A Integração Ensino-Serviço como Estratégia na Formação Profissional para o SUS
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A Integração Ensino-Serviço como Estratégia na
Formação Profissional para o SUS
Integration between Learning and Health
Services as a Strategy for Professional
Training in the Unified Health System
Adolfo PizzinatoIII
Andréia da Silva GustavoI
Beatriz Regina Lara dos SantosI
Beatriz Sebben OjedaI
Eliana FerreiraIII
Flávia Valladão ThiesenIV
Marion CreutzbergI
Marisa AltamiranoV
Oscar PanizVI
Valéria Lamb CorbelliniVIII
RESUMO
Trata-se de um relato de experiência relativo às estratégias e ações adotadas para a integração ensino-serviço, com a finalidade de contribuir no processo de formação profissional na área da saúde, em
consonância com as diretrizes e princípios do Sistema Único de Saúde (SUS). O trabalho aborda as
descobertas, os avanços, as potencialidades, as dificuldades e os pontos críticos encontrados, assim
como as experiências bem-sucedidas e a sustentabilidade vivenciada no contexto da Atenção Primária
à Saúde com os programas Pró-Saúde e PET-Saúde.
PALAVRAS-CHAVE:
– Atenção Primária à Saúde;
– Integração Docente-Assistencial;
– Educação;
– Sistema Único de Saúde.
ABSTRACT
This is a case report on an experience with strategies and actions for the integration of learning and
health services, with the aim of contributing to professional training in health, in keeping with the
guidelines and principles of the Unified National Health System (SUS). The study addresses the
discoveries, advances, potentialities, difficulties, and critical points, as well as successful experiences and sustainability in the context of Primary Healthcare with the Pró-Saúde and PET-Saúde
programs.
KEYWORDS:
– Primary Health Care;
– Teaching Care Integration;
– Education;
– Unified Health System.
Recebido em: 19/09/2010
Aprovado em: 30/11/2010
REVISTA BRASILEIRA DE EDUCAÇÃO MÉDICA
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I
Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, RS, Brasil.
II
Gerente do Distrito Leste/Nordeste do Município de Porto Alegre, Porto Alegre, RS, Brasil.
III
Professora Titular da Faculdade de Farmácia.
IV
Secretaria Municipal de Saúde de Porto Alegre, Porto Alegre, RS, Brasil.
V
Conselho Municipal de Saúde de Porto Alegre.
Adolfo Pizzinato et al
Integração Ensino-Serviço na Formação Profissional
INTRODUÇÃO
A parceria entre a Pontifícia Universidade Católica do Rio
Grande do Sul (PUC-RS) e a Secretaria Municipal de Saúde
(SMS) de Porto Alegre existe desde a década de 1970, com as
Faculdades de Medicina, Psicologia e Serviço Social e, mais
recentemente, a partir da década de 1990, com a inclusão de
novos cursos da área da saúde, como Farmácia, Enfermagem,
Fisioterapia e Nutrição.
Com a participação dessas áreas nos programas Promed,
Pró-Saúde I e II e PET-Saúde, diversos projetos relacionados
à inserção dos alunos nos serviços de saúde vêm sendo desenvolvidos, estreitando as relações e facilitando a integração
entre docentes, acadêmicos, trabalhadores e gestores de saúde
do município.
Assim, este artigo é um relato de experiência que aborda as estratégias e ações adotadas para a integração ensino-serviço, com a finalidade de facilitar o processo de formação
profissional na área da saúde, em consonância com as diretrizes e princípios do Sistema Único de Saúde (SUS). Também aponta as descobertas, os avanços, as potencialidades,
as dificuldades e os pontos críticos encontrados, assim como
relata as experiências bem-sucedidas e a sustentabilidade
vivenciadas no processo de formação profissional, facilitado
pela integração ensino-serviço no contexto da Atenção Primária à Saúde.
Entende-se por integração ensino-serviço o trabalho coletivo pactuado, articulado e integrado de estudantes e professores dos cursos de formação na área da saúde com trabalhadores que compõem as equipes dos serviços de saúde,
incluindo-se aí os gestores, cuja finalidade é a qualidade de
atenção à saúde individual e coletiva, a excelência da formação profissional e o desenvolvimento/satisfação dos trabalhadores dos serviços.1
A cidade de Porto Alegre está dividida em oito Gerências
Distritais, de acordo com o Orçamento Participativo do Município. Atualmente, a base territorial e populacional definidas
para a prática dos cursos da área da saúde é constituída pelos
Distritos de Saúde Leste e Nordeste, que pertencem à Gerência Distrital Leste/Nordeste, responsável pela gestão dos serviços de saúde dessas regiões do município.
