegurança e conforme se vais praticando se ganha mais segurança
e habilidade a pratica em diferente textura é outro pt interessante permitindo praticar em tecidos que e´ mais fácil e mais difícil realizar sutura
2- A pratica de hoje foi bastante proveitosa os pts aprendidos e praticados foram diferentes dos que já conhecia e serviram para aprimorar nossos
conhecimentos sobre sutura Os pts aprendidos foram pts simples invertido Donatti em U e em U semi intradérmico, o fato de praticarmos em
diferentes textura tbm contribui para perceber os diferentes aspectos relacionados a sutura, simetria força e outros. Adorei
3- As praticas no laboratório foram de grande valor visto q as habilidades de sutura puderam ser aprendidas e treinadas de maneira a permitir q os
alunos assimilassem com segurança no inicio senti certa dificuldade para realizar as suturas, porem com a pratica vai se tornando mais fácil e a técnica
flui melhor

44

Avaliação Centro cirúrgico
Pontos a observa
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11

Bom
X

Regular
X

X
X
X
X
X
X
X
X
X

45

Discente 5
Estação
1
2
3
4
5
6
Textura
1
2
3
1
2
3
1
2
3
1
2
3
1
2
3
1
2
3
Conceito B R B R B R B R B R B R B R B R B R B R B R B R B R B R B R B R B R B R
Escore
7 5 8 4 10 2 12 - 12 - 12 - 7 2 8 1 9 - 9 - 7 2 9 - 9 - - - 8 1 4 - - - 4 Tempo
45
30
30
35
20
20
25
10
35
35
15
25
15
25
15
40
Auto avaliação
1- Primeiramente aprendi a técnica, pois foi o primeiro contato pratico com a sutura e os instrumentos aprendi a manusear os instrumento já q não
tinha nenhuma experiência a partir do momento q aprendi o ponto simples pude treinar com agulhas e fios diferentes e com texturas diferentes de
pele, isso fez acelerar a habilidade e aprimorar a cada pt pra mim foi muito proveitoso
2- Gostei bastante das atividades de hoje, pois pude aprender 4 pts q não tinha contato algum e posso dizer q aprendi e sei fazer pude treinar varias
vezes em diferentes formas de tecido q me proporcionou a aprimorar a técnica
3- Foi muito om conseguir fazer a técnica e treinar, pude aprender e aprimorar com a repetição em uma mesma tarde quando tive dificuldade a minha
dupla interno sempre me ajudou a melhor
Avaliação Centro cirúrgico
Pontos a observa
Bom
1
X
2
X
3
X
4
X
5
X
6
7
X
8
9
X
10
X
11

Regular

X
X

X

46

Discente 6
Estação
Textura
1
Conceito B R
Escore
10 2
Tempo
25
Auto avaliação

1
2
B R
10 2
30

2
3
B R
12 30

1
B
6

2
R B R
6 9 3
25
20

1-

3
3
B R
9 3
20

1
B R
7 2
10

2
B
9

R
15

4
3
B
7

R
2
20

1
B
7

R
2
25

2
B R
9 15

5
3
B R
9 25

1
B
5

R
4
30

2
B R
- -

6
3
B R
7 2
20

1
B R
4 30

2
B
-

R
-

3
B R
4 10

No inicio foi difícil o manuseio dos instrumentos principalmente o manuseio do porta agulha com o passar da pratica a habilidade foi melhorando
consegui ver melhora inclusive na qualidade dos pontos
2- Com a pratica de hoje novos pts foram aprendidos e novas habilidades aprendidas o pt mais difícil para mim foi o , o manejo da mão para execução
do pt é algo difícil mas q com a pratica melhora, o pt em U intradérmico foi o de mais de fácil execução
3- Hoje foram aprendidas suturas continuas q para mim foram melhores de fazer, mais prazerosas
Avaliação Centro cirúrgico
Pontos a observa
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11