O Distrito de Saúde Leste é constituído por 118.969 habitantes, distribuídos em 168 setores censitários. A proporção da
população entre 0 e 4 anos de idade é de 8,75%; de 60 anos é
de 10,04%; e 93,11% é a proporção de alfabetizados. Assim, o
distrito apresenta indicadores sociodemográficos próximos ao
perfil médio do município; porém, ao se analisar sua composição por setores censitários, identificam-se contrastes muito
marcantes.2
A taxa de mortalidade infantil global por 1.000 nascidos
vivos é de 22,60. A proporção de óbitos de adolescentes entre
10 e 19 anos idade por violência, em relação a todos os óbitos,
é de 5%, e de óbitos de mulheres em idade fértil é de 8,0%. As
principais causas de morte são: agressão por arma de fogo,
infarto do miocárdio e doenças associadas ao HIV.2
O Distrito Leste possui 14 Unidades Básicas de Saúde,
compostas por um Centro de Saúde, três Unidades Básicas,
quatro Unidades do Serviço de Saúde Comunitária do Grupo Hospitalar Conceição e seis Unidades de Estratégia Saúde
da Família. Trabalhadores dos serviços de saúde do Distrito
Leste, quando questionados sobre a qualidade dos serviços,
apontam, dentre outros aspectos, preocupações com o acolhimento dos usuários, sobrecarga de trabalho, impotência diante da demanda, relações conflituosas e limitação de recursos.
Tais pontos são passíveis de intervenção conjunta da rede de
serviços de saúde, rede social e Universidade.3
O Distrito Sanitário Nordeste, por sua vez, é constituído
de 55.081 habitantes, distribuídos em 66 setores censitários. A
proporção da população entre 0 e 4 anos idade é de 11,37%; de
60 anos é de 6,30%; e 93,11% é a proporção de alfabetizados.
A taxa de mortalidade infantil global por 1.000 nascidos vivos
é de 13,94%. A proporção de óbitos de adolescentes entre 10 e
19 anos de idade por violência, em relação a todos os óbitos,
é de 5,2%, e de óbitos de mulheres em idade fértil é de 11,7%.3
Existe uma diferença importante e preocupante quanto à
taxa de mortalidade infantil do Distrito Leste em relação ao
Nordeste, especialmente considerando que essa taxa é um
bom indicador para avaliar a condição de saúde da população
de uma forma geral. No primeiro distrito, tem-se uma taxa de
mortalidade infantil caracterizada como média e, no segundo
distrito, como baixa.4 Buscar as causas de tal disparidade, bem
como estratégias para sua redução, é crucial para a atenção
à saúde da população dessas localidades. Há necessidade de
reavaliar as causas da mortalidade das mulheres em idade fértil, pois se os óbitos forem ligados à gravidez, ao aborto, ao
parto e ao puerpério eles podem, em sua grande maioria, ser
evitados.5
Em 2006, o curso de graduação em Enfermagem da PUC-RS foi contemplado no edital do Pró-Saúde I, dos Ministérios
da Educação e da Saúde, mobilizando uma mudança curricular ocorrida ainda naquele ano. No período de implantação
do Pró-Saúde I, destaca-se o esforço para que as ações desenvolvidas tivessem caráter interdisciplinar, envolvendo ações
conjuntas de ensino/pesquisa/extensão da Enfermagem com
outras áreas da saúde, a exemplo da Nutrição e da Fisioterapia, a fim de potencializar os recursos previstos no programa.
Tais ações foram decorrentes de discussões que se ampliaram
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com a parceria permanente da SMS e do Conselho Municipal
de Saúde (CMS). Entre as estratégias para fortalecer tais parcerias, incluiu-se a realização de reuniões e contatos com a SMS
e a Coordenadoria Geral da Rede de Atenção Básica (CGRABS) de Saúde do Município de Porto Alegre e suas respectivas
equipes assessoras.
Os projetos propostos pelo Pró-Saúde I, aprovados pelo
Ministério da Saúde, foram discutidos e adequados pela Comissão Gestora Local do Pró-Saúde/Enfermagem PUC-RS,
em conjunto com trabalhadores de saúde e docentes, a fim de
atender às demandas assistenciais e pedagógicas dos serviços
de saúde e da formação dos futuros profissionais dessa área.
Uma das estratégias utilizadas foi os seminários itinerantes, realizados com as equipes das Unidades Básicas de Saúde
(UBS) e de Saúde da Família (ESF), com o objetivo de apresentar o programa e seus objetivos, promovendo discussões
iniciais com a equipe sobre o desenvolvimento das ações de
saúde. No total, realizaram-se 16 seminários, que contaram
com a participação de 198 trabalhadores da saúde.
Essa estratégia buscou, entre outras coisas, potencializar
a construção coletiva, aproximando a academia com os trabalhadores e tornando todos copartícipes das experiências inovadoras no processo de ensino-aprendizagem, na formação de
profissionais de saúde.6
Simultaneamente ao desenvolvimento do Pró-Saúde I, a
PUC-RS empreendeu esforços para a criação do seu Programa
de Residência Multiprofissional em Saúde (Premus/PUC-RS),
integrando-se ao movimento promovido pelos Ministérios da
Saúde e da Educação com vistas à formação de profissionais
para atender aos princípios do SUS. O Premus/PUC-RS recebeu, em 2006, parecer técnico favorável da Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação/MS. O processo seletivo dos
residentes contou com a inscrição de 354 profissionais vindos
da Região Metropolitana, do interior do Rio Grande do Sul e
de estados vizinhos.
O programa se desenvolveu no período de 2007 a 2009,
formando 42 profissionais nas áreas de Enfermagem, Farmácia,
Fisioterapia, Nutrição, Odontologia, Psicologia e Serviço Social.
Nesse programa foram enfatizadas três áreas: Saúde da Criança;
Saúde do Adulto; e Atenção à Saúde. Áreas essas ligadas a nove
campos de saber e prática: Saúde da Criança e Adolescente; Saúde da Mulher; Saúde do Idoso; Reabilitação Cardiopulmonar;
Nefrologia; Intensivismo Adulto; Intensivismo Pediátrico; Saúde Bucal; e Saúde Mental. Dada a complexidade do programa,
foi necessária a participação de múltiplos atores em diferentes
instâncias da Universidade e dos serviços de saúde para garantir seu propósito interdisciplinar. O processo de implantação do
Premus/PUC-RS proporcionou aos profissionais envolvidos a
possibilidade de produção de novas práticas de cuidado à saúde com a implantação e qualificação de modelos assistenciais
que contemplam a interdisciplinaridade, a integralidade e a humanização nos diferentes campos de saber e de prática.
A partir das vivências resultadas da 1ª edição do Premus,
foram evidenciadas a motivação e a expectativa dos serviços
e dos profissionais de saúde quanto à continuidade do programa. Em agosto de 2009, teve início a sua 2ª edição, agora
como Programa de Residência Multiprofissional em Saúde da
Família e Comunidade, contando com a participação de 19
residentes de sete áreas (Enfermagem, Fisioterapia, Nutrição,
Odontologia, Serviço Social, Psicologia e Farmácia).
Em 2010, a PUC-RS foi contemplada com um novo Programa de Residência Multiprofissional e em Área Profissional
da Saúde, no Hospital São Lucas da PUC-RS – Premus/HSL
2010, que ocorrerá simultaneamente ao programa já em andamento, alinhando-se às prioridades políticas de formação
de recursos humanos do Ministério da Saúde. O Premus/HSL
2010 oferece 12 vagas distribuídas entre as áreas nele já existentes, acrescida a da Educação Física, contemplando, portanto, oito áreas.
Inspirada na experiência exitosa do Promed, Pró-Saúde
I e Premus, a PUC-RS concebeu o Pró-Saúde II, com base em
uma visão interdisciplinar e de construção coletiva, desde as
etapas preliminares de formulação até o desenho do projeto
em si e das estratégias de articulação intra e interinstitucional
e com a comunidade, para a sua implementação. Para tanto,
envolveram-se os cursos de graduação responsáveis pela formação dos profissionais das áreas de Farmácia, Nutrição, Fisioterapia, Medicina, Psicologia, Serviço Social e Odontologia,
além do curso de Enfermagem, por meio do Pró-Saúde I. O
princípio norteador da articulação, no âmbito da IES, foi contribuir para a formação integral dos estudantes, docentes e trabalhadores em saúde, com vistas à integração ensino-serviço,
considerando a realidade social.
Essa articulação pressupôs um alinhamento entre as áreas
de conhecimento quanto às atividades pedagógicas nos cenários das práticas da rede de serviços de atenção básica do município de Porto Alegre, assim como desencadeou o repensar
dos currículos para adequá-los à formação para o SUS.
Tal processo se articulou com o Pró-Saúde I e com a Comissão Gestora Local preexistente, que se ampliou com a inclusão de novos atores nesse grupo. Para operacionalização
da proposta, foi desenhado um conjunto de 15 projetos distribuídos nos três eixos do Pró-Saúde concebidos com enfoque
interdisciplinar, constituindo uma proposta unificada. As articulações entre as áreas, bem como suas especificidades, foram
expressas nas atividades previstas em cada um dos projetos.