Bom
X
X
X
X
X

Regular

X
X
X
X
X
X

47

Anexo 1
TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO (T.C.L.E)
(Em 2 vias, firmado por cada participante voluntário(a) da pesquisa e pelo responsável)
“O respeito devido à dignidade humana exige que toda pesquisa se processe após o
consentimento livre e esclarecido dos sujeitos, indivíduos ou grupos que por si e/ou por
seus representantes legais manifestem a sua anuência à participação na pesquisa”.
EU,____________________________________________________________, tendo
sido convidado(a) a participar como voluntário do estudo “Metodo de Ensino para prática
de sutura de pele ”, que será realizado pela preceptora do internato de Clínica Cirúrgica
e pesquisadora da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Alagoas,
Emmanuella Araujo de Oliveira, recebi as seguintes informações que me fizeram
entender sem dificuldades e sem dúvidas os seguintes aspectos:
1)Que o estudo se destina a desenvolver uma metodologia de ensino para suturas de pele.
2) Que a importância deste estudo baseia-se na necessidade de aprimorar o ensino de
bases da técnica operatória para os alunos da graduação.
3)Que os resultados dessa pesquisa irão contribuir para nortear ações de educação
permanente.
4) Que eu participarei do estudo participando de uma Oficina de Cirurgia Cutânea.
5) Que em qualquer momento da pesquisa eu terei o direito de nao responder a alguma
pergunta.
6) Que o possivel risco da minha participação sera o constrangimento de nao conseguir
realizar as atividades propostas.
7) Que os pesquisadores adotarão medidas necessárias para minimizar os riscos e, em
qualquer situação adversa que envolva o sujeito da pesquisa, expondo o mesmo ao evento
de risco previsto nesse estudo, será imediatamente comunicado ao CEP da UFAL, e
deverá acarretar em suspensão da pesquisa.
8) Que os benefícios que deverei esperar com a minha participação são ter uma
aprendizagem significativa sobre o tema , acesso ao guia de ensino para suturas de pele
que será criado e ser um profissional mais habilitado na profissão médica.
9) Que sempre que desejar, serão fornecidos esclarecimentos sobre cada uma das etapas
do estudo.
10) Que, a qualquer momento, eu poderei recusar a continuar participando do estudo e,
também, que eu poderei retirar esse meu consentimento, sem que isso me traga qualquer
penalidade ou prejuízo.
11) Que as informações conseguidas através da minha participação não permitirão a
identificação da minha pessoa, exceto aos responsáveis pelo estudo, e que a divulgação
das mencionadas informações só será feita entre os profissionais estudiosos do assunto.

48

12) Ressarcimento de despesas: Não há despesas pessoais para o participante em qualquer
momento do estudo incluindo acompanhamento psicopedagógico. Também não há
compensação financeira relacionada à sua participação. Se existir qualquer despesa
adicional, ela será absorvida pelo orçamento da pesquisa.
13)Direito de indenização: em caso de dano pessoal, diretamente causado pelos
procedimentos propostos neste estudo (nexo causal comprovado), o participante tem
direito a tratamento médico na instituição.
14)Essa pesquisa será desenvolvida a partir da data de autorização do Comitê de Ética e
Pesquisa.
15) Que receberei uma copia deste termo por mim assinada.
Finalmente, tendo eu compreendido perfeitamente tudo o que me foi informado sobre a
minha participação no mencionado estudo e, estando conscientes dos meus direitos, das
minhas responsabilidades, dos riscos e dos benefícios que a minha participação implica,
concordo em dela participar e, para tanto eu DOU O MEU CONSENTIMENTO SEM
QUE PARA ISSO EU TENHA SIDO FORÇADO OU OBRIGADO.
Endereço do(a) participante voluntário(a):
Domicílio:
(Rua, Avenida) __________________________________________________________
No ________________ Complemento ______________________ Cidade: _________
CEP: ____________________________________ Telefone: ____________________
Ponto de referencia: _____________________________________
Nome e endereço do pesquisador responsável:
Emmanuella Araújo de Oliveira : R. Machado Lemos, 157, apto 802, Ponta Verde,
Maceió - AL Fone : (82) 34323896
Instituição: Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Alagoas. Campus A. C.
Simões, BR 104-Norte, km 97, Cidade Universitária, Tabuleiro dos Martins. CEP: 57072970 Fone: 3214-1665
Comitê de Ética em Pesquisa ( CEP/UFAL ): Campus A. C. Simões, Prédio da Reitoria,
1º andar, Sala vizinha a PROPEP, telefone 3214-1041
Maceió, ______ de ______________ de _________
_____________________________________________________
Assinatura do voluntário(a) ou responsável legal (rubricar as demais folhas).
_____________________________________________________
Emmanuella Araújo de Oliveira
Assinatura do responsável pelo estudo
_____________________________________________________
Prof. Dra. Lenilda Austrilino
Orientadora do estudo

49

Anexo 2