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Em 2009, a primeira edição do PET-Saúde (2009-2010) foi
aprovada, e a Universidade foi contemplada com quatro grupos envolvendo trabalhadores, docentes e alunos dos cursos
de Enfermagem, Farmácia, Medicina, Nutrição, Odontologia, Psicologia e Serviço Social. Nesse período, foi realizado
o Diagnóstico de Saúde do Distrito Nordeste de Porto Alegre,
atendendo à solicitação da Secretaria Municipal de Saúde
(SMS). Os resultados serão publicados em livro com apoio do
Pró-Saúde I e II.
Na segunda edição do PET-Saúde/Saúde da Família
(2010-2011), foram aprovados cinco grupos. Da mesma forma
que na primeira edição, tutores, preceptores e acadêmicos atuam de forma multiprofissional e interdisciplinar. Esse novo
projeto busca o desenvolvimento e a ampliação das atividades acadêmicas nos serviços de saúde, desenvolvendo intervenções com base nos problemas prioritários identificados na
primeira fase da pesquisa – Diagnóstico de Saúde do Distrito
Nordeste.
Adicionalmente, os alunos do PET-Saúde atuam em atividades específicas de intervenção nos serviços de atenção
básica, desenvolvendo atividades assistenciais de sua área
profissional, vinculadas ou não às disciplinas acadêmicas.
Apesar de se vincularem às atividades da área profissional, é
incentivada a integração ao trabalho de equipe, com apoio dos
preceptores. Em relação à factibilidade e sustentabilidade, os
bolsistas do PET-Saúde realizam atividades integradas com os
residentes do Programa de Residência Multiprofissional em
Saúde da Família, bem como com os bolsistas do Pró-Saúde,
nos campos de prática.
Recentemente, a Universidade foi contemplada com um
grupo do PET-Saúde/Vigilância em Saúde, cujo projeto será
desenvolvido em parceria com a Equipe de Vigilância de
Eventos Vitais, Doenças e Agravos Não Transmissíveis da Coordenadoria Geral de Vigilância em Saúde (GCVS) da SMS, e
inclui os cursos de Fisioterapia e Educação Física, além dos
demais já envolvidos no PET-Saúde/Saúde da Família. Esse
trabalho permitirá a qualificação das ações de vigilância de
agravos não transmissíveis junto à rede de saúde do município de Porto Alegre, contribuindo para alcançar a meta pactuada para a implementação de um sistema de vigilância da
prevenção de câncer de colo de útero para mulheres de 25 a 59
anos de idade moradoras do município.
O Instituto Nacional do Câncer (Inca) estima que 500.000
novos casos de câncer do colo útero ocorram a cada ano no
mundo, sendo responsável pelo óbito de, aproximadamente,
230 mil mulheres por ano. Sua incidência é cerca de duas vezes maior em países menos desenvolvidos em comparação
com os mais desenvolvidos. A incidência por câncer do colo
do útero torna-se perceptível na faixa etária de 20 a 29 anos,
e o risco aumenta rapidamente até atingir seu pico na faixa
etária de 45 a 49 anos7. Entende-se que estratégias de investigação e de intervenção possibilitarão a elevação das condições de saúde da população de Porto Alegre, bem como a
reorientação do processo educativo e a formação profissional
na área da saúde.
Compõe ainda esse processo de articulação interna, no
âmbito da PUC-RS, a busca constante de sinergia e integração
de esforços, advindos do desenvolvimento de todos os projetos específicos que convergem ao mesmo propósito: integração ensino-serviço. Muitas das atividades planejadas por um
dos projetos são compartilhadas com os demais programas,
potencializando-se os investimentos em formação de recursos
humanos, a integração ensino e serviço e o fortalecimento da
qualidade dos serviços prestados à população, na perspectiva
da ampliação da cidadania dos usuários.
Adicionalmente, os recursos dos projetos Pró-Saúde viabilizaram diversas melhorias nos serviços, ampliando a possibilidade de realização de atividades de ensino dos alunos
de todas as graduações na área da saúde. Essas estratégias,
somadas ao apoio das Pró-Reitorias de Graduação, Extensão,
Pesquisa e Pós-Graduação, têm garantido a sustentabilidade
e continuidade das atividades na rede de atenção básica. Os
cursos estabeleceram estratégias de inserção dos alunos nos
cenários de práticas nos serviços de atenção básica, da rede
municipal de saúde de Porto Alegre, do Distrito Leste/Nordeste. É Importante salientar a contribuição da Gerência Distrital nesse processo, estabelecendo demandas prioritárias
e criando condições objetivas para alocação dos alunos nos
campos de estágio.
Até o presente momento, entre as disciplinas dos cursos
da área da saúde envolvidos nos programas, 28 têm como cenário de prática a atenção básica, envolvendo, por semestre,
cerca de 860 alunos dos cursos da graduação, 62 profissionais
de saúde, 51 docentes, 13 tutores e 19 residentes, todos buscando trabalhar as ações propostas de forma integrada, ampliando, assim, uma nova concepção de trabalho multidisciplinar em saúde.
Nesse sentido, todos os autores envolvidos têm buscado
contribuir para a melhoria da assistência à saúde da população, mediante capacitação dos profissionais, redes de aprendizado que envolva a academia e os serviços8:
Além disso, salienta-se que a Universidade acolheu a proposta no âmbito de suas estratégias de gestão, criando uma
Coordenadoria de Integração Ensino-Serviço na Área da Saúde, facilitando a gestão coordenada de processos administrativos e acadêmicos internos e de suas interfaces externas.
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DESCOBERTAS E AVANÇOS
Constata-se que as atividades realizadas têm fortalecido os
conhecimentos norteadores das políticas de saúde e educação
permanente em saúde, favorecendo o aprofundamento da integração ensino-serviço. A ampliação de referenciais foi um
aspecto determinante, enfocando a atenção básica e a ampliação de práticas de ensino nos serviços na Gerência Distrital
Leste/Nordeste. Essa estratégia tem propiciado mudanças na
orientação teórica e ampliação da produção de conhecimento
voltado às necessidades do SUS.
Dentre as descobertas e avanços, destaca-se o fortalecimento de ações conjuntas entre os cursos da área da saúde
da PUC-RS, a partir de projetos como Premus, Pró-Saúde I
e II e PET–Saúde. Tais projetos têm sido estratégicos para
a reorientação da formação dos profissionais no âmbito da
graduação e sua articulação com a pós-graduação, a fim de
atender às necessidades de formação de recursos humanos
para o SUS. Além disso, provocaram a ampliação da carga
horária de estágios obrigatórios em serviços de saúde na
atenção básica nos cursos da saúde, bem como a ampliação
da integração ensino-assistência nas atividades de ensino/
pesquisa/extensão.
Outra consequência importante desses projetos foi o fortalecimento de mecanismos de cooperação entre os gestores
municipais, os cursos da área da saúde e o Conselho Municipal de Saúde (CMS), os quais possuem representantes na Comissão Gestora Local. A integração entre SMS, CMS e a PUC-RS tem-se fortalecido e resultado em um aprofundamento da
integração ensino-serviço, bem como na aquisição e troca de
conhecimentos entre trabalhadores, docentes e discentes, estimulando a inovação.
É entendimento da Equipe de Desenvolvimento/CGADSS da SMS de Porto Alegre, como área responsável pelas
ações de educação permanente em saúde, que a Comissão
Gestora Local desses projetos constitui-se um espaço importante de reflexão, discussão, planejamento e avaliação das
ações realizadas.
Deve ser destacada a maior satisfação dos usuários com
os serviços prestados nos locais em que a Universidade está
presente, o que conduz a um aumento e aprofundamento de
ações e atividades de ensino e assistência no Distrito Leste/
Nordeste e à integração dos alunos e docentes em equipes
multidisciplinares. Consequentemente, houve ampliação da
assistência, principalmente na educação e promoção da saúde
(em grupos, escolas, consultas e orientações), e foram implantados diversos programas com a participação efetiva de todos
os atores envolvidos, o que qualifica o processo, pois todos os
segmentos estão presentes.
Conforme o Conselho Municipal de Saúde: “as ações em
saúde, ocorridas em decorrência da execução dos projetos do
Pró-Saúde e do PET-Saúde, na área de abrangência da Gerência Distrital Leste/Nordeste e com a participação da PUC-RS,
devem ser consideradas um acréscimo à rede de saúde do município como um todo”.
É importante ressaltar que devem ser consideradas as
ações em saúde, não somente a participação de estudantes e
docentes, mas também a aquisição de bens patrimoniais, material de expediente e reformas. Foi possível a melhoria das
instalações dos serviços, aquisição de equipamentos e materiais com apoio do Pró-Saúde. Portanto, salienta-se que tais
investimentos contribuíram para que as equipes de saúde, estudantes e docentes, dentro desses locais de trabalho, pudessem desempenhar de forma mais satisfatória seus processos
de trabalho.
Em relação a mudanças no ensino propriamente dito,
esses projetos propiciam a realização de um maior número
de capacitações e discussões entre docentes e trabalhadores,
tendo em vista a metodologia de problematização na prática docente-assistencial. Adicionalmente, torna-se evidente
uma maior participação dos profissionais do serviço no planejamento das estratégias pedagógicas nos cenários de prática. É importante destacar que o planejamento das ações em
educação permanente em saúde desenvolvidas por meio do
Pró-Saúde e PET-Saúde tem sido realizado em conjunto, considerando as necessidades e a realidade dos serviços e dos trabalhadores, articulado com as políticas setoriais da Secretaria
Municipal de Saúde.
Entende-se que em função de várias ações colocadas em
prática, desde oficinas até os citados benefícios de ordem material e patrimonial, houve uma desacomodação na cultura estabelecida, ou seja, houve uma provocação positiva no ânimo
e no comportamento dos trabalhadores. Isso, certamente, já repercute nas suas relações com os usuários e com os estudantes
e docentes da instituição.
POTENCIALIDADES ENCONTRADAS
Durante a primeira edição do PET-Saúde foi realizada a pesquisa Diagnóstico de Saúde do Distrito Nordeste. Essa atividade contribuiu de forma relevante para que os estudantes
entendessem a importância das três dimensões da vida acadêmica: ensino, pesquisa e extensão. Os resultados da pesquisa
foram utilizados para a definição de novas atividades e serão
publicados em formato de livro.
Além disso, a inserção dos acadêmicos nos serviços tem
demonstrado ser uma excelente oportunidade para conhecer o
funcionamento integral de uma UBS e de uma ESF, a realidade
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do SUS e seus princípios, bem como os serviços prestados e as
necessidades dos usuários, possibilitando maior integração da
teoria com a prática, a multidisciplinaridade e a possibilidade de compartilhar saberes. Desse modo, deve ser estimulada
continuamente a atitude de querer aprender e a pró-atividade
em busca da autonomia, evidenciada por muitos dos alunos
que propõem e desenvolvem estratégias e ações de inserção
profissional no cenário do projeto.
Entre as diversas potencialidades encontradas, devem ser
destacadas a boa articulação entre gestores, docentes, trabalhadores e acadêmicos, a presença de preceptores e tutores
motivados e as diversas capacitações realizadas pela PUC-RS,
integrando os programas Pró-Saúde I e II, PET-Saúde e Premus. Pode ser observada uma integração crescente entre os
cursos da área da saúde da PUC-RS, o que tem motivado os
alunos ao trabalho em equipe multiprofissional. Comparando
com a integração existente antes desses projetos, pode-se dizer
que houve um crescimento exponencial nesse âmbito, pois em
algumas áreas os integrantes praticamente não dialogavam.
Porém, ainda há espaço para uma maior integração, o que
vem acontecendo com as novas ações propostas e o amadurecimento dos atores envolvidos nos processos.
É evidente que o aumento e o aprofundamento de ações e
atividades na Gerência Distrital Leste/Nordeste proporcionaram a inserção progressiva de docentes e discentes no contexto
do SUS, muitos dos quais não desenvolviam atividades nesse
âmbito antes do surgimento dos programas. É possível observar a integração de diversas áreas do conhecimento no contexto da atenção primária à saúde. Muitas atividades integradoras têm sido sugeridas pelos acadêmicos, que, ao vivenciar
as novas modalidades, motivam-se a fazer a integração dos
conhecimentos e acabam provocando os docentes a participar
dessa nova realidade, potencializando a interdisciplinaridade.
Como consequência, observa-se a crescente identificação dos
acadêmicos e docentes com a atenção básica, os quais demonstram um forte interesse de inserção profissional em serviços
públicos, atendendo aos princípios e diretrizes do SUS.
Como importante potencial deve ser destacada a necessidade de ampliar a divulgação dos resultados de trabalhos e
pesquisas realizados pelos alunos para as equipes, comunidade e sociedade de um modo geral.
DIFICULDADES E PONTOS CRÍTICOS
Naturalmente, algumas dificuldades têm sido encontradas.
Em relação aos serviços, destaca-se: o fato de algumas equipes de saúde apresentarem demandas de vagas para bolsistas
acima da sua capacidade; a dificuldade de inserção de docentes e estudantes em locais de difícil acesso e com espaço físico
reduzido: e a dificuldade para inserir estudantes de algumas
áreas da saúde nas UBSs e ESFs por falta de profissionais dessas áreas e/ou inexistência de atividades multidisciplinares.
Ressalta-se ainda, como desafio, a necessidade de aumentar o número de intervenções realizadas conjuntamente por
acadêmicos e profissionais de duas ou mais áreas. Esse fato
decorre, dentre outros fatores, da rotina dos serviços, de horários de aulas não coincidentes entre os diversos cursos e da falta de cultura de alguns trabalhadores e docentes para desenvolver atividades multiprofissionais, engendradas por uma
concepção interdisciplinar. Percebe-se que a grande demanda
de atividades de rotina nos serviços de saúde dificulta a participação dos trabalhadores em atividades com os acadêmicos,
bem como em reuniões de planejamento e de capacitação.
Em relação à integração dos acadêmicos e docentes dos
diversos cursos de graduação da área da saúde, ela é dificultada pelo fato de os cursos possuírem níveis diferentes de inserção em atividades na atenção básica, bem como pela inexistência de disciplinas comuns para as graduações e pelo fato de
os horários de aulas serem muito diversos, tornando difícil a
realização de trabalhos multidisciplinares. A criação de mais
oportunidades de encontro entre os estudantes de graduação
das áreas envolvidas possibilitaria uma vivência multidisciplinar e interdisciplinar entre eles, potencializando a integralidade como princípio da formação profissional.
Como ponto crítico, torna-se evidente a necessidade de se
trabalhar com a resistência, por parte de alguns trabalhadores, em viabilizar a integração ensino-assistência ou entender
a inserção de uma equipe estendida nas Estratégias Saúde da
Família. Observa-se que alguns trabalhadores apresentam dificuldades em participar das ações desses programas, talvez
pela falta de conhecimento ou clareza quanto aos objetivos
dos projetos.
Apesar de diversas melhorias nos serviços terem sido implantadas com apoio dos projetos, é importante destacar que
a adequação da infraestrutura da rede de atenção à saúde,
quanto à melhoria dos espaços físicos, equipamentos e materiais disponíveis, deve ser contínua. Outros aspectos que têm
dificultado a realização das atividades são a precariedade da
rede de serviços em saúde mental e a inexistência de Núcleos
de Apoio à Saúde da Família (Nasf) no município de Porto
Alegre.
De acordo com o Conselho Municipal de Saúde, para os
usuários, o grande desafio do Pró-Saúde e do PET-Saúde é
medir, por meio das avaliações e de forma qualificada, as repercussões de um acolhimento/atendimento de qualidade.
Com a entrada em cena de docentes e estudantes atuando
junto com os trabalhadores, há certamente uma oxigenação,
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uma motivação e, com isso, entende-se que as perspectivas
são de alteração na cultura estabelecida, devendo essas serem
avaliadas.
EXPERIÊNCIAS BEM-SUCEDIDAS E
SUSTENTABILIDADE
Entre as experiências bem-sucedidas, destaca-se o acolhimento aos novos alunos bolsistas com a presença de representantes do Conselho Municipal de Saúde, tutores, preceptores, Gerência Distrital e Equipe de Desenvolvimento da SMS. Nessa
oportunidade, foram apresentadas informações a respeito dos
programas, da estrutura e políticas setoriais da SMS, Gerência
Distrital Leste/Nordeste e sobre o Controle Social, bem como
as expectativas em relação aos projetos.
Vale ressaltar que a participação dos alunos dos diferentes programas nos serviços de saúde tem servido de estímulo
para a qualificação e aprimoramento técnico dos trabalhadores, trazendo repercussões positivas ao serviço.
Além disso, a relação entre os processos de ensino e a
prestação de serviços tem proporcionado uma formação diferenciada aos acadêmicos, que passam a vivenciar os desafios
de materialização dos princípios do SUS na atenção básica em
saúde, estimulando a formação de recursos humanos para
atuação na rede de serviços do sistema.
Em relação à sustentabilidade, o Pró-Saúde tem possibilitado um aporte de investimentos para a melhoria dos serviços, especialmente em equipamentos audiovisuais e de Informática (computadores), e para a capacitação de profissionais,
visando à qualificação da integração ensino-serviço.
A integração de atividades da graduação (PET-Saúde e
Pró-Saúde) com a pós-graduação, por meio da residência, possibilita a potencialização dos recursos financiados, com vistas
à integração ensino-serviço e reorientação na formação profissional. Como exemplo, cita-se a realização da I Mostra PET-Saúde, Premus, Pró-Saúde, com apresentação de 57 trabalhos
e 224 participantes, entre bolsistas PET-Saúde e Pró-Saúde,
residentes Premus, docentes, trabalhadores, representantes
da SMS, representantes do Controle Social, coordenadores de
curso e diretores de Unidades Acadêmicas.
Ressalta-se também a ampliação do número de trabalhos
de conclusão de curso articulados com os programas, a inserção de trabalhadores em projetos de pesquisas desenvolvidos
por professores e alunos e as capacitações, contemplando todos
os segmentos: docentes, estudantes, tutores, preceptores, residentes, trabalhadores de diversas áreas e das demais Gerências Distritais da SMS, gestores e Controle Social. Essas ações
têm oportunizado um espaço de encontro e problematização
que contribui para reflexão, discussão e troca de experiências.
O reconhecimento do trabalho coletivo e interinstitucional realizado culminou na premiação da PUC-RS, pelo Conselho Municipal de Saúde de Porto Alegre, no dia 20 de maio
de 2010, com o Prêmio Destaque em Saúde, que foi concedido
a personalidades e instituições que se destacaram nas ações
de saúde no município em diversas modalidades. A PUC-RS
recebeu a distinção na área de ensino, principalmente pela
contribuição às ações realizadas nos programas Pró-Saúde,
Pet-Saúde e Premus.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Espera-se, a partir das diversas ações realizadas com apoio do
PET-Saúde, PRÓ-Saúde e Premus, promover maior efetividade nas atividades de promoção de saúde, bem como integração da equipe de saúde e qualificação do ensino. Nesse sentido, destaca-se a necessidade de se trabalhar continuamente as
diferentes concepções de saúde e de modelo assistencial com
os atores envolvidos: docentes, estudantes, trabalhadores,
gestores e usuários. Também deve ser ampliado o número de
docentes integrados às equipes de saúde, a fim de relacionar
conteúdos específicos com a atenção básica, bem como ser ampliada a carga horária de atividades de graduação relacionadas à atenção básica.
É importante que os acadêmicos participem de reuniões
de equipe, do Conselho Municipal de Saúde, distritais e locais,
a fim de compreender ainda mais a realidade e propor ações
que atendam às necessidades da comunidade. A vivência na
gestão, planejamento e formação, sempre privilegiando o trabalho em equipe, deve ser permanentemente incentivada, visando à integralidade na formação dos profissionais da saúde.
Para qualificar o processo de avaliação das ações e capacitações dos diversos programas, devem ser elaborados indicadores e instrumentos de avaliação, identificando, também, o
impacto junto aos usuários.
A fim de dar continuidade aos avanços proporcionados
pelos projetos, é necessário ser ampliado o debate sobre o projeto político-pedagógico da formação em saúde, incentivando
o compromisso do ensino com o SUS. Além disso, deve ser estimulada a discussão entre as disciplinas que abordam Saúde
Coletiva e o SUS nos diversos cursos da saúde, com o objetivo
de planejar os conteúdos de forma integrada. Para tanto, uma
das estratégias propostas é integrar os estudantes dos cursos
da saúde em uma mesma disciplina de Saúde Coletiva durante sua formação.
Outra importante perspectiva é estimular o debate e práticas relativas à educação permanente em saúde e a interação
entre educação e processos de trabalho, a partir da realidade
vivenciada, levando em consideração os conhecimentos e as
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Adolfo Pizzinato et al
Integração Ensino-Serviço na Formação Profissional
experiências de todos. Além disso, deve ser incentivada a reflexão e a discussão sobre o papel do preceptor e dos demais
trabalhadores na formação dos estudantes e a responsabilidade dos docentes com os serviços de saúde.
6. Ferreira MLSM, Cotta RMM, Oliveira MS. Construção
coletiva de experiências inovadoras no processo ensino-aprendizagem na formação de profissionais da saúde.
Rev. bras. educ. med. [online]. 2009, vol.33, n.2, pp. 240-246.
ISSN 0100-5502.
7. Brasil. Ministério da Saúde. Instituto Nacional de Câncer.
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inca.gov.br/wps/wcm/connect/tiposdecancer/site/
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8. Campos FE, Brenelli SL, Lobo LC, Haddad AE. O SUS
como escola: a responsabilidade social com a atenção à
saúde da população e com a aprendizagem dos futuros
profissionais de saúde. Rev. bras. educ. med. [online]. 2009,
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dos profissionais da saúde. Rev. bras. educ. med. [online].
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arttext&pid=S01002. Moretto A. Saúde como direito: desafio para o ensino em
saúde. In: PUCRS. Programa de Incentivo a Mudanças
Curriculares nos Cursos de Medicina. Diagnóstico de saúde do distrito leste de Porto Alegre: PROMED. Porto Alegre: EDIPUCRS, 2005, p. 203-244.
3. Mendes JMR. Condições de vida, qualidade dos serviços
de saúde e rede social do distrito leste. In: PUCRS. Programa de Incentivo a Mudanças Curriculares nos Cursos de
Medicina. Diagnóstico de saúde do distrito leste de Porto
Alegre: PROMED. Porto Alegre: EDIPUCRS, 2005, p. 81 –
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4. Pereira MG. Epidemiologia: teoria e prática. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1997.
5. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em
Saúde. Departamento de Análise de Situação de Saúde.
Saúde Brasil 2004: uma análise da situação de saúde. Brasília: Ministério da Saúde, 2004.
CONTRIBUIÇÃO DOS AUTORES
Todos os autores participaram na eleboração do manuscrito,
desde a sua comcepção até a finalização do texto.
CONFLITO DE INTERESSES
Declarou não haver
ENDEREÇO PARA CORRESPONDÊNCIA
Adolfo Pizzinato
Av. Ipiranga, 6681, Prédio 11, 8º andar
Porto Alegre
CEP. 90619-900 – RS
E-mail: adolfo.pizzinato@pucrs.br.
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